domingo, 22 de março de 2026

Antônio Moraes dispara contra oposição e defende Raquel Lyra

 

Deputado acompanhou a governadora em entregas de obras e anúncios


              Por Blog da Folha
Fotos: Leôncio Francisco/Divulgação

O deputado estadual Antônio Moraes (PSD) acompanhou, nesta sexta-feira (20), a agenda de visitas da governadora Raquel Lyra a três municípios do litoral e Mata Norte do Estado, onde o parlamentar tem sua principal base política, e fez várias defesas duras da gestora contra as críticas e ataques da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).


“Eles não aceitam ter uma mulher como governadora de Pernambuco. O que Raquel tem sofrido pela condição de ser mulher é uma coisa vergonhosa. As mulheres que estão aqui presentes têm que dar as mãos a ela e dizer que não aceitam esse tipo de preconceito. Não é fácil ser a primeira mulher a governar Pernambuco. Algumas pessoas não aceitam, mas deveriam entender que Pernambuco nunca viveu um momento tão importante como o que vive agora. Nunca cresceu tanto como nos últimos anos. Ela tem investido em todas as áreas do estado e conversa com todo mundo. Agora, não vai ser na imposição, jamais, e sim no diálogo”, advertiu.

Logo cedo, os dois estiveram na Ilha de Itamaracá para entregar a primeira creche do município, com capacidade para atender 330 crianças nas idades entre quatro meses a cinco anos e onze meses, em regime de tempo integral e meio período, além da restauração da rodovia PE-001. Os pleitos foram levados à governadora por Moraes.

O parlamentar fez questão de ressaltar diversas outras ações que o Governo de Pernambuco vem trazendo para a Ilha e para os demais municípios da Mata Norte. “Há muitos anos, Itamaracá estava abandonada. Vemos, na atual gestão estadual, diversas entregas para o município, como a demolição do presídio Barreto Campelo e, hoje, a entrega da nova creche e a requalificação da PE-001. São promessas que a governadora assumiu e cumpriu, assim como diversas outras que ela vem cumprindo”, pontuou Moraes.

Moraes seguiu com as críticas aos opositores do governo: “Não é fácil ser a primeira mulher a governar Pernambuco. Algumas pessoas não aceitam, mas deveriam entender que Pernambuco nunca viveu um momento tão importante como o que vive agora. Nunca cresceu tanto como nos últimos anos. Ela tem investido em todas as áreas do estado e conversa com todo mundo. Agora, não vai ser na imposição, jamais, e sim no diálogo”, advertiu.

Em Itamaracá, Raquel Lyra ainda entregou quatro novos ônibus escolares ao município, totalizando nove entregas para a cidade desde 2023. Ela e a vice-governadora Priscila Krause também receberam os títulos de cidadãs de Itamaracá. Moraes também aproveitou para anunciar que já tiveram início as obras para requalificação da Estrada do Sossego, uma das principais vias de acesso aos bairros do Sossego e do Pontal da Ilha, fruto de uma parceria com o Governo de Pernambuco.

Em seguida, no município de Goiana, a governadora e o deputado – atual vice-líder do governo na Assembleia Legislativa – fizeram entregas de novas obras e anúncios de outras ações, além de vistoriarem obras já em andamento na cidade. Foi inaugurada a nova sede da XII Gerência Regional de Saúde (Geres) e Raquel Lyra assinou a autorização para licitação que vai dar início à implantação da PE-044, além da ordem de serviço para as obras de uma nova Escola Técnica Estadual (ETE) na cidade. Ela ainda entregou quatro novos ônibus escolares para o município.

Durante a agenda em Goiana, a governadora vistoriou ainda as obras do novo batalhão da Polícia Militar na cidade, com um investimento de R$ 10,3 milhões. Goiana também vai receber uma nova seção do Corpo de Bombeiros Militar. Da mesma forma como fez em Itamaracá, Antônio Moraes ressaltou os avanços conquistados pelo Estado na Mata Norte. “O batalhão era uma cobrança antiga do povo, e essa Geres é importantíssima para o controle do SUS aqui na Mata Norte. O Governo de Pernambuco tem um olhar muito cuidadoso para a nossa região”, disse o parlamentar, que tem na Mata Norte sua principal base política, com o apoio de oito prefeitos.

