domingo, 10 de junho de 2018

DATAFOLHA: 47% PODEM VOTAR EM QUEM LULA MANDAR

Ricardo Stuckert

O imenso poder de influência de Lula no processo eleitoral ganhou contornos dramáticos com a última pesquisa Datafolha, divulgada hoje. Lula não apenas lidera com larga vantagem em todos os cenários como também tem o poder de fazer com que um possível indicado por ele vença no primeiro turno. A popularidade do petista chega a ser incompreensível para as mídias tradicionais, que não conseguem mais esconder esta constatação factual.

Mesmo preso em Curitiba, Lula mantém grande poder de influência no processo eleitoral, de acordo com o Datafolha. Segundo o instituto, 30% dos eleitores dizem que votariam com certeza num candidato indicado pelo petista e 17% dizem que talvez o fariam, o que dá um número inicial de 47%, ou seja: com possibilidades de vitória já no primeiro turno.
O Datafolha mostra que a popularidade de Lula seria um ativo valioso para qualquer um. Para se ter uma ideia do cenário favorável a Lula, o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) levaria 65% dos eleitores a rejeitar um candidato. Uma indicação do presidente Michel Temer levaria 92% a não votar em alguém. Sem um nome apontado por Lula, os eleitores lulistas se dispersam quando opinam sobre cenários em que o ex-presidente não aparece como candidato: neste cenário, 45% dizem que votariam em branco.(247).
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sábado, 9 de junho de 2018

AGORA, É LULA VERSUS CIRO


247

A disputa pelas alianças partidárias foi o foco de declarações recentes do presidenciável do PDT, Ciro Gomes, e do PT, por meio do seu líder na Câmara, Paulo Pimenta. 
Durante participação em eventos em Buenos Aires, Ciro admitiu a possibilidade de uma aliança com DEM e PP, partidos de direita, mas disse que a prioridade seria uma união com PSB e PCdoB. "Nesse primeiro momento minha prioridade são o PSB e o PCdoB. Se esta aliança se faz, posso avançar em partidos do centro à direita, porque a hegemonia moral e intelectual do rumo estará afirmada. Poderia incluir o PP e o DEM, desde que eu tenha o PSB e o PCdoB", disse ele. 
Pelo lado do PT, PSB e PCdoB são justamente as duas legendas prioritárias para uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encabeçando uma chapa. O recado foi dado pelo líder petista Paulo Pimenta. "O que nós queremos é construir com PCdoB e com PSB uma estratégia nacional comum". 
Neste sábado, 9, a Executiva Nacional do PT aprovou uma resolução em que põe as duas legendas como prioritárias para a candidatura nacional, tendo inclusive que subordinar candidaturas próprias do PT à aliança majoritária. A decisão prejudica a candidatura de Marília Arraes (PT) a governadora em Pernambuco, em favor de um apoio à reeleição do governador Paulo Câmara, que apoiou o golpe contra a presidente Dilma Rousseff. 
O PCdoB mantém atualmente a pré-candidatura presidencial da deputada Manuela D'Ávila, que já afirmou que desiste da busca em prol de uma unidade entre as esquerdas. Já o PSB tentou uma candidatura própria a presidente com o ex-ministro Joaquim Barbosa, que naufragou, e agora tem vários de seus quadros divididos entre apoios à candidatura de Lula e à de Ciro. 
A disputa entre PT e PDT por PCdoB e PSB deve se acirrar nas próximas semanas. A princípio, o ex-presidente Lula tem vantagem, porque  é dono de 39% dos votos, segundo pequisa CUT/Vox Populi, mas está preso, enquanto Ciro Gomes tem 4%.
Quem vencerá?
Leia, abaixo a Resolução do PT sobre o assunto: 
Resolução da Comissão Executiva Nacional sobre tática eleitoral
O agravamento constante da crise política, econômica e social do país confirma o acerto do Partido dos Trabalhadores em sustentar, como prioridade absoluta, a candidatura do companheiro Lula à Presidência da República.
Essa prioridade absoluta, que corresponde ao anseio da grande maioria do povo brasileiro, foi adotada em resolução do Diretório Nacional nos dias 15 e 16 de dezembro de 2017, para enfrentar os retrocessos e atrasos impostos pela articulação golpista que se apossou do país.
A mesma resolução apontou que cabe ao PT viabilizar e fazer vencedora a candidatura Lula, sendo este nosso maior dever e responsabilidade para com o país e o povo brasileiro. Logo em seguida a esta prioridade, foram estabelecidos os objetivos de fortalecer as bancadas na Câmara e Senado e reeleger os governos estaduais do PT.
Está clara, portanto, a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais. Toda e qualquer definição de candidaturas e política de aliança nos estados terá que ser submetida antecipadamente à Comissão Executiva Nacional, também como definido na Resolução de dezembro.
No decorrer desses quase seis meses, a evolução da conjuntura tem mostrado que nosso candidato, mesmo preso injustamente, lidera a disputa presidencial com larga vantagem, registrando nas pesquisas um percentual maior que a soma das intenções de votos de todos os demais candidatos.
Neste sentido, a CEN, reunida em 09 de junho de 2018 em Belo Horizonte, resolve estabelecer os seguintes critérios para nossa tática eleitoral:
a) Construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura Lula com PSB, PCdoB e outros partidos que venham a assumir este apoio.
b) Essa construção passa pela indicação do candidato a vice-presidente em entendimento com os partidos aliados.
c) O PT deve construir palanques estaduais com partidos de centro-esquerda, preferencialmente com PSB, PCdoB e outros partidos que apoiem Lula, sempre de acordo com a tática eleitoral nacional.
d) A CEN conduzirá, este processo, por meio do GTE, iniciando as tratativas para a aliança nacional e nos estados em que governamos e em que aqueles partidos governam, sempre cabendo à CEN a decisão final.
e) Nos demais estados o PT deve priorizar as alianças com os partidos considerando a composição da nossa chapa de deputados federais e senadores, bem como buscando participação nas chapas majoritárias sempre que possível.
Belo Horizonte, 9 de junho de 2018
Comissão Nacional Executiva do Partido dos Trabalhadores


