segunda-feira, 27 de abril de 2020

EDUCAÇÃO: Regra do MEC trava merenda com dinheiro federal em ao menos 9 estados

A interrupção das aulas teve início na segunda quinzena de março, e a imprevisibilidade do retorno reforça a preocupação com os estudantes

                Por: Folhapress
Todos os alunos da rede municipal receberão uma cesta básica para 15 dias, além dos kits correspondentes à merenda
Todos os alunos da rede municipal receberão uma cesta básica para 15 dias, além dos kits correspondentes à merendaFoto: Divulgação
Regras estipuladas pelo governo Jair Bolsonaro para distribuir merenda nas escolas durante a crise do coronavírus se chocam com as medidas tomadas pelas redes locais de ensino. Com a pandemia de Covid-19, a verba da União direcionada à merenda só pode ser usada para a compra de alimentos para a distribuição às famílias, que devem buscá-los nas unidades escolares ou as escolas devem levar alimentos aos alunos.

Secretários estaduais de Educação, porém, dizem que a medida não é viável e tomaram decisões diferentes para oferecer alimentação aos alunos -muitos dependem das refeições oferecidas pelos colégios. Além disso, os recursos federais para merenda foram transferidos, mas parte do dinheiro está parada. As redes públicas que optaram por transferência de dinheiro ou compra de cestas básicas estão impedidas de usar o recurso.

Para gestores locais, faltou coordenação do MEC (Ministério da Educação), o que pode reduzir a capacidade de se garantir alimentação com o fechamento de escolas durante o isolamento social. A interrupção das aulas teve início na segunda quinzena de março, e a imprevisibilidade do retorno reforça a preocupação com os estudantes. A suspensão das atividades atinge todo o país.

O dinheiro federal é operacionalizado pelo Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Esse recurso varia de R$ 0,32 a R$ 1,07 por dia por aluno. O programa corresponde a uma pequena parte do gasto total das redes com merenda, que chega a ser até nove vezes maior. Ainda assim, tem grande importância para o financiamento do serviço.

Desde o início do ano, o MEC repassou R$ 1,1 bilhão do Pnae para as redes (27% do orçado). Parte do dinheiro havia sido executada pelos governos regionais antes da interrupção das aulas. Uma parcela, porém, está parada em várias localidades do Brasil.
O dinheiro está travado em ao menos nove redes estaduais. São elas as de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Roraima e Pará. A reportagem questionou as secretarias estaduais de Educação de todo o país.

Sergipe, Santa Catarina e Rio Grande do Sul seguirão as orientações do MEC. A Paraíba afirmou que ainda vai anunciar uma ação para o serviço e distribuirá a merenda em estoque. Os demais estados não responderam. A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, por exemplo, optou por um modelo de transferência de R$ 55 a alunos carentes por meio de um aplicativo, tudo financiado com recursos estaduais. A ação deverá atender 732 mil estudantes.

Segundo o secretário Rossieli Soares, é inviável distribuir merenda nas escolas, tanto por causa da logística quanto para evitar aglomeração. "Não posso usar profissionais do grupo de risco nas escolas. Não temos como dar segurança a todo o processo para evitar que uma pessoa vá à escola saudável e volte doente", disse. "A gente compra 8, 10 quilos de ervilha, vou abrir um pote e distribuir para as famílias? A própria higiene não é viável", afirmou Soares.

Vitor de Angelo, secretário do Espírito Santo e vice-presidente do Consed (órgão que representa os gestores estaduais) critica a decisão do governo. O Consed também se posicionou contra a medida, o que causou atritos entre dirigentes e o MEC. "A saída pensada pelo governo é muito mais propaganda do que uma medida consensualizada. Ela não ajuda de fato", disse o vice-presidente do Consed, Vitor de Angelo.

No Espírito Santo, optou-se pela distribuição de cestas básicas, o que não atende regras do MEC. "O governo alega o óbvio, que a legislação não permite [usar o Pnae para distribuir dinheiro ou só para alunos mais pobres], mas estamos em um período de medidas excepcionais", disse Angelo.

