domingo, 23 de julho de 2017

Ação de reflorestamento apoiada pela Codevasf contabiliza mais de 30 mil mudas semeadas em Alagoas. Petrolina é beneficiada

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Parceria com universidades públicas e parceiros privados visa recuperar áreas de Caatinga e Mata Atlântica, além de fortalecer pesquisa ambiental
Juazeiro, angico de caroço, catingueira, ipês roxo e amarelo. Mais de 30 mil mudas de espécies florestais nativas da Caatinga e da Mata Atlântica contribuem para recuperar áreas degradadas das regiões Agreste e Sertão do Baixo São Francisco alagoano. A ação é resultado de parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas do Baixo São Francisco (Crad/Ufal), unidade que atua na realização de pesquisas e na capacitação de pessoal, como parte do Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.
Iniciado há seis anos, o plantio das mudas de espécies nativas tem o objetivo de contribuir para a recuperação da biodiversidade e para a melhoria da qualidade de vida e das condições de convivência com o semiárido do estado. As espécies possuem as características necessárias de resistência e de adaptação morfológica e fisiológica que garantem sua sobrevivência mesmo em períodos de secas extremas.
Entre as mudas utilizadas na ação estão ainda a craibeira, a pata de vaca e o pau ferro, além de cactáceas, como coroa de frade, mandacaru e xique-xique. Como destaque das ações do centro, foi firmada, em 2015, parceria com uma empresa de mineração – dando origem ao projeto de extensão Triunfo Ambiental, cujo objetivo é desenvolver atividades de educação ambiental e de recuperação de áreas degradadas, principalmente recompondo áreas de propriedade da própria empresa, com o plantio de espécies de plantas nativas. Entre as ações desenvolvidas no projeto destacam-se coleta e beneficiamento de sementes, preparo de substrato, educação ambiental com crianças e com a população local.
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A parceria também rendeu a produção de outras 15 mil mudas para dar suporte às ações de recuperação ambiental. As espécies são semeadas no viveiro de plantas nativas da Pedreira Triunfo, localizado na vila Aparecida, zona rural de Arapiraca.
“Está na missão da Codevasf o desenvolvimento da região das bacias dos rios onde atua e a preservação desses biomas. Os centros de referência são fruto de uma parceria bem sucedida entre as universidades federais e o governo federal, que atrai outros parceiros com objetivos em comum. Toda essa ação conjunta produz frutos muito positivos para o meio ambiente e para os cidadãos”, afirma Inaldo Guerra, diretor de Revitalização das Bacias Hidrográficas da Codevasf.
Modelos de recuperação
Entre as ações, o Crad/Ufal também realiza coleta de sementes e produz mudas para implantação de áreas usadas para estudo de modelos de recuperação da Caatinga. Foram implantadas áreas nos municípios alagoanos de Santana do Ipanema, Girau do Ponciano, Arapiraca e Igreja Nova.
“Além disso, foram doadas mudas para trabalhos de recuperação de áreas em outros municípios fora da bacia do rio São Francisco”, ressalta o professor José Vieira, coordenador do centro. Segundo ele, o Crad/Ufal tem fornecido mudas para atividades esporádicas de educação ambiental em diferentes municípios de Alagoas e na própria universidade.
Apoio à pesquisa
O Crad/Ufal, criado em 2007 em Arapiraca (AL), é um centro de pesquisa e extensão que envolve pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS). “Temos produzido e difundido conhecimento, além de promover a conscientização sobre a importância da recuperação, preservação e manutenção dos recursos ambientais (flora e água, principalmente) como fonte geradora de saúde, trabalho e renda”, explica o coordenador do centro.
Numa área de 1,7 hectare, no Campus Arapiraca, o centro desenvolve, desde 2010, diversos trabalhos de pesquisa com espécies vegetais nativas junto com alunos de graduação (Agronomia e Biologia) e de pós-graduação (Mestrado em Agricultura e Ambiente).
Para o desenvolvimento das atividades, foram investidos recursos da Codevasf, da Ufal e de parceiros na construção de um viveiro para plantas nativas, miniauditório ao ar livre e área de convivência para recepcionar visitantes, principalmente estudantes.
Revitalização em foco
A estruturação dos Crads objetiva promover a recuperação de áreas degradadas na bacia do rio São Francisco e proteger a diversidade biológica e os recursos naturais. Por meio do Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco, a Codevasf tem implantado os Crads em parceria com os ministérios do Meio Ambiente e da Integração Nacional e com as universidades federais de Brasília (UnB), de Lavras (Ufla-MG), do Vale do São Francisco (Univasf-PE), de Alagoas (Ufal), de Minas Gerais (UFMG/Unimontes-Janaúba/UFVJM), do Oeste da Bahia (Ufob-Barreiras) e Rural de Pernambuco (UFRPE/UAST-Serra Talhada).
A atuação dos Crads visa ao desenvolvimento de modelos de recuperação em áreas demonstrativas, à definição e documentação de procedimentos para facilitar a replicação de ações de recuperação e à promoção de cursos de capacitação de recursos humanos.
“O principal objetivo desses centros é desenvolver modelos para recuperação de áreas degradadas, promover a capacitação para a formação de recursos humanos e disseminar práticas de recuperação e desenvolvimento sustentável como produção de mudas, plantio, tratos silviculturais e capacitação, dentre outros”, afirma o engenheiro florestal da Codevasf, Camilo Cavalcante de Souza.
“O apoio da Codevasf tem sido fundamental para estruturação dos centros oferecendo instalações adequadas para a produção de conhecimento e desenvolvimento dos modelos de recuperação, o que ganha relevância especial neste momento de crise hídrica”, destaca.
A proposta é implantar sete centros de recuperação de áreas degradadas. Destes, cinco já foram implantados: Crad/UnB-Cerrado, em Brasília; Crad/Ufla-Transição Cerrado e Mata Atlântica, em Arcos (MG); Crad/Univasf-Caatinga, em Petrolina (PE); Crad/Ufal-Transição Caatinga e Mata Atlântica, em Arapiraca (AL); e Crad/UFMG-Mata Seca, em Janaúba (MG).(C.Geral).

