domingo, 23 de julho de 2017

‘LAVA JATO FEZ CAMPANHA CONTRA DILMA E AGORA ATACA LULA’

Lula Marques/Agência PT | Paulo Pinto/Agência PT


Sindicalista Emanuel Cancella diz que a Operação Lava Jato, além de contribuir para a destruição da Petrobras, atacou Dilma Rousseff e agora visa atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para rifá-lo da disputa pela presidência da República em 2018
"A Lava Jato foi criada a partir da CPI da Petrobrás e fez um trabalho profícuo quando prendeu diretores e gerentes da companhia e confiscou bens, claro que só na gestão do PT, na Petrobrás. Tudo leva a crer que houve uma orquestração para derrubar a presidente e desmoralizar a Petrobrás, pois eram vazamentos diários com factoides envolvendo a presidenta e diminuindo a Empresa, ficando o caminho livre para os gringos levarem nosso ouro negro", afirma.
 
De acordo com o sindicalista, "agora a Lava Jato se dedica exclusivamente e tentar prender sem provas, ou pelo ao menos tornar inelegível, o ex-presidente Luís Inácio da Silva". "A Lava Jato engana a sociedade dizendo que combate a corrupção, na verdade está fazendo política contra os representantes do povo. O PT é só a bola da vez, se outro partido de esquerda estivesse bem nas pesquisas a Lava Jato também o atacaria e inventaria crimes", disse.
 
Cancella afirma que, "assim como a Lava Jato tem apoio da mídia, do MPF e do STF, Hitler também tinha apoio da ampla maioria dos alemães e de grande parte do mundo, tanto que a burguesia francesa fez festa quando os alemães invadiram a França".
 
"Qualquer semelhança entre os tribunais nazistas e a Lava Jato não é mera semelhança, haja vista que, nos tribunais nazistas, para ser condenado, bastava ser judeu, cigano ou negro. Na Lava Jato, todo petista é suspeito e, para ser condenado e preso, não há necessidade de qualquer prova", continua. "Assim como o tribunal nazista de Nuremberg, a Lava Jato irá para o lixo da história; porém; até serem desmascarados, os nazistas fizeram milhões de vítimas. Quantas vítimas ainda irá fazer a Lava Jato?", questionou.   
 
Leia a íntegra da análise:
 
O argumento máximo que ouço dos golpistas, da alta cúpula e da base, é de que a Lava Jato é importante porque prende pessoas poderosas. Quer dizer que prender pessoas poderosas sem provas, por convicção ou pelo domínio dos fatos, é justiça?
 
Assim como a Lava Jato tem apoio da mídia, do MPF e do STF, Hitler também tinha apoio da ampla maioria dos alemães e de grande parte do mundo, tanto que a burguesia francesa fez festa quando os alemães invadiram a França. Qualquer semelhança entre os tribunais nazistas e a Lava Jato não é mera semelhança, haja vista que, nos tribunais nazistas, para ser condenado, bastava ser judeu, cigano ou negro. Na Lava Jato, todo petista é suspeito e, para ser condenado e preso, não há necessidade de qualquer prova.
 
A Lava Jato foi criada a partir da CPI da Petrobrás e fez um trabalho profícuo quando prendeu diretores e gerentes da companhia e confiscou bens, claro que só na gestão do PT, na Petrobrás.
 
Tudo leva a crer que houve uma orquestração para derrubar a presidente e desmoralizar a Petrobrás, pois eram vazamentos diários com factoides envolvendo a presidenta e diminuindo a Empresa, ficando o caminho livre para os gringos levarem nosso ouro negro.
 
Tanto que, depois da saída de Dilma do governo, a Lava Jato parou seus trabalhos na Petrobrás. Foi nomeado então, pelo golpista Michel Temer, o tucano Pedro lalau Parente que entrega a Petrobrás aos gringos, tudo ao arrepio da lei, pois “vende” sem licitação, para quem quer e pelo preço que ele mesmo determina, bens valiosíssimos, tais como:
 
- Campos de Carcará do pré-sal;
- Petroquímica;
- Usinas de biocombustíveis;
- Fábricas de Fertilizantes;
- O os dutos mais importantes, lucrativos e estratégicos da companhia, como o do sudeste- NTS.
 
