segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Agrovale traz à Juazeiro-BA, destaque na geração de bioeletricidade




O Brasil tem capacidade para gerar 13.000 megawatts (MW) médios de energia derivada da cana-de-açúcar, o equivalente a 3 usinas de Belo Monte. Em Juazeiro (BA), o potencial de produção de bioenergia da Agrovale, uma das maiores empresas do ramo no Nordeste, é suficiente para atender uma cidade com cerca de 214 mil habitantes. Seu alto volume de produção energética permite que o excedente seja comercializado no mercado interno e no sistema de energia elétrica de várias regiões do Vale do São Francisco.
Especializada na produção de açúcar e etanol, a Agrovale também vem se destacando na geração da bioenergia, um segmento que tem se demonstrado estratégico para o país. Segundo dados da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA), a bioeletricidade já representa mais de 2% da energia consumida anualmente no país. Com potencial para ser a segunda maior fonte de eletricidade das casas brasileiras, atrás apenas das usinas hidroelétricas, a bioenergia é essencialmente sustentável. Em 2010, foi responsável pela economia de 4% da água nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, no período mais seco do ano.
O engenheiro eletricista e professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Antonio de Almeida Fernandes, lembra que o Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado. “A produção de álcool e geração de energia através do bagaço da cana e outros insumos é de extrema importância para o cenário nacional e, por que não dizer, mundial”, explicou.
Professor Almeida também destacou a importância da Agrovale como produtora regional de bioenergia. “Produzindo álcool e injetando na rede elétrica em torno de 5.040.000 kWh de energia elétrica mensais, a Agrovale tem um papel fundamental e é parte importante da geração distribuída do nordeste”, pontuou o professor da Univasf, lembrando ainda que o Vale do São Francisco tem potencial para implementação de outros empreendimentos agrícolas e de produção de bioenergia.
De acordo com o diretor Financeiro e TI da Agrovale, Guilherme Colaço Filho, a escolha da empresa por se consolidar na geração da bioenergia, a partir do bagaço da cana, está relacionada à sustentabilidade e à inovação tecnológica. “A indústria brasileira da cana-de-açúcar é hoje um dos setores mais inovadores e sustentáveis do agronegócio mundial. Então estamos numa busca contínua pela redução da emissão de CO2 ao mesmo tempo em que produzimos inovações que tragam mais empregos para o país”, salienta.
Com 5.032 funcionários, a Agrovale é a maior geradora de empregos diretos em Juazeiro. Baseando-se em pesquisas regulares, a empresa desenvolveu técnicas modernas de irrigação para solo de semiárido e, com o tempo, atingiu os maiores níveis de produtividade em cana-de-açúcar do mundo. Hoje, ela é uma das maiores no Nordeste na produção de açúcar, bioenergia e etanol. (Ascom),(C.Geral).

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EUA e Coreia do Sul fazem exercício militar, em momento de tensão regional

A iniciativa é realizada menos de uma semana após a Coreia do Norte testar seu míssil mais avançado

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Os militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul começaram nesta segunda-feira (4) um exercício militar de cinco dias na Península Coreana, que envolve aviões e milhares de soldados. A iniciativa é realizada menos de uma semana após a Coreia do Norte testar seu míssil mais avançado até o momento.

Os exercícios anuais são voltados para desenvolver a coordenação entre as Forças Aéreas das duas nações, disse um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano a repórteres em Seul.

Cerca de 12 mil militares dos EUA sediados na Coreia do Sul, no Japão e em outras regiões, bem como um número não revelado de tropas sul-coreanas, participam das manobras, que incluirão aviões americanos de última geração, como os F-22 e os F-35.

Os militares americanos dizem que os exercícios militares são comparáveis em tamanho a exercícios anteriores e não são uma resposta a "qualquer incidente ou provocação". Eles acrescentaram, porém, que a presença de aviões F-35A, F-35B e F-22 são uma novidade nessas operações.

Os exercícios ocorrem em meio a tensões por causa do programa de mísseis norte-coreano. Alguns analistas do setor de segurança temem que Pyongyang esteja perto de dominar a tecnologia necessária para atingir cidades dos EUA com mísseis nucleares.

Na semana passada, a Coreia do Norte testou seu míssil novo Hwasong-15, que segundo especialistas podem atingir Washington, D.C. Há dúvidas, porém, sobre se a Coreia do Norte poderia colocar uma ogiva nuclear no míssil e garantir que possa se manter até a reentrada dele na atmosfera do país.

Declarações de um graduado membro do governo Trump e de um congressista americano no fim de semana pareciam sugerir que um conflito pode estar mais perto. Assessor nacional de segurança, o general H.R. McMaster disse em entrevista à rede Fox News no domingo que os EUA poderiam "tomar conta da" questão da Coreia do Norte ao "fazermos mais nós mesmos". O senador republicano Lindsey Graham afirmou no domingo que o Pentágono deveria retirar famílias de 28.500 soldados na Coreia do Sul, diante do quadro regional.

