quarta-feira, 3 de outubro de 2018

JUSTIÇA PROÍBE ASSÉDIO E COAÇÃO PRÓ-BOLSONARO DE DONO DA HAVAN


247 - O juiz do trabalho Carlos Alberto Pereira de Castro, de Florianópolis, proibiu na manhã desta quarta-feira (3) o dono da Havan Lojas, Luciano Hang, de continuar a coagir e ameaçar os funcionários e funcionárias da empresa a votarem em Jair Bolsonaro. O assédio de Hang vinha sendo feito abertamente e disseminado nas redes sociais (aqui). O juiz determinou que sua decisão seja afixada em cada uma das lojas da rede e estabeleceu multa de R$ 500 mil por loja em que a sentença não seja exposta, "sem prejuízo da prática de crime de desobediência".
Castro acatou cinco dos seis pedidos do Ministério Público do Trabalho, determinando: 
1 - abstenção, imediatamente, por si ou por seus prepostos, de adotar quaisquer condutas que, por meio de assédio moral, discriminação, violação da intimidade ou abuso de poder diretivo, intentem coagir, intimidar, admoestar e/ou influenciar o voto de quaisquer de seus empregados à Presidência da República no próximo domingo, dia 07/10/2018 e, se houver segundo turno, no dia 28/10/2018;
2 - abstenção, imediatamente, por si ou por seus prepostos, a não obrigar, exigir, impor, induzir ou pressionar trabalhadores para realização de qualquer atividade
ou manifestação política em favor ou desfavor a qualquer candidato ou partido político;


3 - abstenção, imediatamente, por si ou por seus prepostos, de realizar pesquisas de intenção de voto entre seus empregados;
4 - divulgação, em até 24 horas da ciência da decisão judicial concessiva da liminar ora requerida o seu inteiro teor, a todas lojas e unidades administrativas da
rede no Brasil, afixando-se cópia da integralidade da decisão judicial no quadro de aviso de todas as unidades lojistas e administrativas, de modo a cientificar os empregados quanto ao seu direito de escolher livremente candidatos a cargos eletivos, bem como quanto à impossibilidade e ilegalidade
de se realizar campanha pró ou contra determinado candidato, coagindo, intimidando, admoestando ou influenciando o voto de seus empregados, com abuso de poder diretivo.


5 - veiculação, em até 24 horas da ciência da decisão judicial concessiva da liminar ora requerida, vídeo em todas as redes sociais dos Réus, cujo teor deve
restringir-se à fiel leitura da decisão judicial concessiva da liminar ora requerida, de modo a cientificar os empregados quanto ao seu direito de escolher livremente candidatos a cargos eletivos, bem como quanto à impossibilidade e ilegalidade de se realizar campanha pró ou contra determinado candidato, coagindo, intimidando, admoestando ou influenciando o voto de seus empregados, com abuso de poder diretivo".


 A decisão judicial enfrenta a manifestação mais abertamente fascista surgida no mundo do trabalho na presente campanha eleitoral, com as cenas dos funcionários uniformizados, alinhados quase militarmente e aplaudindo compulsoriamente os discursos de Hang lembrando em tudo os comícios nazistas na Alemanha.





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BOLSONARO E FILHO VOTARAM CONTRA LEI QUE PROTEGE DEFICIENTES

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Revista Forum - Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2016, quase 24% da população do país é composta por pessoas com possuem algum tipo de deficiência. Portanto, o número chega a 45 milhões de pessoas. Para contemplar este segmento da sociedade foi votado e aprovado na Câmara e no Senado, em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), depois de 12 anos de tramitação no Congresso Nacional.
No entanto, se dependesse dos deputados Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro, essa legislação que beneficiou 45 milhões de brasileiros não seria aprovada, pois ambos votaram “Não”, ou seja, contra sua aprovação. O hoje presidenciável, à época, era do PP e seu filho atuava pelo PSC.
Leia a íntegra do Revista Forum  Projeto de Lei Nº 7699/2006

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IBOPE: HADDAD CRESCE E SUPERA BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO

Ricardo Stuckert | Reuters

Pesquisa Ibope para presidência da República divulgada na noite desta quarta-feira 3 aponta que Jair Bolsonaro (PSL) oscilou de 31% para 32%, enquanto Fernando Haddad, do PT, de 21% para 23%. Nos votos válidos, Bolsonaro tem 38%, Haddad, 28%, Ciro, 12%, Alckmin, 8%, e Marina, 4%. O levantamento foi realizado na segunda (1) e na terça (2).
Confira abaixo os dados:
Jair Bolsonaro (PSL): 32%
Fernando Haddad (PT): 23%
Ciro Gomes (PDT): 10%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 11%
Não sabe/não respondeu: 6%