Agora Lalau tem inclusive o aval da Conselho de Administração para vender a BR.
 
Com essa política de entreguismo de Lalau, só vai restar a área de exploração e produção na Petrobrás, pasmem, Lalau ainda contratou para essa área a petroleira considerada a mais corrupta do mundo, a francesa Total. Lalau finge esquecer que, nessa área, a Petrobrás já conquistou pela 3ª vez o “Oscar” da indústria do petróleo.
 
Enquanto isso, agora a Lava Jato se dedica exclusivamente e tentar prender sem provas, ou pelo ao menos tornar inelegível, o ex-presidente Luís Inácio da Silva.
 
Tudo na Lava Jato busca o estrelismo, aliás, a operação vai virar até filme, a partir de setembro: Operação Lava Jato – Policia Federal: A lei é para todos. Claro: Menos para os tucanos!   
 
A Lava Jato engana a sociedade dizendo que combate a corrupção, na verdade está fazendo política contra os representantes do povo. O PT é só a bola da vez, se outro partido de esquerda estivesse bem nas pesquisas a Lava Jato também o atacaria e inventaria crimes.
 
Nesse uso da justiça para fazer política para os donos do capital, a Lava Jato fez campanha para o senador tucano, Aécio Neves, e não foi só o blog dos delegados da Lava Jato que chamou Lula e Dilma de “anta”.
 
Veio também da Lava Jato, nas vésperas da eleição, a notícia vazada com a farsa de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás, logo virando matéria de capa da Veja e chamada principal do Jornal Nacional da Globo, mesmo já sendo proibida pelo TSE. O próprio advogado do pseudo-delator desmentiu tudo, mas só depois da eleição. Dilma ganhou a eleição mesmo assim, entretanto a Lava Jato e Globo continuaram em campanha, então para  derrubá-la.
 
É bom lembrar que, na Petrobrás, funcionário de carreira além de fazer concurso público, tem investigação social e ficha suja lá não entra. Pedro lalau Parente não é funcionário de carreira, talvez por isso, mesmo sendo réu por venda criminosa de ativos, desde a época de FHC, tenha sido indicado.
 
Lalau, assumiu o posto máximo na empresa indicado por um golpista Michel Temer e, sem nenhum constrangimento, e com o conluio da Lava Jato, cuja principal função seria  investigar a Petrobrás, continua a fazer a festa dos gringos e a derrocada do Brasil.
 
Assim como o tribunal nazista de Nuremberg, a Lava Jato irá para o lixo da história; porém; até serem desmascarados, os nazistas fizeram milhões de vítimas. Quantas vítimas ainda irá fazer a Lava Jato? (247).




