domingo, 4 de fevereiro de 2024

'Abin paralela é o caso que atinge mais diretamente o Bolsonaro', diz Eduardo Guimarães

 “É muita prova para um criminoso só”, afirmou o jornalista



(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | REUTERS/Mariana Greif | Antonio Cruz/Agência Brasil )


O jornalista Eduardo Guimarães apontou como as provas da ligação entre Jair Bolsonaro (PL) e o caso de espionagem ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante seu governo são evidentes e graves: "não há muito o que fazer. É o caso que atinge o Bolsonaro mais na veia, porque as provas são muito contundentes", afirmou Guimarães.

Em entrevista à TV 247, o jornalista disse que a investigação revelou ações destinadas a proteger os filhos de Bolsonaro e, de maneira mais preocupante, a prejudicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), enfatizando a seriedade das alegações enquanto considera este o caso mais substancial até o momento contra Bolsonaro.

“O que se detectou na Abin foi um esquema a serviço do Bolsonaro. Existe um vídeo em que o Bolsonaro produz prova contra si dizendo que ele tinha um sistema próprio, particular, de informação na Abin. Mais provado é impossível. (...) Eu fico me perguntando se alguma vez na vida vi um criminoso com tantas provas contra si. É muita prova para um criminoso só”, concluiu. - 247.


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Rússia pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre ataques dos EUA ao Iraque e à Síria

O governo russo criticou a "natureza agressiva da política dos Estados Unidos no Médio Oriente e o total desrespeito de Washington pelo direito internacional"

Maria Zakharova, porta-voz da chancelaria russa (Foto: TASS)

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, informou neste sábado (3) que o governo russo pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os ataques dos EUA ao Iraque e à Síria - pelo menos 40 pessoas morreram. A informação foi publicada pela agência de notícias estatal russa TASS. 

Segundo a porta-voz, os ataques aéreos americanos "demonstraram mais uma vez ao mundo a natureza agressiva da política dos EUA no Médio Oriente e o total desrespeito de Washington pelo direito internacional".

Uma reunião do Conselho de Segurança da ONU relacionada com os ataques dos EUA está marcada para 5 de fevereiro, informou a TASS. A ONU ainda não publicou informações detalhadas para confirmar a sessão de emergência.

Em comunicado, o Hezbollah, grupo islâmico do Líbano apoiado pelo Irã, criticou a "flagrante agressão americana contra o Iraque e a Síria" e disse que a inicativa dos norte-americanos contribuiu para a desestabilização em uma parte do Oriente Médio. 

Outro grupo islâmico, o Hamas, da Faixa de Gaza, classificou as investidas áreas dos EUA como um ato de "agressão" e disse que representantes do governo americano agiram em "violação da soberania dos dois países árabes". - 247.



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Por que procuradores, outros agentes públicos e jornalistas viúvos da Lava Jato tremem ante decisões de Toffoli

É mentira que a suspensão do acordo da J&F “não tem nada a ver” com a mesma decisão concedida à Odebrecht. Tudo saiu da usina de factóides vazados da PGR

O ministro do STF Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)


Sob o número 1.00.002.00050/2020-73, um inquérito administrativo disciplinar instaurado pela ex-procuradora-geral interina Elizeta Maria de Paiva Ramos, em 21 de julho de 2020, quando era corregedora-geral do Ministério Público Federal, é o motor de tantos comentários derrogatórios, eivados de aleivosias, e dos inúmeros textos verborragicamente ensandecidos e factualmente desprovidos de provas ou nexos que têm tido por alvo e vítima central o ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, desde que ele proferiu as decisões de suspender os acordos de leniência com a J&F (holding da JBS) e a Odebrecht (hoje, Novonor).

Qual senha numérica capaz de abrir um portal que dá acesso ao outrora mundo encantado da “Fantástica Fábrica de Delações Premiadas e Vazamentos Coreografados e Dirigidos” aos que cruzam seu umbral, o código 1.00.002.00050/2020-73 permite a quem lê o papelório produzido pelas investigações daquele inquérito administrativo vislumbrar no esplendor de seu funcionamento o açougue onde foram assassinadas inúmeras reputações de pessoas físicas e jurídicas e esquartejadas corporações privadas. 

Lançando mão do mesmo modus operandi, procuradores que deviam ser “da República”, lotados em Curitiba, ou no Distrito Federal, ou em São Paulo, ou no Rio de Janeiro, pinçavam trechos de investigações apartados das devidas e necessárias explicações dos advogados de defesa (ou antes que as defesas judiciais dos acusados se manifestassem) e vazavam para um seleto grupo de jornalistas dos mais variados veículos - O Globo, TV Globo, CNN, Folha de S Paulo, uol, O Estado de S Paulo, revista Piauí, revista digital Crusoé, site Vortex.com - explicitando sempre onde se queria chegar na detração dos personagens.

