quinta-feira, 9 de abril de 2020

Mais de 2 milhões de profissionais da Saúde e Segurança Pública, e suas famílias, podem ser infectados

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/EBC)

Nota técnica assinada na quarta-feira, 8, pelo secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, do Ministério da saúde, estima que mais de 2 milhões de profissionais de saúde, de segurança pública e de familiares destes profissionais poderão ser infectados pelo coronavírus. O ministério coloca a necessidade de testar estes profissionais.

Porém, até agora, a pasta distribuiu apenas 500 mil testes rápidos para detecção do vírus, mesmo prometendo que milhões de procedimentos já estariam distribuídos até o fim de março.
“No documento oficial, Wanderson e mais três diretores, um coordenador e um secretário do Ministério da Saúde consideram que 15% dos profissionais de saúde, de segurança pública e seus familiares têm possibilidade de desenvolver a Covid-19. Estes 15% equivalem a 2.028.138 pessoas”, afirma reportagem do Globo.

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França prolonga confinamento, e sobe número de mortes na Europa e EUA

Mais de 80 mil pessoas em todo o mundo morreram desde que o primeiro caso foi relatado em dezembro na China

               Por: AFP
Coronavírus na França
Coronavírus na FrançaFoto: Ludovic MARIN / AFP

O governo da França informou nesta quarta-feira que prolongará o confinamento da população para conter a propagação do novo coronavírus, num dia em que o número de mortos continuaram a subir na Europa e nos Estados Unidos, e especialistas alertaram que a recessão global iminente pode ser a pior em décadas.

Os governos estão divididos entre garantir a segurança pública e deter o impacto econômico devastador da paralisação de atividades, que em poucas semanas eliminou milhões de empregos. Mais de 80.000 pessoas em todo o mundo morreram desde que o primeiro caso foi relatado em dezembro na China.
A pandemia gerou um colapso na economia global e forçou bilhões de pessoas a ficar em casa o maior tempo possível para evitar o contágio. Especialistas em saúde enfatizam que qualquer flexibilização prematura das restrições poderia acelerar a propagação de uma doença que já afeta quase todos os países.

Na França, uma das nações europeias mais afetadas, com mais de 10.000 mortes, a ordem de confinamento emitida em 17 de março "será prorrogada" para depois de 15 de abril, disse à AFP uma autoridade próxima ao presidente Emmanuel Macron.

Itália e Espanha ainda relatam centenas de mortes por dia, embora a situação também esteja se deteriorando no Reino Unido, que registrou um recorde de 938 falecimentos nesta quarta-feira, quando o primeiro-ministro Boris Johnson passou o terceiro dia em terapia intensiva. O político de 55 anos está "melhorando" e "de bom humor", disseram as autoridades.

Nova York, epicentro do surto americano, registrou um recorde de 779 mortes em 24 horas, embora o governador do estado, Andrew Cuomo, tenha dito que as hospitalizações diminuíram. O total de óbitos nas últimas 24 horas nos Estados Unidos foi de 1973, sendo que no dia anterior esse número chegou a 1939.

Um relatório preliminar indica que 34% dos falecidos em Nova York são latinos, sendo que constituem 29% da população da cidade.

Em Wuhan, foco da epidemia na China, houve momentos de euforia quando a proibição de viajar em vigor desde janeiro foi suspensa.

- A recessão das nossas vidas -
O chefe da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevedo, alertou que as consequências econômicas da crise "podem ser a recessão mais profunda ou o mais grave revés econômico em nossa existência". O comércio mundial pode diminuir em até um terço este ano, segundo a OMC.

A Alemanha e a França, as principais economias da União Europeia, foram duramente atingidas. O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha deverá diminuir em quase 10% no segundo trimestre. A França já registrou seu pior desempenho econômico desde 1945 no primeiro trimestre, com queda de 6%.

Mas autoridades do Federal Reserve (banco central) dos Estados Unidos disseram que o fechamento das empresas não deve ter o impacto duradouro visto na crise financeira global de 2008.

Alguns países europeus avaliaram a flexibilização das medidas de contenção, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu para não fazerem isso. "Agora não é hora de relaxar as medidas", disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, pedindo "dobrar e triplicar" os esforços coletivos.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu ao presidente americano, Donald Trump, que "não politizasse" o vírus depois que ele ameaçou suspender a contribuição dos Estados Unidos à agência, acusando-o de não saber lidar com a pandemia e de preconceito contra a China.

- "Um momento muito, muito triste" -
Em todo o mundo, as equipes médicas estão pagando um alto custo físico e emocional em unidades de terapia intensiva lotadas e hospitais improvisados erguidos em estádios esportivos, navios e até mesmo em uma catedral de Nova York.