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JOESLEY DIZ TER RENASCIDO APÓS DELATAR TEMER E AÉCIO


O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, define como 'o dia do seu renascimento" a data de 17 de maio de 2017, dia em que "vazou para a imprensa o conteúdo do acordo de colaboração premiada que havíamos assinado com a Procuradoria-Geral da República". "Confesso que minha reação foi de medo, preocupação e angústia", diz ele.
Em artigo publicado na Folha de S.Paulo neste domingo 23, Joesley faz um relato dos 67 dias e noites após ter feito acordo de delação premiada, em que entregou, no âmbito da Lava Jato, Michel Temer, Aécio Neves e diversos outros políticos no esquema de corrupção do qual participava a JBS e pelo qual terá de pagar uma multa de R$ 10,3 bilhões.
"Senti-me um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país", escreve. Ele rebate o que chama de "mentiras e folclores em série" divulgados contra ele na imprensa e chama de "completo absurdo" a exibição na TV de imagens de sua família deixando o País, "como se estivéssemos fugindo".
Leia abaixo:
67 dias e 67 noites de uma delação
Dezessete de maio de 2017, aniversário de 12 anos de um dos meus filhos -que deixaria a escola e sairia do país a meu pedido-, foi também o dia do meu renascimento. Senti-me um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país.
Em vez de comemorar seu aniversário, minha filha juntou-se a milhões de brasileiros que tomavam conhecimento de episódios de embrulhar o estômago. Naquele dia vazou para a imprensa o conteúdo do acordo de colaboração premiada que havíamos assinado com a Procuradoria-Geral da República. Confesso que minha reação foi de medo, preocupação e angústia.
Afinal, uma semana antes estivera em audiência no Supremo Tribunal Federal para cumprir os ritos necessários à homologação do acordo. Era essa a notícia que eu estava ansiosamente aguardando, não a do súbito vazamento.
Desde então, vivo num turbilhão para o qual são arrastadas minha família, meus amigos e funcionários.
Imagens minhas e da minha família embarcando num avião, tiradas do circuito interno do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foram exibidas na TV, como se estivéssemos fugindo. Um completo absurdo.
Políticos, que até então se beneficiavam dos recursos da J&F para suas campanhas eleitorais, passaram a me criticar, lançando mão de mentiras. Disseram, por exemplo, que, depois da delação, eu estaria flanando livre e solto pela Quinta Avenida, quando, na verdade, nem em Nova York eu estava.
Para proteger a integridade física da minha família, decidi ir para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, longe da curiosidade alheia. Nessa altura, porém, eu já havia sido transformado no inimigo público número um, e nada do que eu falasse mereceria crédito.
Minha exata localização nem seria assim tão relevante, a não ser por revelar uma estrutura armada com o objetivo de transformar a realidade complexa, plena de nuances, num maniqueísmo primário, em que eu deveria ser o mal para que outros pudessem ser o bem.
Mentiras foram alardeadas em série. Mentiram que durante esse período eu teria jantado no luxuoso restaurante Nello, em Nova York; mentiram que eu teria viajado para Mônaco a fim de assistir ao GP de Fórmula 1; mentiram que eu teria fugido com meu barco.
A lista das inverdades não parou por aí. Mentiram que eu estaria protegendo o ex-presidente Lula; mentiram que eu seria o responsável pelo vazamento do áudio para imprensa para ganhar milhões com especulações financeiras; mentiram que eu teria editado as gravações.
Por fim, a maior das mistificações: eu teria estragado a recuperação da economia brasileira, como se ela fosse frágil a ponto de ter que baixar a cabeça para políticos corruptos.
De uma hora para outra, passei de maior produtor de proteína animal do mundo, de presidente do maior grupo empresarial privado brasileiro, a "notório falastrão", "bandido confesso", "sujeito bisonho" e tantas outras expressões desrespeitosas.
Venderam uma imagem perfeita: "Empresário irresponsável e aproveitador toca fogo no país, rouba milhões e vai curtir a vida no exterior".
A única verdade que sei é que, desde aquele 17 de maio, estou focado na segurança de minha família e na saúde financeira das empresas, para continuar garantindo os 270 mil empregos que elas geram.
Por isso, demos início a um agressivo plano de desinvestimento que tem tido considerável êxito, o que demonstra a qualidade da equipe e das empresas que administramos.
De volta a São Paulo, onde moro com minha mulher e meus filhos, vejo na imprensa políticos me achincalhando no mesmo discurso em que tentam barrar o que chamam de "abuso de autoridade".
Eles estão em modo de negação. Não os julgo. Sei o que é isso. Antes de me decidir pela colaboração premiada, eu também fazia o mesmo. Achava que estava convencendo os outros, mas na realidade enganava a mim mesmo, traía a minha história, não honrava o passado de trabalho da minha família.
Poucos mencionam a multa de R$ 10,3 bilhões que pagaremos, como resultante do nosso acordo de leniência. Essa obrigação servirá para que nossas próximas gerações jamais se esqueçam dessa lição do que não fazer.
Não tenho dúvida de que esse acordo pagará com sobra possíveis danos à sociedade brasileira.

