segunda-feira, 28 de maio de 2018

Aeroporto do Recife volta a receber combustível

CRISE DOS COMBUSTÍVEIS

Agora, são nove os aeroportos administrados pela Infraero 
que estão com falta de combustível

Por: Portal FolhaPE

Aeroporto do Recife
Aeroporto do Recife
Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco
Aeroporto do Recife, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, saiu da lista da Infraero de terminais aéreos desabastecidos no País, após dois dias sem combustível por conta da paralisação dos caminhoneiros contra a alta no preço do diesel. Agora, são nove os aeroportos administrados pela Infraero que estão com falta de combustível até o momento, de acordo com a última atualização feita às 15h20 deste domingo (27) pela empresa aérea. São eles: São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Ilhéus (BA), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Joinville (SC) e João Pessoa (PB).
No comunicado, disponível na página eletrônica da Infraero, a empresa alerta aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que as viagens ocorram de acordo com a disponibilidade de combustível na rota pretendida. Já aos passageiros, a recomendação é que procurem suas companhias para consultar a situação dos voos. 

A Infraero reforça que está em contato com órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa. E que compreende o direito de manifestação, mas também entende que os protestos devem ocorrer sem afetar o direito de ir e vir das pessoas, bem como a segurança das operações aeroportuárias.



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ASSOCIAÇÃO DE POLICIAIS FEDERAIS DIVULGA NOTA EM APOIO A CAMINHONEIROS

REUTERS/Sergio Moraes

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) divulgou na noite de ontem uma nota de apoio ao movimento de protestos de caminhoneiros, que paralisa o país há uma semana. A PF é uma das forças de segurança que teria de ser usada para desobstruir estradas. Documento sugere que a PF não é “polícia de governo”.
“O trecho mais forte do documento sugere uma insurreição da PF contra determinação do presidente da República: “As entidades representativas sindicais dos policiais federais manifestam seu apoio ao movimento dos caminhoneiros, ocasião em que reafirmam seu compromisso de defender o povo brasileiro e de jamais funcionar como polícia de governo ou um braço armado contra os manifestantes“.
Em seu documento a Fenapef começa afirmando que recebeu apoio de caminhoneiros em 11 de junho de 2017, quando essa categoria manifestou suporte ao combate à corrupção no país.
A nota diz que há no Brasil uma “absurda política de aumento de combustíveis implementada pelo governo federal”. Prossegue afirmando que a “luta dos caminhoneiros também representa a vontade de todos os brasileiros”. (247).
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PRF consegue liberação de caminhão carregado com produto para tratamento de água em Petrolina

  (Via:C.Britto)
PRF consegue liberação de caminhão carregado com produto para tratamento de água. (Foto: Divulgação)


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) conseguiu, ontem (27), a liberação de um caminhão que estava parado num ponto de manifestação de caminhoneiros na BR-428, entre Petrolina e Lagoa Grande (PE), no Sertão do São Francisco. De acordo com o inspetor-chefe da 6ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Petrolina, Paulo Lima, o veículo estava carregado com sulfato de alumínio, composto químico usado para o tratamento de água.
Segundo Paulo Lima, o veículo estava no local desde a última terça-feira (22). “Chegamos a este bloqueio, conseguimos negociar com os caminhoneiros e liberar este veículo. Vamos acompanhar [o veículo] até o prédio da Compesa, em Petrolina“, explicou.
Paulo Lima também reforçou que não tem bloqueio na pista,já que existem dois pontos de parada dos caminhoneiros – nas BR-407 e 428. “Ambos não têm interdição, o veículo de passeio pode passar à vontade. Já o veículo de carga, os caminhoneiros conversam com os que estão conduzindo para que se eles tiverem interesses, parem. Essa questão é que esse veículo estava com uma carga importantíssima para o tratamento de água“, concluiu o inspetor-chefe.

