segunda-feira, 3 de abril de 2023

Em vitória da mobilização popular, governo Lula vai suspender novo ensino médio e mudanças no Enem

Suspensão tem como principal consequência o adiamento do novo formato do Enem em 2024. Novo ensino médio tem sido marcado por uma série de problemas

Lula e Camilo Santana (Foto: Reuters/Adriano Machado)

Devido às críticas crescentes de educadores e estudantes, o governo Lula (PT) decidiu suspender a implementação do novo ensino médio e as mudanças no Enem programadas para 2024, informa a Folha de S. Paulo. Espera-se que uma portaria seja publicada nos próximos dias, suspendendo o prazo de implementação da política e adequação do exame.

A suspensão ocorrerá enquanto durar o prazo da consulta pública em andamento sobre o tema, que tem duração de 90 dias, prorrogáveis, e mais 30 dias para o MEC (Ministério da Educação) elaborar um relatório.

Essa suspensão tem como principal consequência o adiamento do novo formato do Enem em 2024. O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), tem se manifestado contra a revogação do novo ensino médio, defendendo ajustes no modelo ao invés de uma revogação completa.

A portaria com a suspensão tem a aprovação da equipe próxima ao presidente Lula, que avalia que o governo tem sofrido desgastes exagerados ao manter a reforma, especialmente entre estudantes. Uma revogação total da reforma dependeria de ação do Congresso, pois foi instituída por lei. A suspensão dos prazos é vista como uma maneira de acalmar os críticos e evitar maiores impactos.

A implementação do novo formato do ensino médio, obrigatória a partir de 2022, tem sido marcada por uma série de problemas, como a perda de tempo de aula em disciplinas tradicionais, disciplinas desconectadas do currículo e deficiências na oferta de itinerários em todas as escolas. (247).

(Artigo escrito com uso de inteligência artificial).


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Daniel Cara celebra decisão sobre novo ensino médio: "vitória é coletiva e é nossa"

O educador Daniel Cara disse ser necessário ainda ler a portaria do governo, mas disse que, se confirmada a suspensão da reforma, a vitória é dos ativistas que protestaram

Montagem: Daniel Cara (gravata vermelha), ministro Camilo Santana (Educação) e uma sala de aula (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado | Luis Fortes/MEC | Cecília Bastos/Jornal USP)

O educador Daniel Cara, professor de Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), celebrou a decisão do governo federal de suspender a implementação do 'novo ensino médio', reforma que foi aprovada após o golpe de 2016 e que, segundo críticos, prejudica a formação intelectual dos adolescentes brasileiros. 

Cara está entre os principais críticos do novo ensino médio. Segundo ele, a reforma prejudica não só os alunos, como também professores, que muitas vezes se veem forçados a lecionar sobre áreas distintas de sua formação. 

Em seu Twitter, Cara disse ser preciso ainda ler a portaria do governo que suspende a reforma, bem como as mudanças no Enem programadas para 2024. "Mas se confirmado a vitória é coletiva e é nossa", comentou. 

"Política se faz com programa e princípios. Cidadão joga o jogo, não fica apenas na torcida". 

No mês passado, estudantes em dezenas de cidades espalhadas pelo País saíram às ruas em protestos contra o novo ensino médio. Pressionados, o presidente Lula (PT) e o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmaram depois que o novo modelo não iria seguir "do jeito que está". 

Veja:

Mas o que é, afinal, o novo ensino médio? 

A MP 746 baixada por Temer em 2016 instituiu, entre outros pontos, a política de incentivo à ampliação das escolas de tempo integral. Convertida na Lei 13.415 em 2017, a medida estabeleceu o novo ensino médio.  

Previsto para se consolidar por completo nas escolas brasileiras até 2024, o novo modelo amplia o tempo mínimo do estudante na escola (de 800 para 1400 horas anuais) e institui uma nova organização curricular, incluindo a opção de formação técnica profissional.  

As disciplinas são agora divididas em quatro grandes áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Estas devem ocupar 60% da carga horária do ensino médio.  

