quarta-feira, 17 de abril de 2019

PETROBRÁS AUMENTA O DIESEL ENTRE 4,5% E 5,1%


Infomoney - A Petrobras anunciou na noite desta quarta-feira (17) um reajuste de R$ 0,10 no litro do diesel, o que, segundo o CEO da companhia, Roberto Castello Branco, representa uma alta entre 4,5% e 5,1% no valor do combustível nas bombas, a depender do ponto de venda.
Após anunciar um aumento de 5,7% no preço do diesel na última quinta-feira, a estatal voltou atrás no mesmo dia após o presidente Jair Bolsonaro ligar para o CEO da petrolífera, Roberto Castello Branco, e pedir a suspensão do reajuste. Na sexta, as ações da companhia desabaram 8%, levando a empresa a perder R$ 32,4 bilhões de valor de mercado.
Já na última terça, ocorreu uma reunião entre Bolsonaro, ministros e o presidente da Petrobras. Após o encontro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o presidente pensou na dimensão política do reajuste quando ligou para o chefe da estatal.
Além disso, o ministro afirmou que estão em estudo várias alternativas para dar mais transparência à política de reajuste de combustíveis da Petrobras, entre elas indexar o preço do frete ao valor do diesel.
Ele citou que essa é a política utilizada nos Estados Unidos e disse que foram feitas "interrogações" à Petrobras durante a reunião com o presidente Jair Bolsonaro.
"Tudo tem que ser estudado para o futuro, o presidente da Petrobras já estava estudando. Esse episódio precipita a aceleração de estudos", ressaltou Guedes. "O próprio presidente da Petrobras está recalculando quais seriam as melhores praticas".
Leia, abaixo, texto do 247 sobre possível greve dos caminhoneiros:
Caminhoneiros marcam greve para 21 de maio se diesel subir 
Os caminhoneiros estão organizando nova paralisação nacional para 21 de maio, quando se completa um ano da greve que abalou o governo Temer em 2018. O movimento acontecerá se houver qualquer reajuste no óleo diesel e se o piso mínimo do frete continuar a ser desobedecido.
"Se o diesel aumentar um centavo que seja e não houver efetiva fiscalização da aplicação do piso, a gente para no dia 21, quando a greve do ano passado completará um ano", garante o caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedéco, de Curitiba (PR), um dos integrantes da rede de lideranças da categoria, em entrevista à jornalista Leila Souza Lima, do Valor Econômico 
Segundo o caminhoneiro, as representações que atuam hoje em Brasília junto ao governo federal não têm controle sobre caminhoneiros de todo o país. "Há de 20 a 30 lideranças espalhadas por todos os Estados se comunicando em articulação. Eles podem dizer com todas as letras que não vamos parar, mas nós vamos se nada for feito", diz Alves.


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Vida dura num país onde o arrocho salarial virou política oficial



