segunda-feira, 23 de julho de 2018

Eleições presidenciais já têm quatro candidatos confirmados

PDT, PSC, PSol e PSTU definiram nomes 
em convenções nacionais

 Por Luiza Damé - Repórter da Agência Brasil

Nos primeiros três dias de convenções nacionais, quatro candidatos a presidente da República foram confirmados pelos partidos políticos: Ciro Gomes (PDT), Paulo Rabello de Castro (PSC), Guilherme Boulos (PSol) e Vera Lúcia (PSTU). Enquanto o PSol e o PSTU lançaram a chapa completa, o PDT e o PSC ainda vão escolher os candidatos a vice-presidente.

Os convencionais do PDT aprovaram uma resolução autorizando a Executiva Nacional a negociar as alianças para o primeiro turno das eleições e o vice de Ciro Gomes. O PSC também vai articular um vice que agregue apoios, mas o candidato demonstrou disposição de ter uma mulher na sua chapa.

O PSol formou uma chapa puro sangue: Sônia Guajajara será a candidata a vice de Boulos. O partido, no entanto, disputará as eleições de outubro coligado com o PCB, que realizou convenção na última sexta-feira e aprovou a aliança. O PSTU optou por não fazer coligações. O vice de Vera Lúcia será Hertz Dias.

O PMN e o Avante realizaram ontem (21) convenções nacionais e decidiram não lançar candidatos a presidente da República. Na convenção, o Avante decidiu dar prioridade à eleição de deputados federais: terá uma chapa com cerca de 80 nomes e pretende eleger pelo menos cinco. 

O Avante não definiu se apoiará algum candidato a presidente no primeiro turno. Já o PMN decidiu que não dará apoio a nenhuma chapa nas eleições presidenciais.

Os partidos têm até o dias 5 de agosto para realizarem suas convenções nacionais. As candidaturas podem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. No próximo sábado devem se reunir SD, PTB, PV, PSD e DC.

Edição: Sabrina Craide


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Polícia registra terceiro homicídio em menos de 24 horas em Petrolina


  (Por:C.Britto) 
(Foto: Ilustração)


Depois de dois homicídios ocorridos no sábado (21) – um no Bairro São Gonçalo e outro no Cacheado -, Petrolina registrou o terceiro crime em menos de 24 horas. Um homem, identificado como Igor Nascimento, foi morto a pedradas e facadas.
De acordo com informações, o fato aconteceu na comunidade de Poço da Cruz, próximo ao povoado de Pedrinhas, área ribeirinha da cidade, na tarde de domingo (22). A vítima foi encontrada caída ao chão, bastante ensanguentada e apresentava vários ferimentos pelo corpo.
Não há informações sobre a autoria e motivação do crime. O corpo da vítima foi removido pelo Instituto de Criminalística (IC) para o Instituto de Medicina Legal (IML). O caso deve ser investigado pela Polícia Civil (PC).

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Jair Bolsonaro minimiza isolamento e se diz o 'patinho feio' da política

Ao mesmo tempo que fez acenos às mulheres, gays, negros e nordestinos, o deputado federal usou frases como: "o que realiza uma mulher é um filho" e referiu-se a um cearense como "cabeçudo"

  Por: Folhapress
O deputado federal Jair Bolsonaro
O deputado federal Jair BolsonaroFoto: Carl de Souza/AFP

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63, minimizou a importância de alianças formais ao oficializar neste domingo (22) sua candidatura à Presidência da República. Voltou a criticar os acordos dos rivais, mas ouviu alertas sobre dificuldades na governabilidade da principal aposta para ocupar a vice de sua chapa, a advogada Janaína Paschoal.

Ele se referiu como "escória" ao centrão, grupo de partidos formados por DEM, PP, SD, PR, que se aliou a Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida presidencial. Classificou-se como o "patinho feio" no meio político, ao mesmo tempo em que recusou a pecha de isolamento ao afirmar ter apoio popular e de deputados de siglas não se aliaram formalmente à sua candidatura. 

Com menções a Deus, família, e ataques à esquerdaBolsonaro repetiu chavões de discursos anteriores. Fez acenos às mulheres, gays, negros e nordestinos, a fim de reduzir a imagem de preconceituoso, construída em quase 30 anos de Congresso. "Vamos unir brancos e negros, homos e heteros, ou trans também, não tem problema", disse Bolsonaro.
Ao mesmo tempo, usou frases como: "o que realiza uma mulher é um filho" e referiu-se a um cearense como "cabeçudo". "Não se tem mais alegria de contar uma piada no Brasil", disse em entrevista, ao se queixar das críticas de preconceito. "Não nos interessa o politicamente correto", afirmou o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), candidato ao Senado e filho do presidenciável do PSL.