As outras 40% são preenchidas pelos chamados itinerários formativos. São um conjunto de matérias complementares, acopladas de acordo com a área que o estudante escolhe para se especializar, como humanas, exatas ou biológicas.  

Os nomes vagos ou incomuns das novas disciplinas têm rendido memes na internet. Entre eles, "O que rola por aí", "Torne-se um milionário", "Brigadeiro caseiro", "Mundo Pets SA", "Arte de morar", "RPG" e "Projeto de vida". Depois de escolher seu itinerário formativo, o estudante não pode mudar de ideia: tem de cursá-lo até se formar. (247 com Brasil de Fato). 


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Minha Casa, Minha Vida entrega 336 apartamentos nesta semana no Recife

 MORADIA 


O Habitacional Rui Frazão atende a 336 famílias. - Divulgação

Após uma peregrinação de 13 anos em busca da casa própria, a pensionista Fabiana Carlos da Silva, de 44 anos, receberá nesta terça-feira (4) a chave do apartamento em seu nome. Ela é uma das 1.344 pessoas contempladas com a entrega de 336 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida no Recife.

“Vou receber um apartamento bem estruturado num condomínio fechado. Já fiz a vistoria e vi que terei uma moradia digna. Não estão tirando as pessoas da favela e jogando elas de qualquer jeito num apartamento. Tudo é muito bem organizado”, diz a viúva, mãe de dois filhos, que vive da pensão do pai da filha caçula.

Composto por 14 blocos de três andares, com oito apartamentos por andar, o Condomínio Ruy Frazão, no bairro de Afogados, na capital pernambucana, atende à Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida. Nessa categoria, o programa subsidia até 95% do valor do imóvel a famílias que recebem até R$ 2.640 por mês em áreas urbanas ou ganham até R$ 31.680 por ano em áreas rurais.

Destinado a famílias do Movimento de Lutas nos Bairros, Vidas e Favelas (MLB), o condomínio tem infraestrutura de água, esgoto, iluminação pública, energia elétrica, pavimentação e drenagem. O empreendimento tem, nas imediações,acesso a transporte público, uma creche, três escolas e um posto de saúde.

Além da moradia própria, Fabiana diz que a principal vantagem do Minha Casa, Minha Vida é o valor reduzido das prestações. Em vez de desembolsar R$ 500 de aluguel por mês, a pensionista, que recebe um salário mínimo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pagará cerca de R$ 120 de prestação. “Vou ser beneficiária de uma casa, mas vou pagar de acordo com minha renda”, elogia.

Construção

Para o desempregado Wandeberg da Silva Durval, de 33 anos, a inauguração do empreendimento será ainda mais especial. Por meio de um convênio entre o MLB e a construtora, ele morará no apartamento que ajudou a construir. “Por um ano, trabalhei com carteira assinada e ajudei a construir meu apartamento e o de outras várias famílias do movimento”, diz.

Atualmente desempregado e beneficiário do Bolsa Família, Wandeberg vive de bicos para sustentar a companheira e três filhos, um dele e dois da mulher. Ele deverá pagar a prestação mínima, de R$ 80. “O valor, só vou conhecer na assinatura do contrato, mas o programa é pensado para quem não tem condições no momento”, declara o beneficiário, que atualmente paga R$ 400 de aluguel.

Metas

Desde o início do ano, o Minha Casa, Minha Vida entregou 4.785 Unidades Habitacionais em 11 cidades de oito estados, com investimento de R$ 491,8 milhões do governo federal até agora. O cronograma prevê a conclusão de cerca de 7,4 mil unidades habitacionais do programa em abril e maio. Com investimento de R$ 590,5 milhões em recursos da União, as novas obras estão localizadas em 17 municípios de 12 estados, em quatro regiões.

Segundo o Ministério das Cidades, o programa habitacional tem o compromisso de contratar 2 milhões de unidades habitacionais até 2026, incluindo as linhas de atendimento subsidiadas pelo Orçamento Geral da União e financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). (Por Agência Brasil - Brasília).

