sábado, 24 de março de 2018

PSICOLOGIA POSITIVA. COMO APRENDER A SER FELIZ

  Lé Figaro
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O otimismo, a esperança e a benevolência em relação a si mesmo são recursos que todos nós possuímos em maior ou menor dose. Devem ser constantemente cultivados se quisermos viver felizes.


Por: Pascale Senk - Le Figaro Santé

O sentimento de ser feliz tem origem, essencialmente, em uma maneira de pensar. É o que procura demonstrar a psicologia positiva, uma corrente da psicologia que começou a ser difundida a cerca de dez anos. Antonia Csillik, psicóloga clínica e mestra na Universidade Paris Nanterre, explica que, nessa abordagem, o bem-estar é considerado essencialmente um fenômeno subjetivo. "É a própria pessoa quem está mais capacitada para avaliar o seu nível de felicidade. Mas certos traços estáveis de personalidade, ou de recursos e capacidades positivas, lhe permitirão manter esse estado", afirma a psicóloga. Antonia acaba de publicar o livro Les Ressources psychologiques: apports de la psychologie positive (Os recursos psicológicos: contribuições da psicologia positiva), Edições Dunod.

Na verdade, atualmente, a cada semana um novo estudo é publicado para provar, cientificamente, aquilo que antes era percebido de maneira intuitiva pela maior parte das pessoas. Exemplos: foi demonstrado que uma experiência agradável repetida proporciona menos prazer do que uma primeira "experiência". Da mesma forma, está comprovado que atividades realizadas com outras pessoas proporcionam mais prazer e alegria do que as coisas que praticamos sozinhos...
"Cursos de felicidade" e "cursos de bem-estar" inteiramente dedicados a esta cultura da felicidade - os métodos, meios e modos para que consigamos alcança-la - não param de serem oferecidos e espalhados em todo o mundo. Há poucas semanas, a Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que um novo curso batizado de Psychology and the Good Life («psicologia e vida feliz»)*, ministrado pela professora Laurie Santos, tinha atraído cerca de 1200 inscritos, ou seja quase um quarto do número total de estudantes de primeiro ciclo!
Benevolência em relação a si mesmo
Diante de um aumento espetacular dos casos de depressão e de distúrbios de ansiedade nas universidades norte-americanas - muito competitivas e exigentes -, algumas instituições de ensino superior, como é o caso da Yale, decidiram oferecer aos estudantes uma iniciação à realização pessoal. Tratam-se, como regra geral, de ensinamentos que retomam sugestões formuladas pela psicologia positiva e destinadas a promover mudanças de estado de espírito. Na lista dessas sugestões figuram, em primeiro lugar, posturas tais como experimentar e exprimir mais gratidão, renunciar ao adiamento de projetos e à concretização de decisões tomadas, conduzir uma vida social mais rica e movimentada. Na metodologia desse ensinamento, cada estudante deverá apresentar o seu "projeto pessoal de auto-melhoria".
Mas, para ser feliz, quais recursos e capacidades pessoais terão de ser cultivados? Entre as mais evidentes, o otimismo e a esperança, já citados aqui. Mas outras forças agora ganham evidência cada mais mais acentuada. A primeira constitui a aceitação de si mesmo, e dos acontecimentos e situações que nos são trazidos pela realidade. Com destaque para a benevolência em relação a si mesmo - que Antonia Csillik distingue da auto-estima, esta última muito cotada durante os anos 1990. «A ideia da auto-estima, como nos era apresentada, implicava em uma certa comparação social e levava ao narcisismo", considera a pesquisadora. A benevolência em relação a si mesmo, ao contrário, leva à aceitação do fato de que não somos perfeitos.

Outro recurso: a tendência à atenção consciente, que nos incita a sermos "plenamente atentos e conscientes daquilo que se passa no instante presente". Essa tendência seria inata. "A disposição para o estado de "mindfulness" (mente plena) teria origens genéticas", explica Antonia Csillik. "Ela permite uma autorregulação das emoções  e dos sentimentos negativos, e está plenamente conectada ao sentimento de bem-estar".
Para aqueles que não se sentem dotados desse atributo desde o nascimento, nada de pânico! Certas práticas o favorecem amplamente: a meditação e as terapias fundamentadas no mindfulness, as atividades físicas, a atenção levada à respiração - todas elas são bastante propícias. Natação, caminhadas, ioga... Se a pessoa pratica tais exercícios e esportes (que não implicam em nenhum desejo de competição) ao mesmo tempo em que regula o ritmo de sua respiração, ela pode se tornar uma pessoa meditativa e os bons resultados dessa transformação se difundem em todos os aspectos do quotidiano do praticante.
Para os adeptos da psicologia positiva, o segredo da felicidade reside portanto ao mesmo tempo nas disposições naturais (os mais sortudos!) e na capacidade de desenvolver aquilo que ainda lhe falta. 