Hoje, depois de 67 dias e 67 noites da divulgação da delação, resolvi escrever este artigo, não para me vitimar -o que jamais fiz-, mas para acabar com mentiras e folclores e dizer que sou feito de carne e osso. E entregar ao tempo a missão de revelar a razão.
JOESLEY MENDONÇA BATISTA, empresário, é dono do grupo J&F (247).

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TJPE abre concurso com 109 vagas e salários de até R$ 5,5 mil nesta segunda

Sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco, no Recife
Sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco, no RecifeFoto: Gabi Albuquerque/Arquivo Folha



Serão abertas, nesta segunda-feira (24), as inscrições para o concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O procedimento poderá ser feito até o próximo dia 24 de agosto, com taxa de R$ 55 para técnicos de nível médio (60 vagas) e R$ 63 para analistas de nível superior (49). Ao todo, serão ofertadas 109 vagas distribuídas em 15 polos do Estado. Os vencimentos variam de R$ 4.222,45 (médio) a R$ 5.502,12 (superior). Outras informações podem ser achadas no edital.
Previstas para 15 de outubro, as provas objetiva de múltipla escolha e discursiva para os cargos de técnico judiciário e oficial de justiça serão realizadas em turno distinto às do cargo de analista judiciário. A duração será de quatro horas. Por se tratar de certame regionalizado, a prova deverá ser realizada no polo onde o candidato estiver concorrendo à vaga.
A prova objetiva de múltipla escolha terá 50 questões com caráter eliminatório e classificatório. Serão 25 questões de conhecimentos gerais – língua portuguesa, raciocínio lógico e legislação – e 25 de conhecimentos específicos de acordo com cada área. Será considerado aprovado na objetiva o candidato que alcançar no mínimo metade do total de pontos da prova, sem zerar nenhuma das disciplinas. Com relação às discursivas, serão corrigidos os textos até a classificação correspondente a cem vezes o número de vagas por cargo/função/polo. O candidato que não obtiver 60% do total de pontos será eliminado.
edital prevê funções para quem possui diplomas de ensino médio e médio técnico em Informática, Rede de Computadores, Manutenção e Suporte em Informática, Sistemas de Computação, Telecomunicações ou Sistema de Transmissão. Para ensino superior, em áreas diversas e nas especificas de Direito, Serviço Social, Pedagogia, Psicologia, Contabilidade, Informática e engenharias Física ou Mecânica com pós-graduação na área de Informática. 
Cinco por cento das vagas serão destinadas a pessoas com deficiência e 20% para negros. A isenção da taxa de inscrição poderá ser solicitada entre segunda e quarta-feira (26), no site www.ibfc.org.br. (Folhape).

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Substância da picada da formiga é transformada em combustível para ônibus

Formigas lutando
Formigas usam o ácido para se defender


Um grupo de estudantes na Holanda desenvolveu uma forma de armazenar energia que pode ser mais barata, mais prática e mais sustentável que os combustíveis renováveis existentes.
O ácido fórmico, encontrado na natureza em formigas e outros insetos, que o usam em suas picadas. Ou por plantas como a urtiga.
"Criamos o primeiro ônibus no mundo que usa o ácido fórmico como combustível - uma solução muito mais barata do que o hidrogênio gasoso e que traz os mesmos benefícios ambientais", afirmou Lucas van Cappellen, da Team Fast, empresa derivada da Universidade de Tecnologia de Eindhoven.
"Estamos construindo um novo futuro".(BBC).

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‘TEMER VIOLENTA DIREITOS INDÍGENAS PARA TENTAR SE SALVAR DE JULGAMENTO’