A sequência de discursos uníssonos com a posição polêmica do deputado foi interrompida com a fala da advogada Janaína Paschoal. Ela fez críticas aos seguidores do presidenciável por quererem "ouvir um discurso inteiramente uniformizado".

"Temos um povo multifacetário. Às vezes um grupo concorda com outro num ponto e discorda em outro. Se construirmos um quadradinho e quisermos que todo mundo esteja dentro desse quadrado, estamos limitando a possibilidade de vitória e a possibilidade de governar", afirmou Janaína Paschoal.

Jair Bolsonaro minimizou a divergência aberta pela fala da advogada, uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Ela tem que ter a liberdade de se expressar. Tem a opinião dela. Não posso ter uma pessoa que vai ser vice comigo afinar 100% no discurso. Ela deu sua opinião", disse o presidenciável.

Terceira tentativa para ocupar a vice na chapa, Paschoal foi apresentada pessoalmente ao deputado 20 minutos antes do início da convenção do PSL. Na conversa, uma divergência de posição apareceu. Ela se declarou contrária à redução da maioridade penal, bandeira histórica de Bolsonaro.

O presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, disse não ter pressa na definição da chapa e apontou como limite o prazo de 5 de agosto, última data para realização das convenções partidárias. Bolsonaro mencionou outras opções do próprio partido para ocupar o posto.

As duas opções anteriores para a vaga de candidato a vice-presidente participaram do ato. O senador Magno Malta (PR-ES) e o general reformado Augusto Heleno (PRP) afirmaram em seus discursos que o aliado não está isolado, ainda que não tenha firmado alianças partidárias. "Eu sempre estive ao lado do Bolsonaro. Te garanto. Dos 40 e poucos [deputados do PR], mais de 30 são Bolsonaro", afirmou ele.

O general criticou a articulação do centrão em torno do pré-candidato tucano Geraldo Alckmin. "Querem reunir todos aqueles que precisam escapar das barras da lei num só núcleo. Daí criou-se o centrão. O centrão é a materialização da impunidade", afirmou general Heleno.

Flávio Bolsonaro fez referência indireta em seu discurso às negociações fracassadas para ter o apoio do PR e do PRP. "Na política a gente precisa olhar no olho do inimigo para ter certeza de que não quer ele ao nosso lado. E que a gente vai seguir com todas as dificuldades. Muitas pessoas olham hoje, induzidas pela grande mídia, como se Bolsonaro estivesse isolado. Olha isso aqui, como Bolsonaro pode estar isolado?", disse ele, a um auditório lotado.

O PSL apostou na mensagem de "mudança" no jingle e no slogan adotados na convenção. A música ambiente do Centro de Convenção Sul-América, no centro do Rio de Janeiro, tinha como refrão: "Muda Brasil / Muda de verdade / Bolsonaro com amor e com coragem", tocada em ritmo de forró.

Em seu discurso, Bolsonaro disse não ser um "salvador da pátria". Mas recorreu a Deus para defender-se da acusação de despreparo para lidar com temas econômicos. "Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos", disse ele.

Em defesas acaloradas pelo patriotismo e ao "verde e amarelo", Jair Bolsonaro chorou durante a execução do hino nacional. Estava ao lado de Janaína Paschoal e de sua mulher, Michelle de Paula Bolsonaro, presença rara em eventos do político.

O deputado federal Jair BolsonaroO deputado federal Jair BolsonaroFoto: Carl de Souza/AFP

O deputado federal Jair BolsonaroO deputado federal Jair BolsonaroFoto: Carl de Souza/AFP

O deputado federal Jair BolsonaroO deputado federal Jair BolsonaroFoto: Carl de Souza/AFP




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PT ESTÁ PRÓXIMO DE FECHAR COM PROS

