sexta-feira, 5 de maio de 2017

Grupo roubava água da Adutora do Prata para vender em Caruaru

Três pessoas foram presas na operação Iguarapé, da Polícia Civil

Água era roubada da Adutora do Prata
Água era roubada da Adutora do PrataFoto: Divulgação/Polícia Civil
Seis pessoas foram presas na manhã desta sexta-feira (5) no Agreste de Pernambuco suspeitas de desviar água da Adutora do Prata. De acordo como o chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle do Amaral, o grupo mantinha 18 pontos de desvio de água. O bando roubava a água para depois comercializá-la em carros-pipa.

“Apesar de todo o esforço do Governo do Estado para inauguração da Adutora do Prata, a população de Caruaru, sem saber, sofria com desabastecimento. Eles se capitalizavam com a venda de carro-pipa”, explicou Joselito Kehrle. A operação foi denominada Iguarapé, em referência ao rio, que tem varias ramificações ao longo do seu percurso.

O alvo principal foi o proprietário de uma loja de informática em Caruaru, Wilson Veloso. Além dele, cinco outros foram capturados em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e munições e furto qualificado de água. Estão foragidos: Josias Artur dos santos e João Macena de Lima.

Segundo a Polícia Civil, em coletiva à imprensa, foram cumpridos  também dezoito mandados de busca e apreensão domiciliar. De acordo com Joselito Kehrle, o crime causava o desabastecimento de grande parte da população de Caruaru e adjacências. 

Ainda segundo o chefe da Polícia Civil, as investigações começaram assim que a Compesa acionou a Polícia no final do ano passado. As diligências apuraram a comercialização de água furtada das tubulações da adutora do Prata, comercializada em caminhões-pipa e vendida a custos exorbitantes, em virtude do grande período de estiagem por que passa o Agreste. (Via: Folhape).


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FHC: PT SÓ TEM UM CANDIDATO E OLHE LÁ