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AO DEFENDER LULA, GLEISI SE FORTALECE E CONSOLIDA LIDERANÇA NO PT


Prestes a completar um ano como presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann vai se consolidando como a principal liderança do partido em meio ao cenário adverso da prisão de Lula. Gleisi vem materializando a estratégia de Lula e enfrenta as pressões internas e externas com notável disposição.
Internamente, a senadora retifica o óbvio: "eles não percebem que tudo é combinado diretamente com o Lula?”. Com esta afirmação, Gleisi deixa claro que sua ação está em conexão máxima com a estratégia do ex-presidente.
Dentro do PT, há uma ala minoritária que considera importante debater a substituição de Lula na chapa presidencial. Mas, Gleisi, de posse da interlocução periódica com Lula e de uma verve cada vez mais densa, rechaça a hipótese com muita firmeza e frases de efeito: “os governadores têm uma preocupação natural, mas o PT só tem a perder se substituir Lula ou apoiar outro candidato agora”.
“Teríamos uma dispersão da base e uma crise sem precedentes, porque hoje não temos um nome com capacidade de unificar o partido”, disse ainda a senadora em meio às pressões da própria imprensa, que vem apresentando dificuldades em acompanhar seus movimentos.
Ela ressalta que “nem tudo é discutido com o [ex-] presidente, mas a tática eleitoral e a estratégia política são conversadas com ele e com a direção partidária. Não é da minha cabeça. Não sou iluminada, assim”.
Lula confiou a Gleisi a função de porta-voz ao ser preso, em abril, pois acreditava [e acredita] que a senadora é capaz de fazer enfrentamentos e levar ao limite a tarefa de prosseguir com sua candidatura que, ademais, lidera todos os cenários de maneira avassaladora.
Sobre Ciro Gomes, o mais ‘assediador’ dos candidatos em busca de aliança, ela diz: “Ciro não passa no PT nem com reza brava”.
“Depois, os governadores Rui Costa (Bahia) e Camilo Santana (Ceará) se manifestaram, acirrando a divisão. Lula precisou intervir: alinhou-se a Gleisi e disse que a senadora estava certa ao desestimular discussões sobre um plano B, mas recomendou uma trégua. A presidente do PT se reuniu na semana passada com quatro dos cinco governadores do partido. Ela diz que a conversa “foi boa” e que apresentou aos colegas argumentos jurídicos pela manutenção da candidatura de Lula.
Dirigentes regionais reclamam que a postura “inflexível” de Gleisi impede a costura de coligações estaduais porque os partidos aliados não sabem quem será o candidato petista à Presidência. “Com a Lei da Ficha Limpa, a candidatura será questionada. Até setembro, a questão se resolve e definiremos se vamos disputar com Lula mesmo com uma eventual suspensão da candidatura ou se faremos a substituição. Isso não está dado”, argumentou a senadora."
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O governo federal cedeu e decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro.

Governo cede e aguarda fim da paralisação dos caminhoneiros

Por: Agência Brasil e Folhapress
Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro
Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de JaneiroFoto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
governo federal cedeu e decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro. A proposta foi anunciada por volta das 21h45 deste domingo (27) pelo presidente Michel Temer, que fez um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto. Isso equivale, segundo o presidente, a zerar as alíquotas da Cide e do PIS/Cofins. Os representantes dos caminhoneiros autônomos não aceitaram o congelamento do diesel por apenas 30 dias, como havia sido inicialmente proposto.

O governo federal concordou ainda em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país, além de estabelecer um valor mínimo para o frete rodoviário. Essas determinações deverão constar em medidas provisórias a serem publicadas em edição extra no Diário Oficial da União. A expectativa do Palácio do Planalto é que a paralisação, que já dura sete dias e causa enormes prejuízos e transtornos em todo o país, termine logo.

"Os efeitos dessa paralisação na vida de cada cidadão me dispensam de citar a importância da missão nobre de cada trabalhador no setor de cargas. Durante toda esta semana, o governo sempre esteve aberto ao diálogo e assinamos acordo logo no início. Confirmo a validade de tudo que foi acertado". Temer disse que, nas últimas 48 horas, o governo avançou na negociação dessas novas medidas. "Assumimos sacrifícios sem prejudicar a Petrobras." Temer disse que o congelamento valerá por 60 dias e, a partir daí, só haverá reajustes mensais. "Cada caminhoneiro poderá planejar seus custos. Atendemos todas as reivindicações", afirmou.

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A equipe econômica foi chamada ao Palácio para calcular o impacto das novas vantagens concedidas ao setor. Durante todo o dia, custos, cortes e compensações foram avaliados. Além de restrições orçamentárias, empecilhos legais tiveram de ser examinados.

Na primeira rodada de negociações com os caminhoneiros, quando se acordou que a Petrobras baixaria em 10% o preço do diesel nas refinarias durante 30 dias, e os caminhoneiros fariam uma trégua de 15 dias na paralisação, o Ministério da Fazenda estimou em R$ 5 bilhões o valor das compensações do Tesouro Nacional à estatal. Agora, com a validade do congelamento do preço nos postos – e não na refinaria – pelo dobro do tempo, as despesas serão proporcionalmente elevadas.

Leia abaixo a íntegra da fala do presidente:

"Quero me dirigir a todos os brasileiros, especialmente aos caminhoneiros que há uma semana paralisaram suas atividades. Os efeitos dessa paralisação na vida de cada cidadão me dispensam de citar a importância da missão de cada trabalhador do setor de cargas.

Durante toda essa semana, meu governo sempre esteve aberto ao diálogo e chegamos mesmo a assinar um acordo com lideranças do movimento. Quero aqui confirmar a validade de tudo o que já foi ajustado pelas lideranças com os meus ministros.

Nas últimas 48 horas, ao mesmo tempo em que nos dedicamos a garantir abastecimentos essenciais, seguimos em conversas com líderes do movimento. Avançamos na implantação de muitas medidas, diante da necessidade do movimento de encerrar a paralisação.
Quero me dirigir agora aos caminhoneiros de todo o país para anunciar as principais medidas que adotei:

Primeira medida: o preço do óleo diesel terá uma redução de 46 centavos. E garantiremos que cada caminhoneiro tenha esse resultado na hora de encher o tanque. Essa redução corresponde aos valores do PIS/Cofins e da Cide somados. Para chegar a esses 46 centavos, o governo está assumindo sacrifícios no orçamento e honrará essa diferença de custo, sem nenhum prejuízo para a Petrobras.