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MORO É POUCO PARA DESTRUIR LULA, ANALISA COIMBRA


O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi, acredita que a sentença do juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Lula não é suficiente para tirar a popularidade do petista.
"Por mais que se empenhe para cumprir a tarefa de eliminar o ex-presidente do pleito de 2018, o juiz curitibano não abala a grande popularidade", escreve Coimbra em artigo publicado na revista Carta Capital desta semana.
Ele acredita que o favoritismo ao petista deve permanecer para as eleições de 2018, mesmo após a condenação de Moro a 9 anos e meio de prisão. Isso por um motivo simples: quando Moro apresentou a sentença, "nada de realmente novo aconteceu". "Ou havia alguém que supusesse que a sentença do juiz curitibano seria outra?", questiona.
"A condenação de Lula por Moro já estava no cálculo da grande maioria da opinião pública. Quem afirmava estar inclinado a votar em seu nome não imaginava uma absolvição. Quem o rejeitava não passou a desgostar mais por causa de Moro. A maioria dos indecisos, que costumam se resolver por fatores extrapolíticos, é dificilmente afetada à distância em que estamos do pleito", afirma ainda.
Para ele, "vai ser preciso mais do que uma sentença de Moro para atingir a imagem de Lula. Para destruí-lo, a aliança antipetista terá de empregar armas de calibre muito grosso". (247).


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Fazer da campanha eleitoral o caminho de restauração da democracia


Para os partidos tradicionais, as eleições são o momento de definição sobre quem vai dirigir o Estado. Quando estão comprometidos com programas profundamente antipopulares, as eleições são um incômodo, tratam de diminuir o tempo das campanhas, diminuir o número de eleições, tratam de que os governantes eleitos o sejam por mecanismos menos democráticos e tenham menos poder.
As campanhas eleitorais, para o campo popular, para os partidos de esquerda, para os movimentos sociais, ao contrário, não são apenas momentos de disputa pelo governos, mas também processos de mobilização, de difusão da consciência das pessoas, de organização da cidadania. Hoje, desatar imediatamente a pré-campanha, como faz o ex-presidente Lula com a primeira caravana do Nordeste, a partir do dia 20, é colocar em movimento, de forma sistemática e ininterrompida, esse processo democrático de discussão, com as mais amplas camadas do povo, da situação e das alternativas do Brasil para superar a mais profunda e prolongada crise que vive o país.
Não existe defesa abstrata da democracia, nem defesa da democracia separada do resgate concreto para o país recuperar o direito de eleger seu presidente. Não se trata de suspender as lutas atuais ou subordina-las à campanha eleitoral, mas de saber fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Até porque as lutas de resistência ao pacote antipopular do governo golpista só vão encontrar solução com um governo eleito pelo povo. E, ao mesmo tempo, a campanha eleitoral reforçará todas as lutas de resistência popular contra o governo.
Separar um tipo de luta do outro é separar as lutas reivindicativas das lutas politicas e separar estas das lutas pelos direitos da massa da população atingidos pelo governo golpista. E desta vez a antecipação da campanha eleitoral não é uma postura eleitoralistas, que subordina tudo às eleições mas, ao contrario, dar substancia econômica, social, política e cultural à campanha eleitoral. Porque ao mesmo tempo em que ela se desenvolve, se discutem as plataformas e as estratégias de restauração da democracia.
E quando Lula critica os que se restringem só a posturas criticas, que nunca fizeram experiências de governo e não conhecem os desafios de construir blocos sociais e políticos que permitam o sucesso de governos populares, está se referindo a isso. E Lula fala do alto da experiência de maior sucesso nas transformações democráticas do Brasil.
Vinda de alguém como Lula, representa a transmissão a toda a esquerda das lições de quem soube construir as forças que tornaram possível os governos mais importantes da historia do país. Lula diz não apenas que é preciso ter maioria social e política para poder governar, como se isso não se faz, não se governa de forma democrática, para a grande maioria e com o apoio da grande maioria.
A garantia do resgate da democracia começa agora, lançando a candidatura de Lula, incendiando o país, com debates, mobilizações, com incorporando de novos setores à luta, com construção democrática de plataformas. Para impor a política sobre as tentativas de desqualificação jurídica da do direito, é preciso circular o tempo todo, pelo país inteiro, com a mensagem da esquerda, de que Lula é a melhor voz.
Quem não entendeu o sucesso de Lula, quem não decifra o enigma Lula não entende o Brasil. Lula representa hoje não apenas um projeto de superação da crise, mas também o resgate da participação popular, da democracia. Seu direito a ser candidato é um direito político fundamental do povo brasileiro. Sua candidatura representa a retomada do mais importante projeto político da nossa história.
Os próximos meses de campanha serão os decisivos para construir a forca política nacional para reconquistar a democracia e o direito de um bloco popular voltar a dirigir o Estado brasileiro. Foi uma duríssima derrota o golpe contra a democracia, contra as forcas populares, contra a esquerda. Mas se conseguiu conquistar de novo o direito de disputar a direção do país.
Nem desligar a conjuntura do início da campanha das eleições, nem ficar na crítica crítica, sem plataforma, sem alianças, sem candidatos com liderança nacional. Ao contrário, lutar pelo direito de Lula ser candidato, participar com ele nas caravanas por todo o Brasil, intensificar e ampliar as lutas de resistência contra o pacote antipopular do governo, melhorar muito as formas de luta de ideias e de propaganda da visão do país da esquerda. Assim estaremos fazendo da campanha eleitoral o caminho da restauração da democracia no Brasil.(247).


