domingo, 29 de setembro de 2019

UFPA divulga abertura de dois Processos Seletivos Especiais para admissão em 2020

pse2019


A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulga a abertura de dois Processos Seletivos Especiais para admissão em 2020. Os candidatos vão concorrer a vagas no curso de Educação do Campo, ofertado nas cidades de Abaetetuba, Altamira e Cametá, e no curso de Licenciatura Integrada em Matemática e Linguagens, na cidade de Mocajuba. As inscrições para ambos os PSE pode ser feita aqui.
Para o curso de Educação do Campo (PSE UFPA 2020-3) serão ofertadas 270 vagas. As inscrições ocorrerão até o dia 30 de setembro. O PSE ocorrerá em duas etapas: a primeira é a prova objetiva e a redação em Língua Portuguesa; e a segunda é a entrevista pessoal. O candidato será selecionado conforme a oferta de vagas na sua localidade (Abaetetuba, Altamira ou Cametá) e de acordo com o seu desempenho nas etapas de seleção.
O Curso de Licenciatura em Educação do Campo se destina à seleção de candidatos que sejam: agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados da Reforma Agrária, quilombolas, caiçaras, indígenas e outros povos tradicionais. Os candidatos devem atuar como educadores do campo, habitar no campo e pertencer a comunidades do campo, sem formação de nível superior iniciada ou concluída.
Já no curso de Licenciatura Integrada em Matemática e Linguagens (PSE UFPA 2020-2) serão ofertadas 24 vagas que não foram preenchidas no PSE anterior. A inscrição será feita até o dia 11 de outubro. As vagas são destinadas aos candidatos que, no Enem/2018, obtiveram pontuação maior ou igual a 500 (quinhentos) na redação. Não haverá aplicação de provas. A seleção será feita com base nos resultados dos candidatos no Enem/2018.
Inscrição – De acordo com o edital para o PSE do curso de Educação do Campo, as inscrições podem ser feitas até o dia 30 de setembro, no site. Não há taxa de inscrição, porém os candidatos devem gerar e imprimir o “boleto de pagamento”, para comprovar sua inscrição no PSE/UFPA 2020-3. O candidato PcD deve informar, no ato da sua inscrição, em campo próprio, o tipo de atendimento compatível com a sua deficiência para a realização da prova.
Para homologar a inscrição, os candidatos deverão entregar o boleto de pagamento, o histórico e diploma escolar do Ensino Médio e a declaração de pertencimento nos locais indicados no edital.
Caso encontrem dificuldades em realizar a inscrição, os candidatos podem ir à faculdade de Etnodiversidade (campus de Altamira), à faculdade de Educação do Campo (campus de Cametá) ou à faculdade de Formação e Desenvolvimento do Campo (campus de Abaetetuba), onde receberão auxílio presencial.
Para se inscrever no curso de Licenciatura Integrada em Matemática e Linguagens, os candidatos deverão acessar o link. As inscrições vão até o dia 11 de outubro. De acordo com o edital, a taxa de inscrição é de R$ 15,00 (quinze reais). O pagamento da taxa deve ser feito até o dia 16 de outubro, via boleto bancário, que deverá ser impresso pelo candidato ao fim de sua solicitação de inscrição, seguindo as instruções contidas no próprio boleto.
O recolhimento da taxa de inscrição será feito em nome da Universidade Federal do Pará (UFPA). No caso de haver candidato com mais de uma taxa de inscrição paga, será considerada a que apresentar o mais alto número de protocolo. Em hipótese alguma será ressarcido o valor da taxa de inscrição.
Serviço:
Divulgação da abertura de dois Processos Seletivos Especiais – 2020
30 de setembro - Fim da inscrição no curso de Educação do Campo
Link do edital e inscrição.
11 de outubro - Fim da inscrição no curso de Licenciatura Integrada em Matemática e Linguagens.
Link do Edital e inscrição
Mais informações no site
Texto: Maiza Santos – Assessoria de Comunicação da UFPA
Arte: MkT Ascom




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Sondagem 247: para 76%, Lula só deve sair com liberdade plena

(Foto: Felipe Gonçalves/Brasil 247)

O Brasil 247 fez uma enquete neste domingo (29) com 4.500 assinantes da TV 247, publicada na Comunidade do canal no YouTube, sobre a progressão do regime da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo pedido do fechado para o semiaberto foi feito pelos procuradores da Lava Jato. 
Perguntados se o Lula deve aceitar o regime semiaberto, 76% responderam que não, que Lula deve aceitar apenas a liberdade plena. Para 15% dos membros da comunidade, a decisão de Lula depende das condições impostas pela juíza Carolina Lebbos. 
Apenas 10% disseram que Lula deve aceitar a progressão para o semiaberto, porque o Brasil precisa dele mais ativo politicamente.
O ex-presidente Lula tem se manifestado reiteradamente que não aceita ir para o regime semiaberto e defnde que só sairá da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba com sua inocência plenamente reconhecida. 
Por outro lado, familiares e líderes do PT e da esquerda defendem que Lula fora da prisão fortalece a luta pela sua liberdade plena e a oposição ao governo de Jair Bolsonaro. 
Leia aqui a pesquisa e comentários dos assinantes. 


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Tristeza e revolta! Bebê de 8 meses é degolada pelo próprio tio em Altinho-PE

Menina foi mantida refém e morta no banheiro da casa onde morava, afirma PM.

