domingo, 21 de julho de 2019

Em PE, caminhoneiros ameaçam parar nesta segunda

  Por: Diario de Pernambuco
Suposta paralisação seria a partir das 5h desta segunda (22) - Arquivo/Agência Brasil
Suposta paralisação seria a partir das 5h desta segunda (22) - Arquivo/Agência Brasil

Circulam em grupos de Whatsapp de caminhoneiros supostos áudios do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, dizendo que vai tentar suspender a tabela do frete divulgada na quinta-feira (18) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Desde sexta (19), inúmeros caminhoneiros se reuniram em grupos diversos de Whatsapp para discutir a possibilidade de uma nova paralisação das estradas nesta segunda (22). 

A parada seria uma reação à resolução da ANTT, que estipulou preços mínimos do frete rodoviário com valores abaixo do esperado pela categoria. Um dos áudios atribuídos a Tarcísio de Freitas mostra o ministro dizendo a uma das lideranças que quer "resolver a situação" e admitindo erro.

"Oi, Cesar, boa noite, obrigado pelas palavras. A gente está querendo resolver a situação. Saiu a tabela e ela desagradou a categoria. A gente tem o nosso limite. A gente erra também. Nós somos humanos. A gente está admitindo isso com muita humildade e estamos dispostos aí a conversar com a categoria. Então a gente vai tentar tirar aí, suspender a vigência dessa tabela por enquanto, até que a gente possa construir com a categoria soluções, procurar construir o consenso, o diálogo. Então nós vamos voltar a dialogar. E eu devo... então, vou tentar tirar essa tabela do ar aí entre segunda e terça-feira para que a gente converse num ambiente de mais tranquilidade", diz a voz no áudio.

Pelo conteúdo, não é possível identificar quem é o interlocutor do ministro. A assessoria de imprensa do Ministério da Infraestrutura não nega que o áudio seja de Tarcísio, mas disse que não pode atestar a veracidade. O ministro não foi localizado, segundo a assessoria.

Um dos líderes da categoria, Wanderlei Alvez, o Dedeco, que ganhou notoriedade na paralisação de maio de 2018, disse à Folha de S. Paulo que falou com o ministro por telefone e que recebeu dele uma confirmação de que a tabela seria suspensa devido à reação dos caminhoneiros. O líder afirma que não faz parte dos grupos de Whatsapp que estão ameaçando o novo protesto. Dedeco disse que ouviu do ministro a promessa de que a resolução será suspensa em Diário Oficial na terça (23). 

Em Pernambuco
Nesse fim de semana, viralizou nas redes sociais um vídeo de uma suposta assembleia de caminhoneiros, ameaçando parar as atividades a partir da meia-noite desta segunda. Nenhum dos sindicatos que representam a classe, consultados pelo Diario, admitem responsabilidade sobre a atitude. Tanto o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas (Sintac-Caminhoneiros), de Caruaru, quanto o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas da Zona da Mata de Pernambuco (Sintrac Zmp), limitam-se a dizer que irão apoiar o caminhoneiro, não a paralisação.

O líder dessa paralisação, que aparece no vídeo se pronunciando, é Marconi França, de 45 anos. Ele comenta que o movimento é dissociado de sindicatos e que a parada deve acontecer a partir das 5h, na BR-101 Sul, em Jaboatão, nas proximidades da fábrica da Vitarella, mesmo local onde foi feita a gravação. “Nós vamos reinvidicar o piso mínimo vigente. As empresas transportadoras não estão respeitando. O governo prometeu que, em 20 de julho, ia lançar uma tabela justa para todos e que o Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte) seria obrigatório de fato. Quando foi no dia 19, lançaram uma tabela nojenta, que não nos atende. Se a gente for trabalhar em cima dela, vamos morrer de fome”, exclama.

Segundo Marconi, a paralisação será por tempo indeterminado: “se o governo nos atender, a gente para. Senão, continua”. Somente seriam dispensados o tráfego de cargas vivas (animais) e o de produtos médicos/hospitalares.