O último compromisso da governadora, ao lado de Antônio Moraes, foi no município de Vicência. No Povoado Chã dos Mandados foi inaugurado um conjunto residencial com 12 casas para a população carente, e no distrito de Angélica, mais uma cozinha comunitária – ampliando a política de segurança alimentar para pessoas em condições de vulnerabilidade– além da pavimentação de ruas na comunidade e uma vistoria às obras da creche que vai atender as famílias locais. 

Com informações da assessoria*


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João convoca Frente Popular para disputa pelo governo de PE

 

Após rumores e apelos de aliados, o prefeito confirma sua pré-candidatura

                               
                    Por Anthony Santana
Prefeito João Campos lançou pré-candidatura ao governo de Pernambuco - Foto: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco

Confirmando os apelos de aliados e rumores que sinalizavam seu projeto para liderar a Frente Popular, o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, lançou a pré-candidatura ao governo de Pernambuco em ato político realizado na última sexta-feira (20), no Hotel Luzeiros, na Zona Sul do Recife.

No evento, também foi lançado o nome do empresário e advogado Carlos Costa (Republicanos) como candidato a vice-governador e da ex-deputada Marília Arraes (PDT)  como pré-candidata ao Senado federal no evento.

Cotado para a segunda vaga da chapa na Casa Alta, o senador Humberto Costa (PT) não marcou presença e espera definição da sigla petista em reunião no próximo dia 28 de março.

História

Ao discursar, João Campos lembrou os ensinamentos do pai, o ex-governador Eduardo Campos e a perda precoce dele em 2014, num acidente aéreo.

 

Ele não deixou de citar o bisavô, Miguel Arraes, que também governou o estado. Campos exaltou o histórico do estado de não conformismo e afirmou que o grupo político está unido em torno da construção de um projeto. 

“O que nos une é poder construir por Pernambuco um projeto que atenda à expectativa do povo mais sofrido, do povo mais pobre, para que quem nunca teve uma oportunidade na vida possa voltar a sonhar, a ter esperança”, declarou.

O prefeito também criticou o aumento da violência e a dominação de territórios pelo crime organizado. Ele prometeu combater o problema com valorização das polícias, geração de oportunidades e investimentos em inteligência.



Além disso, questionou a ausência de um equipamento de saúde de grande porte entregue pelo governo estadual e falou das creches como uma vitrine do seu governo. 

“Para fazer isso, tem que saber trabalhar. De boas ideias o mundo está cheio. Está faltando gente que tenha a capacidade de fazer, juntar a política, ter compromisso com a gestão de poder fazer o enfrentamento do dia a dia. Como é que a gente vê o nosso estado ter tido a melhor educação pública do Brasil e sair do pódio? Eu vou ser governador do estado de Pernambuco e vou por de volta”, disse João.

Alianças

Ao discursar, Carlos Costa prometeu ser leal e trabalhar intensamente pelo estado.

“Você (João Campos) pegou um companheiro de chapa animado, trabalhador e que tem, em meu pai, Silvio Costa, a maior referência de um homem digno e capacidade de trabalho. Eu não vou descansar. Vai ser 24 horas por dia porque eu tenho certeza que Pernambuco pode mais", afirmou o pré-candidato.

Já Marília aproveitou o lançamento da candidatura para fazer críticas ao governo estadual, citando o alto número de feminicídios e, segundo ela, o não cumprimento de promessas da campanha de 2022, como a construção de cinco maternidades regionais. 

“O que o povo quer é resultado, é entrega. Não adianta subir em cadeira para parecer maior, quando na verdade se fala com ódio. Se vê nos olhos, na expressão. E o povo nota que não se está alí com amor. Aqui, a gente não vai brincar com a esperança do povo, porque nós temos um caminho, nossas trajetórias se cruzaram na hora certa, sabemos de onde viemos”, enfatizou. 

O presidente da Alepe, deputado estadual Álvaro Porto (MDB), afirmou que João Campos representa mais que apenas um candidato a governador, mas o futuro de Pernambuco.

Ele também foi enfático nas críticas ao governo do estado, ao dizer que da gestão atual existem apenas “placas de construção e ordens de serviço sem ter serviço”. Porto se dispôs a buscar os votos para João por todo o estado. 

