segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

FELIZ ANIVERSÁRIO PROFESSORA TATHYANE SANTOS

Tathyane Santos

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Homenagem do seu amigo de hoje amanha e sempre!!
Ass. Bianellys (Bill).


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NÃO SE FAÇA DE VÍTIMA. JOGUE A AUTOPIEDADE NO LIXO


“Sou o patinho feio, ninguém cuida de mim.” Esse patinho, porém, quase nunca é feio nem se encontra em estado de total abandono. Ele é só mais um doente de vitimismo – patologia psicológica caracterizada pela presença de um sentimento, ele sim, muito feio: a autopiedade.

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Por Luis Pellegrini
O complexo de vítima – a mania de assumir, na vida, a postura de mártir sofredor – é uma insidiosa patologia psicológica. Os que caíram nas garras da autopiedade vão por aí, puxando a carroça dos seus sofrimentos quase sempre imaginários – mas não por isso menos reais – e provocando nos outros enfado e repulsa. Isso é muito triste, quando se sabe que tudo o que eles querem é exatamente o contrário: ganhar carinho e atenção.
O vitimismo faz da pessoa um poço de sentimentos negativos. Dele surge a tendência para culpar os outros (o pai, a mãe, os irmãos, a sociedade, a vida, o mundo, os maus fados, o destino, a inveja, o mau olhado, o horóscopo desfavorável, os feitiços ) e fazer deles os responsáveis pelas nossas próprias mazelas. Dele surgem as couraças de autodefesa que não nos permitem relaxar e viver de modo saudável nossa relação com os outros e conosco mesmos. Dele vem a impressão sempre absurda e impossível de que não precisamos mudar. Os outros é que estão errados. O vitimismo é a pior das cegueiras, pois destrói na pessoa a autocrítica, o discernimento e a capacidade de avaliação racional das situações.

“Os que caíram nas garras da autopiedade vão por aí, puxando a carroça dos seus sofrimentos quase sempre imaginários – mas não por isso menos reais”

A autopiedade surge cedo
Demônio de muitas faces, o vitimismo é mestre em matéria de distorção da realidade. Parente próximo da tristeza, quando ele possui e vampiriza uma pessoa coloca diante de seus olhos um filtro cinza e opaco que a impede de apreciar – e se deleitar – com as cores do mundo.
O vitimismo é doença precoce. A análise transacional – uma técnica de psicoterapia – ensina que uma criança, já nos primeiros anos de vida, e a partir do seu contato cotidiano com os adultos, decide qual das seguintes posições existenciais ela assumirá na vida:
Eu não estou ok, os outros estão.
Eu estou ok, os outros não estão.
Não estou ok, os outros também não.
Estou ok, os outros também estão.

Uma vez escolhida a posição, quando a criança cresce, ela será dominante no seu caráter, enquanto as outras, embora podendo coexistir, terão menor peso. Destaca-se que a atitude universal na primeira infância é a da “eu não estou ok, os outros estão”. Assim sendo, a pessoa poderá permanecer fixada nessa posição ou, segundo a educação recebida, passar a uma das outras três. Explicando melhor:
– “Eu não estou ok, os outros estão.” Essa pessoa se sente inferior aos outros e tenderá à depressão. Ela ainda permanece na mesma posição da sua primeira infância.
– “Eu estou ok, os outros não.” É a pessoa que culpa os outros pelas suas misérias. Essa posição costuma ser assumida pelas crianças maltratadas com brutalidade, que concluem: “Quando estou sozinho, estou muito bem. Não preciso de ninguém, deixem-me só.” Esta posição é, em geral, baseada no ódio, mesmo quando ele está bem camuflado. Desse grupo fazem parte, com freqüência, os delinqüentes, os fanáticos e os criminosos.
– “Eu não estou ok, os outros também não.” Essa pessoa não sente nenhum interesse pela vida. É abúlica e depressiva. É uma posição assumida por aqueles que não receberam suficiente calor e atenção nos primeiros anos e escolhe os amigos, o cônjuge, esperando que ele seja propenso a desempenhar o papel complementar.
“Parente próximo da tristeza, o vitimismo coloca diante dos olhos da pessoa um filtro cinza e opaco que a impede de apreciar – e se deleitar – com as cores do mundo”

Os condicionamentos aprisionam
Não somos livres como acreditamos ser. Quando se entende isso, fica evidente que a maior parte dos nossos atos e pensamentos não é tão livre de condicionamentos como gostamos de acreditar. Nossa certeza de sermos livres, de fazermos tudo aquilo que queremos, e quando queremos, é quase sempre uma ilusão. Quase todos, na verdade, carregamos dentro condicionamentos mais ou menos ocultos que, com frequência, tornam difícil a manifestação de uma honestidade genuína, uma criatividade livre, uma intimidade simples e pura.
Posição existencial é, portanto, um papel que o indivíduo tenderá a representar ao longo da sua vida. É preciso sublinhar o fato de que todas as posições existenciais necessitam de pelo menos duas pessoas, cujos papéis combinem entre si. O algoz, por exemplo, não pode continuar a sê-lo sem ao menos uma vítima. A vítima procurará seu salvador e este último uma vítima para salvar.
O condicionamento para o desempenho de um dos papéis é bastante sorrateiro e trabalha de forma invisível. Esta é uma das causas principais da falência de algumas amizades ou casamentos, quando as pessoas interessadas não se ligaram a partir de uma simpatia genuína, mas sim com o objetivo de encontrar na outra pessoa um sujeito adequado para desempenhar algum papel complementar.