DAR A VOLTA POR CIMA. SABER COMO ENCARAR AS MUDANÇAS DA VIDA

  Lé Figaro
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Na psicologia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, algum tipo de evento traumático, etc. - sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. Nas organizações, a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças estratégicas na pessoa para enfrentar a adversidade. Serban Ionescu, psiquiatra e psicólogo, professor emérito na Universidade Paris-VIII, dirigiu o trabalho coletivo Tratado de resiliência assistida (Ed. PUF).  Primeiros resultados mostram que o nível de resiliência aumenta com a idade.



Por Pascale Senk – Le Figaro Santé

Le Figaro – O senhor é um especialista da resiliência e esta última se refere a episódios traumáticos.  Mas não poderíamos dizer que, na sua vida, qualquer pessoa por meio de mudanças e crises inevitáveis será levada a passar por episódios de resiliência?
Serban Ionescu - Contrariamente a uma opinião bastante difundida, a palavra «resiliência» não se refere apenas aos traumas psíquicos. Ela se refere ao processo pelo qual as pessoas que vivenciaram ou estão vivenciando condições de adversidade não têm transtornos mentais. A adversidade é polimórfica e pode ser crônica ou aguda. Sendo assim, ela pode assumir a forma de um evento traumático como o tsunami ou pode ser crônica, tal como estamos ao nos encontrarmos em uma situação de desemprego de longa duração. Na verdade, o processo de resiliência pode se manifestar em uma variedade de situações.
Poderia dar um exemplo?
As trajetórias da vida incluem mudanças e crises que podem ser muito intensas em algumas pessoas. A prática clínica nos ensina que algumas pessoas vivem muito mal, por exemplo, a transição do trabalho para a aposentadoria: a vida pode-lhes parecer subitamente sem sentido, elas podem se sentir velhas e apresentar sintomas de depressão. A maioria das pessoas que chega à idade da aposentadoria, no entanto, se prepararam para essa transição: elas elaboraram projetos e, uma vez aposentadas, elas realizam tudo o que não tiveram tempo de  fazer antes. Esta segunda forma de abordagem da aposentadoria está relacionada a um processo de resiliência.
Como explicar a diversidade de reações face à adversidade?
Os fatores envolvidos nos processos de resiliência (tanto fatores de risco como de proteção) são individuais, familiares e sócio-ambientais. A maioria desses fatores varia em função da idade.
A resiliência foi observada em todas as idades. Duas pesquisas recentes realizadas na Suécia e na Bélgica evidenciam, no entanto, que o nível de resiliência aumenta com a idade. Estes resultados tendem a sustentar a hipótese de que o processo de resiliência pode ocorrer mais facilmente à medida que as pessoas vivem situações problemáticas diferentes e chegam ao fim das adversidades encontradas.
Seria como se o indivíduo estivesse mais acostumado a se recuperar das crises?
Uma comparação com o que acontece no caso das vacinas poderia ser tentada … Uma dose de vacina contendo uma bactéria ou um vírus atenuado seguida de reforços desta vacina permite que o organismo humano fabrique anticorpos para protegê-lo durante o encontro com a bactéria ou o vírus não atenuado. Da mesma forma, poderíamos dizer que o encontro com episódios de adversidade durante a vida permite dispor de estratégias que facilitem a passagem por tais episódios, caso ocorram posteriormente.
No entanto, tenha cuidado para não interpretar minhas observações como uma espécie de receita para viver traumas e adversidades, para lidar melhor com os caprichos da vida! Mas é certo que uma existência superprotegida não promove o desenvolvimento de estratégias que permitem enfrentar com sucesso a adversidade que podemos encontrar em um momento ou outro da vida.(Saúde247).