 

“Pernambuco quer ver alguém que ande o Estado todo, olhando  olho no olho das pessoas e mostre a mudança verdadeira que vai ter no estado de Pernambuco. Não temos a menor dúvida, João, que aqui tem time grande de soldados. Vamos andar o estado todo de Pernambuco para levar sua voz e mostrar que você vai ser a verdadeira mudança”, disse. 

PT

A senadora Teresa Leitão mencionou a pré-candidatura de Campos como essencial para o enfrentamento da extrema-direita no país. Ela defendeu que a aliança nacional entre o PT e o PSB se repita em Pernambuco.

 

“Nesse projeto não cabe individualismo, não cabe projeto pessoal. Não cabe umbigo, tape o umbigo como o durex. Esqueçam que existe umbigo”, destacou.

 

A prefeita de Jupi, Rivanda Freire, do PSD, foi responsável por discursar pelos prefeitos. Estiveram presentes no ato deputados estaduais e federais aliados, além dos ministros da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos (PCdoB); de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), além do vice-prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), e do presidente da Câmara Municipal do Recife, vereador Romerinho Jatobá (PSB).

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RECIFE - PF prende quatro pessoas em flagrante após saque de R$2,7 milhões em espécie em banco no Recife

Caso aconteceu nesta sexta (20), segundo a Polícia Federal, em uma instituição bancária no Centro da capital

                         Diario de Pernambuco


Quatro pessoas foram presas após um saque de R$ 2,733 milhões em uma instituição bancária no Recife (Foto: Reprodução/PF)


Polícia Federal prendeu quatro pessoas em flagrante após monitorar um saque de R$2,733 milhões em espécie em um banco no centro do Recife. O caso aconteceu na última sexta (20).

Segundo informações repassadas pela PF, o dinheiro foi sacado por um dos presos e seria entregue a outras três pessoas, que chegaram à cidade pouco tempo antes do fato em um jatinho particular. Todos eles foram presos pela corporação.

Após a abordagem, os quatro indivíduos foram conduzidos à Polícia Federal, onde foram autuados em flagrante por lavagem de capitais. A pena prevista em lei pelo crime é de reclusão de três a dez anos e multa.

“As investigações continuam para apurar a origem dos recursos e possíveis outros ilícitos”, destacou a PF.


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ABUSO DE PODER - PM é flagrado chutando rosto de mulher que surtou em prédio no litoral de SP

Corporação investiga conduta de agentes após imagens de agressão

               Estadão Conteúdo


Vídeo mostra momento da agressão durante contenção da vítima (Reprodução/Internet)

Um policial militar foi flagrado chutando o rosto de uma mulher que aparentava estar em surto, no corredor de um prédio, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Os policiais tinham sido chamados por vizinhos após ouvirem gritos no apartamento da suposta vítima. Ela teria sido contida de forma violenta e agredida. Com o rosto sangrando, a mulher passou por atendimento no Pronto-Socorro Central.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) diz que a Polícia Militar apura todas as circunstâncias dos fatos. Os policiais que atenderam a ocorrência portavam câmeras operacionais portáteis (COPs) e as imagens serão analisadas.

O caso ocorreu em um prédio da rua Amador Bueno da Ribeira, na região central da cidade, por volta das 3 horas da madrugada de quinta-feira, 19. Relatos em redes sociais dão conta de que os moradores ouviram gritos vindo de um dos apartamentos e acionaram a Polícia Militar.

Os agentes chegaram e teriam encontrado a mulher em aparente surto psicótico. Ela reagiu à abordagem e teria dado tapas em um policial. A mulher foi contida e derrubada. Imagens postadas em redes sociais mostram quando, já no chão, a mulher está cercada por policiais e se debate. Quando ela tenta segurar o pé de um dos policiais, recebe um chute no rosto.

De acordo com a prefeitura de São Vicente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encontrou a mulher com um ferimento na cabeça. Após os primeiros socorros, ela foi levada para o PS Central. O estado de saúde dela não foi informado.

A PM diz ainda, em nota, que a instituição não compactua com excessos ou desvios de conduta, “punindo com rigor todos os casos do tipo”.



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Lula anuncia recompra de refinaria privatizada por Bolsonaro

 

"Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos", disse o presidente


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul (MG) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


Em momento em que o país lida com questões relacionadas ao aumento dos preços de combustíveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta sexta-feira que a Petrobras poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves - Rlam), na Bahia.

"Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos", disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

A refinaria foi vendida pela petroleira para a Acelen, do fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, durante o governo de Jair Bolsonaro.

A unidade chegou a ser objeto de interesse da Petrobras, para uma eventual recompra quando Lula voltou à Presidência, mas não houve mais notícias sobre o assunto.

Mataripe é a segunda maior refinaria do país em capacidade e deverá elevar a produção de diesel de 12,4 mil para 13,7 mil metros cúbicos por dia (m³/dia) a partir de junho, disse um executivo da companhia à Reuters em fevereiro, sinalizando também planos futuros da companhia privada.

Procuradas para comentar a declaração de Lula, a Petrobras não respondeu imediatamente, enquanto a Acelen encaminhou o pedido para o fundo Mubadala, que não quis comentar.

Os preços do diesel no Brasil, que importa cerca de 25% de suas necessidades, já subiram cerca de 20% desde o início da guerra, com impacto da alta do petróleo que disparou após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O tema é olhado com atenção pelo governo, já que pode afetar a popularidade do presidente que tentará a reeleição em outubro.

Lula afirmou ainda, no evento em Minas Gerais, que o governo e a Petrobras deveriam pensar em estoques de combustíveis, como forma de amortecer impactos de guerras e outras crises.

"Eu falei para a Magda -- isso não é uma coisa rápida, isso é uma coisa que leva tempo --, mas é uma coisa estratégica que a Petrobras e o governo têm que pensar. Nós precisamos ao longo do tempo construir um estoque regulador para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje", disse o presidente.

"E se essa guerra durar 30 dias? E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do Estreito de Ormuz?"

Segundo ele, um país "soberano" tem que ter um estoque de produtos básicos, como arroz e feijão. "Até para que quando tiver especulação no mercado, a gente possa liberar do nosso estoque para baratear o preço."

PARCERIA COM PEMEX

O presidente também disse nesta sexta-feira que propôs uma parceria entre as empresas estatais de energia Petrobras e Pemex, do México, para explorar petróleo no Golfo do México.

"A pedido dela (Magda) eu liguei para a presidenta do México, a companheira Claudia (Sheinbaum). Você sabia que a Pemex pode ter uma ajuda muito grande da Petrobras para explorar petróleo junto com a Pemex no Golfo do México, a 2.500 metros de lâmina d'água?"

A Petrobras, a Pemex e o gabinete de Sheinbaum não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

A Petrobras opera no Golfo do México por meio de uma joint venture com a Murphy Exploration & Production.

A Pemex tem tentado avançar com projetos complexos no Golfo, incluindo o desenvolvimento da exploração de gás em águas profundas de Lakach, mesmo com a produção de seus campos offshore mais antigos em queda. - Reuters.


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"Trump assinou seu atestado de óbito político com essa guerra", diz Marco Fernandes

 

Analista Marco Fernandes avalia que conflito com o Irã pode gerar crise econômica, isolamento interno e derrota eleitoral para Trump


Marco Fernandes (Foto: Reprodução)

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intensificar o confronto com o Irã pode ter consequências diretas sobre sua sobrevivência política. A avaliação é do jornalista e analista geopolítico Marco Fernandes, que aponta riscos internos e externos decorrentes do conflito, incluindo impacto econômico, rejeição popular e instabilidade institucional.

As declarações foram feitas em entrevista publicada ao canal Opera Mundi, em que Fernandes analisa os desdobramentos da escalada militar e seus efeitos sobre a política interna norte-americana. Segundo ele, a guerra não encontra respaldo significativo na sociedade dos Estados Unidos e tende a produzir efeitos adversos ao governo.

De acordo com o analista, o movimento de Trump representa uma ruptura com a base política que o levou ao poder. “O Trump assinou o seu atestado de óbito político com essa guerra. Ele vai pagar um preço muito caro”, afirmou. Ele lembra que o presidente dos Estados Unidos foi eleito com uma plataforma contrária a intervenções militares. “Ele se elegeu com a plataforma do MAGA? Era ‘No More Wars’, não queremos mais guerra. Ele já tá fazendo, já fez mais guerra do que, enfim, já matou mais gente do que já tá ali”, declarou.