Edição: Nádia Franco



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Nasa revela os nomes dos quatro astronautas que darão a volta na Lua em 2024

 ESPAÇO 

Os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Hammock Koch, assim como o canadense Jeremy Hansen formarão a tripulação do Artemis 2


                                     Por AFP

Os astronautas Jeremy Hansen, Victor Glover, Reid Wiseman e Christina Hammock Koch sobem ao palco após serem selecionados para a missão Artemis II, que se aventurará ao redor da Lua, durante coletiva de imprensa realizada pela NASA e CSA no aeroporto de E - Foto: Mark Felix/AFP


Nasa divulgou na segunda-feira os nomes dos quatro astronautas que darão a volta na Lua no final de 2024, um prólogo do retorno dos humanos ao solo lunar após meio século de ausência.

Os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Hammock Koch, assim como o canadense Jeremy Hansen formarão a tripulação do Artemis 2, anunciou a NASA de seu centro em Houston, Texas.

Eles serão os primeiros humanos a viajar para a lua – sem pousar lá – desde a última missão Apollo em 1972.

O Comandante da Missão Reid Wiseman e seus dois compatriotas já voaram no espaço, enquanto será a primeira vez para Jeremy Hansen. Os quatro foram parabenizados em uma ligação de domingo do presidente Joe Biden, informou a Casa Branca.

O Comandante da Missão Reid Wiseman e seus dois compatriotas já voaram no espaço, enquanto será a primeira vez para Jeremy Hansen. Os quatro foram parabenizados em uma ligação de domingo do presidente Joe Biden, informou a Casa Branca.

Com a presença na equipa dos afro-americanos Victor Glover e Christina Hammock Koch, a NASA antecipa-se à promessa de enviar, para a próxima missão que deverá aterrar em solo lunar, a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua , quando o programa Apollo levou 12 homens para lá, todos brancos.

"Estou entusiasmada? Com certeza, mas vou passar a pergunta para você", perguntou Christina Hammock Koch durante uma coletiva de imprensa. "Porque o que mais me emociona é carregar sua emoção, suas aspirações, seus sonhos conosco nesta missão Artemis 2, sua missão."

Lua objetiva

Os astronautas escolhidos estão cientes da importância do Artemis 2: “É a próxima etapa da jornada que levará a humanidade a Marte”, explicou Victor Glover. "Esta equipe nunca vai esquecer."

O programa Artemis pretende eventualmente assinar o retorno dos humanos à Lua com o estabelecimento de uma presença lunar duradoura, pela construção de uma base na superfície da Lua e de uma estação espacial em órbita ao seu redor.

Aprender a viver na Lua deve permitir testar todas as tecnologias necessárias para uma viagem ainda mais complexa: enviar uma tripulação a Marte.

O lançamento do Artémis 2 está previsto para novembro de 2024. A missão deve durar cerca de dez dias.

Os quatro astronautas viajarão com o foguete SLS da NASA, o mais poderoso do mundo atualmente.

Eles acontecerão no topo deste foguete, na cápsula Orion, que se desprenderá uma vez no espaço e os levará ao redor da Lua. Ao retornar, eles pousarão no oceano.

Até agora, o foguete SLS voou apenas uma vez, durante a missão Artemis 1.

Ela então impulsionou a cápsula Orion, vazia, para a Lua, durante uma missão de teste de pouco mais de 25 dias. A cápsula retornou com sucesso à Terra em dezembro.

Horizonte 2040

Todos os astronautas "ativos" (atualmente 41) eram oficialmente elegíveis para fazer parte do Artemis 2. Mas o processo de seleção foi mantido em segredo.

Reid Wiseman, eventualmente escolhido como comandante, era até recentemente chefe do escritório do astronauta - uma posição de linha de frente decidindo a composição da equipe. Antes de deixar o cargo, ele disse que buscava, acima de tudo, competência técnica e espírito de equipe entre os sortudos.

Os astronautas não escolhidos podem se consolar com a esperança de serem selecionados para a Artemis 3, que será a primeira missão a pousar na Lua. Esta missão está oficialmente agendada para o final de 2025, ainda que o calendário seja muito incerto nesta fase. Uma missão para Marte pode ser enviada até 2040.


