terça-feira, 1 de outubro de 2019

OUTUBRO ROSA - Recifenses acham autoexame suficiente para detectar câncer de mama

  Por: Diogo Cavalcante
Diagnóstico seguro de câncer de mama necessita de mamografia. Foto: Paulo Paiva/DP
Diagnóstico seguro de câncer de mama necessita de mamografia. Foto: Paulo Paiva/DP

Outubro é o mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama. E a necessidade de esclarecimento se faz oportuna, a partir do momento em que 73% das pessoas na Região Metropolitana do Recife acreditam que o autoexame (toques nos seios e axilas) basta para detectar um tumor. A informação faz parte da pesquisa Câncer de mama hoje: como o Brasil enxerga a paciente e sua doença?, realizada pela Ibope Inteligência em parceria com a farmacêutica Pfizer. Divulgado na última quinta-feira (26), o levantamento traz outro aspecto regional que chama a atenção: só 27% dos recifenses relacionam o surgimento da doença a maus hábitos, como sedentarismo e consumo de álcool.

A maioria dos recifenses acha que o câncer de mama aparece por fatores hereditários (67%). Ainda, uma parcela significativa crê que é culpa da paciente não ter feito os exames preventivos necessários (34%). Por fim, 10% pontuaram que a doença surgiu por ser “destino da pessoa” ou “estar nos planos de Deus” e 2% por guardar mágoa/rancor.

Quanto ao autoexame, o índice de confiança no toque é próximo da média nacional (71%). Vale destacar que 57% dos moradores da capital pernambucana não têm certeza da importância da mamografia - 26% dizem que ela só deve ser feita quando outros exames (ultrassom ou toque) indicarem alterações na mama e 31% não sabem.


Para a mastologista Denise Sobral, coordenadora do serviço de mastologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), os resultados da pesquisa refletem a realidade. “A gente vê essa desinformação na nossa rotina, tanto nos atendimentos pela rede pública quanto nos consultórios particulares. Essa falta de conhecimento é relacionada à falta de sintomas da doença. A paciente pode passar anos com um tumor sem sentir absolutamente nada”, diz.

Arte: Silvino/DP
Arte: Silvino/DP


“Não é incomum encontrar mulheres com mamografias atrasadas. Elas estão nos procurando mais tarde. É como se o câncer fosse uma realidade distante, sendo que cada vez mais diagnosticamos casos graves e avançados. Não vemos uma melhora na questão preventiva”, pontua Denise. Um diagnóstico seguro exige, além do autoexame, fazer uma mamografia ao menos uma vez ao ano.

No entanto, nem é questão de esquecimento, já que o sistema público de saúde nem sempre colabora. No dia 17 de setembro, o Diario mostrou a situação do Hospital Barão de Lucena, um dos centros de referência de mastologia. Por lá, pacientes de todo o estado chegaram a pernoitar no corredor apenas para garantir uma consulta.

"Muito caso deve ficar subnotificado pela dificuldade no acesso aos tratamentos", preocupa-se Marina Sahade, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês. Foto: Diogo Cavalcante/DP
"Muito caso deve ficar subnotificado pela dificuldade no acesso aos tratamentos", preocupa-se Marina Sahade, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês. Foto: Diogo Cavalcante/DP

Em 2019, Pernambuco deve registrar 2.680 novos casos de câncer de mama, sendo o sétimo estado com mais ocorrências em todo o país, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Mas para a médica Marina Sahade, titular do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, o número deve ser maior. “Isso me preocupa. Muito caso deve ficar subnotificado pela dificuldade no acesso aos tratamentos. A gente sabe que muita paciente vai morrer com a doença sem nem ter tido a chance de se cuidar. E é aí que as campanhas fazem toda a diferença”, defende.

