segunda-feira, 26 de agosto de 2019

LEVANTAMENTO - Avaliação negativa do governo Bolsonaro sobe de 19% para 39,5%, diz pesquisa CNT

  Por: Correio Braziliense
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou a 144ª pesquisa CNT de opinião, sobre os índices de popularidade do governo federal e do presidente da República, Jair Bolsonaro. A confederação realizou 2002 entrevistas em 137 municípios brasileiros de 25 estados, entre 22 e 25 de agosto, e concluiu que 39,5% da população avalia o governo como negativo, 29,4%, como positivo e 29,1% como regular. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.


Apesar da visão negativa, os entrevistados veem a atual gestão com otimismo no emprego. Para os próximos seis meses, 36,6% afirmam que a situação vai melhorar e 32,9%, que se manterá como está. Para 28% dos entrevistados, porém, a perspectiva é de piora até o fim do semestre. Na renda mensal, o brasileiro também demonstra um sensível otimismo: 58,8% disseram que a situação ficará estável, 28,3% acha que haverá melhora e 16,8%, que haverá uma piora.

Outro setor que segue a mesma tendência da renda mensal é o da saúde. A expectativa de 38,6% da população para os próximos seis meses é de que a situação permanecerá como está, 31,3% acreditam que vai melhorar e 27,9%, que vai piorar. A área de educação também demonstra sensível otimismo. Da população ouvida, 36,7% acreditam que ficará igual, 30,8%, que haverá melhora, e 29,3%, que haverá piora. Já segurança é a que tem melhor perspectiva de desempenho para os próximos seis meses: 37,8% acredita que haverá melhora, 32,9%, que não haverá melhora ou piora e 26,8%, que a situação deve se agravar. 

No tópico de melhor e pior desempenho, cada entrevistado pode apontar duas opções. O combate à corrupção foi o mais bem avaliado, com 31,3%. Na sequência, segurança (20,8%), redução de cargos e ministérios (18,5%) e economia (2,8%). As piores avaliações, por sua vez, ficaram com saúde(30,6%), meio ambiente (26,5%), educação (24,5%) e economia (17,6%). Os maiores desafios apontados pelos brasileiros são saúde (54,7%), educação (49,8%), emprego (44,2%) e segurança (36,4%).




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Acusação de Lula é confirmada: fazendeiros bolsonaristas incendeiam a Amazônia


Acusação feita pelo ex-presidente Lula em sua entrevista à TV 247 está confirmada: fazendeiros bolsonaristas foram responsáveis por incêndios que devastam a floresta amazônica há pelo menos duas semanas. Um grupo de 70 ruralistas articularam em grupos de WhatsApp o "Dia do Fogo" na região de Altamira, no Pará, no dia 10 de agosto passado. É esta a região que lidera o número de incêndios e desmatamentos no Brasil. A sequência de incêndios criminosos foi marcada para mostrar apoio às ideias Bolsonaro de acabar com a fiscalização do Ibama e conseguir perdão das multas pelas inúmeros infrações cometidas pelos ruralistas ao Meio Ambiente.
A revelação é da revista Globo Rural, em reportagem do jornalista Ivaci Matias, que escreveu diretamente de Cachoeira da Serra, o distrito de Altamira que concentra os ruralistas mais agressivos na ocupação das terras, combate aos sem terra e pequenos agricultores e maiores taxas de devaatação do Estado, um dos mais castigados pela ação predatória. O que acontece em Altamira desde 10 de agosto, segundo o jornalista, é "a maior queimrada da história do Pará". 
A reportagem confirma a percepção que levou Lula a apontar os ruralistas da base de Bolsonaro como responsáveis pelos incêncios. "É só pegar fotografias de satélites, saber quem é o proprietário de terra que está queimando e ir atrás do proprietário da terra para saber quem botou fogo. Se o dono da terra não reclamou, não foi à polícia dar queixa de que teve incêndio na terra dele, é porque foi ele quem botou fogo", disse Lula à TV 247 na última quinta-feira (22).
Segundo a reportagem, a pedido do Ministério Público de Novo Progresso, o Delegado Daniel Mattos Pereira, da Polícia Civil, já ouviu algumas pessoas ligadas ao “Dia do Fogo”, até agora ninguém foi preso. 
Pegos em flagrante, os ruralistas utilizam a mesma estratégia de Bolsonaro, que chegou a acusas as ONGs pelos incêndios. Segundo o jornalista Ivaci Matias, os fazendeiros da região acusam o  ICMBio [a sigla se refere ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], autarquia federal que é a polícia ambiental para a proteção da biodiversidade em todo o Brasil. O órgão é visto pelos ruralistas como seu inimigo e tem sido alvo de toda sorte de intervenções e desestruturação pelo ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles.
A acusação dos ruralistas é tão inverossímel como a de Bolsonaro, mas eles contam com a máquina de fake news do bolsonarismo para fazer prevalecer sua versão. Ambos, Bolsonaro e sua base rural, não devem ter sucesso desta vez. 
A acusação de Lula agora está comprovada. Da cadeia, ele apontou para os culpados.


