domingo, 27 de maio de 2018

Governador promete 100% da frota nas ruas

Paulo Câmara disse ainda que fará reunião na tarde deste domingo com Comando do Exército para buscar alternativas para desbloquear as estradas pernambucanas

Governador  promete 100% da frota nas ruas (Vladimir Platonow/ Agência Brasil)

Após uma manhã inteira de reuniões com lideranças de órgãos públicos e representantes da sociedade civil, o governador Paulo Câmara afirmou que a frota de ônibus circulará normalmente a partir desta segunda-feira. Segundo o governador, o abastecimento dos veículos foi possível após as medidas previstas no decreto de emergência assinado na última sexta-feira.

"A frota de ônibus irá circular em sua totalidade nesta segunda-feira. Estamos buscando alternativas para minimizar os efeitos da greve no estado. Temos a certeza que teremos condições de normalizar os serviços ao longo desta semana que se inicia", disse Paulo Câmara após afirmar que, a partir de agora, a prioridade será o desbloqueio das rodovias. Uma reunião com o comando do Exército será realizada ainda na tarde deste domingo. Segundo informações do Grande Recife Consórcio, neste domingo, a frota de ônibus está circulando com 50% do efetivo.

Sobre o abastecimento dos postos em geral, representantes do governo disseram não haver como prever em quanto tempo haverá a normalização do abastecimento. De acordo com o presidente do Sindicombustíveis/PE, Alfredo Ramos, se o ritmo de abastecimento se mantiver como está acontecendo, com combios de dez caminhões carregados saindo de Suape, os postos seguirão sendo abastecidos gradativamente por pelo menos cinco dias.
"Isso dependendo do regime de funcionamento das distribuidoras. Nós sugerimos a CTTU que assuma a operação da chegada dos caminhões aos postos. Os carregamentos estão vindo escoltados mas a chegada aos estabelecimentos está bastante tumultuada", ressalta. Sobre o valor cobrado pelo litro do cambustível, o presidente do sindicato afirmou que esta é uma prática livre. "O que combatemos é a abusividade", diz. 

Apoio do Exército

O governador Paulo Câmara disse ainda que não medirá esforços para desbloquear as rodovias estaduais. Segundo o balanço do governo, até a manhã deste domingo, haviam 32 pontos de bloqueio de rodovias em Pernambuco. Antes, o número era de 39 pontos. O assunto será discutido na tarde deste domingo durante reunião com o Comando do Exército. 

"Solicitamos ao Exército brasileiro que nos informe como eles vão operar, queremos participar também, mas, independente da ação do Exército, teremos que agir. Não podemos esperar mais para que haja desbloqueio aqui em Pernambuco porque isso pode afetar na próxima semana, principalmente na área de saúde. Não vamos permitir isso. Temos reuniao com comando do exercito para informar que queremos que o Exército nos ajude. Que participe. Mas, se isso não for possível vamos tomar a providência necessária para o desbloqueio efetivo das estradas", enfatizou o governador.

Sobre a negociação com os caminhoneiros, Paulo Câmara disse que está tentando negociar com os líderes do movimento no mestado, mas que as lideranças são difusas. "Convocamos as categorias para um encontro para tentar facilitar o entendimento", conta. O governador pernambucano disse ainda que a Polícia Civil está atuando junto com a Polícia Federal nas investigações acerca da participação de empresários nas manifestações.



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Parente quebrou o país para defender tubarões que rapinam Petrobras 27 de Maio de

