sábado, 12 de maio de 2018

Tudo pronto para o Caprishow 2018.Festa de Dormentes-PE vai atrair o maior público da história do evento


(C.Geral)
A Prefeitura Municipal de Dormentes-PE  agilizou todos os procedimentos e já sabe de antemão que a  realização da  13ª edição da Caprishow 2018, será  a maior feira  de Caprinos e Ovinos de toda a sua história.
A partir desta segunda-feira(14) até sexta(18) abertura da festa, a Prefeita Josimara Cavalcanti já determinou que todas as equipes do evento, agilizem as pendencias para que tudo possa estar arrumado na quinta-feira(17) véspera do inicio da feira.
O espaço do parque está pronto, limpo e iluminado,  com todas as baias já à disposição dos criadores e expositores. A área do evento, com a montagem de todos os equipamentos, Palco, Som e Luz e Camarotes além dos stands que vão receber várias entidades e empresas  para exposição de produtos e serviços,   estão em andamento e devem estar prontos para  festa até sexta-feira(18) pela manha.
Além da comercialização de animais, a festa deve ampliar a movimentação financeira do comércio local em mais de 60% da sua normalidade, gerando renda e emprego e atraindo muita gente de cidades nordestinas e da região que chega para girar dinheiro em todo o comercio local.
A ASCOD – Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos de Dormentes-PE, responsável pela feira de Caprinos e Ovinos, está muito otimista em relação a presença de muitos animais bons de raça, que devem atrair compradores de toda a região nordestina. Para a realização dos concursos de animais, 50 mil reais serão distribuídos entre os participantes vencedores.
A rede hoteleira já está com mais de 99% de sua capacidade ocupada. A parceria de famílias que hospedam amigos e familiares também vai ser ampliada este ano.
Além do aspecto comercial da feira, a juventude aguarda com expectativa as atrações musicais do evento. A Prefeitura já divulgou as atrações que vão movimentar a noite dos Dormentense nos três dias de festa.

A Programação ficou assim definida:

Sexta-Feira(18)

  • Eduardo Costa, Zé – Cantor de Solteirões, Banda Magníficos, Gilvan Soares e Doze Por Oito

Sábado(19)

  • João Neto e Frederico, Avine Vinni, Santana eWilker Cantor

Domingo(20)

  • Missa do Vaqueiro pela manhã

  • Sorteio de uma Moto

  • Almoço dos Vaqueiros com Galego do Pajeú e Branquinho do Nova Geração.








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'Ele era fofo demais', diz pai que mordeu filho até matá-lo

Segundo o tabloide britânico Mirror, caso aconteceu na Indonésia

Indonésio afirmou que mordeu o filho porque
Indonésio afirmou que mordeu o filho porque "ele era fofo demais"
Foto: Reprodução/AsiaWire
JC Online

No último sábado (5), um homem identificado como HB, mordeu o filho até a morte durante uma viagem que a família fazia a uma praia da Indonésia, na Oceania. Informações do tabloide britânico, Mirror, apontam que o pai da criança afirmou ter matado a criança "por ela ser fofa demais para não ser devorada”.
Segundo a polícia da ilha de Sulawasi, a criança, de apenas quatro anos, foi encontrada na praia de Losari. O pai explicou que mordeu o filho, porque ficou chateado por ele rejeitar o afeto dado.
Após o fato, a vítima foi levada para um hospital local, onde chegou em estado grave. A mãe recebeu um telefonema e descobriu o estado de saúde do filho, que faleceu horas depois. Durante as investigações, o pai da criança mentiu, afirmando que tinha sofrido um acidente de moto.


Mentira

O responsável foi desmentido, após a realização da autópsia, em que as autoridades começaram a suspeitar da versão contada por ele. "Nós inspecionamos o corpo e identificamos que havia muitas feridas no menor de idade. Não eram ferimentos geralmente comuns em acidentes de trânsito”, contou um porta-voz da polícia.
Após a interrogação na polícia, HB revelou ter mordido o filho várias vezes, usando o termo "gemes" - utilizado no país para descrever o desejo de morder algo considerado bonito. "Eu o mordi porque ele realmente era muito gracioso", contou o pai à polícia. Ele vai ser condenado a uma prisão de 15 anos por assassinato.