“O vitimismo é a pior das cegueiras, pois destrói na pessoa a autocrítica, o discernimento e a capacidade de avaliação racional das situações”

Se pararmos alguns instantes para considerar os casais que conhecemos, não será difícil encontrar entre eles a “menina” que casou com o “pai” (relação vítima-salvador) ou a mulher que se queixa continuamente do marido, mas nem sequer admite a idéia do divórcio (relação vítima- algoz).
Observemos, então, como vivemos e como a nossa presença influencia a vida daqueles que nos cercam. Somos sadios? Serenos? As pessoas ao nosso redor apreciam a nossa presença? Nosso cônjuge nos admira? Ele fala bem de nós? Nossos filhos nos consideram como amigos? Quantos amigos temos? Em quantas portas podemos bater no caso de uma situação grave?
Se não formos serenos e não tivermos amigos, tentemos considerar que, provavelmente, a nossa posição existencial e o papel que desempenhamos não são os melhores possíveis. Com efeito, se o fossem, teríamos serenidade e melhor saúde. (Saúde247).


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O AÇÚCAR É UMA DROGA. O PODER VICIANTE DA SACAROSE

A adição ao açúcar tem origem nas profundezas do cérebro: na zona do “circuito de recompensa”, aquela mesma área cerebral onde atuam todas as outras drogas. Como nos tornamos viciados em açúcar? 
  Lé Figaro
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Por: Laurent Giordano – Le Figaro Santé

O açúcar é um pó branco, como a cocaína… Em 2007, o cientista Serge Ahmed e sua equipe da Universidade de Bordeaux relançaram com virulência um debate que desde então permanece em pauta: o poder viciante do açúcar. Na época, os pesquisadores mostraram que a sacarose possui um potencial de adição mais elevado do que a cocaína! Em suas experiências, ratos podiam escolher entre uma bebida açucarada e doses crescentes de cocaína. Pois bem: de 100 ratos testados, 94 preferiam o açúcar. Rapidamente, por causa do seu poder viciante, o açúcar foi assimilado a uma droga dura. A indústria açucareira se manifestou indignada, argumentando que aquelas experiências tinham sido feitas com animais, e não podiam ser aplicadas aos seres humanos.


Mas, logo em seguida, as investigações clínicas se intensificaram e, como afirma Serge Ahmed, “elas fazem crer que, também para as pessoas, exista realmente uma síndrome de adição ligada aos alimentos ricos em açúcar. Um paciente é considerado como dependente de produtos açucarados, ou de outra substância viciante, quando ele apresenta no mínimo dois dos onze critérios básicos de dependência química definidos pelo DSM (Manual de diagnóstico de distúrbios mentais) durante pelo menos um ano. Ora, numerosas pessoas afirmam não conseguir reduzir seu consumo diário de açúcar, embora tenham consciência dos seus efeitos deletérios  para a saúde. Este é o critério mais frequente de todos”.
O vício do açúcar aumenta à medida que a pessoa engorda
É bem verdade que, hoje, pesquisas mais recentes indicam que o poder de adição do açúcar é menos importante do que os índices avaliados em 2007 na pesquisa com ratos. Segundo as avaliações mais atuais pesquisas, 5% dos consumidores regulares podem desenvolver uma dependência das delícias açucaradas (o que já é muito importante, em se tratando de um simples alimento), enquanto 20% dos que usam cocaína tornam-se viciados dependentes desta droga e 30% no caso dos cigarros. Apesar disso, salienta Serge Ahmed, “o poder de adição do açúcar aumenta à medida que a pessoa ganha peso. Estudo recente com mulheres obesas provou que cerca de 25% delas tinham desenvolvido uma relação de dependência ao açúcar! Conseguem imaginar a dimensão do problema? Só na França, existem entre 7 a 8 milhões de adultos sofrendo de obesidade, e um quarto deles pode estar potencialmente dependente do açúcar, quando na verdade deveriam emagrecer e portanto reduzir o consumo da substância!”


Mas qual é a origem desse apetite pelos alimentos doces? Como enfrentá-lo?  “O gosto pelo açúcar é inato”, explica o médico Pierre Nys, endócrino-nutricionista. Com raras exceções, desde muito cedo todos nós gostamos do sabor das coisas doces. Por outro lado, o açúcar tem um comprovado efeito apaziguador e anti-estressante. Assim sendo, num mundo angustiante como o nosso, e oferecido em qualquer balcão, em qualquer mesa, ele nos convida facilmente ao consumo. Por fim, em certas pessoas, a ingestão de açúcares (glicídios, também chamados de carboidratos) leva a um efeito paradoxal: as quedas da glicemia (a taxa de açúcar no sangue) ditas reativas. Quando o organismo recebe o açúcar, ele produz uma quantidade importante de insulina  – um hormônio hipoglicêmico – cujo efeito persiste mesmo depois que a glicemia voltou ao normal. O cérebro não tolera essa hipoglicemia e pede ainda mais açúcar”.
O açúcar ativa o circuito da recompensa
Quanto à adição ao açúcar, sua origem se localiza na parte mais profundo do cérebro, naquele lugar onde atuam todas as outras drogas. O açúcar estimula os neurônios que projetam suas ramificações em direção a uma região particular do cérebro: o   à l’addiction au sucre, elle trouve son origine au plus profond du cerveau, là où agissent toutes les autres drogues. Le sucre stimule des neurones qui projettent leurs ramifications vers une région particulière du cerveau: le noyau accumbens. Esta é a peça-chave daquilo que chamamos de circuito da recompensa. O açúcar é ativado através de duas maneiras: seja excitando os captadores sensoriais da língua, seja penetrando diretamente no cérebro. Estimulados, os neurôn ios secretam a dopamina, uma molécula que assegura a comunicação entre certas células nervosas, e influencia por esse meio as funções comportamentais, tais como o desejo de renovar a experiência de saborear coisas açucaradas.