“Em São Paulo, recentemente tivemos o Corujão da Saúde, em que hospitais particulares ficam na ativa durante a madrugada para realizar mamografias nas pacientes do SUS. Medidas como essa ajudam a melhorar a fila de atendimento. O que a gente não pode é observar isso com tranquilidade, porque um diagnóstico precoce faz toda a diferença”, finaliza.(DP)




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Congresso peruano dá o troco e suspende presidente da República

Presidente Peru
Presidente Peru (Foto: Karel Navarro/Sputnik)

Sputnik - O presidente do Peru, Martín Vizcarra, ordenou na segunda-feira (30) o fechamento do Congresso e convocou eleições legislativas em meio a uma crise com o Poder Legislativo por conta da nomeação de juízes do Tribunal Constitucional. 
A reação dos parlamentares foi suspender o presidente. 
"De acordo com a Constituição Política do Peru, decidi dissolver constitucionalmente o Congresso e convocar eleições para o Congresso da República; esse é um ato constitucional previsto no artigo 134 da Constituição", afirmou Vizcarra em mensagem televisionada em rede nacional.  
O Congresso, que trataria de uma questão de confiança pleiteada pelo Poder Executivo, aprovando um novo mecanismo para selecionar os membros do Tribunal Constitucional, decidiu contestar o presidente por ignorar o projeto iniciando a seleção de um dos membros desse tribunal diretamente.  
O presidente então optou pela decisão do fechamento que, segundo a Constituição, é um poder presidencial quando o Legislativo nega duas vezes no mesmo mandato a confiança solicitada pelo Executivo.  
Em resposta, o Congresso decidiu pela suspensão "temporária" por um ano de Vizcarra por "incapacidade moral", e nomeou como presidente interina a vice-presidente do parlamento, Mercedes Aráoz. 
"Estou assumindo temporariamente a Presidência da República", afirmou Aráoz antes afirmar que Vizcarra "incorreu em grave infração constitucional".  
O Peru agora vive um impasse institucional, com dois presidentes, Vizcarra e Aráoz.


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FOLHA POLÍTICA - Paulo Câmara muda postura e intensifica agenda nacional

Aliados admitem mudança de postura e ação mais “ativa”

   Por: Renata Bezerra de Melo
Paulo Câmara (PSB)
Paulo Câmara (PSB)Foto: Rafael Furtado/ Folha de Pernambuco


Há uma mudança de estratégia em curso e ela inclui uma dedicação maior do governador Paulo Câmara à agenda nacional. A participação recente dele na Climate Week, em Nova York, faz parte desse roteiro. Antes de se dirigir ao evento, o socialista apresentou, aos governadores do Nordeste, a proposta de falar em nome deles e recebeu carta branca. Fez uma apresentação, demarcando posição em contraponto à passagem de Jair Bolsonaro pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Na ocasião, concedeu entrevista ao jornal Valor Econômico. Além de apontar que a posição de Bolsonaro na ONU "levantou mais muros do que construiu pontes", defendeu a unidade das esquerdas em 2022 e disse que vai trabalhar por essa união. Aliados admitem que há uma mudança de postura e que ele está se "colocando mais na pauta nacional".
Nesta semana, o governador receberá o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos. Como a coluna antecipou, a agenda deve se configurar num movimento de aproximação institucional entre o Governo Federal e o Governo de Pernambuco. Fontes ligadas ao governador dizem que não dá para radicalizar de forma a prejudicar a pauta administrativa. No Palácio das Princesas, há previsão de agenda do governador com o ministro Sérgio Moro para o dia 21. No domingo, o The Washington Post estampou matéria sobre Fernando de Noronha, tratando a ilha como modelo de desenvolvimento sustentável para o Brasil e traçando novo contraponto em relação ao presidente Jair Bolsonaro. Ontem, Paulo Câmara cumpriu agenda em Brasília. Na pauta, assinatura de convênio com o BID e reuniões, junto com governadores do Norte e Nordeste, com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a distribuição de recursos do pré-sal. Essa postura "mais ativa" de Câmara na esfera nacional inclui a ampliação do contato com jornalistas, que também deve ser intensificado daqui para frente.