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HUMBERTO DEFENDE ALIANÇA ENTRE PT E PSB EM PE

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), defendeu uma aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco. De acordo com o parlamentar, o momento do Brasil pede uma união de forças progressistas para barrar a agenda de retrocessos imposta por Michel Temer ao país.
Para Humberto, PT, PSB, PDT, PCdoB, PSol, PCB e PCO deram início, no plano nacional, a construção de uma frente de esquerda para defender a democracia e a retomada de um projeto interrompido de país. “É uma coalizão de forças que, quando couber, deve ser repetida nos Estados. E eu entendo que isso deve ocorrer em Pernambuco, onde o PDT e o PCdoB já formam uma aliança com o governador Paulo Câmara, do PSB”, disse o líder da Oposição.
O senador afirmou que o PT no Estado deve amadurecer o diálogo interno em favor da construção de um plano de governo para oferecer a Câmara, como forma de abrir uma discussão sobre uma aliança em Pernambuco. “Sozinho, o nosso partido não terá a força necessária para enfrentar as candidaturas que representam o projeto de Temer em Pernambuco, ficará isolado e corre o risco de impor um sério revés à formação das suas bancadas estadual e federal”, entende ele.
O melhor caminho para os petistas pernambucanos, segundo o líder da Oposição, “é integrar um bloco sólido em defesa de um projeto para o Estado e para o Brasil no qual o PT terá um papel protagonista para devolver a Pernambuco o fantástico desenvolvimento econômico e social que experimentou anos atrás”.
“É hora de deixarmos de lado as divergências, o radicalismo e os personalismos para convergirmos a um objetivo comum, que é derrotar a agenda do governo Temer. Em Pernambuco, é necessário reconhecer que o PSB e o governador Paulo Câmara têm feito gestos em favor dessa aliança com o PT. É preciso, agora, que nós discutamos o tema e coloquemos os interesses da população, do Brasil, de Pernambuco, de Lula e de sua candidatura à presidência antes dos partidários e, principalmente, antes dos pessoais”, avisou.
Relação PT-PSB
A aliança entre PT e PSB em Pernambuco ficou estremecida em 2012, quando a legenda pessebista, da mesma base do Partido dos Trabalhadores, lançou candidatura própria à Prefeitura do Recife. O postulante natural do PT era o então prefeito João da Costa, que tentaria a reeleição, mas o partido passava por uma profunda crise interna e a postulação do chefe do executivo municipal na época não era consenso. Uma parte defendia a postulação de Maurício Rands. 
Com as dificuldades de o PT se unir, o então presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, lançou candidato a prefeito da capital. Geraldo Júlio venceu ainda no primeiro turno. Tentando pavimentar apoios nos estados por causa do que viria a ser sua candidatura presidencial, em 2014, Campos colocou no ano de 2012 postulações para prefeitos em outras cidades, como em Belo Horizonte e em Fortaleza (venceu as duas). 
Em nível nacional, o PSB também integrava a base da então presidente Dilma Rousseff, mas, além da saída do campo governista para disputar a eleição presidencial de 2014, o partido votou a favor do golpe parlamentar. Atualmente, a sigla faz oposição a Michel Temer. (247).
*Com assessoria


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'CAMPOS SÓ NÃO FOI DENUNCIADO PORQUE FALECEU', DIZ PGR


 Em um memorial anexado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para reforçar a denúncia contra o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), a PGR aforma que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) "só não foi denunciado porque faleceu, extinguindo-se sua punibilidade". Campos faleceu em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014.
Segundo um trecho do memorial publicado pelo Blog do Jamildo, "O então governador Eduardo Campos tinha atribuição para tratar de todas as questões de infraestrutura e de incentivos fiscais relacionadas à Rnest (Renaria Abreu e Lima). Ele só não foi denunciado porque faleceu, extinguindo-se sua punibilidade". "A corrupção de Fernando de Souza Coelho está estreitamente vinculada à corrupção do ex-governador pernambucano. Uma está estreitamente imbricada com a outra", diz outro trecho do documento.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos na Corte, Edson fachin, encaminhou nesta segunda-feira (7) a denúncia contra o senador ao juiz federal da 13ª Vara de Curitiba Sérgio Moro. Além de FBC, também foram indiciados o empresário e ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) Aldo Guedes e o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, apontado como o dono do avião usado por Eduardo Campos que caiu durante a campanha presidencial de 2014. Aldo e Lyra são apontados como operadores do esquema de corrupção e foram denunciados em 2016 pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Fernando Bezerra Coelho, que na época era secretário estadual do governo Campos e membro do PSB, teria recebido R$ 41,5 milhões em propinas da empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa entre 2010 e 2011. Segundo a denúncia, parte do dinheiro foi entregue sob a forma de doação eleitoral à campanha de reeleição do então governador Eduardo Campos.
"Não há necessidade de provar ou imputar a mercancia de ato de ofício para a configuração do crime de corrupção passiva. No caso, todavia, houve atos de ofício. O acusado e os outros partícipes – em particular o então governador Eduardo Campos – efetivamente praticaram diversos atos de ofício para assegurar a infraestrutura e garantir a concessão de incentivos tributários de competência estadual para as obras de instalação da Rnest", destaca Dodge no memorial.
"O cumprimento das contraprestações pelo recebimento da propina, portanto, encontra-se evidenciado por diversos atos, notadamente pelos atos e contratos administrativos, referentes a obras de infraestrutura e incentivos tributários concedidos pelo Estado de Pernambuco para viabilizar a Rnest. Parte significativa deles foi assinada por Eduardo Campos ou por Fernando Bezerra de Souza Coelho ou mesmo pelos dois em conjunto, inclusive com Paulo Roberto Costa", diz outro trecho do documento da PGR.
"A atuação criminosa não se limitou aos fatos ora imputados aos denunciados. Os fatos tratados no caso revelam que existia, no Estado de Pernambuco, um grupo de pessoas e empresas responsáveis pela intermediação, pelo recebimento e pelo repasse, de forma oculta e disfarçada, de vantagens indevidas destinadas a Eduardo Campos, inclusive solicitadas, com vontade livre e consciente e unidade de desígnios, principalmente para fins de financiamento ilícito de campanhas eleitorais", ressalta Dodge.
Por meio de nota, FBC diz que apesar "da determinação do ministro Edson Fachin em remeter os autos à 13ª Vara Federal de Curitiba, é necessário atentar que os fatos narrados no inquérito não guardam qualquer relação que leve à Justiça Federal do Paraná e os precedentes da 2ª Turma são exatamente contrários à decisão. É importante destacar, ainda, que a denúncia contra o senador não foi sequer recebida, havendo empate entre os ministros, com dois votos contrários. Pela jurisprudência, esta situação pesa a favor do parlamentar. A defesa do senador tomará as medidas cabíveis, com a certeza de que prevalecerá a rejeição da denúncia, qualquer que seja o grau de jurisdição competente".(247).