Os ministros do STF Dias Toffoli e Gilmar Mendes, os ex-procuradores-gerais da República Raquel Dodge e Augusto Aras, inúmeros políticos de partidos diversos, desde Rodrigo Maia (à época no DEM e União Brasil) até o atual presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva (ambos do PT), e as corporações J&F, Odebrecht, OAS, Camargo Correa, entre outras, além dos empresários Leo Pinheiro (ex-presidente da OAS) e Jacob Barata Filho (do setor de transporte de passageiros no Rio de Janeiro) e a Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Rio (Fetranspor) foram alvos preferenciais dos ardis de direcionamento e vazamento de informações praticados como um sistema de correias fechadas que funcionavam como polias: gerava-se “notícia” para favorecer investigações capengas e, a partir da notícia gerada com escândalo e de forma tonitruante, fiapos de “provas” colhidas das “reportagens” movimentavam as engrenagens e moíam reputações e corporações.

Devastadas pela engenhoca que funcionou de forma exemplar a partir da “República de Curitiba”, no curso da ascensão da Lava Jato, corporações que não estavam dentro das investigações lavajatistas - como, inicialmente, a J&F e as empresas de ônibus do Rio reunidas na Fetranspor - viram-se enredadas no complexo maquinário de retroalimentação de denúncias formatado a partir do Paraná e por dentro do Ministério Público Federal por procuradores, pelo ex-juiz Sérgio Moro, por delegados e agentes da Polícia Federal e por jornalistas - repórteres, colunistas, âncoras. Para desligar a chave do dínamo que os lançou ao inferno, a única saída era ceder às imposições (não eram apelos - eram imposições) de delações premiadas e leniências. Foi assim que se produziu, no período de 2016 a 2019, a coleção de bilionárias delações e leniências agora em processo de revisão a partir da correta decisão do ministro Dias Toffoli. Tais acordos não eram fruto de avanços meritórios da Justiça brasileira na escalada civilizatória das práticas empresariais. Ao contrário, era resultado de processos de chantagens judiciais e policiais promovidas por intermédio do Ministério Público Federal e tendo alguns jornalistas na condição de matadores de aluguel.

Os pilares das leniências bilionárias da J&F e da Odebrecht ruíram. Agora, aquele passado lavajatista, infausto, está sob risco sistêmico e vai desmoronar por inteiro quando o conluio de procuradores com determinados jornalistas dos veículos aqui citados vier à superfície. Destruídas, obrigadas a encolher, a demitir centenas de milhares de pessoas, a rever planos de investimento, essas corporações podem buscar ressarcimento pecuniário não apenas do Estado, mas, também, dos entes privados que tentaram desmontá-los. Reside aí, neste nada sutil e doloroso futuro que aguarda algumas empresas de comunicação e seus intrépidos repórteres, colunistas e opinionistas, a paúra que bate em muita gente agora dedicada a bater sem dó nas decisões do ministro Dias Toffoli. - (Luiz Costa Pinto).

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Internautas não perdoam e "Bolsonaro preso" fica entre os assuntos mais comentados nas redes

Usuários compartilharam imagens da retirada simbólica das grades da Praça dos Três Poderes

Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução Youtube)


Internautas cobraram a prisão de Jair Bolsonaro (PL) e compartilharam nas redes sociais imagens da retirada simbólica das grades da Praça dos Três Poderes em Brasília (DF), invadida no dia 8 de janeiro de 2023 por bolsonaristas que defendiam um golpe de Estado.

Na rede social X, a expressão "Bolsonaro preso" chegou à seção Assuntos do Momento. "Grande dia! Os presidentes dos Três Poderes, Lula, Luís Roberto Barroso e Rodrigo Pacheco, retiram as grades em frente ao STF. As grades tinham sido colocadas após ataques de bandidos golpistas no 8 de janeiro", afirmou um internauta.

Outra pessoa escreveu: "sejamos honestos, a essa altura, com tudo o que sabemos sobre o Jair Bolsonaro, existem dois caminhos possíveis: (1) Bolsonaro preso pelo resto da sua vida ou (2) a desmoralização total do @STF_oficial e, em última instância, de todo o nosso ordenamento jurídico...". - (247).



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No STF, Lula defende regulação das redes sociais no país

 

Presidente propõe criminalizar quem incita violência e as empresas

Valter Campanato/Agência Brasil

Ao participar da abertura do Ano Judiciário de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (1º) a regulação das redes sociais no país, com punição para as empresas proprietárias pelos crimes cometidos nas plataformas sob sua responsabilidade.

“É preciso criminalizar aqueles que incitam a violência nas redes sociais, mas também é necessário responsabilizar as empresas pelos crimes que são cometidos nas suas plataformas, a exemplo da pedofilia, incentivo a massacres nas escolas e estimular a mutilação de adolescentes e crianças”, defendeu em discurso.