A Secretaria de Educação do Pará afirmou que "as distâncias geográficas e a existência de áreas rurais remotas exigiriam uma logística de tempo e recursos inviáveis".O ministro Abraham Weintraub (Educação) sempre defendeu manter a distribuição da merenda nas escolas e nos últimos dias tem defendido, assim como Bolsonaro, o retorno às aulas. O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão ligado ao MEC responsável pelas transferências, publicou no dia 9 de abril uma resolução que regula o uso do Pnae para kits.

Parte das compras deve contemplar a agricultura familiar, e as distribuições devem ocorrer nas escolas ou na casa dos alunos. A determinação se ancora em lei sancionada no dia 8 de abril. O texto final aprovado pelo Congresso retirou a previsão de transferências de recursos por meio do Bolsa Família. Essa proibição se reflete também nas redes municipais. Questionadas, as secretarias de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte afirmaram que também não vão conseguir usar recursos do Pnae neste momento.

O secretário municipal de São Paulo, Bruno Caetano, disse que o MEC foi omisso na parte pedagógica diante da pandemia e, quando resolveu atuar com relação à merenda, fez de forma desastrada."Não prever outras formas de distribuição que não o próprio gênero em si é uma ação que desconhece a realidade das redes", disse. "Cabe ao MEC a coordenação nacional, hoje ao alcance de um clique, mas isso não ocorreu."

A rede paulistana tem investido R$ 24 milhões por mês para distribuir dinheiro por meio de um cartão a 273 mil alunos. Caetano afirmou que, com o recurso federal, o município ampliaria o número de beneficiados. Segundo Luiz Miguel Garcia, presidente da Undime -que representa dirigentes municipais de Educação-, as regras têm causado confusão. "Ressaltamos a importância do planejamento das redes para garantir a sustentabilidade e o diálogo com a assistência social para garantir segurança alimentar dos mais carentes", disse.

O FNDE afirmou em nota que trabalha com as secretarias de Educação para manter o programa de alimentação escolar ativo mesmo com aulas suspensas. O órgão ressaltou o volume de repasses já feitos via Pnae. Porém, o FNDE não respondeu quanto do dinheiro está parado e por que não avançou nas negociações com os governos.

O MEC não previu até agora nenhum recurso novo para enfrentamento do coronavírus na educação básica. A pasta transferiu para as escolas um dinheiro já previsto, que é voltado para ações pedagógicas, mas o MEC o anunciou como reforço para compra de artigos de higiene.




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Fernández amplia quarentena e acusa Bolsonaro de “falta de seriedade” no combate à pandemia

                    Alberto Fernández e Jair  Bolsonaro
Alberto Fernández e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Carolina Antunes/PR)

Victor Farinelli, Revista Fórum - Na noite deste domingo (26), ao anunciar a ampliação da quarentena no país até o dia 10 de maio, o presidente argentino Alberto Fernández abordou outra preocupação que sua gestão tem com respeito à pandemia do coronavírus, que é a forma como o governo brasileiro vem tratando a questão.
Fernández evitou citar o nome de Jair Bolsonaro, mas foi bastante claro em sua opinião sobre como o país vizinho lida com a crise de saúde. “Me preocupa muito a situação do Brasil porque não acho que o governo brasileiro esteja enfrentando o problema com a seriedade que o caso requer. Digo isso, sinceramente”, afirmou, em entrevista ao canal de televisão C5N.
A preocupação do presidente argentino surgiu, sobretudo, de conversas com governadores de províncias que fazem fronteira como o Brasil. “Tive uma conversa com todos os governadores por videoconferência. O governador de Misiones (província que faz fronteira com o Paraná e Santa Catarina) expôs com toda clareza a sua preocupação porque as províncias de Misiones e Corrientes (fronteira com o Rio Grande do Sul) são caminho de entrada de muitos camiões de carga que vêm de São Paulo, que é o foco de infecção é altíssimo”, explicou.
Leia a íntegra na Fórum. 

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domingo, 26 de abril de 2020

Chegam a PE parte dos respiradores apreendidos por determinação judicial

                   Por: Diario de Pernambuco
13 dos 35 aparelhos comprados da Intermed chegaram a Pernambuco, após decisão judicial (Reprodução/SEI)
13 dos 35 aparelhos comprados da Intermed chegaram a Pernambuco, 
após decisão judicial. (Foto: Heudes Régis/SEI.)