Nas simulações de segundo turno, Haddad voltou a vencer Bolsonaro, por 43% a 41%, embora dentro da margem de erro, diferente do último Ibope, divulgado na segunda. Bolsonaro também perde para Ciro Gomes (46% a 39%) e empata tecnicamente com Alckmin (41% a 40%) e com Marina Silva (43% a 39%).
A rejeição ao petista caiu de 38% para 37%, enquanto a de Bolsonaro caiu de 44% para 42%.247


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PESQUISA REAL TIME: RUI LIDERA COM 72%; ZÉ RONALDO TEM 21%

Divulgação: <p>Rui Costa, governador da Bahia</p>

Bahia 247 - Em pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data e divulgada na manhã desta quarta-feira (3) pela RecordTV Itapoan, o governador e candidato à reeleição pelo PT, Rui Costa, continua com grande vantagem nas intenções de voto para o Palácio de Ondina. Quando são considerados apenas os votos válidos, o cenário mostra que Rui Costa seria reeleito no primeiro turno com 72%, de acordo com reportagem publicada no Política Livre.
Confira os números:
Rui Costa (PT) 72%
Zé Ronaldo (DEM) 21%
Marcos Mendes (Psol) 4%
João Santana 1%
João Henrique (PRTB) 1%
Célia Sacramento (Rede) e Orlando Andrade (PCO) têm, juntos, 1%.




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Luta política irá levar Haddad ao segundo turno e pode dar a vitória