Por Alexandre Caverni e Daniel Flynn, Reuters - O sistema político brasileiro vai mal, mostrou a Lava Jato, e precisa ser reformado, mas, mais importante que isso, o que precisa mudar mesmo é a cultura política do país e isso não acontece de uma hora para outra, é um processo que demanda "tempo e exemplaridade", avalia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Eu acho que a Lava Jato tem um papel muito importante no Brasil porque destampou a panela, precisava destampar a panela, mas eu não acho que resolva as coisas de imediato, isso é um processo", disse Fernando Henrique em entrevista à Reuters em seu espaçoso escritório na fundação que leva seu nome no centro de São Paulo.
"Em política essa é a dificuldade, as pessoas pensam que é um ato e não é, é um processo. E aqui tem uma coisa mais complicada de mudar que é a chamada cultura política, que não são as leis, as instituições. São as práticas, é a questão do favor, da permissividade, isso é da cultura brasileira, não é político não", continuou.
"Como você muda uma cultura? Com tempo e com exemplaridade, não tem jeito. Práticas precisam ser repetidas, repetidas para ver se pega, se contagia os outros. Como você muda a cultura? Por lei? Não tem como."
Ainda que defenda uma reforma profunda no sistema político, Fernando Henrique sabe que não há tempo para fazer isso valendo já para as eleições de 2018, uma vez que, pela legislação, para serem válidas no pleito, alterações nas regras precisam ser aprovadas pelo Congresso um ano antes.
"Nós estamos em maio, o que passa? O que já está lá (no Congresso)", disse, citando financiamento público de campanha, além da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe as coligações em eleições proporcionais e cria a chamada cláusula de barreira --que estabelece requisitos para que os partidos tenham acesso aos recursos do fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV, entre outros pontos.
Para o ex-presidente, é preciso reduzir a fragmentação dos partidos. Hoje 27 partidos têm parlamentares no Congresso, de um total de 35 registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com outros 57 na fila, em formação.
"Quem conseguir ter o certificado de que é partido tem acesso ao fundo partidário, ganha dinheiro", lembrou.
"Legendas que não são partidos (de verdade) sobrevivem basicamente por três razões. Uma: eles podem se organizar, 'eu tenho tantos votos', e vai negociar cargos com o governo; outra é que eles podem ter acesso ao fundo partidário; e a terceira é que vai negociar o tempo de televisão."
O tempo de TV é particularmente importante nas campanhas eleitorais e muitos partidos pequenos acabam participando da coligação de determinado candidato apenas por dispor de alguns segundos para agregar na propaganda eleitoral.
Para Fernando Henrique, o pior é que o grande número de partidos não corresponde à fragmentação da própria sociedade.
IMPORTÂNCIA DA MENSAGEM
Nessa situação, o que vai acabar conquistando o eleitor na eleição do próximo ano é a mensagem do candidato, mais do que qualquer outra coisa.
"Alguns (candidatos) têm sensibilidade e pegam no ar a mensagem que é necessária e dizem essa mensagem. Isso salta partidos, posições de classe, salta tudo e dá resultado", disse, citando como exemplo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixando claro, porém, não compartilhar da visão do norte-americano.
A importância da mensagem é reforçada ainda mais na conjuntura brasileira atual, com os seguidos escândalos de corrupção atingindo políticos de diversos partidos.
"Eles (os eleitores) não têm confiança nos partidos e nos líderes tradicionais, mas eles vão ter que votar e ao votar eles vão escolher entre mensagens. E não vai dar tempo de mudar a estrutura partidária daqui até o ano que vem."
Fernando Henrique admite que pessoas que não tenham se envolvido com política nos últimos tempos, e desse modo estejam fora de escândalos de corrupção, podem se beneficiar, mas diz ser cauteloso sobre isso, citando a força demonstrada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de cinco ações penais, nas pesquisas eleitorais.
"A tendência é essa, porque na campanha eleitoral o que as pessoas fizeram vai ser cobrado, o adversário vai cobrar, então vai realçar", disse. "É pouco provável que as pessoas atingidas pela corrupção voltem a ter a liderança que tiveram, mas sou muito cuidadoso, porque já vi muitas subidas e descidas."
Ainda assim, Fernando Henrique não vê grandes chances de um "outsider", alguém totalmente fora do meio político, ter sucesso na eleição presidencial do ano que vem.
"O risco há. Agora, os que têm aparecido não são outsiders, não vejo nenhum outsider", disse. "Falam dos magistrados, mas os magistrados, primeiro têm dificuldades legais, têm que se filiar a um partido e isso tem prazo. Segundo, uma coisa é ser magistrado, outra coisa é ser político", acrescentou.
"A sociedade poder ter horror, até com razão, porque os políticos fizeram tudo que não deviam ter feito, mas você vai necessitar de pessoas com competência para falar, para negociar, para combinar os vários conjuntos da sociedade para levar adiante", argumentou. "É difícil um magistrado ter essas qualidades, se tiver ele vira um homem público... Pode acontecer? Pode, mas é pouco provável que um magistrado na campanha galvanize."
Fernando Henrique também vê limitações em um candidato como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que aparece disputando o segundo lugar na última pesquisa Datafolha.
"Embora seja difícil prever, eu acho muito pouco provável que um candidato que se defina como o Bolsonaro se define, como de direita, extrema, tenha enraizamento suficiente no voto para ser competitivo", disse.
"Uma parte (da sociedade) pode até aceitar uma liderança autoritária, que existe um autoritarismo popular, mas não creio que seja uma tendência preponderante aqui", justificou.
VIRTUDE DO PSDB
Sobre as chances de seu partido, o PSDB, na disputa à frente, o ex-presidente mostrou otimismo.
"O que sempre se criticou no PSDB foi, eu diria, uma virtude: tem muitos líderes. É o único partido que você pode citar cinco nomes que tenham prestígio nacional", disse.
"É o único partido hoje que tem um nome novo que tem alguma ressonância nacional", acrescentou, referindo-se ao prefeito de São Paulo, João Doria.
"Então, do ponto de vista de expectativas, se você comparar, não está mal. O PMDB está com muita dificuldade para ter um nome, o PT só tem um, e olhe lá", acrescentou, provavelmente referindo-se à possibilidade de Lula não poder disputar a eleição, no caso de ser condenado em segunda instância em algum dos processos que enfrenta.
De qualquer modo, Fernando Henrique faz uma ressalva.
"Enquanto estivermos sob os efeitos da Lava Jato na vida política e partidária é quase impossível prever quem vai sobrar com respeitabilidade pública.. Eu acho que essa é uma incógnita que no decorrer deste ano vai ser resolvida", disse. "Qualquer especulação sobre quem é candidato, quem vai ganhar, feita agora, não é nada. É especulação." (Via:247).