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GEDDEL DEBOCHA DO PAÍS E DIZ QUE BUNKER DE R$ 51 MI ERA "GUARDA DE VALORES"


André Richter - Repórter da Agência Brasil
A defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a origem dos R$ 51 milhões encontrados, no ano passado, em um apartamento em Salvador, decorre da "simples guarda de valores em espécie".
A justificativa está na resposta enviada ontem (23) à Corte para rebater a denúncia feita em dezembro do ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
De acordo com a defesa, Geddel, o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e a matriarca da família, Marluce Vieira Lima, não podem ser acusados dos crimes porque a denúncia está baseada em uma "verdadeira teia de ilações e suposições".
Segundo a defesa, os valores são fruto de "investimentos no mercado de incorporação imobiliária, com dinheiro vivo".
"Imputa-se ao peticionário a pretensa prática de supostas (contudo, jamais comprovadas!) condutas: (Simples!) Guarda de valores em espécie em apartamento localizado na cidade do Salvador, alegadamente vinculado a Geddel Quadros Vieira Lima", diz a defesa.
Geddel está preso desde 8 de setembro de 2017. A prisão ocorreu três dias depois que a Polícia Federal (PF) encontrou o dinheiro no apartamento de um amigo do político.
Conforme a PF, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.
A investigação é relatada no STF pelo ministro Edson Fachin. Não há data para o julgamento sobre o recebimento da denúncia, quando a família Vieira Lima poderá se tornar ré. O inquérito será analisado pela Segunda Turma do tribunal, composta pelos ministros Dias Toffoli, Glmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, além de Fachin. (247).


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‘Não tem de ser privilegiado, nem destratado’, diz Cármen Lúcia sobre Lula

  
   (C.Britto)

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, justificou que o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi suspenso por conta do cansaço dos membros da Corte na sessão desta quinta-feira, (22/3) Em entrevista concedida para a rádio Jovem Pan, ela negou que o processo do petista tenha “furado” a fila para ser julgado antes do pedido de outros réus. Ela disse ainda que o petista merece um tratamento justo.
“(O habeas corpus de Lula) não foi para a dianteira da fila. A ordem é a ordem da urgência em razão do ato que é questionado. Neste caso a urgência foi considerada e, liberada a decisão do ministro Fachin na segunda-feira. Pela legislação brasileira, liberado para julgamento, o habeas corpus é levado em mesa na primeira sessão subsequente“, explicou a ministra.O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), responsável pela análise do processo de Lula na segunda instância, agendou para a próxima segunda-feira o julgamento dos últimos recursos possíveis do ex-presidente na segunda instância da Justiça Federal. Caso os pedidos da defesa fossem negados, Lula poderia ser preso em seguida.
No entanto, com a suspensão do julgamento no Supremo nesta quinta-feira, (22/3), os advogados solicitaram por meio de liminar que o petista não seja preso até a retomada da análise do habeas corpus na Corte, marcada para o dia 4 de abril. O pedido foi atendido pela maioria dos ministros.
Tratamento justo
Cármen Lúcia, no entanto, nega que Lula tenha sido privilegiado pelo fato de ser ex-presidente da República. Para a ministra, o petista merece um tratamento justo e não pode ser prejudicado por ter ocupado o posto.
“Acho que o ex-presidente Lula tem que ter o mesmo tratamento digno e respeitoso pela Justiça que deve ser dado a todo e qualquer cidadão. Na Justiça, todos são iguais. Não tem de ser privilegiado, mas não pode ser destratado pela circunstância de ter um título como esse, de ter sido presidente da República“, disse.
A ministra comentou também que recebe pressões com tranquilidade, mas que não imaginava que viveria esta situação.
“Não imaginava. Situações como essas, que presidentes de tribunais estão vivendo hoje, nenhum de nós que chegamos nestes cargos poderíamos supor”, disse. “O que nós vivemos hoje não é uma situação tranquila. Eu não imaginaria viver a situação de estar no meio de um tumulto tão grande”, completou. 