Ao anunciar a  decisão de modificar a legislação atual do salário mínimo, para impedir reajustes acima da inflação que se tornaram direito legal desde 2008, o governo Bolsonaro-Paulo Guedes definiu uma opção política ousada do ponto de vista da paz social. 
Num país onde se estima que 48 milhões de pessoas sobrevivem com um salário mínimo, a decisão envolve uma certeza e uma pergunta.
A certeza diz respeito às famílias que serão prejudicadas, no bolso ou no orçamento familiar, que constituem uma massa superior a metade da população, que já ganha pouco e sofre muito para atravessar o mês. 
A lei atual do salário mínimo não nasceu de um decreto de cima para baixo e pode ser considerada uma das principais conquistas obtidas pelos trabalhadores em anos recentes. Foi assinada no governo Lula após cinco Marchas para Brasília, promovidas pelas centrais sindicais entre 2004 e 2009.  
Num país onde, tradicionalmente, a luta pelos salários sempre se resumiu a um esforço para repor as perdas do passado, os reajustes permanentes somaram um ganho inédito de 74,4% num período de 15 anos, informa o DIEESE. Antecipando perdas, o cálculo criado permitiu uma evolução positiva da partilha renda, através de um sistema sofisticado, como explica uma nota técnica do mesmo DIEESE, de janeiro de 2019:
 ''O mecanismo de valorização adotado foi: primeiro, reposição das perdas inflacionárias desde o último reajuste, pelo INPC, do IBGE; segundo, aumento real de acordo com o crescimento do PIB referente ao ano anterior ao último (por ser um dado já conhecido no momento do aumento); e, terceiro, antecipação gradativa, a cada ano, da data de reajuste, até fixá-la em 1º de janeiro. Além disso, estabeleceu-se um longo processo de valorização, que deveria perdurar até 2023.''
Ao desmontar, de modo unilateral, um esquema que permitia prevenir perdas futuras, o Planalto abriu caminho para o retorno das perdas inflacionarias, que constituem o método histórico de  reconcentração de renda no país. No final da década de 1940, as perdas salariais jamais compensadas do governo Dutra atingiram 100%. Acabaram sendo pagas pelo sucessor Getúlio Vargas, processo que custou a cabeça do jovem ministro do Trabalho João Goulart, cujo empenho a favor dos assalariados era alvo de ataque permanente dos comandantes militares do período.  Três décadas depois, as perdas sob o "milagre econômico" da ditadura deram na origem às grandes mobilizações de trabalhadores da década de 1970. 
Num percurso iniciado em 1930, quando a chamada "Questão Social" deixou de ser tratada como um caso de polícia, o Estado brasileiro construiu um conjunto de mecanismos institucionais destinados a resolver conflitos pela partilha da renda, mantidos inclusive durante a ditadura de 1964-1985.
Não só criou a CLT, que já estipulava um conjunto de direitos cravados em lei, mas ajudou a erguer um conjunto respeitável de instrumentos para evitar confrontos abertos e conciliar interesses. Os sindicatos de patrões e empregados foram construídos com recursos recolhidos compulsoriamente, que permitiam a oferta de serviços assistenciais necessários, que o próprio Estado não oferecia, e ajudaram a formar quadros profissionalizados. (Também estimularam lideranças acomodadas e oportunistas).
No topo da estrutura, nasceu o Ministério do  Trabalho, com acento assegurado em todos os governos que o Brasil conheceu nos últimos 80 anos. Para agilizar decisões que antes ficavam travadas na Justiça Comum, criou-se a Justiça do Trabalho.
Empossado há 100 dias, desde então Bolsonaro tem trabalhado sem descanso para derrubar o edifício inteiro que protege da proteção quem sobrevive do próprio trabalho. Herdou a reforma trabalhista deixada por Michel Temer e tomou várias providências para que seja aprofundada. Os sindicatos se encontram  no chão. O Ministério foi desativado e, com isso, as lideranças de trabalhadores perderam um campo permanente de negociação política. Sem a autoridade de cima, a burocracia das delegacias do trabalho,  que fazia o serviço de fiscalização no chão das empresas, agora não tem a quem responder. Isso quer dizer que a informalização irá aumentar e, para quem ainda tiver carteira assinada, os abusos irão elevar-se. 
No capítulo salarial, o projeto do governo não prevê aumentos reais para trabalhadores do setor privado nem para servidores públicos civis.
Mas há uma exceção -- os militares. "O projeto prevê que serão a única categoria do serviço público autorizada a ter reajuste de salários e benefícios em 2020", revela a Folha de S. Paulo. "A liberação será feita antes mesmo da aprovação da reestruturação da carreira proposta pelo governo e em tramitação no Congresso".
Ao optar por um caminho que sacrifica a maioria da sociedade em troca de ganhos econômicos maiores e imediatos a empregadores, os livros de História ensinam que cedo ou tarde a política econômica de Bolsonaro-Guedes poderá estimular choques e conflitos que podem ser agravados pela ausência de  anteparos institucionais. O ponto a registrar é que nem o patronato nem o governo estarão sós, já que o mesmo projeto de Lei Orçamentária garante um tratamento diferenciado  às Forças que podem ser chamada a defender a ordem. (Por Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia)
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A PEDIDO DE HELENO, MORO LIBERA FORÇA NACIONAL EM BRASÍLIA CONTRA PROTESTOS