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Caso Mateus Ferreira já lembra Edson Luís


Internado numa UTI em Goiânia, o estudante de Ciências Sociais Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, luta pela vida depois que teve o crânio afundado a golpes de cassetete por um capitão da PM durante um ato público da greve geral de 28 de abril.
 Em estado grave, com sinais de melhora nos últimos dias, sua recuperação é alimentada pelas esperanças que a medicina oferece em nestes casos. Assim que soube da tragédia, a mãe do estudante, Suzete Barbosa, deslocou-se para a capital de Goiás, para ficar ao lado do filho. Através  de imagens gravadas por  duas câmaras de vídeo, ambas portadas por estudantes presentes, o país inteiro pode assistir à cena de violência que levou para a UTI. Pode ver o momento em que Mateus era atingido na cabeça por golpes de cassetete -- ouve-se até um clique neste momento -- numa sequência tão violenta que a arma se partiu no meio. Exibidas no dia da greve, a cena seria reprisada nos telejornais, mais tarde. Mas o  amor de mãe impediu Suzete de olhar as imagens.  "Não tive coragem," disse ela aos jornalistas.  
      Esta diferença fundamental -- a sobrevivência da vítima, mesmo numa UTI e sem perspectivas claras de recuperação -- separa o destino de Mateus de uma tragédia ocorrida em 28 de março de 1968, no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, quando um secundarista de 18 anos, Edson Luís Lima Souto, recebeu um tiro de fuzil de um soldado da Polícia Militar e morreu na hora. Separados  pela condição médica,   por uma distância de 49 anos de história de um Brasil que passou por transformações inegáveis em meio século,  Mateus Ferreira e Edson Luís ocupam posições análogas na luta sem fim pela democratização do país.
   Cada um em seu momento e em suas circunstâncias específicas, ambos se tornaram alvos dos perpétuos movimentos de forças  que trabalham para diminuir direitos e asfixiar liberdades.
  A repressão à greve geral de 28 de abril faz parte do esforço para garantir a sobrevivência de um governo repudiado por 73% da população, que procura por todos os meios levar adiante um conjunto de medidas a maioria rejeita -- em essência, fazem parte da plataforma de subordinação aos interesse do governo dos Estados Unidos que a ditadura de 64 tentou mas não conseguiu cumprir até o fim.  O tiro de fuzil que alvejou Edson Luís apontava para o AI-5, era o golpe dentro do golpe que, nove meses depois, aboliu as garantias individuais, escancarou a tortura como método de investigação numa ambiente de censura e treva. A morte do estudante não foi uma tragédia isolada, como recordo no livro "A mulher que era o general da casa":
    Na fuzilaria, sete pessoas foram feridas a bala e levadas ao hospital. Um segundo estudante, Benedito Frazão Dutra, chegou ferido ao pronto-socorro e tornou-se o segundo morto do dia.  Um porteiro que passava pela rua foi alvejado. Um comerciante que assistia ao conflito  da janela de seu escritório recebeu um tiro na boca.
     Jornal de maior prestígio na época,  inclusive pela atenção que prestava a oposição e pela firmeza na denúncia os crimes da ditadura, o Correio da Manhã descreveu a cena assim: "Não agiu a Polícia Militar como força pública. Agiu como um bando de assassinos." O Jornal do Brasil assumiu um tom parecido: "assassinato leva estudantes a greve nacional."
     Dias depois da tragédia, o ministro da Justiça Gama e Silva sustentou durante um debate na TV que a morte do estudante fora uma "armação dos comunistas". A tese era que líderes estudantis haviam  criado um tumulto que havia obrigado a PM a intervir daquela maneira. Presente ao programa, o jornalista Washington Novaes, que assistira a cena da janela da redação da revista Visão, me contou, quatro décadas depois, que rebateu o ministro na hora. "Eu estava lá e não foi assim, ministro. Vi quando o policial atirou." Na entrevista para o livro, Washington ainda detalhou: "Vi o momento em que um aspirante da PM se ajoelhou, fez pontaria com o fuzil e deu um tiro. Também vi o menino caindo."
     Com o passar dos anos, a memória da tragédia de 1968  evaporou-se, junto com as garantias democráticas que sobreviviam até o AI-5, como o habeas corpus, que evitava a tortura de quem era aprisionado sem culpa formada. Nenhuma investigação séria foi aberta para apurar as responsabilidades pela morte do "menino". O maior punido foi o próprio Washington Novaes. Diretor da revista Visão, semanário de economia que tinha uma credibilidade sem paralelo, foi colocado na geladeira profissional, forçado a demitir-se e levado a mudar de foco na carreira, abandonando o jornalismo político pelos documentários voltados para a ecologia e a cultura indígena. Ele ainda foi enquadrado em dois IPMs que, sem uma acusação específica, procuravam questionar sua credibilidade e apagar a memória de um episódio que se tornou um dos marcos permanentes da violência da ditadura. Nos interrogatórios, "não queriam saber o que eu tinha visto. Só queriam que eu mudasse o que dissera. Tentavam me confundir, descobrir contradições."
    O esforço para apagar a memória das imagens violentas de 28 de abril já começou -- com ajuda de uma mídia que jamais exibiu a mesma indignação de meio século atrás. Nos primeiros momentos, a pauta era tentar enquadrar Mateus no papel de "vândalo-baderneiro", caminho mais fácil para transformar a vítima em culpado. 
    Havia uma dificuldade técnica intransponível, porém. Com a nitidez que a tecnologia permite, as imagens captadas em Goiânia mostram uma cena clara quando o capitão Augusto Sampaio, subcomandante do 37a Companhia Independente da PM de Goiás, avança a golpes de cassetete. Vê-se três estrelas que indicam a patente em seu ombro. Não há dúvida a respeito. A agilidade e perícia no manejo do cassetete chegam a  impressionar. 
   Numa reportagem do Globo de 30 de abril, o capitão Sampaio tornou-se era um oficial sem nome e sem patente. Foi descrito como  "um policial militar" envolvido no caso. Na Folha de S. Paulo de 2 de abril, o capitão aparecia com nome e sobrenome. Mas era qualificado como o "PM sob suspeita de agredir estudante em Goiás". Errado. Pode-se até debater a responsabilidade individual do capitão no caso. Mas seu papel está documentado em vídeo. Não há suspeita. Ele foi filmado quando atingiu o estudante. Está lá, em dois vídeos, que todo mundo pode encontrar na internet.
    Negar os fatos, sabemos desde Hanna Arendt,  é a melhor forma de trabalhar para que uma democracia se transforme em ditadura. Em bom português: para que país em que Mateus Ferreira luta pela sobrevivência numa UTI, seja o mesmo Brasil em que Edson Luís foi morto e ninguém teve de responder por isso.(Via:247).