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Mãe encontra larvas de moscas na cabeça da filha em Paulista

Após ir com a filha em várias unidade de saúde, a criança conseguiu tratamento contra a infecção no Hospital Maria Lucinda, na Zona Norte do Recife
A mãe identificou um ferimento na cabeça da menina, e depois as larvas começaram a surgir / Foto: Reprodução/TV Jornal
 mãe identificou um ferimento na cabeça da menina, e depois as larvas começaram a surgir
Foto: Reprodução/TV Jornal
JC Online

Uma menina de dez anos foi encaminhada ao Hospital Maria Lucinda, no bairro de Parnamirim, na Zona Norte do Recife, nesta sexta-feira (11), para tratar uma infecção na pele causada por larvas de moscas na cabeça, conhecida como miiase.
A mãe da criança, que mora em barraco de lona, em uma comunidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, conta que a garota vinha apresentando pequenas feridas no couro cabeludo e, nessa segunda-feira (7), a dona de casa observou a presença de larvas no ferimento.
Com mais dois filhos e em situação de moradia precária, a mãe relata que desde quando identificou as larvas levou a garota em várias unidades de saúde, mas afirma que o tratamento não foi adequado.
"Eu já fui em todos os médicos, mas eles nos colocam de volta para casa e mandam fazer o curativo", lamenta a mulher em entrevista à TV Jornal.

A criança deve ser encaminhada a um abrigo

O caso foi denunciado ao Conselho Tutelar de Paulista, onde a família mora. Cícero Delhany, conselheiro tutelar responsável pelo caso, conta que, normalmente, em situações como esta, a criança é encaminhada para um abrigo. O estado em que a criança se encontra configura negligência da família.
Por outro lado, o conselheiro destaca que as unidades de saúde também têm uma parcela de responsabilidade. Em atendimento no Hospital Maria Lucinda, a menina deve receber o devido tratamento médico contra a miiase.

Ajuda

Para ajudar a família, o Conselho Tutelar está recolhendo doações. As pessoas que quiserem contribuir devem ligar para o número (81) 98610-6924 e receber instruções para entregar a doação.




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Mãe PM reage e mata assaltante em São Paulo

Mães e crianças pequenas aguardavam a abertura dos portões da escola para a festa de Dia das Mães quando foram surpreendidos

Mãe PM reage e mata assaltante em São Paulo / Foto: Reprodução Folha de São Paulo
Mãe PM reage e mata assaltante em São Paulo
Foto: Reprodução Folha de São Paulo
JC Online

Uma policial militar reagiu a um assalto em frente a uma escola no bairro Jardim dos Ipês, em Suzano (Grande SP), na manhã deste sábado (12), matando o assaltante.
A mulher, que estava de folga e acompanhada de sua filha pequena, disparou três vezes contra o ladrão. Ele foi encaminhado à Santa Casa da cidade, mas não resistiu.



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FACHIN MANDA PARA MORO INQUÉRITO SOBRE FERNANDO BEZERRA


Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil - O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), enviou hoje (7) para o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, um inquérito em que o senador Fernando Bezerra (MDB-PE) foi denunciado por corrupção.
A decisão de Fachin segue entendimento firmado na semana passada pelo STF de restringir o foro privilegiado de deputados e senadores a casos envolvendo suspeitas de crimes praticados durante e em razão do mandato.
A baixa do processo para a primeira instância foi defendida nesta segunda-feira pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que destacou em manifestação a Fachin que o senador não ocupava o mandato à época dos supostos delitos.
Bezerra foi denunciado por corrupção em 2016, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O senador foi acusado de ter recebido ao menos R$ 41,5 milhões em propina de empreiteiras que atuaram nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os crimes teriam ocorrido entre 2010 e 2011, quando o senador era secretário estadual.
"Essa circunstância evidencia a inexistência de causa apta a justificar a prorrogação da competência desta Suprema Corte para o processamento da ação penal", escreveu Fachin na decisão em que enviou o processo a Moro.
Em nota, o advogado André Luis Callegari, que representa Bezerra, disse que os fatos narrados no inquérito não guardam relação com o esquema investigado pela Lava Jato em Curitiba, e que a decisão de Fachin vai contra precedentes da Segunda Turma da Corte.
Callegari destacou que o julgamento de admissibilidade da denúncia já teve início na Turma, tendo sido interrompido com dois votos contra e dois a favor do recebimento. "Pela jurisprudência, esta situação pesa a favor do parlamentar", diz a nota. "A defesa do senador tomará as medidas cabíveis, com a certeza de que prevalecerá a rejeição da denúncia, qualquer que seja o grau de jurisdição competente."(AB).


