segunda-feira, 28 de maio de 2018

GOVERNADOR REÚNE SECRETÁRIOS E DIZ QUE O PIAUÍ NÃO VAI PARAR

  (247)

Por Isabel Cardoso - O Governo do Estado está monitorando a execução dos serviços de saúde, segurança e educação e na manhã deste domingo (27), Wellington Dias reuniu secretários e gestores para garantir a continuidade dos serviços durante a paralisação dos caminhoneiros, que já dura uma semana e está acarretando o desabastecimento.
O governador afirma que toda equipe do Governo está conectada, trabalhando de forma conjunta para que os serviços essenciais não sejam paralisados em Teresina e no interior.
O secretário de Saúde, Florentino Neto, visitou hospitais no sábado e continua fazendo contato com todos os hospitais regionais para verificar como estão o estoque de medicamentos e o combustível para ambulâncias.
Segundo o governador, tudo está sendo planejado para que nenhuma ambulância fique impedida de fazer transporte de pacientes por falta de combustível e nenhum hospital vai parar por falta de medicamentos. A orientação aos hospitais e coordenações regionais é priorizar o uso de combustível para ambulâncias. A grande atenção é para com os medicamentos e oxigênio que estão em trânsito.
"Estamos juntos trabalhando para continuidade dos serviços essenciais", disse o governador, declarando que a educação também está no centro do foco. "O calendário escolar não será prejudicado, pois serão mantidos os serviços de transporte escolar dos alunos e a merenda escolar", explica o governador.
Nesta segunda, o diretor da Unidade Administrativa da Seduc, Arinê Cunha Bastos, diz que já foram feitas reuniões com o setor empresarial responsável pela locomoção dos alunos a fim de garantir o transporte escolar.
A merenda escolar também será mantida, uma vez que a aquisição de alimentos é feita quizenalmente pelo Conselho Escolar. Mesmo assim, será realizado também o monitoramento em toda a rede para acompanhar o estoque de alimentos das escolas. A orientação aos profissionais de nutrição da SEDUC é que, ao identificar unidades com problemas com relação ao abastecimento, deve ser refeito o cardápio.
O secretário de Segurança, coronel Rubens Pereira, garantiu que o foco será manter os serviços essenciais. "Estamos aqui querendo fazer com que se abasteça pelo menos os serviços essenciais, como a saúde, segurança, Corpo de Bombeiros, Samu. Nós estamos determinando aqui, através de escolta, inclusive com apoio da PRF, que faça o que foi feito ontem no aeroporto", disse o secretário Rubens Pereira.
Wellington diz que o Governo está empenhado no monitoramento e execução de serviços essenciais, de forma que a sociedade pode ficar tranquila que a segurança, saúde, educação e demais serviços não serão paralisados.


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MEDIDA PROVISÓRIA Sai edição extra do Diário Oficial com MPs dos caminhoneiros

Ponto alto está na MP 832 que institui a chamada Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas


  (Por: Agência Brasil)
Para a fixação dos preços mínimos, diz a medida, serão considerados, prioritariamente, os custos do óleo diesel e dos pedágios. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para a fixação dos preços mínimos, diz a medida, serão considerados, prioritariamente, os custos do óleo diesel e dos pedágios. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo publicou, em edição extra do Diário Oficial da União, as três medidas provisórias (MPs), anunciadas pelo presidente Michel Temer e negociadas com os caminhoneiros, paralisados desde o último dia 28. As medidas foram publicadas na noite de ontem (27) e reúnem as MPs 831, 832 e 833.

O ponto alto está na MP 832 que institui a chamada Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. É a medida que estabelece a tabela mínima para o frete. Não há valores nem percentuais, mas detalhes sobre como os números serão negociados.

A MP 832 destaca que o processo de fixação dos preços mínimos contará com a participação dos representantes das cooperativas de transporte de cargas e dos sindicatos de empresas e de transportadores autônomos.  Para a fixação dos preços mínimos, diz a medida, serão considerados, prioritariamente, os custos do óleo diesel e dos pedágios.

O texto informa também que a decisão se estende às cargas em geral, a granel, as que necessitam ser refrigeradas, as perigosas e as chamadas neogranel (formadas por conglomerados homogêneos de mercadorias, de carga geral, sem acondicionamento específico e cujo volume ou quantidade possibilite o transporte em lotes, em um único embarque).

 A MP 833 é a que determina que os veículos de transporte de cargas que circularem vazios ficarão isentos da cobrança de pedágio sobre os eixos que mantiverem suspensos. A medida vale para todas as rodovias do país.

