quarta-feira, 14 de novembro de 2018

CUBA ABANDONA O PROGRAMA MAIS MÉDICOS, EM PROTESTO CONTRA BOLSONARO

Fotos: ABr | Reuters

247- Em protesto contra o presidente eleito no Brasil Jair Bolsonaro, Cuba decidiu abandonar o programa Mais Médicos, que leva profissionais do país caribenho para áreas de outras nações com o objetivo de otimizar o atendimento à população. "O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e ao acordo desta com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma de se contratar individualmente", diz o texto do Ministério da Saúde cubano.
Nestes cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil funcionários cubanos atenderam mais de  113 milhões de pacientes, em mais de 3.600 municípios, chegando a cobrir, com eles, um universo de até 60 milhões de brasileiros, na época em que constituíam 88% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", diz o documento.
O futuro chefe do Executivo federal já havia dito que iria expulsar os médicos cubanos do Brasil alegando que iria instrumentalizar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira, conhecido como Revalida.
Confira a íntegra do documento:
O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios solidários e humanistas que durante 55 anos têm guiado a cooperação médica cubana, participa desde seus começos, em agosto de 2013, no Programa Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa de Dilma Rousseff, nessa altura presidenta da República Federativa do Brasil, tinha o nobre propósito de garantir a atenção médica à maior quantidade da população brasileira, em correspondência com o princípio de cobertura sanitária universal promovido pela Organização Mundial da Saúde.
Este programa previu a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalhar em zonas pobres e longínquas desse país.
A participação cubana nele é levada a cabo por intermédio da Organização Pan-americana da Saúde e se tem caracterizado por ocupar vagas não cobertas por médicos brasileiros nem de outras nacionalidades.
Nestes cinco anos de trabalho, perto de 20 mil colaboradores cubanos ofereceram atenção médica a 113.359.000 pacientes, em mais de 3.600 municípios, conseguindo atender eles um universo de até 60 milhões de brasileiros na altura em que constituíam 88 % de todos os médicos participantes no programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.
O trabalho dos médicos cubanos em lugares de pobreza extrema, em favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador de Baía, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, sobretudo na Amazônia, foi amplamente reconhecida pelos governos federal, estaduais e municipais desse país e por sua população, que lhe outorgou 95% de aceitação, segundo o estudo encarregado pelo Ministério da Saúde do Brasil à Universidade Federal de Minas Gerais.
Em 27 de setembro de 2016 o Ministério da Saúde Pública, em declaração oficial, informou próximo da data de vencimento do convênio e em meio dos acontecimentos relacionados com o golpe de estado legislativo-judicial contra a Presidenta Dilma Rousseff que Cuba “continuará participando no acordo com a Organização Pan-americana da Saúde para a implementação do Programa Mais Médicos, enquanto sejam mantidas as garantias oferecidas pelas autoridades locais”, o que até o momento foi respeitado.
O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, fazendo referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-americana da Saúde e ao conveniado por ela com Cuba, ao pôr em dúvida a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa a revalidação do título e como única via a contratação individual.
As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis que não cumprem com as garantias acordadas desde o início do Programa, as quais foram ratificadas no ano 2016 com a renegociação do Termo de Cooperação entre a Organização Pan-americana da Saúde e o Ministério da Saúde da República de Cuba. Estas condições inadmissíveis fazem com que seja impossível manter a presença de profissionais cubanos no Programa. Por conseguinte, perante esta lamentável realidade, o Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu interromper sua participação no Programa Mais Médicos e foi assim que informou a Diretora da Organização Pan-americana da Saúde e os líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa.
Não aceitamos que se ponham em dúvida a dignidade, o profissionalismo, e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de seus familiares, prestam serviço atualmente em 67 países. Em 55 anos já foram cumpridas 600 mil missões internacionalistas em 164 nações, nas quais participaram mais de 400 mil trabalhadores da saúde, que em não poucos casos cumpriram esta honrosa missão mais de uma vez. Destacam as façanhas de luta contra o ébola na África, a cegueira na América Latina e o Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias “Henry Reeve” no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.
Na grande maioria das missões cumpridas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Igualmente, em Cuba formaram-se de maneira gratuita 35 mil 613 profissionais da saúde de 138 países, como expressão de nossa vocação solidária e internacionalista.
Em todo momento aos colaborados foi-lhes conservado seu postos de trabalho e o 100 por cento de seu ordenado em Cuba, com todas as garantias de trabalho e sociais, mesmo como os restantes trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde.
A experiência do Programa Mais Médicos para o Brasil e a participação cubana no mesmo, demonstra que sim pode ser estruturado um programa de cooperação Sul-Sul sob o auspício da Organização Pan-americana da Saúde, para impulsionar suas metas em nossa região. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde qualificam-no como o principal exemplo de boas práticas em cooperação triangular e a implementação da Agenda 2030 com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Os povos da Nossa América e os restantes do mundo bem sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais.

