terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Segundo Apac, até o momento Distrito de Uruás e Bairros José e Maria e Jardim São Paulo registram maiores índices pluviométricos em dois dias de chuvas



Até o momento as chuvas ocorridas desde o final da tarde de ontem (2) em Petrolina vêm registrando bons índices pluviométricos.
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), os locais com maiores índices são o Distrito de Uruás, na zona rural da cidade, com 37,71 milímetros (mm), e os Bairros José e Maria (16,20 mm) e Jardim São Paulo (12,80 mm).

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LULA, ENFIM, VAI FALAR: LEWANDOWSKI MANDA TOFFOLI LIBERAR ENTREVISTAS



Em despacho nesta segunda-feira (3), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou o presidente da Corte, Dias Toffoli, a liberação de entrevistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Mônica Bergamo.
Segundo o documento, “não há mais o suposto risco de interferência no pleito”. “Ou seja, a fundamentação utilizada para o reconhecimento do fumus boni iuris e do periculum in mora foi esvaziada após a realização da Eleição/2018, pela qual o povo brasileiro já conhece o futuro Presidente da República. Portanto, não há mais o suposto risco de interferência no pleito, pelo que cumpre restaurar, sem mais delongas, a ordem constitucional e o regime democrático que prestigia a liberdade de expressão e de imprensa”.
Lewandowski, então, ordena o “imediato cumprimento da decisão”. “Isso posto, encaminho esta petição ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Dias Toffoli, para que, em face do trânsito em julgado da decisão que julgou procedente o mérito da reclamação, decrete, se assim o entender, a prejudicialidade da SL 1.178/DF, a teor do disposto no art. 4°, § 9°, da Lei 8.437/1992 e da Súmula 626/STF, determinando o imediato cumprimento da decisão proferida na Reclamação 31.965/PR”.




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ONYX VIRA ALVO DE PROCESSO NO STF POR CAIXA 2


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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou a abertura de um processo para apurar a denúncia de pagamento de caixa 2 que teria sido feita pela J&F, ligada ao grupo JBS, ao deputado e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), considerado um dos homens fortes do presidente eleito Jair Bolsonaro. Pedido feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pede, ao todo, a abertura de dez processos contra parlamentares pela suspeita de recebimento de recursos por meio de caixa 2.
Segundo depoimentos de delatores da J&F, o grupo empresarial teria efetuado dois repasses a Lorenzoni, no valor de R$ 100 mil cada, em 2012 e 2014. Caso as investigações comprovem o uso dos valores ilícitos, Dodge poderá pedir a abertura de um inquérito sobre o caso. "Verificou-se, como consta nas planilhas do 'item 2' acima, situações em que o recebimento de dinheiro de forma dissimulada ocorreu no curso do mandato parlamentar por agentes políticos que ainda são detentores de foro no STF, fazendo-se necessária a autuação de petições autônomas para adoção de providências em relação a cada autoridade envolvida", justificou Dodge no pedido para a abertura dos processos.
Apesar de Fachin ser o relator dos processos referentes a Lava Jato e das delações de executivos do Grupo JBS que tramitam no STF, os novos processos não deverão ser encaminhados de forma direta para sua análise. O material será encaminhado para a livre distribuição, por meio de sorteio entre os integrantes da Corte.
Além do processo contra Lorenzoni, a PGR também pediu que sejam apuradas as condutas dos deputados Jerônimo Goergen (PP-RS), Alceu Moreira (MDB-RS), Marcelo Castro (MDB-PI), Zé Silva (SD-MG) e Paulo Teixeira (PT-SP), além dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (MDB-AL) ,Eduardo Braga (MDB-AM) e Wellington Fagundes (PR-MT).


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Ladrões explodem CEF de Carpina

Não se sabe ainda o valor roubado pela quadrilha. O crime contou com a participação de pelo menos dez homens

Imagem: Mariana Fabrício/DP
Imagem: Mariana Fabrício/DP


Ladrões explodiram na madrugada desta terça-feira (4) a agência da Caixa Econômica Federal da cidade de Carpina, na Zona da Mata Norte. Localizada na avenida Murilo Silva, na Praça Joaquim Nabuco, a agência ficou completamente danificada. Não se sabe a quantia roubada pela quadrilha. Segundo a Polícia Militar, dez homens teriam participado da ação criminosa.