A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), junto com outras entidade de apoio aos nativos, publicou uma nota batendo duro em Michel Temer, que "aprovou e mandou publicar no Diário Oficial da União o parecer 001/2017 da Advocacia-Geral da União (AGU), que obriga a administração pública federal a aplicar, a todas as Terras Indígenas do país, condicionantes que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu, em 2009, quando reconheceu a constitucionalidade da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima".
De acordo com o texto, "o parecer simula atender uma orientação do STF, mas, na verdade, os ministros da corte já se manifestaram pela não obrigatoriedade da aplicação daquelas condicionantes a outros processos de demarcação"
"A aplicação daquelas condicionantes a outras situações resulta em graves restrições aos direitos dos povos indígenas. Por exemplo, a autorização que o STF deu para a eventual instalação de infraestrutura para a defesa nacional naquela terra indígena de fronteira poderá, com o parecer da AGU, ser aplicada em qualquer outra região para desobrigar governos, concessionárias e empreiteiras a consultar previamente os povos indígenas, na abertura de estradas, instalação de hidrelétricas, linhas de transmissão de energia ou quaisquer outros empreendimentos que poderão impactar as Terras Indígenas", diz a nota.
"O parecer aprovado por Temer foi anunciado previamente pelo deputado federal ruralista Luis Carlos Heinze (PP-RS) pouco antes da votação na Câmara do pedido de autorização para que o STF julgue o presidente por corrupção passiva, deixando claro que os direitos dos povos indígenas estão sendo rifados em troca dos votos ruralistas para manter Temer no poder", acrescenta.
Confira a íntegra do texto:
O presidente Michel Temer aprovou e mandou publicar no Diário Oficial da União o parecer 001/2017 da Advocacia-Geral da União (AGU), que obriga a administração pública federal a aplicar, a todas as Terras Indígenas do país, condicionantes que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu, em 2009, quando reconheceu a constitucionalidade da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O parecer simula atender uma orientação do STF, mas, na verdade, os ministros da corte já se manifestaram pela não obrigatoriedade da aplicação daquelas condicionantes a outros processos de demarcação.Importante lembrar que, em 2010, quando a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou proposta de súmula vinculante sobre o tema, o STF rejeitou o pedido por entender que não seria possível editar uma súmula sobre um tema no qual ainda não havia reiteradas decisões que pudessem demonstrar a consolidação de entendimento sobre o assunto.
A aplicação daquelas condicionantes a outras situações resulta em graves restrições aos direitos dos povos indígenas. Por exemplo, a autorização que o STF deu para a eventual instalação de infraestrutura para a defesa nacional naquela terra indígena de fronteira poderá, com o parecer da AGU, ser aplicada em qualquer outra região para desobrigar governos, concessionárias e empreiteiras a consultar previamente os povos indígenas, na abertura de estradas, instalação de hidrelétricas, linhas de transmissão de energia ou quaisquer outros empreendimentos que poderão impactar as Terras Indígenas.
O parecer pretende institucionalizar e pautar as decisões do STF sobre a tese do “marco temporal”, que restringe o direito às terras que não estivessem ocupadas pelos povos indígenas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Isso representa uma ampla anistia à remoção forçada de comunidades indígenas praticadas durante a ditadura militar. Decisões do próprio STF rejeitaram mandados de segurança contra demarcações fundamentados nessa tese. O parecer da AGU toma partido numa discussão que ainda está em curso na Suprema Corte para impor restrições administrativas às demarcações de Terras Indígenas e ao usufruto exclusivo dos povos indígenas sobre os recursos naturais dessas áreas.
O parecer aprovado por Temer foi anunciado previamente pelo deputado federal ruralista Luis Carlos Heinze (PP-RS) pouco antes da votação na Câmara do pedido de autorização para que o STF julgue o presidente por corrupção passiva, deixando claro que os direitos dos povos indígenas estão sendo rifados em troca dos votos ruralistas para manter Temer no poder. Heinze é o mesmo parlamentar que, em 2013, afirmou publicamente que índios, quilombolas e gays são “tudo o que não presta”.
As organizações signatárias manifestam o seu veemente repúdio ao parecer 001/2017 da AGU, que será denunciado em todos fóruns e instâncias competentes. Temos consciência dos inúmeros danos que estão sendo causados ao país e a todos os brasileiros na “bacia das almas” desse governo, mas pedimos o apoio dos demais movimentos sociais e da sociedade em geral contra mais esta violência.
Solicitamos ao Ministério Público Federal (MPF) que requeira a suspensão dos efeitos do parecer da AGU, cujas proposições são consideradas inconstitucionais por juristas de renome. Solicitamos, ainda, que o STF ponha fim à manipulação das suas decisões pelo atual governo, a qual tem o objetivo de desobrigar o reconhecimento do direito constitucional dos povos indígenas sobre suas terras e impor restrições aos outros direitos desses povos.(247).
Assinam:
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)
Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME)
Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE)
Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL)
Grande Assembléia do Povo Guarani (ATY GUASU)
Comissão Guarani Yvyrupa
Conselho do Povo Terena
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)
Articulação dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP)
Associação Agroextrativista Puyanawa Barão e Ipiranga (AAPBI)
Associação Apiwtxa Ashaninka
Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC)
Associação do Povo Arara do Igarapé Humaitá (APAIH)
Associação dos Povos Indígenas do Rio Envira (OPIRE)
Associação dos Produtores Kaxinawa da Aldeia Paroá (APROKAP)
Associação dos Produtores Kaxinawá da Praia do Carapanã (ASKPA)
Associação Indígena Katxuyana, Kahiana e Tunayana (Aikatuk)
Associação Indígena Nukini (AIN)
Associação Nacional de Ação Indigenista-Bahia (Anai-Bahia)
Associação Sociocultural Yawanawa (ASCY)
Associação Terra Indígena Xingu (ATIX)
Associação Wyty-Catë dos povos Timbira do MA e TO (Wyty-Catë)
Amazon Watch
Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza
Centro de Trabalho Indigenista (CTI)
Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP)
Comissão Pró-índio do Acre (CPI-Acre)
Conselho das Aldeias Wajãpi (APINA)
Conselho Indígena de Roraima (CIR)
Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs
Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN)
Federação dos Povos Indígenas do Pará
Federação das Organizações e Comunidades Indígenas de Médio Purus (Focimp)
FIAN Brasil
Greenpeace
Hutukara Associação Yanomami (HAY)
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase)
International Rivers Brasil
Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)
Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepe)
Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN)
Instituto Socioambiental (ISA)
Rede de Cooperação Amazônica (RCA)
Operação Amazônia Nativa (Opan)
Organização dos Agricultores Kaxinawá da Colônia 27 (OAKTI)
Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Pauini (Opiaj)
Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ)
Organização dos Professores Indígenas do Acre (OPIAC)
Organização dos Povos Indígenas Apurina e Jamamadi de Boca do Acre Amazonas (Opiajbam)
Organização Geral Mayuruna (OGM)
Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil
Terra de Direitos
Uma Gota no Oceano