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VALE DO RIBEIRA '- Terra' de Bolsonaro convive com a fome

  Por: Estadão Conteúdo - Estadão Conteúdo
Vale do Ribeira, onde Bolsonaro passou a infância e a juventude, é uma das regiões mais pobres de São Paulo. Foto: Gilberto Marques / Governo de SP
Vale do Ribeira, onde Bolsonaro passou a infância e a juventude, é uma das regiões mais pobres de São Paulo. Foto: Gilberto Marques / Governo de SP

A dona de casa Maria da Silva Oliveira serviu macarrão branco, sem molho ou mistura, de almoço ontem para a família, repetindo o "cardápio" da noite anterior. São oito pessoas acomodadas em um imóvel de três cômodos em Registro, considerada a "capital" do Vale do Ribeira, em São Paulo. "Fome, todo mundo passa aqui, filho. A gente se vira com o básico, arroz, feijão, de vez em quando um ovo ou uma salsicha", afirma ela, que se mantém com renda mensal de R$ 900.

O caso de "Maria Preta", como é chamada na cidade, está longe de ser isolado e exemplifica dados divulgados por organismos internacionais que mostram a estagnação do combate à fome do Brasil. Também contraria a afirmação feita, na sexta-feira (19), pelo presidente Jair Bolsonaro de que falar em fome no País é uma "grande mentira". 

Na casa de Ivone Guedes, também moradora de Registro, a situação era parecida. Para o almoço de sábado, ela contava com três ovos para sete pessoas, e não havia planos para o jantar. "Vou fazer mexido e repartir, tem arroz e feijão. A janta? Talvez meu irmão traga umas bananas." Ela conta ter trocado a zona rural pela cidade atrás de um emprego fixo, o que não conseguiu. "Fome? É o que mais tem por aqui. O estômago ronca, mas fazer o quê? Quando tem arroz e feijão, o básico do básico, a gente fica contente."

O Vale do Ribeira, onde Bolsonaro passou a infância e a juventude, é uma das regiões mais pobres de São Paulo, junto com o sudoeste do Estado. Dos 23 municípios que integram o Vale do Ribeira, três deles estão entre os 15 piores em termos de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)- Itariri, Sete Barras e Barra do Turvo.

A região também tem, proporcionalmente, a maior população assistida pelo Bolsa Família no Estado. Em 2015, último dado disponível, eram 30,4 mil famílias nos 23 municípios inscritas no programa. Só em Eldorado, 1.282 famílias (ou um terço da população) recebiam ajuda federal para sua subsistência.

FAO

A declaração de Bolsonaro foi dada durante café da manhã com jornalistas estrangeiros no Palácio do Alvorada. "Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Passa-se mal, não come bem. Aí, eu concordo. Agora, passar fome, não. Você não vê gente pobre pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países por aí pelo mundo", disse ele. Mais tarde, diante da repercussão da fala, ele mudou o tom. "Olha, o brasileiro come mal. Alguns passam fome. Agora, é inaceitável num país tão rico como o nosso, com terras agricultáveis e água em abundância."

Dados divulgados em setembro do ano passado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e um grupo de agências da ONU mostram que o combate à fome no Brasil se estagnou, apesar de o País ter saído do chamado mapa da fome em 2014. Segundo a entidade, em 2017 existiam 5,2 milhões de brasileiros passando fome (mais do que os 4,8 milhões de habitantes da Irlanda), uma mudança marginal em comparação aos números que vinham sendo apresentados nos últimos anos. Em 2014, por exemplo, o total era de 5,1 milhões.

Levantamento feito pelo Estado no Datasus, portal de dados do próprio Ministério da Saúde, mostra ainda que entre 2008 e 2017 (último dado disponível) cerca de 6 mil pessoas morreram por ano no País por complicações decorrentes da desnutrição. Os dados incluem óbitos relacionados aos quadros de desnutrição proteico-calórica leve, moderada e grave e a condições mais raras, porém ainda existentes no Brasil - como a desnutrição provocada pela ingestão inadequada de proteínas.

Eldorado

A cidade de Eldorado, de onde Jair Bolsonaro saiu aos 18 anos para seguir a carreira militar, está em 607.º lugar no IDH entre os 645 municípios paulistas. É lá que mora a família de Tarcineia Lima Moais. A renda vem do Bolsa Família (R$ 150) e de pensão de R$ 998 de um dos filhos que tem deficiência mental. Ela conta que consegue fazer três refeições diárias até, no máximo, a terceira semana do mês. "Nos últimos sete, às vezes até dez dias, depois que a compra do mês acaba, é só arroz com feijão, e olha lá. Tem dia que a gente fica sem nada e precisa correr no barracão de banana para pedir alguma fruta e enganar a fome", afirma ela.