Filiação de Edilson...
O ex-deputado estadual Edilson Silva já havia tido jantar com o governador Paulo Câmara, como a coluna antecipara, como passo prévio para sua filiação ao PCdoB. O ingresso na sigla, agora, tem data para ser formalizado. Será na próxima segunda-feira, às 19h, no restaurante Pé de Canela, em Santo Amaro.
...na segunda > Vice-governadora e presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos estará presente, assim como o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, e os deputados Renildo Calheiros e João Paulo. Lideranças nacionais como Flávio Dino, Manuela D’Ávila e Jandira Feghali gravarão mensagens em vídeos.
Efeito Janot > O presidente da OAB-PE, Bruno Baptista, defende que o Judiciário no estado reveja a dispensa de revista de magistrados e membros do Ministério Público ao ingressar nos fóruns e tribunais. A medida, alinhada com a posição da OAB Nacional, foi defendida após as revelações do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot de que entrou armado no STF para matar o ministro Gilmar Mendes.
Compulsivo > Em audiência pública sobre Reforma Política, na OAB-PE, o líder do PSB na Câmara, Tadeu Alencar, criticou a fragmentação de partidos: “Temos 28 legendas com representação na Câmara e mais de 50 para serem criadas. Nada justifica essa criação compulsiva de partidos políticos”.
Cara no sol > Para Tadeu, a proibição de coligações em eleições proporcionais, prevista para 2020, é uma das soluções para essa multiplicidade partidária. “Essa iniciativa obrigará que cada partido dispute com o próprio rosto, com seus valores e dará mais nitidez ao voto popular”, diz Tadeu. 



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Pobreza se alastra na Argentina

(Foto: Aquiles Lins)


AFP - A pobreza na Argentina se alastra, tendo aumentado de 32,0% para 35,4% no primeiro semestre deste ano, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) nesta segunda-feira (30).
O presidente Mauricio Macri, em campanha para seguir no cargo nas eleições de 27 de outubro, lamentou o resultado. "Infelizmente reflete a situação em que vivemos e, apesar de doer, devemos olhar para frente", disse.
"Estão abaixo da linha da pobreza 10.015.728 pessoas", mais de um terço das pessoas que vivem nos 31 grandes centros urbanos do país analisados pelo Indec, informou o instituto.
O índice de indigência, que mede aqueles em situação de pobreza que não conseguem atender às suas necessidades mínimas de qualquer tipo, aumentou de 6,7% para 7,7% no mesmo período, entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro de 2019.


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Hoje é Dia do Idoso. Envelhecer com qualidade de vida é possível

Resultado de imagem para Dia do Idoso

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional do Idoso (hoje, 1º de outubro) é uma oportunidade para que as pessoas lembrem que a idade chega para todos, e que, com ela, novas dificuldades surgirão. Especialistas consultados pela Agência Brasil, no entanto, garantem: é possível envelhecer com qualidade de vida.
Segundo o médico geriatra e diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) Renato Bandeira de Mello, qualidade de vida é algo subjetivo: depende da percepção do indivíduo sobre o que é felicidade.
Mas, em termos gerais, acrescenta o geriatra, qualidade de vida na velhice está associada a vida ativa: a busca por hábitos saudáveis como atividade física, alimentação saudável; e a manter a mente estimulada com novas atividades. Outro fator associado à qualidade de vida na terceira idade são as relações sociais.“Isso significa contato com a família, amigos e colegas de trabalhos”, resume Mello.
Família
O papel da família para a qualidade de vida do idoso, além de relevante, está previsto em leis. “Mais do que um papel, os familiares têm obrigação com os idosos. Isso, inclusive, é respaldado pelo Estatuto do Idoso”, explica o diretor da SBGG.
Nesse sentido, o estatuto prevê que a família se envolva nos cuidados e na proteção do idoso, “respeitando os seus limites e a autonomia a fim de não o cercear de suas liberdades e desejos”, acrescenta Mello.
Coordenadora-geral do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Eunice Silva destaca ser o ambiente familiar o que registra a maioria das violações de direitos da pessoa idosa. Segundo ela, entre os fatores que resultam em enfermidades, quedas, demência e internamentos prolongados estão a violência doméstica, os maus tratos e o abandono.
“É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, cidadania, liberdade e dignidade, ao respeito e às convivências familiar e comunitária”, argumenta a coordenadora do conselho que é vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH),