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PERNAMBUCO É TESTE DECISIVO PARA O PT

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A disputa eleitoral em Pernambuco promete ser um teste de fogo para o PT, uma vez que o bater do martelo sobre uma possível aliança com o PSB em nível estadual terá repercussões na aliança nacional e em diversos outros estados em que o partido enfrenta dificuldades, Em Pernambuco a indefinição fica por conta do PT lançar o nome da vereadora Marília Arraes, que despontou como liderança após deixar o PSB no ano passado e aparece com 15% das intenções de voto, ou se a legenda deve apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB), que aparece tecnicamente empatado, também com 15% da preferência do eleitorado. O senador Armando Monteiro, pré-candidato pelo senador Armando Monteiro (PTB) também aparece com 15%.
Esta movimentação e a possibilidade da disputa ir para o segundo turno, levaram Paulo Câmara a buscar uma aliança com o PT. Nas últimas semanas, o socialista, que também é vice-presidente nacional da legenda, procurou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que tem tratado das articulações e alianças do partido, para tentar uma aliança em nível estadual. Em troca, o PSB acenou com cargos e, também, com a possibilidade de alianças em outros estados.
Nesta linha, defensores da união com o PSB, a despeito da legenda socialista ter apoiado o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o senador Humberto Costa (PT) e o vice-presidente do PT-PE, Oscar Barreto, abriram guerra contra a militância petista ao defenderem uma aliança pela reeleição de Paulo Câmara em detrimento de uma candidatura própria.
A situação dos defensores da aliança, porém, pode ficar ainda mais complicada caso o ex-presidente Lula aponte Marília Arraes como candidata do PT ao Estado. A situação pode dificultar os planos de reeleição dos que defendem a tese de "retorno ao protagonismo" por meio de uma aliança com os socialistas e abrir um novo racha no PT pernambucano que vem registrando sucessivas derrotas eleitorais. Humberto é cotado para disputar a reeleição ao Senado pela chapa de resultante de uma aliança com Paulo Câmara.
Enquanto isso, Marília segue fortalecendo laços com setores da oposição a Paulo Câmara como os pré-candidatos a senador, Antônio Souza (Rede). Nesta semana, inclusive, o o vice-líder da oposição na Câmara, Silvio Costa (Avante), levou Marília Arraes ao plenário da Casa Legislativa para defender a sua pré-candidatura do Governo do Estado. "Presidente, quero registrar a presença da vereadora do Recife Marília Arraes, candidata a governadora de Pernambuco pelo PT, neta de Miguel Arraes e está muito bem posicionada nas pesquisas", disse Silvio. Segundo ele, uma ala do PT atacou "de forma desleal, quer agredir a democracia e retirar a candidatura da vereadora Marília Arraes.
Enquanto a situação não se define, o PT adiou para o dia 10 de junho uma definição sobre lançar ou não uma candidatura própria. Até lá, a expectativa é que a composição das alianças seja resolvida tanto em nível local, como nacional.(247).


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CIA, Globo, ditadores e genocidas


Os memorandos da CIA sobre a ditadura civil-militar instalada com o auxílio da Globo em 1º de abril de 1964 revelam uma realidade ainda mais tenebrosa do regime sanguinário que a família Marinho apoiou durante todos os seus 21 anos de existência.
Os assassinatos dos opositores políticos do regime faziam parte da política de Estado que foi criminosamente ocultada da população pelo noticiário cúmplice da Globo e do conjunto da mídia.
As decisões macabras sobre quem deveria ser morto eram tomadas dentro do gabinete presidencial do Palácio do Planalto, que fora convertido em escritório central do Terror de Estado.
Os ditadores Ernesto Geisel [1974/1979] e João Figueiredo [1979/1985], a quem a historiografia atribuía candidamente o papel de condução da "abertura" e "distensão" para a redemocratização, na realidade foram tão genocidas quanto o tirano Emílio Garrastazu Médici e seus antecessores.
Os documentos da CIA, recém liberados, contêm informações pormenorizadas, precisas e com detalhes ricos sobre datas, participantes das reuniões macabras e conteúdos nelas decididos.
Tal detalhamento e riqueza de informações mostra que a CIA tinha acesso privilegiado ao centro decisório da ditadura e conhecia os métodos terroristas – através da atuação direta de agentes estadunidenses, espiões ou mercenários brasileiros infiltrados pelos EUA.
Vendo em retrospectiva, é de se indagar se as mortes em circunstâncias estranhas de Zuzu Angel, JK e Jango, respectivamente em abril, agosto e dezembro de 1976 – todas no período presidencial de Geisel e com Figueiredo na chefia do SNI – também teriam sido decididas no próprio Planalto.
Da mesma maneira que no golpe de 2016 que derrubou a Presidente Dilma e instalou a ditadura Globo-Lava Jato, também foi notável a presença íntima da CIA e a participação da agência estadunidense na engrenagem golpista que derrubou o Presidente Jango em 1º de abril de 1964.
Ontem como hoje, o governo dos EUA foi partícipe e cúmplice dos atentados contra a democracia no Brasil – e o mesmo pode ser dito em relação à Globo.
A alegação do Exército, de que os registros da época foram destruídos, torna ainda mais turvo este deplorável período da história do Brasil, cuja verdade precisa ser estabelecida na nova historiografia a ser urgentemente escrita.
Em agosto de 2013, 49 anos depois do golpe terrorista que apoiou em 1964, a Globo escreveu, cinicamente, que "Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro".
O artifício de linguagem empregado pela Globo – apenas "um erro" – não apaga da história seu papel central de partícipe de crimes perpetrados contra a democracia, o Estado de Direito e a soberania do Brasil.
A Globo é incompatível com a democracia; é tão criminosa quanto os ditadores e genocidas que promoveram o terrorismo no passado com o apoio da potência imperial do Norte; e é tão criminosa quanto os fascistas de hoje, que abastardaram o Estado de Direito e instalaram a atual ditadura jurídico-midiática.(247).