O ministro da Justiça, Sergio Moro, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança na praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, por 33 dias, a partir desta quarta-feira (17). A medida foi solicitada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno. A iniciativa de Moro foi consequência das manifestações indígenas previstas para a próxima semana.ç Os protestos fazem parte do Acampamento Terra Livre (ATL), uma marcha de indígenas de diversas partes do Brasil à capital federal que ocorre há 15 anos. Neste ano, o acampamento está previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 de abril. Em 19 de abril, celebra-se o Dia do Índio.
O presidente Jair Bolsonaro criticou na semana passada o acampamento de indígenas em Brasília. Durante uma transmissão ao vivo via Facebook, o chefe do Planalto se referiu ao evento como "encontrão" e disse que quem iria pagar a conta seria o "contribuinte.
A responsável pela organização do evento, a líder indígena Sônia Guajajara, desmentiu a declaração do presidente. "Gente! Bolsonaro fez uma live agora, e continua incitando a sociedade contra os povos indígenas falou "semana que vem terá 10 mil indios aqui em Brasília pago com o recurso de vocês" ele quer dizer dinheiro público, grande mentira!O Acampamento Terra Livre é custeado por nós!", disse ela no Twitter.
A ação de Moro prevê "a defesa dos bens e dos próprios da União, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em caráter episódico e planejado". De acordo com o ministro, o prazo para uso dos agentes de segurança poderá ser ampliado. (247)
Gente! Bolsonaro fez uma live agora, e continua incitando a sociedade contra os povos indígenas falou " Semana que vem terá 10 mil indios aqui em Brasília pago com o recurso de vocês " ele quer dizer dinheiro público, grande mentira!O Acampamento Terra Livre é custeado por nós !
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GOVERNO SOFRE DERROTA NA CÂMARA E VOTAÇÃO DA PREVIDÊNCIA É ADIADA

Agência Câmara

Com forte estratégia da oposição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, que conseguiu adiar para o dia 23 a discussão da proposta da reforma da Previdência, o governo Jair Bolsonaro saiu duramente derrotado nesta quarta-feira 17. O governo dava como certa a aprovação da reforma hoje.
O relator, Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), pediu o adiamento da votação. Na semana passada, ele havia apresentado um parecer recomendando a aprovação total do projeto do governo Bolsonaro. No entanto, diversos parlamentares da Comissão pedem mudanças na proposta já na primeira etapa.
"Aliados do governo disseram que vão começar a sessão da CCJ hoje já votando a reforma da previdência e que "não saem enquanto não for aprovada". Com o povo contra, a oposição forte e o governo desarticulado, veremos quem resiste mais tempo. Pra cima. Nem um direito a menos", postou a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ).
"O Relator sumiu. As alterações em curso precisam ser analisadas. Em nome dos direitos do povo brasileiro, essa sessão da CCJ não pode continuar. A oposição é firme e vence. O governo Bolsonaro é da maldade e da incompetência. Olha nossa linha de frente na luta!", escreveu Maria do Rosário (PT-RS).(247)


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Caminhoneiros dizem que linha de crédito 'é esmola' e que não resolve problema

Motoristas estão com nome sujo

  Por: Folhapress
Caminhoneiros
CaminhoneirosFoto: Thomaz Silva/Agência Brasil

Motoristas de caminhão que participaram da paralisação de 2018 criticaram as medidas anunciadas nesta terça-feira (16) pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. "Nada do que o ministro da Infraestrutura anunciou nos ajuda. É um avanço conseguir pegar dinheiro no BNDES a baixo custo? É. Mas hoje, mais da metade dos caminhoneiros estão com o nome sujo no Serasa. Nós vamos conseguir pegar esse crédito?", questiona Wanderlei Dias, o Dedéco, de Curitiba (PR).

Ele diz que não representa toda a classe. "Eu tenho os caminhoneiros que estão comigo. E faço parte de um grupo com outros amigos, que têm outros caminhoneiros com eles. Isso faz uma rede de mais de um milhão de caminhoneiros". Segundo Dias, os motoristas não estão conseguindo pagar as parcelas dos caminhões e por isso estão com o nome sujo.

Daniel Dias, o Queixada, que faz parte do mesmo grupo de Dias, afirmou que há muitos motoristas que não aguentam pagar os financiamentos devido ao baixo valor pago dos fretes e preço alto do diesel.

"As agências estão lotadas de carro de gente que não conseguiu pagar. Não resolve sair liberando mais financiamento para quem já está endividado", diz. Ariovaldo Junior Almeida, diretor do Sindicato dos Caminhoneiros de Ourinhos, interior de São Paulo, chamou de "esmola" o crédito oferecido.

