quarta-feira, 25 de outubro de 2017

CONFIRA A LISTA DOS DEPUTADOS QUE FECHARAM COM A CORRUPÇÃO

Beto Barata

Depois da tentativa da oposição de obstruir a votação da segunda denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados, o Plenário da Casa atingiu quórum suficiente e, no final da tarde desta quarta-feira (25), aprovou por maioria a rejeição da denúncia por obstrução da Justiça e organização criminosa contra o peemedebista.
A denúncia havia sido oferecida pela procuradoria-geral da República com base nas delações da JBS. De acordo com órgão, Temer, ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), formaram uma organização criminosa que teria recebido ao menos R$ 587 milhões em propina e atuado para atrapalhar as investigações.
Foram 251 votos favoráveis ao parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que recomendava a não autorização da abertura de inquérito contra Temer no STF. 233 deputados votaram contra o parecer. Para que o inquérito fosse autorizado, eram necessários 342 votos.
Com a decisão, Temer, que liberou milhões em emendas parlamentares, segue sendo o único presidente da história a ser denunciado em pleno exercício do mandato e, mais do que isso, ter as denúncias rejeitadas. Em agosto, o peemedebista foi salvo na Câmara de ter inquérito aberto no STF por corrupção passiva.(Fonte:247).
Confira, abaixo, como votou cada deputado.
Roraima
Abel Mesquita Jr. (DEM) – não
Carlos Andrade (PHS) – não
Édio Lopes (PR) – sim
Hiran Gonçalves (PP) – sim
Jhonatan de Jesus (PRB) – sim
Maria Helena (PSB) – sim
Remídio Monai (PR) – sim
Shéridan (PSDB) – não
Rio Grande do Sul
Afonso Hamm (PP) – não
Afonso Motta (PDT) – não
Alceu Moreira (PMDB) – sim
Bohn Gass (PT) – não
Cajar Nardes (Pode) – sim
Carlos Gomes (PRB) – sim
Covatti Filho (PP) – sim
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD) – não
Darcísio Perondi (PMDB) – sim
Giovani Cherini (PDT) – sim
Heitor Schuch (PSB) – não
Henrique Fontana (PT) – não
Jerônimo Goergen (PP) – não
João Derly (Rede) – não
Jones Martins (PMDB) – sim
José Fogaça (PMDB) – sim
José Otávio Germano (PP) – sim
Jose Stédile (PSB) – não
Luis Carlos Heinze (PP) – não
Marco Maia (PT) – não
Marcon (PT) – não
Maria do Rosário (PT) – não
Mauro Pereira (PMDB) – sim
Onyx Lorenzoni (DEM) – não
Paulo Pimenta (PT) – não
Pepe Vargas (PT) – não
Pompeo de Mattos (PDT) – não
Renato Molling (PP) – sim
Ronaldo Nogueira (PTB) – sim
Sérgio Moraes (PTB) – sim
Yeda Crusius (PSDB) – ausente
Santa Catarina
Carmen Zanotto (PPS) – não
Celso Maldaner (PMDB) – sim
Cesar Souza (PSD) – sim
Décio Lima (PT) – não
Esperidião Amin (PP) – não
Geovania de Sá (PSDB) – não
João Paulo Kleinübing (PSD) – não
João Rodrigues (PSD) – sim
Jorge Boeira (PP) – não
Jorginho Mello (PR) – não
Marco Tebaldi (PSDB) – ausente
Mauro Mariani (PMDB) – não
Pedro Uczai (PT) – não
Rogério Peninha Mendonça (PMDB) – sim
Ronaldo Benedet (PMDB) – sim
Valdir Colatto (PMDB) – sim
Amapá
André Abdon (PP) – sim
Cabuçu Borges (PMDB) – sim
Janete Capiberibe (PSB) – não
Jozi Araújo (Pode) – sim
Marcos Reategui (PSD) – sim
Professora Marcivania (PCdoB) – não
Roberto Góes (PDT) – Ausente
Vinicius Gurgel (PR) – Ausente
Pará
Arnaldo Jordy (PPS) – não
Beto Faro (PT) – não
Beto Salame (PP) – sim
Delegado Éder Mauro (PSD) – não
Edmilson Rodrigues (Psol) – ausente
Elcione Barbalho (PMDB) – sim
Francisco Chapadinha (Pode) – sim
Hélio Leite (DEM) – sim
Joaquim Passarinho (PSD) – não
José Priante (PMDB) – sim
Josué Bengtson (PTB) – sim
Júlia Marinho (PSC) – sim
Lúcio Vale (PR)- sim
Nilson Pinto (PSDB) – sim
Simone Morgado (PMDB) – sim
Wladimir Costa (SD) – sim
Zé Geraldo (PT) – não
Paraná
Alex Canziani (PTB) – sim
Alfredo Kaefer (PSL) – sim
Aliel Machado (Rede) – não
Assis do Couto (PDT) – não
Christiane de Souza Yared (PR) – não
Delegado Francischini (SD) – não
Diego Garcia (PHS) – não
Dilceu Sperafico (PP) – sim
Edmar Arruda (PSD) – sim
Enio Verri (PT) – não
Evandro Roman (PSD) – sim
Giacobo (PR) – sim
Hermes Parcianello (PMDB) – sim
João Arruda (PMDB) – sim
Leandre (PV) – não
Leopoldo Meyer (PSB) – não
Luciano Ducci (PSB) – não
Luiz Carlos Hauly (PSDB) – sim
Luiz Nishimori (PR) – sim
Nelson Meurer (PP) – sim
Nelson Padovani (PSDB) – sim
Osmar Bertoldi (DEM) – sim
Osmar Serraglio (PMDB) – sim
Reinhold Stephanes (PSD)- sim
Rubens Bueno (PPS) – não
Sandro Alex (PSD) – sim
Sergio Souza (PMDB) – sim
Takayama (PSC) – sim
Toninho Wandscheer (Pros) – sim
Zeca Dirceu (PT) – não
Mato Grosso do Sul
Carlos Marun (PMDB) – sim
Dagoberto Nogueira (PDT) – não
Elizeu Dionizio (PSDB) – sim
Geraldo Resende (PSDB) – sim
Mandetta (DEM) – não
Tereza Cristina (PSB) – sim
Vander Loubet (PT) -não
Zeca do PT (PT) – não
Amazonas
Alfredo Nascimento (PR) – sim
Átila Lins (PSD) – sim
Carlos Souza (PSD) – ausente
Conceição Sampaio (PP) – não
Hissa Abrahão (PDT) – ausente
Pauderney Avelino (DEM) – sim
Sabino Castelo Branco (PTB) – ausente
Silas Câmara (PRB) – sim
Rondônia
Expedito Netto (PSD) – não
Lindomar Garçon (PRB) – sim
Lucio Mosquini (PMDB) – sim
Luiz Cláudio (PR) – sim
Marcos Rogério (DEM) – não
Mariana Carvalho (PSDB) – não
Marinha Raupp (PMDB) – sim
Nilton Capixaba (PTB) – sim
Goiás
Alexandre Baldy (Pode) – sim
Célio Silveira (PSDB) – sim
Daniel Vilela (PMDB) – sim
Delegado Waldir (PR) – não