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TEMER COMPLETA DOIS ANOS COMO O MAIS ODIADO DA HISTÓRIA

REUTERS/Adriano Machado

Nunca um ocupante da presidência da República foi tão rejeitado pelos brasileiros como Michel Temer, que traiu e usurpou o cargo da presidente legítima Dilma Rousseff. Numa escala de zero a 200 pontos do Datafolha, Temer marca apenas 25. Por esse mesmo critério, o mais popular de todos os tempos é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem sendo mantido como preso político para não disputar as eleições presidenciais de 2018.
"Dilma teve 136 no 1º mandato e 33 no segundo. Luiz Inácio Lula da Silva atingiu os melhores resultados em suas duas gestões: 139 na primeira e 183 na segunda. Fernando Henrique Cardoso teve avaliação média positiva no seu primeiro mandato (134) e negativa no segundo (81). Itamar Franco obteve 105 e Collor, 78", informa a pesquisa.
Em dois anos, Temer destruiu direitos trabalhistas, produziu desemprego recorde e o maior rombo fiscal da história do Brasil, se viu envolvido nos maiores escândalos de corrupção já vistos no País e, de quebra, entregou de bandeja riquezas nacionais – com tudo isso, fez que o Brasil, antes respeitado, se tornasse um pária internacional.
Temer já foi denunciado como corrupto e chefe de quadrilha, mas conseguiu escapar comprando votos de parlamentares. Uma terceira denúncia, por propinas nos portos, pode ser apresentada ainda antes do fim do mandato que ele roubou da presidente Dilma Rousseff.
Abaixo, balanço da Reuters sobre o marasmo de Temer:
BRASÍLIA (Reuters) - Michel Temer completa dois anos à frente da Presidência da República no sábado e, embora tenha iniciado seu governo com a promessa de promover grandes reformas e com demonstrações de forte apoio do Congresso Nacional, chega aos últimos meses em clima de marasmo, à espera de um encerramento sem surpresas desagradáveis ou grandes sobressaltos.
Se o começo da gestão foi marcado por vitórias visíveis —como a aprovação no Congresso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que instituiu um teto para os gastos públicos—, as denúncias contra o presidente e, mais recentemente, a proximidade das eleições reduziram drasticamente a força do governo e consequentemente o ritmo de adoção de novas medidas.
O vazamento de diálogo com o empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, holding que controla a JBS, e as posteriores denúncias criminais contra si, obrigou Temer a lutar por sua sobrevivência no cargo e a gastar boa parte do capital político que dispunha —inclusive emendas parlamentares— para garantir isso.
“O presidente Temer assumiu com um grande peso parlamentar, mas o que se viu é que era um gigante com os pés de barro”, disse à Reuters o líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (SP).
O líder, que faz oposição ao governo, explica que atualmente dois fatores contribuem para a fragilidade política do governo: a baixíssima popularidade —“os parlamentares vêm o governo como uma espécie de portador de uma doença contagiosa”, avalia Orlando— e a impossibilidade fiscal de negociar grandes projetos com os parlamentares.
“A política de austeridade que o governo implementou estrangula o orçamento público e inviabiliza a manutenção de um padrão de atendimento às demandas dos parlamentares que se viu no começo do governo”, disse.
“Isso fez desmoronar o gigante que aparecia após o impeachment e demonstrou que ele tinha pés de barro.”
Há quem diga, no entanto, que ainda que reduzida, há base para votar projetos que não exijam quórum qualificado para sua aprovação. Um desses projetos, inclusive, trata da privatização da Eletrobras.
Para um importante líder da base, que reconhece a redução de potência do governo no Congresso, há interesse de parlamentares —e do próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)— de tocar uma agenda de votações na Casa menos complexa nas últimas seis semanas de trabalho que restam antes do recesso do Legislativo.
Dentre essas propostas, além do projeto relacionado à Eletrobras, está a finalização da votação do chamado cadastro positivo, a regulamentação do distrato, e medidas provisórias, como a MP 811, que autoriza a venda direta de petróleo da União nos contratos do pré-sal. O polêmico projeto da reoneração da folha de pagamento de alguns setores da economia, no entanto, tem grandes chances de não chegar ao plenário antes do recesso.
Essa liderança admite a percepção de que o governo encontra-se em compasso de espera, aguardando o seu fim, e sem a intenção de promover grandes esforços, de forma a evitar qualquer desgaste adicional.