Quando, ativado por certos estímulos provenientes do meio circundante, o núcleo accumbens fica “dopado” pela dopamina, tais estímulos assumem um valor motivacional. Assim, quando um homem pré-histórico comia frutas ricas em açúcares descobertas por acaso, ele extraía da experiência um grande prazer. Essa satisfação, uma vez gravada no seu cérebro, o incitava a reproduzir a experiência para reencontrar essa preciosa fonte de energia. Este é, em síntese, o circuito da recompensa, um dispositivo de adaptação leva à repetição das experiências que nos são favoráveis. Problema: esse dispositivo é, hoje, continuamente estimulado por nosso hiper consumo de açúcar, num nível que vai muito além de qualquer necessidade biológica. Em algumas pessoas, a busca de satisfação se torna mais forte que a razão – que deveria incitar essas pessoas a parar de consumir açúcar em excesso.
O problema é ainda mais agudo em crianças e adolescentes. É no nível deles que é preciso agir com prioridade. Para os jovens é difícil compreender que o açúcar – um alimento tão saboroso – possa ser uma droga e ter, a longo prazo, efeitos realmente negativos para a sua saúde. É preciso, portanto, lhes explicar mais e mais – e também aos seus pais, recomenda o doutor Nys, “porque, com demasiada frequência, eles abusam da administração de alimentos açucarados para acalmar seus filhos”. Trata-se de um desafio muito importante, porque sabemos, agora, que quanto mais o sistema de recompensa é solicitado precocemente, mais o limite de satisfação será difícil de se respeitar e a necessidade de consumir açúcar se torna cada vez mais intensa.(Saúde247).


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Inscrições abertas para a primeira edição do Prêmio Espírito Público

Os vencedores receberão R$50 mil e uma jornada de aprendizagem em Londres para conhecer instituições do serviço público britânico



O Instituto República e a Associação Agenda Brasil do Futuro em parceria com diversas instituições, abriram o processo de inscrição para a primeira edição do Prêmio Espírito Público. A iniciativa que visa reconhecer e premiar profissionais públicos de todas as esferas - municipal, estadual, federal, executivo, legislativo ou judiciário, empresas públicas, fundações ou autarquias – que, em sua trajetória profissional, tenham gerado resultados concretos e bons exemplos para o Brasil, poderão ser contemplados. Os interessados deverão se inscrever até o dia 25 de março pelo site http://premioespiritopublico.org.br.
Nesta primeira edição, serão premiados profissionais públicos que se destacaram em suas contribuições nas áreas de Educação; Gente, Gestão e Finanças Públicas; Meio Ambiente e Segurança Pública.O vencedor em cada uma das quatro categorias receberá um prêmio de R$ 50 mil e participará de uma jornada de aprendizagem, em Londres, para conhecer instituições do serviço público britânico, organizada pelo jornal The Guardian. Os contemplados serão anunciados em uma cerimônia a ser realizada no Rio de Janeiro, em agosto deste ano.
A ideia do projeto é que, com o tempo, tanto candidatos quanto jurados do prêmio se tornem ainda mais representativos das transformações no setor público que as instituições correalizadoras, bem como suas parceiras institucionais e setoriais, veem como necessárias para o avanço social do Brasil.
(Assessoria de Comunicação),(SEE).





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DITADURA DE VOLTA: TEMER PEDIRÁ MANDADOS COLETIVOS DE BUSCA E PRISÃO


Michel Temer vai entrar com um pedido na Justiça Estadual do Rio de Janeiro para que o comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas possa ter um "mandado coletivo de busca, apreensão e captura". Medida busca dar segurança jurídica para oficiais do Exército que estão na cidade.
O peticionamento será feito na primeira instância estadual e partiu de uma sugestão do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército Brasileiro. A decisão foi tomada em reunião, nesta segunda-feira (19), no Palácio do Alvorada, dos conselhos de Defesa Nacional e da República.
"Em lugar de você dizer rua tal, número tal, você vai dizer digamos uma rua inteira, uma área ou um bairro. Aquele lugar inteiro é possível que tenha um mandado de busca e apreensão. Em lugar de uma casa, pode ser uma comunidade, um bairro ou uma rua", disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann em fala citada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Jungmann, porém, afirmou que "não há carta branca" para os militares e que os oficiais não vão exercer "papel de polícia" na capital fluminense. O Congresso Nacional deve votar hoje se o decreto do presidente Michel Temer que determina a intervenção federal no estado continua ou não.(*Com Sputnik Brasil).