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Mutirão do Primeiro Emprego chegará a Juazeiro e região na próxima semana

  
   (C.Britto)

O mutirão do programa Primeiro Emprego chega desta vez ao município de Juazeiro (BA). Na próxima terça-feira (27), jovens e adultos que concluíram os cursos técnicos de nível médio nos anos de 2015, 2016 e 2017 na rede estadual de Educação Profissional e Tecnológica poderão conquistar uma vaga de emprego. O atendimento será realizado das 8h às 14h no Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco (Cetep), localizado na Av. Edgard Chastinet, nº 12, Bairro São Geraldo.
Além dos moradores de Juazeiro, poderão comparecer ao mutirão também pessoas das seguintes cidades: Curaçá, Uauá, Sento Sé, Casa Nova, Senhor do Bonfim e Jaguarari.
Durante a ação será feita a atualização de dados e será verificada a regularidade do banco de dados da Secretaria da Educação do Estado. Caso haja vaga disponível na área em que o candidato se formou, ele será encaminhado, em seguida, pela Secretaria do Trabalho para verificar a elegibilidade (se atende à legislação do programa).
Caso seja elegível(eis) para a(s) vaga(s), serão verificadas as nota médias durante todo o curso (ranking) e será dada preferência sempre para aqueles de maior nota, que serão encaminhados para uma possível contratação com Carteira de Trabalho assinada, e todos os direitos garantidos. O contrato tem duração de 24 meses no âmbito do Estado, por maio das fundações. A remuneração nas instituições privadas é a partir de um salário mínimo; já nas fundações, o contemplado terá, além de salário mínimo, plano de saúde opcional (Planserv), alimentação, vale transporte e processo formativo vinculado a sua área e ao serviço público.
Regras
Para realizar a atualização cadastral e se habilitar a ocupar uma possível vaga, o egresso precisa apresentar os seguintes documentos: carteira de trabalho, carteira de identidade (RG) e CPF. Já para efetivar a contratação, precisará também apresentar a carteira de reservista, título de eleitor, último comprovante de votação, comprovante de residência, currículo atualizado, certificado de conclusão do curso ou diploma ou histórico escolar. Para os casados e/ou com filhos, será necessário apresentar também a certidão de casamento, certidão de nascimento caso tenha filho, cartão de vacinação (dependente com até cinco anos de idade), comprovante de escolaridade (dependente após seis anos), conta bancária, duas fotos 3×4.
A ação será desenvolvida em conjunto pelas secretarias estaduais da Educação, do Trabalho (Setre), da Administração (Saeb), da Casa Civil e de fundações parceiras, como a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem) e Fundação Estatal Saúde da Família (Fesf).

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O golpe piscou: a vitória de Lula e seu prestígio internacional