Fábio Sousa (PSDB) – não
Flávia Morais (PDT) – não
Giuseppe Vecci (PSDB) – sim
Heuler Cruvinel (PSD) – não
João Campos (PRB) – não
Jovair Arantes (PTB) – sim
Lucas Vergilio (SD) – sim
Magda Mofatto (PR) – sim
Marcos Abrão (PPS) – não
Pedro Chaves (PMDB) – sim
Roberto Balestra (PP) – sim
Rubens Otoni (PT) – não
Thiago Peixoto (PSD) – sim
Distrito Federal
Alberto Fraga (DEM) – sim
Augusto Carvalho (SD) – não
Erika Kokay (PT) – não
Izalci Lucas (PSDB) – sim
Laerte Bessa (PR) – sim
Rogério Rosso (PSD) – sim
Ronaldo Fonseca (Pros) – sim
Rôney Nemer (PP) – sim
Acre
Alan Rick (DEM) – não
Angelim (PT) – não
César Messias (PSB) – não
Flaviano Melo (PMDB) – sim
Jéssica Sales (PMDB) – sim
Leo de Brito (PT) – não
Moisés Diniz (PCdoB) – não
Rocha (PSDB) – não
Tocantins
Carlos Henrique Gaguim (Pode) – sim
César Halum (PRB) – sim
Dulce Miranda (PMDB) – sim
Irajá Abreu (PSD) – não
Josi Nunes (PMDB) – ausente
Lázaro Botelho (PP) – sim
Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM) – sim
Vicentinho Júnior (PR) – sim
Mato Grosso
Adilton Sachetti (PSB) – sim
Carlos Bezerra (PMDB) – sim
Ezequiel Fonseca (PP) – sim
Fabio Garcia (PSB) – sim
Nilson Leitão (PSDB) – sim
Professor Victório Galli (PSC) – sim
Rogério Silva (PMDB) – sim
Ságuas Moraes (PT) – não
São Paulo
Alex Manente (PPS) – não
Alexandre Leite (DEM) – abstenção
Ana Perugini (PT) – não
Andres Sanchez (PT) – não
Antonio Bulhões (PRB) – sim
Antonio Carlos Mendes Thame (PV) – não
Arlindo Chinaglia (PT) – não
Arnaldo Faria de Sá (PTB) – não
Baleia Rossi (PMDB) – sim
Beto Mansur (PRB) – sim
Bruna Furlan (PSDB) – sim
Capitão Augusto (PR) – não
Carlos Sampaio (PSDB) – não
Carlos Zarattini (PT) – não
Celso Russomanno (PRB) – sim
Dr. Sinval Malheiros (Pode) – sim
Eduardo Bolsonaro (PSC) – não
Eduardo Cury (PSDB) – não
Eli Corrêa Filho (DEM) – sim
Evandro Gussi (PV) – sim
Fausto Pinato (PP) – sim
Flavinho (PSB) – não
Gilberto Nascimento (PSC) – sim
Goulart (PSD) – sim
Guilherme Mussi (PP) – sim
Herculano Passos (PSD) – sim
Ivan Valente (Psol) – não
Izaque Silva (PSDB) – não
Jefferson Campos (PSD) – não
João Paulo Papa (PSDB) – não
Jorge Tadeu Mudalen (DEM) – sim
José Mentor (PT) – não
Keiko Ota (PSB) – não
Lobbe Neto (PSDB) – não
Luiz Lauro Filho (PSB) – não
Luiza Erundina (Psol) – não
Major Olimpio (SD) – não
Mara Gabrilli (PSDB) – ausente
Marcelo Aguiar (DEM) – sim
Marcelo Squassoni (PRB) – sim
Marcio Alvino (PR) – sim
Miguel Haddad (PSDB) – não
Miguel Lombardi (PR) – sim
Milton Monti (PR) – sim
Missionário José Olimpio (DEM) – sim
Nelson Marquezelli (PTB) – sim
Nilto Tatto (PT) – não
Orlando Silva (PCdoB) – não
Paulo Freire (PR) – ausente
Paulo Maluf (PP) – sim
Paulo Pereira da Silva (SD) – sim
Paulo Teixeira (PT) – não
Pollyana Gama (PPS) – não
Pr. Marco Feliciano (PSC) – sim
Renata Abreu (Pode) – não
Ricardo Izar (PP) – sim
Ricardo Tripoli (PSDB) – não
Roberto Alves (PRB) – sim
Roberto de Lucena (PV) – sim
Roberto Freire (PPS) – não
Sérgio Reis (PRB) – não
Silvio Torres (PSDB) – não
Tiririca (PR) – não
Valmir Prascidelli (PT) – não
Vanderlei Macris (PSDB) – não
Vicente Candido (PT) – não
Vicentinho (PT) – não
Vinicius Carvalho (PRB) – sim
Vitor Lippi (PSDB) – não
Walter Ihoshi (PSD) – sim
Maranhão
Aluisio Mendes (Pode) – sim
André Fufuca (PP) – sim
Cleber Verde (PRB) – sim
Eliziane Gama (PPS) – não
Hildo Rocha (PMDB) – sim
João Marcelo Souza (PMDB) – sim
José Reinaldo (PSB) – sim
Julião Amin – (PDT) – não
Junior Marreca (PEN) – sim
Juscelino Filho (DEM) – sim
Luana Costa (PSB) – ausente
Pedro Fernandes (PTB) – sim
Rubens Pereira Júnior (PCdoB) – não
Sarney Filho (PV) – sim
Victor Mendes (PSD) – sim
Waldir Maranhão (PP) – não
Weverton Rocha (PDT) – não
Zé Carlos (PT) – não
Ceará
Adail Carneiro (PP) – ausente
André Figueiredo (PDT) – não
Aníbal Gomes (PMDB) – sim
Ariosto Holanda (PDT) – não
Cabo Sabino (PR) – não
Chico Lopes (PCdoB) – não
Danilo Forte (PSB) – sim
Domingos Neto (PSD) – sim
Genecias Noronha (SD) – sim
Gorete Pereira (PR) – sim
José Airton Cirilo (PT) – não
José Guimarães (PT) – não
Leônidas Cristino (PDT) – não
Luizianne Lins (PT) – não
Macedo (PP) – sim
Moses Rodrigues (PMDB) – sim
Odorico Monteiro (PSB) – não
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – sim
Ronaldo Martins (PRB) – sim
Vaidon Oliveira (DEM) – sim
Vicente Arruda (PDT) – não
Vitor Valim (PMDB) – não
Rio de Janeiro
Alessandro Molon (Rede) – não
Alexandre Serfiotis (PMDB) – sim
Alexandre Valle (PR) – sim
Altineu Côrtes (PMDB) – sim
Arolde de Oliveira (PSC) – não
Aureo (SD) – sim
Benedita da Silva (PT) – não
Cabo Daciolo (Avante) – não (pediu intervenção militar)
Celso Jacob (PMDB) – ausente
Celso Pansera (PMDB) – não
Chico Alencar (Psol) – não
Chico D’Angelo (PT) – não
Cristiane Brasil (PTB) – sim
Dejorge Patrício (PRB) – sim
Deley (PTB) – não
Ezequiel Teixeira (Pode) – ausente
Felipe Bornier (Pros) – não
Francisco Floriano (DEM) – sim
Glauber Braga (Psol) – não
Hugo Leal (PSB) – não
Jair Bolsonaro (PSC) – não
Jandira Feghali (PCdoB) – não
Jean Wyllys (Psol) – não
Julio Lopes (PP) – sim
Laura Carneiro (PMDB) – não
Leonardo Picciani (PMDB) – sim
Luiz Carlos Ramos (Pode) – não
Luiz Sérgio (PT) – não
Marcelo Delaroli (PR) – sim
Marcelo Matos (PHS) – não
Marco Antônio Cabral (PMDB) – sim
Marcos Soares (DEM) – ausente
Miro Teixeira (Rede) – não