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A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE GLEISI HOFFMANN

Ricardo Stuckert

247

A direita fascista não se irrita com a senadora Gleisi Hoffmann apenas por sua incansável luta pela redemocratização do país. O que mais dói na direita fascista brasileira é sua insustentável leveza do ser. Eu poderia dizer que a "leveza" de Gleisi tem a ver com o fato de ela ser magra, esbelta e extremamente bonita, mas isso soaria antiquado e diversionista. 
 
Gleisi é magra. Esbelta. Linda. Sua elegância incomoda. Mas sua luta intransigente pela redemocratização do país e sua garra diante da situação inédita de terra arrasada, liderando o maior partido popular do Brasil e sendo a transmutação da voz do maior líder político da história a elevam a uma nova categoria. 
 
Gleisi foi eleita presidente do PT com o apoio maciço do partido. A bênção de Lula, no entanto, deixou-a em uma posição de liderança pouco comum para um partido com tantos quadros e correntes. Gleisi é uma quase unanimidade porque ela aceitou o desafio de conduzir o partido nessa travessia dolorosa do golpe. Gleisi exerce talvez o papel mais importante que jamais um líder do PT exerceu.
 
Hoje, ela traduz e encarna o partido, a luta das mulheres, a luta pela democracia, a luta pela liberdade de Lula. Gleisi inspira, Gleisi encanta, Gleisi grita para todo o país todos os dias que a democracia vai voltar e vai voltar com as cifras da felicidade que habitam todo o espectro da esquerda nesse momento histórico. 

O país, não se enganem, corre um risco absolutamente inédito de perder o que lhe resta de identidade, a identidade de seu povo, não os mitos criados pela elite e que, estes sim, foram sendo perdidos após quatro governos extremamente democráticos. 

O país corre o risco de fragmentar sua soberania de maneira irrecuperável. O tombo institucional foi muito grande. Moro, FHC e poder judiciário como artífices de um ataque estrangeiro sem precedentes não representam o exotismo de um país carnavalesco e avacalhado apenas. É um parasitismo sério e com DNA subscrito: o DNA do mercado e dos EUA, no bojo da política imperialista sem limites e no limite de seu enfraquecimento (sabemos da China e do esfacelamento da sociedade americana diante de sua contradições e da saturação histórica de seu poder). 