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A renúncia de Pezão

Alan Santos/PR

O governador Pezão pediu intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Em outra versão, ele teria solicitado uma interferência menos drástica, mas acabou concordando com a proposta de intervenção. Numa terceira versão, a ideia nem sequer teria partido dele, porém, foi convencido a aceitá-la. Certo é que o decreto de intervenção foi assinado. O acordo deixou de fora o Conselho da República e vai passar pela apreciação do Congresso Nacional.
Pezão falou à imprensa que vem pedindo apoio do governo federal desde abril de 2014. Argumentou, de público, que “não foi trivial” o que a polícia teve de enfrentar. Não, não foi o roubo, a violência, o tiroteio. Foi urina no metrô e “invasão” de bloco de foliões na área pública do aeroporto Santos Dumont – o que, vale lembrar, aconteceu sem dano material e sem afetação da rotina de operações locais. Foi também “a desordem urbana”, as barracas nas praias de Ipanema e do Leblon, uma “grande ocupação de pessoas ali acampadas”, segundo o governador ausente – estava em Piraí/RJ, com “todo direito, em sua casa, a uma hora e meia da capital”. Disse que foram mais de 200 blocos que saíram sem autorização. “Isso fugiu mesmo ao nosso controle”, admitiu. E arrematou: “não me diminui nada o fato de ficar sujeito, na área de segurança, ao general Braga Netto”. O governador esconde o verdadeiro motivo da intervenção.
Michel Temer decretou a medida com base no inciso III, do art. 34, da Constituição da República, e já advertiu, “farei cessar a intervenção, no instante em que se verifique, segundo os critérios das Casas Legislativas, que há condições para votação” – trata-se da votação de sua proposta, já reformada, de reforma da Previdência. Pura demonstração de poder. Um recado ao Congresso Nacional, aos governadores todos e ao próprio judiciário. Estabelece vinculação – desnecessária? – entre “condições para votação da reforma” e continuidade ou cessação da intervenção. Se a intervenção pode cessar por motivos distintos ao que lhe deu causa, onde está, afinal, o alegado “grave comprometimento da ordem pública” que a fundamenta? O “grave comprometimento da ordem pública” termina quando houver maioria para aprovação das mudanças nas regras da Previdência Social.
Para completar o quadro, o prefeito Crivella, ainda em férias na Europa, limitou-se a agradecer e a parabenizar Michel Temer pela “ajuda ao Rio”, lamentando que a intervenção não tivesse sido decretada antes, quando ele já havia pedido – em setembro do ano passado, na ocasião do Rock in Rio.
Entre o desafio de compreender o que deve ser considerado “não trivial” durante o reinado de Momo (ou o que pode ser considerado aceitável no quotidiano da guerra em que se transformou a segurança pública no Rio) e o exercício analítico para decifrar o que serviu de motivo para o governo federal decretar a medida e, enfim, a perplexidade diante do “asilo europeu” do prefeito, em momento ultrassensível para qualquer teste de segurança pública, fica a certeza de que os governos do MDB (até ontem, PMDB) fracassaram completamente na gestão da segurança pública do estado. Neste carnaval, governador e prefeito fora da cidade. Ausência que, a rigor, não é novidade. “Falha (da segurança) nos dois primeiros dias (do carnaval)”, segundo o próprio Pezão, reforço de policiamento na sequência, admissão de erros e despreparo.
Os argumentos do governador se comunicam com o medo da classe média alta, algo simbolizado por “acampamentos” na zona sul, “invasão” no aeroporto ou pela intensa vazão do fluido excretório sobre vagões do transporte privatizado, caro e ineficiente que o trabalhador tem de suportar no dia-a-dia da batalha pela sobrevivência. Alguma coisa está fora do lugar, mas não é a bala perdida de um fuzil que atinge a criança no ventre da mãe. Para o tenente-coronel do Exército, Durval Lourenço Pereira, o fundamento da intervenção é bem outro: “neste mês de fevereiro, a escalada da violência no Rio de Janeiro atingiu níveis inauditos”, quando três das principais linhas de transporte da capital tiveram de ser fechadas por causa de tiroteios entre polícia e traficantes (Folha de S.Paulo, 17/02/2018 – “O Haiti não é aqui”).
A violência no Rio de Janeiro é real e assombrosa, mas não é maior do que a registrada em outros estados brasileiros. Em 2016, a taxa por 100 mil habitantes de mortes violentas intencionais (MVI), categoria que abarca homicídio doloso, roubo com morte, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais, em serviço ou fora dele, foi de 64 em Sergipe, 56,9 no Rio Grande do Norte, 55,9 em Alagoas e de 50,9 no Pará. Para o Rio de Janeiro, a taxa foi de 37,6, ainda menor que a do estado de Pernambuco, Acre, Goiás e Ceará (dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017, Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP). É disso que fala Arthur Trindade, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da Universidade de Brasília – NEVIS/UnB, ao lembrar que “o Rio de Janeiro não tem a pior situação de homicídios no Brasil”. Por isso, segundo ele, “não foram critérios relacionados a crimes e homicídios” que podem ter determinado a medida de intervenção. Para o professor da UnB, “o que dá notícia é dizer que morreu gente no carnaval do Rio e não no carnaval de Juazeiro” (Deutsche Welle Brasil, entrevista, 16/02/2018). Sim. O Rio é a “cobaia na vitrine” para os experimentos eleitoreiros do desgoverno federal e do MDB.
Sem dúvida alguma, em tempos de pós-verdade, o sucesso das operações de intervenção no palco da cidade do Rio vai depender, em boa medida, da cobertura e dos holofotes da mídia dominante. Ao menos até o mês de outubro. Finda a intervenção ou passadas as eleições, tudo voltará ao statu quo ante. O Exército não é órgão gestor da política de segurança interna e não tem legitimidade democrática para colocar em execução um projeto de administração pública nessa área. E o Exército, óbvio, é o primeiro que não aceita esse papel. Sabe que sua presença é provisória, temporária, de curto prazo. Uma intervenção federal dessa natureza vai, por exemplo, reduzir confrontos entre facções do tráfico, diminuir o tiroteio, apreender fuzis. “Vai espalhar as baratas” – disse a professora Jaqueline Muniz, da Universidade Federal Fluminense. Pode representar uma trégua e melhorar a percepção de segurança da população, mas não é gestão de segurança, não substitui o governo eleito para o cumprimento dessa função. Por isso é importante chamar atenção para o fato de que o acordo democrático foi gravemente rompido pelo governador do estado do Rio. O povo não o elegeu para recusar as responsabilidades do cargo. É grave a situação do Rio, mas não é verdade que está além da possibilidade de governo, da capacidade de controle da administração pública. Pezão já renunciou, de fato, ao mandato de governador do Rio de Janeiro.
Um projeto de governo para a segurança, desde que houvesse vontade política e lealdade ao compromisso assumido com o povo fluminense, deveria contar com a atuação conjunta de especialistas, inteligência policial, gestores e movimento social. Deveria articular ações do sistema de justiça (juízes, promotores e defensores públicos) e da administração da cidade. Incorporar o sistema educacional, o sistema de saúde, transporte, moradia, saneamento. Nenhum projeto, entretanto, terá êxito, se não envolver mudanças na estrutura policial, com enfretamento direto da corrupção e do tráfico de armas e drogas no interior das corporações policiais. O que define o crime organizado é exatamente a participação de agentes do Estado – se há crime organizado no Rio é porque há envolvimento desses agentes. No Rio, como na maioria dos demais estados brasileiros, o Ministério Público não tem exercido de forma adequada o seu papel de controle externo da atividade policial. O “combate à corrupção”, foco preferencial de atuação do MP, não chegou às polícias.
Há muito que não se pensa a segurança pública fora da lógica da troca de tiros. Nas prisões – superlotadas – estão os jovens pobres, quase todos pretos, atraídos pelo negócio lucrativo do tráfico de drogas, enquanto que o homicídio e o estupro não são sequer investigados de forma razoável. A guerra entre facções do tráfico, a criminalidade e a violência policial são apresentadas como algo que está fora do alcance de uma gestão típica de segurança pública – essa é a desculpa de Pezão. Daí o apelo constante e generalizado ao emprego do Exército em questões de ordem pública. O general Villas Bôas, no final do ano passado, manifestou preocupação com a “utilização excessiva” dos militares para cumprimento de ações que competem aos governos locais. “Só no Rio Grande do Norte, as Forças Armadas já foram usadas 3 vezes em 18 meses”. E arrematou o general: “a segurança pública precisa ser tratada pelos estados com prioridade zero” – o que certamente quer dizer alguma coisa antes da prioridade número um. Agora, no entanto, a situação é diferente. A medida é ainda mais forte. Não se trata de parceria ou de compartilhamento dessas ações, mas de uma intervenção, a primeira desde 05 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição em vigor. O general Braga Netto passa a exercer o controle operacional de todos os órgãos estaduais de segurança pública. Ele sabe dos riscos envolvidos. Riscos para a população, sobretudo para os jovens pobres e negros das comunidades e para os próprios militares. Não há argumento que justifique a continuidade da utilização do Exército no controle da segurança pública dos estados. Não é mais possível aceitar as desculpas dos governadores, as vistas grossas dos juízes e a omissão dos promotores de justiça em relação aos abusos e à violência policiais. Numa palavra, falta governo.
Vem a lembrança da fala de Torquato Jardim, em outubro do ano passado, que gerou fortes reações. Entre outras afirmações, o ministro da justiça disse que o comando da PM no Rio está associado ao crime organizado; que a PM do Rio faz “acerto com deputado estadual e o crime organizado e que comandantes de batalhão são sócios do crime organizado”. Na ocasião, um dos mais veementes críticos de Torquato Jardim foi o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, atualmente preso por suposto envolvimento com esquema de corrupção “monumental” – segundo a subprocuradora geral da República, Cláudia Sampaio Marques. Vale perguntar: quando é que as investigações chegarão às cúpulas da PM do Rio? A intervenção federal terá alguma coisa a dizer sobre isso? (247).