Otavio Leite (PSDB) – não
Paulo Feijó (PR) – sim
Pedro Paulo (PMDB) –
Roberto Sales (PRB) -sim
Rodrigo Maia (DEM) – presidente da Casa, não vot
Rosangela Gomes (PRB) – sim
Sergio Zveiter (Pode) – não
Simão Sessim (PP) – sim
Soraya Santos (PMDB) – sim
Sóstenes Cavalcante (DEM) – não
Wadih Damous (PT) – não
Walney Rocha (PEN) – sim
Zé Augusto Nalin (PMDB) – sim
Espírito Santo
Carlos Manato (SD) – não
Dr. Jorge Silva (PHS) – não
Evair Vieira de Melo (PV) – não
Givaldo Vieira (PT) – não
Helder Salomão (PT) – não
Lelo Coimbra (PMDB) – sim
Marcus Vicente (PP) – sim
Norma Ayub (DEM) – não
Paulo Foletto (PSB) – não
Sergio Vidigal (PDT) – não
Piauí
Assis Carvalho (PT) – não
Átila Lira (PSB) – sim
Capitão Fábio Abreu (PTB) – não
Heráclito Fortes (PSB) – sim
Iracema Portella (PP) – sim
Júlio Cesar (PSD) – sim
Marcelo Castro (PMDB) – ausente
Paes Landim (PTB) – sim
Rodrigo Martins (PSB) – não
Silas Freire (Pode) – não
Rio Grande do Norte
Antônio Jácome (Pode) – não
Beto Rosado (PP) – sim
Fábio Faria (PSD) – sim
Felipe Maia (DEM) – sim
Rafael Motta (PSB) – não
Rogério Marinho (PSDB) – sim
Walter Alves (PMDB) – sim
Zenaide Maia (PR) – não
Minas Gerais
Adelmo Carneiro Leão (PT) – não
Ademir Camilo (Pode) – sim
Aelton Freitas (PR) – sim
Bilac Pinto (PR) – sim
Bonifácio de Andrada (PSDB) – sim
Brunny (PR) – sim
Caio Narcio (PSDB) – sim
Carlos Melles (DEM) – sim
Dâmina Pereira (PSL) – sim
Delegado Edson Moreira (PR) – sim
Diego Andrade (PSD) – sim
Dimas Fabiano (PP) – sim
Domingos Sávio (PSDB) – sim
Eduardo Barbosa (PSDB) – não
Eros Biondini (Pros) – não
Fábio Ramalho (PMDB) – sim
Franklin (PP) – sim
Gabriel Guimarães (PT) – não
George Hilton (Pros) – não
Jaime Martins (PSD) – não
Jô Moraes (PCdoB) – não
Júlio Delgado (PSB) – não
Laudivio Carvalho (SD) – não
Leonardo Monteiro (PT) – não
Leonardo Quintão (PMDB) – sim
Lincoln Portela (PRB) – não
Luis Tibé (PTdoB) – ausente
Luiz Fernando Faria (PP) – sim
Marcelo Álvaro Antônio (PR) – não
Marcelo Aro (PHS) – sim
Marcos Montes (PSD) – sim
Marcus Pestana (PSDB) – sim
Margarida Salomão (PT) – não
Mário Heringer (PDT) – ausente
Mauro Lopes (PMDB) – sim
Misael Varella (DEM) – sim
Newton Cardoso Jr (PMDB) – sim
Padre João (PT) – não
Patrus Ananias (PT) – não
Paulo Abi-Ackel (PSDB) – sim
Raquel Muniz (PSD) – sim
Reginaldo Lopes (PT) – não
Renato Andrade (PP) – sim
Renzo Braz (PP) – sim
Rodrigo de Castro (PSDB) – sim
Rodrigo Pacheco (PMDB) – abstenção
Saraiva Felipe (PMDB) – sim
Stefano Aguiar (PSD) – não
Subtenente Gonzaga (PDT) – não
Tenente Lúcio (PSB) – sim
Toninho Pinheiro (PP) – sim
Weliton Prado (Pros) – não
Zé Silva (SD) – sim
Bahia
Afonso Florence (PT) – não
Alice Portugal (PCdoB) – não
Antonio Brito (PSD) – não
Antonio Imbassahy (PSDB) – sim
Arthur Oliveira Maia (PPS) – sim
Bacelar (Pode) – não
Bebeto (PSB) – não
Benito Gama (PTB) – sim
Cacá Leão (PP) – sim
Caetano (PT) – não
Claudio Cajado (DEM) – sim
Daniel Almeida (PCdoB) – não
Davidson Magalhães (PCdoB) – não
Elmar Nascimento (DEM) – sim
Erivelton Santana (PEN) – ausente
Félix Mendonça Júnior (PDT) – não
Fernando Torres (PSD) – não
Irmão Lazaro (PSC) – não
João Carlos Bacelar (PR) – sim
João Gualberto (PSDB) – não
Jorge Solla (PT) – não
José Carlos Aleluia (DEM) – sim
José Carlos Araújo (PR) – ausente
José Nunes (PSD) – não
José Rocha (PR) – sim
Josias Gomes (PT) – não
Jutahy Junior (PSDB) – não
Lucio Vieira Lima (PMDB) – sim
Márcio Marinho (PRB) – ausente
Mário Negromonte Jr. (PP) – sim
Nelson Pellegrino (PT) – não
Paulo Azi (DEM) – sim
Paulo Magalhães (PSD) – não
Roberto Britto (PP) – sim
Ronaldo Carletto (PP) – sim
Sérgio Brito (PSD) – não
Uldurico Junior (PV) – não
Valmir Assunção (PT) – não
Waldenor Pereira (PT) – não
Paraíba
Aguinaldo Ribeiro (PP) –
André Amaral (PMDB) – sim
Benjamin Maranhão (SD) –
Damião Feliciano (PDT) –
Efraim Filho (DEM) –
Hugo Motta (PMDB) – sim
Luiz Couto (PT) – não
Pedro Cunha Lima (PSDB) – não
Rômulo Gouveia (PSD) – sim
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) – não
Wellington Roberto (PR) – não
Wilson Filho (PTB) – sim
Pernambuco
Adalberto Cavalcanti (Avante) – ausente
André de Paula (PSD) – não
Augusto Coutinho (SD) – sim
Betinho Gomes (PSDB) – não
Bruno Araújo (PSDB) – sim
Daniel Coelho (PSDB) – não
Danilo Cabral (PSB) – não
Eduardo da Fonte (PP) – sim
Fernando Coelho Filho (PSB) – sim
Fernando Monteiro (PP) – sim
Gonzaga Patriota (PSB) – não
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – não
João Fernando Coutinho (PSB) – ausente
Jorge Côrte Real (PTB) – sim
Luciana Santos (PCdoB) – não
Luciano Bivar (PSL) – sim
Marinaldo Rosendo (PSB) – sim
Mendonça Filho (DEM) – sim
Pastor Eurico (PHS) – não
Ricardo Teobaldo (Pode) – ausente
Sebastião Oliveira (PR) – sim
Silvio Costa (PTdoB) – não
Tadeu Alencar (PSB) – não
Wolney Queiroz (PDT) – não
Zeca Cavalcanti (PTB) – sim
Sergipe
Adelson Barreto (PR) – não
Andre Moura (PSC) – sim
Fábio Mitidieri (PSD) – não
Fabio Reis (PMDB) – ausente
João Daniel (PT) – não
Jony Marcos (PRB) – não
Laercio Oliveira (SD) – ausente
Valadares Filho (PSB) – não
Alagoas
Arthur Lira (PP) – sim
Cícero Almeida (Pode) – não
Givaldo Carimbão (PHS) – não
JHC (PSB) – não
Marx Beltrão (PMDB) – sim
Maurício Quintella Lessa (PR) – sim
Paulão (PT) – não
Pedro Vilela (PSDB) – não
Ronaldo Lessa (PDT) – não