De sorte - ou falta de - que estamos diante da mais dramática situação política e social da história do país. As riquezas naturais - depois do povo, o nosso maior patrimônio - estão sendo entregues de maneira torpe e ilegítima. A própria população está sendo jogada contra si através da Rede Globo e os gritos de separatismo ecoam perigosos nos centros financeiros e até acadêmicos.

O Brasil não derrete como sempre derreteu, com suas instituições periodicamente falimentares e sua elite constantemente pusilânime e golpista. O Brasil derrete em sua soberania básica e em sua auto compreensão residual de país. 
 
É por isso que Gleisi Hoffmann encarna uma das mais emblemáticas líderes políticas da nossa história, já, neste momento em que ela surge como catalisador político e núcleo irradiador de decisões, sendo a voz em liberdade que Lula encontrou para exercer sua crescente e eterna ascendência sobre o povo brasileiro. 

Gleisi não é um "instrumento" de Lula, embora isso fosse também digno de honraria histórica. Até porque Lula, assim como a esquerda legítima, não entende as pessoas como vetores instrumentais, visão dominante no espectro da direita darwinista brasileira. Gleisi é persona, é dicção, é inteligência, é transparência, é coragem, é articulação, é o espírito incansável que não se intimida com o assédio misógino do poder judiciário nem com o jogo baixo da contra informação fake do jornalismo de guerra. 

Gleisi é, neste momento, o norte do país, seu destino e suas circunstâncias. O Brasil do futuro passa por Gleisi Hoffmann. Não foi à toa que Lula a escolheu e nela depositou toda a sua verve e inteligência política. Lula, mais uma vez, sabe com o que está lidando em termos de estatura espiritual e em termos de lealdade visceral. É bonito ver a relação profunda e intensa que Lula e Gleisi construíram juntos. 
 
Gleisi, portanto, passou a incomodar muito, quase tanto quanto Lula. Senadores tucanos e políticos golpistas em geral a temem, porque sabem da dimensão de sua palavra, investida de legitimidade e investida do discurso e do ethos de Lula. 

Gleisi não nega a origem nem o gênero. Lutou por Dilma como uma guerreira da mesma estatura da presidente legítima. Foram dois ícones na luta contra o impeachment sem crime. É evidente e admirável o quanto Gleisi e a própria Dilma cresceram após o impeachment. Hoje, ambas mal conseguem disfarçar o sorriso pleno da imensa vitória moral que lhes abastece a alma. Sorriso acompanhado de luta. 
 
Na noite de ontem em Contagem, enquanto sites fascistas espalhavam memes sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, de pautar seu julgamento, Gleisi sorria. Sorria e empunhava sua força política e sua beleza insuportável para o horrendo golpe e seus machos velhos e feios. 
 
Sorria livre, leve e solta.
 
Leve.



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PT lançará pré-candidatura de Lula pedindo liberdade do petista em Minas

Para reforçar o lançamento, jingle que pede a liberdade de Lula e o apresenta como "solução" para problemas do governo Michel Temer começou a ser divulgado nas redes

Foto: Ricardo Stuckert / Fotos Públicas
Foto: Ricardo Stuckert / Fotos Públicas

Com o discurso de que não há alternativa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto, o PT fará nesta sexta-feira (8) em Minas Gerais um ato de "lançamento oficial" da pré-candidatura do petista, preso há dois meses em Curitiba após condenação na Operação Lava Jato.

Para reforçar o lançamento, o PT começou a vincular nesta quinta-feira (7) nas redes sociais um jingle que pede a liberdade de Lula e o apresenta como "solução" para problemas do governo Michel Temer. "Chama que o povo quer, chama que o homem dá jeito", diz a música executada em um vídeo com imagens de portas de empresas fechando, da greve dos caminhoneiros, e, na sequência, do discurso de Lula em São Bernardo do Campo (SP) antes de se entregar à Polícia Federal e da manifestação de apoiadores em Curitiba.

