segunda-feira, 2 de outubro de 2017

“Pernambuco está unido em defesa da Chesf”, diz o Senador Humberto Cos



Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT) classificou o encontro desta segunda-feira (2) entre sindicalistas, parlamentares e o governador Paulo Câmara (PSB) como um marco na defesa da entidade. Segundo o senador, a reunião, que aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, mostra que o tema “é maior que qualquer debate partidário”.
“A Chesf é um patrimônio de Pernambuco e estamos aqui para dizer que vamos seguir lutando para que não haja prejuízos para o nosso Estado. Além de fornecer energia para os nordestinos, a Companhia também tem um papel social muito importante para as comunidades do entorno do Rio São Francisco”, disse.  
Para Humberto, o modelo de privatização apresentado por Temer não trará nenhum benefício ao Estado. “O governo quer vender a Chesf a preço de banana para tentar amenizar o rombo nas contas públicas que ele segue ampliando. Mas, nem a venda vai resolver o problema do governo e nem querem pagar o quanto a empresa vale”, afirmou.
O senador ainda alertou para o risco de aumento da conta de luz, após a venda da Companhia. “A própria Aneel já disse que o preço da energia vai subir. Mais uma vez vão ser os brasileiros que vão pagar pelos desmandos”, acrescentou o líder oposicionista. (C.Geral).

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“FIQUEI ESTARRECIDO”, DIZ LULA SOBRE PERGUNTA DE PRISÃO NO DATAFOLHA

Reprodução Twitter @jandira_feghali

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na noite nesta segunda-feira 2 a manchete da Folha de S.Paulo que destaca pergunta feita pelo Instituto Datafolha para saber se a população acha que ele deve ser preso, diante das denúncias da Lava Jato.
A divulgação desta pesquisa aconteceu um dia depois de o mesmo jornal ter divulgado dados favoráveis ao ex-presidente, em que ele aparece com 36% das intenções de voto na disputa ao Palácio do Planalto em 2018.
"Como eles dizem que eu acabei todo dia, todo dia eles me prendem, todo dia eles arrumam um crime que eu cometi, eles imaginavam que depois da pesquisa, eu iria acabar", disse Lula, durante discurso na abertura do 8º Encontro Nacional do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), com o tema "Águas para a Vida e não para a Morte".
"Qual não foi a surpresa deles que quando eles pegam o resultado da pesquisa no sábado: eu tinha 35%, o segundo colocado tinha 17%", disse Lula, em referência a Jair Bolsonaro. No cenário com João Doria (PSDB), Lula aparece com 36%, enquanto no cenário com Geraldo Alckmin (PSDB), com 35%.
"E eles sabem que a pesquisa mentiu. Porque tem uma pessoa que eles colocam na pesquisa só para tirar voto meu. Porque eles sabem que eu poderia ter 40%. Aí eles não se conformaram", continuou Lula.
"Hoje eu fiquei estarrecido. A Folha de S.Paulo faz uma pergunta com a seguinte frase: 'olha, você acha que o Lula deve ser preso, em função de todas as denúncias da Lava Jato?' E 56% dizem que eu deveria ser preso", descreveu o ex-presidente.
"Ora, a pergunta não é essa. A pergunta é saber quem é que faz a pergunta da Lava Jato. É a Rede Globo de Televisão", denunciou.
De acordo com Lula, a imprensa, "para evitar" que ele saia candidato, quer "transformar todas as mentiras que contam contra ele em verdade". "Deixa eu dizer uma coisa pra eles. Eu desafio, na frente de vocês, a Polícia Federal, o Ministério Público, a Lava Jato e o [juiz Sergio] Moro a provar o desvio de uma nota de um real", afirmou.
Em sua fala, Lula prometeu novamente democratizar os veículos de comunicação caso vença a eleição. "Eles sabem que a gente vai ganhar. E que a gente vai democratizar os meios de comunicação. E é isso que eles tão com medo", disse. "Quem tem que controlar o rádio é o ouvinte, quem tem que controlar a tv é o telespectador", completou.(247).