O povo brasileiro, que fez com que o Programa Mais Médicos fosse uma conquista social, que desde o primeiro momento confiou nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, a sensibilidade e o profissionalismo com que foram atendidos, poderá compreender sobre quem cai a responsabilidade de que nossos médicos não possam continuar oferecendo sua ajuda solidária nesse país.
Havana, 14 de novembro de 2018.


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Posse de Bolsonaro será às 15h de 1º de janeiro, diz Eunício

A mudança no horário foi um pedido do presidente eleito

  Por: AE
Foto: Rogério Melo/PR
Foto: Rogério Melo/PR


O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), confirmou que a solenidade de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro foi antecipada em duas horas e ocorrerá às 15h, em 1º de janeiro. Segundo ele, a mudança foi para atender a um pedido do próprio Bolsonaro.

A cerimônia está sendo organizada por uma equipe multidisciplinar com integrantes do Congresso Nacional, da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores. Há solenidades nos três locais.

Orçamento

Eunício disse ainda que pretende se reunir com os integrantes da área econômica do governo eleito. De acordo com ele, na pauta está a possibilidade de mudanças na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019.

O senador afirmou que está à disposição para colaborar com a nova equipe. Segundo ele, é importante que o governo eleito tenha ciência do orçamento que vai implementar.



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Operação Anjos da Lei prende 166 pessoas em todo o país; 18 são presas em PE

   Via: Folha PE

Polícia Civil de Pernambuco prendeu 18 pessoas, nesta terça-feira (13), suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas próximo a escolas e corrupção de menores. A ação fez parte da operação nacional Anjos da Lei, realizada por iniciativa do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil com atuação simultânea em todas unidades federativas do Brasil. Ao todo, 166 pessoas foram presas.
Em Pernambuco, 11 suspeitos foram presos por cumprimento de mandado de prisão e sete pessoas presas em flagrante. Seis prisões fora feitas na capital e na Região Metropolitana do Recife, uma no Litoral Sul do Estado, quatro no Sertão e sete no Agreste de Pernambuco.
Além disso, a operação incluiu ação tática, realizada em Caruaru, no Agreste do Estado, que interditou seis locais onde foram constatadas a exploração sexual de crianças, algumas com anuência de seus responsáveis, que deixavam de frequentar escolas e faziam uso de drogas. Os estabelecimentos estão localizados na Feira do Gado, realizada semanalmente no município. Sete pessoas foram presas em flagrante e foram encaminhadas para audiência de custódia. Durante a ação, quatro crianças foram abrigadas pelo conselho tutelar por estarem sem a presença do responsável e em local impróprio.
Brasil
Das 166 pessoas detidas no País, 29 eram foragidos; 74 foram presos em flagrante; 42, por mandado; e 21 adolescentes foram apreendidos. Também foram apreendidos sete veículos, 16 armas, 24 celulares, 14 aparelhos eletrônicos, R$ 8,4 mil, 715 gramas de maconha, 321 de cocaína 678 de crack e quatro unidades de ecstasy.
“Esse tipo de tráfico é extremamente doloso porque, além de ter a questão das drogas tem também a questão da infância, tem a questão da juventude. Toda sociedade é alcançada por esse tipo de atividade criminosa e dolosa nas proximidades das escolas. Isso afeta não são os nossos jovens, mas todo o nosso futuro”, destacou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.
Em São Paulo, participam cerca de mil policiais dos departamentos do Interior (Deinter), do Departamento da Grande São Paulo (Demacro) e da Capital (Decap). Em Jundiaí, na região de Campinas, aproximadamente 4 mil pinos de crack foram apreendidos a cerca de 100 metros de duas escolas. Um homem foi preso em flagrante pelo crime.