Na Espanha, outras 757 mortes foram registradas nesta quarta-feira, aumentando o número de vítimas pelo segundo dia após vários dias de declínio. "Eu tive minha fase de raiva, de negação, você está passando por fases", disse à AFP Antonio Álvarez, uma enfermeira de 33 anos de Barcelona. "Agora ainda está um pouco cheio, mas está melhorando", concluiu.

Na Itália, o país com mais mortes devido à pandemia, a polícia começou a reforçar o controle do confinamento, diante da tentação das pessoas de sair quando viram uma tendência de queda nas mortes.

"A única arma que temos é o distanciamento social", alertou o ministro da Saúde, Roberto Speranza. Enquanto isso, muitos judeus em todo o mundo comemoravam o início da Páscoa sem as grandes reuniões familiares normalmente organizadas. "A festa da Páscoa é comemorada com amigos e familiares", disse Yigel Niasoff, 45, à AFP de sua varanda em Nova York. "Com a pandemia, é um momento muito, muito triste".

- Ficar doente ou comer -
Os governos buscam implementar medidas de estímulo diante da crise, que afetou 81% da força de trabalho global de 3,3 bilhões de pessoas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em Washington, a oposição democrata exigiu 500 bilhões de dólares adicionais para apoiar a economia, dobrando o pedido do governo para ajudar pequenas empresas e prejudicando a rápida aprovação da ajuda de emergência solicitada nesta semana pelos legisladores.

A zona do euro também está discutindo um plano de resgate para os membros mais afetados, além das medidas adotadas por cada governo. Os ministros das Finanças não conseguiram chegar a um acordo após 16 horas de negociações que serão retomadas na quinta-feira. A volatilidade continuou nos mercados: a Dow fechou em 3,4% em Wall Street, depois que as bolsas de valores europeias vacilaram.

Mas os pobres do mundo já estão lutando pela sobrevivência. "O pobre não tem renda, não tem economias", disse Maria de Fátima Santos, aposentada que estava esperando na fila para receber ajuda de uma ONG na Cidade de Deus, gigantesca comunidade carente na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Na América Latina, ainda relativamente a salva da pandemia, 1.717 mortes foram registradas, quase a metade no Brasil, e cerca de 43.600 casos, segundo uma contagem da AFP desta quarta-feira.

O Equador, o país com mais mortes após o Brasil, divulgou que punirá violações de quarentena com prisão. E no México, milhares de migrantes presos nas fronteiras norte e sul pela suspensão de audiências sobre pedidos de asilo para os Estados Unidos acompanham "aterrorizados" a disseminação da Covid-19.

"Se uma infecção se desenvolver, será um caos total", disse um imigrante ilegal equatoriano em um acampamento em Matamoros, muito perto da fronteira com os Estados Unidos, onde 2.000 pessoas sobrevivem.

Nos centros de detenção de imigrantes dos Estados Unidos, os casos da Covid-19 aumentaram para 32, anunciaram as autoridades, à medida que a controvérsia aumenta e movimentos sociais exigem a libertação temporária de detidos.




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Lula alerta para subnotificações do coronavírus no Brasil: Não temos a informação real dos contaminados

(Foto: SMSUrb/PMPA | PMC via Fotos Publicas | Ricardo Stuckert)



247- O ex-presidente Lula usou suas redes sociais para fazer um alerta: “Chama atenção a quantidade de informação que temos dos outros países sobre os infectados e aqui no Brasil ainda enfrentamos essa deficiência dos testes". 

Ele também diz que “não temos a informação real dos contaminados”.
As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 12h50 desta quinta-feira (9), 16.474 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 840 mortes pela Covid-19
Estou acompanhando em tempo real a evolução dos casos de coronavírus no mundo. Chama atenção a quantidade de informação que temos dos outros países sobre os infectados e aqui no Brasil ainda enfrentamos essa deficiência dos testes. Não temos a informação real dos contaminados.

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Governo planeja 40 voos com status de Estado para buscar máscaras na China

Para que isso ocorra, devem ser utilizados cargueiros comerciais, aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) e veículos oficiais de estados

                   Por: Folhapress
Avião da FAB
Avião da FABFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo brasileiro planeja utilizar 40 voos para trazer máscaras de proteção da China que auxiliarão o país durante a pandemia do novo coronavírus. O Ministério da Infraestrutura está fazendo consultas a companhias aéreas brasileiras e estrangeiras para viabilizar o frete do equipamento, cujo peso total é estimado em 960 toneladas. Para transporte do material será concedido status de voo de Estado, o que garante prerrogativas de prioridade de pouso e decolagem, por exemplo.