Fernandes destaca que o apoio popular ao conflito é limitado. “Segundo pesquisas nos Estados Unidos, cerca de 20 a no máximo 30%, mas algumas dizem que 20% só da população apoia essa guerra. Ou seja, não é uma guerra popular nos Estados Unidos”, disse. Para ele, mesmo uma eventual vitória militar não traria ganhos eleitorais. “Ainda que ele vença, isso não vai gerar votos para ele.”

Outro ponto central da análise é o impacto econômico da escalada militar. O jornalista aponta efeitos imediatos nos preços de energia e possíveis consequências inflacionárias. “O gás já aumentou 50%, o petróleo já aumentou 15% e a expectativa é que continue a aumentar. Isso vai gerar inflação mundial, isso vai gerar inflação nos Estados Unidos”, afirmou. Ele acrescenta que o cenário se agrava diante de um contexto já pressionado internamente. “Nós estamos falando de um povo que já está numa crise econômica, que já está com uma carga inflacionária por causa das tarifas do Trump.”

Além da economia, Fernandes menciona o custo humano do conflito como fator sensível para a opinião pública. “O público americano é muito avesso a ver caixões retornando com a bandeira dos Estados Unidos, com seus filhos e filhas mortos dentro dele”, disse. Ele ressalta que, caso a guerra se prolongue, o número de vítimas tende a crescer. “Se essa guerra se prolongar, vai morrer muita gente do lado dos Estados Unidos.”

No campo político, o analista projeta dificuldades para o governo nas eleições legislativas. “Fica quase impossível Trump ganhar as midterms em novembro”, afirmou. Ele lembra ainda que o próprio presidente dos Estados Unidos reconheceu os riscos institucionais. “Ele mesmo falou na semana passada: ‘Se eu perder as duas casas, eu devo sofrer o impeachment’.”

Para Fernandes, a decisão de avançar no conflito foi uma aposta de alto risco, com consequências ainda incertas, mas potencialmente decisivas. “Eu acho que foi uma aposta muito arriscada”, declarou, ao reforçar que o cenário atual pode consolidar Trump como “o grande perdedor dessa guerra”. - 247.


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Trump ameaça destruir instalações de energia do Irã e país persa responde à altura

 

Escalada da guerra no Oriente Médio amplia risco de choque no petróleo, agrava tensão em Ormuz e aprofunda temor de colapso nos mercados globais


Donald Trump (Foto: Molly Riley/Casa Branca)


A guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã entrou em uma nova etapa de forte escalada, com ameaças explícitas contra instalações de energia e infraestrutura estratégica no Golfo, ampliando o risco de uma crise regional de grandes proporções e de novos abalos na economia mundial.

Segundo reportagem da Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “obliterar” usinas de energia iranianas caso Teerã não reabra integralmente o Estreito de Ormuz em até 48 horas. A resposta iraniana veio no mesmo tom: o país avisou que poderá atacar infraestrutura dos EUA na região, incluindo instalações de energia, tecnologia da informação e dessalinização, caso a ameaça americana seja executada.

A nova declaração de Trump representa uma mudança brusca de posição. Apenas um dia antes, ele havia sinalizado a possibilidade de reduzir a intensidade do conflito, agora em sua quarta semana. A escalada reforça a estratégia de pressão máxima sobre o Irã, com foco em pontos sensíveis da economia e da infraestrutura do país.

Em sua publicação nas redes sociais, Trump afirmou: “Se o Irã não abrir COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar várias de suas USINAS DE ENERGIA, começando pela maior de todas!” A declaração explicita o grau de tensão e eleva o risco de um confronto ainda mais amplo na região.

Poucas horas depois, o representante iraniano na Organização Marítima Internacional, Ali Mousavi, afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação, exceto para embarcações ligadas aos “inimigos do Irã”. Segundo ele, o trânsito pelo estreito pode ocorrer mediante coordenação de segurança com Teerã.

Dados de rastreamento marítimo citados pela Reuters indicam que algumas embarcações conseguiram atravessar a região, como navios de bandeira indiana e um petroleiro paquistanês. O Paquistão aparece como um ator de equilíbrio, mantendo relações tanto com o Irã quanto com os Estados Unidos e a Arábia Saudita.

Mercados sob pressão e risco de colapso

A escalada já produz efeitos severos nos mercados globais. O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Sua quase paralisação já desencadeou a pior crise energética desde a década de 1970.