Segunda medida: o preço do óleo diesel, já barateado pela redução de 46 centavos, será válido pelos próximos 60 dias. A partir daí, ou seja, daqui a dois meses, só haverá reajustes mensais. Assim, cada caminhoneiro poderá planejar melhor seus custos e o valor do frete.

Terceiro ponto: estou editando uma medida provisória para que seja cumprida em todo o território nacional a isenção da cobrança do eixo suspenso nos pedágios de rodovias federais, estaduais e municipais.

Quarta decisão: assinei uma segunda medida provisória para garantir aos caminhoneiros autônomos 30%, pelo menos, dos fretes da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento.

Quinto ponto: assinei também uma terceira medida provisória estabelecendo a tabela mínima de frete, conforme prevista no projeto de lei 121. Essa decisão foi tomada após diálogo que mantive com o presidente do Senado Federal, senador Eunício Oliveira.

Gostaria de reforçar que as medidas negociadas anteriormente e assinadas pelos ministros e pelas lideranças seguem valendo. Entre elas, apenas para citar uma, está o acordo de que não haverá reoneração da folha de pagamento do setor de transporte rodoviário de carga.

Passei essa semana voltado para atender as reivindicações dos caminhoneiros e preocupado com cada brasileiro e brasileira que enfrentou dificuldades nesses dias. Fizemos nossa parte para atenuar problemas e sofrimentos.

As medidas que acabo de anunciar atendem às reivindicações que nos foram apresentadas. Por isso, quero manifestar a plena confiança no espírito de responsabilidade, de solidariedade e de patriotismo de cada um.

Muito obrigado, boa noite a todos."



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Governador confirma abastecimento de combustível em Pernambuco

O governador também garantiu a circulação de ônibus na região metropolitana do Recife


Paulo Câmara em coletiva neste domingo (27) / Felipe Ribeira/JC Imagem
Paulo Câmara em coletiva neste domingo (27)
Felipe Ribeira/JC Imagem

JC Online

O governador Paulo Câmara (PSB) anunciou no seu Facebook, neste domingo (27), que já foi transportado 700 mil litros de combustíveis do Porto de Suape, em Ipojuca. Segundo o chefe do executivo, o fornecimento será destinado para todos os municípios de Pernambuco.



Conversamos, hoje, com representantes dos Poderes Constituídos, da sociedade civil e de setores econômicos sobre a atual conjuntura. Mostramos o que estamos fazendo para evitar que haja paralisação dos serviços. Sabemos que o prejuízo que essa greve tem causado ao País é enorme, mas estamos tomando medidas para minimizar os seus efeitos.
Diante disso, iremos trabalhar para que haja uma condição melhor do ir e vir das pessoas, das mercadorias e do combustível. Já transportamos 700 mil litros de combustível de Suape para as áreas prioritárias. Vamos intensificar essa logística para fornecimento do diesel, gasolina e álcool.
Estamos também viabilizando o transporte de álcool em todo o interior de Pernambuco, uma vez que sabemos que isso também pode ajudar no abastecimento das cidades.



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SEGUNDA COMEÇA COMO QUASE FERIADO NO PAÍS


(247)
Com o caos instalado por Pedro Parente na economia, muitos brasileiros não sabem o que funciona ou não, nem se terão combustível nos postos; ontem, Michel Temer, que falava em usar a força e prender empresários, fez todas as concessões aos caminhoneiros, ao custo de mais de R$ 10 bilhões, e implorou para que voltem a trabalhar.
A lambança dos ‘micróbios’ Temer e Parente vai deixando uma indelével marca de catástrofe no país.  O governo foi obrigado pelos caminhoneiros a publicar em edição extra do Diário Oficial da União as três medidas provisórias prometidas pelo presidente Michel Temer em pronunciamento feito mais cedo. Sem a publicação, os representantes do movimento não cederiam.
O recuo dos caminhoneiros, no entanto, não pode ser dado como líquido e certo. Só na semana passada, a imprensa anunciou o fim da greve várias vezes, sem que isso tivesse conexão com a realidade fatual. A paralisação se pulverizou e, consequentemente, as decisões sobre o fim da greve. Não há quem “responda” pelo movimento neste momento, ainda que entidades se coloquem na linha de frente.
Das medidas anunciadas pelo governo para estancar o desastre do abastecimento, está a reserva de 30% do frente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para cooperativas de transportes autônomos, sindicatos e associações de autônomos. 
“Em outra MP, o governo estende para as estradas estaduais a dispensa de pagamento de pedágio do eixo suspenso de caminhões, uma das principais reivindicações da categoria. Atualmente, o benefício já é válido para as rodovias federais desde 2015.
Por último, foi editado um texto que cria a política de preços mínimos para o transporte de cargas. O tema vinha sendo discutido em projeto do Senado, mas o governo decidiu converter seu conteúdo em MP para dar mais celeridade. As medidas têm validade imediata, mas precisam passar por aprovação da Câmara e do Senado em até 120 dias.”
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