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Governo foi avisado do "Dia do Fogo" dos fazendeiros pró-Bolsonaro do Pará; e nada fez

(Foto: Victor Muriyama/Greenpeace | Senado | PR)

O governo Bolsonaro foi informado oficialmente em 7 de agosto, três dias antes do "Dia do Fogo" articulado por fazendeiros bolsonaristas do Pará, que os incêndios iriam começar. E nada fez. O Ministério Público Federal (MPF) do Pará enviou um ofício ao Ibama, órgão do Ministério do Meio Ambiente, alertando para o ato criminoso, sem qualquer reação do governo. A Força Nacional de Segurança, subordinada a Moro, também foi alertada, mas nada fez. Em sua entrevista à TV 247 da última quinta-feira (22), o ex-presidente Lula acusou os fazendeiros bolsonaristas de responsáveis por incêndios que devastam a floresta amazônica há pelo menos duas semanas, o que agora está confirmado
A informação sobre o aviso ao governo Bolsonaro é de Carla Aranha, jornalista da revista Globo Rural, publicada na noite deste domingo (25). Segundo a jornalista, "o documento do Ministério Público que alertou o governo sobre o dia do fogo, ao qual a revista Globo Rural teve acesso, também cobrava um plano de contingência do Ibama em caso de 'confirmação do referido evento'. O plano de realizar as queimadas, agendado para o dia 10, foi divulgado pelo jornal Folha do Progresso, de Novo Progresso".
Mas nada foi feito. A resposta do Ibama, órgão vinculado ao ministro do Meio Ambiente, Ricado Salles, defensor da devastação da Amazônia, acontecu apenas cinco dias depois, no dia 12, quando o fogo já havia sido ateado à floresta. A resposta do Ibama ao MPF, afirmava que "a Coordenação de Operações de Fiscalização e o Núcleo de Inteligência da Superintendência do Pará haviam sido comunicadas sobre a iminência dos incidentes e ressalta que devido aos diversos ataques sofridos e à ausência do apoio da Polícia Militar do Pará” as ações de fiscalização estavam prejudicadas por “envolverem riscos relacionados à segurança das equipes em campo”. Ou seja, nada foi feito. 
O Ibama afirmou no mesmo documento que já haviam sido “expedidos ofícios solicitando o apoio da Força Nacional de Segurança”. No entanto, segundo o próprio Ibama, não houve resposta ao pedido.
Nem Ricardo Salles nem Moro adotarsam qualquer ação contra os incêndios. (247)


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CNT/MDA:- 72% rejeitam Eduardo Bolsonaro como embaixador