Enquanto começavam os exercícios militares, o jornal estatal norte-coreano Rodong Sinmun condenou na segunda-feira as manobras como "um prelúdio para uma guerra nuclear", segundo a agência estatal central do país. Pyongyang não ficará sentada e observará as "provocações", disse o jornal.

A China pediu na segunda-feira que todos os lados evitem exacerbar a situação "altamente delicada" na Península Coreana. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores pediu que se faça mais para diminuir as tensões na região. (DP).



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SUS tem 904 mil cirurgias eletivas na lista de espera, aponta CFM

O Ministério da Saúde informou que desde maio passou a adotar o sistema de fila única para organizar a demanda.
Mais de 900 mil cirurgias na fila  (Reprodução)

Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que pelo menos 904 mil cirurgias eletivas estão pendentes no Sistema Único de Saúde (SUS) em diferentes estados e municípios do país. As cirurgias eletivas não são de urgência ou emergência. O estudo, feito pela primeira vez pelo conselho, divulgado nesta segunda-feira (4) mostra que do total pelo menos 746 procedimentos cirúrgicos estão na fila de espera há mais de dez anos e 83% dos pedidos entraram na fila a partir de 2016.

A pesquisa traz dados enviados pelas secretarias de saúde de 16 estados e dez capitais até junho deste ano. Outros sete estados e oito capitais não enviaram informações, alegando não tê-las disponíveis ou por negativa de acesso aos dados. Por ser o primeiro levantamento desse tipo, não há dados dos anos anteriores. A pesquisa contabiliza o número de procedimentos agendados, e não o número de pacientes na fila.

Catarata
Na lista de espera, a maioria dos pedidos de cirurgias é de catarata, hérnia, vesícula, amígdalas e adenoide, além de cirurgias ortopédicas. Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Ceará apresentaram o maior número de cirurgias pendentes. Entre as capitais e estados que disponibilizaram informações de perfil dos usuários, as mulheres representam 67% dos pacientes que aguardam algum tipo de procedimento especializado.

Angelita Máximo dos Santos, 53 anos, de Maceió, espera desde junho por um procedimento no olho. Depois de fazer pela rede pública uma cirurgia de catarata, ela teve piora no quadro de sua visão e foi encaminhada pelo médico para realizar um procedimento de lavagem da lente colocada na primeira cirurgia.

Com dificuldades para enxergar, Angelita teve que deixar o trabalho de doméstica e cuidadora de idosos, o que acabou reduzindo a renda mensal familiar. “Ele [o médico] disse que não podia passar os óculos, porque eu não estava vendo nada, então eu tinha que esperar a lavagem da lente e nunca ninguém ligou. Aí eu estou esperando”, relatou Angelita.

Médicos alertam que a demora na realização de determinado procedimento é decisiva no sucesso de um tratamento. O representante do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Cristiano Caixeta, explica que a demanda por procedimentos nos olhos tem crescido devido ao envelhecimento da população, entre outros fatores. E a demora para atender todas as solicitações está relacionada à falta de profissionais especializados. 

Já Mauro Ribeiro, presidente em exercício do CFM, defende políticas integradas entre os entes federados. “O número de pacientes que precisam dos procedimentos e não tem acesso ao Sistema Único de Saúde é imenso. Tanto os dados do Ministério [da Saúde], quanto os dados do Conselho Federal de Saúde são subestimados, muito aquém da realidade. [….] É necessário que o governo federal estabeleça políticas públicas com os estados e municípios para poder organizar o sistema e dar acesso a esses pacientes ao sistema de saúde”, disse. 

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde informou que, em julho deste ano, foi fechada a primeira lista para cirurgias eletivas no SUS. A lista identificou pouco mais de 667 mil pacientes aguardando por algum procedimento eletivo no país. O ministério ressalta que em maio deste ano adotou o sistema de lista única para organizar a rede de saúde e diminuir a fila de espera. O novo sistema tem o objetivo de centralizar as demandas em um único cadastro e ampliar as possibilidades de atendimento do paciente para outros hospitais de sua região.

De acordo com o levantamento do CFM, o SUS realizou no ano passado mais de 1,5 milhão de cirurgias eletivas. O número é inferior aos anos de 2015, que registrou 1,7 milhão de cirurgias; e 2014, com o total de 1,8 milhão, com base em dados do sistema de informação do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde divulgou na semana passada balanço parcial de 2017, que mostra crescimento de 39% no número de procedimentos realizados na rede pública entre janeiro e setembro, mês que registrou mais de 150 mil cirurgias. 

A pasta informou ainda que o governo federal repassa de forma regular mensalmente recursos de média e alta complexidade a todos os estados e municípios e ainda dispõe de R$ 250 milhões em valores extras que poderão ser liberados para os gestores locais. Cerca de R$ 41,6 milhões já foram liberados este ano para a realização de mutirões.(DP).