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MILAGRE: MORO DÁ RAZÃO À DEFESA DE LULA


 Um caso improvável ocorreu nesta quarta-feira, 25; o juiz federal Sérgio Moro deu razão à defesa do ex-presidente Lula em relação à perícia nos recibos de alugueis apresentados pelo ex-presidente.
Moro concordou que é impossível à defesa apresentar quesitos e indicar assistente técnico, enquanto o Ministério Público Federal não esclarecer se quer alguma perícia e qual o tipo de perícia nos documentos.
"Tendo em vista a razoabilidade da reclamação, revogo o prazo concedido para a Defesa no evento 17 e que será então reaberto posteriormente à manifestação do MPF e nova decisão do Juízo", disse Moro em seu despacho. 
O magistrado reafirmou que tem dúvida sobre o cabimento da perícia. 
O imóvel em São Bernardo do Campo é alvo de investigação em um processo no qual o ex-presidente é réu. Na terça (24), a defesa de Lula entregou à Justiça esses documentos. Eles incluem o contrato original de locação (de 01/02/2011), 31 recibos originais de locação e uma carta do empresário Glaucos da Costamarques (de 03/01/2017) para Marisa Letícia.(247).
Leia o despacho de Sérgio Moro:

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NEM TIRIRICA AGUENTA TANTA PALHAÇADA NO CONGRESSO

Nilson Bastian / Câmara dos Deputados

Deputado federal mais votado nas eleições de 2014, o palhaço Tiririca (PR-SP) anunciou nesta quarta-feira, 25, que não irá disputar a reeleição nas eleições próximo ano.
Tiririca disse que está "totalmente" decepcionado com a política. "Precisava do segundo mandato para mostrar que não foi só voto de protesto", afirmou Tiririca, que irá se dedicar integralmente à vida de ator. "Esperava chegar aqui e aprovar projetos, mas a mecânica daqui é complicada", afirmou o comediante à Folha de S. Paulo
Sobre a corrida presidencial, Tiririca, que votou a favor da segunda denúncia contra Michel Temer, disse que apoiará o ex-presidente Lula "se não aparecer nada" contra ele. "Pro povo ele foi fera e eu sou povo", justificou o deputado.(247).