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Bolsonaro deve se reunir com governadores do Nordeste dia 21

Informação é do governador reeleito do Piauí, Wellington Dias

   Por: Agência Brasil
O presidente eleito Jair Bolsonaro participa de Fórum de Governadores eleitos e reeleitos, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente eleito Jair Bolsonaro participa de Fórum de Governadores eleitos e reeleitos, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro deve se reunir na próxima quarta-feira (21) com os nove governadores eleitos e reeleitos do Nordeste, em Brasília. A informação é do governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT), único da região a participar nesta quarta (14) da reunião com os governadores.

Wellington Dias conversou rapidamente com Bolsonaro, durante o fórum, em Brasília. Segundo ele, o principal ponto da agenda da região é a segurança pública. De acordo com o governador, mais de 40% dos homicídios no país são registrados no Nordeste. “É uma situação muito grave para o país e para a nossa região.”
O petista afirmou que os governadores também têm propostas para combater o desemprego e promover o crescimento da economia, a partir de um política industrial focada no desenvolvimento regional. A questão hídrica também está entre as prioridades.

O governador reeleito da Bahia, Rui Costa (PT), que está em Israel, enviou hoje seu vice, João Leão (PP), para o fórum em Brasília. Para Wellington Dias, houve incompatibilidade de agendas entre os governadores e o presidente eleito, daí as ausências.

Não compareceram ao encontro os governadores eleitos e reeleitos da Bahia, Rui Costa (PT); do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); do Ceará, Camilo Santana (PT); do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); da Paraíba, João Azevêdo (PSB); Sergipe, Belevaldo Chagas (PSD) e de Alagoas, Renan Filho (MDB). 



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Cuba sai do programa Mais Médicos no Brasil após declarações de Bolsonaro

País solicitou o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil. Presidente eleito, Bolsonaro comentou a situação em seu twitter

  Por: AE
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução


O governo cubano informou nesta quarta-feira (14) que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

"Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado.

Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma" além de ter imposto "como via única a contratação individual". 

O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados.

"Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. 

"As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde.

De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo.

Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. 

Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Com agências internacionais.
 
Resposta
 
Em seu Twitter, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que Cuba não aceitou as novas propostas oferecidas para o programa. 
 


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Desalmada. Mãe usuária de drogas tenta vender filho prematuro por R$ 2.000 reais. O CORE e o Conselho tutelar agiram rápido

As crianças foram retiraram do convívio de mãe usuária de drogas que estava tentando vender um bebezinho por 2 mil reais


No final da manhã  desta terça-feira dia (13), a equipe da CORE (Coordenação de Recursos Especiais da 14ª Desec, juntamente com membros do Conselho Tutelar, adentraram na Favela da CAGEPE, no bairro Divinópolis, na cidade de Caruaru no Agreste pernambucano, para cumprir Ordem Judicial que determinou o afastamento de duas crianças, sendo uma de 23 dias de nascida e prematura e outra de 2 anos, do convívio de sua genitora Alexsandra Pereira Silva.
De acordo com a Equipe CORE, a ordem judicial se deu em decorrência das crianças estarem em situação de risco, por sua mãe ser viciada em crack, inclusive estar tentando “vender” seu filho prematuro por R$ 2.000,00.
As crianças foram levadas para o abrigo municipal e acolhidas pelo Conselho Tutelar. (Blog do Adielson Galvão) 

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Ministros com acusações contundentes deverão deixar governo, diz Bolsonaro

"É muito difícil hoje em dia você pegar alguém que não tenha alguns problemas. Os menores vamos ter que absorver", declarou presidente eleito

  Por: Folhapress
Documento entregue por delatores da JBS sugere que Lorenzoni (DEM-RS) recebeu, via caixa dois, uma segunda doação eleitoral, além dos R$ 100 mil não declarados à Justiça Eleitoral que ele já havia admitido



O presidente eleito, Jair Bolsonaro, comentou na manhã desta quarta-feira (14), em entrevista à TV Record, a acusação de que Onyx Lorenzoni (DEM-RS) poderia ter recebido dinheiro não declarado em campanha eleitoral de 2014, conforme reportagem da Folha de S.Paulo. "Tudo nos preocupa. Uma denúncia tornando-se robusta, transformando-se aquela pessoa em réu, nós vamos tomar alguma providência. O Onyx é ciente disso."