Ricardo Stuckert

Em recente entrevista ao Site Brasil 247, o correspondente internacional Pepe Escobar diz algo sutil da cena geopolítica que passou batido até para os analistas mais 'qualificados' aqui no Brasil. Quando Obama chamou Lula de "O Cara" em 2009, havia muito mais complexidade embutida na frase do que a mera tietagem do homem mais poderoso do mundo.
Escobar transita em todo o circuito do poder e da diplomacia internacionais. Ele ora está em Londres, ora em Paris, ora em Nova York, ora em Dubai, ora em Jacarta, ora em Bagdá, ora em Istambul, ora em Moscou, ora em Pequim.
Ele dialoga com ex-agentes da Cia, da NSA, do serviço de inteligência russo (tem imensa proximidade com os russos), das agências árabes, europeias, enfim, é um dos jornalistas mais bem informados da cena geopolítica, disparado.
Escobar sabia o que estava em jogo quando Obama proferiu a frase histórica face to face com Lula. Ali, Obama de fato, queria "ser" o Lula. O presidente americano não compreendia como um presidente sul-americano gozava de tanto respeito nos mais cascudos meios diplomáticos e geopolíticos.
O próprio Obama, do alto de sua popularidade internacional e de posse de uma assessoria para política externa ultra qualificada e poderosa, não conseguia sequer elaborar uma tese a respeito da popularidade global assombrosa de Lula (que, segundo Escobar, perdura até hoje).
Lula não era só popular na Europa e na África. Lula ultrapassava todas as fronteiras da guerra da contrainformação internacional. Era profundamente respeitado no Iraque, na Líbia, na Síria, em Pequim, na Indonésia, em Hong Kong, enfim, não havia núcleo de poder institucional ou não que tivesse uma crítica a Lula.
Isso impressionou Obama, o homem mais bem informado do mundo. Lula, de fato, foi - e é - uma personalidade inédita para a cena global e para a política internacional. Além do carisma e da biografia, Lula foi espetacularmente inteligente e soube demarcar zonas de influência com muita habilidade, em parceria com seu chanceler, Celso Amorim.
É por isso que o acordo com o Irã em 2010 foi realizado com aquela naturalidade e sobranceria. Obama não conseguia sequer dialogar com Ahmadinejad. O relato que temos, segundo o próprio Lula - ninguém conseguiria relatar isso com tamanho desprendimento e precisão - é quase folclórico. Lula tomou o elevador da ONU, em Nova York, e lascou a Ahmadinejad: "vem cá, baixinho: eu não saio daqui sem a sua assinatura".
Qual chefe de Estado consegue dispor de uma linguagem dessas diante de um iraniano com fama de mau? A despeito da inteligência de Amorim e do próprio Lula, essa linguagem direta e "despachada" conquistou o mundo. Lula poderia fazer o que quisesse no cenário internacional e quem diz isso é o próprio Pepe Escobar.
Escobar relata que era consenso entre diplomatas, informantes e toda a sorte de agentes políticos internacionais que o Brasil já era um dos maiores "players" internacionais. Dispunha de imensa persuasão e nadava em popularidade insuspeita nos circuitos mais impenetráveis do mundo político e comercial. A coisa era séria.
Não admira. O Brasil fez o diretor da OMC, cargo importantíssimo e altamente estratégico para pretensões econômicas mais ambiciosas. O Brasil fez o diretor da FAO. O Brasil construiu o acordo com o Irã. O Brasil conquistou os dois maiores eventos do mundo, Copa e Olimpíadas (Obama saiu de Copenhague com um sorriso amarelo e mãos abanando), de maneira seguida, algo só realizado pelos poderosos EUA.
Tudo isso narrado por Pepe Escobar, com sua dicção vertiginosa, prolixa e repleta de mini digressões saborosas, chega a provocar um fio de lágrima em quem celebrava o protagonismo internacional que o Brasil exercia há alguns anos. Porque, tanto Escobar como nós, sabemos que essa janela histórica de liderança soft power internacional, que traria - e trouxe - um sem-número de dividendos para toda a população brasileira, foi por água abaixo e, talvez, jamais seja sequer imaginada de novo.
O Brasil, segundo Pepe, encaminhava-se para a liderança mundial. Diz ele que, já em 2010, não se imaginava mais nenhum tipo de negociação multilateral sem a presença do Brasil.
Ouvia isso diretamente dos jornalistas internacionais e dos agentes transversais ao tecido político, como diplomatas, empresários e assessores para segurança internacional e outras ações menos "republicanas" - e, por isso mesmo, investidos de profunda "verdade" pragmática. Ou: a rede submersa internacional que dá as cartas no gerenciamento dos conflitos inter-nações sabia do papel que Lula e o Brasil estavam começando a exercer em todo o tabuleiro político internacional.
Escobar complementa que o jornalismo brasileiro sempre desprezou a análise de conjuntura internacional. Diz com todas as letras: são péssimos. Nem sabem aonde está a notícia. Vivem de replicar as informações das agências internacionais de maneira oca e passiva - e, com isso, reproduzem o discurso americanófilo de joelhos.
É quase impossível - segundo cifras deixadas por Escobar em sua prolixa narrativa - para um brasileiro acompanhar o noticiário internacional. Não há enunciados produzidos em território nacional. Não há leitura e contextualização. Não há interpretação. Essa, talvez, seja a nossa mais impressionante marca internacional de viralatismo aplicado: o jornalismo brasileiro é periférico, subserviente e de péssima qualidade.
Curiosamente, toda essa expertise de Escobar nos cai como uma luva neste presente momento. Porque este cidadão que goza de imenso prestígio internacional chamado Lula está na iminência de sofrer a maior violência de sua história. Não nos esqueçamos, no entanto, que quem está fora do Brasil e fora dos domínios de nossa imprensa desconhece a campanha de ódio enfrentada por Lula.
Ou seja: desconhece que Lula seja taxado por parte de nossa elite como alguém que praticou corrupção. Isso significa que a reputação internacional de Lula continua intacta, haja vista a sua indicação para o Prêmio Nobel da Paz pelo Nobel argentino Adolfo Pérez Esquivel.
Nós estamos na iminência de um novo processo de ruptura institucional e social cujo o desfecho nem o mais talentoso dos oráculos pode se dar ao luxo de prognosticar. O Brasil golpista ainda não testou internacionalmente a recepção às violências domésticas cometidas a Lula. Poderemos ver isso nos próximos dias.
A se crer no conhecimento das percepções difusas internacionais que Escobar pontua - e a qualidade técnica de suas impressões e vivências é indiscutível -, teremos um momento turbulento do ponto de vista internacional para o Brasil. Não é só o caos interno que aponta no horizonte: é a escandalização internacional sobre a precariedade institucional de uma ex-potência.
Talvez, o episódio hediondo da execução de uma vereadora fluminense tenha acendido esse alerta. Marielle ganhou manchetes e apoios internacionais como nunca antes na história deste país. Imagine o que ocorreria se a violência judicial a Lula prosseguisse e se aprofundasse.
A vitória de ontem no STF, singela, parcial, inesperada, enseja um certo cuidado aos que dão como certa a prisão de Lula. A força internacional exercida por ele, relatada por um dos mais respeitados correspondentes internacionais, não deixa dúvidas: Lula não é apenas uma questão interna. Ele transcende essa mesquinharia doméstica destituída de soberania e institucionalidade.
É cedo demais para se comemorar, mas ao que parece, as pressões naturais da opinião pública recomeçaram a agir depois de um longo período de hibernação. Resta observar essa reorganização das forças políticas e dos poderes para relinhar o sonho pela volta da democracia. Às vezes, nem tudo é tão catastrófico como parece. Às vezes, o lado de lá vacila por excesso de confiança. Que não incorramos no erro de desprezar mais este interessante momento derivado de delicada vitória.
Que fique bem claro: essa vitória da defesa de Lula tem um efeito simbólico devastador para o golpe. Ela vai melindrar partes interessadas, vai minar autoconfianças e vai confundir o andamento narrativo cuidadosamente ensaiado por Globo e asseclas. A hora é boa para investidas. A hora é boa para mobilizações. A hora é boa para cerrar os punhos.(247).