"É melhor do que nada, mas é esmola. Trinta mil reais não dá para 15 pneus. O caminhoneiro precisava de uma linha de crédito de R$ 200 mil", afirmou.
A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) afirmou que não irá se pronunciar sobre as medidas anunciadas pelo governo.



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Primeiro carro híbrido flex do mundo é lançado no Brasil

Inovação e tecnologia de ponta são as principais características do carro híbrido flex

  Por: Agência Brasil 
O lançamento foi acompanhado pelo Governador de São Paulo, Joã Dória
O lançamento foi acompanhado pelo Governador de São Paulo, João DóriaFoto: Divulgação Governo do Estado de São Paulo

O primeiro carro com propulsão híbrido flex, ou seja, movido tanto pelos combustíveis etanol e gasolina, como por eletricidade, começa a ser produzido na cidade de Indaiatuba, interior paulista. O lançamento foi feito nesta quarta-feira (17) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Com tecnologia brasileira, o veículo do modelo Corolla terá um motor elétrico e outro de tecnologia flex fuel. O veículo não foi projetado para ser recarregado na tomada, já que as vias públicas brasileiras não estão adaptadas para alimentar esse tipo de energia. A propulsão elétrica, que ficará armazenada em bateria, é gerada a partir do uso dos combustíveis, cujo consumo deve reduzir em mais de 20%.

Investimento
O projeto da empresa Toyota recebeu investimento de R$ 1,6 bilhões e deve gerar 900 empregos diretos. “Vamos seguir inovando e trazendo novas tecnologias e desenvolvimento industrial para São Paulo, inclusive com o IcentivAuto, programa que nós lançamos há cerca de 60 dias. Agora, também, a Toyota poderá fazer uso dele”, disse o governador João Doria.

“Este é um setor muito importante, porque é forte empregador, utilizador de tecnologia, tem uma rede robusta complementar de revendedores, fornecedores e é uma cadeia produtiva de grande importância”, completou o governador.

O presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang, falou sobre a importância da inovação no país. “O mais importante é que estamos trazendo tecnologia para o Brasil. Essa tecnologia híbrida flex combina duas tecnologias muita limpas, a tecnologia híbrida e com utilização do etanol”, declarou.

O novo Corolla com propulsão híbrida flex chega ao mercado consumidor em outubro, com expectativa de ser exportado para Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia no ano que vem. O valor de venda não foi divulgado.



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HÁ 3 ANOS, UM GOLPE DEU INÍCIO AO OCASO DA DEMOCRACIA NO PAÍS


Cláudio Motta, Rede Brasil Atual"O espetáculo político que dividiu o país e cassou o mandato de 54 milhões de brasileiros narrado por quem estava do lado de fora do Congresso Nacional." O povo brasileiro é o protagonista do documentário Tchau, Querida, lançado nesta quarta-feira (17), às 19h, no Centro Universitário Maria Antonia (Rua Maria Antônia, 258/294, Vila Buarque).


A data do lançamento do primeiro longa-metragem produzido pelo Cérebro Eletrônico e Jornalistas Livres "marca os três anos do início do fim do Estado democrático e de direito no país", afirma o jornalista Vinícius Segalla, que divide a direção do documentário com Gustavo Aranda.
"Tínhamos mais de oito horas de gravação. A gente assistiu e reassistiu a esse material, mexeu muito para transformar em uma hora e dez minutos", conta Segalla. "Mas o mais difícil era ver como boa parte da população do Brasil que estava representada ali pelas pessoas de verde amarelo se deixou levar por uma ilusão. Muita gente estava ali acreditando mesmo que estava combatendo a corrupção, quando estavam fazendo parte de um mecanismo maior, levando a gente para onde levou."
Ainda mais difícil, ressalta o jornalista, é assistir hoje e ver que "o ovo da serpente" já estava lá. "Desde o início do processo de impeachment, eram as forças de extrema direita representadas por Bolsonaro, Moro e Olavo de Carvalho que mais estavam presentes naquele processo. E a gente não percebeu. A gente se deu conta do perigo que era Jair Bolsonaro para o país quando já era tarde demais", lamenta Segalla.
Brasil envergonhado
"O golpe foi o episódio inaugural de um processo devastador que já dura três anos. Teve, para seu desenlace e os atos subsequentes, a estratégica contribuição do sistema punitivista de justiça, a Lava Jato, que sob o argumento de alvejar a corrupção, feriu a Constituição de 1988, atingiu o Estado democrático de direito e impôs a justiça do inimigo como regra."