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DELATADO POR US$ 40 MI, TEMER DIZ QUE RECOLHEU VALOR INSIGNIFICANTE

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Em entrevista à RedeTV, Michel Temer, visto como corrupto por 73% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha (leia aqui), admitiu ter atuado na arrecadação de recursos para a campanha presidencial de 2014, mas disse foi um "valor insignificante".
Temer está prestes a ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral e o relator Hermann Benjamin deve propor a sua cassação, o que é o desejo de 85% dos brasileiros, que exigem sua saída e diretas já (saiba mais aqui).
Embora tenha dito ter arrecadado um valor insignificante, dois delatores da Odebrecht o acusaram de presidir uma reunião em que se tratou de uma propina de US$ 40 milhões – equivalente a R$ 126 milhões – para o PMDB (saiba mais aqui).
Temer afirmou que o encontro serviu apenas para um executivo "apertar a mão" dele porque tinha a intenção de contribuir para a campanha.
Os executivos da Odebrecht, no entanto, afirmaram que o encontro tratou de propinas – equivalentes a 5% de um contrato da Petrobras – e não de doações oficiais ou por caixa dois.
Ele também mandou um recado para o antigo parceiro Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba e ameaça delatá-lo; "Eu espero que ele seja feliz judicial e pessoalmente""Eu espero que ele seja feliz judicial e pessoalmente."
Confira acima um trecho da entrevista. (Via:247).