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Ação Policia Rodoviária Federal. Dupla é detida com pistolas e munições na divisa entre Pernambuco e Bahia


Uma das armas apreendidas é de uso restrito das Forças Armadas


Dois homens, de 56 e 29 anos, que portavam duas pistolas e 52 munições foram detidos na madrugada deste sábado(24), em uma ação de combate ao crime da Polícia Rodoviária Federal (PRF) . O flagrante ocorreu na BR 116, no município baiano de Abaré, que faz divisa com o Sertão de Pernambuco.
Durante uma fiscalização no quilômetro 01 da rodovia, os policiais abordaram um carro com placas da Bahia. Ao realizar uma revista no condutor, foi encontrada uma pistola calibre 9 mm municiada, de uso restrito das Forças Armadas, enquanto o passageiro portava um carregador de munição. Em seguida, o veículo foi vistoriado e a equipe encontrou uma pistola calibre .380, no assoalho do banco do passageiro.
Os homens não possuíam os documentos de posse nem de porte obrigatórios. O condutor informou que as pistolas seriam do Fórum e o juiz havia autorizado o porte das armas para proteção pessoal.
A dupla foi detida e encaminhada junto com o armamento à delegacia de Polícia Civil de Paulo Afonso, na Bahia. O porte ilegal de arma de uso permitido prevê pena de reclusão, de dois a quatro anos, e multa. Já o porte ilegal de arma de uso restrito resulta em pena de reclusão, de três a seis anos, e multa.(C.Geral).

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LULA APÓS DECISÃO DO STF: “PENSE NUM CABRA ANIMADO”


Em caravana pelo Sul do Brasil, o ex-presidente Lula recebeu em tom de comemoração a notícia da liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) que impede sua prisão até o julgamento do habeas corpus pedido pela defesa.
“Eu quero apenas a lei e a justiça”, afirmou.
E demonstrou satisfação após saber da decisão: “Pense num cabra animado”.
Às 19h15, um assessor lhe entregou o seu próprio celular para ler a notícia. Lula e a presidente deposta Dilma Rousseff leram a notícia juntos.
Na próxima segunda (26) o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) julgará os últimos recursos de Lula naquela instância.
A partir dali, rejeitados os recursos, pela praxe do TRF-4, a prisão poderia ser decretada — a liminar, porém, agora impede que ele seja detido nas próximas duas semanas.(247).