Na cidade onde a família de Bolsonaro tem lojas de roupas e material de construção, uma lotérica e um centro comercial, além de vários imóveis, não é preciso andar muito para encontrar outra família em situação de miséria. "As fraldas (geriátricas) acabaram e não tenho dinheiro para comprar. Tive de fazer uma escolha e preferi comprar comida", disse Judite Alves de Oliveira, de 66 anos. Com o agravamento da artrose, ela passou a viver numa cadeira de rodas. A doença que a consumiu garante sua sobrevivência: um auxílio-doença de R$ 998. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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BRASIL- Maior aeronave militar feita no Brasil entra em fase final de testes

  A aeronave lembra o clássico C-130 Hércules

   Por: Agência Brasil
 KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida e produzida no Brasil
KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida e produzida no BrasilFoto: Força Aérea Brasileira/Sargento Batista

Força Aérea Brasileira (FAB) está em fase final de testes do KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida e produzida no Brasil. Robusta, a aeronave lembra o clássico C-130 Hércules, avião militar de transporte de tropas e cargas. Mas o KC-390 foi desenvolvido para atender demandas acima das já cumpridas pelo Hércules.
Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas. Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.
Sua capacidade de transporte é um capítulo à parte. São 18,5 metros de comprimento, 3,45 metros de largura e 2,95 metros de altura reservados ao transporte de até 23 toneladas de cargas. O KC-390 pode receber blindados, peças de artilharia, equipamentos de grandes dimensões, armamentos e até outras aeronaves
O KC-390 tem autonomia de voo de 2.730 quilômetros de distância com a carga máxima. A elevada autonomia de voo será um trunfo em missões de busca. Sem carga, o avião pode percorrer 5.958 km de distância.
De acordo com a FAB, 28 unidades estão encomendadas para compor a frota. As duas primeiras serão entregues ainda este ano e ficarão em uma base em Anápolis. Antes, porém, as unidades passam por uma inspeção, para garantir que seus equipamentos estão aptos ao pleno funcionamento. No espírito da multifuncionalidade da aeronave, foram escolhidos pilotos de diferentes especialidades, como transporte, caça e patrulha. 
“A proposta é que possamos agregar os conhecimentos das aviações e consolidá-los à doutrina da aeronave para que ela esteja preparada para executar as ações que a Força Aérea Brasileira precisar”, disse o Major Aviador Carlos Vagner Veiga, um dos selecionados para atuar na operação do KC-390, em entrevista à FAB. 
KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida


KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvidaFoto: Força Aérea Brasileira/Sargento Batista





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CORTE- Bolsonaro diz que governo deve bloquear "merreca" de R$ 2,5 bi no Orçamento

 Por: Agência Estado
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (20) que haverá um "novo corte" no Orçamento de R$ 2,5 bilhões. Segundo o presidente, o governo ainda está decidindo qual ministério terá suas despesas bloqueadas.

"Estamos no sufoco queremos evitar que o governo pare dado ao Orçamento nosso completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora. O que deve acontecer, não quer dizer que vai acontecer. O novo corte agora é R$ 2,5 bilhões", disse o presidente na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

O Orçamento já está sob forte contingenciamento de R$ 30 bilhões. Esse bloqueio é feito como medida para que o governo cumpra a meta fiscal ao fim do ano. Este ano, a meta permite rombo de até R$ 139 bilhões.

"Uma merreca. Concorda que é uma merreca perto do orçamento trilionário nosso. É pouca coisa num Orçamento de trilhão. Dois bilhões e meio é pouco, o que estamos decidindo com a equipe econômica. Em vez de cortar de seis ou sete ministérios, todo mundo morrer, mata um ministério só. Estou sendo obrigado a decidir", afirmou.

Em maio, o governo anunciou um bloqueio de 30% no orçamento de todas as universidades e institutos federais. O bloqueio atingiu 3,4% do orçamento total das universidades, segundo o Ministério da Educação.

O Broadcast informou nesta semana que números preliminares analisados na reunião de quinta-feira, 18, da Junta de Execução Orçamentária (JEO), órgão que reúne Casa Civil e Ministério da Economia, apontam para a necessidade de corte entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,5 bilhões.

