quinta-feira, 11 de julho de 2019

Bolsonaro volta a atacar universidades públicas

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsinaro, que em maio determinou o corte de 30% nas verbas da educação, voltou a criticar a autonomia das universidades. Sem dar detalhes, Bolsonaro afirmou que “coisas absurdas” têm acontecido no ensino superior devido a “autonomia das universidades”. Ele também criticou o fato da escolha dos reitores acontecer por meio de uma lista tríplice enviada pelas instituições o que, segundo ele, permite a nomeação de pessoas ligadas a partidos “de esquerda”. 
“Coisas absurdas têm acontecido ainda dada a autonomia das universidades. O aparelhamento não é só de pessoas, é de legislação, afirmou.  “Ali virou terra deles, eles é que mandam. Tanto é que as listas tríplices que chegam pra nós muitas vezes não temos como fugir, é do PT, do PCdoB ou do PSOL. Agora o que puder fugir, logicamente pode ter um voto só, mas nós estamos optando por essa pessoa”, completou.  Bolsonaro durante um café da manhã com parlamentares da bancada evangélica nesta quinta-feira (11), em Brasília. 
Bolsonaro, que nesta semana afirmou que pretende indicar um alguém “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal (STF) [leia no Brasil 247], instigou os parlamentares da chamada “bancada da Bíblia” a apresentarem "ideias maravilhosas", para que elas sejam transformadas em decretos, projetos de lei ou em medidas provisórias. (247)


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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Sai o primeiro áudio: Deltan comemora decisão de Fux que censurou Lula

Deltan Dallagnol
Deltan Dallagnol (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 - O site The Intercept acaba de divulgar o primeiro áudio da Vaza Jato, que envolve o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato.
"Primeiro áudio publicado, de Daltan Dallagnol: ouça como ele comemorou secretamente a decisão do Fux revogando autorização a @folha entrevistar Lula 12 dias antes da eleição pq, como já reportamos, eles queriam impedir vitória de Haddad", anunciou o jornalista Glenn Greenwald, editor do Intercept, no Twitter.
"Além das motivações políticas impróprias que sempre negou publicamente, observe que Deltan - além da alegria que Lula ficaria em silêncio - a) tinha conhecimento secreto e prévio da decisão de Fux e b) especificamente queria ocultá-la para impedir que a Folha pudesse recorrer", completou o jornalista.


Em áudio inédito, Deltan comemora proibição de entrevista de Lula.





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ECONOMIA - Pernambuco proíbe entrada de suínos e derivados

Ceará e Piauí estão com foco da doença. Preocupação é que ela prejudique o rebanho pernambucano

  Por: Eduarda Barbosa
Porcos
PorcosFoto: Cecília Bastos/ Divulgação


Pernambuco proibiu a entrada de suínos e produtos relacionados oriundos dos estados do Ceará e do Piauí por tempo indeterminado. A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) publicou essa medida porque esses dois estados estão com focos de peste suína, o que pode prejudicar o rebanho pernambucano se os animais entrarem no Estado. 

Mesmo a importação de suínos do Ceará e do Piauí sendo pequena - no ano passado Pernambuco importou 87 animais do Piauí e nenhum do Ceará - a medida é necessária para proteger o rebanho no Estado. “O último caso de peste suína registrado em Pernambuco foi em 2001. Em novembro de 2018 e em abril deste ano fiscais da Adagro realizaram vigilância nas propriedades e não detectaram nenhum caso. Por isso é tão importante resguardar o rebanho”, destacou o presidente da Adagro, Paulo Roberto Lima.

Desde outubro do ano passado estão surgindo focos da doença em diversas cidades do interior desses estados. Até o momento, são 63 focos, sendo 47 no Ceará e 16 no Piauí. O último caso foi confirmado na última sexta-feira no município de São João do Arraial, Piauí. Pernambuco só irá autorizar a entrada de suínos e seus produtos quando a situação se regularizar nesses locais.