(Foto: Paola De Orte/Agência Brasil)
A pesquisa realizada pela CNT/MDA, divulgada nesta segunda –feira (26), demostrou que 72,7% dos entrevistados consideram inadequada a postura de Jair Bolsonaro de indicar um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), à Embaixada dos Estados Unidos.
O levantamento é massacrante para o governo. Segundo os dados, a aprovação pessoal de Bolsonaro recuou de 57,5% para 41%, e a desaprovação foi de 28,2% para 53,7% entre fevereiro e agosto. 
A avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro aumentou de 19% em fevereiro para 39,5% este mês. A avaliação positiva caiu de 38,9% para 29,4% no mesmo período de tempo (veja aqui).
De acordo com o levantamento, somente 9,5% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro está cumprindo totalmente suas promessas de campanha, enquanto 45,4% afirmam que ele está cumprindo em partes. Outros 40% dizem que o ocupante do Planalto não está cumprindo suas promessas e 5,1% não souberam ou não responderam.
Foram entrevistados 2.002 eleitores entre os dias 22 e 25 de agosto em 137 municípios em 25 unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.



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DINHEIRO - Dólar vai a R$ 4,16 com queda de aprovação de Bolsonaro

  No exterior, as Bolsas operam no azul, em recuperação às fortes quedas de sexta
  Por: Folhapress
Dólar, moeda americana
Dólar, moeda americanaFoto: Arquivo/Agência Brasil

O Brasil destoa dos principais mercados globais nesta segunda-feira (26), após pesquisa do instituto MDA para a CNT (Confederação Nacional do Transporte) mostrar que a desaprovação ao desempenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) saltou para 53,7% em agosto, ante 28,2% em fevereiro.

O dólar, que chegou a abrir em queda, acelerou a alta e chegou a R$ 4,159, maior patamar desde 14 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais. Por volta das 12h20, a moeda americana tem alta de 0,63% frente ao real, a R$ 4,15.

O Ibovespa também ensaiava uma recuperação após o tombo de sexta (23), com a piora da guerra comercial. O índice chegou a subir 0,8% na primeira hora do plantão, mas virou para queda às 11h, após divulgação da pesquisa CNT. 
A Bolsa, então, chegou a mínima de 96.750, queda de 0,94%, menor patamar desde 6 de junho. No momento, a queda se reduziu para 0,54%, a 97.137 pontos.

No exterior, as Bolsas operam no azul, em recuperação às fortes quedas de sexta. China e Estados Unidos demonstraram que devem voltar às negociações para chegar a um acordo comercial. 

Em Nova York, Dow Jones e S&P 500 sobem 0,85% cada. Nasdaq tem alta de 0,94%.

Os dados do CNT/MDA também apontam que a aprovação pessoal do desempenho do presidente caiu para 41%, ante 57,5% em fevereiro.

O levantamento mostrou ainda que a avaliação positiva do governo Bolsonaro é de 29,4%, ante 38,9% em fevereiro. O percentual dos que têm uma avaliação negativa da gestão é agora de 39,5%, contra 19% em fevereiro. Os que avaliam o governo como regular são 29,1%, ante 29%, apontou a pesquisa.




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NYT destaca que a Amazônia está nas mãos "do menor, mais maçante e insignificante dos líderes"

(Foto: Reuters)

O  New York Times, jornal mais importante do planeta, publicou reportagem nesta segunda-feira (26) afirmando que a Amazônia está nas mãos de Bolsonaro, “o menor, mais maçante e mais insignificante dos líderes”. A reportagem assinada pela jornalista Vanessa Barbara leva o título de "A devastação da Amazônia atravessa o Brasil".  
O texto aponta como uma das causas da devastação da Amazônia problema o desmonte das políticas ambientais do Brasil promovida pelo governo Bolsonaro, com destaque para a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão. Segundo a reportagem este foi o “primeiro sinal” de que o ano de 2019 não seria bom para a Amazônia. 
A jornalista ressalta que a demissão de Galvão aconteceu pelo fato de Jair Bolsonaro não considerar que os dados referentes aos crescimento do desmatamento em seu governo seriam reais, mas as “imagens de satélites realmente mostraram os números alarmantes de incêndios pela Amazônia”. (247)


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DECLARAÇÃO - Espero que os brasileiros tenham logo um presidente à altura do cargo, diz Macron

   Por: FolhaPress - FolhaPress
Francois Mori/Pool/AFP
Francois Mori/Pool/AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, voltou a subir o tom contra Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (26), dizendo esperar que "os brasileiros tenham logo um presidente à altura" do cargo.