No entanto, havia intenção de não fazer o novo bloqueio e usar a reserva de contingência de R$ 1 bilhão, além do cancelamento de cerca de R$ 2 bilhões de despesas previstas no Orçamento para o pagamento do subsídio do diesel concedido pelo governo Michel Temer.

"O que está sendo estudado, que deve ser anunciado, é infelizmente daqui uns dias mais um corte. Caso contrário eu pedalo, entro na Lei de Responsabilidade Fiscal. É o impeachment contra mim", justificou o presidente.





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Bolsonaro, por que não te calas?

Bolsonaro
Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Por Helena Chagas, em Os Divergentes e para o Jornalistas pela Democracia - Quem diz o que quer, ouve o que não quer – e isso, no caso de um presidente da República, pode ser desastroso. Nos últimos três dias, Jair Bolsonaro comprou brigas que vão da Bruna Surfistinha – com a turma do audiovisual – aos governadores do Nordeste (chamados de “paraíbas”), passando por cerca de 5 milhões de brasileiros de cuja fome ele duvidou.
Quem age assim, sobretudo no cargo de primeiro mandatário do país, cria grandes problemas políticos – como a perda da interlocução com os governadores nordestinos, que reagiram de pronto com uma dura carta, e o inevitável desgaste de imagem junto à população mais pobre do país. Além de dizer que é mentira que haja gente com fome no Brasil porque não enxerga ninguém “esquelético” nas ruas, Bolsonaro criticou as bolsas que sustentam milhões de famílias brasileiras.
(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)
A questão da fome, aliás, foi abordada pelo presidente em café com jornalistas estrangeiros poucas horas depois de ele ter dito, numa live no Facebook, que ia, sim, beneficiar seu filho e dar a ele um “filé mignon”. No caso, a embaixada do Brasil em Washington. Mas negou estar cometendo “o crime” do nepotismo.
Pior do que virar piada e meme por causa do ridículo de suas afirmações, porém, será para Bolsonaro o risco da desmoralização quando, dentro do próprio governo, resolverem peitá-lo. Parece que isso já começa a acontecer. Em entrevista ao Estadão, neste sábado, o diretor do Inpe – que segundo Bolsonaro estava “mentindo”sobre os dados do desmatamento da Amazônia – bateu duro de volta em seu superior hierárquico.
Ricardo Osório Galvão, hierarquicamente inferior a Bolsonaro, e por ele demissível, considerou as atitude do presidente “pusilânime e covarde”, e ensinou: “ Um presidente da República não pode falar em público, principalmente numa entrevista para a imprensa, como se estivesse em uma conversa de botequim”. Galvão disse também que, embora pareça ser esta a intenção de Bolsonaro, não pedirá demissão. Virá a Brasília explicar e justificar os dados do instituto que mostram a aceleração do desmatamento da Amazonia e foram, considerados “mentira”.
Se a moda pega, Bolsonaro está perdido. Atitudes corajosas como a de Galvão costumam minar a autoridade e deixar expostos líderes levianos e fanfarrões. Acima de tudo, estimulam outros a fazer o mesmo.


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CHUVA - Chuva forte deixa 568 famílias desalojadas na Mata Sul de Pernambuco

Segundo balanço parcial da Apac, foram registrados 156 mm de chuva nas últimas 24 horas, o equivalente a 48% do esperado para o mês de julho na região. Rio Carimã transbordou no Centro e em outros três bairros.

  Por: Portal FolhaPE 
Enchentes causaram transtornos em Barreiros
Enchentes causaram transtornos em BarreirosFoto: Defesa Civil de Barreiros/Divulgação


Depois de uma madrugada em que choveu quase metade do esperado para o mês, moradores do Litoral e da Mata Sul de Pernambuco se mobilizam para conter os prejuízos e voltar para as suas casas, neste domingo (21). Segundo a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), 518 famílias de Barreiros e outras 50 de São José da Coroa Grande ficaram desalojadas, ou seja, tiveram que sair temporariamente de onde residem. Para essa segunda, alerta da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) prevê chuva moderada a forte na região e também no Grande Recife e no Agreste.

Em Barreiros, de acordo com a Defesa Civil do município, a chuva começou por volta das 19h do sábado e seguiu até as 7h do domingo. Balanço preliminar da Apac registrou, em 24 horas, 156 milímetros de chuva, o equivalente a 48% do previsto para todo o mês de julho. Com a precipitação, o Rio Carimã transbordou, atingindo parte do Centro da cidade e quatro bairros. O mais atingido foi o bairro dos Lotes, onde foram desalojadas 240 famílias. Depois, vieram Santa Gorete, com 180; Prainha de Cima, 41; Granja Itaperibu, 18; e Tibiri, com 12. Na área central, foram 27. 