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DEPUTADO PRESO DÁ O VOTO NÚMERO 171 PARA TEMER

LAYCER TOMAZ

 Preso em regime semiaberto, o deputado Celso Jacob (PMDB-RJ) foi o voto número 171 a favor do presidente Michel Temer. O parlamentar carioca foi preso pela Polícia Federal no dia 23 de maio por ordens do Supremo Tribunal Federal (STF). Jacob cumpre pena de 7 anos e 2 meses em regime semiaberto. Passa o dia na Câmara e à noite, dorme na cadeia.
O peemedebista foi acusado de fraudar em 2003 a publicação de uma lei municipal de Três Rios (RJ), cidade da qual era prefeito, acrescentando um artigo que não tinha sido votado na Câmara de Vereadores. O objetivo era criar um crédito orçamentário adicional, para permitir o término da construção de uma creche.(247).

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GOLPE VENCE MAIS UMA E TEMER ESCAPA DA DENÚNCIA


Rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, Michel Temer conseguiu na noite desta quarta-feira, 25, escapar mais uma vez da Justiça depois de gastar R$ 32 bilhões na compra de deputados.
Para barrar o andamento da acusação, Temer precisava de somar 172 votos, entre "sim", abstenções e ausências de deputados. Dessa forma, a base aliada impediu que a oposição somasse os 342 votos necessários, entre os 513 deputados, para o prosseguimento da denúncia.
Para a votação ser validada, e não precisar ser feita novamente, ainda é necessário que haja 342 votos na sessão, entre "sim" e "não". 
Leia reportagem do Jornal do Brasil sobre o assunto:
Coube ao deputado Celso Jacob (PMDB-RJ) o 171º voto, que derrubou nesta quarta-feira (25) a denúncia de organização criminosa e obstrução de Justiça contra o presidente Michel Temer e contra os ministros de Estado Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), no Plenário da Câmara dos Deputados.
A ordem da votação por estado é Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
Os deputados que votaram "sim" aprovaram o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendou o arquivamento da denúncia, enquanto os deputados que votaram "não" rejeitaram o relatório e foram favoráveis ao prosseguimento da investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia reportagem anterior, da Agência Brasil:
O plenário da Câmara alcançou o quórum de 342 deputados e iniciou por volta das 17h o processo de votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.
Depois de horas de espera desde que foi aberta a primeira sessão do dia na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a ameaçar encerrar a segunda sessão aberta para analisar a acusação apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).
Para evitar o encerramento e forçar o registro da presença dos deputados em plenário, a base aliada apresentou um requerimento de adiamento da votação, que foi rejeitado pela maioria dos presentes. Para começar a votação da denúncia, era necessário ter pelo menos 342 deputados, o que equivale a dois terços do total de 513 parlamentares da Casa, conforme determina a Constituição Federal para votações de processo de investigação contra presidente da República.
A dificuldade para alcançar o quórum mínimo se deu por causa da estratégia da oposição de não registrar presença em plenário com o objetivo de postergar a votação e expor ainda mais o governo. A ausência de alguns deputados de partidos da base aliada também contribuiu para o desgaste.
Desde o fim da manhã, integrantes da base de apoio ao governo Temer se revezaram na tribuna para chamar os deputados que registraram presença na Câmara, mas não o fizeram no plenário. “Os deputados se escondem debaixo do tapete e nos grandes corredores deste Parlamento com medo de tomarem uma decisão. Se entendem que o melhor pata o país é a continuidade da denúncia, pois que venham aqui e cumpram com sua obrigação e façam valer o seu voto. O que não pode é essa omissão”, criticou o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR).
Relatório e defesa
Pela manhã, o relator da denúncia, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), e os advogados de defesa dos acusados se manifestaram contra a acusação elaborada pela PGR. Em seguida, seis deputados da base governista debateram a matéria, mas, por falta de inscritos, principalmente da oposição, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a discussão.
Alguns parlamentares pediram para que Maia iniciasse a votação com quórum comum de 257 parlamentares em plenário, mas o presidente negou com o argumento de que se comprometeu em manter o rito da primeira denúncia.
Depois de mais um tempo de espera, faltando pouco mais de 20 deputados para atingir o quórum, o presidente mudou o tom e ameaçou encerrar a sessão caso os ausentes não se apresentassem. “A gente não pode ficar estendendo isso por oito horas. A sessão fica aberta prejudicando o trabalho da Câmara. Eu não vou esperar a vida inteira. Eu já esperei uma sessão inteira. Estou aqui desde as 9 h da manhã”.
A votação 
Dos 453 parlamentares que estão hoje na Câmara, 410 registraram presença no plenário. Com o quórum atingido, quatro deputados – dois favoráveis e dois contrários ao prosseguimento da denúncia – começaram a encaminhar a votação. Em seguida, os líderes partidários passarão a encaminhar suas bancadas.
A votação será nominal e cada parlamentar deverá responder “sim”, “não” ou “abstenção”. A ordem de votação se dará por ordem alfabética, com alternância entre deputados das cinco regiões do país. (247).