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JOSÉ DE ABREU DIZ ESTAR DE “LUTO PELA MORTE” DO PAÍS



O ator José de Abreu criticou o governo de Michel Temer. "Estou de luto pela morte do meu país", escreveu ele em sua conta no Twitter. "Não é verdade que 'vou sair do país se Lula for preso' porque não se pode abandonar o que não se tem", acrescentou ele.
Última pesquisa Datafolha apontou que Lula disparou em todos os cenários, alcançando números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno. 
De acordo com o mesmo levantamento, o PT é o favorito de 18% da população, na maior popularidade desde a segunda posse de Dilma, em 2015. PSDB e o PMDB, que selaram uma aliança para assaltar o Poder, aparecem empatados em segundo lugar, com apenas 5% de preferência da população. (247).



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JOSÉ DE ABREU DIZ ESTAR DE “LUTO PELA MORTE” DO PAÍS


O ator José de Abreu criticou o governo de Michel Temer. "Estou de luto pela morte do meu país", escreveu ele em sua conta no Twitter. "Não é verdade que 'vou sair do país se Lula for preso' porque não se pode abandonar o que não se tem", acrescentou ele.
Última pesquisa Datafolha apontou que Lula disparou em todos os cenários, alcançando números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno. 
De acordo com o mesmo levantamento, o PT é o favorito de 18% da população, na maior popularidade desde a segunda posse de Dilma, em 2015. PSDB e o PMDB, que selaram uma aliança para assaltar o Poder, aparecem empatados em segundo lugar, com apenas 5% de preferência da população. (247).



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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...