Atualmente, o rebanho suíno de Pernambuco é de 600 mil animais, sendo principalmente localizado no Agreste. Como o consumo no Estado é maior que a produção, é preciso importar animais, sobretudo da Bahia, Santa Catarina e São Paulo. A peste suína clássica é uma doença viral contagiosa, com mortalidade elevada, que afeta suínos domésticos e selvagens.




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Mídia esconde áudio-bomba de Deltan e celebra fim da Previdência

(Foto: ABr | Lula Marques)

247 - A mídia conservadora voltou a atuar como um bloco, um rolo compressor de propaganda contra os interesses do país e praticamente ignorou, nas últimas 24 horas, o áudio-bomba de Deltan Dallagnol. Toda ela está inteiramente voltada para a pressão final sobre o Congresso com o objetivo de viabilizar o fim da Previdência Social tal como concebida pelos constituintes de 1988.
Nem mesmo a Folha de S.Paulo, que foi censurada em 28 de setembro de 2018, a 12 dias das eleições, pela decisão de  Luiz Fux, do STF, deu qualquer destaque -o aúdio mereceu apenas uma notinha. O Jornal Nacional ignorou completamente o assunto.
Desde o começo da semana, há só um tema para a mídia conservadora, o mercado financeiro e as elites do país: a possibilidade de aprovar o projeto de quase extinção da Previdência Social no Brasil. Eles esfregam as mãos, esperando a aprovação em primeiro turno nesta quarta-feira (10). Para isso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estabeleceu um regime de censura na Casa: manifestantes estão vetados nas galerias e impedidos de circular em áreas próximas ao plenári e até deputados de oposição estão  proibidos de segurar faixas e cartazes contra a medida durante a votação -uma medida quase sem precedentes.
A pressão é brutal, a máquina de propaganda só se iguala, na história, à que funcionou para o golpe contra Dilma e a perseguição a Lula. A transferência do patrimônio nacional da Petrobrás para grandes grupos internacionais e a dos trilionários fundos da previdência pública para os bancos são os dois pontos-chave de toda a ofensiva da elite desde a derrota eleitoral de Aécio Neves em 2014.
Há um requinte de crueldade em toda esta pressão. Quem a executa? Os proprietários da mídia conservadora e os jornalista pagos a peso de ouro, os protagonistas do mercado financeiro, os rentistas, os parlamentares de direita e extrema-direita, a cúpula do governo Bolsonaro e do Judiciário: nenhum deles precisa da Previdência Social para se aposentar. Para eles e suas famílias, não haverá qualqer prejuízo com o fim do sistema de seguridade social inaugurado em 1988. Todo o prejuízo recairá sobre as costas das camadas médias e dos pobres do país. 
A mensagem das elites é clara: "faremos a reforma que o país precisa liquidando com o futuro de vocês".
Enquanto isso, as revelações bombásticas do Intercept e da Vaza Jato ficam relegadas a notas de rodapé - se tanto. 
(Mauro Lopes, editor do 247)


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Câmara vota Previdência nesta quarta com tendência de aprovação

(Foto: Agência Câmara)

Agência Brasil - A Câmara dos Deputados encerrou a fase de discussão da reforma da Previdência (PEC 6/19) na madrugada desta quarta-feira (10). Um requerimento neste sentido, apresentado pela maioria, foi aprovado pelo plenário da Casa por 353 votos a 118. Com a conclusão dessa etapa, a votação do texto-base da proposta, em primeiro turno, começa nesta quarta de manhã, em sessão marcada para as 10h30.
Com um quórum de 505 deputados no início dos trabalhos em plenário, a discussão da PEC começou com clima tenso . A primeira tentativa da oposição para impedir que se desse prosseguimento ao debate da proposta foi malsucedida. Por 331 votos a 117, os deputados rejeitaram requerimento do PDT para retirar de pauta a análise da PEC.
Parlamentares governistas comemoraram o resultado afirmando que o placar funciona como um termômetro informal da disposição dos deputados em aprovar a reforma da Previdência. A PEC necessita de 308 votos, equivalentes a três quintos dos 513 deputados, para ser aprovada em dois turnos de votação. No domingo (7), o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse acreditar ter 330 votos para a aprovação da reforma a Câmara dos Deputados.
Para a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), as novas regras de aposentadoria serão o alicerce para a reconstrução do Brasil. “[Trata-se de] uma Previdência justa, uma Previdência solidária, uma Previdência que atende aos mais pobres, uma Previdência que combate privilégios, uma Previdência que foi construída com a ajuda dos partidos aqui desta Casa”, argumentou. Todos nós caminhando para um único lugar: para o crescimento do Brasil, completou.