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MPT PEDE REJEIÇÃO DE PROJETO TUCANO QUE PEDE A VOLTA DA ESCRAVIDÃO


O Ministério Público do Trabalho (MPT) emitiu nota técnica condenando o projeto de lei de autoria do deputado federal e integrante da bancada ruralista na Câmara Nilson Leitão (PSDB-MT) que propõe uma "reforma trabalhista" no campo. A exemplo da reforma trabalhista proposta pelo governo Michel Temer, que suprime direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora, o projeto do parlamentar tucano prevê que os agricultores contratados possam ser pagos apenas com moradia e alimentação, no lugar de remuneração salarial, além de ampliar a jornada trabalhada por até 12 horas seguidas, dentre outros pontos.
O MPT recomendou a rejeição total do projeto e alegou, ainda, que a proposta viola princípios constitucionais e convenções internacionais, como as firmadas no âmbito da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ainda de acordo com o MPT, o projeto de lei levará a uma deterioração nas condições de saúde e segurança do trabalhador, além de ampliar a precarização das relações de trabalho já existentes
"Ao permitir ao trabalhador rural o gozo contínuo do repouso semanal remunerado por período trabalhado consecutivamente de até 18 dias (art. 8º, § 2°), o projeto ignora a salvaguarda da higidez física, psíquica e social do trabalhador e viola frontalmente o disposto no art. 7º, XV, do texto constitucional que impõe o gozo do repouso hebdomadário preferencialmente aos domingos", diz um dos pontos destacados na nota do MPT.(Via:247).

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GILMAR, O NOVO ALVO DO FASCISMO BRASILEIRO