Diferentemente dos desabrigados, que chegam a perder a moradia, os desalojados saem das residências e vão para casa de parentes ou amigos, onde ficam até a água baixar. Nesse caso, não são feitos abrigos. “Disponibilizamos nove veículos grandes, como caminhões e caçambas, para ajudar os moradores a pegar os pertences [quando saíam de casa]. Também estão na rua 40 funcionários da Defesa Civil e da Secretaria de Ação Social,”, informou o coordenador da Defesa Civil de Barreiros, Mário Joaquim Galdino. 

Os profissionais estão levantando as principais necessidades dos moradores para encaminhar à Codecipe e à Casa Militar, que vão fornecer itens como água potável, material de limpeza, cesta básica e alimentos de pronto consumo, entre eles biscoitos e bolachas. O chefe da Casa Militar de Pernambuco, coronel Carlos José Viana Nunes, disse que enviou uma equipe com três profisionais para auxiliar os trabalhos em Barreiros e também em São José da Coroa Grande, onde a chuva deixou 50 famílias desalojadas na comunidade Várzea do Una. “Monitoramos a região desde sexta-feira, quando recebemos alerta da Apac, e logo cedo [no domingo] a nossa equipe foi encaminhada para lá. Vamos dar tudo o que tivermos disponível, dependendo do que o município necessitar”, disse.
Previsão

No fim da tarde de ontem, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu alerta de chuva moderada a forte nas regiões das Mata Norte e Sul, Grande Recife e Agreste. “O sistema [meteorológico] vem da Paraíba, por onde passa pela Mata Norte, Região Metropolitana e Agreste Central. Na Mata Sul, deve chegar entre o fim da manhã e o início da tarde”, afirmou o meteorologista do órgão, Ronilson Ferreira.




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SAÚDE - Morre professor aposentado da USP que criou a 'pílula do câncer'

Gilberto Orivaldo Chierice ficou conhecido por criar a fosfoetanolamina

 Por: FolhaPress 
Gilberto Orivaldo Chierice
Gilberto Orivaldo ChiericeFoto: Geraldo Magela/Agência Senado

Morreu aos 75 anos, na sexta-feira (19), em São Carlos, o professor aposentado da USP Gilberto Orivaldo Chierice. Ele ficou conhecido por criar a "pílula do câncer", nome popular da fosfoetanolamina.

Ele foi enterrado na manhã de sábado (20) de no Cemitério Nossa Senhora do Carmo.
Pai de um casal de filhos e descendente de italianos, Chierice nasceu em Rincão, no interior de São Paulo. Terminou a graduação em química pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara em 1969. Concluiu, depois, o mestrado e o doutorado em química na USP, em 1973 e 1979, respectivamente.

De 1976 a 2007, trabalhou no Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP). Foi nesse período que desenvolveu e distribuiu a "fosfo" para pacientes de câncer.
Ao estudar as propriedades da molécula nos anos 1980, viu que trabalhos antigos apontavam uma relação entre a "fosfo" e a presença de tumores em animais, o que sugeria que ela poderia ser cancerígena.

Pensou, então, que havia a possibilidade de ser o contrário: o organismo poderia estar produzindo a substância para combater o tumor. Sua equipe conseguiu que a Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu fizesse um teste de toxicidade da "fosfo" em roedores. "Ficou demonstrado que ela não era tóxica, muito pelo contrário, e que podia ser usada em qualquer ser vivo", disse ele à Folha de S.Paulo em 2016.

No entanto, nenhum medicamento pode ser distribuído a pacientes sem ter passado pelos chamados ensaios clínicos, estudos que verificam sua segurança e eficácia.
Ao longo dos anos, ele disse que nunca distribuiu menos de 40 mil pílulas por mês e estimava que 700 pessoas faziam uso mensal da substância. Em sua opinião, esse número provaria que a molécula é eficaz no combate ao câncer, afirmação da qual quase todos os demais especialistas discordam –sem um controle rígido do estado de saúde de cada paciente e um acompanhamento constante de longo prazo, é impossível saber se a causa da melhora desses pacientes foi mesmo a "fosfo".