Negociações

O dia foi de negociações intensas entre deputados de centro e base governista, mediados pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). No entanto, após várias reuniões de líderes partidários, o impasse sobre novas mudanças no texto aprovado pela comissão especial prosseguiu ao longo da terça-feira (9). Entre as polêmicas estava a retirada de agentes de segurança e professores da proposta, além da inclusão de servidores estaduais e municipais nas novas regras de aposentadoria.
Nestas negociações, saiu um acordo costurado pela bancada feminina que deverá melhorar a aposentadoria para as mulheres. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou a novidade após reunião com Onyx Lorenzoni e com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Oposição

Partidos da oposição trabalharam para obstruir os trabalhos da sessão e conseguiram adiar o início das discussões sobre a reforma por 11 horas. Sem manifestantes nas galerias e impedidos de circular em áreas próximas ao plenário, deputados de siglas contrárias à proposta foram proibidos pelo presidente da Casa de segurar faixas e cartazes contra a medida durante a votação. 
Primeira a falar na sessão, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) disse que a proposta vai retirar a perspectiva de futuro dos trabalhadores mais pobres do país. “Está aberta a jornada de lutas que definirá se o Brasil estará na lista dos países mais injustos do mundo com o seu povo. Não é possível que troquemos nesta Casa qualquer benesse, não é possível que uma parte desta Casa troque por emendas ou por cargos a garantia mínima alimentar, para que o trabalhador, e a trabalhadora, ao encarar a velhice, ao encarar a doença, ao ter perdido o provedor, ou a provedora da família, seja efetivamente humilhado”, disse. 
Na avaliação do líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), a proposta vai acentuar as desigualdades. “É justo fazer com que um trabalhador que ganhe algo em torno de 2 mil reais deixe para sua viúva ou seu viúvo pouco mais de 500 reais, depois de ter trabalhado ao longo da sua vida para deixar um pouco de segurança para a sua família?”, questionou. “Alguém ousa dizer que é justo cortar recursos da aposentadoria de uma pessoa incapacitada permanentemente para o trabalho, por um acidente, por um ato de violência, por exemplo, alguém que ficou tetraplégico? Alguém pode chamar isso de justiça?”, acrescentou.

Tramitação

De acordo com Rodrigo Maia, a votação do texto-base deve ser começar na manhã desta quarta-feira (10). Caso seja aprovada em primeiro turno, a previsão é que haja votação para quebra de interstício. Segundo o regimento da Casa, entre o primeiro e o segundo turno de votação é necessário um intervalo de cinco sessões do plenário. Segundo Maia, caso haja “vitória contundente” no primeiro turno há “mais respaldo político para uma quebra [do interstício] do primeiro para o segundo [turno]".
Se validado pelos deputados, o texto segue para análise do Senado, onde também deve ser apreciado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

Economia

Pelo texto aprovado na comissão especial, o impacto fiscal corresponderá a R$ 1,074 trilhão no período de 10 anos. A estimativa inclui a redução de despesas de R$ 933,9 bilhões e o aumento de receitas (por meio de alta de tributos e fim de isenções) de R$ 137,4 bilhões. A proposta original, enviada pelo governo em fevereiro, previa uma economia de R$ 1,236 trilhão em uma década, mas não incluía elevação de receitas.