Conforme a Coluna do Estadão, o ex-presidente gravou vídeos antes de ser preso que serão exibidos nesta sexta-feira. O partido considerou, inclusive, a colocar um holograma do petista no evento. O ato ocorre a partir das 18h em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. 

Presentes em outros atos pró-Lula, os presidenciáveis Guilhermo Boulos (PSOL) e Manuela d'Ávila (PCdoB) não devem estar em Minas Gerais. Os dois mantêm agendas relacionadas às suas pré-campanhas e consideram improvável que os partidos de esquerda estejam juntos no primeiro turno da eleição. Manuela chegou a admitir abrir mão de lançar seu nome, desde que os demais partidos concordassem com uma união, mas não recebeu gestos favoráveis como resposta. 

No momento, o PT se nega admitir um "plano B" dentro do partido ou o apoio a outro presidenciável no primeiro turno. Nesta quinta, após visitar Lula na cadeia, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) disse que Lula e Ciro Gomes, pré-candidato do PDT, têm um "encontro marcado" no segundo turno. "Ciro tem essa vontade de ser presidente, o Lula também têm essa vontade. Por isso que estou dizendo: tem um encontro marcado no segundo turno da eleição", disse Wagner, que já fez declarações considerando uma aliança com o pedetista. 

O PT pretende registrar a candidatura de Lula no dia 15 de agosto e buscar na Justiça a manutenção do nome do ex-presidente no pleito.




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Bolsonaro é que tem que ser impugnado

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um dos sinais de que estamos vivendo num sanatório geral, como previu Chico Buarque é o debate acerca de impugnações de candidaturas.
Acho um escândalo o ministro Luiz Fux a toda hora inventar teorias para impedir o registro de Lula, que não representa nenhum perigo para o país nem para a democracia, ao contrário, é o que reúne as melhores condições para tirar o país do fundo do poço, onde se encontra e não se importar com a candidaturas Bolsonaro que é quem de fato ameaça o futuro do país.
Ele não tem a menor condição de conduzir os brasileiros através do deserto até a terra do leite e do mel, do ponto de vista da prosperidade e todas as ideias que expôs até agora vão levar ao agravamento da situação já caótica do Brasil no que diz respeito à violência.
Bolsonaro é o candidato que mais conspira contra a democracia brasileira, erguida em cima dos pilares de uma constituição onde se enfatizam os direitos humanos, direitos esses que o candidato da extrema-direita despreza.
Ele tem que ser impugnado porque além de não ter apresentado uma proposta sequer até agora – tal como fez na Câmara dos Deputados – somente desfilou seu sorrisinho sádico disseminando o ódio e a violência.
A democracia não pode aceitar um candidato que tem tudo para destruí-la. Alguém que foi expulso do Exército por urdir planos de explodir quartéis, alguém que ofende deputadas com palavras de baixo calão, alguém que despreza e humilha os mais fracos e oprimidos, alguém que usa como gesto de campanha metralhar pessoas, alguém que incitou a matar um presidente da República e declarou que era necessário matar "uns 30 mil brasileiros".
O próximo presidente ou presidenta tem que ser uma pessoa de diálogo, um Nelson Mandela e não um Trump porque a primeira coisa de que o país precisa é de pacificação e não de mais turbulência.(247).
O mal tem que ser cortado pela raiz.


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Lula diz a Maciel estar numa solitária da PF

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O ex-presidente Lula diz que está “numa solitária na Polícia Federal de Curitiba” em uma carta que escreveu para o cantor pernambucano Maciel Melo. O ex-presidente acabou de ler o livro do artista, “A Poeira e a Estrada”.
Na mensagem, que foi redigida à mão, o petista afirma que ficou “orgulhoso de ver mais um nordestino fazendo sucesso”.
Lula também conta para Melo que recebeu na terça (5) um pen drive com suas composições. “Ouvi até meia-noite”. “O primeiro disco seu eu ganhei foi do pernambucano José Mucio e agora espero ganhar das suas mãos depois quando sair da P Federal e tiver em liberdade te pagarei”, escreveu Lula.
Ele se despede dizendo para o cantor continuar “porque nordestino não pode parar”.   (Mônica Bergamo – FSP).

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...