sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Justiça Federal suspende regra que zera redações do ENEM por violação de direitos humanos


A Justiça Federal suspendeu, nessa quinta-feira (26), a regra do Exame Nacional de Ensino Médio, o ENEM, que zera as redações de alunos consideradas desrespeitosas aos direitos humanos. O pedido foi feito pela Associação Escola Sem Partido e julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O artigo 19° da Constituição determina que todos têm o direito à liberdade de opinião e de expressão. A partir daí, violar esses direitos seria criticar ou excluir alguém por crenças, ideais ou estilo de vida.A Associação Escola Sem Partido argumentou durante o julgamento que “ninguém é obrigado a dizer o que não pensa para poder ter acesso às universidades”.
Já o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, defendeu a regra e, em nota, divulgou que vai recorrer à sentença assim que for notificado. Desde 2013, o critério faz parte do edital do ENEM.A decisão do tribunal preocupa a professora da Universidade de Brasília (UnB) Edileuza Fernandes. Para ela, o desrespeito aos direitos humanos é uma questão discutida em âmbito universal. “Está garantido pela nossa constituição. De garantir os direitos humanos, de respeitar os direitos de todos, de pensar diferente, em relação às questões étnicas, raciais, de gênero, de crença. As diferenças físicas, sociais e econômicas”, afirmou.
A decisão é provisória, mas está valendo para quem vai fazer a prova nos dias 5 e 12 de novembro. É o caso da estudante brasiliense Mayara Mendes, que se prepara há mais de um ano para fazer o ENEM. Ela se sente aliviada com a decisão do tribunal. “Eu acho que vai ser muito bom, porque antes a regra feria a nossa liberdade de expressão. E a gente precisava escrever o que eles queriam ler e não o que nós acreditamos”, conta.(C.Geral).

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O PRÉ-SAL JÁ É DA EXXON, DA PETROGAL E DA STATOIL

REUTERS/Ricardo Moraes | Reprodução

O consórcio entre a norte-americana Exxon Mobil, a norueguesa Statoil e a Petrogal arrematou a área de Norte de Carcará com um lance de 67,12 por cento de óleo à União, versus percentual mínimo de 22,08 por cento, de acordo com resultado do leilão realizado pela reguladora ANP nesta sexta-feira.
As três empresas disputaram a área, na Bacia de Santos, com a Shell.
No consórcio de Norte de Carcará, a Statoil ficou com 40 por cento de participação, a Exxon com outros 40 por cento, e a Petrogal, com 20 por cento.
Norte de Carcará é uma área adjacente a Carcará, onde a Statoil detém participação majoritária, após acordo com a Petrobras de 2,5 bilhões de dólares.
As petroleiras Galp, com 14 por cento de participação em Carcará, e Barra Energia, com 10 por cento, estão entre as outras sócias da área.
A área de Sudoeste de Tartaruga Verde, no pré-sal da Bacia de Campos, que não havia registrado lances quando foi leiloada pela primeira vez, também não recebeu oferta em rodada de “repescagem”.
Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre o leilão:
Nielmar de Oliveira e Vinícius Lisboa - Repórteres da Agência Brasil
O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), Décio Oddone, disse hoje (27) que com a demora na realização de leilões para exploração do pré-sal, o país perdeu grande volume de investimentos. Desde que o pré-sal foi descoberto, somente uma área tinha sido licitada até o momento. 
"O pré-sal foi descoberto há uma década, e nesse período, só uma área foi licitada, a de Libra. A sociedade brasileira perdeu mais de R$ 1 trilhão, entre investimentos e arrecadação. Esse atraso no desenvolvimento do pré-sal foi a maior oportunidade perdida em uma geração. Mas estamos deixando esse tempo para trás", disse Décio Oddone, na abertura da segunda rodada de leilão de partilha dos blocos da área. 
O leilão estava programado para começar às 9h, mas uma decisão liminar do juiz Ricardo de Sales, da 3ª Vara Federal Cível do Amazonas, suspendeu a segunda e terceira rodadas. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu, e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) cassou a liminar, liberando a realização das rodadas de licitação do pré-sal. Para o diretor-geral, o Brasil tem mostrado segurança jurídica para os investidores.
Oddone afirmou ainda que os oito blocos ofertados vão transformar São Paulo em um dos principais produtores de petróleo do Brasil, e farão com que o Rio de Janeiro volte a ser a capital brasileira do petróleo e uma das regiões de maior produção do mundo. Os blocos estão localizados nas bacias de Campos (RJ) e Santos (SP).
"A produção do pré-sal poderá ser responsável pelo maior acréscimo de oferta de petróleo fora dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, nos próximos anos. Com isso, o Brasil retoma seu espaço na primeira liga do petróleo mundial".
Liderança
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, também discursou na abertura da segunda rodada e destacou que o leilão faz parte do esforço para "reestabelecer a liderança do setor de óleo e gás na construção do Produto Interno Bruto Brasileiro".
Moreira Franco ressaltou a importância do setor para o estado do Rio de Janeiro, que vive uma das maiores crises financeiras, e afirmou que a economia nacional saiu de uma situação de "desesperança e profunda insegurança".
Segundo ele, o caminho seguido pelo governo "vai permitir a recuperação da economia brasileira e com a possibilidade de ter um desenvolvimento sustentável no país, sobretudo pela segurança jurídica, pela clareza nas regras, pela capacidade que todos terão e começam a ter, com a certeza de que há igualdade de oportunidade e concorrência em todos os campos da atividade econômica, sobretudo na relação do setor privado com o setor público".
Rota mundial do petróleo
O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, diz que o leilão dos blocos representa a "reinserção do país na rota mundial da indústria do petróleo e gás".
“É o momento em que o país se encontra dividido e envolvido em questionamentos, mas também momento de esperança. O povo brasileiro saberá dar a volta por cima”.
Ele aposta que o resultado da licitação "será um sucesso que será alardeado pelos quatro cantos do mundo, que em alto e bom som dirá que o Brasil voltou a rota da indústria de óleo e gás no mundo - e tenho certeza de que não mais sairá dela”.(247).