Os preços do petróleo dispararam e atingiram o nível mais alto em quase quatro anos. A tensão se intensificou após o Iraque declarar força maior em campos petrolíferos operados por empresas estrangeiras, Israel atacar um importante campo de gás iraniano e Teerã responder com ataques contra países vizinhos, como Arábia Saudita, Catar e Kuwait.

Na Europa, os preços do gás subiram até 35% em apenas uma semana, refletindo o temor de escassez e de interrupções prolongadas no fornecimento energético.

O analista Tony Sycamore, da IG, fez um alerta contundente: “A ameaça do presidente Trump colocou agora uma bomba-relógio de 48 horas de incerteza elevada sobre os mercados. Se o ultimato não for retirado, provavelmente veremos uma ‘segunda-feira negra’, com reabertura dos mercados globais em forte queda e os preços do petróleo subindo significativamente.”

Ele acrescentou que uma eventual retaliação iraniana poderá atingir instalações energéticas da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, ampliando o impacto global da crise e aprofundando o choque de preços.

Infraestrutura energética no centro do conflito

A estratégia americana busca tornar o bloqueio do Estreito de Ormuz “economicamente e politicamente insuportável” para o Irã, sem destruir seus campos de petróleo e comprometer o abastecimento global no longo prazo.

Ainda assim, o foco nas usinas elétricas representa um risco elevado. A rede elétrica iraniana está profundamente integrada ao setor energético. Um ataque a grandes instalações pode provocar apagões generalizados e comprometer refinarias, terminais de exportação e centros de comando.

Entre as principais usinas do país estão Damavand, próxima a Teerã, Kerman, no sudeste, e Ramin, na província de Khuzestan. Todas possuem capacidade de geração superior à da única usina nuclear iraniana, localizada em Bushehr.

O quartel-general militar iraniano Khatam al-Anbiya reagiu com firmeza, afirmando que, caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura energética iraniana, o país responderá atingindo toda a infraestrutura americana de energia, tecnologia da informação e dessalinização na região.

Expansão militar e ameaça além do Oriente Médio

O conflito também ganhou uma nova dimensão com o uso, pelo Irã, de mísseis de longo alcance. Pela primeira vez, Teerã lançou projéteis com alcance de até 4 mil quilômetros, ampliando significativamente o raio de risco.

Segundo o chefe militar de Israel, Eyal Zamir, esses mísseis não se limitam ao Oriente Médio. Ele afirmou: “Esses mísseis não são destinados a atingir Israel. Seu alcance chega às capitais europeias — Berlim, Paris e Roma estão todas dentro do alcance direto.”

Além disso, um ataque iraniano atingiu uma área próxima ao reator nuclear israelense, nas proximidades de Dimona. Em resposta, Israel realizou ataques contra Teerã poucas horas depois.

Isolamento internacional e pressão interna sobre Trump

A condução da guerra por Trump tem gerado tensões com aliados ocidentais. O presidente dos Estados Unidos chegou a acusar países da Otan de covardia por não participarem diretamente das operações para reabrir o Estreito de Ormuz.

Embora alguns aliados considerem apoio limitado, a maioria demonstra resistência em se envolver em um conflito iniciado sem consulta prévia.

O Japão, por exemplo, sinalizou que pode enviar forças para operações de desminagem marítima, mas apenas em caso de cessar-fogo.

Internamente, Trump também enfrenta desgaste político. Pesquisa Reuters/Ipsos indica que 59% dos americanos desaprovam os ataques contra o Irã, enquanto apenas 37% apoiam a ofensiva.

O aumento dos preços da energia, que pressiona a inflação nos Estados Unidos, amplia o custo político da guerra, afetando consumidores e empresas e tornando o conflito um fator relevante nas eleições legislativas de novembro.

Guerra prolongada e impacto global

Mais de 2 mil pessoas já morreram desde o início da guerra, lançada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel, segundo a Reuters. O conflito já provocou fortes impactos nos mercados, elevou os preços dos combustíveis e aumentou o temor de uma nova onda inflacionária global.

A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz coloca em risco um dos principais pontos de circulação de energia do mundo. A troca de ameaças entre Washington e Teerã indica que o conflito pode se aprofundar ainda mais, com consequências potencialmente devastadoras para a economia global e a estabilidade geopolítica. - 247.


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...