Ricardo Stuckert

Quando faltam quatro dias para o primeiro turno da eleição presidencial, os principais sinais da campanha apontam para a passagem de Fernando Haddad para a segunda fase da eleição.
 Ficando nos grandes números.Se uma decisão em primeiro turno exige  de 50% + 1 dos votos válidos, Bolsonaro atingiu 31% das intenções de voto, contra 54% na soma dos adversários.  
Seu crescimento nos últimos dias não deve confundir as coisas. A eleição segue em disputa, talvez a mais dramática em tempos recentes. Máquina de chegada, com 24% de aprovação popular, nestas horas o Partido dos Trabalhadores costuma desempenhar um papel decisivo num debate político dada vez mais necessário -- e irresistível, do ponto de vista dos interesses da maioria. 
Um ponto essencial é mostrar que, por trás da imagem cultivada de "anti-sistema", Bolsonaro é o candidato a dar continuidade ao governo Temer, "só que mais rápido", disse Paulo Guedes à Globonews. Isso quer dizer que irá correr nas privatizações, atacar a Previdência -- já tenta um acordo com Temer para fazer isso antes do fim do ano -- e cortar investimentos públicos. Também planeja reduzir direitos sociais, bandeira sagrada, como demonstra a insistência do vice Hamilton Mourão em denunciar o 13o. salário, contrariando instruções do próprio Bolsonaro, no clássico esforço de manter as aparências enquanto o eleitor ainda pode mudar de ideia. Pela venda, leilão e doações disfarçadas, a proposta é entregar R$ 2 trilhões ao setor privado. 
Como se não bastasse a reforma trabalhista de Temer, que eliminou 80 anos de CLT e que Bolsonaro aprovou com seu voto e pretende manter sem correções nem ajustes, a nova ideia é acabar com a própria carteira de trabalho -- a ser substituída por contratos individuais,  entre patrões e empregados como se fossem partes iguais, com a mesma força econômica e poder de barganha. Algo comum no universo PJ mas desconhecido entre trabalhadores assalariados, com direitos garantidos coletivamente. O plano de reforma tributária é simples e direto: consiste em elevar o imposto dos pobres e diminuir ainda mais o pouco que é pago pelos ricos, quebrando qualquer possibilidade de que um sistema progressivo possa  ajudar a diminuir a desigualdade estrutural do país.
Embora adore apresentar-se em companhia de símbolos nacionais, a começar pela bandeira,  Bolsonaro é integrante daquele setor das Forças Armadas para quem o nacionalismo e apego a soberania é um exercício retórico para datas comemorativas. Herança do anti-comunismo primitivo, que levou ao golpe de 64 e em 1965 enviou tropas brasileiras para combater um governo de esquerda na República Dominicana, o anti-petismo dos discursos de Bolsonaro é parte de uma postura de submissão aos grandes interesses estratégicos norte-americanos nascida nos tempos da Guerra Fria. Essa visão, que nada tem de nacionalista,  tornou-se hegemônica  com  ditadura de 64 e nunca foi questionados de verdade.
A grande força política-empresarial de sua campanha não tem raízes no país, mas é uma organização própria das economias globalizadas. É o Millenium, instituto de milionários e bilionários transnacionais que atua nos bastidores da vida brasileira, com patrocínios para influenciar jornalistas e recrutar jovens para a atuação política, inclusive pela oferta de bolsas no exterior. São os estrategistas do Estado Mínimo e operam em escala máxima na campanha presidencial de 2018, quando a prioridade 0 é impedir por todos os meios a vitória de qualquer candidatura envolvida com as necessidades dos trabalhadores e da população explorada.
 Um dos mais ativos aliados de  Bolsonardo, o empresário Luciano Hang, dono da empresa Havan, gigante do varejo com 112 lojas, cerca de 12 000 funcionários, faturamento de R$ 4,7 bilhões,  está sendo processado pelo Ministério Público do Trabalho. Numa empresa que tem como símbolo a Estátua da Liberdade, Luciano Hang é acusado de não respeitar os direitos de seus funcionários e coagir os trabalhadores a votar no candidato do PSL. O argumento empregado é que "se a esquerda ganhar", fechará lojas e demitirá empregados. É escandoloso mas didático, pois permite compreender o tempo histórico no qual o Brasil pode ser conduzido pelos aliados de Bolsonaro.  
   É preciso voltar ao país tempos da Republica Velha, anterior a Revoluçãoi de 1930, para encontrar uma situação semelhante. A elite usava casaca e cartola, a população se amontoava como podia e as greves de trabalhadores eram enfrentadas à bala. Descrevendo as eleições daquele período, uma entidade chamada Coligação Operária de Santos denunciou os esquemas de pressão das empresas sobre trabalhadores durante as eleições.
"Não existe eleitorado livre e independente," registra texto, recuperado pelo historiador Dainis Karepovs no livro "A Classe Operária Vai ao Parlamento ". Ali se diz: "a grande maioria do eleitorado está toda segura e ligada por intermédio dos cabos eleitorais que são ao mesmo tempo os chefes das empresas onde o eleitor trabalha". Descrevendo uma cena habitual, num tempo em que o voto estava longe de ser secreto, mas consumado a vista de todos que estavam por perto, o documento diz que: "à porta de cada seção eleitoral fica um individuo com a lista dos eleitores que votam, assinalando com uma marca à lápis os que votam neste ou naquele partido. " Por esse sistema,  "os eleitores sabem perfeitamente" que quem votar contra a orientação da chefia "estará despedido no seguinte".
 Boa parte dos aspectos mais nocivos da candidatura Bolsonaro pode manter-se longe do olhar dos eleitores em função de um imprevisto que mudou a campanha eleitoral como um todo.
 Vitima de um atentado criminoso, pode manter-se longe de debates entre candidatos que seriam um fator inevitável de contenção, críticas e confrontos a seu crescimento. Passou os últimos dias do primeiro turno em situação mais do que favorável do ponto de vista eleitoral. Pode ficar de mãos livres para reforçar a auto-mistificação que acompanha sua campanha presidencial e sua vida pública há bastante tempo.
Em vez de ser contestado e forçado a dar explicações no ambiente todos-contra-um que marca todo encontro presidencial com a presença de um líder das pesquisas,  atendeu jornalistas aliados que disputaram a chance de lhe fazer perguntas de pai para filho. Mesmo de longe, contou com mãos amigas para reforçar o cerco a Haddad nos últimos dias, inclusive num debate no qual incontroláveis ambições pessoais  uniram-se no esforço para dificultar os movimentos  daquele que, com todas as virtudes e defeitos, já ocupava a condição de único adversário em condição de enfrentar uma  candidatura anti-democracia.
Num cenário político construída por Fernando Henrique Cardoso numa Carta a Eleitoras e Eleitores de duas semanas atrás, a campanha segue a dinâmica de uma fantasia ideológica cuja finalidade consiste em rebaixar Haddad, colocando-o no mesmo patamar que Bolsonaro. Desonesta até a medula no que diz respeito ao candidato do PT, cuja moderação chega a ser alvo de mal-estar entre vários aliados, essa versão tenta sustentar a noção de que a eleição se resume a um conflito entre duas candidaturas radicais e extremistas. O efeito prático deste raciocínio é previsível. Nivelando por baixo forças e opções inteiramente desiguais, acaba-se  beneficiando o pior, realmente perigoso e ameaçador -- em benefício de Bolsonaro, como vem acontecendo nos últimos dias, num processo que provocou um alerta do empresário Ricardo Semler, em artigo publicado na Folha: "Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez queira  e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou uma ditadura autoritária. Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada".247

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Julio Lóssio realiza debate alternativ