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Saiba quem é "Bibi Perigosa", presa no RJ por chefiar facção criminosa responsável por ataques no RN

 ATAQUE NO RIO GRANDE DO NORTE

Por Agência O Globo

Bibi Perigosa foi presa no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), prenderam no fim da tarde desse domingo (3), Andreza Cristina Lima Leitão, de 31 anos, conhecida como Bibi Perigosa, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ela é apontada como chefe de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte e uma das principais articuladoras dos ataques que causaram terror no estado no mês de março.

Andreza foi detida para a sede da delegacia, onde foi cumprido o mandado de prisão. Após ser encaminhada ao sistema prisional, ela aguardará sua transferência ao seu estado de origem. O anúncio foi feito pelo governador do Rio, Cláudio Castro, pelo Twitter.

No post, o governador acrescenta que Andreza "é considerada uma das maiores traficantes e acumula vários processos na Justiça potiguar, por tráfico de drogas, organização criminosa e pelos ataques do mês passado." Em seguida, Castro reforça o aviso a criminosos de outros estados: "Não vamos permitir que bandidos de outros estados venham se esconder no nosso Rio de Janeiro. Parabéns aos nossos guerreiros da Polícia Civil".

Segundo a polícia, a criminosa foi encontrada após trabalho de inteligência e uma semana de monitoramento ininterrupto. Conhecida como "Andreza Patroa" ou "Bibi Perigosa", ela é apontada como chefe da facção criminosa autointitulada "Sindicato do RN" e foi responsável pela onda de ataques que aterrorizou a capital potiguar de 14 a 25 de março. Após os atos terroristas, Bibi Perigosa se abrigou no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, dominado pelo Comando Vermelho.

Devido às operações policiais realizadas na localidade, Bibi foi para a Vila Kennedy, comunidade dominada pela mesma facção criminosa. Na noite deste domingo, ela saiu do interior VK e foi surpreendida pelos agentes no interior de um shopping de Campo Grande.

O delegado assistente da DRE do Rio, Rodrigo Coelho, afirmou que "Andreza criou um grupo intitulado Companhia dos Artilheiros que promoveu verdadeiros atos terroristas na cidade de Natal, incluindo assassinatos, roubos em série, depredação de prédios públicos e incêndios de veículos e residências."

De acordo com as informações da polícia, a criminosa assumiu o comando da facção no lugar de seu companheiro, Elinaldo César da Silva, conhecido como "Sardinha", com quem teve filhos. Depois da morte de Sardinha, em setembro de 2016, Andreza e o irmão dela, José Alexandre Lima Leitão, conhecido como Espiga, "herdaram" os pontos de comercialização de drogas de fumo de Sardinha na comunidade de Coqueiros. 


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Brasil vai crescer mais que os pessimistas estão prevendo, diz Lula

 

Presidente retoma agendas públicas após se tratar de pneumonia

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (3), que não concorda com as “avaliações negativas” que preveem crescimento do país em menos de 1%. “Vamos ver o que vai acontecer quando a chamada economia micro, pequena e média começar a acontecer nos rincões desse país. Vamos ver o que vai acontecer quando as pessoas começarem a produzir mais, a comprar mais, a vender mais. Vamos perceber que a economia vai dar um salto importante”, disse.

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano é de 0,9%, segundo o boletim Focus de hoje. O Ministério da Fazenda projeta o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) em 1,6%.

Há também as previsões do Banco Central, que é de 1,2%, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado semana passada, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que prevê um PIB de 1,4% neste ano.

Brasília (DF), 03/04/2023 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros fazem reunião de balanço de 100 dias de governo, no Palácio do Planalto.
Presidente Lula reúne ministros no Palácio do Planalto - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula comandou hoje a terceira reunião ampliada com ministros, desta vez da área produtiva e institucional, no Palácio do Planalto. Ele retomou as agendas públicas após o afastamento para tratar de uma pneumonia.