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Homem é flagrado passeando pelado na orla de Juazeiro. É arte moderna? e se a moda pega


Na noite dessa quinta-feira(26), um homem foi flagrado passeando completamente nu, em um trecho da Orla na cidade de Juazeiro se exibindo nas proximidades da praça Santiago Maior.
Pessoas flagraram o momento em que o elemento ainda não identificado ficou passeando de um lado para o outro exibindo seu órgão genital.
Andar pelado em lugares públicos pode render ao infrator, com base no artigo 233 do Código Penal, a pena de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa, já que a prática configura ato obsceno, nova denominação dada ao atentado violento ao pudor. (Vale em Foco),(C.Geral).



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DONO DE 10,3 MIL IMÓVEIS VAZIOS, GOVERNO TEMER GASTA R$ 1,6 BI COM ALUGUEL

REUTERS | JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

Apesar de ser proprietário de 10,3 mil imóveis desocupados em todo o país, o governo Michel Temer gasta anualmente R$ 1,6 bilhão com o pagamento de aluguel para abrigar órgãos e repartições públicas. Do total de imóveis sem ocupação, 80% são de residências, salas comerciais, terrenos e galpões que poderiam ser vendidos, alugados ou cedidos, mas sem necessariamente serem usados para uso da população. Os demais 20% são qualificados como "bens de uso especial", voltados para a prestação de serviços públicos, como hospitais e escolas.
De acordo com matéria da BBC Brasil, os Estados do Rio de Janeiro, Pará, Bahia e Santa Catarina, abrigam 60% dos imóveis desocupados que podem ser negociados pelo governo federal, incluindo o uso por parte da iniciativa privada, já que não possuem destinação específica. Já os imóveis que possuem destinação específica são cerca de 2 mil e estão localizados, principalmente, em São Paulo. Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
Segundo o Ministério do Planejamento, o governo "está trabalhando para reduzir a despesa anual de R$ 1,6 bilhão com aluguel", seja por meio da ocupação ou da comercialização dos mesmos.(247).