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Em livro, Janot revela esforço de Dallagnol para enganar STF e perseguir Lula

  

Do PT no Senado - O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot confessou no livro “Nada menos que tudo”, onde relata histórias de sua passagem pela chefia do Ministério Público Federal, que em setembro de 2016 foi procurado pelo chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e outros integrantes da República de Curitiba com o objetivo de pressioná-lo a dar prioridade nas denúncias contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele conta que se negou a atender ao pedido porque não poderia desobedecer a uma decisão anterior do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, que morreria depois, num acidente trágico de avião em 19 de janeiro de 2017.
Segundo Janot, Dallagnol e outros integrantes da Lava Jato – os procuradores Januário Paludo, Roberson Pozzobon, Antônio Carlos Welter e Júlio Carlos Motta Noronha – o pressionaram a oferecer denúncia contra Lula por organização criminosa pouco depois deles terem acusado formalmente o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Antes, durante a fase inicial do caso do tríplex, Teori havia autorizado o uso de documentos obtidos no inquérito sobre organização criminosa relacionada ao PT com a força-tarefa.
“Eles haviam me pedido para ter acesso ao material e eu prontamente atendera. Na decisão, o ministro deixara bem claro que eles poderiam usar os documentos, mas não poderiam tratar de organização criminosa, porque o caso já era alvo de um inquérito no STF, o qual tinha como relator o próprio Teori Zavascki e cujas investigações eram conduzidas por mim”, conta Janot. Os procuradores ignoraram a decisão do ministro do STF e, no famoso power point apresentado à imprensa com alarde colocaram Lula no centro da organização criminosa, conforme o desejo de Deltan Dallagnol, mesmo diante de frágeis evidências.
A revelação de Janot reforça as denúncias da Vaza Jato, trazidas à tona pelo site The Intercept Brasil e outros veículos da grande imprensa, de que os procuradores montaram um conluio junto com ex-juiz Sérgio Moro para condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá. Nos autos do processo, não havia provas e nem evidências apontando que o imóvel pertencia a Lula e teria sido entregue pela OAS como parte de uma propina oferecida pela empreiteira. A delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro foi sendo moldada à medida que os procuradores o pressionavam a confessar para obter o benefício da redução da pena. Com idas e vindas, até que o delator incluísse Lula, mesmo sem nada que mostrasse em que o ex-presidente teria beneficiado a empreiteira para receber em troca o apartamento como favorecimento da construtora. Lula acabou condenado por Sérgio Moro por “fato indeterminado”.
“Eles queriam que eu denunciasse imediatamente o ex-presidente Lula por organização criminosa, nem que para isso tivesse que deixar em segundo plano outras denúncias em estágio mais avançado”, relata Janot no capítulo 15 do seu livro. “‘Precisamos que você inverta a ordem das denúncias e coloque a do PT primeiro’, disse Dallagnol, logo no início da reunião”. No livro, o ex-procurador rechaçou o pedido: “‘Não, eu não vou inverter. Vou seguir o meu critério. A que estiver mais evoluída vai na frente. Não tem razão para eu mudar essa ordem. Por que eu deveria fazer isso?’, respondi”.
Paludo disse, então, que Janot teria que denunciar o PT e Lula logo. Isso porque, se não tomasse tal decisão, a denúncia apresentada pela força-tarefa contra o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ficaria descoberta. “Pela lei, a acusação por lavagem depende de um crime antecedente, no caso, organização criminosa”, conta o ex-procurador-geral. “Ou seja, eu teria que acusar o ex-presidente e outros políticos do PT com foro no Supremo Tribunal Federal em Brasília para dar lastro à denúncia apresentada por eles ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Isso era o que daria a base jurídica para o crime de lavagem imputado a Lula”.
Rodrigo Janot relata: “Ora, e o que Dallagnol fez? Sem qualquer consulta prévia a mim ou à minha equipe, acusou Lula de lavar dinheiro desviado de uma organização criminosa por ele chefiada. Lula era o ‘grande general’, o ‘comandante máximo da organização criminosa’, como o procurador dizia na entrevista coletiva convocada para explicar, diante de um PowerPoint, a denúncia contra o ex-presidente. No PowerPoint, tudo convergia para Lula, que seria chefe de uma organização criminosa formada por deputados, senadores e outros políticos com foro no STF”.
Em 15 de setembro, Dallagnol deu a famosa coletiva em que não aponta provas, mas externa suas convicções. “Provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese. Todas essas informações e todas essas provas analisadas como num quebra-cabeça permitem formar seguramente, formar seguramente a figura de Lula no comando do esquema criminoso identificado na Lava Jato”, disse o chefe da força-tarefa da Lava Jato. Na mesma entrevista, Pozzebon confirmou: “Precisamos dizer desde já que, em se tratando da lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento”.
A tensa reunião é descrita pelo ex-procurador-geral com diálogos duros trocados entre os colegas de Ministério Público. “‘Se você não fizer a denúncia, a gente perde a lavagem’, reforçou Dallagnol, logo depois da fala de Paludo. ‘Eu não vou fazer isso!’, repeti. ‘Você está querendo interferir no nosso trabalho!’, exclamou Dallagnol, aparentemente irritado. ‘Eu não quero interferir no trabalho de vocês. Ao que parece, vocês é que querem interferir no meu. Quando houve o compartilhamento da prova, o ministro Teori excluiu expressamente a possibilidade de vocês investigarem e denunciarem o Lula por crime de organização criminosa, que seguia no Supremo. E vocês fizeram isso. Vocês desobedeceram à ordem do ministro e colocaram como crime precedente organização criminosa. Eu não tenho o que fazer com isso’, eu disse”.