“O governo ainda tem uma maioria no Congresso, mas não a base que já teve no passado. Dá para votar algumas medidas ainda”, disse o líder, que preferiu não ser identificado.
A opinião de que ainda há espaço para algumas pequenas vitórias, ao menos no Congresso, é compartilhada pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, para quem nenhum outro governo “fez tanto em tão pouco tempo”.
“A denúncia sem dúvida atrapalhou o governo e atrapalhou o país, mas aprendemos a navegar em mares de tempestade”, disse à Reuters.
Segundo o ministro, o governo já se “recuperou” e ainda há muito o que fazer. 
“Até o final do ano queremos aprovar a pauta de melhoria do ambiente econômico com o cadastro positivo, etc, a capitalização da Eletrobras, a reoneração”, afirmou. “O governo ainda tem muito o que entregar até o final do ano.”
CONQUISTAS E DERROTAS
No cenário macroeconômico, uma das principais medidas implementadas pelo governo Temer foi a criação do teto de gastos, que limita os desembolsos do governo federal ao volume do ano anterior corrigido apenas pela inflação.
Prevista para durar 20 anos e encarada como essencial para colocar as contas públicas em ordem, já que  país não registra superávit primário desde 2014. A medida foi bastante comemorada pelos mercados financeiros.
Mas a mudança acabou se transformando numa armadilha. Sem apoio político no Congresso após as denúncias que atingiriam Temer em cheio, o governo não conseguiu tirar do papel a reforma da Previdência, peça essencial nas alterações fiscais pretendidas pelo governo, o que pode comprometer o teto de gastos.
Se nas contas públicas o desempenho não foi tão positivo, do lado da inflação foi o contrário. O Banco Central, comandando por Ilan Goldfajn, conseguiu reduzir a alta de preços para níveis recordes, bem como a taxa básica de juros, hoje em 6,50 por cento ao ano, depois de iniciar um ciclo de afrouxamento monetário em outubro de 2016, quando a Selic estava em 14,25 por cento.
Nestes dois anos, o país também saiu da maior recessão da sua história, entre 2015 e 2016, quando o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 7,8 por cento.
Ainda assim, a atividade econômica ainda patina e não tem dado sinais de recuperação mais consistente, em meio à falta de confiança generalizada e elevadas taxas de desemprego, que atinge cerca de 13 milhões de pessoas, mesmo após a reforma trabalhista, aprovada sob o argumento de que ajudaria na criação de empregos.
As incertezas geradas pelas mudanças na legislação trabalhista —o Executivo chegou a editar uma medida provisória para ajustar pontos da reforma demandados por senadores, mas ela sequer chegou a ser analisada pelo Congresso e perdeu a validade— criaram um ambiente de insegurança jurídica. O governo ainda avalia que instrumentos pode usar para alterar pontos da reforma.
Em outros setores houve mudanças positivas, como por exemplo na direção da agência reguladora do setor de petróleo (ANP) e em questões regulatórias que despertaram um maior apetite dos investidores globais, gerando bilhões de reais em arrecadação para a União.
Após uma licitação de áreas do pré-sal em outubro passado, que arrecadou apenas em bônus de assinatura 6,15 bilhões de reais, sem contar o óleo lucro do governo futuro, Temer declarou que a exploração das áreas geraria 130 bilhões de dólares em royalties e outras fontes de arrecadação.
No setor elétrico, as mudanças realizadas por uma equipe formada por técnicos conceituados no Ministério de Minas e Energia colaboraram para aumentar o interesse nos leilões de geração e transmissão no Brasil. Em dezembro do ano passado, após dois anos sem licitações, o governo brasileiro conseguiu contratar usinas solares e eólicas pelos menores preços já registrados no país.
Mas o governo ainda encontra-se em xeque para aprovar propostas relacionadas ao setor elétrico no Congresso, caso do processo de privatização da Eletrobras.
Um acerto atribuído ao presidente no setor de energia foi a indicação de Pedro Parente para a presidência-executiva da Petrobras, que conseguiu, entre outras coisas, implementar uma metodologia de reajustes quase que diários aos preços dos combustíveis, política celebrada pelo mercado.
Por outro lado, houve pouco avanço em concessões públicas relacionadas a ferrovias e a portos. No setor de aeroportos, por exemplo, o governo acabou por criar uma confusão em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, ao permitir o retorno de voos para Pampulha, aeroporto localizado na capital mineira, caso que acabou sendo judicializado.(247).