Ricardo Stuckert

A semana começou quente para todos os partidos, inclusive o PT, que pode fechar uma aliança nacional com o Pros, informa a coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo. As conversas, conduzidas pela senadora Gleisi Hoffmann, presidente do partido, estão em estágio adiantado e a ideia da cúpula petista é consolidar o acordo nos próximos dias. O Pros apoiou Dilma Rousseff em 2014 e quer, desta vez, um suporte mais robusto para ampliar sua bancada na Câmara, hoje com 11 deputados. O acerto pode desencadear a aliança com outra tradicionais legendas do campo progressista, como o PCdoB e o PSB. 
Dirigentes do PC do B, no entanto, dizem é preciso aguardar até o último dia, 15 de agosto, data de registro das candidaturas, para tomar um rumo definitivo. O plano do partido seria confirmar a candidatura de Manuela d’Ávila à Presidência na convenção, dia 1º de agosto, e seguir com as negociações com PT e PDT até o limite. Neste domingo, os comunistas fizeram novo apelo à unidade da esquerda.

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domingo, 22 de julho de 2018

Câncer de próstata: Técnica reduz de 40 para 5 as sessões de radioterapia

   (C.Geral)


Uma nova técnica tem permitido reduzir o número de sessões de radioterapia contra o câncer de próstata. Para a doença, geralmente são previstas 40 sessões. Com o tratamento chamado de hipofracionamento moderado, chegou-se a 20. Agora, surgem no País as primeiras iniciativas de radioterapia ultra hipofracionada contra esse tipo de tumor, que reduz o número de sessões para cinco.
Nesse formato, são aplicadas altas doses de radiação sobre o tumor, o que permite menos aplicações. A abordagem, também conhecida como hipofracionamento extremo ou SBRT, já é adotada contra alguns tipos de câncer, como o de pulmão. Mas é nova quando se trata do de próstata – segundo mais prevalente entre os homens. Estima-se que, neste ano, serão 68.220 novos casos da doença.
A opção começou a ser oferecida nos últimos meses no Hospital Sírio-Libanês e no Mãe de Deus, em Porto Alegre. Já no A. C. Camargo Cancer Center, os dois primeiros casos de SBRT foram feitos este mês. “Os benefícios são menor tempo de tratamento, menos transtorno (do paciente) com deslocamento e, muito provavelmente, melhora do índice de controle bioquímico da doença”, afirma Antônio Cássio Pelizzon, líder da equipe de radioterapia do A. C. Camargo.
O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, também se prepara para aderir ao hipofracionamento extremo para o câncer de próstata, após a instalação de um equipamento inédito no País, o acelerador linear Halcyon. Além de permitir menos sessões, torna cada sessão mais rápida – cai de 25 minutos para oito. “Em vez de tratar quatro pacientes por hora, posso tratar seis. Isso amplia o acesso, agrega valor e reduz o custo da inovação”, diz Rodrigo Hanriot, coordenador de radioterapia do hospital.
Por enquanto, o hipofracionamento extremo é indicado para tumores restritos à próstata, de risco baixo ou intermediário. Pacientes com problemas crônicos no trato urinário não são bons candidatos – estudos mostram que, especialmente nesse grupo, pode haver efeitos colaterais (como ardor e aumento da frequência urinária), diz Andrea Barleze da Costa, gestora de Radioterapia do Mãe de Deus.
O hipofracionamento moderado ganhou força após dez estudos clínicos de fase 3 (alto nível de evidência), conduzidos em grandes centros de pesquisa, demonstrarem que a técnica é tão eficaz quanto a convencional. Para Arthur Accioly Rosa, da Sociedade Brasileira de Radioterapia, o modelo é uma mudança de paradigma.
Eficiente, a técnica se tornou tendência em vários países. Mas, como diz Elton Leite, do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), a popularização no País envolve questões ligadas a equipamentos e modelos de remuneração. Para aplicar altas doses de radiação com segurança, é preciso tecnologia que permita monitorar a localização precisa do tumor.
Uma opção é o IGRT ( radioterapia guiada por imagem), pouco disponível no Brasil e sem ressarcimento pelo SUS e pelas operadoras. Outra é o Calypso, recém-instalado pelo Sírio, que trabalha com emissão de sinais – dispositivos implantados na próstata avisam (25 vezes por segundo) se está no alvo e, diante de um desvio, a radiação é interrompida.
De modo geral, a radioterapia no País é paga conforme o total de sessões – se há menos, o valor cai. “É um verdadeiro paradoxo”, diz João Luís Fernandes da Silva, do Departamento de Radioterapia do Sírio. Por isso, hospitais têm negociado pacotes com operadoras para todo o tratamento.
Jornada
Quando José Nei Garcez, de 80 anos, descobriu que tinha câncer de próstata, em março de 2017, iniciou uma jornada em busca de tratamento. Morador de Dom Pedrito (RS), na fronteira com o Uruguai, passou por médicos de outras duas cidades antes de ser indicado para o hipofracionamento extremo no Hospital Mãe de Deus.
Após uma semana, voltou para casa. “Se fossem muitos dias, era capaz de adoecer mais. Estava com saudade de casa, dos filhos”, diz. “O tratamento em menos tempo foi grande vantagem para o aspecto emocional”, conta a filha Clarisse, de 41 anos. Ele, que faz tratamento hormonal a cada três meses, diz não sentir efeito colateral. “Hoje me sinto ótimo. Foi um sucesso.”  (Estadão Conteúdo)