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Frota de ambulâncias do Samu em Petrolina ganha reforço

  Via:Carlos Britto
Foto: Jonas Santos/PMP divulgação

Dois anos e meio após a assumir o comando da Prefeitura de Petrolina, Miguel Coelho deparou-se com um cenário difícil, sobretudo na saúde pública. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) era um dos setores atingidos. Para atender a população, apenas uma única ambulância estava em funcionamento – com o detalhe de que o veículo já acumulava 400 mil km rodados. Mas a frota ganhou o reforço de novas vans. Duas delas foram entregues pelo prefeito nesta terça-feira (9), para agilizar e ampliar o alcance do serviço médico de urgência na cidade e zona rural.
Os novos veículos são equipados com maca, respirador mecânico, desfibrilador, monitor, cadeiras de rodas portátil, tubos de oxigênio, entre outros componentes. As vans ficarão à disposição do Samu para assegurar mais de 5 mil atendimentos por mês em Petrolina.
Na visita à sede do Serviço de Urgência, na Cohab Massangano, ao entregar as ambulâncias, o prefeito agradeceu à equipe de profissionais e garantiu que avançará em ações para aperfeiçoar o atendimento em saúde da população. “Lá em 2017 encontramos uma estrutura sucateada com apenas uma ambulância com mais de 400 mil km rodados para um serviço essencial para a população. Hoje, depois de termos recuperado a frota do Samu e entregue 14 ambulâncias sociais novas, estamos reforçando com mais essas duas vans. Saímos de quase zero, portanto, para 22 veículos somando o transporte social e o de atendimento de urgência“, comparou Miguel.
A frota do Samu agora terá oito vans. Dessas, quatro ficam nas ruas em atendimento, duas em reserva para revezamento e outras duas para uso em situações especiais ou para substituir caso algum desses veículos precise de manutenção. A estrutura do Samu ainda dispõe de 105 profissionais, que se alternam em plantões para permitir o serviço à população em regime de 24 horas.


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PRESSÃO PDT - ameaça expulsar Tabata Amaral caso vote a favor da reforma da Previdência

  Por: Agência Estado
Foto: Reprodução/Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto: Reprodução/Facebook

O PDT ameaça expulsar a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) se ela votar a favor da reforma da Previdência. Em reunião realizada nesta terça-feira (9) com a bancada do PDT na Câmara, o presidente do partido, Carlos Lupi, disse que quem apoiar as mudanças nas regras de aposentadoria propostas pelo governo de Jair Bolsonaro será punido com o desligamento.

Tabata é favorável à reforma e lidera um grupo dentro do PDT que também promete acompanhá-la na votação. O ex-ministro Ciro Gomes candidato derrotado do PDT à Presidência da República, chegou a telefonar nesta terça para a deputada, pedindo para que ela seguisse a determinação do partido, mas não obteve sucesso.

"Eu fiz um apelo humilde pelo voto dela, para que seja contrário à reforma da Previdência", afirmou Lupi ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "O governo tem um poder de convencimento que a gente não tem. Nós temos as palavras e eles têm emendas. Eles têm olhos azuis e nós, negros. Então, muita gente usa a Tabata para se proteger da decisão, alguns por convicção e outros por utilidade pública."

Ciro, por sua vez, disse que o governo recorreu ao "toma lá, dá cá" que tanto criticou para tentar aprovar a reforma da Previdência no Congresso. "A tentativa de compra de votos por dinheiro de emendas ou ofertas mentirosas a Estados e municípios ronda, neste momento, até os partidos de oposição", escreveu o ex-ministro no Twitter. "Defenderei que o PDT expulse aqueles que votarem contra o povo nesta reforma de previdência elitista."

De acordo com o Placar da Previdência, 7 dos 27 deputados do PDT são favoráveis à reforma da Previdência, enquanto 13 são contrários. Outros 4 se dizem indecisos e 3 não quiseram responder, incluindo Tabata. "Pelas minhas contas, são de 3 a 7, mas quero reduzir esse estrago para um ou dois", afirmou Lupi. "Já estou aqui sofrendo."

Lupi disse que, na convenção nacional realizada em 18 de março, o PDT fechou questão contra a reforma da Previdência. "Desrespeitar essa decisão é muito grave", argumentou ele, ao lembrar que os desobedientes enfrentarão processo na Comissão de Ética.

Procurada pelo Broadcast, Tábata não quis comentar a ameaça de expulsão.




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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...