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Desistência de Lula seria suicídio político

Ricardo Stuckert

Cresce a pressão de setores da esquerda para que Lula desista de concorrer à Presidência da República nas eleições deste ano e escolha logo Ciro Gomes como seu substituto. Diante da resistência de petistas ao nome do ex-governador cearense, porém, uma reação natural às suas inoportunas declarações hostis a Lula e ao Partido dos Trabalhadores, aparentemente esses setores estão preocupados com uma possível divisão da esquerda, o que, para eles, poderia facilitar a vitória de um candidato da direita. E já lançam antecipadamente nas costas do PT a culpa pela hipotética divisão, por sua determinação em manter a candidatura de Lula mesmo atrás das grades. Por conta disso, a presidenta do partido, senadora Gleisi Hoffman, vem sendo duramente criticada. Ela justifica, porém, a sua posição, dizendo: "Se Lula é inocente, se a maioria do povo quer votar nele, se à luz da Constituição seus direitos políticos estão assegurados, por que razão deixaríamos de apresentá-lo como candidato?" Para ela, uma eleição sem Lula "seria fazer o jogo dos seus algozes".
A senadora paranaense, na verdade, está certa em sua posição, porque o momento não é de descartar o ex-presidente, que é o líder nas pesquisas de intenção de votos com uma larga margem sobre o segundo colocado, mas de cerrar fileiras em torno da sua libertação. Enquanto a situação eleitoral de Lula não for legalmente definida, escolher um nome agora para substitui-lo na corrida sucessória seria admitir a legalidade da sua prisão, mesmo sem ter praticado nenhum crime. O próprio Lula, aliás, em carta à presidenta do partido, confirmou que não abre mão da sua candidatura, argumentando que ao "aceitar a idéia de não ser candidato estarei assumindo que cometi um crime". E acrescentou: "Não cometi nenhum crime. Por isso, sou candidato até que a verdade apareça e que a mídia, juízes e procuradores mostrem o crime que cometi ou parem de mentir". Por sua vez, o presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, disse que "a esquerda ficará isolada se não defender a liberdade de Lula e o seu direito de ser candidato".
Percebe-se, sem muita dificuldade, uma grande pressão de simpatizantes de Ciro para que ele seja escolhido sem demora pelo ex-presidente para substitui-lo na corrida sucessória, pois entendem que a inelegibilidade do líder petista já está decidida, sem chances de reversão. Ou seja, esse pessoal que defende a candidatura do ex-ministro não está se importando se Lula continuará preso ou não. Desde que transfira seus votos para Ciro, garantindo a sua eleição, pode apodrecer no cárcere, até porque depois que fizer a indicação ninguém mais estará preocupado com o seu destino, a não ser os petistas. Ele será esquecido porque, deixando de ser uma ameaça aos golpistas, não terá mais a menor importância se estiver na prisão ou fora dela. Certamente por isso o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, foi bastante claro quando disse recentemente que "se desistir de concorrer Lula poderá ficar livre".
Só um cego não vê que essa grande farsa do impeachment da presidenta Dilma Rousseff e do combate à corrupção pela Operação Lava-Jato, com a conivência do Supremo Tribunal Federal, teve como objetivo precisamente impedir Lula de voltar ao Palácio do Planalto, pois ele não atende aos interesses dos norte-americanos e da elite brasileira. Se, logo no inicio da perseguição de que foi vítima, tivesse declarado que não pretendia concorrer às eleições presidenciais deste ano, provavelmente hoje não estaria preso. Por que ele não ganha um recurso em nenhuma instância do Judiciário? Na verdade, todo mundo sabe, inclusive os ministros da Suprema Corte, que não existe nenhum fundamento jurídico para a sua condenação e prisão, esta considerada "esdrúxula" pelo decano da Corte, mas ninguém vota pela sua liberdade. Todo mundo sabe que o crime de que é acusado não existe, mas mesmo assim o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, além de confirmar a sua condenação, ainda ampliou a pena única e exclusivamente para evitar a sua prescrição. Os magistrados perderam o pudor para assegurar que Lula seja banido da vida pública.
Ainda existem três recursos da sua defesa pedindo a sua libertação, mas ninguém precisa ser profeta para saber que todos serão negados, o que significa que pretendem mantê-lo preso pelo menos até as eleições. Diante dessa perspectiva ele deve manter a sua candidatura até o último minuto, porque desistir agora seria um enorme erro, quase suicídio político. E para manter-se vivo politicamente precisa indicar alguém confiável, que possa executar o seu programa de governo e expandir o seu pensamento, nunca quem se declara não ser "puxadinho do PT" e que "não cumpre a sua agenda". Ciro sem dúvida seria o possível herdeiro dos seus votos se não tivesse feito a burrice de agredir gratuitamente o PT e o próprio Lula. E continua batendo no ex-presidente ao dizer, em recente entrevista à apresentadora Godoy, que foi ele, Lula, quem nomeou Geddel e Eduardo Cunha. Ciro, na verdade, não é confiável, até por suas ligações afetivas e históricas com os tucanos: ele participou, inclusive, da reunião de cúpula do PSDB que definiu Fernando Henrique como candidato à sucessão de Itamar Franco.
Lula não precisa ter pressa para indicar o seu substituto, pois a estrutura jurídico-midiática que foi montada para impedi-lo de voltar à Presidência da República se voltará, imediatamente, contra o nome escolhido, com denúncias e ações espalhafatosas da Policia Federal. Basta observar o que aconteceu contra Jacques Wagner e Fernando Haddad: a simples citação do nome deles como possíveis substitutos de Lula na sucessão presidencial foi suficiente para a deflagração de ações policiais contra ambos. Enquanto isso, os tucanos Aécio Neves e Geraldo Alkmin são premiados, o senador com a remessa dos seus inquéritos do STF para a primeira instância em Minas Gerais onde deverão percorrer o mesmo demorado caminho trilhado por Azeredo, e o ex-governador paulista blindado pelo procurador geral de São Paulo, Gianpaolo Smanio, nomeado por ele para o cargo. A obsessão em banir do cenário político o maior líder popular do país fez todo mundo perder o pudor. Ninguém mais do Judiciário se preocupa em esconder as lambanças.(247).