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Parceria entre Prefeitura de Petrolina e Polícia Militar intensifica segurança na feira da Areia Branca


Mais segurança e tranquilidade as centenas de frequentadores da tradicional Feira da Areia Branca. Este é o objetivo da parceria entre a Prefeitura de Petrolina e a Secretaria de Defesa Social, que autorizou mais policiamento no centro de compras com a instalação de um trailer itinerante da Polícia Militar. O equipamento já está próximo ao pátio da feira nesta semana, reforçando a segurança do local.
A iniciativa foi acordada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário e Associação dos Feirantes, para inibir qualquer tipo de ação criminosa. A ação já havia sido realizada com sucesso em outubro, na feira do bairro José e Maria e agora será implementada até o final do mês na feira da Areia Branca.
De acordo com o diretor de feiras, Tony César, a Prefeitura vem desenvolvendo atividades rotineiras a fim de garantir maior segurança para quem trabalha e frequenta nas feiras. “Foi fundamental o diálogo com a Associação dos Feirantes e a sensibilidade do comando da Policia Militar. Poder contar com a parceria de todos só vem somar em nossas feiras e levar tranquilidade tanto para vendedores como para os consumidores”, ressalta o diretor. (Ascom), (C.Geral).

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JUSTIÇA APONTA PREÇO VIL E SUSPENDE LEILÃO DO PRÉ-SAL

O juiz Ricardo Sales, da 3ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Amazonas, concedeu nesta quinta-feira liminar a uma ação civil pública para suspender a 2ª e 3ª rodadas dos leilões do pré-sal, marcadas para esta sexta-feira, com o argumento de que há risco de prejuízo ao patrimônio público pelo lance inicial, considerado baixo.
O magistrado também aceitou a tese de vício de iniciativa do projeto de lei.
"Aponto que esse aparente vício constitucional macula o processo legislativo da lei de 2016 que promoveu drásticas alterações na Lei nº 12.351, de 2010, no que concerne ao regime de partilha de produção em áreas do pré-sal e às competências dos órgãos e entidades públicos envolvidos", afirmou. Para o juiz, o projeto teria que ser de autoria do Executivo, e não do senador José Serra (PSDB-SP).
O juiz também afirma na decisão que "há patente a verossimilhança" no argumento da ação de que "é perceptível a distorção de valores e o rebaixamento dos valores" no bônus de assinatura dos leilões. O partido sustenta na ação que não há motivos para o leilão de quatro áreas das duas novas rodadas do pré-sal ter como lance inicial R$ 7,7 bilhões, enquanto só o campo de Libra, em 2013, foi leiloado por R$ 15 bilhões.
Sales abre o prazo de 20 dias para a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) se manifestar e determina aplicação de multa de R$ 10 milhões em caso de descumprimento da decisão.
A ação é de autoria de Wallace Byll Pinto Monteiro, filiado ao PT e do sindicato dos petroleiros do Amazonas. O partido orientou filiados em todo o país a ingressarem com ações na justiça federal para suspender liminarmente o leilão.
AGU tenta reverter suspensão
A Advogacia-Geral da União (AGU) apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região contra a decisão de um juiz federal do Amazonas que suspendeu a realização dos leilões do pré-sal para exploração nas bacias de Santos e Campos marcados para a manhã desta sexta-feira, informou o órgão (leia mais).
As informações são de reportagem de Raphael di Cunto no Valor.
Abaixo, reportagem da Agência Brasil:
Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
O juiz Ricardo de Sales, da 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, concedeu liminar ontem (26) à noite suspendendo o leilão de partilha de blocos do pré-sal. A ação foi proposta por Wallace Byll Pinto Monteiro, integrante do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, contra a ANP e a Petrobras. Na ação, ele alega que a Lei n.13.365/2016 promoveu radical alteração na Lei n.12.351/2010, na medida em que retira da Petrobras a atuação como operadora única dos campos do pré-sal, com uma participação de  pelo menos 30%, além de deixar de ser a única  empresa responsável pela  condução e execução, direta ou   indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento e produção.

Quatro anos depois do primeiro leilão de partilha da área de Libra, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) marcou para hoje (27) o leilão de áreas exploratórias no regime de partilha. Deverão ser licitados oito blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural. O evento deverá ter início às 9h no Hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Com novas regras e flexibilizações, o leilão chamou a atenção de gigantes petrolíferas do mundo e a expectativa é gerar investimentos bilionários para o país. Entre as 16 empresas habilitadas pela ANP para participar das duas rodadas - a segunda e a terceira - do leilão estão as americanas Exxon/Mobil e Chevron, a espanhola Repsol, a britânica Shell, a francesa Total, a norueguesa Statoil e as chinesas Cnooc e CNPC.