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STF pôs fim ao Consenso de Curitiba


A decisão do STF de impedir uma eventual prisão de Lula, até o julgamento final do habeas corpus,  teve o condão de pôr fim à estranha unanimidade do Judiciário na análise das acusações contra o ex-presidente. Ainda que de modo provisório, os ministros da Suprema Corte confrontaram a teoria dominante, elaborada por Moro e seus asseclas da Lava-Jato, segundo a qual Lula não deve ser tratado com equilíbrio e bom senso, a fim de que não prevaleça uma eventual imagem  de leniência do Judiciário com o presidente de maior aprovação popular na história recente do País.  Assim, as  provas pouco importam; os fatos, por mais óbvios, não são suficientes. O importante é o aspecto didático de uma condenação – ainda que seja uma condenação desprovida dos mais comezinhos elementos comprobatórios; ainda que se incorra na mais flagrante aberração jurídica; ainda que se cometa a mais aviltante mácula processual na aplicação da lei.
O direito não é uma ciência exata.  Comporta nuances de interpretação. Resulta de visões humanísticas sobre ética e moral.  Contudo, reparem a esdrúxula sequência do caso. Moro condena; os desembargadores do Tribunal Regional de Porto  Alegre ratificam a condenação e, como num coro  de vozes amestradas, ampliam a pena de nove para 12 anos e um mês.  Até mesmo nesta gradação foram consensuais. Não houve sequer uma divergência colateral entre os magistrados -  em que pese  a extrema complexidade do caso. Adiante, a quinta turma do Superior Tribunal de Justiça novamente expressa consenso na rejeição de um habeas corpus preventivo. As justificativas são as mesmas, os argumentos parecem clonados da versão inicial de Moro e do Ministério Público Federal. Não houve confronto de posições nem mesmo sobre  a admissibilidade ou não de recursos.  Custa-nos a crer na possibilidade de não existirem modos diferentes de interpretar a lei; pesos diversos na aplicação do código penal, enfim visões conflitantes. Sem exceção, todos mostraram-se adeptos da necessidade de uma espécie de condenação sumária do  ex-presidente . Quando todos aprovam, quando todos repetem exatamente o mesmo discurso, é prudente desconfiar. O Supremo quebrou esta forma monolítica, artificial e suspeita de tratar o caso. Pôs fim ao consenso de Curitiba.
As divergências entre ministros no STF, às vezes condenadas pelo senso comum, são essenciais para seriedade e o respeito às suas deliberações. É deste dissenso que nasce o equilíbrio na aplicação dos códigos. A vitalidade do sistema democrático não está efetivamente no consenso. Ao contrário, resulta dos pesos e contrapesos do conflito de posições.
Se a presidente Carmem Lúcia  tentou emparedar os colegas, colocando em votação o habeas corpus e não as duas ações diretas de constitucionalidade que  possibilitariam uma decisão fundada em conceitos gerais, seu objetivo foi frustrado. A perspicácia do advogado José Roberto Batochio permitiu uma solução que não estava no roteiro. O acusado não poderia ser prejudicado pela incapacidade de o Judiciário analisar o caso com a celeridade exigida. Não há como discordar desta premissa. Seria inconcebível permitir a prisão de Lula, João ou Maria com o julgamento de um habeas corpus em curso. Ainda assim,  Fux, Barroso, Fachin e a própria presidente denegaram o pedido, ao arrepio do bom senso.  
A despeito da seriedade de sua conduta, a ministra Carmem Lúcia peca em não permitir a imediata análise das prisões após condenação em segunda instância. Em 2016, o caso foi decidido por estreita maioria de 6 a 5, num indicativo de que a Corte estava efetivamente dividida. Ademais, houve  mudança na composição do Tribunal. Ao contrário do que acha Carmem Lúcia, o que apequena o Supremo é não julgar, mas sim deixar de lado sua missão por  pressão de grupos organizados  e veículos de comunicação.  Julgar é sempre um ato de coragem. (247).

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NETFLIX DEVE UM PEDIDO DE DESCULPAS AO BRASIL


É criminosa a série "O mecanismo", lançada pela Netflix na antevéspera do que seria a prisão do ex-presidente Lula. Embora diga ser baseada em fatos reais, a série é uma coleção de preconceitos e "fake news". Entre as cenas mais grotescas, dirigidas pelo brasileiro José Padilha, o doleiro Alberto Youssef frequenta o comitê da campanha do PT, a presidente Dilma Rousseff grava um pronunciamento eleitoral sobre como "estocar vento" e o ex-presidente Lula diz a Michel Temer para não se preocupar com os "açougueiros" da JBS.

