O presidente do PSB consolidou a aliança com Republicanos, PT e PDT para disputar o governo de Pernambuco
O político escolhido para a chapa com o prefeito é irmão do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). Para as duas vagas do Senado Federal, os nomes indicados são o do senador Humberto Costa (PT) e o da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT).
De acordo com as mesmas fontes, o anúncio oficial da composição da chapa está previsto para acontecer na próxima quinta-feira (19), quando Campos deve formalizar publicamente as alianças construídas nos bastidores. A definição da vice e dos candidatos ao Senado sinaliza o avanço da articulação política do prefeito recifense em direção à disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
O que dizem as pesquisas
O movimento de consolidação da chapa ocorre num momento em que João Campos aparece com folga na dianteira das pesquisas de intenção de voto para o governo estadual. Levantamento do instituto Datafolha, divulgado em 6 de fevereiro, mostrou o prefeito do Recife com 47% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 35% da atual governadora Raquel Lyra (PSD). Na sequência, Eduardo Moura (Novo) aparece com 5% e Ivan Moraes (PSOL) com 1%. Brancos e nulos somaram 10%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
Os números do instituto Real Time Big Data reforçam o favoritismo de Campos. No principal cenário estimulado, o prefeito registra 51% das intenções de voto — maioria absoluta já no primeiro turno. Raquel Lyra aparece na segunda posição, com 31%, seguida por Eduardo Moura (Novo), com 8%, e Ivan Moraes (PSOL), com 3%.
Levantamento realizado pelo instituto Datafolha em parceria com a CBN indica que Marília Arraes e Humberto Costa aparecem à frente na disputa eleitoral em todos os cenários analisados. Ela registrou 36% das intenções de voto no principal cenário estimulado, enquanto Humberto soma 24%, ambos com vantagem sobre os demais candidatos.
No mesmo cenário, Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) aparecem empatados com 18%, seguidos por Armando Monteiro (Podemos), que alcança 12%. Gilson Machado e Anderson Ferreira (PL) têm 11% cada, enquanto Silvio Costa Filho (Republicanos) registra 10%. Nas últimas posições, Jô Cavalcanti (PSOL) soma 3% e Fernando Dueire (MDB) aparece com 2%.
Xadrez político
A escolha de Carlos Costa (Republicanos) como vice sinaliza uma estratégia de ampliação da base aliada de Campos para além do campo progressista. O Republicanos, partido de perfil conservador com forte capilaridade em comunidades religiosas evangélicas, representa um ativo eleitoral relevante para uma candidatura que busca consolidar uma coalizão ampla o suficiente para vencer no primeiro turno.
Já a indicação do senador Humberto Costa (PT) para disputar uma das vagas do Senado reforça o vínculo de Campos com o campo petista — parceria estratégica que conecta a candidatura ao governo estadual ao apoio da base aliada do presidente Lula em Pernambuco.
A inclusão de Marília Arraes (PDT) na chapa senatorial, por sua vez, representa um movimento de reconciliação política relevante: ex-filiada ao PT e prima de Campos, Arraes disputou o governo de Pernambuco em 2022 em campos opostos ao do prefeito recifense, tendo apoiado Raquel Lyra naquele pleito. - 247.