A MP 831 define que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) contratará transporte rodoviário de cargas, com dispensa do procedimento licitatório, para até 30% da demanda anual de frete da empresa. A medida interfere principalmente na ação dos caminhoneiros autônomos.




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Falta de combustível prejudica viagem dos pacientes de Juazeiro para tratamento em Salvador

        (C.Geral)

Devido à paralisação dos caminhoneiros que está em seu quinto dia pelas rodovias do país, a Secretaria Municipal de Saúde informa que não haverá como abastecer o transporte municipal no trajeto entre Juazeiro e Salvador, impossibilitando assim o envio de alguns pacientes para realização de tratamentos na capital. A Secretaria entrou em contato com as cidades onde são realizados os abastecimentos e foi informada que não há combustível nos postos credenciados para reabastecer os veículos.
Além dos veículos do município que realizam o transporte dos pacientes à capital, existe um veículo licitado para este serviço. A programação era para dois veículos saírem no domingo (27) de Juazeiro: o da empresa licitada com 31 pacientes de oncologia e o veículo do município com 25 pacientes das diversas outras especialidades. O único serviço mantido foi o de oncologia. O veículo do município só pode ser abastecido nos postos credenciados para tal serviço, e estes já estão sem combustível.
De acordo com a Superintendente da Atenção Especializada Cilene Duarte, os pacientes que realizam o tratamento de oncologia são prioridade e para estes a viagem está mantida “Conseguimos manter a viagem para os pacientes em tratamento de câncer através de uma empresa já licitada pelo município para garantir o atendimento. Estamos buscando junto aos hospitais novas datas para os procedimentos dos 25 pacientes nas áreas de mastologista, ortopedia, otorrinolaringologia, oftalmologia e pneumologista, assim que essa situação de falta de combustível se regularizar reagendaremos as viagens dos pacientes à capital”, explicou Cilene.
A Secretaria de Saúde informa ainda que os 25 pacientes das demais especialidades já foram informados sobre o não embarque no domingo (27) para Salvador. A SESAU espera que essa situação seja resolvida o mais breve possível. (Ascom).

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PERNAMBUCO PERDE 25% DA PRODUÇÃO DE OVOS E DE AVES DEVIDO À GREVE


O Estado de Pernambuco, maior produtor de aves de corte e de ovos do Nordeste, perdeu, em apenas uma semana de paralisação dos caminhoneiros, cerca de 25% da produção mensal de frangos abatidos e cerca de 70 milhões de ovos. O presidente da Associação dos Avicultores de Pernambuco (Avipe), Giuliano Malta, definiu a situação como sendo uma "calamidade total".
"A cada momento liga um associado para informar que já faltou ração. Sem combustível, o alimento não chega. Milhares de animais já estão mortos e outros, antes disso, estão entrando em processo de canibalismo", disse Malta ao Jornal do Commercio. Segundo dados da Avipe, somente entre 5% e 10% da produção pernambucana está conseguindo ser escoada.
Em todo o país, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a paralisação nacional dos caminhoneiros já provoca um prejuízo da ordem de R$ 3 bilhões e resultou na morte de 64 milhões de aves adultas e de pintos.
Na região do Vale do São Francisco, maior produtor nacional de mangas e de uvas de mesa, a perda da produção pode chegar a 80% caso a greve persista ao longo da semana, segundo a avaliação do Sindicato Rural de Petrolina.(247).


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Universidades federais suspendem aulas em 13 estados em função da greve

CECILIA BASTOS/Jornal da Usp

A greve dos caminhoneiros, que entrou em seu oitavo dia nesta segunda-feira (28), levou à paralisação de parte das universidades federais e de escolas estaduais. As universidades federais da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo (UFScar) e Tocantins suspenderam as aulas em função da crise. A USP e a Unicamp suspenderam as aulas eletivas.
As aulas nas escolas estaduais foram suspensas em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Sergipe, além do Distrito federal. A USP e a Unicamp também tiveram as atividades letivas suspensas.(247).