Em artigo publicado nesta quarta-feira, a presidenta Dilma Rousseff reafirma sua visão sobre a construção do golpe no Congresso, na mídia, em segmentos do Judiciário e no mercado financeiro. "Compartilhavam os interesses dos derrotados nas urnas e agiam em sincronia para inviabilizar o governo", avalia.
"Faz três anos, hoje, que a Câmara dos Deputados, comandada por um deputado condenado por corrupção, aprovou a abertura de um processo de impeachment contra mim, sem que houvesse crime de responsabilidade que justificasse tal decisão. Aquela votação em plenário foi um dos momentos mais infames da história brasileira. Envergonhou o Brasil diante de si mesmo e perante o mundo."
Para Dilma, o principal objetivo do golpe foi o enquadramento do Brasil na agenda neoliberal, que, por quatro eleições presidenciais consecutivas havia sido derrotada nas urnas. "Foi essa verdadeira sabotagem interna que tornou praticamente impossível, naquele momento, atenuar sobre o Brasil os efeitos da crise mundial."
A ex-presidenta associa o que aconteceu há três anos ao que está acontecendo hoje. "Há razões mais do que suficientes para que a história registre o 17 de abril de 2016 como o dia da infâmia. Foi quando o desastre se desencadeou; se desencadeou ao barrar os projetos dos governos do PT que tinham elevado dezenas de milhões de pessoas pobres à condição de cidadãos, com direitos e com acesso a serviços públicos, ao trabalho formal, à renda, à educação para os filhos, a médico, casa própria e remédios. Interromperam programas estratégicos para a defesa da soberania e para o desenvolvimento nacional, projetos que colocaram o Brasil entre as seis nações mais ricas do mundo e retiraram o país do vergonhoso mapa da fome da ONU."
Dilma clama pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Mesmo os que se opõem a Lula mas prezam a democracia se constrangem com o escândalo da sua prisão e condenação ilegal, e já perceberam que ele é um prisioneiro político... Lutar por sua liberdade plena significa enfrentar o aparato neofascista – militar, judicial e midiático – que está destruindo a democracia. Lula é a voz da resistência e carrega o estandarte da luta democrática... Lula mostrou ao povo brasileiro, em cada gesto seu que se tornou público, que é possível resistir mesmo nas piores condições. A sua força moral nos fortalece, a sua garra nos anima, a sua integridade nos faz lutar por sua liberdade, que representa também as liberdades democráticas para todos os brasileiros. Lula está do lado certo da história. #LulaLivre."


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BILIONÁRIA BRASILEIRA DOA R$ 88 MILHÕES PARA RECONSTRUÇÃO DA CATEDRAL DE NOTRE-DAME


Entre os doadores para um fundo que terá como objetivo restaurar a construção da Catedral de Notre-Dame, em Paris, está o nome da brasileira Lily Watkins Cohen Monteverde Bendahan Safra, conhecida como Lily Safra, de 84 anos. Nascida em Porto Alegre e filha de pai inglês, ela doou sozinha R$ 88 milhões.
Lily Safra tem uma fortuna estimada em R$ 5 bilhões e já apareceu por várias vezes na lista de mulheres mais ricas do mundo. Flha de pai inglês, nascida em Porto Alegre, ela foi casada com o banqueiro Edmond Safra – o segundo marido dela.
A notícia foi vista com críticas no Brasil, uma vez que não houve um movimento de milionários brasileiros em torno da restauração do Museu Nacional, do Rio de Janeiro, que foi destruído pelo fogo em setembro do ano passado, perdendo seu acervo praticamente por completo. O Museu Nacional é considerado o maior museu de história natural e antropológica da América Latina.(247)