Em entrevista ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, no âmbito da cúpula do G7 (clube dos países ricos), o chefe de Estado francês afirmou que "é triste" ver ministros brasileiros insultarem líderes estrangeiros.

No último fim de semana, o titular da Educação, Abraham Weintraub, chamou Macron de cretino oportunista. Já Bolsonaro zombou da mulher do francês, Brigitte Macron, em comentário na internet.

"As mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha (de seu presidente)", afirmou o líder europeu.

Macron descreveu os últimos lances da crise diplomática com Brasília como um "grande mal-entendido".

"Ele me prometeu, com a mão no peito (na cúpula do G20, em julho, no Japão), respeitar seus engajamentos ambientais. Dias depois, demitiu cientistas de seu governo", disse o francês, referindo-se à demissão do presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, após a divulgação de estatísticas sobre o desmatamento que desagradaram ao governo.

Os desentendimentos entre os dois líderes se acirraram desde que o brasileiro ameaçou deixar o Acordo de Paris sobre o Clima e o francês reagiu prometendo barrar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Na quinta-feira (22), Macron disse que as queimadas na Amazônia geraram uma crise internacional e convocou os membros do G7 a discutir soluções para o tema.

Bolsonaro reagiu às críticas. "A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século 21", reagiu Bolsonaro no Twitter. 

Também na quinta, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal e filho do presidente, compartilhou um vídeo com o título "Macron é um idiota".

Na sexta-feira (23),  Bolsonaro voltou a criticar o presidente francês, Emannuel Macron, e o acusou de tentar potencializar o ódio contra o Brasil. 




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BRASIL - Membros do partido Novo pedem expulsão de Salles em meio à crise ambiental

O requerimento enviado à Comissão de Ética da legenda pede que o ministro seja suspenso do quadro de filiados
  Por: FolhapressRicardo Salles, ministro do Meio AmbienteRicardo Salles, ministro do Meio AmbienteFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Membros do Novo protocolaram, no sábado (24), um pedido de expulsão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, do partido. O requerimento enviado à Comissão de Ética da legenda pede que o ministro seja suspenso do quadro de filiados enquanto o partido julga uma expulsão definitiva. O pedido de expulsão é motivado pela conduta de Salles à frente do ministério em meio à crise das queimadas na Amazônia. 

"Entendemos que Salles tem atuado com grande convicção na adoção de condutas divergentes com os programas do partido Novo no tema ambiental, demitindo profissionais qualificados, desdenhando de dados científicos e revogando políticas públicas sem debate prévio", escreveu no Twitter o deputado estadual Chicão Bulhões (Novo-RJ), um dos autores do pedido. 

O requerimento também é assinado por Marcelo Trindade, que foi candidato a governador do Rio pelo Novo, e por Ricardo Rangel, que concorreu a deputado federal. Na quinta (22), o Novo já havia se manifestado diante de críticas ao ministro. Em nota, o partido afirmou que Salles não foi uma indicação da legenda para o cargo e que, portanto, não representa a instituição. "O ministro foi escolhido e responde ao presidente Jair Bolsonaro", diz o texto.


Salles se candidatou a deputado federal em 2018, mas não foi eleito. Antes de ocupar o cargo de ministro do Meio Ambiente, foi secretário estadual do Meio Ambiente em São Paulo, entre 2016 e 2017, na gestão Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo Chicão, a "postura inadequada" de Salles e seu "histórico de constrangimentos" representam dano à reputação do Novo.

"Atitudes como essa reduzem a capacidade de interlocução do país com seus pares internacionais e geram instabilidade. Isto, por si só, já constitui violação dos princípios e valores do partido Novo, que prega a atuação ética e profissional dos agentes públicos!", tuitou o deputado.

Chicão menciona uma resolução do partido que determina a suspensão de filiados que ocupem cargos de primeiro escalão em qualquer governo quando não for uma indicação do Novo -como é o caso de Salles.