"Como o médico indicava e o paciente estava melhorando, eu pensei: que mal haveria em dar?", disse ele à reportagem. A falta de evidências sobre a segurança e a eficácia do produto, no entanto, levou especialistas a questionar seu uso informal. No currículo de Chierice constam só seis trabalhos publicados sobre a molécula em revistas científicas internacionais (de um total de mais de 80 envolvendo outras áreas de pesquisa ao longo de sua carreira). As pesquisas saíram entre 2011 e 2013 e versam apenas sobre a ação da "fosfo", como é chamada, em culturas de células em laboratório e animais.

No fim de 2015, após uma enxurrada de ações judiciais e manifestações organizadas pelos pacientes que queriam ter acesso à substância, o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) anunciou que investiria R$ 10 milhões para testar a eficácia da fosfoetanolamina, a começar por ensaios com animais de laboratório.

Ao mesmo tempo, o governo estadual de São Paulo traçou um plano para iniciar estudos controlados da molécula com cerca de 200 pacientes humanos. A falta de benefícios aos pacientes fez com que os estudos fossem cancelados.

O IQSC lamentou a morte de Chierice. "Os professores, alunos e funcionários do IQSC expressam suas condolências aos familiares e amigos do Prof. Gilberto e esperam que todos consigam encontrar amparo neste momento de tristeza", disse, em nota.
"Foram 37 anos de trabalho dedicados ao Instituto, desde seus primeiros anos no curso de bacharelado em química, até a consolidação do programa de pós-graduação em química analítica, do qual foi orientador de dezenas de mestres e doutores."





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“Não tem que ter nada para esse cara”: isso pode dar impeachment


Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia - Eu sempre tentei imaginar as barbaridades que Bolsonaro diz quando ninguém escuta, já que tudo o que já disse publicamente nunca se ouviu de um presidente da República.
  Ignorando que o microfone estava aberto, ele disse a Onix Lorenzoni, a seu lado, durante coletiva com a imprensa estrangeira, sexta-feira, a respeito do governador Flávio Dino:
  “Não tem que ter nada para esse cara”.
  Tudo nessa frase é antirrepublicano.
  “Esse cara” é governador do Maranhão, eleito pelos maranhenses e, portanto, deveria ser respeitado por todos que se submetem à democracia, principalmente pelo presidente da República.
  Não foi o caso. Bolsonaro o tratou como algum subalterno seu e não o representante de milhões de brasileiros que moram no Maranhão.
 Ao ordenar “não tem que ter nada para esse cara” cometeu, além da ameaça, uma falácia. O governo federal não dá nada aos estados, apenas repassa os valores dos impostos arrecadados pelo fisco estadual, obtidos pela indústria, comércio e agricultura do estado. O que muitas vezes acontece é Brasília reter esses valores, deixando os governadores à míngua.
  Suas palavras que traduzem discriminação a um dos 27 estados da federação revelam claramente ameaça à existência da União, que é uma das razões para impeachment.
  Se essa ordem que deu ao seu ministro-chefe da Casa Civil se transformar em atos de governo – a constituição pune atos e não palavras -  ficará sujeito a isso, assim que o Congresso se desvencilhar da reforma. 


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NOTÍCIAS - Bolsonaro nega ter falado 'paraíba' como crítica a nordestinos

 Segundo ele, críticas foram direcionadas a dois governadores: Flávio Dino (PC do B)  
e João Azevedo (PSB).

  Por: Folhapress
Jair Bolsonaro
Jair BolsonaroFoto: Marcos Corrêa/PR

Após fala polêmica sobre governadores do Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro negou neste sábado (20) que tenha usado o termo "paraíba" para criticar nordestinos e disse que as críticas foram direcionadas a dois governadores: Flávio Dino (MA-PCdoB) e João Azevedo (PB-PSB).

"Falaram agora que eu estou criticando o Nordeste, você viu? Dois governadores, o do Maranhão e da Paraíba que são intragáveis", afirmou o presidente. Nesta sexta (19), foi divulgado um vídeo em que Bolsonaro fala sobre "governadores de paraíba" e cita o governador do Maranhão. "Não tem que ter nada para esse cara [Dino]".