Impedido de participar de debate promovido pela TV Globo ontem, o candidato a governador de Pernambuco Julio Lóssio realizou um debate alternativo com recorde de visualizações. Em transmissão em sua página no Facebook, Lóssio respondeu aos questionamentos dos internautas e comentou as respostas dos demais postulantes ao Governo do estado, ao vivo. A live chegou a cerca de 200 mil pessoas alcançadas.
“Os debates que fui, Paulo e Armando não foram; eles afirmam se preocupar com a educação, mas não foram aos debates da Universidade Federal de Pernambuco nem do Sindicato dos professores; dizem se importar com a acessibilidade, mas não participaram do debate no Instituto do Cegos. No debate em que eu pude participar, todos foram unânimes em afirmar que apresentei ótimas propostas. Me surpreendi ao ser excluído desse debate, porque é muito estranho que o quarto e o quinto colocados na pesquisa participem, e eu, que estou em terceiro, não possa participar”, afirmou Julio Lóssio.
Ao lado de Lóssio, o coordenador de Comunicação da REDE/PE, Gilberto Sabino, participou da live e saiu em defesa do candidato sobre retirada do partido. “Infelizmente, ocorreu um fato muito estranho na REDE, na reunião que foi proposta a retirada da candidatura de Lóssio, pois não foi aprovada, nem chamaram Julio para um diálogo, já que ele apenas recebeu o apoio de candidatos aliados de Bolsonaro, sendo que esse é o objetivo da REDE, que nasceu para apoiar o Brasil e unir as pessoas”, defendeu. (Ascom)

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Tristeza. Em Petrolina, jovem de 14 anos morre atropelado por caminhão na BR 428 pegando bigu

  Por: Vinicius de Santana

Jovem estudante morre atropelado por um caminhão na BR 428, próximo ao posto Raul Lins em Petrolina-PE.
O jovem de 14 anos estava em uma bicicleta se dirigindo para a sua escola, quando resolveu pegar carona na caçamba de um caminhão, o famoso bigu e  perdeu o controle, caiu e foi atropelado pelas rodas traseiras do caminhão, levando-o a óbito no local.
A polícia cercou o perímetro até que o corpo foi colhido ao Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos.
A vítima foi identificada como José Lucas, era residente do Loteamento Vivendas, na cidade de Petrolina. A mãe e os parentes ficaram inconsolados com a noticia. Aguardem novas informações


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Ciro intima Bolsonaro para debate e o chama de 'nota de três reais'

Candidato do PDT não quis comentar a nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta terça (2), em que segue estagnado com 11% das intenções de voto

  Por: Folhapress
Ciro Gomes


O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, intimou Jair Bolsonaro (PSL) a comparecer ao debate que será promovido pela Rede Globo nesta quinta-feira (4), o último antes da votação em primeiro turno, no domingo (7).

"Aqui é uma democracia que vai sobreviver a você e eu vou tirar a sua máscara. Você não pode deixar de ir ao debate. Você está mentindo e atestado médico falso é crime. Vá ao debate da Globo e vou mostrar que você é uma cédula de três reais", afirmou.
O candidato participou de ato no diretório do partido em São Paulo nesta quarta-feira (3).


Ele não quis comentar a nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta terça (2), em que segue estagnado com 11% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro chegou a 32%, mas fez uma análise sobre os atos contra o candidato.

Apesar de dizer que a mobilização de mulheres, que usou a hashtag "#elenão", foi a coisa mais linda que esse país já viu, Ciro afirmou que o movimento acabou alimentando o cenário de polarização no país.

"Não tem '#elenão' na urna. O que tem na urna é 12 e 12", afirmou, citando ainda o número dos presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede) e chamando a população para ir às ruas defender seu candidato.

Em tentativa de chegar ao segundo turno, o pedetista disse que está disposto a incorporar praticamente todos os pontos do programa de Marina e algumas coisas de Geraldo Alckmin (PSDB). Ciro falou ainda que aceitaria o apoio dos dois para, em suas palavras, defender a democracia.



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LULA À MILITÂNCIA: “NÃO VAMOS ESMORECER. PESQUISA A GENTE VIRA É NA RUA”


Paraná 247 - O deputado Wadih Damous (PT-RJ) encontrou-se com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 3, na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula é mantido como preso político desde 7 de abril. 
Após o encontro, Damous disse que Lula está bem fisica e mentalmente e mandou um recado para a militância do PT após as últimas pesquisas do Ibope e Datafolha. "Não esmorecer nunca. O PT já enfrentou momentos de pesquisas que aparentemente são desfavoráveis. Essas coisas a gente sempre tirou nas ruas, no debate com o povo", disse Lula, segundo Wadih Damous.

"Então é não desanimar, muito pelo contrário. Se valer da garra que nós sempre apresentamos nas eleições", acrescentou o deputado. 


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Facebook remove conta de falsos candidatos

Com uso de inteligência artificial, a empresa já bloqueou 1,3 bilhões de contas falsas no mundo inteiro, mas ainda não divulgou números específicos relacionados à eleição brasileira

  Por: AE
Foto: Reprodução/Flickr
Foto: Reprodução/Flickr

O Facebook informou nesta terça-feira (2) que removeu no Brasil contas de pessoas que se passavam por candidatos e agiu contra fotos manipuladas com informações incorretas, como perfis que continham "santinhos fake". A rede social não informou quantas contas foram já foram alvo em meio à campanha eleitoral.