Os assaltantes chegaram por volta das 3h em três caminhonetes e um veículo Chevrolet Cruze. Na fuga, se depararam com uma viatura da Polícia Militar que fazia rondas na cidade. Houve troca de tiros, uma casa, na Rua Estácio Coimbra, ficou perfurada de balas.  Segundo a PM, os criminosos estavam armados com pistolas e metralhadoras de grosso calibre.

Um homem, que estava com R$ 780, escondido na cueca foi detido e levado para a delegacia de Carpina. Não se sabe ainda se o suspeito teria participação no crime ou se apenas se aproveitou da situação para roubar o dinheiro dos caixas eletrônicos da agência bancária. 

A Secretaria de Defesa Social (SDS) colocou um helicoptero para auxiliar nas buscas. A área ao redor do banco foi interditada pela Coordenadoria da Defesa Civil de Carpina. "A gente tá aqui para resguardar o local do crime até a perícia chegar", explicou o coordenador de Defesa Civil do município, Sérgio Oliveira. A investigação será conduzida pela Polícia Federal, que já foi acionada. 

(Com informações da repórter Mariana Fabrício)



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Entrevista exclusiva: namorada do filho diz que sargento ameaçava tocar fogo na casa

Tatiana Paranhos, namorada de Diego Lima Carvalho - morto pelo pai no Cordeiro - falou à Folha de Pernambuco sobre detalhes do crime; ela e Diego estavam na casa em frente à da família quando a briga começou

  Por: Gabriela Castello Buarque e Maiara Melo
Tatiana Paranhos, de 20 anos, é namorada de Diego e testemunha do crime
Tatiana Paranhos, de 20 anos, é namorada de Diego e testemunha do crimeFoto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco

Uma tragédia anunciada. Conhecido pelo comportamento extremamente agressivo e afastado das atividades pelo Núcleo de Apoio ao Dependente Químico da Polícia Militar para tratar do alcoolismo, o sargento Moisés de Lima Carvalho, 49 anos, iniciou mais um episódio de violência familiar porque acordou na manhã do domingo e não encontrou a mulher em casa. Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco a namorada da vítima, Tatiana Paranhos, 20, que testemunhou toda a confusão, descreveu os momentos que antecederam o crime e contou sobre a tumultuada relação do sargento com a esposa e os filhos. 

