sábado, 3 de fevereiro de 2018

OURIQUES: DILMA DEVERIA TER ROMPIDO RELAÇÕES COM OS EUA APÓS ESPIONAGEM

Brasil247 | Roberto Stuckert Filho/PR

Por Alex Solnik e Leonardo Attuch – Um dos quatro pré-candidatos a presidente da República do PSOL, o economista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina Nildo Ouriques disse na entrevista exclusiva e ao vivo à TV 247, conduzida pelos jornalistas Leonardo Attuch e Alex Solnik que a presidente deposta Dilma Rousseff deveria ter rompido as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, depois da espionagem contra ela e a Petrobras.
“Quando a presidente Dilma foi espionada e a Petrobrás também ela adiou o encontro com Obama. Eu teria ido à televisão e em cadeia nacional diria: houve uma espionagem a uma empresa estratégica que é a Petrobrás e a mim, a maior autoridade do país; portanto, estão suspensas as relações com os Estados Unidos até que eles esclareçam ponto por ponto o que estão fazendo aqui”, disse ele.
Dilma também errou, segundo ele, ao não reagir de forma enérgica ao ser grampeada pelo juiz Sérgio Moro. “Se eu fosse grampeado pelo Moro chamaria o ministro da Justiça e ordenaria para atuar com todo o rigor da lei. Aquilo foi uma violência absurda. É claro que o juiz Moro é um operador político”.
Ouriques também critica o comportamento de Dilma durante o processo movido contra ela. “Dilma tinha que ter convocado o povo contra o impeachment”.
Em vídeos e em palestras pelo país, o professor tem defendido a tese da revolução brasileira, mas explica que isso não quer dizer copiar modelos de revoluções como a soviética ou a cubana. “É impossível importar revoluções” afirma. Na sua concepção, a revolução brasileira começaria depois que ele ganhasse a eleição de presidente da República. Em vez de adotar o modelo de presidencialismo de coalizão, que critica, e de negociações com o Congresso Nacional, ele adotaria referendos populares para grandes decisões que afetam toda a população. “O Congresso vai ter que se haver com o povo”. (247).

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