O ódio insuflado por grupos de comunicação, em especial a Globo, contra réus em ações penas inoculou a semente do ódio na sociedade brasileira e fez brotar um fenômeno novo: o fascismo verde-amarelo.
Esse processo teve início com a Ação Penal 470, a do chamado "mensalão", e culminou com a Lava Jato.
O novo alvo desse fascismo tupiniquim é o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que deu o voto decisivo pela libertação do ministro José Dirceu, conforme determina a Constituição Brasileira, segundo a qual nenhum cidadão deve cumprir pena antes de condenação em segunda instância.
Nesta noite, em Brasília, manifestantes cercaram o Instituto de Direito Público, que pertence a Gilmar, pedindo sua cabeça.
Grupos de inspiração totalitária, como a página de Facebook vemprarua, também disseminam abaixo-assinados pelo impeachment de Gilmar.
Alheio à chamada fúria das ruas, ele avisa que outros presos de Curitiba poderão ser libertados.
Leia, abaixo, entrevista de Gilmar à revista Brasileiros:
Nesta terça-feira, 2, o Supremo Tribunal Federal concedeu habeas corpus ao ex-ministro José Dirceu, que estava preso desde agosto de 2015 por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, condenações que somam 32 anos de prisão. Por 3 votos a 2, os ministros da Suprema Corte entenderam que não havia necessidade de mantê-lo encarcerado uma vez que será julgado em segunda instância. A jurisprudência do Supremo define que a execução de uma pena deve começar apenas após a condenação em segundo grau.
Coube ao juiz Sergio Moro definir as medidas cautelares. O magistrado impôs o uso da tornozeleira eletrônica (mediante entrega do passaporte) e a locomoção restrita ao município de Vinhedo (a cerca de 80km da capital paulista) onde reside.
A decisão do STF revoltou os procuradores da Operação Lava Jato, que criticaram os ministros da Suprema Corte. O ministro Gilmar Mendes classificou a reação dos procuradores de “brincadeira quase juvenil”. Mendes concedeu entrevista exclusiva à Brasileiros na tarde desta quarta-feira.
Brasileiros – A decisão que o Supremo Tribunal Federal tomou nesta terça-feira, 2, de conceder habeas corpus ao ex-ministro José Dirceu pouco depois de o Ministério Público Federal do Paraná apresentar nova denúncia contra Dirceu foi uma sinalização sobre os limites das decisões da Lava Jato?  
Gilmar Mendes – Isso precisa ser avaliado com muito cuidado. Eu já tinha até dito que em muitos casos nós teríamos que fazer uma reavaliação dessas prisões alongadas. E o tribunal vinha sinalizando. No ano passado nós tivemos algumas discussões. Mas tenho a impressão de que a jurisprudência do tribunal tradicional é de que um crime desse jaez, desse tipo, se já se tem a prova e a instituição probatória, se já ofereceu a denúncia, não é necessário mais a mantença da prisão. Foi um pouco isso que o tribunal decidiu. Cada situação terá que ser avaliada.
O que estava acontecendo também é que havia muita dificuldade de interpor os habeas corpus. Os habeas corpus eram interpostos contra a decisão tomada no decreto da prisão provisória. Aí sobrevinha a sentença e dizia “esse habeas corpus está prejudicado”. Ou interpunha-se o habeas corpus contra uma negativa de liminar. Aí sobrevinha-se o indeferimento defectivo e dizia que “isso está prejudicado”.
É aquilo que eu chamei: os impetrantes, os advogados e os pacientes estão envoltos em uma corrida maluca. Porque nunca se chegava ao alvo. Foi importante o tribunal firmar que não havia essas situações de prejudicialidade e permitiu assim dar efetividade ao habeas corpus.
Isso terá que ser examinado e há muitos questionamentos que estão sendo feitos. Tem também o debate sobre o uso da prisão para obter a delação. Eu não acredito que a prisão provisória sirva para essa finalidade. Eu acho que independentemente da libertação, aquele que tiver algo a delatar poderá fazê-lo tendo em vista a perspectiva de uma pena concreta alongada, quer dizer, se tiver que ser condenado a 30 ou 40 anos – veja aí o exemplo do Marcos Valério -, ele certamente preferiria delatar e negociar.
Mas as delações vão ter que ser discutidas, inclusive qual é o seu significado, qual é o seu peso no conjunto probatório. E o tribunal ainda – salvo um caso em que se fez alguma avaliação sobre a delação – acho que nós não tivemos ainda nenhum debate sobre isso. E há muita polêmica sobre o assunto.
O senhor se surpreendeu com o voto do ministro Celso de Mello (contra o habeas corpus a Dirceu), que sempre teve uma posição mais garantista e menos punitivista?


Não. Tenho a impressão de que há bons fundamentos para os votos vencidos, na linha da possibilidade de ter uma continuidade delitiva. Até os exemplos que têm sido dados de tráfico de drogas, de pessoas que se envolvem com organizações criminosas de tráfico de drogas, é nesse sentido de que não é possível liberá-los da prisão preventiva porque provavelmente eles voltam a delinquir, que foi um pouco a premissa que ele acolheu ali nos precedentes. Legítimo.
O que nós entendemos é que nas condições atuais, retirado o grupo político ao qual pertencia o paciente do poder, essa situação de voltar a delinquir não se colocava. Foi essa posição que se tomou.
Por outro lado, o (artigo) 319 do Código de Processo Penal permite que o juiz aplique penas diferentes da prisão, medidas cautelares diferentes da prisão: tornozeleiras, a suspensão de determinadas atividades, que são medidas igualmente restritivas mas menos penosas, menos invasivas que a prisão provisória.
Essa foi uma alteração que eu tinha proposto na época da minha presidência e que foi aprovada e nós devíamos usar mais essas medidas cautelares e menos a prisão preventiva. Essa é a minha visão.
Procuradores da Lava Jato estão contestando a decisão do STF e afirmam que o Supremo estaria promovendo a “destruição lenta de uma investigação séria”. O que o senhor pensa sobre isso? 
Ah, não vou emitir juízo sobre isso, obviamente que o Supremo não disputa, não tem nada que disputar interpretação de gente da Lava Jato ou de qualquer outra operação. Na verdade o Supremo é o Supremo porque é o Supremo. (Via:247).