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SE IMPEDIDO, LULA LEVARÁ SUCESSOR AO SEGUNDO TURNO, DIZ DATA FOLHA

Foto: Filipe Araújo

O Instituto Datafolha divulgou o dado que faltava para confirmar a força eleitoral que terá o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito do ano que vem: com 35% de preferência, ele terá também uma enorme capacidade de transferir votos para outro candidato, caso venha a ser impedido de concorrer por uma condenação em segunda instância.
Segundo a pesquisa da semana passada, ele poderia transferir, hoje, quase 60% de seus votos a outro candidato: 59% deles afirmam que votariam "com certeza" no nome apoiado por Lula e outros 24% "talvez" fizessem o mesmo. Esta transferência levaria o apoiado a obter 21% dos votos, fração suficiente para levá-lo ao segundo turno, "num cenário de disputa pulverizada, sem claros favoritos", como descreve a própria Folha.
Esta situação agrava o dilema enfrentado pela direita e pelos setores da elite que interromperam o ciclo dos governos petistas com o golpe do impeachment contra Dilma Rousseff e apostam na condenação judicial para evitar o retorno do lulismo. Se mesmo condenado Lula for capaz de determinar o resultado da eleição, o golpe terá sido um retumbante fracasso, apesar de todos os sacrifícios que impôs ao país. Será melhor uma pactuação pelo retorno do próprio Lula, o presidente melhor avaliado da História, responsável pelo virtuoso ciclo de crescimento com inclusão que mudou a face do Brasil.
O PT evita discussão pública sobre o lançamento de candidato alternativa, o plano B, em caso de impedimento de Lula. Mas os dados do Datafolha mostram que, com sua enorme capacidade de transferência, Lula seria o “grande eleitor” da disputa. E isso configura o dilema: se ele disputa, ganha. Se é impedido, elege seu candidato.
A eventual transferência de votos ocorreria principalmente entre os mais pobres e os de menor instrução, setores que foram grandemente beneficiados pelas políticas da Era Lula.  Eles são a maioria do eleitorado. Entre os eleitores que possuem até o ensino fundamental, 41% responderam que votariam "com certeza" no candidato indicado por Lula. Outros 14% admitiram que "talvez" fizessem isso. Entre os que ganham até 2 salários mínimos (quase a metade do eleitorado), 35% votariam no candidato de Lula, e 17% “talvez” o fizessem.
Na pesquisa de junho passado, Lula, como candidato, chegava a 39% das intenções de voto entre eleitores com ensino fundamental completo. Agora, atinge 49%. Entre eleitores de baixa renda (até 2 salários mínimos por mês), Lula também chegava a 39% de preferência em junho, obtendo agora até 46%. Os índices variam segundo a composição da cartela.(247).

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“Folha” estimula justiça da barbárie contra Lula


É intolerável, no presente estágio da civilização, a "Folha" perguntar numa pesquisa de opinião pública se o entrevistado quer que Lula seja preso.
Já sabemos que o dono da "Folha" não simpatiza com ele desde o dia em que se retirou de um almoço polêmico na sede do jornal, mas assim já é demais.
Trata-se de perigosa incitação a fazer justiça com as próprias mãos que um meio de comunicação responsável jamais deveria fazer, especialmente nesse momento conturbado, a não ser que sua linha editorial defenda a volta à barbárie.
Deixar subentendido que os cidadãos têm o direito de colocar na cadeia quem quiserem desvirtua completamente o sentido da democracia.
E coloca o tacape em mãos que não sabem, não podem e não devem manejá-lo.
Primeiro, o cidadão recebe salvo conduto para prender; depois, poderá exigir outro, para matar.
Em meio a tanto ódio, o jornal atuou para acirrá-lo ainda mais.
O papel de julgar e prender cabe ao Poder Judiciário – por mais defeitos que tenha - não ao cidadão comum, que não tem acesso aos meandros e trâmites dos processos para avaliá-los como se faz necessário.
A voz do povo pode ser a voz de Deus, mas não é a voz do juiz. (247).

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Lula, no Rio, no grito contra a privataria

Ricardo Stuckert

Nesta semana que hoje começa o Rio será o cenário de um grito forte dos setores nacionalistas contra a fúria privatizante do governo de Michel Temer, com três manifestações que devem reunir mais de 15 mil pessoas e contarão com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-chanceler Celso Amorim, da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, do senador Roberto Requião e do deputado Patrus Ananias, entre outros parlamentares. Será a mais forte mobilização realizada até agora contra a venda do patrimônio nacional com o objetivo estúpido de arrecadar dinheiro para tapar o rombo fiscal, a exemplo do que será feito com os recursos obtidos com a venda das usinas da Cemig. Será a primeira participação de Lula num ato de massas depois que alcançou os 35% de preferência na pesquisa Datafolha divulgada neste domingo.
Na segunda-feira, dia 2, às 14 horas,   no Clube de Engenharia,  haverá o ato de lançamento da Frente em Defesa da Soberania Nacional, coordenada no plano parlamentar  por Requião (PMDB-PR)  e Patrus Ananias  (PT-MG).  A  Frente reúne parlamentares de diferentes partidos e transborda para além do Congresso, reunindo empresários e personalidades da sociedade civil.  Requião e Patrus lançaram advertências aos embaixadores estrangeiros no sentido de que toda as privatizações conduzidas pelo governo ilegítimo de Temer poderão ser revistas pelo próximo presidente eleito pelo voto direto.  O ex-presidente Lula acaba de propor a convocação de uma Constituinte exclusiva para rever todas as medidas que Temer vem tomando contra o patrimônio nacional e as conquistas sociais e civilizatórias da sociedade brasileira.
Ainda na segunda-feira, no fina da tarde,  haverá o Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, que luta contra a privatização do setor elétrico.  Será um grande ato no Terreirão do Samba, ao lado do Sambódromo.  Coma venda das usinas da Cemig, cresce o movimento contra a privatização da Eletrobrás, que nesta quarta-feira foi criticada no Senado até por integrantes da base governista.
A mobilização culmina, na terça-feira, dia 3,  com grande passeata que está sendo organizada pela Frente Brasil Popular, que congrega diversos movimentos sociais. A passeada descerá a Avenida Rio Branco e depois se deslocará para a região da Avenida Chile, Esplanada onde ficam os edifícios-sede da Petrobrás e do BNDES.
Com este primeiro grito contra a privataria temerária de Temer, a mobilização nacionalista deve se ampliar, impedindo que novos ativos sejam leiloados a toque de caixa, como aconteceu com as usinas da Cemig.  (247).