As máscaras cirúrgicas de três camadas e também do modelo N95 ao Brasil devem começar a chegar ao Brasil num prazo de 15 dias. O material é necessário para garantir a segurança das equipes de saúde que atuam em postos de atendimento e vêm se queixando de falta de equipamento de proteção. A carga será transportada da cidade chinesa de Guangzhou para Guarulhos, em São Paulo. A estimativa é de que sejam necessários 40 voos, o que depende ainda do tamanho das aeronaves envolvidas. O ministério estima que cada voo pode durar 40 horas, desde a partida da China, incluindo ao menos uma escala, até a chegada em São Paulo.

A operação envolve ainda outros órgãos federais como o Ministério das Relações Exteriores, Receita Federal, Polícia Federal e Anvisa. Após a chegada em Guarulhos, o equipamento de proteção será distribuído com auxílio do governo para as 27 unidades do país. Para que isso ocorra, devem ser utilizados cargueiros comerciais, aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), veículos oficiais de estados e deve haver ainda o apoio de grandes empresas importadoras que ofereceram sua estrutura logística ao governo. Empresas como a Latam e as Lojas Americanas entraram em contato com o Ministério da Infraestrutura para se colocar à disposição na logística.

Paralelamente a isso, o ministério informou que está atuando para viabilizar a chegada de pelo menos 11 voos cargueiros contratados pela Vale. Aeronaves vindas da China devem trazer 540 toneladas de testes rápidos, luvas, aventais, óculos, máscaras cirúrgicas e N95 doados pela empresa.

Um primeiro voo da mineradora chegou na semana passada com 500 mil kits de testes rápidos. A previsão é que a segunda carga chegue nesta quinta-feira (9) em São Paulo.
Em entrevistas coletivas, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, vem agradecendo e pedindo um esforço para que gigantes brasileiras que atuem na China ajudem o Brasil a trazer equipamento no auxílio do combate à pandemia. Isso ocorre após o governo ver frustrado o plano, na semana passada, da chegada de respiradores do país asiático por um bloqueio de carga nos Estados Unidos.





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Boletim médico Pernambuco confirma 154 novos casos e 10 mortes por Covid-19

                   Por: Diario de Pernambuco
 (Danny Lawson/AFP
)
Danny Lawson/AFP

Em pronunciamento, o governador Paulo Câmara informou que houve um aumento significativo de pessoas infectadas pela doença. Na última sexta-feira (4), o estado contabilizava 106 casos e nove óbitos pela Covid-19.


Um novo boletim com detalhes epidemiológicos será divulgado na tarde desta quinta-feira (9). 

Ações

A Prefeitura do Recife anunciou a ampliação da quantidade de leitos destinados ao atendimento dos pacientes com a Covid-19. Nesta quinta-feira (9), começou a funcionar o terceiro hospital de campanha da capital, com 38 novos leitos criados na Unidade Provisória de Isolamento (UPI), instalada na Policlínica e Maternidade Professor Arnaldo Marques, localizada no bairro do Ibura, na Zona Sul da cidade. O Recife conta agora com 186 leitos para receber pacientes com novo coronavírus.



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Em movimento inédito, CNBB, OAB, Comissão Arns, ABC, ABI e SBPC se unem em torno de um Pacto pela Vida e pelo Brasil