Para o presidente, a regulação deve ser feita de maneira democrática, levando em conta os benefícios proporcionados pela tecnologia, bem como o “retrocesso nas conquistas pelas quais tanto lutamos”.

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presente à cerimônia, também mencionou o tema, destacando ser uma pauta comum ao Legislativo e no Judiciário.

 Na Câmara dos Deputados, tramita projeto de lei, conhecido como PL das Fake News, que trata de regras para o funcionamento das redes sociais no país e o combate à divulgação de notícias falsas. O texto foi retirado da pauta de votação após sofrer críticas de parlamentares. - (Por Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Fernando Fraga



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Novo presidente do TRE-PR suspende julgamento de ação contra Moro

Desembargador Sigurd Roberto Bengtsson vai aguardar o presidente Lula nomear o próximo juiz do TRE paranaense

Sergio Moro (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Sigurd Roberto Bengtsson, suspendeu o julgamento do processo contra o senador Sergio Moro (União Brasil) até que o quórum da Corte esteja completo. O anúncio foi feito à imprensa no início a tarde desta quinta-feira (1°) logo após a posse da nova gestão.

Na prática, Sigurd vai aguardar o presidente Lula nomear o próximo juiz do TRE paranaense para só depois incluir na pauta de julgamento a ação contra o ex-juiz da Lava Jato. O novo presidente do TRE afirmou que tomou a decisão de suspender o julgamento, em conversa com o vice-presidente Luiz Osório Moraes Panza, por entender que não haveria tempo hábil.

O início do julgamento de Moro inicialmente estava marcado para 19 de fevereiro, mas ontem (31), o agora ex-presidente Wellington Emanuel Coimbra de Moura, havia antecipado para a próxima quinta-feira (8).

Nos bastidores, a possibilidade de mudança já era comentada justamente pelo prazo exíguo para preenchimento completo do quórum — obrigatoriedade prevista no regimento interno do TRE nos casos de julgamento de ações que possam resultar em perda de mandato.

Desde o dia 27 de janeiro, quando terminou o mandato do juiz Thiago Paiva e dos substitutos José Rodrigo Sade e Roberto Aurichio Junior, o TRE do Paraná esta com o quórum incompleto. Na sessão desta quinta, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a lista com o nome dos trÊs advogados que concorrem à vaga do TRE será apreciada e, se homologada, será encaminhada para o Palácio da Alvorada. Caberá ao presidente Lula, ao tempo que entender necessário, nomear o próximo juiz da Corte Eleitoral do Paraná.

Moro é acusado pelo PT, do presidente Lula, e pelo PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, de prática de caixa 2, abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. Pela similitude das ações, o TRE unificou as duas ações. O ex-juiz da Lava Jato nega categoricamente qualquer irregularidade. - (Blog Politicamente).





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Mulher é vítima de estupro coletivo praticado por policiais militares

 

Secretaria de Segurança instaurou sindicância para apurar o caso



Uma mulher de 33 anos foi vítima de um estupro coletivo cometido por policiais militares no Guarujá, litoral de São Paulo. O caso aconteceu em meados de agosto de 2023 e foi formalmente denunciado pela vítima na primeira quinzena de dezembro.

De acordo com apuração do portal de notícias G1, o caso aconteceu durante uma festa. Ao todo, segundo o site, 12 homens violentaram a mulher, sendo 11 agentes da corporação, após dopá-la. 

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a corporação instaurou sindicância para apurar o caso, enquadrado pelas autoridades como estupro de vulnerável. O estupro de vulnerável é uma classificação que inclui tanto estupro em que a vítima é menor de 14 anos de idade como o praticado contra vítimas que não tenham condições de manifestar resistência ao ato, como é o caso de pessoas embriagadas ou dopadas por substâncias. Ainda segundo a pasta, foram requisitados exames sexológico e médico da vítima. 

A vítima, acrescentou a secretaria, registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da capital paulista. A queixa foi encaminhada à DDM do Guarujá, que dá sequência às providências. "Diante da gravidade da denúncia, a Polícia Militar informa que instaurou uma sindicância para apurar a participação de policiais militares no crime", finaliza em nota encaminhada à Agência Brasil.

O estado de São Paulo alcançou, no ano passado, um número recorde de estupros. Foram 14.504 casos, o maior patamar atingido desde 2001, quando se iniciou a série histórica da SSP. De acordo com o órgão de segurança, do total de casos notificados no ano passado, 11.133 (76,7%) foram praticados contra vulneráveis. 

Como denunciar

Agência Brasil elaborou um guia que orienta mulheres vítimas de violência sexual, patrimonial, física, psicológica e moral a fazer as denúncias dos casos. - (Por Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil - São Paulo).

Edição: Aline Leal



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Amigo de Michelle prevê derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições: ‘ego e vaidade’

  Declarações do maquiador Agustin Fernandez expõem racha no clã Bolsonaro Michelle Bolsonaro e Agustin Fernandez (Foto: Reprodução / Instag...