13 dos 35 aparelhos comprados da Intermed chegaram a Pernambuco, após decisão judicial. (Foto: Heudes Régis/SEI.)
13 dos 35 aparelhos comprados da Intermed chegaram a Pernambuco, 
após decisão judicial. (Foto: Heudes Régis/SEI.)

Começaram a chegar neste domingo (26) 13 dos 35 respiradores comprados pelo governo de Pernambuco à Intermed Equipamento Médico Hospitalar Ltda, de São Paulo. O material deveria ter chegado ao estado em 20 de março, mas a empresa alegava que não podia repassar por conta de uma requisição do governo federal, que negou a informação. Como a Intermed seguia se recusando a entregar, a Procuradoria Geral do Estado (PGE-PE) entrou com uma ação para garantir os equipamentos.

O 13 respiradores que chegaram neste domingo serão distribuídos para a rede estadual de saúde nesta segunda-feira (27). A expectativa do governo de Pernambuco é de que o restante dos aparelhos - 22 - cheguem até a terça (28). O conteúdo foi apreendido pela Comarca de Cotia, cidade do interior paulista, no dia 24, atendendo a uma decisão do juiz Teodomiro Noronha Cardoso, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Recife

Em pronunciamento, o governador Paulo Câmara (PSB) afirma que os aparelhos se integram ao esforço do governo em abrir novos leitos no sistema de saúde por causa da pandemia do novo coronavírus. Neste domingo, o estado contabiliza 712 novos leitos, sendo 333 de UTI e 379 comuns (enfermaria). 

“É uma luta diária. Abrir novos leitos envolve além do espaço físico nos hospitais, os recursos humanos, os insumos e muitos outros detalhes importantes para atender os pacientes de maneira adequada. Por isso, precisamos segurar a disseminação do vírus. Quanto menos contato com as pessoas você tiver, menor é a chance de pegar a Covid-19. Faça o isolamento social, fique em casa por você, pela sua família, pelo próximo e por todos nós”, ressalta o governador.



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MUNDO Kim Jong-un está vivo e bem, diz porta-voz da Coreia do Sul

Rumores sobre a saúde e mesmo a possível morte do líder norte-coreano têm circulado na última semana

                 Por: Folhapress
Líder da Coréia do Norte, Kim Jong-un
Líder da Coréia do Norte, Kim Jong-unFoto: Kona Via KNS/AFP
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, está "vivo e bem", segundo afirmou um porta-voz sul-coreano ao canal americano Fox News neste domingo (26).

"A posição de nosso governo é firme", disse Chung-in Moon, conselheiro de política externa do presidente da vizinha Coreia do Sul, Moon Jae-in. "Kim está vivo e bem. Ele tem estado na área de Wonsan desde 13 de abril. Nenhum movimento suspeito foi detectado até agora."

Rumores sobre a saúde e mesmo a possível morte do líder norte-coreano têm circulado na última semana, com base em sua ausência a eventos públicos importantes do país, como o aniversário de seu avô, Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte, no último dia 15.
Como o país é um dos mais fechados do mundo, há pouca certeza sobre os motivos do sumiço de Kim, mas não há tampouco qualquer confirmação de que ele tenha morrido, como se especula, por uma cirurgia malfeita no coração.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também tratou como falsos os rumores sobre a morte de Kim.

A última aparição do líder norte-coreano na mídia estatal foi em 11 de abril, há mais de duas semanas.



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Prefeitura de Petrolina registra 28º caso do novo coronavírus

                  Via:Carlos Britto
Foto: Ascom PMP/SMS divulgação

Por meio de exame realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE), a Prefeitura de Petrolina registrou neste domingo (26) o 28º caso confirmado do novo coronavírus (Covid-19). Desse total, 14 foram confirmados através de testes rápidos feitos pela prefeitura e 14 diagnosticados através do Lacen-PE. Segundo ao Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Petrolina já tem sete curas clínicas e nenhum óbito.
O novo caso positivo da doença é um homem de 37 anos. Ele está em isolamento domiciliar, sendo monitorado pela equipe de saúde da rede municipal. Os familiares e pessoas que tiveram contato com o mesmo também estão sendo acompanhados.
SRAG
Quanto aos dados relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o boletim aponta 11 casos investigados e 29 descartados. Confirmados somam nove casos, além de um óbito.