Bolsonaro afirmou que tem conversado com ministeriáveis sobre corrupção, mas declarou que é difícil ter uma equipe isenta de denúncias. "É muito difícil hoje em dia você pegar alguém que não tenha alguns problemas, por menores que sejam. Os menores, logicamente, nós vamos ter que absorver. Se o problema ficar vultoso, você tem que tomar uma providência".

A providência de Bolsonaro, segundo ele, seria o desligamento de acusados com denúncias contundentes. Um documento entregue por delatores da JBS, empresa dos irmãos Batista, à Procuradoria-Geral da República (PGR) sugere que o Onyx Lorenzoni (DEM-RS) recebeu via caixa dois uma segunda doação eleitoral, além da que ele já havia admitido. O congressista confessou ter recebido da empresa, para a campanha de 2014, R$ 100 mil não declarados à Justiça Eleitoral.
O documento agora revelado pela Folha de S.Paulo mostra que ele recebeu outros R$ 100 mil em 2012. Segundo os colaboradores, o dinheiro foi repassado em espécie. Além da acusação de irregularidades nas contas de Lorenzoni pela PGR, também recai sobre o presidente eleito questionamentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo auditores do tribunal, a campanha eleitoral deBolsonaro tem 23 indícios de irregularidades ou inconsistências.

Reportagens da Folha de S.Paulo mostraram, antes mesmo do resultado da eleição, que a campanha de Bolsonaro havia omitido uma série de informações na prestação de contas parcial que todos os candidatos têm que apresentar na primeira quinzena de setembro. A não apresentação de contas consolidadas e regulares impede a diplomação do futuro presidente. "Bebianno [Gustavo, secretário-geral da equipe de transição] me relatou que alguns documentos estão faltando e será cumprido o prazo de entrega", afirmou. 

Entre os indícios de irregularidade apontados pelo TSE nas contas de Bolsonaro estão omissão de gastos na declaração parcial de setembro, arrecadação de doações pela internet por empresa não autorizada, recebimento de recursos de origem não identificada ou vedada pela legislação, uso de serviços de advocacia não declarados e divergências entre os dados de doadores e os constantes da base de dados da Receita Federal.

A equipe de Bolsonaro nega irregularidades.



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Onyx anuncia Ministério da Cidadania, que absorve parte do Trabalho

A pasta, segundo Lorenzoni, unificará Desenvolvimento Social, 
Direitos Humanos e a Senad
  
  Por: Folhapress 
Onyx Lorenzoni, ministro extraordinário do governo de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro


O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quarta-feira (14) que o governo de Jair Bolsonaro criará o Ministério da Cidadania. A pasta, segundo Lorenzoni, unificará Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e a Senad (Secretaria Nacional de Política Sobre Drogas). Ele disse ainda que parte do Ministério do Trabalho pode se juntar ao novo órgão.

A afirmação foi feita durante entrevista à rádio Gaúcha, na manhã desta quarta.
Segundo Lorenzoni, ainda há indefinições sobre o novo ministério em relação ao Trabalho, mas já se definiu a junção de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Senad.

"Esse martelo está batido: Direitos HumanosDesenvolvimento Social Senad."
A pasta é o que seria o Ministério da Família, anunciado pelo senador Magno Malta (PR-ES) há duas semanas. Aliado de Bolsonaro, o parlamentar lançou-se para o cargo, mas não foi confirmado como ministro pelo futuro presidente.

Na terça (13), em entrevista após visitas a tribunais superiores, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, recuou da ideia de acabar com a pasta. Ele disse que manterá o status de ministério, mas que haverá fusão com outros temas.

Segundo Lorenzoni, uma possibilidade é unificar Trabalho com Indústria e Desenvolvimento, numa pasta que cuidará de Produção. O futuro chefe da Casa Civil voltou a repetir que Comércio Exterior, hoje ligado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), deve ficar com Economia, pasta que será comandada por Paulo Guedes.

Em entrevista pela manhã para a TV Record, Bolsonaro falou sobre o tema. "O mais importante é que a legislação trabalhista está preservada. Não interessa se [a pasta de Trabalho] vai ter status de ministério ou não vai ter. Não interessa. Isso pouco tem a ver. Você pode botar ministério disso, disso e Trabalho, ou então botar como uma secretaria, em baixo de um ministério qualquer. Não influencia absolutamente nada", afirmou o presidente eleito.