A resolução, no entanto, não se aplica ao ministro, porque foi aprovada em 31 de maio, quando ele já ocupava o cargo, e não tem efeito retroativo. O deputado estadual pede uma "reinterpretação" da resolução, na tentativa de que ela possa ser aplicada para Salles.

Na quinta, o Novo declarou que Salles é apenas um dos seus filiados e que não exerce atividade partidária e nem tem cargos no partido. "Não há qualquer interferência ou participação do partido na gestão do Ministério do Meio Ambiente. O ministro não mantém nenhum contato com o partido quanto aos seus planos, metas e objetivos para a pasta. Só temos conhecimento das suas ações quando divulgadas publicamente", disse o partido.

Na nota, o Novo cobra que Salles baseie as políticas públicas em dados, fatos e evidências. "Os mandatários do Novo no Legislativo e Executivo têm atuado com equilíbrio, diálogo e baseado suas políticas públicas e propostas em dados, fatos e evidências. Esta é a postura que esperamos de todos os membros do atual governo, em especial daqueles que são filiados ao Novo, como o ministro Ricardo Salles."






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QUEIMADAS G7 - vai desbloquear ajuda de emergência de R$ 91 milhões para Amazônia

  Por: AFP - Agence France-Presse
 Foto: CARL DE SOUZA / AFP
Foto: CARL DE SOUZA / AFP

O G7 decidiu desbloquear uma ajuda de emergência de 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões) para a Amazônia, principalmente destinada ao envio de aviões Canadair de combate a incêndios, anunciaram o presidente francês Emmanuel Macron e o chileno Sebastian Piñera.

Além da frota aérea, o G7 concordou com uma assistência de médio prazo para o reflorestamento, a ser apresentado na Assembleia Geral da ONU no final de setembro, para o qual o Brasil terá que concordar em trabalhar com ONGs e populações locais.

Essa "iniciativa para a Amazônia" foi anunciada ao final de uma sessão da cúpula do G7 dedicada ao meio ambiente, durante a qual foi discutida a situação na Amazônia, que tem provocado grande preocupação internacional.

Emmanuel Macron tornou a situação na Amazônia uma das prioridades da cúpula, apelando no sábado para uma "mobilização de todos as potências" para lutar contra as queimadas e em favor do reflorestamento.

"Devemos responder ao apelo da floresta que hoje arde na Amazônia de uma maneira muito concreta", acrescentou, após desafiar o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Segundo os números mais recentes, 79.513 incêndios florestais foram registrados no Brasil desde o início do ano, com pouco mais da metade na Amazônia.

Sob pressão internacional, o Brasil finalmente entrou em ação no domingo, enviando dois aviões Hércules C-130.




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PERIGO - Asma pode matar em minutos, dizem especialistas

  Por: Folha Press

A asma, doença que neste domingo (25) levou à morte a escritora, roteirista, apresentadora e atriz Fernanda Young, 49, não escolhe idade ou sexo. É um problema grave e crônico que precisa ser controlado. Em caso de crise grave, pode levar à morte em minutos. 

"Ela é perigosa e varia muito entre as pessoas. Um idoso pode ter asma, mas ficar a vida inteira sem sintomas e, de repente, apresentar uma crise grave", afirma o clínico geral Roberto Debski.

Segundo Carlos Jardim, pneumonologista do Incor, qualquer queixa de falta de ar deve ser investigada pelo médico. Outros sintomas não devem ser desconsiderados, como cansaço após esforço, aperto, peso e chiado no peito, tosse e produção de secreção.

"A doença exige um diagnóstico correto para que seja prescrito o melhor tratamento. Por isso, é importante que o paciente diga ao médico o que sente e qual o período os incômodos se acentuam. Geralmente, há uma piora durante a madrugada e ao acordar", diz o médico. 

"A asma não tem cura, mas é controlável. É importante esclarecer que existe preconceito em relação à bombinha e a certos medicamentos, mas eles não viciam e nem fazem mal ao coração." Geralmente, a asma começa na infância, mas isso não é regra. O problema pode ser hereditário.