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Governo suspende fiscalização contra o trabalhos escravo e infantil


Enquanto Michel Temer faz gastos bilionários com emendas parlamentares, a fiscalização do Ministério do Trabalho contra o trabalho escravo e o trabalho infantil vai parar em todo o país a partir de meados de agosto. Segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, o contingenciamento imposto pelo governo federal impedirá, por exemplo, que seja comprado combustível para os carros. Assim, nenhum fiscal poderá ir a campo fazer inspeções ou flagrantes.

A fiscalização de condições degradantes de trabalho no campo e em obras também será interrompida. (opovocomanoticia).


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Brasil termina Mundial Paralímpico de Atletismo na nona colocação

Thiago Paulino terminou o Mundial de Atletismo Paralímpico com duas medalhas de ouro no arremesso de disco e lançamento de peso
Thiago Paulino terminou o Mundial de Atletismo Paralímpico com duas medalhas de ouro no arremesso de disco e lançamento de pesoComitê Paralímpico Brasileiro/Divulgação


O Brasil terminou em 9º lugar no quadro geral de medalhas do Mundial de Atletismo Paralímpico de Londres. Os atletas brasileiros ganharam 21 medalhas (oito de ouro, sete de prata e seis de bronze) na competição, que terminou hoje (23).
Com 65 medalhas (30 de ouro, 17 de prata e 18 de bronze), a China ficou em 1º lugar, seguida pelos Estados Unidos, com 59 medalhas (20 de ouro, 18 de prata e 17 de bronze), e pela Grã-Bretanha, que conquistou 39 medalhas (18 de ouro, oito de prata e 13 e bronze).
No último dia de competição no Estádio Olímpico de Londres, o país disputava ainda as finais de cinco provas, com fortes chances de aumentar o número de medalhas, nos 100m da classe T35 (paralisação cerebral), 100m T53 (cadeirante), lançamento de disco F46 (atletas com deficiências nos membros superiores), no arremesso de peso da classe F11 (cegos totais) e no revezamento 4x100m T11-13 (que conta com atletas deficientes visuais).
Mas nenhum doa atletas conseguiu ficar entre os três melhores em suas respectivas provas. Na final dos 100m T35, Fábio Bordignon terminou em 4º, com 12s83; Ariosvaldo Silva terminou a final dos 100m T53 em 5º, com 15s10. No lançamento e disco João Santos terminou em 6º (44.57m) e, Emerson Santos, em 7º (44.39m). Já Izabela Campos terminou a final do arremesso de peso F12 na 11ª posição e a equipe brasileira derrubou o bastão durante o revezamento 4x100m T11-13 e não termina a prova.
Iniciada no dia 13 de julho, esta foi a oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. No total, 25 atletas representaram o país no evento que reuniu Cerca de 1.200 atletas de 90 países e que disputaram 213 medalhas. Em 2015, em Doha, no Catar, o Brasil ficou com a sétima colocação no quadro geral de medalhas do evento. Foram oito medalhas de ouro, 14 de prata e mais 13 de bronze.(EBC).



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Vice-prefeita assume Petrolina durante lua de mel de Miguel Coelho

Luska Portela ficará no cargo até 9 de agosto, data de retorno do prefeito licenciado
Prefeito Miguel Coelho e vice-prefeita Luska Portela

Recém-casado, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), licenciou-se do cargo na manhã deste domingo (23) para viajar para o exterior em lua de mel. Com isso, a vice-prefeita Luska Portela assumiu o comando da prefeitura até o dia 9 de agosto. A transmissão do cargo foi feita em cerimônia na sede municipal com a presença de secretários, vereadores e assessores.
Depois da solenidade, a prefeita e Miguel se reuniram no hotel Nobile para conversar sobre a transição. "Viajo tranquilo, pois a prefeitura está em boas mãos. Luska é preparada e muito sensível para ocupar o cargo", garantiu Miguel. "Nesses primeiros dias, terei reuniões com secretários e diretores para aprofundar as informações e dar encaminhamentos de todos os serviços da prefeitura", relatou Luska.
Luska Portela milita em causas sociais há mais de 30 anos. Foi gestora da Casa Geriátrica por quase duas décadas e secretária de Assistência Social na gestão de Guilherme Coelho. Foi eleita vice-prefeita pelo DEM. (Folhape).