                     Por: Paulo Moreira Leite

"Mexer com o preço do óleo diesel é muito diferente de mexer com o preço de um picolé de sorvete", afirma o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, um dos principais enconomistas do país, com uma obra fundamental sobre as idas e voltas da economia brasileira nas últimas décadas.
 Explicando a diferença: enquanto uma alta no preço do picolé tem um impacto limitado ao bolso dos consumidores e produtores envolvidos na fabricação e compra de uma ótima sobremesa de verão, o preço do diesel envolve a economia de um país inteiro, como os 210 milhões de brasileiros puderam experimentar nesses dias. 
"Se a economia já não estava bem, agora complicou de vez", afirma Belluzzo. "Pode-se prever uma queda no PIB de dois a três pontos por causa do impacto de um imenso desastre como este".
Ao elevar o preço de um produto essencial como diesel a um patamar incompatível com o padrão de renda da  sociedade brasileira, com a única finalidade de manter um alinhamento com o mercado internacional -- e assim proteger os ganhos de acionistas minoritários que se tornaram a referencia para as decisões da Petrobras sob Temer  --, Parente produziu um colapso de efeito geral na economia.
 A resistência -- inevitável -- das dezenas de milhares de caminhoneiros a uma política de preços irracional, que ameaça inviabilizar sua atividade, produziu  um movimento em círculos, semelhantes aos de uma pedra que se atira num lago. Derrubou o sistema de transportes num país onde  caminhões e ônibus -- sempre a diesel -- se encontram no coração da produção, distribuição e circulação de bens e pessoas. Provocou a falta de mercadorias nos supermercados e feiras, a falta de insumos para a industria, dificultou o transporte de trabalhadores para seus empregos, a ida de milhões de estudantes para suas escolas e assim por diante. Em São Paulo, maior cidade do país, a circulação de ônibus está reduzida por falta de combustível. Para terça-feira, a própria prefeitura reconhece que não tem a menor garantia para colocar a frota em movimento.  
 Não estamos na guerra do picolé, portanto. O país assiste -- e participa -- de uma disputa gigantesca para o destino de nossa economia e do futuro de brasileiros e brasileiras, no qual o destino da Petrobras terá um lugar decisivo, para o bom ou para o mal. Não por acaso, a Frente Única dos Petroleiros, principal entidade sindical do setor, programa uma greve a partir de quarta-feira. Quer a redução dos combustíveis e a saída de Parente. Nada mais justo. 
A política de Pedro Parente é o ponto essencial de um programa de desconstrução de uma das dez maiores economias do mundo. Seu projeto, de natureza colonial, que remonta aos velhos acordos entre Portugal e Inglaterra, aquele dos panos e vinhos -- pelos quais Lisboa entregava produtos primários e comprava bens industrializados. Sabemos o resultado desse programa de submissão a Metrópole, não é mesmo? 
A ideia é andar para trás. Depois de servir, com altos e baixos, ao desenvolvimento do país, pretende-se empregar a estrutura gigantesca da Petrobras para alimentar o atraso e a pobreza, em benefício dos 0,1% que manipulam a riqueza do planeta.
É uma visão tão minoritária, do ponto de vista do Brasil e da democracia, que Temer emprega força militar para defendê-la. Não há diálogo nem argumento civilizado que convença. Alguma surpresa?   
A pressa de Parente, inclusive para acelerar a privatização de grandes refinarias é uma tentativa óbvia de escapar das incertezas inevitáveis do calendário eleitoral para garantir uma medida que representa nova ameaça ao futuro do país. De seu ponto de vista, nenhum parafuso pode ficar fora do lugar.
Até por isso mesmo, a resistência, mais do que nunca, é necessária. A saída de Parente é urgente.(247).


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FRANÇA ANTECIPA QUE TEMER DARÁ DESCONTO NO DIESEL

Alexandre Carvalho/A2img

Da Agência Brasil – O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou em entrevista à imprensa que o governo federal concordou em diminuir o preço do litro de óleo diesel em R$ 0,46 na bomba, mas não autoriza que o desconto seja válido por 60 dias. O governo federal concordou, segundo França, em eliminar a cobrança do pedágio para os eixos suspensos dos caminhões em todo o país. Isso será feito ainda hoje por meio de medida provisória em edição extra no Diário Oficial da União.
De acordo com o governador, isso não foi suficiente para assegurar o fim imediato da paralisação. Os caminhoneiros preferiram não se desmobilizar até quinta-feira (31). Em São Paulo, os pontos de bloqueio caíram de 220 para 32.
"Aguardamos que o presidente da República consiga equacionar isso", disse França, após ter conversado com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que está em Brasília. O Palácio do Planalto, onde o gabinete de crise está reunido desde o início da manhã, ainda não se pronunciou sobre o anúncio feito pelo governador de São Paulo. Márcio França admitiu que o governo federal tem dificuldades legais e financeiras para solucionar o impasse. Ele pediu ainda que o Congresso Nacional vote os projetos pendentes sobre valor mínimo do frete e a Lei Geral dos Transportes.