As estações mais críticas para quem convive com o problema são a primavera, o outono e principalmente o inverno. São épocas em que há maior circulação de alérgenos, ou seja, substâncias de alimentos, plantas ou animais de estimação que provocam uma reação do sistema imunológico e causam inflamação.

Entram na lista exposição ao ar frio, poluição ambiental e fezes de barata. Eles são alguns dos gatilhos que também podem contribuir para o aparecimento da crise.

Para prevenir a asma ou conviver com ela sem passar por intercorrências graves, é necessário mudar o estilo de vida e adotar uma alimentação saudável.

De preferência, tire do cardápio os alimentos que podem causar alergias, como leite, amendoim e frutos do mar, porque a crise asmática também pode vir de uma simples reação alérgica.

Esqueça o cigarro e evite a obesidade. Atividade física regular e sob orientação médica é fundamental. Os esportes mais indicados são os aeróbicos, como natação e caminhada, se a pessoa não estiver em crise.

"Somente o médico pode indicar o exercício adequado, porque depende em grande parte das condições do paciente e do quadro da asma", diz Debski.

Em caso de crise asmática, o socorro deve ser imediato. "Quem tem asma reconhece os motivos, mas a crise pode surgir por um fator novo e desconhecido. Dê o medicamento, se a pessoa já faz uso, e leve-a a um pronto atendimento imediatamente", orienta Jardim.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a asma é um problema mundial de saúde e acomete cerca de 300 milhões de pessoas. Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos.

Segundo o Datasus, o banco de dados do Sistema Único de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, ocorrem no Brasil em média 350 mil internações anualmente. A asma está entre as quatro principais causa de hospitalizações pelo SUS (2,3% do total).




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Mais de 50% dos candidatos do concurso da Guarda Municipal de Patrolina são desclassificados na segunda etapa

   Via:Carlos Britto
(Foto: Ascom PMP/Divulgação)


A segunda etapa do concurso da Guarda Civil Municipal (GCM) de Petrolina desclassificou mais de 50% dos candidatos. As provas foram realizadas no sábado (24) e domingo (25), com testes de barra, abdominal, corrida e natação. Dos 220 candidatos convocados, foram eliminados 105 – 39 por faltas e 66 foram considerados inaptos. Câmeras de monitoramento registraram as avaliações para garantir segurança e lisura do certame.
Os 100 primeiros colocados serão classificados para a próxima etapa do concurso, que consiste na avaliação psicológica. O resultado preliminar do Teste de Aptidão Física (TAF) será divulgado nesta quarta-feira (28) no site da banca organizadora: http://www.idib.org.br/. Na quinta-feira (29) e na sexta-feira (30), os candidatos poderão apresentar os recursos. O resultado definitivo está previsto para ser divulgado no dia 9 de setembro, data em que também será publicado o edital de convocação para a terceira fase do certame.
Os candidatos devem estar atentos ao cronograma com as datas previstas para cada fase do concurso, para cumprimento de todas elas, podendo ser eliminado caso não cumpra com as instruções previstas no edital. O concurso da Guarda Civil de Petrolina oferta 80 vagas, sendo 38 para ampla concorrência, duas para pessoas com deficiência e 40 de cadastro reserva, com remuneração inicial de R$ 3.261,48.

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Caso Beatriz: Pais da menina têm agenda nesta segunda-feira (26) com o governador Paulo Câmara

