quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Após briga entre torcidas, Dilma defende polícia dentro dos estádios

POR BLOG DO BANANA 

imageA presidente Dilma Rousseff condenou nesta segunda-feira (9) as cenas de violência que marcaram o jogo entre Atlético Paranaense e Vasco, no último domingo (8). Em sua conta pessoal no microblog Twitter, a chefe do Executivo afirmou que conversou com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, para assegurar a presença da polícia dentro das arenas de futebol e propôs outras medidas para inibir ações violentas de torcidas organizadas.
“Conversei com o ministro @aldorebelo, q acompanha o caso. É necessária a presença da polícia nos estádios, a prisão em flagrante em caso de violência e a criação de uma delegacia do torcedor para que cenas como a de ontem sejam coibidas”, escreveu na rede social.
Na avaliação de Dilma, não é possível mais o país conviver com a violência nos estádios brasileiros. “São chocantes as cenas de brigas entre torcedores no jogo Atlético-PR x Vasco. Esta violência vai contra tudo o que acreditamos ser o futebol, um esporte de paixão, mas também de tolerância. #PazNosEstádios O país do futebol não pode mais conviver com a violência nos estádios. #PazNosEstádios”, enfatizou.
No domingo, Aldo Rebelo divulgou nota repudiando a violência na Arena Joinville. “Os responsáveis devem ser identificados e punidos, cumprindo-se o Estatuto do Torcedor, que prevê penas de reclusão e de banimento dos estádios aos torcedores que cometerem atos de violência”, disse.
O titular dos Esportes afirmou que a pasta irá procurar o Conselho Nacional do Ministério Público para buscar um entendimento sobre a presença da polícia nos estádios.
Policiamento
A tenente-coronel da Polícia Militar de Santa Catarina Claudete Lehmkuhl informou ao G1 que, no momento da briga não havia policiais militares dentro do estádio de Joinville.
De acordo com oficial da PM, o motivo para a ausência de policiamento foi uma determinação do Ministério Público do estado. Segundo Claudete, após a briga entre as torcidas, 160 policiais militares começaram a atuar dentro da Arena Joinville e 20, fora do estádio.
Em nota emitida pela Polícia Militar catarinense às 22h50 de domingo, a corporação afirmou que “esteve presente na parte externa do estádio durante o evento, atendendo a uma Ação Civil Pública por parte do Ministério Público, que propôs que o Poder Judiciário proíba a participação de policiais militares em atividades que fujam da competência constitucional da corporação”. A nota afirma ainda que 113 policiais militares integraram as equipes de policiamento ostensivo (a pé, montado, de carro, motocicletas, helicóptero e resgate médico).
“Dentre esses policiais militares, encontrava-se um efetivo composto pelas Guarnições de Policiamento Tático, inclusive com reforço de cidades vizinhas, pronto para atuar em caso de conflito. Essa atuação deu-se justamente quando começaram os atos de violência entre os torcedores”, destacou o texto.
Na noite de domingo, o Ministério Público do estado afirmou que não fez “nenhuma recomendação ou ação que impeça a Polícia Militar de atuar no interior do estádio Arena em Joinville”.
De acordo com a assessoria de imprensa do MP-SC, uma ação civil pública que pede mudanças estruturais na segurança do estádio foi protocolada no dia 2, mas o Fórum de Joinville não havia aceitado o pedido até a noite de domingo. Ainda segundo a assessoria, a ação não pede que policiais deixem de atuar na Arena Joinville. Além disso, a ação só passaria a ser uma determinação depois de aceita pelo Judiciário. (G1)
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