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GOVERNO BOLSONARO QUER PROIBIR USO DE JEANS NO PALÁCIO DO PLANALTO


O Palácio do Planalto deve publicar nos próximos dias uma normativa para restringir o uso de calça jeans nas dependências do prédio onde despacha o presidente Jair Bolsonaro (PSL). A proibição atingirá servidores e pode ser estendida a visitantes. Segundo fontes ouvidas pelo site Metrópoles (DF), homens serão obrigados a usar calça social e mulheres, saia ou calça sociais, além de vestidos na altura dos joelhos.
A Secretaria-Geral da Presidência da República confirmou que as regras para entrada no órgão serão reformuladas, mas não detalhou a causa da modificação e quando efetivamente elas passam a valer.  “A atualização das normas de acesso ao Palácio do Planalto ainda estão em estudo pelos órgãos competentes”, resumiu, em nota.
As mudanças devem passar pelo crivo do chefe do cerimonial do Palácio do Planalto, o diplomata Carlos Alberto Franco França.
Mesmo sem a publicação de nenhum documento, alguns funcionários já estão se adequando às novas regras. "Ainda não é uma obrigação, mas como a previsão é que se publique uma normativa, estamos todos nos adaptando", contou uma servidora comissionada, que pediu para não ter o nome publicado.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ironizou a medida. "Mais uma medida genial do Governo Bolsonaro pra tirar o país do caos político e econômico: proibir visitantes e servidores de usarem jeans. Vc não leu errado: proibir aquele bom e velho jeans na Esplanada dos Ministérios!", disse o parlamentar no Twitter. (247)
Mais uma medida genial do Governo Bolsonaro pra tirar o país do caos político e econômico: proibir visitantes e servidores de usarem jeans. Vc não leu errado: proibir aquele bom e velho jeans na Esplanada dos Ministérios! https://bit.ly/2IpkmBq  👖👖👖
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INCÊNDIO EM NOTRE-DAME - França anuncia concurso internacional para reconstruir flecha da Notre-Dame

Primeiro ministro anunciou concurso após 
reunião de gabinete
  Por: AFP
Momento da queda da flecha da Catedral de Notre-Dame


A França anunciou nesta quarta-feira (17) um concurso internacional para reconstruir a flecha de Notre-Dame, como parte de um ambicioso projeto para restaurar a emblemática catedral de Paris arrasada por um incêndio, que já arrecadou mais de 800 milhões de euros em doações.

O incêndio ocorrido na segunda - que os investigadores acreditam ter sido acidental -, devorou o telhado e derrubou sua torre em forma de flecha de 93 metros. Construída há mais de 800 anos, a estrutura do edifício permaneceu de pé, graças ao trabalho dos bombeiros.

Determinado a reconstruir rapidamente este templo, símbolo da história da França, o presidente Emmanuel Macron estabeleceu o prazo de cinco anos para completar a tarefa. Já alguns especialistas consideram que o trabalho levará décadas.
"É um desafio imenso, uma responsabilidade histórica, a obra de nossa geração e para as gerações futuras", afirmou o primeiro-ministro Edouard Philippe, após uma reunião de gabinete dedicada aos desafios da reconstrução daquele que até segunda-feira era o monumento mais visitado da Europa, com 12 milhões de turistas por ano.

Ao falar sobre o colapso da flecha, Philippe anunciou um concurso internacional de arquitetos para a reconstrução. "O concurso permitirá saber se é necessário construir uma nova flecha idêntica, ou se é necessário dotar a catedral de uma nova flecha, adaptada às técnicas e aos desafios de nossa época", disse.

O trágico incidente que atingiu este símbolo da cultura europeia e testemunha da história da França foi acompanhado por milhões de pessoas em todo planeta. O telhado do edifício, de 850 anos, começou a arder por razões ainda não conhecidas, e as chamas estiveram a ponto de engolir todo edifício.

Polêmica
A restauração da catedral gótica, que custará várias centenas de milhões de euros, já conta com o apoio de algumas das empresas e famílias mais ricas do país, como a Total, ou a L'Oréal. 

Até agora, mais de 800 milhões de euros foram arrecadados em doações, o que provocou queixas entre líderes políticos e sindicais, ou seja, um montante tão rapidamente levantado para salvar um monumento quando há outras prioridades no país.

"Se são capazes de dar dezenas de milhões para reconstruir Notre-Dame, que parem de nos dizer que não há dinheiro para responder às emergências sociais", declarou Philippe Martinez, o secretário-geral do CGT, um dos principais sindicatos do país.