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FRENTE NACIONALISTA LANÇA MANIFESTO CONTRA A ENTREGA DO PRÉ-SAL

Resultado de imagem para FRENTE NACIONALISTA LANÇA MANIFESTO CONTRA A ENTREGA DO PRÉ-SAL

A Frente Parlamentar Mista em defesa da Soberania Nacional divulgou nesta quarta-feira, 25, um manifesto contrário à venda de blocos do pré-sal brasileiro a preços de banana pelo governo de Michel Temer. 
A Frente tem apoio de 18 senadores e 201 deputados, entre eles os senadores Roberto Requião (PMDB), Lindbergh Farias (PT) e Lídice da Mata (PSB), e o deputado Carlos Zarattini (PT). 
"A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional se insurge, com a mais extrema indignação, contra esse golpe sem paralelo contra a nossa riqueza principal, que se pretende vender ao lado do complexo das hidrelétricas. Nos dois casos, é a energia do Brasil que está em jogo. Convocamos o povo para uma nova Campanha do Petróleo a fim de bloquear esse processo violento de desnacionalização e de insulto aos seus interesses. Será um grito em defesa da soberania e do interesse nacional", diz o manifesto. 
Assista acima vídeo em que membros da frente combatem a doação do pré-sal às multinacionais. 
Segundo estudo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), por oito grandes blocos do pré-sal, que contêm cerca de 12 bilhões de barris de petróleo, multinacionais como Shell, Total, CNOOC e Repsol pagarão apenas R$ 0,01 por litro de petróleo de alta qualidade (leia mais).
Leia abaixo o manifesto na íntegra:
O Brasil passa por um processo de aviltamento de sua soberania e de sua identidade nacional. Tanto se falou em fraudes nos últimos anos que a fraude se instalou, à plena vista da sociedade, no próprio coração da República e de algumas de suas instituições. O Estado está degradado e deliberadamente enfraquecido. Relações entre poderes transformaram-se, à vista de todos, em negociatas de interesses materiais. Tudo se compra e tudo se vende, inclusive consciências.
Neste momento, o que está à venda, através do leilão do dia 27, são vários blocos do pré-sal. A preço vil. Isso jamais poderia ser feito sem o consenso da sociedade, e muito menos por um governo arrivista. Já avisamos que pretendemos submeter a um referendo revogatório, na primeira oportunidade, as medidas do Governo Temer contrárias ao interesse nacional. E reiteramos aos que adquirirem esses supostos direitos ao pré-sal que os tomaremos de volta na condição de mercadoria roubada.
Atingiu-se o ápice da pirataria institucional com a tentativa de compra pelas petroleiras estrangeiras de uma legislação para não pagar impostos, ou pagar o mínimo deles, na exploração do pré-sal. Lembremo-nos de que o pré-sal, quando descoberto e confirmado, era visto como um fantástico instrumento de redenção econômica para o país, uma fonte de bem-estar social para a coletividade, a solução para nossos problemas de educação e saúde. Deixará de sê-lo se essa medida passar no Congresso.
Sob a condução dos traidores da soberania, o pré-sal se tornou a festa das multinacionais petrolíferas que buscam encontrar aqui os maiores lucros e os menores custos e impostos para a produção de petróleo e gás em todo o mundo. É um espanto que isso aconteça sob o olhar complacente de grande parte da sociedade que, manipulada por uma grande mídia entreguista, evita o tema para facilitar legalização da negociata em curso.
Os entreguistas que aprovaram a primeira etapa da medida provisória em tramitação da Câmara chegaram ao extremo de alegar que, sem eliminar os impostos sobre o pré-sal, as petrolíferas estrangeiras não se interessariam por explorá-lo no Brasil. É uma infâmia, uma mentira grosseira. Em face das potencialidades e do custo de exploração do pré-sal, não há negócio melhor no mundo a ser explorado, especialmente em época de redução global do lucro do capital.
Não há quem não saiba que a exploração do petróleo em condições muito menos favoráveis que as do pré-sal foi motivo de guerras, de revoluções, de imensos deslocamentos populacionais, de assassinatos políticos, de perseguições a grupos nacionalistas, de emigração de milhões de pessoas, de destruição de Estados e degradação de populações. Nós estamos entregando o petróleo do pré-sal graciosamente, com resultados inferiores aos que os próprios países africanos obtêm.
Nas circunstâncias geopolíticas atuais, seria difícil que as petrolíferas internacionais, repetindo o que fizeram na África e no Oriente Médio, tentassem nos tomar o pré-sal pela guerra. Estão fazendo algo bem mais econômico. Compraram um grupo de brasileiros renegados, traidores da Pátria, alguns deles instalados em postos chave do governo, para buscar legitimação para seu assalto ao petróleo e gás de custo barato no Brasil.
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional se insurge, com a mais extrema indignação, contra esse golpe sem paralelo contra a nossa riqueza principal, que se pretende vender ao lado do complexo das hidrelétricas. Nos dois casos, é a energia do Brasil que está em jogo. Convocamos o povo para uma nova Campanha do Petróleo a fim de bloquear esse processo violento de desnacionalização e de insulto aos seus interesses. Será um grito em defesa da soberania e do interesse nacional.(247).
Brasília, 25 de outubro de 2017.

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(Fonte:C.Geral).



