sábado, 15 de abril de 2017

Delator fala de parceria com FBC

Pacífico contou que ex-ministro teria mantido contatos estreitos com a empresa. Em nota, político diz que não conhece investigação

Senador teria recebido R$ 200 mil em troca de contratos direcionados para a Odebrecht
Senador teria recebido R$ 200 mil em troca de contratos direcionados para a OdebrechtFoto: Roberto Pereira/Senado

O depoimento do ex-diretor superintendente da Odebrecht para o Norte Nordeste, João Pacífico, revela uma parceria entre o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e a empreiteira baiana. Segundo depoimento do delator - divulgado em vídeo após a quebra de sigilo do Supremo Tribunal Federal - o socialista teria mantido uma relação com a empresa que durou do tempo em que o político estava na Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico (2007 a 2010) até o momento em que ele assumiu o Ministério da Integração Nacional (2011 a 2013), no Governo Dilma Rousseff (PT).
"Ele ajudou antes, como secretário, e depois como ministro da Integração", afirma João Pacífico. Tanto que o parlamentar possuía dois codinomes para identificá-lo nas planilhas da Odebrecht: Novilho (para ajudas de campanha) e Charada (nas contribuições pela participação com gestor em obras).
Nas investigações encaminhadas pelo relator Edson Fachin, o nome Bezerra Coelho figura nos inquéritos 4458 e 4464, por suspeita de envolvimento nos crimes de formação de cartel, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica eleitoral, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Troca
Pacífico contou que na eleição de 2010 para o Senado Federal, Bezerra Coelho recebeu R$ 200 mil para sua campanha política. As demandas seriam uma troca pelo contrato da empresa no Píer Petroleiro e Cais 5 do Complexo Portuário e Industrial de Suape.

 Na época, o socialista era presidente do porto. O do píer, executado pelo consórcio CBPO/OAS/ Andrade Gutierrez, recebeu investimentos da ordem de R$ 367 milhões. Já o Cais 5 esteve a cargo da Odebrecht TransPort e Agrovia para implantação de um novo terminal de açúcar, em um investimento total de R$ 130 milhões.
A demanda das propinas para o senador - segundo a delação - foi repassada pelos diretores de contrato da Odebrecht para o diretor João Pacífico. A liberação dos recursos era autorizada pelo presidente de Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ.
No inquérito 4464, Fernando Bezerra Coelho é citado por sua atuação como ministro da Integração Nacional por ter negociado com a empresa as obras do canal do Sertão.
Em 2013, o então auxiliar ministerial do Governo Dilma teria pedido uma contribuição para seu projeto político e recebido R$ 1.050.000,00, por meio de um intermediário indicado por ele. Os recursos seriam dados por uma contribuição de mercado entre as empresas que participariam da obra canal do sertão alagoano. Diversas lideranças políticas teriam feito a solicitação de pagamento de propina como o então governador do Estado de Alagoas, Teôtonio Vilela (PSDB-AL), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ex-ministro.
Defesa
Por meio de nota, a defesa do senador diz que "não foi oficialmente comunicada, tampouco teve acesso à referida investigação. "Fernando Bezerra mantém-se, como sempre esteve, à disposição das autoridades a fim de prestar quaisquer esclarecimentos que elas possam necessitar", relata a nota. (Folhape).

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