A solidariedade ultrapassou inclusive as fronteiras francesas, já que a bilionária brasileira Lily Safra e a fundação em nome de seu marido, Edmond Safra, banqueiro sírio-libanês morto em 1999, anunciaram uma doação de 10 milhões de euros para o fundo de reconstrução.

Um ex-líder dos "coletes amarelos", grupo que protesta há cinco meses contra a política fiscal e social do governo, considerada injusta, criticou a "inércia" dos grandes grupos franceses diante da "miséria social", enquanto um representante da esquerda radical, Manon Aubry, cobrou desses grandes grupos que "paguem primeiro seus impostos". Uma lei de 2003 prevê que as empresas que investem em cultura podem deduzir de seus impostos 60% de seus gastos.

Lágrimas e rosas

Nesta quarta-feira, na hora exata em que o incêndio começou na segunda-feira, todos os sinos das catedrais da França soarão em um gesto de solidariedade para com a diocese de Paris. 

As imagens da Notre-Dame, um dos mais importantes ícones arquitetônicos da França, sendo consumidas pelas chamas, horrorizaram o mundo. A emoção ainda estava latente nesta quarta-feira entre parisienses e turistas, que foram ver com os próprios olhos o estado da catedral, localizada no coração de Paris, às margens do Sena, e depositaram rosas para prestar homenagem.

Alguns choraram ao observar os danos sofridos pelo monumento, que faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco desde 1991. Uma porta escancarada mostrou muitos detritos enegrecidos e algumas vigas destruídas.

O papa Francisco expressou sua gratidão aos bombeiros. "A gratidão de toda a Igreja vai para aqueles que fizeram tudo o que podiam, mesmo arriscando suas vidas, para salvar" a catedral, disse ele.

O monsenhor Patrick Chauvet, vigário geral do arcebispado de Paris, também agradeceu-lhes por proteger "esses tesouros inestimáveis". "Os policiais resgataram cruzes, os bombeiros as pinturas", disse uma fonte da prefeitura de Paris.

O ministério da Cultura francês informou que o galo de cobre que coroava a torre da catedral foi encontrado entre os escombros. Notre-Dame acompanhou a história de Paris desde a Idade Média. Sob suas abóbadas foi coroado imperador Napoleão em 1804 e seus sinos anunciaram em 1944 a libertação do jugo dos nazistas.




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Bolsonaro escala Força Nacional para protesto de indígenas em Brasília

A portaria foi publicada no "Diário Oficial da União" e assinada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro

  Por: Gustavo Uribe/ Folhapress
Presidente da República, Jair Bolsonaro
Presidente da República, Jair BolsonaroFoto: EVARISTO SA / AFP

Com receio dos protestos marcados para a próxima semana, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) autorizou nesta quarta-feira (17) que a Força Nacional seja acionada para realizar a segurança da Esplanada dos Ministérios e da Praça dos Três Poderes nos próximos 33 dias.
A portaria foi publicada no "Diário Oficial da União" e assinada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. A medida foi solicitada pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional), com base em protocolo de segurança que permite o emprego das forças policiais para proteger o patrimônio público.
Segundo o Palácio do Planalto, a iniciativa é "preventiva" e tem como objetivo desencorajar eventuais episódios de violência. A partir desta quarta-feira (17), o efetivo de segurança pode ser escalado a qualquer momento caso seja identificado risco de depredação.
Na próxima semana, em comemoração ao Dia do Índio - celebrado nesta sexta-feira, 19 de abril, deve haver uma marcha na capital federal como parte do ATL (Acampamento Terra Livre). Na semana passada, o presidente definiu o evento como um "encontrão de índio" e disse que quem pagará os custos será o contribuinte.
"[O objetivo é] Desencorajar que manifestações descambem para a violência e provoquem danos em pessoas ou no patrimônio público, como já aconteceu em outras oportunidades", explicou à Folha o ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno.
O ministro se refere à manifestação contra a reforma previdenciária promovida na Esplanada dos Ministérios em 2017. No protesto, que também pedia a renúncia do então presidente Michel Temer (MDB), os manifestantes depredaram prédios e queimaram carros.
<p>Na época, em uma medida polêmica, Temer autorizou o uso de tropas das Forças Armadas, o que foi criticado pelo Poder Legislativo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que houve excesso na iniciativa e que havia sugerido ao emedebista o emprego da Força Nacional.<p/> 


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