Os governadores do Nordeste reagiram e cobraram explicações. À coluna Painel, Dino afirmou: "Só sei que sou o pior dos gestores na visão dele, o que para mim é uma honraria."
Bolsonaro respondeu atacando Dino e Azevedo e partidos de oposição. "Eles [gestores do Nordeste] são unidos. Eles têm uma ideologia. Perderam as eleições e tentam o tempo todo através das desinformações manipular eleitores nordestinos", declarou, em provável referência ao apoio dos governadores nordestinos ao candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

Para tentar argumentar que a relação com o Nordeste é boa, Bolsonaro disse que sua esposa, Michelle Bolsonaro, é filha de cearense. No Twitter, Bolsonaro replicou comentário publicado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, em que o ex-juiz afirma que o presidente não se recusou a enviar tropas ao Ceará em momento de crise de segurança pública.

"Um testemunho: em janeiro, na crise de segurança do Ceará, o PR @jairbolsonaro , primeira semana de governo, não hesitou em autorizar o envio da Força nacional e da Força de intervenção penitenciária e em disponibilizar vagas em presídios federais para as lideranças criminosas", escreveu Moro. 

"Resultado, em conjunto com o Governo Estadual, mesmo sendo o Governador do PT, a crise foi controlada em semanas. Nada mais do que a obrigação. Mas ilustra que o Nordeste tem sido tratado sem preconceito pelo Governo Federal. Afirmações diferentes não resistem aos fatos", acrescentou o ex-juiz.

Bolsonaro também negou que os atritos com governadores da região possam atrapalhar a aprovação da reforma da Previdência no Congresso. "O Parlamento não é tão raso como vocês estão pensando".

Em entrevista a jornalistas, o presidente informou que deve indicar o substituto de Raquel Dodge para a Procuradoria-Geral da República (PGR) até 17 de agosto – o mandato de Dodge vai até setembro. Assim, haveria prazo suficiente para que a pessoa escolhida seja sabatinada pelo Senado.

Sobre a indicação do filho Eduardo Bolsonaro (PSL), deputado federal por São Paulo, para a vaga de embaixador nos Estados Unidos, o presidente acredita que o governo norte-americano não terá problemas com a escolha. "Eu duvido que o governo americano dê sinal contrário, mas, se quiser, a gente vai respeitar", disse.




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FESTIVAL DE INVERNO - FIG 2019: Shows energéticos e réplicas às críticas ao Nordeste marcam o sábado

  Por: Emannuel Bento - Diario de Pernambuco
Zélia Duncan  realizou sua apresentação no Festival e Inverno de Garanhuns e Duncan não deixou passar manifestações políticas. Foto: Fundarpe
Zélia Duncan realizou sua apresentação no Festival e Inverno de Garanhuns e Duncan não deixou passar manifestações políticas. Foto: Fundarpe

Apresentações energéticas e manifestações de exaltação à força e à cultura nordestina marcaram o segundo dia de shows do Festival de Inverno de Garanhuns, neste sábado (20)- no geral, já são três dias de programação, que começou na terça (18). Os destaques ficaram por conta de Mariana Aydar, com seu forró moderno, ousado e cheio de surpresas, Zélia Duncan com sua MPB empoderada e um emocionante show de Barão Vermelho, banda que ainda reconstrói a marca com um novo vocalista, Rodrigo Suricato. 

Diferente da sexta-feira (19), a noite começou pontualmente, com o show da pernambucana Amanda Back. Em seguida, a Banda de Pau e Corda apresentou seu repertório de 47 anos de estrada - 46, contando a partir do primeiro álbum. Vivência, Arruar e Flor D’água e Redenção foram algumas das músicas apresentadas. Em junho, lançaram um álbum para comemorar o aniversário da trajetória. “Estamos divulgando esse show em várias cidades do Brasil. Em festivais, temos um tempo bem menor, então condensamos de acordo com as as características do palco. Mas em geral, é um show representativo de banda”, disse Alexandre Baros, baterista do grupo, em coletiva após o show. 

A paulista Mariana Aydar subiu no palco às 22h, se dizendo emocionado por estar tocando na terra de seu mestre: Dominguinhos. Foi a ele que a artista dedicou o show. Neste ano, ela tem lançado, aos poucos, um conjunto de quatro EPs chamados de Veia Nordestina. O projeto tem como mote uma renovação estética do forró, tornando-o mais pop sem abandonar as raízes. No show, já começou animando o público com Lamento Sertanejo, clássico de Gilberto Gil com Maria Bethânia. 