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MORO CONTINUA USANDO O CARGO PARA PERSEGUIR LULA, DENUNCIA PIMENTA


247 - O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), afirmou que a decisão de Sérgio Moro em não pedir exoneração do cargo de magistrado mesmo após aceitar ser o ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PSL), optando por tirar férias, além de contrariar a Lei Orgânica da Magistratura, possibilita, na prática, que ele permaneça à frente dos processos da Lava Jato, incluindo os referentes ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Pimenta, a decisão de Moro em tirar férias termina por impedir que o Tribunal Regional Federal da 4º Região designe seu sucessor, confirmando que ele teria agido com interesse político e partidário durante o período eleitoral como quando autorizou a divulgação da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci há apenas uma semana do primeiro turno da eleição presidencial, afetando diretamente a campanha de Fernando Haddad (PT) e beneficiando o adversário Jair Bolsonaro. "Se alguém tinha dúvida, a ida de Moro para o novo governo mostra isso", afirmou Pimenta.
O PT ingressou com uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em função do que considera atuação política e partidária de Moro. O parlamentar também acusou Moro de manipular processos contra Lula, além do referente ao sítio de Atibaia- que resultou na condenação do ex-presidente por "atos indeterminados", tese que inexiste no Direito brasileiro.
Para Pimenta, o caso "é absurdo" e deveria tramitar na Justiça no interior de São Paulo, pois não tem nada a ver com a Petrobras, o pivô da Lava Jato. Nesta quarta-feira (14), Lula será ouvido em Curitiba pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro, sobre o processo do sítio em Atibaia.
"Não há qualquer prova contra Lula, o que há é a necessidade permanente de Moro de atacar a honra do ex-presidente e desconstruir sua trajetória política", afirmou.

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Dívida relacionada ao tráfico motivou morte de casal em Petrolina; polícia prende suspeitos, apreende drogas e fecha laboratório de refino

   Via:Carlos Britto
Drogas e outro materiais apreendidos na Operação 'Fênix'. (Foto: Gabriel Siqueira/Blog do Carlos Britto)


A Polícia Civil (PC) de Petrolina identificou os suspeitos do assassinato de um casal que foi morto no dia 20 de fevereiro deste ano, próximo ao N-9 do Perímetro irrigado Senador Nilo Coelho, zona rural da cidade. Conforme a PC, as vítimas – Raimundo Ivanildo Batista de Araújo e Raquel Nascimento Barbosa – tinham envolvimento com o tráfico de drogas e foram mortos por conta de uma dívida. Eles moravam na Vila Marcela, zona norte, e foram encontrados carbonizados dentro de um carro.
Segundo o delegado Magno Neves, responsável pela Operação ‘Fênix’, deflagrada nesta quarta-feira (14), as investigações tiveram início no dia do crime. Hoje foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina.
Um dos presos, conforme o delegado magno Neves, chefiava o tráfico na zona norte de Petrolina, principalmente nos bairros José e Maria São Jorge. Dionato Evangelista dos Santos, de 37 anos, foi preso com mais de 12 quilos de pasta-base de cocaína e tinha um local de refino de drogas, no bairro Terras do Sul, zona norte. Ele foi localizado em Curaçá, no norte da Bahia. O delegado ressaltou que ele já havia sido intimado várias vezes, mas nunca compareceu para prestar esclarecimentos.
O duplo homicídio das vitimas estava relacionado a uma dívida de drogas e a pessoa de Dionato. Ele foi o alvo principal a operação, identificado como sendo o articulador da organização criminosa. Existem outros inquéritos intitulando ele a outros homicídios e há indícios de domínio de tráfico nos bairros José e Maria e São Joaquim”, informou Magno Neves.
Presos
Além de Dionato, foram presos José Rogério de Souza Lima, conhecido como “Didi”, de 28 anos e Patrick Duarte Braga, de 31. Joseilton dos Santos, o “Zeilton”, de 33 anos, está foragido. Outro envolvido, Antomar Alves de Brito, de 40 anos, já cumpre pena na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes.
Segundo o delegado, todos têm envolvimento com homicídios e tráfico de drogas. Magno neves disse que, além de Petrolina, entorpecentes também eram distribuídos para a cidade de Curaçá, no norte da Bahia, onde Dionato foi preso. “O que se apresenta é que eles tinham como se fosse um laboratório [para refino de entorpecentes]. Essa droga era preparada e distribuída em diversos setores aqui da região, inclusive para Curaçá, na Bahia, como apontam as investigações”, explicou.
Eles são autores desse homicídio que praticaram. Fica claro que eles são traficantes, também. A ideia deles era tomar o domínio do tráfico de entorpecentes na região, fazendo suas vítimas para poder escoar essas drogas”, finalizou Magno Neves, informando que as investigações continuam e que as equipes estão na rua no intuito de prender o suspeito que está foragido.
Delegados Magno Neves, Jairo Marinho e Marceone Ferreira. (Foto: Gabriel Siqueira/Blog do Carlos Britto)
Apreensões
Ao todo, foram apreendidos durante a ‘Operação Fênix’: 13,7 kg de cocaína, 705 g de crack, um revólver calibre 38, R$ 5.317,00 em espécie e R$ 6.300,00 (em cheques), 11 celulares, 1 tablet, 1 notebook, 1 DVR, 3 balanças de precisão e uma motocicleta. Todo o material foi encaminhado à delegacia.