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Caminhões chegam com combustível nos postos do Recife, mas filas são longas

Caminhão escoltado levou 17 mil litros de combustível ao posto no Cais do Apolo, mas segundo a gerente, o volume não é suficiente para chegar às 14h
  

  Por: Portal FolhaPE

Posto Ipiranga em frente à Prefeitura do Recife recebeu 17 mil litros de combustível
Posto Ipiranga em frente à Prefeitura do Recife recebeu 17 mil litros de combustívelFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco


Posto Ipiranga em frente à Prefeitura do Recife recebeu 17 mil litros de combustível
Posto Ipiranga em frente à Prefeitura do Recife recebeu 17 mil litros de combustívelFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco





Moradores do Recife levam 'bombonas' para abastecer em postoMoradores do Recife levam 'bombonas' para abastecer em postoFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Na manhã desta segunda-feira (28), condutores de carros e motos formaram uma longa fila para tentar abastecer os tanques no posto Ipiranga que fica em frente à Prefeitura do Recife, no Cais do Apolo, área central da cidade. 

Um caminhão escoltado levou 17 mil litros de combustível ao local, mas segundo a gerente, o volume não é suficiente para chegar às 14h. 

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Já saíram do Porto de Suape, desde a sexta-feira (25), 700 mil litros de combustível destinados a vários postos de gasolina em Pernambuco. “Nós estamos vendo que as pessoas estão muito apreensivas, mas fazemos um apelo para que elas se acalmem. O governo está tomando as medidas necessárias e em torno de cinco dias poderemos ter 70% dos postos reabastecidos. A prioridade agora é saúde, segurança”, declarou o diretor-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis PE), Alfredo Pinheiros Ramos, durante reunião no Palácio do Campo das Princesas neste domingo (27). 

Ele afirmou que o abastecimento dos veículos tem sido feito através dos comboios de caminhões tanques que têm sido escoltados pela Polícia Militar (PM). Os caminhões estão saindo em comboios de dez em dez e, caso esse ritmo seja mantido, a população poderá sentir o efeito da normalização dentro de quatro a cinco dias. 

E reconheceu que o insumo que tem saído de Suape ainda é pouco se comparado ao 260 milhões de litros de combustíveis (gasolina, etanol e diesel) que os pernambucanos consomem por mês, mas lembra que a prioridade, no momento, é para o serviços essenciais e urgentes à população. 

“Tem trabalhadores de postos que estão com medo de sua integridade física porque tem pessoas ameaçando, querendo partir para violência”, disparou. Sobre o preço da gasolina, Alfredo disse que não há como prever, mas que o Sindi combustíveis irá trabalhar contra os valores abusivos.



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Perda de vendas nos supermercados brasileiros já é de R$ 1,3 bilhão

DESABASTECIMENTO

O cálculo é do superintendente da Associação paulista de Supermercados , Carlos Correa.
Por: AE
Com a greve dos caminhoneiros, os supermercados brasileiros já perderam vendas equivalentes R$ 1,320 bilhão por conta do desabastecimento de produtos perecíveis, frutas, verduras, legumes, laticínios e carnes in natura. Só os supermercados do Estado de São Paulo deixaram de vender cerca de R$ 400 milhões de produtos perecíveis desde o início da greve. O cálculo é do superintendente da Associação paulista de Supermercados , Carlos Correa.

"É um estimativa conservadora", frisa o executivo. Apesar de a greve durar quase uma semana, ele considerou nos cálculos a perda de vendas de cinco dias porque, nos primeiros dias da greve, havia produtos perecíveis nas lojas e as vendas não foram prejudicadas. Correa diz que os produtos perecíveis respondem 36% das vendas dos supermercados e que a greve já afeta hoje 80% do abastecimento desses itens.

As estimativas de prejuízo correspondem à realidade encontrada pelos consumidores nas lojas. 

Além da batata, a cebola, o tomate e as verduras estão entre os produtos que o consumidor mais sentia falta na manhã de ontem. Em uma outra loja da Rua Domingos de Morais, no mesmo bairro, as hortaliças já tinham acabado desde sexta-feira. No freezer em que elas costumam ficar guardadas, o lojista colocou garrafas de suco de laranja, para preencher parte do espaço vago.

O matemático Luiz Xavier, de 55 anos, faz as contas: "Se eu levar mais um pacote de arroz, fico tranquilo para os próximos dias". Ele, que vai todos os sábados ao supermercado, diz que o movimento aumentou ontem e que as pessoas parecem estar exagerando nas compras. "Sempre que tem uma ameaça de falta de produtos, as pessoas reagem estocando alimento em casa, o que só faz acelerar a escassez. Eu vou continuar comprando o que costumava levar, lembro bem do desabastecimento do Plano Cruzado (em 1986)."

O baixo movimento desanimou os feirantes do "varejão" da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). O sábado, que costuma ser o dia mais movimentado, foi mais curto e muitos feirantes não foram embora antes do fim da feira. Eles estimam que metade das barracas nem abriram e o movimento caiu entre 60% e 70%.



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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

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