O Facebook acredita estar mais preparado para controlar interferência ilegal e notícias falsas sobre a eleição brasileira do que estava na disputa presidencial americana que levou Donald Trump à Casa Branca. Em conversa com jornalistas ontem, diretores da empresa detalharam as iniciativas tomadas para evitar que contas falsas interfiram no processo eleitoral brasileiro.

"A maior mudança nesse ano para o Brasil em comparação com os EUA em 2016 é que estamos muito mais proativos em prevenir abusos", afirmou nesta terça o diretor de produtos para eleições e engajamento cívico da empresa, Samidh Chakrabati. Segundo ele, os "adversários" que divulgam desinformação se sofisticaram de lá para cá, mas o Facebook também melhorou suas ferramentas.

As eleições brasileiras são consideradas uma prioridade na empresa. O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, admitiu em entrevista no início do ano que o Facebook cometeu erros em 2016 e afirmou que a empresa estava muito comprometida com a integridade da votação no Brasil.

Entre as medidas tomadas pelo Facebook nas eleições brasileiras estão, por exemplo, a inauguração de uma "sala de guerra" na sede da empresa, em Menlo Park, Califórnia. No local, que começou a funcionar há cerca de uma semana, o time de engenheiros, comunicação e política do Facebook decide questões sensíveis ligadas à eleição, como o que fazer após a identificação de contas falsas. Com uso de inteligência artificial, o Facebook já bloqueou 1,3 bilhões de contas falsas no mundo inteiro. A empresa não divulgou números específicos relacionados à eleição brasileira. A empresa tem parcerias com agências de checagem de fatos.



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STOPPA: TODOS SÃO RESPONSÁVEIS PARA EVITAR BOLSONARO NA PRESIDÊNCIA


TV 247 - "O partido do golpe se une cada vez mais na candidatura de Bolsonaro". Este é o alerta de Leonardo Stoppa, observando os números das últimas pesquisas eleitorais. Na opinião do apresentador, é urgente que a esquerda se una e vá para ruas virar o jogo contra o fascismo. "Todos são responsáveis para evitar Bolsonaro na presidência", aponta.
Stoppa alerta que o partido do golpe fortalece a candidatura de Bolsonaro, dizendo que diversos eleitores de direita irão votar no candidato como voto útil. "Além disso, ele conta com apoio dos pastores, da Rede Globo e todo aparato financeiro", completa. 
"É muito importante que todos os eleitores de Lula e Haddad façam campanha nesta última semana, cada um que ficar em casa sem fazer nada terá que aceitar quatro anos de governo Bolsonaro", convoca Stoppa. 


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Armando x Paulo Câmara: polarização marcou debate


Do Blog da Folha
último debate eleitoral, realizado na noite desta terça-feira (2), na Rede Globo, com os candidatos ao Governo de Pernambuco antes da eleição do próximo domingo (7), foi polarizado entre os dois principais postulantes, o governador Paulo Câmara (PSB) e o senador Armando Monteiro Neto (PTB), em volta de temas que já vêm sendo tratados durante o pleito e caro aos candidatos: a Operação Torrentes e a Reforma Trabalhista. Maurício Rands (PROS) e Dani Portela (PSOL) também distribuíram críticas aos candidatos mais bem votados.
Em pergunta a Dani, Monteiro voltou a ligar Câmara à operação policial na Casa Militar. O petebista disse terficado “estarrecido” ao ver “a Polícia Federal entrando no signo do poder
Posteriormente, o petebista disse que Câmara foi delatado por um dos diretores da JBS. O socialista, então, afirmou que o diretor estaria preso por mentir e, inclusive, teria delatado um dos candidatos ao Senado da coligação de Monteiro.
Câmara, por sua vez, trouxe a reforma trabalhista e o desemprego à baila para criticar Monteiro. Chamou diversas vezes o senador de “patrão”, disse que ele foi “contra o trabalhador” e que queria “confundir o eleitor”, enquanto reiterava que era “servidor público há 25 anos” para se contrapor. “Você (Monteiro) foi ministro na área que era para gerar desenvolvimento, mas trouxe desemprego, o ‘ministro do Desemprego’. Foi a época de maior desemprego no Brasil”, apontou.
Já Rands, além de se autocongratular e repetir algumas promessas, afirmou reiteradas vezes que o Estado precisa tomar o poder político perdido com Câmara.
Dani agradeceu o apoio recebido, anteontem, da Rede, que pediu o cancelamento da candidatura do ex-prefeito Julio Lossio (Rede).
Alvo de criticas diretas ou indiretas pelos adversários nos blocos iniciais, o governador buscou fazer dobradinha com Rands, em determinados momentos, enquanto Monteiro tentou fazer o mesmo com os candidatos do PROS e do PSOL, ora com sucesso, ora também sendo alvo de alfinetadas. Nos blocos finais, Câmara e Monteiro se evitaram, mas repetiram críticas.