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Com saída de Moro e colapso do petróleo, real tem a pior semana desde 2008

Nesta sessão, o dólar subiu 2,589% e foi ao seu terceiro recorde nominal seguido

                Por: Folhapress
 Dinheiro
DinheiroFoto: Pixabay
A saída de Sérgio Moro do governo de Jair Bolsonaro e o colapso do contrato futuro do petróleo americano levaram o real a ter a maior desvalorização semanal desde 2008, quando o dólar subiu 13% na primeira semana de outubro, durante a crise financeira, segundo dados da CMA e da Vitreo.

Na semana encerrada nesta sexta-feira (24), a moeda brasileira perdeu 8% do seu valor ante o dólar, que fechou a R$ 5,6510, R$ 0,42 mais caro que na semana passada. Nesta sessão, o dólar subiu 2,589% e foi ao seu terceiro recorde nominal seguido.

No ano, a alta é de 41%, a maior desde 2015, quando a divisa dos Estados Unidos se valorizou 49% ante o real. Dentre todos as moedas do mundo, o real é a que mais perde valor em 2020.
Em termos reais (corrigidos pela inflação), porém, a moeda ainda está longe de sua máxima de 2002. Se for considerado apenas o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE, o pico de R$ 4 naquele ano, equivale a cerca de R$ 10,80 hoje. Caso também seja levada em conta a inflação americana, o valor corrigido seria cerca de R$ 7,50.

Durante o pregão desta sexta, o dólar chegou ao recorde de R$ 5,7450, após o pronunciamento de Moro sobre sua demissão. Para analistas do mercado, a fala do, agora, ex-ministro elevou ainda mais o risco político do governo.

A moeda desacelerou alta com intervenções do Banco Central. Foram vendidos US$ 3,175 bilhõesdas reservas, US$ 2,175 bilhões em quatro leilões à vista e US$ 1 bilhão em duas operações extraordinárias de swap cambial.

A Bolsa brasileira chegou a cair 9,6% logo após Moro encerrar sua fala. Caso a queda do Ibovespa superasse os 10%, seria acionado o mecanismo de circuit breaker, paralisando negociações por 30 minutos. Neste ano, a Bolsa já passou por seis circuit breakers.

Ao longo da tarde, a Bolsa reduziu perdas e fechou em queda de 5,45%, a 73.330 pontos. A melhora acompanhou Wall Street, onde os índices fecharam perto das máximas do dia. Dow Jones subiu 1,11%, S&P 500, 1,39% e Nasdaq, 1,65%.



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França registra 22.856 mortes por coronavírus e governo avalia medidas para flexibilizar isolamento

(Foto: Reuters)
PARIS (Reuters) - O número de mortos por coronavírus na França aumentou em 242, para 22.856, informou o Ministério da Saúde neste domingo, enquanto o governo se prepara para analisar como pode flexibilizar um isolamento nacional que está em vigor desde meados de março.
A taxa de novas mortes vem caindo nas últimas duas semanas, encorajando aqueles que desejam que a França comece a suspender as medidas de confinamento.
O número de pacientes com alta de unidades de terapia intensiva (UTIs) também superou o número de pessoas que entram nessas unidades.
O isolamento ordenado pelo presidente Emmanuel Macron para conter a propagação do vírus está em vigor desde 17 de março e deve ser retirado em 11 de maio.
Macron pretende afrouxar algumas das medidas em 11 de maio, reabrindo inicialmente as escolas, embora o governo ainda não tenha finalizado como isso pode funcionar na prática.
A França também ofereceu algum alívio aos varejistas, dizendo que pretende determinar que eles reabram em 11 de maio, mas algumas restrições podem permanecer em certas áreas para conter possível nova onda do vírus.
O primeiro-ministro Edouard Philippe deve apresentar o plano do governo de flexibilizar o isolamento em 28 de abril ao Parlamento, que então votará as medidas.
Philippe escreveu em sua conta no Twitter no domingo que o plano do governo se concentrará em algumas áreas principais - saúde pública, escolas, empresas, transporte público e reuniões públicas.
O comitê científico que aconselha o governo sobre a pandemia escreveu no fim de semana que crianças em idade escolar de 11 a 18 anos deveriam usar máscaras.
Os políticos também estão discutindo se devem ou não prosseguir com um aplicativo de software e telefone celular para rastrear o coronavírus, com algumas pessoas expressando preocupações sobre o potencial de violações de privacidade.

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...