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Wellington Dias vai representar nordestinos

Piauiense será porta-voz da Região na reunião com presidente eleito, Jair Bolsonaro

  Por: Folha de Pernambuco
Governador do Piauí, Wellington Dias, estará ao encontro que terá participação de Jair Bolsonaro
Governador do Piauí, Wellington Dias, estará ao encontro que terá participação de Jair BolsonaroFoto: Agência Brasil

Os governadores do Nordeste não devem participar da reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, convocado pelos governadores eleitos João Doria (PSDB), de São Paulo, Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal. O acordo é que o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), represente o Fórum dos Governadores do Nordeste e entregue uma carta elaborada pelos gestores, com algumas reivindicações da Região. Bolsonaro, que confirmou terça-feira a presença, deve participar no final do evento, que ocorre entre 9h e 14h, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. Ainda nesta quarta-feira, o presidente eleito retorna ao Rio de Janeiro, onde reside. O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), também deve participar do encontro.
Carta
Os gestores passaram o dia de terça-feira alinhando - por conferência e por telefone - o conteúdo da carta, com pontos extraídos de edições passadas do Fórum dos Governadores do Nordeste. Alguns dos principais tópicos que serão apresentados na reunião são a questão da violência e da segurança pública na Região, com dados e reivindicação de um fundo nacional de segurança pública; a previdência, com o pedido da PrevNordeste, que seria um fundo complementar unificado para os servidores públicos da Região e a previdência nacional com aporte da União; além de alguns tópicos em relação à saúde.
Governadores
Os governadores reeleitos Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, Camilo Santana (PT), do Ceará, e Rui Costa (PT), da Bahia, estão no exterior. Renan Filho (MDB), de Alagoas, está de férias. Belivaldo Chagas (PSD), de Sergipe, Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, João Azevêdo (PSB), da Paraíba, também não vão participar do encontro. As assessorias confirmaram as ausências deles. Entretanto, há a previsão dos vice-governadores eleitos João Leão (PP), da Bahia, e Eliane Aquino (PT), de Sergipe, participarem. A reportagem tentou contato com a assessoria da senadora Fátima Bezerra (PT), eleita governadora do Rio Grande do Norte, sem sucesso.
A assessoria do Palácio do Campo das Princesas disse que não vai enviar representante de Pernambuco ao encontro e que vai aguardar reunião convocada pelo próprio presidente eleito Jair Bolsonaro ou por algum ministro. A princípio, a deputada federal Luciana Santos (PCdoB), eleita vice-governadora de Pernambuco, participaria da reunião, mas o caráter político do encontro, em detrimento do administrativo-institucional, fizeram os gestores recuarem.
Apesar de a pauta do encontro com a equipe do futuro governo ser as prioridades econômicas para os estados, os gestores nordestinos resistem à reunião pelo fato de ter sido convocada por governadores eleitos e ainda não empossados, e não pela equipe de transição ou pelo presidente eleito, o que revela um caráter eminentemente político. Além disso, muitos dos eleitos não estão cientes das reais situações das gestões que vão assumir a partir de 2019. Contudo, eles avaliam que agindo em bloco conseguirão ter mais eficiência nos pleitos.
Todos os governadores eleitos no Nordeste estavam alinhados com o candidato derrotado Fernando Haddad (PT), que, por sua vez, venceu em todos os estados da região. Os nordestinos, no entanto, devem se reunir ainda este ano para consolidar uma pauta regional mais consistente para apresentar a Bolsonaro


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