domingo, 17 de novembro de 2013

Polícia ouve três novos depoimentos do caso Joaquim nesta sexta-feira


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O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, chefe das investigações sobre a morte do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, deve ouvir três novos depoimentos nesta sexta-feira (15), em Ribeirão Preto (SP). Segundo Castro, as pessoas não são ligadas à família da criança e podem ajudar a elucidar fatos obtidos pela polícia desde o início da apuração sobre o que levou o garoto à morte.
Joaquim foi encontrado morto no domingo (10), no Rio Pardo, em Barretos (SP), após ter ficado desaparecido por cinco dias. A mãe dele, a psicóloga Natália Ponte, e o padrasto, o técnico em TI Guilherme Longo, estão presos temporariamente por suspeita de envolvimento na morte.
Em depoimento à polícia, o casal alegou inocência. O advogado de Guilherme pediu a revogação da prisão dele.
Natália Ponte prestou novo depoimento à polícia na tarde de quinta-feira (14). O delegado não revelou detalhes sobre os relatos da mãe de Joaquim, mas afirmou que ela ‘está passando a colaborar de um modo mais eficaz’.
O advogado do pai de Joaquim, Alexandre Durante, teve acesso ao depoimento de Natália. Nele, segundo Durante, a psicóloga afirmou pela primeira vez que já foi ameaçada de morte por Guilherme Longo. Para ele, no entanto, as declarações de Natália não foram esclarecedoras, uma vez que ela relata pontos que contrastam com o depoimento prestado no domingo (11).
Antes de revelar que foi ameaçada de morte por Longo, Natália havia mencionado problemas com relação ao uso da insulina em Joaquim – dentre eles uma suposta tentativa de suicídio praticada pelo marido com o medicamento destinado ao menino. Mas somente no depoimento desta terça, de acordo com Durante, Natália teria dito que, em uma determinada ocasião, Guilherme Longo teria se esquecido de aplicar o hormônio na criança. Isso teria acontecido, de acordo com ela, no final de semana de 26 de outubro. Na data, quando o pai Arthur Paes visitava o filho, Natália teria pedido a Longo que aplicasse uma unidade de insulina no menino. No fim do dia, no entanto, o padrasto teria confessado a ela que não aplicou o medicamento.
O advogado, no entanto, não considera os detalhes do novo depoimento de Natália esclarecedores para as investigações. “É preciso ter uma certa cautela. De esclarecedor ela não acrescentou muita coisa. O depoimento dela, em comparação ao anterior, não tem muita lógica justamente por ter informações que contrastam entre si”, explica. (G1.com)

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