A previsão da ANP é de que os oito blocos gerem US$ 36 bilhões em investimentos (o equivalente a cerca de R$ 120 bilhões), além de cerca de US$ 130 bilhões em royalties, óleo-lucro e imposto de renda decorrentes da fase de desenvolvimento das reservas, estimadas em mais de 4,5 bilhões de barris de petróleo – mais de um terço das reservas provadas do país.

As alterações nas regras do leilão promovidas pelo governo federal, como a flexibilização da operação na área do pré-sal, a revisão da política de conteúdo local e a maior previsibilidade dada às novas rodadas de licitação, além da extensão do Repetro (Regime Especial de Tributação da Cadeia do Petróleo) são consideradas fundamentais para a retomada da indústria petrolífera do país. Soma-se a isto fatores conjunturais da economia, como a baixa da inflação e a queda das taxas de juros.

Partilha da Produção

Nas licitações de partilha, vence a empresa que oferecer ao Estado, a partir de um percentual mínimo fixado, a maior fatia de óleo e gás natural descontado o custo da produção, o chamado óleo-lucro. “As ofertas serão julgadas e classificadas segundo a ordem decrescente do excedente em óleo para a União, sendo declarada vencedora a licitante que ofertar o maior percentual para a União”, informou a ANP.
De acordo com a agência, as empresas habilitadas a participar do leilão apresentarão ofertas para cada um dos blocos em licitação. Elas terão de pagar bônus de assinatura fixo para as duas rodadas.
Rodadas

Na 2ª Rodada, serão ofertados blocos unitizáveis (com jazidas adjacentes a campos ou prospectos de reservatórios que ultrapassam a área contratada). Os blocos são: Carcará; do Campo de Sapinhoá, na bacia de Santos Gato do Mato, e no Campo de Tartaruga Verde, este último na Bacia de Campos. Os bônus total de assinatura para esta rodada foi fixado em R$ 3,4 bilhões.

A unitização permite um projeto único de produção que pode ser estendido para áreas de concessão, cessão onerosa ou partilha sob comando de operadores diferentes ou para locais ainda não contratados.

Já a 3ª Rodada ofertará as áreas de Pau Brasil, Peroba e Alto de Cabo Frio Oeste, na Bacia de Santos; e a de Alto de Cabo Frio Central, nas bacias de Santos e Campos. O bônus de assinatura totaliza R$ 4,35 bilhões.

Segundo a ANP, os dez poços que mais produzem no Brasil estão no polígono do pré-sal, que já é responsável por cerca de metade da produção brasileira.
Direito de preferência da Petrobras
Mesmo com restrição orçamentárias, a Petrobras pretende exercer seu direito de preferência de operadora para arrematar 30% de três áreas, o que custará à empresa R$ 810 milhões em bônus de assinatura.
O direito de preferência será exercido pela estatal para as áreas de Sapinhoá, Peroba e Alto de Cabo Frio Central, conforme antecipou o presidente da petrolífera, Pedro Parente, nesta semana. O direito de preferência é facultado à empresa. Para atuar como operadora nesses blocos, a Petrobras precisa compor consórcio com a licitante vencedora desde que o percentual do excedente em óleo ofertado para a União for igual ao percentual mínimo estipulado no edital.
Durante a sessão pública de ofertas, a petrolífera tem prazo de 30 minutos para decidir se integrará o consórcio com a licitante vencedora, se o percentual de excedente em óleo para a União superar o percentual mínimo.

No caso de a Petrobras não entrar no consórcio, a licitante vencedora, individualmente ou em consórcio, terá de assumir 100% da participação no bloco licitado e indicará a operadora e os novos percentuais de participação.

Ao participar da Offshore Technology Conference (OTC 2017), encerrada ontem (26), no Riocentro, Parente admitiu que a participação da empresa poderá se dar em parceria com outras  petrolíferas e que pode não ficar restrita às áreas com direito de preferência.

“A parceria é a maneira usual de se trabalhar nesta indústria e nós vamos de parceria. Temos que ser seletivos, dado o conjunto de boas áreas ofertadas, mas faremos lances somente nas áreas que terão potencialidade maior. Podemos disputar outras áreas além das três que já estamos com um bom direito assegurado. Claramente, dentro da nossa visão do potencial de todas as áreas, [a participação da empresa] será exclusivamente uma matéria de decisão econômica”, disse.


Sobre as três áreas em que a Petrobras já manifestou preferência, Parente disse que se a companhia não vencer a disputa, poderá se associar às vencedoras e vir a atuar como operadora.