Na briga, o sargento atirou nos dois filhos. O caçula, Diego Lima Carvalho, 24 anos, não resistiu ao ferimento e morreu no Hospital da Restauração. O outro filho, Moisés de Lima de Carvalho Filho, de 27 anos, foi atingido no braço e deve passar por uma segunda cirurgia para reconstruir o osso do braço dilacerado pela bala, no Hospital Getúlio Vargas.
O crime ocorreu no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife. Tatiana e Diego haviam dormido em uma casa também pertencente à família, que fica logo em frente. Tatiana  chegou a se aproximar da casa durante a discussão, mas o namorado pediu que ela recuasse e ficasse calma. Segundo Tatiana, Teresa Carvalho, mãe de Diego e de Moisés, tinha ido à casa de uma vizinha quando o marido acordou. "Quando ela voltou, ele começou a xingá-la, coisa que ele sempre fazia", disse Tatiana. 
Tatiana afirma que, na maioria das vezes, as brigas começavam por causa do comportamento machista de Moisés. “Ela era proibida de sair de casa, de ter uma vida social. Ele não aceitava.” A jovem explica, ainda, que Teresa sempre teve medo de se separar do marido ou de denunciá-lo porque vivia sob constantes ameaças. “Ele a ameaçava de morte, ameaçava a família e se matar. De uns tempos pra cá vinha ameaçando muito os filhos, principalmente Diego porque era quem estava ali, presente. Dizia que ia matá-lo, que ia dar um tiro, que ia colocar fogo na casa com todo mundo dentro, ele sempre ameaçava. Por isso ela ainda estava com ele. Ele ameaçava a mim e à minha família também”, relata.
Tiros
"Os filhos nunca aceitaram e, no domingo, estavam decididos de que o pai sairia de lá (da casa)”, contou Tatiana. Diego acordou (na casa vizinha) com a discussão e foi em casa. Junto com o irmão, intervieram na briga. “Eu não estava dentro da casa. Eu estava próximo e Diego veio falar para eu ficar calma, que ele estava ligando para parentes e que ia resolver.” Segundo Tatiana, pouco tempo depois, quando tudo estava aparentemente calmo, houve os disparos. “Toda a vizinhança escutou os disparos. A primeira coisa que veio à cabeça foi de que ele tinha atirado na mulher, que era o que ele sempre ameaçava”, relatou.
Mas Teresa saiu correndo para a rua pedindo socorro. “Ela estava desesperada. Eu pensava que tinha sido com o Moisés Filho, que era quem estava batendo mais de frente com o pai.” Foi quando ela viu o PM saindo da casa ajudando a carregar Diego, baleado na barriga. Moisés Filho estava com o braço ferido. Tatiana contou que uma vizinha colocou Diego no carro. "Nesse momento meus pais chegaram e nós conseguimos levar ele muito rápido para [o Hospital da] Restauração e Moisés, um outro vizinho levou para o Getúlio Vargas”, disse. “Ele (o policial) tinha bebido muito no sábado. No domingo, ainda não estava bêbado. Isso tudo aconteceu por volta das 9h.” 
Prestativo e trabalhador
Tatiana diz que Diego era uma pessoa muito prestativa, muito trabalhadora, que logo quando acabou a escola, com 18 anos, começou a trabalhar pra ajudar a família. Sobre o comportamento do Sargento, ela conta que desde quando começou a namorar com o rapaz, há quase três anos, muitas vezes presenciou o comportamento do pai dele. “Ele me dizia que a adolescência dele foi sem falar com o pai, por conta das agressões contra a mãe, e os próprios filhos também”. Tatiana afirma ainda que o pai do namorado era muito violento, verbalmente, e que já chegou a agredir a esposa e os filhos fisicamente também. “Ele agredia por nada, porque ele queria. Ele era um alcoólatra, e um policial. Então, juntava os dois e ele se achava o dono do mundo porque tinha um revolver em mãos”.
“Para mim, Diego sempre foi tudo. Ele sempre me ajudou, sempre estava comigo nas horas em que eu também precisei, eu sempre estava com ele nas horas que aconteciam as brigas lá na casa dele e infelizmente ontem a briga que teve foi justamente pra ele defender a mãe de novo”. De acordo com Tatiana, em momento algum houve qualquer atitude agressiva da parte de Diego contra o pai. No entanto, que seu irmão, que “tinha a cabeça mais esquentada” foi mais agressivo, mas não fisicamente, e que “o pai dele fez de caso pensado”. 
Outra família
Sobre o motivo da briga, ela afirma que não tinha a ver com o fato de ele ter outra família. “Eles não brigavam tanto por isso. Até porque em nenhum momento ele chegou pra mulher pra contar que tinha outra filha, ela que descobriu. As brigas aconteciam mais por ele ser um cara machista” conta Tatiana.
Cunhado
Casado com a irmã de TeresaJosé Genivaldo Dias disse, no velório de Diego, que se Moisés for solto ele voltará para matar mais pessoas. “Um homem como esse não podia ter a farda. Ele bebia todos os dias, ficava andando com uma pochete presa ao corpo e arma dentro. Intimidava as pessoas. Esperamos que ele seja punido, queremos justiça. Ele avisou que quando fosse solto viria atrás de Teresa, se ela o abandonasse. Tememos pela vida dela e de qualquer pessoa que esteja perto, porque quem atirou nos próprios filhos pode atirar em qualquer um.”
Moisés Filho, a pedido dos médicos, ainda não foi avisado sobre a morte do irmão. Em audiência de custódia realizada no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, o sargento Moisés teve o flagrante convertido em prisão preventiva e foi encaminhado ao Centro de Reeducação (Creed) da PM, em Abreu e Lima. Amparada pelos familiares, e enquanto os presentes gritavam por justiça no sepultamento do corpo de Diego, Teresa chamava pelo filho que não vai mais voltar.

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