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Uerj pesquisa influência da atividade física das mães na obesidade dos filhos

Pesquisa da Uerj sobre obesidade com ratos
Pesquisa pioneira da Uerj analisa a importância da atividade física de gestantes no processo de geração de filhos saudáveisUerj/Pesquisa/Divulgação




Mais do que informações genéticas misturadas, espermatozoides e óvulos levam no momento da fecundação - e posterior geração de um novo ser -, as peculiaridades e características relativas ao estilo de vida dos pais, o que pode ser determinante no desenvolvimento e nas condições de saúdes dos filhos.
Ciente dessa realidade, doutorandos do Laboratório de Morfologia da Biologia Experimental e Humana da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolvem uma pesquisa pioneira no Brasil para detectar a importância da prática de atividade física de mães no processo de geração de filhos saudáveis, mesmo que os pais tenham uma vida sedentária, sejam obesos ou portadores de doenças como a diabete.
Ainda em fase embrionária, os primeiros resultados da pesquisa desenvolvida pela UERJ indicam que mães com rotina de exercícios físicos ao longo da vida - antes de engravidar e durante a gestação – poderiam desprogramar a herança da obesidade paterna nos filhos.
Usando camundongos como parâmetro para o levantamento, os pesquisadores constataram que os filhos de mães que praticavam atividade física nasceram com peso mais baixo, se comparado com as crias de famílias com pais e mães sedentários.
Preliminarmente, também se constatou que a prática regular de exercícios se mostrou eficaz no aumento da temperatura corporal dos filhotes.
“O trabalho é uma novidade por mensurar a influência da atividade física das mulheres que se exercitam antes e durante a gravidez e que geraram filhos mais magros, independentemente do grau de sedentarismo do país. É claro que os dados são preliminares e são necessários estudos mais amplo a respeito”, admitiu à Agência Brasil a pesquisadora da Uerj Renata Tarevnic.

Professora Renata Tarevnic, pesquisadora da Uerj
Para a pesquisadora Renata Tarevnic, mães treinadas geram filhos com peso menorUerj/Pesquisa/Divulgação