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Carro cai em canal de esgoto na entrada do bairro Antônio Cassimiro

   Por: Carlos Britto
(Foto: Reprodução WhatsApp)


Um carro de passeio caiu em um canal de esgoto na entrada do bairro Antônio Cassimiro, zona norte de Petrolina, na manhã de hoje (3). Não há informações sobre feridos, nem o que teria provocado o acidente. Imagens enviadas para o WhatsApp do Blog mostram curiosos à beira do canal.
Caso semelhante aconteceu em Juazeiro (BA), na última segunda-feira (1º). Um carro de passeio caiu no canal que corta o bairro João XXII, no trecho ao lado da ponte que fica na Avenida Lomanto Junior.

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LUTA POLÍTICA IRÁ LEVAR HADDAD AO SEGUNDO TURNO E PODE DAR A VITÓRIA

   Por: Paulo Moreira Leite é colunista do 247do 247
Ricardo Stuckert

Quando faltam quatro dias para o primeiro turno da eleição presidencial, os principais sinais da campanha apontam para a passagem de Fernando Haddad para a segunda fase da eleição.
 Ficando nos grandes números.Se uma decisão em primeiro turno exige  de 50% + 1 dos votos válidos, Bolsonaro atingiu 31% das intenções de voto, contra 54% na soma dos adversários.  
Seu crescimento nos últimos dias não deve confundir as coisas. A eleição segue em disputa, talvez a mais dramática em tempos recentes. Máquina de chegada, com 24% de aprovação popular, nestas horas o Partido dos Trabalhadores costuma desempenhar um papel decisivo num debate político dada vez mais necessário -- e irresistível, do ponto de vista dos interesses da maioria. 
Um ponto essencial é mostrar que, por trás da imagem cultivada de "anti-sistema", Bolsonaro é o candidato a dar continuidade ao governo Temer, "só que mais rápido", disse Paulo Guedes à Globonews. Isso quer dizer que irá correr nas privatizações, atacar a Previdência -- já tenta um acordo com Temer para fazer isso antes do fim do ano -- e cortar investimentos públicos. Também planeja reduzir direitos sociais, bandeira sagrada, como demonstra a insistência do vice Hamilton Mourão em denunciar o 13o. salário, contrariando instruções do próprio Bolsonaro, no clássico esforço de manter as aparências enquanto o eleitor ainda pode mudar de ideia. Pela venda, leilão e doações disfarçadas, a proposta é entregar R$ 2 trilhões ao setor privado. 
Como se não bastasse a reforma trabalhista de Temer, que eliminou 80 anos de CLT e que Bolsonaro aprovou com seu voto e pretende manter sem correções nem ajustes, a nova ideia é acabar com a própria carteira de trabalho -- a ser substituída por contratos individuais,  entre patrões e empregados como se fossem partes iguais, com a mesma força econômica e poder de barganha. Algo comum no universo PJ mas desconhecido entre trabalhadores assalariados, com direitos garantidos coletivamente. O plano de reforma tributária é simples e direto: consiste em elevar o imposto dos pobres e diminuir ainda mais o pouco que é pago pelos ricos, quebrando qualquer possibilidade de que um sistema progressivo possa  ajudar a diminuir a desigualdade estrutural do país.
Embora adore apresentar-se em companhia de símbolos nacionais, a começar pela bandeira,  Bolsonaro é integrante daquele setor das Forças Armadas para quem o nacionalismo e apego a soberania é um exercício retórico para datas comemorativas. Herança do anti-comunismo primitivo, que levou ao golpe de 64 e em 1965 enviou tropas brasileiras para combater um governo de esquerda na República Dominicana, o anti-petismo dos discursos de Bolsonaro é parte de uma postura de submissão aos grandes interesses estratégicos norte-americanos nascida nos tempos da Guerra Fria. Essa visão, que nada tem de nacionalista,  tornou-se hegemônica  com  ditadura de 64 e nunca foi questionados de verdade.
A grande força política-empresarial de sua campanha não tem raízes no país, mas é uma organização própria das economias globalizadas. É o Millenium, instituto de milionários e bilionários transnacionais que atua nos bastidores da vida brasileira, com patrocínios para influenciar jornalistas e recrutar jovens para a atuação política, inclusive pela oferta de bolsas no exterior. São os estrategistas do Estado Mínimo e operam em escala máxima na campanha presidencial de 2018, quando a prioridade 0 é impedir por todos os meios a vitória de qualquer candidatura envolvida com as necessidades dos trabalhadores e da população explorada.