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FUP VAI À JUSTIÇA PARA BARRAR DOAÇÃO DO PRÉ-SAL


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ingressou nesta quarta-feira, 25, com Ação Civil Pública junto ao Tribunal Regional Federal da 2º Região, cobrando a suspensão das 2ª e 3ª Rodadas de licitações de campos do pré-sal, que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizará na sexta-feira, 27.
Os petroleiros questionam a legitimidade dos leilões, que, além de atentarem contra a soberania nacional, causam prejuízos notórios ao Estado brasileiro, principalmente, em função dos preços vis com que estão sendo ofertadas áreas exploratórias extremamente estratégicas e de altíssima viabilidade econômica.
Outro ponto questionado na Ação é a participação da Petrobrás nas duas rodadas e o conflito de interesses envolvendo o presidente da empresa, Pedro Parente.
Mais cedo, a FUP divulgou que pelos oito grandes blocos do pré-sal, que contêm cerca de 12 bilhões de barris de petróleo, multinacionais como Shell, Total, CNOOC e Repsol pagarão apenas R$ 0,01 por litro de petróleo de alta qualidade (leia mais).
Licitação viciada
Nos editais das 2ª e 3ª Rodadas do pré-sal, a ANP estabeleceu entre 12,98 % e 22,08% os percentuais mínimos que as empresas participantes terão que ofertar em excedentes de óleo à União. Esses valores são menos da metade do que foi estipulado para o leilão de Libra, em 2013, cujo valor foi de 41,65%.
"Por qual razão o percentual mínimo a ser destinado ao detentor do recurso natural foi tão reduzido, do 1º certame para os dois sob estudo? A quais interesses internacionais visa atender essa redução? Explicitamente, quem a encomendou?", questiona a FUP na Ação.
Conflito de interesses na participação da Petrobrás
O fim da garantia legal que a Petrobrás tinha como operadora única do pré-sal alterou profundamente a configuração dos leilões. O que antes era uma política de Estado, com geração de emprego e renda no Brasil, passou a ser uma escolha do Governo de plantão e do gestor da Petrobrás.
"E se a vontade da Petrobrás estiver viciada capturada por interesses do mercado?", questiona a FUP, denunciando na Ação o conflito de interesses que tem sido determinante para as ações tomadas por Pedro Parente. Além de presidir a estatal, ele acumula a Presidência do Conselho de Administração da BM&F Bovespa e é sócio, junto com a sua esposa, da Prada Assessoria, uma consultoria de investimentos que aumentou em 78% a sua carteira de clientes nos últimos dois anos, principalmente após a sua nomeação para a Petrobrás.
Para a FUP, as decisões que Parente tomará nos leilões do pré-sal são, no mínimo, suspeitas, já que terão forte impacto para o mercado de ações e a própria economia do país. "A possibilidade de a decisão da Petrobrás, em participar ou não do certame aqui atacado, ser contaminada e determinada não pelos interesses do Brasil ou da Empresa, mas pelos interesses dos investidores clientes do Presidente da Petrobrás, é mais do que razoável", alertam os petroleiros na Ação Civil Pública.(247).

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Canudos resiste a 120 anos de massacre