Segundo ela, “é fato que os filhos de mães treinadas com pais obesos nasceram com peso menor do que das mães não treinada também com pais obesos. Ou seja, houve um efeito aparentemente benéfico do exercício que ela fez antes de engravidar, e que permaneceu fazendo durante o período de gravidez, nos filhos nascidos com menos peso. Então, a princípio, a atividade física consegue sim desprogramar a obesidade genética proveniente do pai [obeso] para dos seus filhotes”.
Renata destacou o fato de que, até então, o que se sabia era que a maior parte da epigenética dos filhos era herdada da mãe. “Daí as recomendações comuns nessas circunstâncias: não coma por dois e pratique atividade física. Mas são recomendações que não tinham embasamento cientificamente comprovado”, acrescentou.
“O que queremos com a pesquisa é justamente provar que a mãe pode, de fato, ao praticar atividade física, anular a carga genética negativa decorrente do sedentarismo dos país”, afirmou a pesquisadora.
Objetivo da pesquisa
A pesquisa foi iniciada após a constatação de que não havia estudos sobre a relação entre a herança genética decorrente da obesidade e do sedentarismo paterno e materno assossiados. Professora de Educação Física, Renata Tarevnic, membro do Laboratório de Morfologia da Biologia Experimental e Humana da Universidade Federal, lembrou que já é sabido que a herança genética dos pais obesos pode gerar filhos com doenças metabólicas e hipertensivas.
“Em relação a mãe e ao pai já se tem comprovação científica. Porém, a utilização do exercício como profilaxia somente agora estamos começando a estudar. O estudo abre possibilidade para o fato de que o estilo de vida do pai e da mãe pode ser lembrado pelos gametas e transferido ao embrião, impactando o desenvolvimento da criança e o posterior risco de doenças. Os filhos, portanto, são afetados pelo estilo de vida de ambos os pais e não apenas da mãe grávida.”
De acordo com a pesquisadora, o objetivo agora é provar que a mãe pode vir a suprir o sedentarismo do pai. A pesquisa também vai procurar detectar se os indivíduos que deixam de lado a prática de atividade física e cuidados alimentares com o casamento apresentam mais dificuldades em gerar seus filhos.
“O objetivo principal é provar que a mãe que pratica atividade física pode proteger o filho da carga genética de sedentarismo levada pelo pai, evitando assim o desenvolvimento de crianças obesas e diabéticas em decorrência de problemas gerados pelo sedentarismo do pai.”
Na próxima semana, a equipe de pesquisadores da UERJ envolvidos no projeto vai sacrificar os filhotes. “Aí é que começa toda a parte de análise de proteína e outras ainda mais minuciosas para avançar nas conclusões. “O fato é que os resultados obtidos até agora constituem dados bem relevante e bem significativo”, afirmou.
Outra constatação: “As imagens termográficas, onde a gente mede a temperatura corporal dos filhotes, mostram que os que são provenientes das grávidas treinadas tiveram temperatura não tão elevada e isso deve estar diretamente relacionada com a atividade física exercida pelas gestantes. É um equipamento bem legal onde você vê a gordura marrom, que é responsável pela aceleração do metabolismo, o que também é uma contatação bem legal”.
Abrangência
As informações a que a Agência Brasil teve acesso indicam que o estudo é realizado inicialmente em mais de 100 camundongos com a mesma idade, segmentados de acordo com o peso e estrutura corporal em quatro grupos: mães sedentárias com controle alimentar, mães que praticam uma hora de natação três vezes por semana, pais obesos com alimentação rica em gordura e pais com controle alimentar.
A pesquisa experimental foi dividida em quatro fases e já está na terceira etapa. Na primeira, houve uma revisão de materiais já publicados, enquanto a segunda se baseou na escolha do animal segundo protocolo criado para o desenvolvimento da mesma.
A fase seguinte é onde ocorre o experimento dos grupos durante três meses para posterior acasalamento e a gestação. “Agora, estamos na fase da amamentação e do sacrifício dos filhotes para análise dos dados dos genitores. Em seguida, vem a da maturação dos filhotes sem exercício físico, do sacrifício para posterior análise e cruzamento dos dados”.
Membro da equipe, a nutricionista Priscila Carapeto explicou que os camundongos que participaram do experimento serão dissecados para análise mais profunda dos efeitos do exercício ou da falta dele. “Faremos uma análise proteica, bioquímica e etológica para cruzar todos os dados estatisticamente.”
Obesidade paterna
Uma pesquisa realizada pela professora Fernanda Ornellas, também membro do mesmo laboratório, e divulgada no mês passado, comprovou que a obesidade paterna influencia a prole na vida adulta, com comprometimento no processo de regulação da insulina, remodelação das células que armazenam gorduras e regulam a temperatura corporal e “hiperexpressão” do tecido adiposo de IL-6 e TNF-alfa em prole masculina.
Em contrapartida, a obesidade materna leva ao sobrepeso e alterações no perfil metabólico e no fígado, resultantes da ativação da lipogénese hepática com deficiência beta-oxidação. “Quando ambos os pais são obesos, os efeitos observados na prole feminina e masculina são exacerbados”, admitiu a professora.
Presidente do Conselho Regional de Educação Física (CREF1), o professor André Fernandes alertou para o fato de que a obesidade se tornou um problema mundial. “Um dos fatores para o aumento desta doença é a falta da prática regular de atividade física.É o profissional de educação física que pode acompanhar as pessoas em seu dia a dia, orientando a prática do exercício para que possam ter uma vida mais ativa e sofram menos com com os problemas decorrentes da obesidade”.
Os estudos foram realizados inicialmente em mais de 100 camundongos com a mesma idade
Os estudos foram realizados inicialmente em mais de 100 camundongos da mesma idadeUerj/Pesquisa/Divulgação
Obesidade no mundo e no Brasil
Dados fornecidos à Agência Brasil pelo CREF1 a partir de informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que, em 2025, o mundo terá cerca de 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e mais de 700 milhões de obesos.
No Brasil, a obesidade vem crescendo cada vez mais. Alguns levantamentos revelam que mais de 50% da população está acima do peso, ou seja, na faixa de sobrepeso e obesidade. Entre crianças, esse percentual chegaria a 15%. Para além da alteração na rotina alimentar, os exercícios físicos são fortes aliados na mudança da condição corporal.
A avaliação dos pesquisadores é de que, para além do controle da obesidade, praticar exercícios físicos tem reflexos positivos no reforço da musculatura, do sistema cardiovascular e o aperfeiçoamento das habilidades atléticas. A prática estimula o sistema imunológico, ajuda a prevenir doenças cardíacas, moderam o colesterol, melhoram a saúde mental e ajudam a prevenir a depressão.
A crise na Uerj
A pesquisadora Renata Tarevnic garantiu que a crise da Uerj ainda não atingiu as atividades de pesquisa e as aulas de doutorado não chegaram a ser interrompidas. Ela lembrou, no entanto, que o laboratório utilizado pelos pesquisadores encontra-se “um pouco fora do padrão da universidade e, inclusive, tem incentivo do governo federal”.
“O que pode acontecer mais à frente é que o desenvolvimento da pesquisa e análises necessárias sejam prejudicados pela falta de anticorpos. “Não podermos analisar um figado, um pâncreas. Mas, por enquanto, esse tipo de problema não ocorreu, até porque a pós-graduação não teve suas aulas interrompidas.” (EBC).