 Um dos mais ativos aliados de  Bolsonardo, o empresário Luciano Hang, dono da empresa Havan, gigante do varejo com 112 lojas, cerca de 12 000 funcionários, faturamento de R$ 4,7 bilhões,  está sendo processado pelo Ministério Público do Trabalho. Numa empresa que tem como símbolo a Estátua da Liberdade, Luciano Hang é acusado de não respeitar os direitos de seus funcionários e coagir os trabalhadores a votar no candidato do PSL. O argumento empregado é que "se a esquerda ganhar", fechará lojas e demitirá empregados. É escandoloso mas didático, pois permite compreender o tempo histórico no qual o Brasil pode ser conduzido pelos aliados de Bolsonaro.  
   É preciso voltar ao país tempos da Republica Velha, anterior a Revoluçãoi de 1930, para encontrar uma situação semelhante. A elite usava casaca e cartola, a população se amontoava como podia e as greves de trabalhadores eram enfrentadas à bala. Descrevendo as eleições daquele período, uma entidade chamada Coligação Operária de Santos denunciou os esquemas de pressão das empresas sobre trabalhadores durante as eleições.
"Não existe eleitorado livre e independente," registra texto, recuperado pelo historiador Dainis Karepovs no livro "A Classe Operária Vai ao Parlamento ". Ali se diz: "a grande maioria do eleitorado está toda segura e ligada por intermédio dos cabos eleitorais que são ao mesmo tempo os chefes das empresas onde o eleitor trabalha". Descrevendo uma cena habitual, num tempo em que o voto estava longe de ser secreto, mas consumado a vista de todos que estavam por perto, o documento diz que: "à porta de cada seção eleitoral fica um individuo com a lista dos eleitores que votam, assinalando com uma marca à lápis os que votam neste ou naquele partido. " Por esse sistema,  "os eleitores sabem perfeitamente" que quem votar contra a orientação da chefia "estará despedido no seguinte".
 Boa parte dos aspectos mais nocivos da candidatura Bolsonaro pode manter-se longe do olhar dos eleitores em função de um imprevisto que mudou a campanha eleitoral como um todo.
 Vitima de um atentado criminoso, pode manter-se longe de debates entre candidatos que seriam um fator inevitável de contenção, críticas e confrontos a seu crescimento. Passou os últimos dias do primeiro turno em situação mais do que favorável do ponto de vista eleitoral. Pode ficar de mãos livres para reforçar a auto-mistificação que acompanha sua campanha presidencial e sua vida pública há bastante tempo.
Em vez de ser contestado e forçado a dar explicações no ambiente todos-contra-um que marca todo encontro presidencial com a presença de um líder das pesquisas,  atendeu jornalistas aliados que disputaram a chance de lhe fazer perguntas de pai para filho. Mesmo de longe, contou com mãos amigas para reforçar o cerco a Haddad nos últimos dias, inclusive num debate no qual incontroláveis ambições pessoais  uniram-se no esforço para dificultar os movimentos  daquele que, com todas as virtudes e defeitos, já ocupava a condição de único adversário em condição de enfrentar uma  candidatura anti-democracia.
Num cenário político construída por Fernando Henrique Cardoso numa Carta a Eleitoras e Eleitores de duas semanas atrás, a campanha segue a dinâmica de uma fantasia ideológica cuja finalidade consiste em rebaixar Haddad, colocando-o no mesmo patamar que Bolsonaro. Desonesta até a medula no que diz respeito ao candidato do PT, cuja moderação chega a ser alvo de mal-estar entre vários aliados, essa versão tenta sustentar a noção de que a eleição se resume a um conflito entre duas candidaturas radicais e extremistas. O efeito prático deste raciocínio é previsível. Nivelando por baixo forças e opções inteiramente desiguais, acaba-se  beneficiando o pior, realmente perigoso e ameaçador -- em benefício de Bolsonaro, como vem acontecendo nos últimos dias, num processo que provocou um alerta do empresário Ricardo Semler, em artigo publicado na Folha: "Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez queira  e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou uma ditadura autoritária. Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada".247