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TEMER DESPREZA IGREJAS E DIZ QUE SÓ PARTE DA CNBB REJEITA REFORMAS


Em entrevista à RedeTV, Michel Temer deu demonstração de desprezo à maior mobilização política da Igreja Católica desde redemocratização, ao dizer que apenas "parte da CNBB" reprova as reformas.
"Não é bem a Igreja Católica [que faz essa oposição]. Você sabe que é uma parte da igreja Católica. Melhor me expressando, é talvez uma parte da CNBB e nada mais do que isso", disse Temer. "E o que está acontecendo com uma parte da CNBB, não é que eles estejam contra, é que eles fazem uma coisa que a Igreja sempre fez, que é proteger os pobres".
A mobilização da Igreja Católica reuniu 89 arcebispos e bispos contra as reformas trabalhista e da Previdência e em apoio à greve geral do dia 28 de abril, que são rejeitadas por praticamente 100% da população (relembre aqui). 
Confira reportagem da Agência Brasil sobre o assunto:
Temer diz que apenas "parte da CNBB" é contrária às reformas
O presidente Michel Temer disse que apenas "parte da Igreja Católica" faz críticas às reformas trabalhista e previdenciária que estão sendo tocadas por seu governo. Segundo ele, as críticas públicas feitas por alguns integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não representam a posição da entidade, mas a histórica posição da igreja em "proteger os pobres".
A declaração foi feita em entrevista concedida ontem (4) à Rede TV News. "Não é bem a Igreja Católica [que faz essa oposição]. Você sabe que é uma parte da igreja Católica. Melhor me expressando, é talvez uma parte da CNBB e nada mais do que isso", disse o presidente. "E o que está acontecendo com uma parte da CNBB, não é que eles estejam contra, é que eles fazem uma coisa que a Igreja sempre fez, que é proteger os pobres", acrescentou.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nota no mês passado, em conjunto com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Economia (Cofecon), contra a reforma da Previdência. Em nota, as três entidades disseram que é necessário que a sociedade brasileira esteja atenta às "ameaças de retrocessos". Em março, após reunião de três dias, os dirigentes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já haviam se manifestado em relação ao tema, afirmando que a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016 reduz a Previdência a uma questão econômica e "escolhe o caminho da exclusão social".
Temer disse ter se encontrado com o presidente da CNBB, Dom Sérgio, a quem esclareceu muitos pontos da reforma. "Eu expliquei a verdade sobre a Previdência. Eu já tinha falado com Dom Odilo, com Dom Cláudio Hummes, depois falei com o Dom Damasceno. Combinamos que eu mandaria uma correspondência para os 78 ou 80 bispos que fazem parte de um núcleo principal da CNBB, esclarecendo as questões da Previdência", disse o presidente.
"Como essas informações não chegaram por completo e não chegaram por inteiro a todos os setores da Igreja Católica, há um ou outro setor que se opõe, até publicamente [às reformas]. Eu acho que, muito brevemente, pelas medidas todas que nós estamos tomando, nós vamos conseguir, revelando a verdade, fazer com que a Igreja também partilhe dessa verdade", acrescentou.
Ainda durante a entrevista, Temer disse que após a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária, dedicará esforços às reformas política e tributária. "Você sabe que nós vamos fazê-las, logo depois que encerrar esse primeiro ciclo [de reformas]. Vamos para duas outras reformas. Uma delas não será exatamente uma reforma, mas uma simplificação que significa desburocratização dos meios de pagamento dos tributos", disse ele.
"Já estamos fazendo isso nos chamados despachos aduaneiros. Fizemos isso na área da agricultura, e vamos fazer em toda área tributária. Como o Congresso quer fazer uma reforma política, eu creio que esta é também fundamental para o País. Portanto, vamos caminhar para a reforma política, auxiliando o Congresso [a fazê-la], porque essa é uma tarefa do Congresso", acrescentou.
Financiamento de campanha
Temer manifestou preocupação com a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal decidir que, nas eleições de 2018, empresas privadas sejam proibidas de financiar campanhas eleitorais. "Espero que isso [decisão do STF] não seja levado às últimas consequências, porque será muito ruim. Quem for candidato agora em 2018, sem financiamento privado, vai ter dificuldade extraordinária".
"Sempre fui a favor da contribuição de pessoa jurídica a candidatos, desde que fosse para um candidato. Porque você, quando você faz uma contribuição, eu pessoa física, contribuo para sua candidatura, é porque eu acredito em você. O que aconteceu no Brasil foi que, ao longo do tempo, as pessoas jurídicas contribuíam indistintamente", argumentou.
Ainda sobre o STF, Temer disse não acreditar que a decisão de soltar presos provisórios como o ex-ministro José Dirceu abra precedentes que possam representar derrota para a Lava Jato. "Derrota? Meu Deus do Céu, o País, o Judiciário é feito de instâncias. Tem o primeiro grau de jurisdição, segundo grau de jurisdição, terceiro grau de jurisdição e o STF. É por instâncias, não há derrota. Há, muitas vezes, revisão", disse. "O que não pode haver é briga entre as instâncias, porque são instâncias diversas", acrescentou. (Via:247).