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PREVIDÊNCIA DE LULA, BLOQUEADA POR MORO, TEM ORIGEM 100% LÍCITA

Ricardo Stuckert / Instituto Lula

O Instituto Lula divulgou um comunicado neste domingo 23 destacando que a previdência privada mantida pelo ex-presidente com recursos de suas palestras, e bloqueada pelo juiz Sergio Moro na semana passada, tem origem 100% lícita.
O texto informa que a realização de cada uma das 72 palestras para 45 instituições e empresas realizadas pelo ex-presidente entre 2011 e 2014, depois de deixar a presidência e de ser funcionário público, "foi comprovada ao Ministério Público Federal".
Em 2014, quando tinha 68 anos, Lula decidiu aplicar parte dos recursos de sua empresa de palestras em um plano de previdência privada, que tem como beneficiários seus filhos.
"São os cerca de R$ 7 milhões bloqueados na Brasilprev. Um outro plano também bloqueado, no valor de R$ 1,8 milhão, tinha como beneficiária a esposa de Lula, Marisa Letícia, falecida esse ano. Tudo dentro da lei, e feito com toda a documentação", finaliza o texto.
Confira aqui o relatório de palestras divulgado pelo Instituto Lula.
Abaixo, o comunicado:
Entre 2011 e 2014, depois de deixar a presidência e deixar de ser funcionário público, Lula realizou 72 palestras para 45 instituições e empresas de diversos setores econômicos, nacionais e estrangeiras, como a Microsoft, Iberdrola, Telmex, Nestlé e Bank of América. Teve palestra no Museu de História Natural em Londres e na Biblioteca do Congresso Americano, em Washington. No Brasil, além de grandes bancos e construtoras, a Infoglobo, do Grupo Globo, contratou a LILS para uma palestra de Lula na Associação Comercial do Rio de Janeiro, pagando o mesmo valor por palestra que todas as outras empresas.
A realização de cada uma dessas palestras foi comprovada ao Ministério Público Federal por meio de fotos, vídeos e registros na imprensa, além de ter sido confirmada em depoimentos à Justiça por vários contratantes. Relatório com lista e relação de palestras já foi publicado há muito tempo na internet.
Lula poderia ter feito muito mais palestras profissionais do que fez, mas abriu mão de diversos convites pagos para falar, gratuitamente, para sindicatos, movimentos sociais, organizações multilaterais e governamentais, sobre temas como o combate a fome, integração continental e cooperação para o desenvolvimento e a paz mundial. Participou de atividades, gratuitamente, em países como Etiópia e Malauí, dentro da missão de promover políticas públicas de combate à pobreza e à fome.
Em 2014, quando tinha 68 anos de idade, e depois de um câncer, Lula decidiu aplicar parte dos recursos da LILS em um plano de previdência privada (PGBL), que tem como beneficiários seus filhos, que não são bilionários nem donos da Friboi. São os cerca de R$ 7 milhões bloqueados na Brasilprev. Um outro plano também bloqueado, no valor de R$ 1,8 milhão, tinha como beneficiária a esposa de Lula, Marisa Letícia, falecida esse ano.
Tudo dentro da lei, e feito com toda a documentação. (247).

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‘LAVA JATO FEZ CAMPANHA CONTRA DILMA E AGORA ATACA LULA’

Lula Marques/Agência PT | Paulo Pinto/Agência PT


Sindicalista Emanuel Cancella diz que a Operação Lava Jato, além de contribuir para a destruição da Petrobras, atacou Dilma Rousseff e agora visa atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para rifá-lo da disputa pela presidência da República em 2018
"A Lava Jato foi criada a partir da CPI da Petrobrás e fez um trabalho profícuo quando prendeu diretores e gerentes da companhia e confiscou bens, claro que só na gestão do PT, na Petrobrás. Tudo leva a crer que houve uma orquestração para derrubar a presidente e desmoralizar a Petrobrás, pois eram vazamentos diários com factoides envolvendo a presidenta e diminuindo a Empresa, ficando o caminho livre para os gringos levarem nosso ouro negro", afirma.
 
De acordo com o sindicalista, "agora a Lava Jato se dedica exclusivamente e tentar prender sem provas, ou pelo ao menos tornar inelegível, o ex-presidente Luís Inácio da Silva". "A Lava Jato engana a sociedade dizendo que combate a corrupção, na verdade está fazendo política contra os representantes do povo. O PT é só a bola da vez, se outro partido de esquerda estivesse bem nas pesquisas a Lava Jato também o atacaria e inventaria crimes", disse.
 
Cancella afirma que, "assim como a Lava Jato tem apoio da mídia, do MPF e do STF, Hitler também tinha apoio da ampla maioria dos alemães e de grande parte do mundo, tanto que a burguesia francesa fez festa quando os alemães invadiram a França".
 
"Qualquer semelhança entre os tribunais nazistas e a Lava Jato não é mera semelhança, haja vista que, nos tribunais nazistas, para ser condenado, bastava ser judeu, cigano ou negro. Na Lava Jato, todo petista é suspeito e, para ser condenado e preso, não há necessidade de qualquer prova", continua. "Assim como o tribunal nazista de Nuremberg, a Lava Jato irá para o lixo da história; porém; até serem desmascarados, os nazistas fizeram milhões de vítimas. Quantas vítimas ainda irá fazer a Lava Jato?", questionou.   
 
Leia a íntegra da análise:
 
O argumento máximo que ouço dos golpistas, da alta cúpula e da base, é de que a Lava Jato é importante porque prende pessoas poderosas. Quer dizer que prender pessoas poderosas sem provas, por convicção ou pelo domínio dos fatos, é justiça?
 
Assim como a Lava Jato tem apoio da mídia, do MPF e do STF, Hitler também tinha apoio da ampla maioria dos alemães e de grande parte do mundo, tanto que a burguesia francesa fez festa quando os alemães invadiram a França. Qualquer semelhança entre os tribunais nazistas e a Lava Jato não é mera semelhança, haja vista que, nos tribunais nazistas, para ser condenado, bastava ser judeu, cigano ou negro. Na Lava Jato, todo petista é suspeito e, para ser condenado e preso, não há necessidade de qualquer prova.
 
A Lava Jato foi criada a partir da CPI da Petrobrás e fez um trabalho profícuo quando prendeu diretores e gerentes da companhia e confiscou bens, claro que só na gestão do PT, na Petrobrás.
 
Tudo leva a crer que houve uma orquestração para derrubar a presidente e desmoralizar a Petrobrás, pois eram vazamentos diários com factoides envolvendo a presidenta e diminuindo a Empresa, ficando o caminho livre para os gringos levarem nosso ouro negro.
 