Os traços desse forró moderno e ousado estavam estampados também na roupa da intérprete, um látex de azul turquesa metálico com adereços de estética “cangaceira” na cintura. Após cantar Te faço um cafuné, de Dominguinhos, Mariana proferiu um discurso crítico aos recentes comentários do presidente Jair Bolsonaro sobre os nordestinos. 

“Vocês, povo nordestino, tanto me ensinam, tanto me ensinaram. Eu queria pedir que a gente se unisse para que nenhum idiota possa falar das coisas mais importantes que temos no Brasil que é o jeito que vocês sabem receber, amar, esse sotaque, a brisa, a cultura, o forró. Eu amo vocês”, disse, arrancando aplausos do público. A cantora ainda apresentou Coração bobo e Anunciação, ambas de Alceu Valença, Moranguinho do Nordeste, de Lairton e Seus Teclados. Com tom feminista, cantou Triste, louca e má, de Francisco El Hombre. Ainda passou por Lucro: Descomprimido, de Baiana System, e encerrou com Frevo Mulher, de Amelinha.
Foto: Fundarpe
Foto: Fundarpe
Zélia Duncan, por sua vez, passeou por diversos sucessos da carreira. No frontstage, muitos fãs apareceram, a maioria do sexo feminino. Um dos ápices da apresentação foi quando o pernambucano Almério apareceu para uma colaboração. “Vamos dizer não a essa violência gratuita”, disse o cantor, antes de começar Imorais. A composição fez um interessante paralelo com as críticas políticas que permearam a performance. “Os imorais falam de nós /
Do nosso gosto, nosso encontro, da nossa voz”, diz a letra. No final, deram um selinho. 

Antes de começar Pagu, hino feminista em parceria cima rockeira Rita Lee, Zélia mandou um recado para os homens no público: “Cantamos para vocês, e vocês podem cantar conosco. Aposto que homem nenhum aqui maltrata mulher, seja esposa, mãe, irmã”, disse, com tom de sarcasmo. Duncan não deixou passar manifestações políticas e soltou um “Lula Livre”. Ainda fez cover de Boomerang Blues, de Renato Russo, e Segundo Sol, de Cássia Eller - essa última, ela cantou visivelmente emocionada. Encerrou com Alma, sucesso nos anos 2000.
Barão Vermelho, última atração confirmada na programação do Palco Dominguinhos,  encerrou o show com uma sequência de clássicos. Foto: Fundarpe
Barão Vermelho, última atração confirmada na programação do Palco Dominguinhos, encerrou o show com uma sequência de clássicos. Foto: Fundarpe
Barão Vermelho, última atração confirmada na programação do Palco Dominguinhos, começou o show às 00h50. Logo no começo, já inflamou o público com Beth Balança e Eclipse Oculto. Zélia Duncan fez uma participação em Amor meu grande amor. O clássico Por Você contou com colaboração do sanfoneiro Cosme Vieira, resultando em uma bela versão nordestina da canção. “Sempre pedem para que toquemos Raul Seixas, então aqui vai”, disse Rodrigo Suricato, antes de tocar Tente Outra Vez. 

Momentos antes do show, em coletiva de imprensa, o grupo adiantou algumas informações sobre o novo disco, o primeiro desde que a banda voltou após hiato de cinco anos. “O projeto está atento ao que está acontecendo no país e no mundo. Terá colaboração de rapper, de uma cantora, pois estamos querendo dar voz à diversidade. Isso é necessário por esse momento ruim, complexo e de crise, que está mirando na cultura e na educação. Temos que falar”, disse o tecladista Maurício Barros, um dos fundadores do grupo. 

A banda encerrou com uma sequência de clássicos: Exagerado, Maior Abandonado, Pro Dia Nascer Feliz e O Tempo Não Para, que soou assustadoramente atual naquela noite. Visivelmente emocionados, os integrantes do grupo agradeceram ao FIG e pediram para que as pessoas apoiassem o retorno do Barão. “E muito obrigado a vocês nordestinos por terem tenta ocidentais com o resto do país”, finalizou o vocalista Rodrigo Suricato.

O FIG continua neste domingo (21), com uma das grade “girl power”, uma mais aguardadas desta edição: Karina Bhur, Céu e Letrux prometem fazer Garanhuns vibrar com seus sucessos alternativos.






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