  Por:Vinicius de Santana
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Beatriz Angélica Mota, 7 anos, assassinada de forma covarde em 10 de dezembro de 2015, com mais de 40 facadas durante a festa de encerramento do ano letivo de sua escola, o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, da rede privada de Petrolina, no sertão pernambucano. Desde então, Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais de Beatriz, não descansam um só momento para ver desvendar o assassinato da filha.
E nesta segunda-feira, 26, haverá mais um momento importante para que essa resposta possa chegar e logo, pois já são quase 3 anos e 9 meses sem resposta. Os pais de Beatriz estarão em audiência com o governador Paulo Câmara, PSB, no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. Os detalhes do encontro, foram discutidos entre a equipe do governador e a deputada Dulcicleide Amorim, do PT, que acompanha de perto as investigações, num apoio à família da pequenas Beatriz.
“Levamos Lucia Mota para dar uma palavra com o governador durante o seminário Todos por Pernambuco aqui em Petrolina, na última quarta, 21, e acertamos com o próprio governador, a continuidade da conversa nesta segunda no Palácio do Campo das Princesas. Estará junto também, o secretário estadual de Defesa Social, Antônio de Pádua. O governador vai mostrar em que pé estão as investigações. O desvendamento do crime de Beatriz não é mais só de Petrolina, mas é um clamor de todos o Vale do São Francisco e do nosso estado”, disse a deputada.
Na audiência ainda participarão os deputados Carlos Veras, do PT, e Tadeu Alencar, PSB, representantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.(Ascom Cinara Marques)



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Mídia internacional já se refere a Bolsonaro como câncer global

(Foto: Divulgação-PR)

Jair Bolsonaro conseguiu destruir a imagem do Brasil no mundo, em razão de seu descaso com o meio ambiente e a política de destruição da Amazônia. É o que aponta o jornalista Nelson de Sá, na coluna Toda mídia, publicada na Folha de S. Paulo. Na manchete impressa do Le Monde no domingo, “Amazônia: clamor mundial contra Bolsonaro”, aponta o colunista. O jornalista também salientou o destaque conferido por outras publicações à devastação da Amazônia:
Editorial destacado no alto da capa defende que é “Um bem comum universal” e questiona: “Quem é dono da Amazônia? Os nove países em cujos territórios a imensa floresta se estende? O Brasil, que tem 60%? Ou o planeta, cujo destino está vinculado à sua saúde?”. No Libération, à esquerda, “Bolsonaro, o incendiário”. Em título interno, “Bolsonaro, câncer do pulmão verde”. A floresta e seu vilão também tomaram as capas de Le Figaro, Le Parisien e Ouest France, entre outros franceses. Na Alemanha, o mesmo quadro, ocupando a primeira página toda do conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung, com o envio do exército, e do sensacionalista Bild, mais Die Welt, Süddeutsche Zeitung e Der Tagesspiegel, entre outros pelo país. Também na Espanha, pelas capas de El País, El Mundo e do catalão La Vanguardia. Na Itália, o enunciado do La Reppublica foi “O mundo contra Bolsonaro”, enquanto no Vaticano o estatal L’Osservatore Romano trazia a manchete “A Amazônia que queima é uma emergência mundial”. (247)

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LITERATURA - Escritor pernambucano descobre o verdadeiro autor do disparo que matou Lampião

   Por: Juliana Aguiar - Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução


A bala projetada em ângulo ascendente em direção à Grota do Angico, em Sergipe, aliado aos estilhaços que atingiram o punhal preso ao abdômen de Lampião foram provas investigadas pelo escritor Frederico Pernambucano de Mello e comprovadas por peritos para chegar ao verdadeiro autor material da morte do Rei do Cangaço. Durante quase 50 anos, o acadêmico, que já possui títulos sobre o cangaço, Canudos e a Batalha dos Guararapes, dedicou seus estudos para sanar as dúvidas acerca do episódio de 28 de julho de 1938.

A pesquisa resultou no 12º livro do escritor, intitulado Apagando o Lampião: Vida e morte do Rei do Cangaço (Global Editora), que será lançado nesta segunda (26) na sede da Academia Pernambucana de Letras (Av. Rui Barbosa, 1596, Graças). Às 17h, será realizada uma apresentação do autor sobre a obra e, em seguida, às 19h, a cerimônia de lançamento, com venda de exemplares no local, ao preço de R$ 60.
"Eu sou um historiador que trabalha a longo prazo, sem pressa. Eu tiro até o relógio e fico só apurando os fatos. Apoiada em testemunhos diretos, em documentos e até mesmo em perícia balística, a biografia inova muito no que se conhece até hoje sobre a vida do maior dos bandoleiros do Brasil", promete Frederico. Na obra, o autor consegue traçar um retrato da figura emblemática da nossa história nordestina, com foco no percurso de seu assassinato.