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"A verdade vencerá e é isso que tira o sono deles", diz Lula a Paulo Coelho

Lula agradece Paulo Coelho
Lula agradece Paulo Coelho (Foto: Stuckert/Reprodução)

Da revista Fórum – O ex-presidente Lula respondeu, através de uma mensagem postada em suas redes sociais por sua equipe nesta segunda-feira (30), ao escritor Paulo Coelho.
“Querido Paulo Coelho, recebi sua mensagem. Obrigado pela solidariedade. Não vou aceitar favor daqueles que deixaram o país refém da mentira. Não me aflijo nem negocio minha dignidade. A verdade vencerá. E é isso que tira o sono deles”, disse o petista.
Saiba mais em reportagem da Reuters:
BRASÍLIA (Reuters) - Depois de passar boa parte do dia reunido com seus advogados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma carta nesta segunda-feira em que anuncia que não pretende aceitar a mudança para o regime de prisão semiaberto, a que tem direito a partir deste mês de setembro.
“Não troco minha dignidade pela minha liberdade”, escreveu Lula em carta divulgada por meio do advogado Cristiano Zanin. “Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha liberdade.”
Na semana passada, os 15 procuradores que compõe a força-tarefa da Lava Jato assinaram juntos uma petição em que se manifestam favoravelmente à progressão de pena do ex-presidente por ele ter alcançado o 1/6 da condenação de 8 anos, 10 meses e 20 dias no caso do apartamento tríplex no Guarujá.
À tarde, ao sair de reunião com Lula, Zanin afirmou que a defesa ainda não foi chamada a se manifestar sobre a progressão de regime, mas confirmou que a decisão do presidente é permanecer no regime fechado, pelo menos até que o STF julgue o pedido de nulidade do processo apresentado pela defesa.
“Não está se cogitando de nenhum tipo de descumprimento de decisão judicial. Está se cogitando uma decisão tomada pelo ex-presidente Lula que a partir do momento em que ele não reconhece a legitimidade do processo e da condenação ele não está obrigado a aceitar qualquer condição do Estado”, disse Zanin ao sair do encontro com o ex-presidente em Curitiba.
Desde o final de abril, quando o STJ reduziu a pena do ex-presidente, parte do PT começou a fazer as contas para a progressão de pena. Um grupo interno defendia que Lula pleiteasse o semi-aberto para sair da cadeia depois de mais de 540 dias, disseram à Reuters fontes ligadas ao partido.
A avaliação desses petistas é que seria mais difícil recolocar Lula na cadeia depois de ele estar no semi-aberto - o ex-presidente tem ainda outros processos pela frente, e o que envolve o do sítio de Atibaia deve ter uma decisão em segunda instância nos próximos meses - e o ex-presidente poderia fazer mais pela oposição do lado de fora.
No entanto, desde o início Lula já havia avisado que não aceitaria nenhum benefício porque não reconhece a condenação. Ele já havia dito a seus advogados que não fizessem o pedido de progressão e, por exemplo, apesar de ter lido dezenas de livros no período que está preso, não apresentou nenhuma resenha - por lei, cada uma apresentada reduz quatro dias da pena.
De acordo com uma das fontes ouvidas pela Reuters, quem foi conversar com Lula sobre o assunto já sabia qual seria sua resposta. “Ninguém tentou convencê-lo de nada. Já sabiam a posição dele”, disse.
Lula está preso desde 7 de abril de 2018 em uma cela da Superintendência da PF em Curitiba. Desde que chegou à cidade para cumprir sua pena, uma vigília constante, formada por integrantes de movimentos sociais e pessoas comuns, se mantém em frente ao local.