Pela primeira vez na história do Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências – ABC, Associação Brasileira de Imprensa – ABI e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC se unem em torno de um Pacto pela Vida e pelo Brasil no dever de alertar e representar a sociedade civil brasileira.
As entidades uniram suas forças para clamar pela união de toda sociedade brasileira, de todos os seus cidadãos, governos e Poderes da República, e formar uma ampla aliança para enfrentar a grave crise sanitária, econômica, social e política que vive o país.
“É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo”, diz o texto assinado pelos presidentes das seis entidades.
O documento de Dom Walmor Oliveira de Azevedo (presidente da CNBB), Felipe Santa Cruz (presidente da OAB-Nacional), José Carlos Dias(presidente da Comissão Arns), Luiz Davidovich (presidente da ABC), Paulo Jeronimo de Sousa (presidente da ABI) e Ildeu de Castro Moreira (presidente do SBPC) será entregue hoje, terça-feira (07/04), Dia Mundial da Saúde, para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente do Senado Federal, David Alcolumbre, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e também para governadores.
De acordo com as entidades, o momento exige de todos, mas, principalmente, de governantes e representantes do povo, “o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis”. Por fim, também convocam os brasileiros para se juntar ao Pacto.
“É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor”.
Confira o documento:
PACTO PELA VIDA E PELO BRASIL
Cidadãos brasileiros, mulheres e homens de boa-vontade, mais uma vez, conclamamos a todos:
O Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política — exigindo de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco.
A pandemia do novo coronavírus se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social, com a superação de medos e incertezas. O isolamento se impõe como único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social. Devemos, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. Em contrapartida, devemos apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde – OMS.
Os países democráticos atingidos pelo COVID-19 estão construindo agendas e políticas para combatê-lo de maneira própria, segundo suas características, mas, todos, sem exceção, na colaboração estreita entre sociedade civil e classe política, entre agentes econômicos, pesquisadores e empreendedores, convencidos de que a conjugação de crise epidemiológica e crise econômica assume tal magnitude, que só um amplo diálogo pode levar à sua resolução. É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo.
Nossa sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988. Cabe lembrar que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos — no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as nossas instituições.
A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual. Como em outras pandemias, sabemos que a atual só agravará o quadro de exclusão social no Brasil. Associada às precárias condições de saneamento, moradia, renda e acesso a serviços públicos, a histórica desigualdade em nosso país torna a pandemia do novo coronavírus ainda mais cruel para brasileiros submetidos a privações. Por isso, hoje nos unimos para conclamar que todos os esforços, públicos e privados, sejam envidados para que ninguém seja deixado para trás nesta difícil travessia.
Não é justo jogar o ônus da imensa crise nos ombros dos mais pobres e dos trabalhadores. O princípio da dignidade humana impõe a todos e, sobretudo, ao Estado, o dever de dar absoluta prioridadeàs populações de rua, aos moradores de comunidades carentes, aos idosos, aos povos indígenas, à população prisional e aos demais grupos em situação de vulnerabilidade. Acrescente-se ao princípio da dignidade humana, o princípio da solidariedade – só assim iremos na direção de uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna.
É fundamental que o Estado Brasileiro adote políticas claras para garantir a saúde do povo, bem como a saúde de uma economia que se volte para o desenvolvimento integral, preservando emprego, renda e trabalho. Em tempos de calamidade pública, tornam-se inadiáveis a atualização e ampliação do Bolsa Família; a rápida distribuição dos benefícios da Renda Básica Emergencial, já aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo, bem como a sua extensão pelo tempo que for necessário para a superação dos riscos de saúde e sobrevivência da população mais pobre; a absorção de parte dos salários do setor produtivo pelo Estado; a ampliação de estímulos fiscais para doações filantrópicas ou assistenciais; a criação do imposto sobre grandes fortunas, previsto na Constituição Federal e em análise no Congresso Nacional; a liberação antecipada dos precatórios; a capitalização de pequenas e médias empresas; o estímulo à inovação; o remanejamento de verbas públicas para a saúde e o controle epidemiológico; o aporte de recursos emergenciais para o setor de ciência & tecnologia no enfrentamento da pandemia; e o incremento geral da economia. São um conjunto de soluções assertivas para salvaguardar a vida, sem paralisar a economia.
Ressalte-se aqui a importância do Sistema Único de Saúde – SUS, mais uma vez confirmada, com seus milhares de agentes arriscando as próprias vidas na linha de frente do combate à pandemia. É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde.
Em face da expansão da pandemia e de suas consequências, é imperioso que a condução da coisa pública seja pautada pela mais absoluta transparência, apoiada na melhor ciência e condicionada pelos princípios fundamentais da dignidade humana e da proteção da vida. Reconhecemos que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnamos, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição.
É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor.
·         Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
·         Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB
·         José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns
·         Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC
·         Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa – ABI
·         Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC






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Mais um caso positivo da Covid-19 confirmado em Petrolina nesta quinta-feira(09)

                  Via:Santanacinicius
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A Secretaria Municipal de Saúde de Petrolina confirmou, nesta manhã de quinta-feira (09), o quarto caso de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19) na cidade.
Segundo informação, trata-se de  um paciente, com 68 anos, com  histórico de viagem a Fortaleza (CE), onde teve contato com caso confirmado da doença
A Secretaria  já vinha  monitorando o paciente pela equipe que  fez o exame no último dia 3 de abril. O paciente está internado em isolamento em um hospital da rede privada de Petrolina.
O homem está recebendo assistência necessária da equipe médica da unidade, bem como sendo monitorado pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde. As pessoas que tiveram contato com este paciente estão em isolamento domiciliar e sendo monitoradas, como recomenda o Ministério da Saúde.
Na estatística de Petrolina, com quatro casos testados positivo para Covid-19, um já está recuperado. Os outros pacientes estão internados em hospitais das redes pública e privada e estão sendo acompanhados pela equipe da rede municipal de saúde, assim como seus familiares.
Aguardem novas informações.



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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...