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TEMER ENVIA FORÇA-TAREFA AO CEARÁ, APÓS MORTES DE MEMBROS DO PCC

Esq.: Adriano Machado / Dir.: Divulgação (direto do site do Ministério da Justiça)

Michel Temer (MDB) decidiu enviar neste domingo (18) uma força-tarefa para dar apoio técnico ao combate ao crime organizado no Ceará, após o assassinato de dois membros da alta cúpula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PPC). A ação teria envolvido um ataque de helicóptero em uma região indígena no estado.
A medida acontece dois dias após Temer decretar intervenção na área de Segurança Pública do Rio de Janeiro e nomear como interventor o general Walter Souza Braga Netto, que passa a controlar as polícias e o setor penitenciário do Estado.
Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que, "diante dos últimos acontecimentos" no Ceará, o grupo dará reforço às operações conjuntas de inteligência realizadas pelas forças de segurança estaduais. Relato do Uol.
No estado, o PCC e facções como o Comando Vermelho e a Família do Norte disputam pontos de venda de drogas e controle de presídios.(247).

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MANIFESTANTES PROTESTAM CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reprodução Facebook CUT Ceará:

 Trabalhadores, representantes de sindicatos, de movimentos sociais e de partidos políticos realizaram nesta segunda-feira (19), no Centro de Fortaleza, manifestação contra a Reforma da Previdência. O ato aconteceu em frente ao prédio do INSS na capital cearense e saiu em caminhada até a Praça do Ferreira. 
O objetivo do ato, de acordo com o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros no Ceará, é barrar “de vez” a reforma, que para ele representa um grande retrocesso para a classe trabalhadora. “Em todo o Brasil, nas principais cidades do País, vai acontecer esse grande ato. Um dia nacional de luta em defesa da Previdência, em defesa do direito do trabalhador de se aposentar”, disse. 
A manifestação também ficou marcada por críticas à intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, com grupo de pessoas usando máscaras de Michel Temer caracterizado como um vampiro, semelhante ao apresentado pela escola de samba Paraíso do Tuiuti durante os desfiles na capital carioca. O personagem também roubou a cena em um dos carros de som dos manifestantes durante a caminhada.  (Com informações do jornal O Povo).


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Maioria de Pernambuco é favorável à intervenção no Rio

Mesmo parlamentares de oposição não veem clima para votar contra. E, até entre aliados, avalia-se que ela não contempla medidas duras no custeio da máquina

Deputados dizem que medida serviu para "esconder o pai da derrota" da Reforma da Previdência
Deputados dizem que medida serviu para "esconder o pai da derrota" da Reforma da PrevidênciaFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


A maioria dos deputados de Pernambuco votarão pela aprovação do decreto de intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Ouvidos pela Folha de Pernambuco, os parlamentares fizeram ressalvas quanto à superficialidade do texto, que não especifica o planejamento da operação e nem traz dados sobre a violência, que justifiquem o porquê de apenas o Rio obter esse tratamento. Todavia, a expectativa é de que a matéria seja aprovada sem maiores entraves.