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O JUDICIÁRIO NÃO QUER FAZER JUSTIÇA COM LULA

Sul 21 / Ricardo Stuckert

Publicado originalmente na CartaCapital
Os acontecimentos do domingo passado foram mais que um espetáculo lamentável oferecido pelo Judiciário. As idas e vindas a respeito da libertação de Lula não serão esquecidas tão cedo pela opinião pública e podem haver contribuído para a definição da eleição de 2018.
O Direito foi novamente pisoteado para prejudicar o ex-presidente e a pantomima encenada serviu para deixar claro que seus advogados e o desembargador plantonista estavam certos.
Ou seja, que uma nova e grave injustiça estava sendo praticada contra Lula.
Para um leigo, o pedido da defesa tinha formalidade semelhante à dos apresentados pela acusação do Ministério Público.
Quem tinha de julgá-lo, um desembargador, era como os outros que o condenaram em janeiro.
O local, o mesmo tribunal que havia autorizado Sergio Moro a mandar Lula para a cadeia.
Daquela vez, a decisão de prisão foi tomada e imediatamente cumprida.
Desta, a de liberdade, foi ignorada e cassada no fim do dia.
Só há uma conclusão a que uma pessoa comum poderá chegar a partir do que aconteceu: o Judiciário não pretende fazer justiça com Lula, quer apenas prendê-lo.
É por comportamentos como este que o Judiciário atravessa a sua mais grave crise de imagem desde a redemocratização.
A maioria da sociedade perdeu a confiança que depositava na instituição e em seus representantes.
Todas as pesquisas de opinião confirmam a decadência.
A edição de 2017 do Índice de Confiança na Justiça, da Fundação Getulio Vargas, mostrou que a proporção dos que consideram "confiável" a Justiça, que era muito baixa em 2016, com apenas 30% dos entrevistados, caiu para 24% um ano depois.
Pior ainda, o Ministério Público viu o nível de sua confiança encolher quase pela metade no período: veio de 44% para 28% em apenas um ano.
Outras pesquisas confirmam a tendência.
Entre o ano passado e agora, sucessivas edições do Barômetro Político da Ipsos vêm indicando o desgaste da imagem da Justiça, do Judiciário, de ministros do STF (incluindo sua presidente) e de juízes locais, que não poupou sequer a Moro, o filho querido das corporações de mídia.
Em junho, o Datafolha apontou que apenas 14% dos brasileiros "confiam muito", enquanto 43% "confiam um pouco" e 37% "não confiam" no STF.
Números piores que os do Ministério Público, no qual 20% dizem "confiar muito", mas ruins para as duas instituições, que até há pouco tempo eram respeitadas e aprovadas pela maioria do País.
Espetáculos como o do domingo 8 de julho, decisões enviesadas, judicialização permanente e crescente, partidarização de decisões, a sem-cerimônia com que seus integrantes preservam privilégios somam-se à perseguição contra Lula na explicação desse declínio, embora outros fatores, muito provavelmente, concorram.
A Lava Jato, que já foi aprovada com quase unanimidade, é hoje amplamente questionada.
Segundo a Ipsos, a maioria, de 55%, acha que ela "faz perseguição contra Lula" e 51% avaliam que "não mostrou que Lula é mais corrupto que outros políticos".
A metade avalia que, "até agora, nada provou contra Lula".
São resultados semelhantes aos das pesquisas CUT/Vox, que mostram que somente 33% acreditam que o processo contra Lula "não foi político" e que 39% avaliam que a atuação de Moro é equânime em relação à que recebem outros políticos.
Essa minoria, próxima a um terço, aparece igualmente nas respostas à pergunta da qual a presidente do STF foge como o diabo da cruz: não passam de 36% os que acham ser justo que alguém seja preso antes que sua sentença seja confirmada por tribunal superior.
Mais da metade, 54%, discorda da opção punitivista feita pelo STF e que precisa ser revogada por ser inconstitucional.
As pesquisas também sugerem que, à medida que cai, o apoio à Lava Jato tende a aninhar-se quase exclusivamente nos segmentos antipetistas da sociedade.
Tirando os opositores atávicos que Lula e o PT possuem, a reprovação ao lavajatismo sobe e torna-se regra.
A percepção popular de que há uma perseguição não fundamentada contra Lula está na origem de ele haver crescido nas pesquisas de intenção de voto e imagem do início de 2018 para cá.
A cada passo na escalada, Lula melhorou e o PT fortaleceu-se.
Ao mesmo tempo, diminuiu o antipetismo, que hoje se limita a cerca de 25% da opinião pública, depois de tradicionalmente estar no nível de 33% e de haver ultrapassado 40% entre 2015 e 2016.
Talvez, em um futuro não muito distante, ao olhar estes tempos, nossos descendentes vão dar boas risadas de Moro e seus amigos: de tanto açodamento, prepotência e incompetência no esforço de acabar com Lula e o PT, acabaram por consolidá-los e torná-los quase imbatíveis na eleição deste ano.
Quem precisava de exemplos de quão desajeitados são os teve abundantes no domingo passado.(247)