Em seus estudos, outras quatro situações envolvendo o Rei do Cangaço foram reveladas. Entre eles, alguns detalhes do primeiro conflito que o jovem Lampião se envolveu, como por exemplo, a forma que ele foi influenciado a reformular o cangaço tradicional e as decisões que levaram à expansão do império. Sob o olhar do escritor, o Sertão é revelado em sua intensidade, destacando poesia, a pluralidade de informação e a estética das roupas bordadas a mão por bravos cangaceiros.

Orientado pessoalmente pelo sociólogo Gilberto Freyre durante 15 anos, o escritor foi estimulado a buscar histórias culturais sombrias e situações de conflito do Nordeste brasileiro. "Freyre tem uma importância vital para as minhas pesquisas, ele pregava para o historiador uma promiscuidade no emprego das fontes, sempre ressaltando que não havia uma fonte histórica superior a outra. Se ela revela coisa importante, por que não usar?”, conta Frederico. 

Foto: Divulgação
FotoDivulgação

Seguindo os passos do mentor, Mello percebeu que a maior parte de notícias do período do cangaço circulava através dos repentistas nos povoados e nas vilas. Da poesia cantada, surgiram os registros escritos, resultando no folheto de cordel. E, dessa forma, o acadêmico reuniu uma pluralidade de escritos, além dos anúncios de jornal e acervos orais.

"Sempre fui um pesquisador furão, andei muito pelo interior e entrei na intimidade dos moradores. Consegui esses registros datados de 1928 pra frente, com informações de uma precisão enorme", afirma Mello. Outra influência de Freyre nas pesquisas foi um olhar atento aos métodos, focando em uma pesquisa ampla, onde fossem empregados os recursos necessários, usando por exemplo, métodos marxistas e freudianos. "A história saiu dos dados para ser enriquecida pela antropologia, psicologia e etnografia. Com Gilberto, eu pude perceber a importância do método na abordagem das fontes e passei a escolher o que melhor se adequava a cada entrevistado", reflete.

CASO ELUCIDADO
Cerca de 50 anos separaram Frederico do dia que recebeu a informação de que o autor do tiro contra Lampião não era o revelado pela imprensa até a elucidação completa do caso. Depois de uma pesquisa densa quanto aos guarda-costas do coronel presente no dia do ocorrido, toda a problemática foi guiada pela dificuldade do autor em falar sobre o assunto. O soldado Sebastião Vieira Sandes, conhecido como Santo, só teve coragem de conversar com Frederico quando foi diagnosticado com aneurisma inoperável, em 2003, pondo fim às dúvidas.

Frederico Pernambucano de Mello (à direita) ao lado do matador de Lampião, o Soldado Santo. Foto: Acervo Pessoal
Frederico Pernambucano de Mello (à direita) ao lado do matador de Lampião, o Soldado Santo. Foto: Acervo Pessoal

"Ele me ligou e disse que estava indo para Delmiro Gouveia, em Alagoas, para se despedir dos amigos e familiares e me chamou para conversar, contando detalhes do ocorrido e o motivo pelo qual não queria revelar a autoria: por ser muito jovem, tinha medo que as pessoas o chamassem de mentiroso, já que Noratinho já tinha puxado para si a autoria", diz Mello.

"Sandes me contou que tinha trabalhado durante alguns anos com Lampião e conhecia intimamente o cangaceiro, de uma forma que só ele poderia confirmar que era o alvo certo embaixo da Grota. O coronel confiou nele", completa. A prova foi confirmada por peritos alagoanos após ser discutida a angulação do disparo, em posição de baixo para cima, o oposto do que contava Noratinho.

Além da mossa encontrada no punhal que Lampião carregava no abdômen, confirmando o zunido que tomou conta do local no momento do tiro. "Se você não encontra emoção na sua busca, na sua pesquisa e não for persistente, não consegue. Para fazer um trabalho assim, precisa ter fé, mas uma fé profana, positiva, de que vai acontecer", destaca Mello.




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