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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Crise dos combustíveis. Prefeitura de Petrolina suspende temporariamente viagens do Tratamento Fora de Domicílio

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Devido à falta de combustíveis, a Prefeitura de Petrolina suspenderá, temporariamente, as viagens do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para a capital pernambucana. A suspensão vale a partir desta quinta-feira (24), e a decisão foi tomada depois que a empresa responsável pelo transporte comunicou à prefeitura que não disponibilizará ônibus para o serviço.
De acordo com a secretária de Saúde em exercício, Marlene Leandro, uma equipe foi direcionada para informar a todos os hospitais com pacientes do TFD e remarcar os procedimentos agendados. “Estamos entrando em contato com todos os hospitais da capital e remarcando nossos pacientes. É importante ressaltar que essa decisão também preza pela integridade dos usuários. Não podemos arriscar enviar um ônibus e ficar parado na estrada, sem água, comida e segurança. Hoje, nossa maior preocupação são os pacientes que estão lá no Recife e precisam voltar à Petrolina”, explicou.
Além do Tratamento Fora de Domicílio, os demais serviços da Secretaria de Saúde estão sendo monitorados, dando prioridade às urgências. Os trabalhos serão regularizados assim que a situação do abastecimento dos postos e demais estruturas for normalizada. (Ascom).

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Presidente Michel Temer vive seus dias de Dilma Rousseff


Josias de Souza
A crise dos caminhões deixou o governo de Michel Temer, de linha econômica ortodoxa, com a cara da gestão de Dilma Rousseff, adeptada da economia criativa. Em agosto de 2015, ainda na vice-presidência, Temer revelou-se candidato ao trono numa frase dita aos jornalistas: “É preciso alguém que tenha a capacidade de reunificar a todos.” Hoje, Temer alcançou seu objetivo. Reunificou o país… contra si mesmo.
Não é correto chamar de greve uma paralisação de caminhoneiros que não existiria sem a voz de comando de grandes e médias empresas transportadoras. Servindo-se dos caminhoneiros autônomos que lhes prestam serviços, o baronato do transporte mostrou em quatro dias que não é difícil parar um país cuja produção é majoritariamente distribuída por via rodoviária.
Voltaram-se contra Temer: os caminhoneiros, irritados com o aumento dos combustíveis; as transportadoras, que exigiram a queda dos impostos sobre o diesel; a Câmara, que aprovou a toque de caixa uma solução com cara de rasteira, ao custo de R$ 12 bilhões; e o mercado, que derrubou a cotação das ações da Petrobras ao farejar sinais da volta da interferência do Planalto na política de preços da estatal.
Fraco e impopular, Temer vive seus dias de Dilma. A sorte é que a eleição está próxima e não há no Planalto um vice para dizer que “é preciso alguém que tenha a capacidade de reunificar a todos.”

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MINISTROS DO SUPREMO CRITICAM ATITUDE DO GOVERNO DIANTE DA GREVE

Rosinei Coutinho/SCO/STF

Dois ministros do Supremo manifestaram grave preocupação com a escalada da crise dos caminhoneiros. Eles avaliaram que os episódios recentes explicitaram ainda mais a debilidade do governo. Os ministros também criticaram a “falta de sensibilidade” de Pedro Parente, avaliado como um técnico competente que acabou perdendo a mão. 
Leia mais aqui.

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GREVE ENTRA NO 5º DIA E APROFUNDA TENSÃO NO GOVERNO

Tomaz Silva/Agência Brasil

(247)

Caminhoneiros prosseguem com mobilização em diferentes pontos de rodovias estaduais e federais. Mesmo com acordo – que não foi confirmado pela categoria – os caminhoneiros mantêm protestos em 15 estados e no DF.
O acordo anunciado pelo governo no final da noite de ontem não foi confirmado pelos líderes do movimento. Dilmar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), afirmou que, embora tenha assinado o documento de trégua de 15 dias, é a 'categoria' que precisa dar a palavra final.
Apesar de o governo ter anunciado o fim do movimento dos caminhoneiros, os líderes da categoria que assinaram o acordo estão reticentes e não asseguraram, ao final do longo e tenso dia de reuniões, no Planalto, que seus filiados voltariam ao trabalho nesta sexta-feira, liberando estradas e voltando a transportar as mercadorias. “Assumimos o compromisso e vamos repassar ainda hoje, na íntegra, para todos eles. Mas é a categoria que vai analisar e é o entendimento deles é que vai dizer se isso foi suficiente ou não. O que estou dizendo para eles é que chegamos aqui com duas reivindicações e saímos com 14 e houve uma sensibilidade do governo no atendimento às reivindicações”, declarou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), Dilmar Bueno, sem querer assegurar em momento algum que a categoria iria voltar às atividades nesta sexta.
As notícias manhã desta sexta confirmam o acordo de ontem à noite tinha fragilidades; o movimento dos caminhoneiros, ainda que parcialmente, não confia nas promessas do governo Temer e continua com a paralisação e os protestos.
Leia mais aqui.

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...

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