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Qual o custo da violência?

  (C.Geral)

*Katia Alves
Trezentos milhões de reais por dia é o custo estimado da violência no Brasil. Esses valores não contabilizam o sofrimento físico e psicológico das vítimas da violência brasileira, uma das mais dramáticas do mundo.
Com 3% da população mundial, o Brasil concentra 9% dos homicídios cometidos no planeta. As mortes violentas de jovens aqui são 88 vezes maiores que na França. E poucos países sofrem as ações de terrorismo urbano como as praticadas no Rio de Janeiro. A Bahia apresenta, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a maior coleção das cidades mais violentas do Brasil.
Não faltam diagnósticos sobre a Segurança Pública na Bahia, podemos destacar os seguintes:
– Os pontos críticos de violência estão nas áreas metropolitanas e nas grandes cidades;
– As múltiplas carências das populações de baixa renda tornam seus integrantes, principalmente os jovens, suscetíveis de escolhas de vias ilegais como forma de sobrevivência;
– A opção ilegal é favorecida pelas deficiências de nossas instituições de controle social: polícia ineficiente, legislação criminal defasada, estrutura e processos criminais obsoletos, sistema prisional caótico;
– A questão policial é agravada porque as polícias não dominam princípios modernos de organização e gestão e mostram deficiência em metodologias de investigação e policiamento preventivo;
– As polícias têm treinamento deficiente e salários incompatíveis com a importância de suas funções;
– O emprego de tecnologia de informação é incipiente, dificultando o diagnóstico e o planejamento operacional;
– É precária a articulação entre as instituições estaduais e federais no combate inteligente ao crime organizado.
A grande responsabilidade da segurança pública está nas mãos do governador. A ele cabe a missão de administrar suas polícias para produzir os resultados esperados pelos baianos.
É perceptível a diferença nos resultados entre um governador que prioriza a segurança na sua agenda política (São Paulo, taxa de 9,8 homicídios por 100 mil habitantes*), e o outro que a deixa como questão setorial de uma secretaria (Bahia, taxa de 36 homicídios por 100 mil habitantes *), a maior do Brasil.
Privilegiar a preocupação com recursos materiais em detrimento dos recursos humanos nas polícias, permitir o desvio de policiais em burocracias ou em órgãos estranhos ao policiamento, beneficiar burocratas e apadrinhados com promoções e gratificações em detrimento do pessoal operacional são hábitos que destroem o potencial de ação das polícias.
O mau desempenho, a baixa qualidade no atendimento da população, a violência policial e a corrupção persistem quando não se investe em profissionalismo, integridade e motivação.
E distribuir recursos por conveniência política em vez de concentrá-los nas áreas críticas é apostar na violência. Não há desculpas sociais ou de recursos, quando faltam estratégias sólidas, táticas criativas e ética pública.
Katia Alves é delegada de Polícia, ex-secretária de Segurança Pública e ex-vereadora (Fonte: Mapa da Violência, 2018, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Abril/2018)

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...