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COMUNICADO Presidente do Peru anuncia dissolução do Congresso

  Por: Agência Brasil
Em comunicado, presidente do Peru anuncia dissolução do Congresso
Foto: ANDINA/AFP / Renato PAJUELO

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, anunciou hoje (1º) a dissolução constitucional do Congresso da República e a convocação de novas eleições parlamentares. Em mensagem transmitida a todo o país, o presidente afirmou que a decisão é um ato constitucional previsto no Artigo 134 da Constituição peruana.

"Diante da negação da confiança e em relação à natureza irrestrita da Constituição, decidi dissolver constitucionalmente o Congresso e convocar eleições para o Congresso”, disse o presidente. “E, finalmente, que seja o povo que defina a quem ele dá a razão, se à maioria parlamentar que eu dissolvi hoje e me opus ou se ele dá a razão ao Executivo escolhendo uma nova maioria ".

Nesse sentido, ele disse que o fechamento do Congresso está dentro de seus poderes contidos na Constituição "e busco fornecer uma solução democrática e participativa para um problema que o país arrasta há mais de três anos".

"Encerrando esse estágio de aprisionamento político que impediu o Peru de crescer no ritmo de suas possibilidades. Que essa medida excepcional permita que os cidadãos finalmente se expressem e definam o futuro de nosso país nas urnas", acrescentou.

Linhas governamentais
 
O presidente lembrou que, há um ano e meio, assumiu a presidência após uma enorme crise institucional gerada em eventos que culminaram na renúncia do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski.

 “A partir do discurso de posse, levantei as linhas centrais do meu plano de governo, com a luta contra a corrupção e o fortalecimento institucional como dois de seus principais pilares. Esse discurso, aplaudido no Congresso, mais tarde foi transformado em um Decreto Supremo, de onde estávamos dando passos para cumprir o compromisso assumido perante os peruanos ”, afirmou.

Ele disse que esse "caminho urgente" para o Peru não seria fácil se o Congresso não estivesse disponível, mas se tornou mais complexo "dada uma oposição sistemática ao desenvolvimento da reforma da Justiça, da reforma política e de qualquer medida que se vá contra os esquemas de impunidade e de proteção de interesses subalternos”.

"Ainda mais, quando a maioria parlamentar recorre a inúmeros argumentos políticos e armadilhas destinadas a prejudicar não o governo, mas a sociedade como um todo", acrescentou.





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