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LULA E CIRO SÃO, NESTE MOMENTO, CONCORRENTES


A conversa mais frequente nos últimos dias, nos círculos progressistas, diz respeito à chamada "unidade das esquerdas". Muita gente boa, quase sempre bem intencionada, tem usado argumentos razoáveis para defender que os quatro principais partidos desse campo – PT, PDT, Psol e PCdoB – construam uma aliança já para o primeiro turno. A inviabilidade da proposta, no entanto, esbarra numa realidade concreta. Neste momento, os dois principais candidatos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pedetista Ciro Gomes, disputam uma única vaga no segundo turno.
Quem deixou isso claro foi o próprio Lula, numa carta enviada à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em que afirmou que os que pregam a sua desistência são, na verdade, concorrentes. Ao usar esta palavra, ele mandou um recado direto para Ciro, que tem feito movimentos para isolar o petismo e, efetivamente, com algum sucesso. Na última semana, ele ganhou espaço com a desistência de Joaquim Barbosa, do PSB, e recebeu sinalizações positivas vindas do PCdoB, tradicional aliado do PT. Sinais que partiram tanto por parte do governador maranhense Flávio Dino, como da própria candidata Manuela D'Ávila.
De certa forma, Ciro tenta repetir a fórmula de sucesso de Lula em 2002, com alianças em torno de um projeto desenvolvimentista, no momento em que a economia anda de lado com o fracasso da política econômica de Michel Temer e Henrique Meirelles. Não por acaso, Ciro, tal qual o "Lulinha paz e amor", busca um empresário para ser seu vice, seja ele Josué Gomes da Silva, filho de José Alencar, ou Benjamin Steinbruch, da CSN. A vantagem competitiva de Ciro em relação a Lula é a percepção, em alguns setores da esquerda, de que em algum momento Lula será impedido e, por isso mesmo, será necessário buscar uma saída pragmática.
O PT, no entanto, ensaia os primeiros movimentos de uma reação. De um lado, cresce a possibilidade de que seja escolhido um vice no próprio partido, que leve a mensagem de Lula aos quatro cantos do País. Um nome que ganhou força na semana passada foi o do embaixador Celso Amorim. Em paralelo, o ex-prefeito Fernando Haddad irá percorrer estados do Nordeste, em busca de contribuições para a construção do programa de governo de Lula. Ou seja: claramente, o PT decidiu manter uma estratégia já traçada e tornada pública. Trata-se de registrar a candidatura em 15 de agosto e pagar para ver se o golpismo cometerá um novo atentado contra a democracia brasileira, cassando os direitos políticos de Lula – o que fere a lei eleitoral.
O fato de Lula e Ciro serem concorrentes não significa, no entanto, que não seja possível um encontro entre essas duas forças mais adiante, possivelmente no segundo turno. O que não acontecerá, neste momento, será uma desistência forçada de Lula por pressão do PDT ou de partidos do campo progressista.(247).


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DILMA: MÍDIA USA 1964 PARA ENCOBRIR SEU APOIO AO GOLPE DE 2016

Leonardo Conturdi - CMPA

Presa e torturada durante a Ditadura Militar (1964-1985), a presidente deposta pelo golpe de 2016, Dilma Rousseff, disse em sua conta no Twitter que, a "mídia, que apoiou a derrubada do Governo Jango, negou, em 1964, ter havido um golpe de estado". "Segundo eles, no Brasil, tb não havia presos políticos, muito menos torturados e mortos. Tenta, agora, usar o golpe de 1964 do qual foi cúmplice para encobrir o golpe de 2016", escreveu Dilma neste sábado (12). 
A postagem no Twitter veio dois dias após documentos do Departamento de Relações Exteriores dos Estados Unidos apontarem que o general Emílio Médici, presidente do País de 1969 a 1974, autorizou a morte de pelo menos 104 pessoas por militares do Centro de Informações do Exército (CIE). De acordo com as revelações, o seu sucessor, Ernesto Geisel, também autorizou a continuação dos homicídios de cidadãos considerados 'subversivos perigosos'. Cada novo assassinato seria analisado e autorizado pelo general João Figueiredo, indicado de Geisel para o Serviço Nacional de Informações (SNI).
A revelação foi feita pelo escritor, doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor. "O grupo informa a Geisel da execução sumária de 104 pessoas no CIE durante o governo Médici, e pede autorização para continuar a política de assassinatos no novo governo. Geisel explicita sua relutância e pede tempo para pensar. No dia seguinte, Geisel dá luz verde a Figueiredo para seguir com a política, mas impõe duas condições. Primeiro, 'apenas subversivos perigosos' deveriam ser executados. Segundo, o CIE não mataria a esmo: o Palácio do Planalto, na figura de Figueiredo, teria de aprovar cada decisão, caso a caso", disse Spektor no Facebook.
Depois das revelações da Cia, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e a Câmara Criminal do Ministério Público Federal emitiram nota cobrando ações da Justiça para revisar a Lei da Anistia. "O Ministério Público Federal, desde 2008, investiga e processa esses crimes, em estrita observância a essas normas. Entretanto, em razão da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 2010, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 153, que considerou válida a Lei de Anistia à luz do direito brasileiro, o Poder Judiciário tem sido refratário às iniciativas de responsabilização criminal dos autores dessas graves violações aos direitos humanos", diz o texto (247).(veja aqui).


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