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MP notifica empresário que pediu votos a Bolsonaro para funcionários

Notificações partiram do Ministério Público do Trabalho e Eleitoral, que vê 'coação' no manifesto;objetivo é averiguar se presidente da empresa paranaense infringiu ofensa ao direito de escolha dos empregados

  Por: AE
Num vídeo que circula nas redes sociais, Luciano Hang, dono das lojas Havan, ameaça deixar o país e, consequentemente, demitir seus 15 mil funcionários, caso Bolsonaro não vença a eleição. Foto: Reprodução/Twitter
Num vídeo que circula nas redes sociais, Luciano Hang, dono das lojas Havan, ameaça deixar o país e, consequentemente, demitir seus 15 mil funcionários, caso Bolsonaro não vença a eleição. Foto: Reprodução/Twitter


A decisão de dois grandes empresários do Sul do País de tentar mobilizar seus funcionários em favor da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) levou o Ministério Público do Trabalho a se manifestar contra esse tipo de iniciativa. Em nota, a instituição federal disse que a tentativa de direcionar o voto do trabalhador é ilegal e pode virar alvo de ação civil pública. 

Num vídeo que circula nas redes sociais, Luciano Hang, dono das lojas Havan, com sede em Santa Catarina, ameaça deixar o país e, consequentemente, demitir seus 15 mil funcionários, caso Bolsonaro não vença a eleição presidencial. Na gravação, ele diz ter feito uma pesquisa de intenção de voto com os colaboradores da empresa e descobriu que 30% deles pretendem votar nulo ou branco.

Hang faz um alerta sobre o que esses votos dos funcionários poderiam acarretar: "Você está preparado para ganhar a conta da Havan? Você, que sonha em ser líder, gerente, crescer com a Havan, você já imaginou que tudo isso pode acabar no dia 7 de outubro e a Havan fechar as portas e demitir os 15 mil colaboradores?". 

O empresário Pedro Zonta, dono da rede de supermercados Condor, com 48 unidades espalhadas pelo Paraná e Santa Catarina, também se manifestou. Ele distribuiu uma mensagem por WhatsApp e e-mail para os 12 mil empregados declarando voto a Bolsonaro, e explica os motivos pelos quais apoia o candidato e repudia o voto à "esquerda". Entre as 11 razões que o fazem apoiar o candidato do PSL, Zonta cita a "preservação da família", em primeiro lugar, e a "volta do crescimento econômico". Ao fim do comunicado, o empresário diz que garante o pagamento do 13.º salário e o abono de férias aos funcionários e pede que confiem "em mim e nele (Bolsonaro) para colocar o Brasil no rumo certo". Na terça-feira, 2, o vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão, voltou a criticar o 13.º salário e o abono de férias. Na semana passada, ele havia dito que eram "jabuticabas": coisas que só existem no Brasil.

Na terça-feira, a Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná instaurou procedimento preparatório eleitoral contra o Grupo Condor e seu presidente.

A procuradora do Trabalho Cristiane Sbalqueiro Lopes notificou na terça-feira a direção da rede para que Zonta esclareça informações contidas na mensagem encaminhada aos funcionários. Para o MPT, órgão federal encarregado de defender os direitos individuais e coletivos trabalhistas, o documento sugere que funcionários não receberão 13.º salário em caso de derrota do candidato do PSL.

Em nota, Hang, da Havan, afirmou que não tinha como intenção coagir os funcionários sobre em quem deveriam votar, que pretendia ajudar os indecisos.
 

'Não pedi que votem no meu candidato', diz dono da rede Condor

O empresário Pedro Zonta, dono da rede supermercados Condor, com 48 lojas e que emprega mais de 12 mil funcionários, negou que teve a intenção de pedir voto dos funcionários para o candidato Jair Bolsonaro ao enviar mensagem garantindo o 13.º salário e férias, se o candidato ganhar a eleição. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo.

Por que o sr. enviou esse comunicado?
O que eu fiz foi esclarecer meus colaboradores. Havia um problema muito sério em todas as nossas lojas, uma preocupação dos colaboradores, principalmente o pessoal de chão de loja, com o comentário do vice do Bolsonaro sobre o corte nas férias e 13.º salário. O que eu disse na carta foi que sou eleitor de Bolsonaro, por que eu voto nele e por que eu não voto na esquerda. Estou garantindo, se o Jair Bolsonaro ganhar, manter férias e 13.°, independentemente de mexerem na Constituição. Eu não pedi que votem no meu candidato. Jamais faria isso.

Na última frase da mensagem o sr. diz que "por tudo isso e muito mais Bolsonaro 17". Isso não é um pedido de voto?
Não, eu não pedi voto para ninguém. Isso é uma frase minha. Eu sou Bolsonaro 17 por tudo de positivo que ele promete no plano de governo.

O sr. não vê coação?
Não. Nem eu nem os colaboradores. Recebi comentários de todas as lojas me agradecendo. Mesmo daqueles que não vão votar no Bolsonaro, é um direito de cada cidadão.

Houve outras empresas que tiveram a mesma iniciativa?
Muitos me pediram permissão para usar a mesma mensagem para enviar para os colaboradores que estão passando pelo mesmo problema que eu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Outro caso
A Coligação "O Povo Feliz de Novo" (PT/ PC do B/PROS) acionou na terça-feira (2/10) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja aberta uma investigação por abuso de poder econômico contra a campanha de Bolsonaro, que envolve a empresa de ar-condicionado Komeco, na Grande Florianópolis (SC).

A coligação acusa o presidente da Komeco, Denisson Moura de Freitas, de ter gravado um áudio direcionado a funcionários solicitando que usassem adesivos e camisetas de apoio a Bolsonaro.

No áudio, diz o PT, Freitas afirma que a empresa vai contribuir para a compra dos materiais e que os funcionários da Komeco vão trabalhar durante a "semana Bolsonaro" uniformizados com a camiseta.

Procurada pela reportagem por e-mail, a Komeco não havia respondido até a publicação deste texto. A campanha de Bolsonaro também não se manifestou sobre o caso até a conclusão desta edição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 



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