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Justiça decide a favor de Raul Henry e Jarbas em caso sobre FBC


Em decisão liminar, foi suspenso nesta segunda-feira (02) o processo de dissolução da executiva do PMDB em Pernambuco. A ação foi uma resposta à articulação do presidente nacional da legenda, Romero Jucá, para entregar o comando da sigla no Estado ao senador Fernando Bezerra Coelho, filiado no mês passado com essa promessa. O atual presidente estadual, Raul Henry, afilhado político do deputado Jarbas Vasconcelos, foi reeleito para o cargo em julho deste ano.
O processo na executiva nacional foi aberto no último dia 13 e é relatado por Baleia Rossi (SP).
Dissidente do PSB, Fernando Bezerra Coelho chegou a negociar por dois meses com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), a ida para o Democratas. Mas, com a possibilidade de receber o comando, escolheu o PMDB, partido em que virou vice-líder no Senado também.
O objetivo de FBC é de levar a sigla, que hoje é a principal aliada do governador Paulo Câmara (PSB), para a oposição. O senador foi o primeiro a falar publicamente na frente política contrária aos socialistas que está formando com o colega de bancada Armando Monteiro Neto (PTB) e os ministros Bruno Araújo (Cidades), do PSDB, e Mendonça Filho (Educação), do DEM.
Apontado por Jucá como possível candidato ao Governo de Pernambuco pelo PMDB, por uma articulação para que o partido tenha candidato à presidência em 2022, Fernando Bezerra Coelho fala em lançar o filho dele, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, para a disputa contra Paulo Câmara. (Via: Blog do Jamildo).

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O FIM DA LAVA JATO ESTÁ PRÓXIMO, DIZ MORO

Ag. Senado | Reuters

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O juiz federal Sérgio Moro disse nesta segunda-feira que os trabalhos da operação Lava Jato em Curitiba estão perto do fim e, ao mesmo tempo, considerou difícil prever qual será seu futuro após sua atuação na operação e voltou a afastar a possibilidade de ser candidato à Presidência da República.

"A operação Lava Jato em Curitiba está, possivelmente, chegando ao fim", disse Moro em São Paulo após receber um prêmio da Universidade Notre Dame, dos Estados Unidos, por sua atuação como juiz responsável pelos casos da Lava Jato em primeira instância na capital paranaense.
"Ainda existem investigações relevantes em andamento, mas uma grande parte do trabalho já foi feito", acrescentou.
Moro reconheceu que está "um pouco cansado" por conta do grande volume de trabalho com a Lava Jato, mas afirmou ao mesmo tempo que não prevê, neste momento, a possibilidade de deixar o comando da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato. Ele também se declarou um juiz profissional e afastou a possibilidade de migrar da magistratura para a política.
"Não existe nenhuma expectativa", disse Moro sobre a possibilidade de buscar um cargo eletivo no ano que vem.
"Pesquisas que incluem o meu nome estão perdendo tempo, porque não vai acontecer. Isso é simples assim", garantiu.
Moro aparece em pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial do ano que vem, como no levantamento do Datafolha divulgado no fim de semana.
O magistrado lembrou que existem casos ligados à Lava Jato tramitando nas varas federais de outras cidades, assim como no Supremo Tribunal Federal.
Para Moro, os brasileiros têm a expectativa de que o STF julgue os políticos com prerrogativa de foro citados na Lava Jato da mesma forma e com a mesma correção que julgou em 2012 o mensalão do PT. Naquela ocasião, a maioria dos políticos foram condenados pelos ministros da corte.
Moro também elogiou as decisões do Supremo que acabaram com a doação empresarial para campanhas eleitorais e que permitiu a prisão ap[os condenação em segunda instância, que ele apontou como especialmente importante para o combate à corrupção.
"O Supremo deve ter a percepção da relevância da manutenção desse precedente para o enfrentamento dessa corrupção sistêmica", disse Moro.(247).


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...