O decreto, assinado no início da tarde da última sexta-feira (16), já foi enviado para a Câmara dos Deputados. Devido à urgência, a pauta da Câmara dessa semana precisou ser reformulada, mas espera-se que a votação do decreto se dê por volta das 19h desta segunda-feira (19). Como as comissões ainda não estão estruturadas, a votação ocorre diretamente no plenário. A relatoria da matéria ficou com a deputada Laura Carneiro (MDB-RJ).

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Entre os parlamentares ouvidos pela Folha, adiantaram posição favorável: André de Paula (PSD), Bruno Araújo (PSDB), Betinho Gomes (PSDB), Cadoca (sem partido), Danilo Cabral (PSB), Eduardo da Fonte (PP), Fernando Monteiro (PP), Jarbas Vasconcelos (MDB), Jorge Côrte Real (PTB), Luciano Bivar (PSL), Marinaldo Rosendo (PSB), Ricardo Teobaldo (Pode), Silvio Costa (Avante) e Zeca Cavalcanti (PTB). Embora o PSDB deva encaminhar voto ‘sim’, o deputado Daniel Coelho (PSDB) preferiu não emitir opinião. O deputado Gonzaga Patriota (PSB) também não quis opinar. Os demais não foram localizados.

Há um consenso de que a situação do Rio justifica uma ação imediata contra o crime organizado. "Todos nós estamos acompanhando o que está ocorrendo no Rio. O próprio governador reconheceu que não consegue mais lidar com essa questão da segurança", observa Jarbas Vasconcelos.

“Acho que isso é a reação à desarrumação geral que ocorreu no Carnaval. O Rio é cartão postal do País e o estado falido ocasiona a ação de um estado paralelo onde o crime está tomando conta. Não dá pra ficar com braços cruzados”, afirma André de Paula. "Acho que estava desmantelado, tinha que ter uma intervenção, sim. Eu sou a favor das tropas nas ruas, porque a polícia perdeu o controle sobre o tráfico e a violência. É preciso dar um freio", pondera Zeca Cavalcanti.

Betinho Gomes adverte: "Esse problema está presente na segurança, mas outros serviços, como saúde e educação, estão comprometidos. O governo não tem autoridade política. No fim das contas, é um problema fiscal que justifica uma intervenção na gestão do Rio”. Nos bastidores, o sentimento é de que a bancada do PSDB tem dúvidas sobre a eficácia da medida. Avalia-se, entre tucanos, que a intervenção como está posta não vai entrar no principal, que são medidas administrativas duras no custeio da máquina e que as polícias Militar e Civil vão continuar sem estrutura para atuar.

Do PSB, que vem exercendo oposição à gestão Temer, o deputado Danilo Cabral faz críticas à "conveniência" da proposta. "Eu sou favorável, apesar de achar que foi mais uma conveniência tirar a Previdência da pauta e lançar uma cortina de fumaça sobre a segurança no Rio. Essa não é uma resposta estruturante. A União precisa assumir seu papel e passar a controlar as fronteiras, por onde se deixa passar drogas e armas", repreende o socialista e emenda: "No caso da Previdência, já está morta. E a intervenção serviu pra esconder o pai da derrota. Nós gostaríamos que fosse derrotada no plenário".

Jorge Côrte Real enxerga que o estado fluminense tem recebido tratamento especial sem dar respostas administrativas condizentes. “Tem outros estados que sofrem do mesmo mal. Por que só o Rio? Precisamos de um planejamento e de informações suficientes para que o parlamentar vote com segurança”, justifica Jorge, alegando que não tem como ser contra a intervenção.

Silvio Costa, um dos nomes ressonantes da Oposição, acredita que "a intervenção foi uma forma que Temer utilizou para evitar a derrota na votação da reforma da Previdência". "Não vou fazer confusão nenhuma nesse assunto. Mas sabemos que Michel Temer está fazendo política disso", sublinha. Para Teobaldo e Eduardo da Fonte, foi uma maneira de empurrar o debate sobre o sistema previdenciário para a eleição. "Esse tema precisa ser amplamente discutido, para que o próximo presidente tenha legitimidade ao colocar o assunto em pauta", afirmou o progressista.(Folhape).


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‘Vampiro’ Temer é alvo de protestos no Centro de Petrolina durante ato público contra Reforma da Previdência

(Foto/divulgação)

O dia nacional de mobilização contra a reforma da Previdência não passou batido em Petrolina. Um ato público realizado na manhã de hoje (19) engrossou as críticas à reforma proposta pelo presidente Michel Temer.
A concentração aconteceu na Praça do Bambuzinho, na Avenida Souza Filho, Centro da cidade, e reuniu lideranças sindicais de várias vertentes. Temer, inclusive, foi o principal alvo dos protestos.
Numa das faixas, os manifestantes trouxeram a figura iconoclástica do presidente, retratada pela Escola de Samba Tuiuti, que foi vice-campeã do Desfile das Escolas do Rio de Janeiro. Na frase, o tom deixa claro o posicionamento dos manifestantes em relação à reforma: “não deixe o ‘vampiro’ sugar sua aposentadoria”. (C.Britto).

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A intervenção no Rio e a guerra contra os pobres