Tanto que, depois da saída de Dilma do governo, a Lava Jato parou seus trabalhos na Petrobrás. Foi nomeado então, pelo golpista Michel Temer, o tucano Pedro lalau Parente que entrega a Petrobrás aos gringos, tudo ao arrepio da lei, pois “vende” sem licitação, para quem quer e pelo preço que ele mesmo determina, bens valiosíssimos, tais como:
 
- Campos de Carcará do pré-sal;
- Petroquímica;
- Usinas de biocombustíveis;
- Fábricas de Fertilizantes;
- O os dutos mais importantes, lucrativos e estratégicos da companhia, como o do sudeste- NTS.
 
Agora Lalau tem inclusive o aval da Conselho de Administração para vender a BR.
 
Com essa política de entreguismo de Lalau, só vai restar a área de exploração e produção na Petrobrás, pasmem, Lalau ainda contratou para essa área a petroleira considerada a mais corrupta do mundo, a francesa Total. Lalau finge esquecer que, nessa área, a Petrobrás já conquistou pela 3ª vez o “Oscar” da indústria do petróleo.
 
Enquanto isso, agora a Lava Jato se dedica exclusivamente e tentar prender sem provas, ou pelo ao menos tornar inelegível, o ex-presidente Luís Inácio da Silva.
 
Tudo na Lava Jato busca o estrelismo, aliás, a operação vai virar até filme, a partir de setembro: Operação Lava Jato – Policia Federal: A lei é para todos. Claro: Menos para os tucanos!   
 
A Lava Jato engana a sociedade dizendo que combate a corrupção, na verdade está fazendo política contra os representantes do povo. O PT é só a bola da vez, se outro partido de esquerda estivesse bem nas pesquisas a Lava Jato também o atacaria e inventaria crimes.
 
Nesse uso da justiça para fazer política para os donos do capital, a Lava Jato fez campanha para o senador tucano, Aécio Neves, e não foi só o blog dos delegados da Lava Jato que chamou Lula e Dilma de “anta”.
 
Veio também da Lava Jato, nas vésperas da eleição, a notícia vazada com a farsa de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás, logo virando matéria de capa da Veja e chamada principal do Jornal Nacional da Globo, mesmo já sendo proibida pelo TSE. O próprio advogado do pseudo-delator desmentiu tudo, mas só depois da eleição. Dilma ganhou a eleição mesmo assim, entretanto a Lava Jato e Globo continuaram em campanha, então para  derrubá-la.
 
É bom lembrar que, na Petrobrás, funcionário de carreira além de fazer concurso público, tem investigação social e ficha suja lá não entra. Pedro lalau Parente não é funcionário de carreira, talvez por isso, mesmo sendo réu por venda criminosa de ativos, desde a época de FHC, tenha sido indicado.
 
Lalau, assumiu o posto máximo na empresa indicado por um golpista Michel Temer e, sem nenhum constrangimento, e com o conluio da Lava Jato, cuja principal função seria  investigar a Petrobrás, continua a fazer a festa dos gringos e a derrocada do Brasil.
 
Assim como o tribunal nazista de Nuremberg, a Lava Jato irá para o lixo da história; porém; até serem desmascarados, os nazistas fizeram milhões de vítimas. Quantas vítimas ainda irá fazer a Lava Jato? (247).