Ao longo de 30 anos, sempre no mês de outubro, a sede do município de Canudos, na Bahia, vivencia uma Romaria, um evento político em memória do massacre ocorrido naquele território no ano de 1897.
Há exatos 120 anos do massacre do Estado Brasileiro contra o povo do Belo Monte, a memória de Canudos vem sendo lembrada este ano em diversos espaços de formação, numa tentativa de fortalecer no imaginário popular a importância desse fato histórico ocorrido no sertão baiano e muitas vezes omitido pela historiografia oficial.
Após a realização de seminários, palestras, feira literária e outras celebrações que vem ocorrendo desde o mês de junho, aconteceu no período de 19 a 22 deste mês a tradicional Romaria de Canudos. Nesta 30ª edição, o tema “Canudos: Memória, Caatinga e Vida” conduziu as discussões entre participantes vindos de estados do Nordeste e de Brasília. No momento que antecedeu a Romaria houve Encontro das Pastorais Sociais do Nordeste, reunindo lideranças em busca da resistência materializada no exemplo do povo do Conselheiro.
Está prevista ainda uma Sessão Especial na Assembleia Legislativa da Bahia no próximo dia 26 e um evento em Paris para discutir o marco histórico do Sertão, fato este ainda pouco conhecido de muitos/as sertanejos/as baianos.
Massacres e potencialidades
Durante a mesa de discussão realizada no dia 21, o presidente do Instituto Popular Memorial de Canudos – IPMC, Pe José Wilson Andrade, lembrou a formação do Belo Monte no contexto de crise econômica, política e social no Nordeste no período do fim da monarquia e início da República Velha.
Ao descrever esse cenário, José Wilson menciona o feito de Antônio Conselheiro que motivou algumas dezenas de famílias próximas à Fazenda Velha, às margens do Rio Vaza Barris, a acolherem cerca de 800 pessoas que o seguiam em busca de terra para viverem conforme as promessas religiosas. Essa multidão era oriunda de diversas partes do Nordeste e ali fundaram o Belo Monte. “Não havia ali uma comunidade socialista no sentido marxista da palavra, mas havia uma comunidade solidária”, expôs o Pe Wilson.
A presidenta da Cooperativa Agropecuária Familiar de Curaçá, Uauá e Canudos – Coopercuc, Denise Cardoso, que também integrou a mesa, apresentou o histórico e atuação da entidade, destacando o papel das mulheres que, segundo ela, quebram alguns paradigmas fincados no sertão e buscam autonomia principalmente a partir da geração de renda e da ocupação de espaços de decisão, a exemplo da gestão de associações e cooperativas. Denise também fez uma relação entre o massacre de 1897 no sertão baiano e o cenário atual do Brasil, onde tem se constatado retrocessos na garantia de alguns direitos e redução de investimentos, sobretudo em setores como a agricultura familiar.
O diretor da Universidade do Estado da Bahia – Uneb/Campus Avançado de Canudos, Luiz Paulo Neiva, ao compor a mesa, apresentou algumas contribuições que a Universidade tem dado no município de Canudos nesses 30 anos de implementação de ações e projetos. Na oportunidade, o professor anunciou que em breve será lançada a Universidade Livre de Canudos, além de reforçar a importância da criação e manutenção do Parque Estadual de Canudos e outros feitos.
Boa parte da comunidade local valoriza ações como estas que se propõem a refletir o que ocorreu num tempo tão recente do ponto de vista histórico. A professora aposentada e religiosa, Dilma Soares, aponta que “diante de tanto massacre, nós tivemos resistência e Canudos não morreu”. Ela fala também da importância de “não deixar morrer a história da nossa cidade, a história dos nossos antepassados que não ficou afogada no açude, nem enterrada debaixo das águas e do sangue”, defende.
Euclides da Cunha e História Oral
A referência histórica mais conhecida acerca da história de Canudos é o livro “Os Sertões”, escrito por Euclides da Cunha, jornalista que acompanhou alguns momentos da chamada guerra. A serviço das forças militares que objetivavam destruir o Arraial de Canudos, o escritor registrou o que viu, porém expondo a existência de vencedores e vencidos. O guia João Batista, sobrinho bisneto de remanescentes do Belo Monte, porém, ressalta que o povo de Canudos não foi vencido, mas sim resistiu diante de toda uma conjuntura desigual nos combates, onde o governo tinha um arsenal bélico e os canudenses tinham apenas armas caseiras, indumentárias de couro e o conhecimento da Caatinga.
As críticas feitas a obra de Cunha também mencionam seu olhar limitado para o povo sertanejo, não conseguindo enxergar a viabilidade da Convivência com o sertão [Semiárido], tão confirmada na experiência do Belo Monte.
Outros olhares para Canudos, no entanto, viriam a ser construídas anos mais tarde. Após ler uma reportagem sobre Canudos na Revista “O Cruzeiro”, o professor e historiador José Calasans se interessou pela temática e passou a utilizar a história oral como ponto de partida. A partir disso, começa a constar na historiografia brasileira novos escritos sobre Canudos e o que pretendia Antônio Conselheiro.
Daí por diante, cortinas foram se abrindo e o próprio povo de Canudos foi sendo instigado a se interessar pela sua história, como conta o guia turístico João Batista, que se apropriou de diversas dessas referências hoje existentes sobre Canudos.
Um dos principais diferenciais presentes na história que considera a ótica do povo de Canudos é a compreensão de que não se pode falar em guerra mas sim em massacre. O modelo de sociedade que se experimentava no Belo Monte incomodou fazendeiros e coronéis da região os quais estavam perdendo sua mão de obra “pós escravidão”, uma vez que inúmeras famílias se mudavam para Canudos chamadas pela possibilidade de viver sem patrão, não passar fome e viver na fé.
O Padre José Wilson cita que o coronel de Jeremoabo escreveu cartas aos governos, reivindicando medidas para combater Canudos. Por contestar os abusos cometidos pela República, Conselheiro passou a ser visto como comunista e isso levou o governo a olhar com preocupação para o crescimento do Arraial.
Com o aumento da comunidade, a pequena igreja do Bom Jesus já não suportava a quantidade de fiéis e então decidiram construir uma maior. A madeira para erguer a nova estrutura estava encomendada em Juazeiro e ao saber que homens de Canudos iriam buscá-la, logo se cria um boato de que o Conselheiro estava planejando invadir a cidade às margens do Rio São Francisco. Isso foi o bastante para a justiça ordenar a primeira Expedição Militar que encontrou os canudenses em Uauá, onde travaram a primeira batalha, em novembro de 1986.
Daí em diante foram 11 meses de intensos combates, num total de três expedições, sendo a última finalizada no dia 05 de outubro de 1897, com o bombardeio de Canudos feito após o envio de uma tropa de quase 10 mil soldados. Nesse momento final, conforme os relatos, alguns/as sobreviventes se renderam e os últimos defensores, menos de cinco, foram exterminados pelas forças armadas do Brasil, que chegou a envolver contingente de até 18 estados.
Quem patrocinou a guerra foi o Estado”, diz José Wilson, porém ele não deixa de mencionar que houve o silenciamento da sociedade, da mídia e inclusive de boa parte da Igreja. Este silêncio ainda persiste até hoje quando a história de Canudos ainda é pouco estudada na escola convencional e pouco se busca acerca de tudo que ocorreu. “Aqui na região a história de Canudos é escondida”, pontua Denise, que diz ter estudado pouco sobre Canudos na escola onde estudou, no município de Curaçá.
O professor Luiz Paulo diz que isso é consequência também das dificuldades em se fazer memória das lutas populares. “Estamos acostumados a fazer a história dos vencedores, a história dos vencidos a gente faz com muita dificuldade”, registra.
Caatinga: convivência e resistência
A história de Canudos é referência para a defesa da proposta de Convivência com o Semiárido. Segundo relatos orais levantados por uma série de pesquisas, em Canudos havia fartura, partilha, vivia-se da pecuária de pequeno porte, da agricultura, do artesanato, do turismo religioso.
Em apenas quatro anos de existência (1893 – 1897), o Belo Monte deu exemplo de valores hoje retomados no Sertão do São Francisco a partir da visão da Economia Solidária, Extrativismo Sustentável, Acesso à Terra, à Água, etc. Antônio Conselheiro era seguidor do Padre Ibiapina e do Padre Cícero Romão Batista e isso explica sua preocupação com o meio ambiente, armazenamento da água da chuva, produção conforme o clima, etc.
O Belo Monte não teria crescido tanto em tão pouco tempo – estudos falam em uma média de 15 a 20 mil pessoas – e não teria resistido a quase um ano de ataques se não houvesse um processo intenso de Convivência com a Caatinga. O conhecimento deste bioma foi determinante para resistir aos “dois fogos” e certamente foi o que levou Euclides da Cunha a escrever a frase que ficou famosa: “o sertanejo é antes de tudo um forte”. A frase, contudo, carece de questionamento, uma vez que o fato de conviver bem com a Caatinga não pode isentar o Estado de seu papel garantidor de condições de vida para o povo sertanejo.
Sem pensar em nenhuma reparação histórica, ao contrário, com a intenção de apagar a história de Canudos, o governo Getúlio Vargas planejou a construção de uma grande barragem, o que foi concretizado pelo Governo Militar em 1969. O açude de Cocorobó cobriu o Vaza Barris naquele trecho e as ruínas do Belo Monte, expulsando de lá um grupo de famílias que havia decidido reconstruir a cidade.
A Romaria de Canudos tem buscado problematizar a história, sem perder de vista o presente e se preocupando com o futuro. O Padre José Alberto, vigário da Paróquia de Canudos, ressalta que não se pode, por exemplo, deixar de discutir a necessidade de preservar a Caatinga. “Trazemos a nossa preocupação com o nosso berço, nosso berço é a Caatinga, onde fomos criados. A Caatinga ajuda muito a crescer na fé… sua biodiversidade, sua riqueza cultural, o sustento do povo. Nós trouxemos essa reflexão sobre a reflexão e sobre a vida”, concluiu o religioso. (Ascom),(C.Geral).

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