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Prefeitura e PM reforçam segurança no Centro de Petrolina


Uma grande mobilização foi anunciada, nesta segunda-feira (04), para garantir mais segurança no Centro de Petrolina durante os festejos de fim de ano. Mais de 70 agentes da Guarda Municipal, Polícia Militar e Autarquia Municipal de Mobilidade (Ammpla) irão trabalhar exclusivamente nas ruas da área central da cidade até o dia 31 de dezembro. A articulação tem apoio também da Câmara de Dirigentes Lojistas e Sindilojas e pretende dar maior tranquilidade a milhares de petrolinenses que farão as compras de Natal e Réveillon.
Denominada Operação Papai Noel, a iniciativa contará ainda com suporte de monitoramento por câmeras de um trailer da Guarda Municipal. Também será reforçada a segurança móvel com viaturas da PM, Guarda e Ammpla. “Segurança não é uma obrigação apenas do Governo do Estado, entendemos que seja de todos nós, PM, Prefeitura, Guarda e sociedade. Por isso, estamos unindo forças com os comerciantes e as entidades de segurança para garantir a proteção de nossa cidade”, destacou o prefeito durante a solenidade de lançamento da Operação Natal.
Dezembro é o mês de maior movimentação no setor varejista. A expectativa deste ano, segundo a CDL, é de um aumento de 5% no total de vendas no Centro de Petrolina em relação a 2016. (Ascom),(C.Geral).

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GLOBO DESISTE DE FABRICAR CANDIDATO CONTRA LULA E APOSTA TUDO NO JUDICIÁRIO



 Uma análise política publicada nesta segunda-feira pelo jornal O Globo indica que o grupo de mídia da família Marinho já se deu conta de que não conseguirá produzir um candidato capaz de vencer o ex-presidente Lula, que cresceu no Datafolha e pode até vencer no primeiro turno.
Eegundo o jornal, será o Judiciário – e não o eleitor – que definirá 2018, numa indicação de que a soberania popular poderá ser substituída pela caneta de juízes. No TRF4, o relator João Pedro Gebran já concluiu seu voto em tempo recorde (saiba mais aqui).
O Judiciário definirá 2018
Em uma eleição ainda sem um nome novo, depois da desistência de Luciano Huck e do enfraquecimento de João Doria como candidato tucano ao Planalto, a polarização segue se solidificando entre o ex-presidente Lula e o deputado Jair Bolsonaro. 
Lula, com alguma vantagem, segue com um olho nas pesquisas, e outro na movimentação do Judiciário.
Se de fato o julgamento da segunda instância for ágil, como indica o fato de o voto do relator já estar pronto, novas variáveis embaralham de vez o cenário para 2018. Uma eventual condenação em segunda instância pode minar a candidatura do ex-presidente. Ou criar um impasse jurídico com tendência a se arrastar pelo ano eleitoral.
Sem Lula, ou com uma guilhotina pairando sobre sua cabeça, a eleição promete ser inteiramente outra. (247).

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PRF prende dois homens por saque de carga tombada na BR-407, em Petrolina


Dois homens foram presos em flagrante por saque de parte da carga de produtos laticínios na BR-407, em Petrolina, ontem (3). Uma carreta tombou por volta das 15h30 e os produtos ficaram espalhados na rodovia.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carga valia R$ 600 mil. O motorista do caminhão foi socorrido por populares, mas o estado de saúde dele não foi informado.
Os policiais conseguiram recuperar parte dos produtos saqueados dentro dos veículos abordados e prenderam em flagrante dois motoristas. A carga recuperada e os dois homens foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil (DPC) de Petrolina.
(fotos/divulgação)

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RENAN LAMENTA SURTO DE ÓDIO E “GENERALIZAÇÕES PERIGOSAS” DE DALLAGNOL


Por Marcelo Firmino/eassim.net - O senador Renan Calheiros (PMDB) lamentou o surto de ódio “e denúncias sem provas” que correm pelo País de ponta a ponta e condenou o que chamou de “generalizações perigosas” do Procurador da República  Deltan Dallagnol, diante da cruzada do representante do Ministério Público contra a classe política.
Para o senador, a linha entre o certo e o errado é muito tênue e quando as acusações de representantes da Procuradoria se fazem sem provas, o estado de direito fica comprometido.
Lembrou que o parlamento brasileiro foi quem tirou o Ministério Público do  Público do papel “e eu enquanto fui Ministro da Justiça defendi a delação”.
Para Calheiros, Dallagnol faz ataques generalizados ao Congresso Nacional, promovendo a prática dos excessos e da condenação sem provas, o que, para senador, compromete a Operação Lava Jato.
Desigualdade – Durante o programa “Conversa com o Senador Renan”, na Rádio Correio, Calheiros ainda lamentou o fato de mais da metade dos trabalhadores brasileiros estarem ganhando abaixo de um salário mínimo. Segundo ele, a desigualdade é a marca mais perversa do País, na atualidade.(247).

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...