Disputa acirrada

Já a ANP prevê disputa acirrada e oferta para todos os blocos.
“Todas as áreas do pré-sal terão interessados, porque é uma área de alta produtividade. Tem poços produzimos 40 mil barris por dia, o que acontece em pouco países. É um volume de produtividade muito grande e a disputa será acirrada”, disse o diretor-geral da ANP, Décio Oddoni.
A agência já avalia a possibilidade de reabrir o prazo para apresentação de ofertas para os blocos que não forem arrematados nesta sexta-feira. Ao fim de cada rodada, as empresas terão a chance de fazer novos lances. "Isso corrige a possibilidade de confusões de última hora, de envelope, burocracia, procuração. Foi com o objetivo de dar uma oportunidade caso alguém se equivoque", afirmou.
Segundo ele, a mudança passará a valer para os próximos leilões, incluindo as rodadas de concessão.
14ª Rodada
Com menos atrativos em relação às rodadas de hoje, a 14ª Rodada de licitações de blocos exploratórios, realizada no final do mês passado, arrecadou R$ 3,84 bilhões em bônus de assinatura – o maior da história dos leilões, com ágio médio de 1.556,05%.

No entanto, foram arrematados apenas 37 dos 287 blocos ofertados, distribuídos em 16 setores de oito bacias sedimentares: Parnaíba, Potiguar, Santos, Recôncavo, Paraná, Espírito Santo, Sergipe-Alagoas e Campos.

Os blocos mais concorridos foram os da Bacia de Campos, no litoral fluminense, onde oito foram arrematados pelo consórcio Petrobras/ExxonMobil. As duas empresas pagaram R$ R$ 2,24 bilhões pelo bloco campos marítimos 346, uma das áreas mais disputadas e com o maior bônus de assinatura.
A previsão de investimentos das empresas vencedoras na primeira fase do contrato é de R$ 845 milhões.
Um total de 20 empresas, de oito países, participaram da licitação e 17 (dez nacionais e sete estrangeiras) arremataram blocos. A assinatura dos contratos deve ocorrer até o dia 31 de janeiro de 2018.
A 14ª rodada foi marcada pela simplificação das normas do regime de concessão, com a adoção da fase de exploração única e possibilidade de estendê-la por razões técnicas; retirada do conteúdo local como critério de oferta na licitação; royalties diferenciados para áreas de nova fronteira e bacias maduras com maiores riscos; e incentivos para o aumento da participação de pequenas e médias empresas.(247).


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LULA: ESTÃO VENDENDO O PATRIMÔNIO DO PAÍS

Ricardo Stuckert


O ex-presidente Lula denunciou a venda do patrimônio do País pelo governo Temer em novo discurso em Minas Gerais, na cidade de Francisco Sá, na noite desta quinta-feira 26.
"Eles estão vendendo tudo. O cara que não sabe governar começa a vender o patrimônio do país", criticou Lula.
Sobre 2018, Lula disse estar pronto para ser julgado nas urnas. "Eu não tenho nenhum problema em não ser candidato. Se o povo achar que eu não devo concorrer. Aceito humildemente", afirmou. "Se o povo achar que eu devo ser candidato, eu quero concorrer contra eles, contra o candidato da Globo", disse.
O ex-presidente voltou a criticar a perseguição Judiciária e midiática contra ele e desafiou a Lava Jato "a provar um real de errado na minha vida". "Eles já acharam dinheiro com todo mundo, aqui em Minas até um helicóptero com 400 quilos de cocaína acharam", destacou, sobre o caso envolvendo o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), aliado de Aécio Neves (PSDB-MG). "Todo dia tem uma acusação contra mim e todo dia não tem uma prova", completou.
Lula fez nova crítica ao golpe contra Dilma Rousseff, com o apoio da mídia. "A elite perversa resolveu inventar uma mentira pra afastar a Dilma, aquilo repetia na Globo todo dia e a Dilma caiu". E comparou: "Como Deus escreve certo por linhas tortas, as pessoas que diziam que a Dilma era uma desgraça, perceberam que Temer e desgraça e meia".
Na parada anterior da Caravana, no município de Salinas, Lula discursou: "Não queremos gritar mais “Fora Temer”. Queremos gritar o nome de um futuro presidente que vai ajudar a reconstruir o Brasil".(247).


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

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