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BRASILEIROS SEGUEM RASPANDO O RESTA DA POUPANÇA


Os saques superaram os depósitos em poupança pelo quarto mês seguido. De acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (5), a retirada líquida chegou a R$ 1,270 bilhão em abril, resultado menor do que o registrado em igual período de 2016 (R$ 8,246 bilhões).
No mês passado, os depósitos ficaram em R$ 153,346 bilhões e os saques, em R$ 154,617 bilhões. Foram creditados R$ 3,777 bilhões de rendimentos e o saldo dos depósitos em poupança alcançou R$ 661,912 bilhões.
De janeiro a abril deste ano, a retirada líquida chegou a R$ 18,672 bilhões, contra R$ 32,296 bilhões em igual período do ano passado.
Desde o início da recessão econômica, em 2015, os investidores têm retirado dinheiro da caderneta para cobrir dívidas num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego. Outro fator que contribuiu para os saques foi a perda de rentabilidade da caderneta em relação a outras aplicações. (Via:247).

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O MUNDO BOMBA, ENQUANTO O BRASIL AFUNDA


WASHINGTON (Reuters) - A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos se recuperou com força em abril e a taxa de desemprego caiu para perto da mínima de 10 anos de 4,4 por cento, sinais de um mercado de trabalho apertado que pode pavimentar o caminho para uma alta dos juros no próximo mês, apesar do crescimento moderado dos salários.
A criação de vagas fora do setor agrícola foi de 211 mil no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, bem acima da média mensal de 185 mil para este ano e da criação de 79 mil vagas em março.
O aumento da criação de vagas teve como base a alta nas contratações do setor de lazer e em serviços empresariais e profissionais.
A queda de 0,1 ponto percentual levou a taxa de desemprego ao menor nível desde maio de 2007. O recuo refletiu tanto o aumento na contratação como a saída de pessoas da força de trabalho.
A taxa de participação da força de trabalho, ou a parcela de norte-americanos em idade ativa que estão empregados ou procurando emprego, caiu para 62,9 por cento, ante a máxima de 11 meses de 63 por cento.
A recuperação da contratação sustenta a afirmação do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, de que o ritmo de crescimento econômico anualizado de 0,7 por cento no primeiro trimestre provavelmente foi provavelmente "transitório" e também seu otimismo de que a atividade econômica vai expandir a um ritmo "moderado".
Na quarta-feira, o Fed, manteve a taxa básica de juros e disse esperar que as condições do mercado de trabalho se "fortaleçam um pouco mais".
O salário médio por hora subiu 0,3 por cento, ou sete centavos, no mês passado, em parte por causa de questões de calendário. Embora isso tenha reduzido o aumento na comparação anual para 2,5 por cento, o menor desde agosto de 2016, há sinais de que o crescimento dos salários está acelerando com a redução da capacidade ociosa.
Um relatório do governo na semana passada mostrou que os salários do setor privado registraram o maior avanço em 10 anos no primeiro trimestre.
O setor de construção abriu 5 mil vagas no mês passado e a indústria criou 6 mil empregos. A contratação do setor de lazer saltou para 55 mil em abril, enquanto que o setor de serviços profissionais e empresariais criou 39 mil vagas.
O governo abriu 17 mil vagas no mês passado.
(Por Lucia Mutikani), (Via:247).

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