Nestas alturas dos acontecimentos todos sabem que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro é injustificável e que se revestiu de um ato eminentemente político. Injustificável porque o Rio está longe de ser a cidade mais violenta do Brasil, ficando, inclusive, atrás de várias outras capitais. Injustificável, porque durante o Carnaval não houve o propalado surto de violência. Pelo contrário: dos 27 indicadores de violência, 16 caíram em relação ao Carnaval de 2017. O indicador de homicídios, por exemplo, caiu 14,81% e o de roubos teve uma queda de 9,85%. Até mesmo o conservador Estadão fez um duro editorial classificando a intervenção como injustificável em face da ausência de um fato objetivo plausível para aplicá-la. Enquanto isso, os tradicionais representantes da esquerda vacilante, somados à Marina Silva e a Miro Teixeira, a aprovam ou titubeiam na sua condenação.
O governo Temer, a beira do precipício, buscou dois objetivos com a intervenção: o primeiro, criar uma cortina de fumaça em face da não aprovação da reforma da Previdência que o marcaria por um fracasso retumbante, pois essa reforma era o ponto programático central do golpe. O segundo, uma tentativa desesperada de recolocar o governo e Temer no jogo eleitoral, já que todas as pesquisas os colocavam à margem dessa disputa. A intervenção, certamente, produzirá impactos no processo eleitoral, mas não terá força para suspender as eleições, como teme a esquerda medrosa.
O caráter improvisado da intervenção ficou patente na reunião que Temer fez no último sábado, no Rio, com o governador e outras autoridades. Ficou claro que nem Temer e nem o Exército sabem quais as medidas que serão implementadas. Não havia nenhum planejamento para dar força a uma decisão tão grave, que coloca em movimento um aparato de Estado, como é o exército, desviando-o de suas finalidades. A rigor, Temer comete um crime político ao usar instrumentos de Estado para fins pessoais e políticos.
Alguns analistas bem conceituados sugerem que a intervenção consiste numa bolsonarização sem Bolsonaro e que ela terá como efeitos a derrubada de Bolsonaro nas pesquisas, a catapultagem generais duros e legalistas e a criação de uma narrativa sebastianista de salvação pelas Forças Armadas. Tratam-se de análises equivocadas: se Bolsonaro cair, cairá por si mesmo, como é a tendência. Se a intervenção tiver algum sucesso, ele até poderá aproveitar-se disso, pois corre sozinho nessa raia. O Exército, uma das poucas instituições com credibilidade, sabe dos riscos que corre se se prestar à manipulação de um governo sem legitimidade e se enveredar pelo caminho das ações espetaculosas. As Forças Armadas já estão agindo no Rio e nada de muito diferente deverá ocorrer a não ser se os interventores tiverem a coragem de expurgar as polícias. Em resumo: produzir-se-á uma sensação de segurança de curto prazo e os problemas estruturais da violência continuarão existindo.
Guerra contra os pobres
Na América Latina existe uma guerra, não contra a pobreza, mas contra os pobres, notadamente nos países de alta desigualdade, a exemplo de El Salvador, Brasil, México, Venezuela, Colômbia e dai por diante. Todos sabem que violência e pobreza andam juntas. Um relatório da ONU aponta que a região é a mais violenta do mundo. É também a região mais desigual do mundo e com a maior desigualdade urbana do mundo. Das 50 cidades mais violentas do mundo, 19 são brasileiras e 43 são latino-americanas e o Rio de Janeiro não está entre elas.
Nesta guerra sistemática contra os pobre é travada no Brasil e na América Latina, a concepção predominante das elites predatórias da região é a de que a riqueza se produz com a manutenção e expansão da pobreza. No Brasil, seis pessoas detêm 50% da riqueza. De acordo com a CEPAL, 30% da população latino-americana ou 175 milhões de pessoas, são pobres sendo que desses, 75 milhões são indigentes. Um dos últimos relatórios da ONU indica que mais 220 milhões ou 38% da população correm risco de se tornarem pobres. É a trágica normalidade da América Latina.
Organizações criminosas de diferentes tipos e o tráfico de drogas se alimentam da pobreza como infantaria de comércio e da guerra, e das classes médias e altas como destinatárias do consumo e propiciadoras dos lucros. Jovens pobres, desempregados, sem cultura, sem lazer e sem esperanças, são presas fáceis do crime organizado. Mas não é só. Vários estudos mostram que a maioria esmagadora dos homicídios ocorre nas regiões pobres, periféricas, constituídas de excluídos. Pouquíssimos desses crimes são elucidados.
Os pobres enfrentam dois tipos de guerras, ambas fratricidas, porque são guerras de pobres contra pobres. A primeira, é patrocinada pelo tráfico e pelas organizações criminosas, que disputam territórios e mercados. A segunda é patrocinada pelo Estado, que usa as polícias, também constituídas de pobres, para reprimir e matar pobres, principalmente jovens. Estudos mais antigos e recentes mostram que o Estado se vale do sistema legal, do sistema judicial, do sistema prisional e do sistema policial para travar a guerra contra os pobres. Além da violência, as cadeias estão repletas de pobres, muitos deles sem julgamento. O sistema judicial julga de forma enviesada contra os pobres, contra os negros, contra os índios e contra as mulheres. Nas periferias, a repressão visa manter as populações confinadas, sob o terror das polícias e do crime, prisioneiras de guetos, inabilitadas à liberdade e ao usufruto da vida. É um sistema brutal de dominação, repressão, perseguição e guerra.
Estudos até mesmo feitos por coronéis da Polícia Militar de São Paulo chamam a atenção acerca do absurdo de como as polícias são treinadas. A sua formação é para matar, para a guerra. As insígnias, os brasões os refrões são todos orientados para a morte e não para proteger a sociedade e garantir direitos. Essa orientação para a guerra vem produzindo o aumento de jovens mortos pelas polícias e de policiais mortos em confrontos. As populações periféricas nutrem medo e descrença nas polícias. Os policiais pobres vivem com medo de seres assassinados, tudo isto mesmo com o fato de muitas polícias, notadamente as polícias militares no Brasil, prestarem relevantes serviços sociais de primeiro atendimento em várias situações de risco. Este sistema criminoso de formação das polícias é de responsabilidade dos governadores, os verdadeiros agentes do uso das polícias contra os pobres e de proteção do patrimônio dos ricos.
Os governos progressistas, em que pesem terem produzido alguns resultados na redução da pobreza, produziram resultados insuficientes. Na área de segurança pública, os resultados foram ainda mais precários. No Brasil, por exemplo, quando se ensaiava um programa mais estruturante através do PRONASCI, o mesmo sofreu uma guilhotinada pelo governo Dilma. Nada o substituiu. Pelo contrário: houve um retrocesso.
A intervenção no Rio é mais uma faceta da guerra contra os pobres, assim como o foram as UPPs. Existe um entrelaçamento entre os interesses do crime organizado e os interesses dos políticos. Os primeiros garantem lucros, financiamento de campanhas e currais eleitorais e os segundos garantem leniência, incompetência e corrupção.
Mesmo tendo sido adotada por um governo claudicante, a intervenção deixou as esquerdas perplexas e desorientadas, numa continuidade de conduta que vem desde o impeachment-golpe, passa pelas reformas trabalhista e da previdência e pela perseguição a Lula. Sem organização nas comunidades periféricas, sem força para mobilizar, mesmo num momento em que a maioria da população rejeita categoricamente o governo, as esquerdas permanecem sem estratégia e sem tática, limitando-se a uma retórica reativa, defensiva e pueril. Caminham para angariar uma nova e devastadora derrota neste fatídico ano em que poderão perder as eleições, sem Lula na disputa.(247).