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JOESLEY DIZ TER RENASCIDO APÓS DELATAR TEMER E AÉCIO


O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, define como 'o dia do seu renascimento" a data de 17 de maio de 2017, dia em que "vazou para a imprensa o conteúdo do acordo de colaboração premiada que havíamos assinado com a Procuradoria-Geral da República". "Confesso que minha reação foi de medo, preocupação e angústia", diz ele.
Em artigo publicado na Folha de S.Paulo neste domingo 23, Joesley faz um relato dos 67 dias e noites após ter feito acordo de delação premiada, em que entregou, no âmbito da Lava Jato, Michel Temer, Aécio Neves e diversos outros políticos no esquema de corrupção do qual participava a JBS e pelo qual terá de pagar uma multa de R$ 10,3 bilhões.
"Senti-me um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país", escreve. Ele rebate o que chama de "mentiras e folclores em série" divulgados contra ele na imprensa e chama de "completo absurdo" a exibição na TV de imagens de sua família deixando o País, "como se estivéssemos fugindo".
Leia abaixo:
67 dias e 67 noites de uma delação
Dezessete de maio de 2017, aniversário de 12 anos de um dos meus filhos -que deixaria a escola e sairia do país a meu pedido-, foi também o dia do meu renascimento. Senti-me um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país.
Em vez de comemorar seu aniversário, minha filha juntou-se a milhões de brasileiros que tomavam conhecimento de episódios de embrulhar o estômago. Naquele dia vazou para a imprensa o conteúdo do acordo de colaboração premiada que havíamos assinado com a Procuradoria-Geral da República. Confesso que minha reação foi de medo, preocupação e angústia.
Afinal, uma semana antes estivera em audiência no Supremo Tribunal Federal para cumprir os ritos necessários à homologação do acordo. Era essa a notícia que eu estava ansiosamente aguardando, não a do súbito vazamento.
Desde então, vivo num turbilhão para o qual são arrastadas minha família, meus amigos e funcionários.
Imagens minhas e da minha família embarcando num avião, tiradas do circuito interno do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foram exibidas na TV, como se estivéssemos fugindo. Um completo absurdo.
Políticos, que até então se beneficiavam dos recursos da J&F para suas campanhas eleitorais, passaram a me criticar, lançando mão de mentiras. Disseram, por exemplo, que, depois da delação, eu estaria flanando livre e solto pela Quinta Avenida, quando, na verdade, nem em Nova York eu estava.
Para proteger a integridade física da minha família, decidi ir para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, longe da curiosidade alheia. Nessa altura, porém, eu já havia sido transformado no inimigo público número um, e nada do que eu falasse mereceria crédito.
Minha exata localização nem seria assim tão relevante, a não ser por revelar uma estrutura armada com o objetivo de transformar a realidade complexa, plena de nuances, num maniqueísmo primário, em que eu deveria ser o mal para que outros pudessem ser o bem.
Mentiras foram alardeadas em série. Mentiram que durante esse período eu teria jantado no luxuoso restaurante Nello, em Nova York; mentiram que eu teria viajado para Mônaco a fim de assistir ao GP de Fórmula 1; mentiram que eu teria fugido com meu barco.
A lista das inverdades não parou por aí. Mentiram que eu estaria protegendo o ex-presidente Lula; mentiram que eu seria o responsável pelo vazamento do áudio para imprensa para ganhar milhões com especulações financeiras; mentiram que eu teria editado as gravações.
Por fim, a maior das mistificações: eu teria estragado a recuperação da economia brasileira, como se ela fosse frágil a ponto de ter que baixar a cabeça para políticos corruptos.
De uma hora para outra, passei de maior produtor de proteína animal do mundo, de presidente do maior grupo empresarial privado brasileiro, a "notório falastrão", "bandido confesso", "sujeito bisonho" e tantas outras expressões desrespeitosas.
Venderam uma imagem perfeita: "Empresário irresponsável e aproveitador toca fogo no país, rouba milhões e vai curtir a vida no exterior".
A única verdade que sei é que, desde aquele 17 de maio, estou focado na segurança de minha família e na saúde financeira das empresas, para continuar garantindo os 270 mil empregos que elas geram.
Por isso, demos início a um agressivo plano de desinvestimento que tem tido considerável êxito, o que demonstra a qualidade da equipe e das empresas que administramos.
De volta a São Paulo, onde moro com minha mulher e meus filhos, vejo na imprensa políticos me achincalhando no mesmo discurso em que tentam barrar o que chamam de "abuso de autoridade".
Eles estão em modo de negação. Não os julgo. Sei o que é isso. Antes de me decidir pela colaboração premiada, eu também fazia o mesmo. Achava que estava convencendo os outros, mas na realidade enganava a mim mesmo, traía a minha história, não honrava o passado de trabalho da minha família.
Poucos mencionam a multa de R$ 10,3 bilhões que pagaremos, como resultante do nosso acordo de leniência. Essa obrigação servirá para que nossas próximas gerações jamais se esqueçam dessa lição do que não fazer.
Não tenho dúvida de que esse acordo pagará com sobra possíveis danos à sociedade brasileira.

Hoje, depois de 67 dias e 67 noites da divulgação da delação, resolvi escrever este artigo, não para me vitimar -o que jamais fiz-, mas para acabar com mentiras e folclores e dizer que sou feito de carne e osso. E entregar ao tempo a missão de revelar a razão.
JOESLEY MENDONÇA BATISTA, empresário, é dono do grupo J&F (247).

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TJPE abre concurso com 109 vagas e salários de até R$ 5,5 mil nesta segunda

Sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco, no Recife
Sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco, no RecifeFoto: Gabi Albuquerque/Arquivo Folha



Serão abertas, nesta segunda-feira (24), as inscrições para o concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O procedimento poderá ser feito até o próximo dia 24 de agosto, com taxa de R$ 55 para técnicos de nível médio (60 vagas) e R$ 63 para analistas de nível superior (49). Ao todo, serão ofertadas 109 vagas distribuídas em 15 polos do Estado. Os vencimentos variam de R$ 4.222,45 (médio) a R$ 5.502,12 (superior). Outras informações podem ser achadas no edital.
Previstas para 15 de outubro, as provas objetiva de múltipla escolha e discursiva para os cargos de técnico judiciário e oficial de justiça serão realizadas em turno distinto às do cargo de analista judiciário. A duração será de quatro horas. Por se tratar de certame regionalizado, a prova deverá ser realizada no polo onde o candidato estiver concorrendo à vaga.
A prova objetiva de múltipla escolha terá 50 questões com caráter eliminatório e classificatório. Serão 25 questões de conhecimentos gerais – língua portuguesa, raciocínio lógico e legislação – e 25 de conhecimentos específicos de acordo com cada área. Será considerado aprovado na objetiva o candidato que alcançar no mínimo metade do total de pontos da prova, sem zerar nenhuma das disciplinas. Com relação às discursivas, serão corrigidos os textos até a classificação correspondente a cem vezes o número de vagas por cargo/função/polo. O candidato que não obtiver 60% do total de pontos será eliminado.
edital prevê funções para quem possui diplomas de ensino médio e médio técnico em Informática, Rede de Computadores, Manutenção e Suporte em Informática, Sistemas de Computação, Telecomunicações ou Sistema de Transmissão. Para ensino superior, em áreas diversas e nas especificas de Direito, Serviço Social, Pedagogia, Psicologia, Contabilidade, Informática e engenharias Física ou Mecânica com pós-graduação na área de Informática. 
Cinco por cento das vagas serão destinadas a pessoas com deficiência e 20% para negros. A isenção da taxa de inscrição poderá ser solicitada entre segunda e quarta-feira (26), no site www.ibfc.org.br. (Folhape).

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