No mês passado, o presidente já reuniu ministros da área de infraestrutura, para discutir o novo plano de investimentos do governo federal, em substituição ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e ministros da área social. O objetivo dessas reuniões é que cada pasta apresente um balanço e a projeção do que será anunciado no marco de 100 dias de governo, na semana que vem, além dos planos para 2023 e os próximos anos.

Para Lula, o Brasil crescerá mais do que “os pessimistas estão prevendo”, desde que o governo também acredite nesse crescimento e faça os investimentos necessários.

“Vai acontecer mais coisa no Brasil do que as pessoas estão esperando e vai depender muito da disposição do governo. Vai depender muito da disposição e do discurso do pessoal da área econômica, da área produtiva, porque se ficarmos apenas lamentando aquilo que a gente acha que não vai acontecer, ninguém vai investir em cavalo que não corre. Se você está em uma corrida de cavalos dizendo que seu cavalo é pangaré, que seu cavalo está com gripe, que está cansado, ninguém vai fazer nenhuma aposta”, argumentou o presidente.

Presentes na reunião, Lula citou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e da Fazenda, Fernando Haddad. “Se olhar para a cara do ministro Fávaro, que voltou da China com um grupo de empresários, vocês vão perceber que é 150% de otimismo. Se olhar para a cara do Haddad depois do marco regulatório que ele fez, olha a cara dele de felicidade, significa que estamos acreditando que vai passar a nossa tão sonhada nova política tributária nesse país”, exemplificou o presidente sobre o otimismo da equipe com seus projetos.

Brasília (DF), 03/04/2023 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, durante reunião de balanço de 100 dias de governo, no Palácio do Planalto.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para ele, a “obsessão” do governo é fazer investimentos e impulsionar a geração de empregos. “Temos que ter como obsessão fazer esse país voltar a crescer. Porque o país crescendo, vai gerar emprego, vai gerar salário, vai gerar aumento de consumo do povo, a roda gigante da economia volta a funcionar e todo mundo vai voltar a ser otimista nesse país”, disse.

100 dias

Na próxima segunda-feira (10), o governo completa 100 dias de atividades e, segundo Lula, haverá uma reunião com todos os ministros para apresentar o plano de trabalho para os próximos períodos.

Segundo ele, a nova gestão conseguiu recuperar quase todas as políticas sociais que haviam sido “desmontadas” pelo governo anterior. “Parece que falta o Água para Todos ou Luz para Todos, esse programa que é o último programa social que vamos lançar”, disse. (Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Maria Claudia



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Polícia Federal investiga viagem de Anderson Torres à Bahia entre o 1º e o 2º turno das eleições presidenciais

O ex-ministro da Justiça de Bolsonaro se mobilizou para sabotar comparecimento de eleitores de Lula no segundo turno

Anderson Torres e a PF (Foto: Abr)

Uma viagem de Anderson Torres à Bahia entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2022 colocou o ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro no foco de uma investigação sigilosa para apurar como foi montada a operação da Polícia Rodoviária Federal que bloqueou as estradas do Nordeste no dia do segundo turno, informa a jornalista Malu Gaspar no Globo.

A PF apura se houve um esforço dirigido para impedir que eleitores de Lula chegassem aos locais de votação

A colunista destaca que o inquérito tenta reconstituir a forma como o governo Bolsonaro se preparou para sabotar Lula no segundo turno. A investigação, que se soma às apurações sobre a minuta golpista, deve complicar ainda mais a vida do ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

Segundo o que a Polícia Federal já apurou, no final da manhã da quarta-feira 26 de outubro, o ex-ministro da Justiça Torres e seus assessores se reuniram com o superintendente da Polícia Federal na Bahia, Leandro Almada, e seus dois assessores diretos, os delegados Flávio Marcio Albergaria Silva e Marcelo Werner Derschum Filho, com o objetivo de ordenar que a Polícia Federal se engajasse, com equipes e trabalho de inteligência, na operação que o Ministério da Justiça planejara com a Polícia Rodoviária Federal nos ônibus e veículos que transportariam eleitores no domingo, com vistas a parar todos os que apresentassem qualquer tipo de irregularidade. O objetivo era sabotar o comparecimento de eleitores de Lula nas urnas. 247.


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...