"Padilha expressa todo o seu ódio pelo progressismo e nacionalismo brasileiros nessa série lamentável", diz o leitor Alexandre Mendes Santos. Leia abaixo seu depoimento e saiba também como protestar junto à Netflix:

Fiquei extremamente triste e revoltado ao assistir  o episódio 1 da série em questão.
 
Começando da narração inicial que o maior problema do Brasil é a "corrupção", inclusive maior que as questões sociais e a apropriação de significativa (muito significativa) parcela de nossos riquezas para o tal "deus mercado", e principalmente pelas grotescas caricaturas que insinuam fortemente que Dilma e Lula são os chefes da quadrilha que assaltou a Petrobras (Season 01e01).
 
Liguei para eles agora há pouco e reconheci que a maior parte dos programas da emissora são excelentes, eles devem um  pedido de desculpas a sociedade brasileira,
 
Padilha expressa todo o seu ódio pelo progressismo e nacionalismo brasileiros nessa série lamentável, não sugeri nem sugiro movimentos de boicote, mas que os companheiros, assim como eu fiz, exijam da diretoria da empresa um pedido de desculpas a imensa maioria dos brasileiros e brasileiras que foram ultrajados na pela série de Padilha.
 
Sugiro que a emissora divulguem o telefone do serviço (0800-887-0201) e exijam o mesmo da direção do serviço, por favor não entrem no assunto de boicotes, 99% da emissora dá muita voz aos oprimidos, considerem apenas como uma falha humana (ou corporativa).(247).
 
Alexandre Mendes dos Santos




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Globo entrega o jogo da Lava Jato

Por:Fernando Rosa, jornalista, editor do blog Senhor X, especializado em geopolítica.

Enquanto Lula e sua caravana derrotavam o fascismo em grande ato em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a Rede Globo, no Jornal Nacional, confessava o caráter “americano” da perseguição ao ex-presidente.
 
Em seis minutos passaram recibo do incomodo provocado pela denúncia do advogado de Lula, José Roberto Batochio, que acusou a existência de campanha internacional de perseguição política, citando o caso da prisão do ex-presidente Sarkozy, na França.
 
Em socorro da Operação Lava Jato, e para defender-se da acusação de ativismo judicial, a Rede Globo escalou a advogada Vera Lúcia Abib Chemim que afirmou que isso não ocorre “porque os magistrados e procuradores envolvidos na Operação Lava Jato têm formação acadêmica americana“.
 
E disse mais, que por terem essa formação, ou seja, americana, “eles aplicam no seu dia-a-dia, predominantemente, a teoria do domínio do fato, a qual remete para vários atos que não são tradicionalmente utilizados no direito penal brasileiro“.
 
Para não deixar dúvida, a integra da declaração:
 
“A questão do autoritarismo remete muito ao conceito do ativismo judicial, quando se diz que o juízo, o magistrado, vai aplicar além da lei, de acordo com aquilo que ele pensa que é o correto, o que é o mais justo. Então, o conceito de ativismo judicial é muito ligado ao autoritarismo. O que acontece é que os magistrados e procuradores envolvidos na Operação Lava Jato têm formação acadêmica americana, o que significa que eles aplicam no seu dia-a-dia, predominantemente, a teoria do domínio do fato, a qual remete para vários atos que não são tradicionalmente utilizados no direito penal brasileiro. Também tem argumentos constitucionais, fundamentos constitucionais, e também argumentos supralegais que fundamentam os atos de seus magistrados e de seus procuradores”.(247).




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Prefeitura de Salgueiro realiza Campanha de Combate à Tuberculose


(C.Geral)

24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e, durante esta semana, a Prefeitura Municipal de Salgueiro promove uma campanha de combate à doença. As ações, que vão até quarta-feira (28), buscam conscientizar a população sobre as formas de prevenção, os sintomas e o tratamento.
As pessoas devem ficar atentas aos seguintes sintomas: tosse por mais de três semanas, emagrecimento, febre à tarde e suor noturno. Muitas vezes, os sintomas da tuberculose são confundidos com o da gripe ou da pneumonia. Então, na dúvida, é recomendado que a pessoa procure a unidade de saúde mais próxima para o devido atendimento.
O objetivo desta campanha é de, também, incentivar a realização do exame que detecta a doença. O tratamento é feito com antibióticos por, no mínimo, seis meses. É importante que o paciente siga à risca o cronograma de tratamento para que a doença não crie resistência no organismo. (Ascom).


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