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BRASIL TEM A 2ª GASOLINA MAIS CARA DO MUNDO


 Desde meados de 2017, quando a Petrobras passou a reajustar os preços diariamente e o governo aumentou a carga tributária sobre o setor, os preços da gasolina subiram cerca de 20% para o consumidor final. Com o aumento, o Brasil se consolida no posto de uma das gasolinas mais caras dentre os países produtores de petróleo, enquanto União, Petrobras, distribuidoras e revendedores tentam se dissociar da escalada dos preços dos combustíveis na bomba.
Levantamento da consultoria Air-Inc, que consolida estatísticas globais de custo de vida e mobilidade, mostra que a gasolina vendida nos postos brasileiros é a segunda mais cara dentre os 15 países que mais produzem petróleo no mundo. De acordo com a pesquisa, obtida pelo Valor, a gasolina é vendida no Brasil a US$ 1,30 por litro (considerando câmbio de R$ 3,3 e preço médio de R$ 4,28). No ranking dos maiores produtores de petróleo, só não é mais cara que o combustível vendido na Noruega.
Hoje, a estatal começa a adotar nova estratégia de divulgação de reajustes nas refinarias. A companhia passará a divulgar, junto com as variação percentual diária, o preço médio do litro da gasolina e do diesel nas refinarias. A intenção é deixar claro que os preços praticados nas refinarias correspondem a 1/3 dos preços na bomba.
Na semana retrasada, distribuidoras e postos entraram no centro de um embate com o governo, que pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possível formação de cartel no setor. O presidente Michel Temer chegou a acusar publicamente as empresas da cadeia de distribuição e revenda de não repassarem ao consumidor as baixas nos preços nas refinarias.(247).

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Sargento da 9ª CIPM morre atropelado em rodovia entre Ipubi e Araripina

 (foto/reprodução WhatsApp)

Um sargento da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) morreu na madrugada de hoje (19), após sofrer um acidente de carro e depois ser atropelado na PE-585, entre as cidades de Ipubi e Araripina, no Sertão do Araripe.
De acordo com informações, Eudes Pereira da Silva, de 36 anos, era lotado na 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em Araripina, e se deslocava do distrito de Serrolândia, em Ipubi, quando teria perdido o controle do veículo que conduzia.
Segundo informações, o carro foi parar num aterro e o militar teria retornado para a pista para pedir socorro. Nesse momento acabou sendo atropelado por um caminhão, que deixou o local do acidente sem prestar socorro à vítima.
O Comando da 9ª CIPM informou a este Blog que ainda não há informações sobre o velório e sepultamento do sargento. Eudes era natural do estado do Maranhão.

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MAURO LOPES: CRIME EM SÃO PAULO É MUITO MAIS ORGANIZADO DO QUE NO RIO


Por Mauro Lopes, em seu Facebook - O discurso de Temer é que a intervenção está sendo feita para combater o crime organizado.
Ora, o Estado em que o crime organizado mais avançou por dentro da estrutura estatal é São Paulo.
Alckmin, em seus des-governos, selou um acordo com o PCC para a co-gestão da segurança pública. Este fato já foi objeto de inúmeras reportagens. Mas nem é preciso ler as reportagens. Basta visitar as favelas de São Paulo ou as regiões mais periféricas para testemunhar que a PM não entra e que o PCC é quem de fato manda.
Alexandre de Moraes foi um dos co-gestores desse acordo, quando foi secretário de Segurança de Alckmin -depois virou ministro de Temer.
Na pré-história desse processo, é conhecida a relação de Temer com o jogo do bicho em São Paulo, quando foi secretário de Segurança.
Mas ninguém fala em "intervenção" em São Paulo -porque em São Paulo, como o crime é de fato organizado, a violência não é tão espalhafatosa (nem ali está a sede da Globo).
Crime organizado define-se exatamente por ser... organizado. O que significa necessariamente relações íntimas com agentes públicos -é assim em todo o mundo.
O crime no Rio é muito menos "organizado" que em São Paulo.
Mas em São Paulo o governo Temer não mexe. Na verdade, nem no Rio se mexerá. Vão ficar no sobe e desce dos morros caceteando os pobres e o fim da linha do tráfico. Para mexer pra valer com o crime organizado seria necessário ir em cima dos bancos, de parlamentares, de policiais, advogados, juízes...
Portanto, nessa altura já se sabe: a intervenção não irá combater o crime organizado e o alvo deveria estar a 400 km do cenário atual -não como intervenção militar, mas como intervenção efetiva de segurança pública.
Só que em São Paulo o buraco é muito mais em cima.
Combater o crime organizado significaria revolver as entranhas do poder de Estado e do poder financeiro. Como o governo está nas mãos exatamente deles (de parte da elite do aparelho de Estado e dos banqueiros) nada de efetivo acontecerá. Exceto a desgraça sobre os pobres.(247).

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