Resultado de imagem para sirene gif da policia

Uma bebê de oito meses foi degolada pelo próprio tio na manhã desta sexta-feira (26) no sítio Taquara, na zona rural de Altinho, no Agreste de Pernambuco. Segundo a Polícia Militar, a criança estava sendo feita refém no banheiro da casa onde morava.
Ainda de acordo com a policia, conforme familiares, o homem chegou em casa por volta das 2h da manhã, com o estado psíquico alterado, muito agressivo e quebrando os móveis da residência. Os outros moradores, a mãe, padrasto, a irmã e o cunhado, saíram do imóvel, alegando estarem com medo do comportamento dele. No entanto, deixaram a criança dentro da residência e o suspeito se trancou com ela dentro do banheiro.
O Corpo de Bombeiros informou que tentou negociar junto com a PM a liberação da menina, mas ao entrar dentro da casa a bebê já estava morta. Ainda de acordo com polícia, o suspeito possui problemas mentais. Ele foi preso em flagrante e levado para a delegacia. A Polícia Civil vai investigar o caso.(G1-Caruaru-PE)


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MUNDO - Navio que transportava petróleo explode na Coreia do Sul

Cargueiro estava ancorado em porto na Coréia do Sul explodiu neste sábado e atingiu outra embarcação. Segundo a polícia local, 46 pessoas que estavam a bordo das embarcações foram resgatadas
  Por: Agência Brasil
Explosão no navio que transportava petróleo ainda atingiu outra embarcação
Explosão no navio que transportava petróleo ainda atingiu outra embarcaçãoFoto: Reprodução.

Um navio cargueiro, ancorado em um porto na Coreia do Sul, explodiu ontem (28). Uma embarcação nas proximidades também pegou fogo. A polícia diz que todas as 46 pessoas a bordo das duas embarcações foram resgatadas.

Segundo a polícia e a agência de notícias da Coreia do Sul, Yonhap, o navio, transportando 25 mil toneladas de derivados de petróleo, estava ancorado em um porto na cidade de Ulsan, no sul do país, quando houve explosão. Uma foto tirada no local mostra a chama e a fumaça negra saindo da embarcação.
A polícia afirma que duas pessoas ficaram feridas, mas não estariam correndo risco de vida.




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LAJA-JATO Lula: "Eu só saio daqui com 100% de inocência"

EX-PRESIDENTE
Lula diz que seria "um prazer" sair da prisão e Moro e Deltan entrarem
FOTO: Arquivo/AFP
FOTO: Arquivo/AFP


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde abril de 2018, afirmou em entrevista ao site GGN que seria “um prazer” que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol entrassem em seu lugar. “Eu só saio daqui com 100% de inocência, e o maior prazer seria sair daqui e o Moro entrar no meu lugar. Ele e o Dallagnol”.

A declaração do petista foi em razão da expectativa dele passar para o regime semiaberto, situação que o ex-presidente já disse não aceitar porque, segundo antecipou, só que deixará a prisão com “100% de inocência”. Lula cumpre pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como já cumpriu um sexto da pena e por isso tem direito a mudar de regime. 

Ainda na função de juiz, Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, foi o responsável por condenar Lula em primeira instância no processo do tríplex do Guarujá (SP). A denúncia do caso foi feita pela força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal no Paraná, que é coordenada por Dallagnol. A condenação foi confirmada em instâncias superiores, o que levou o ex-presidente à prisão. Na semana passada, a força-tarefa da Lava Jato se manifestou a favor da progressão de regime de Lula para o semiaberto. A decisão sobre o tema ficará a cargo da juíza federal Carolina Lebbos.

Ainda na sexta, a defesa do petista também não deu certeza de que tem interesse na progressão de regime, e disse que o assunto seria discutido com Lula. “O ex-presidente Lula deve ter sua liberdade plena restabelecida porque não praticou qualquer crime e foi condenado por meio de um processo ilegítimo e corrompido por flagrantes nulidades”, declarou o advogado Cristiano Zanin Martins.
Na entrevista ao GGN, o petista também deixou claro que não aceitaria deixar a cadeia mediante condições como o uso de uma tornozeleira eletrônica. “Não sou pombo”, afirmou. Desde que passou a ser alvo da Lava Jato, Lula mantém o discurso de que é inocente e perseguido politicamente. A ida para o semiaberto poderia assemelhar, ao menos do ponto de vista político, seu caso ao de outros presos na operação. A entrevista com Lula foi gravada na quarta-feira (25) e publicada neste sábado (28). 

A socióloga Rosângela da Silva, namorada de Lula, via Twitter, também refutou a possibilidade de o ex-presidente ir para o semiaberto. “A liberdade irá nos alcançar mas não virá assinada por aqueles que fraudaram a Justiça! #lulainocente #liberdadeplena”, declarou na rede social. (DP)





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Filho de Teori coloca em dúvida 'acidente' com o pai após confissão de Janot

Filho de Teori Zavascki pede investigação sobre emails de Moro e Dallagnol
Filho de Teori Zavascki pede investigação sobre emails de Moro e Dallagnol (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

"Francisco Zavascki, filho de Teori, se manifestou em seu Facebook após Rodrigo Janot revelar os planos para matar Gilmar Mendes", informa o colunista Lauro Jardim.
 "O ex-Procurador Geral da República abertamente admitindo que queria matar um Ministro do STF e ainda tem gente querendo me convencer que o avião caiu por acidente!", postou ele
Teori Zavascki, então relator da Lava-Jato no STF, morreu em janeiro de 2017 num acidente de avião na região do litoral de Paraty (RJ).(247)




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SAÚDE - Anvisa suspende importação de insumo para remédio contra azia e úlcera gástrica

   Por: Estadão Conteúdo - Estadão Conteúdo
Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay
Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) suspendeu a importação, o uso e a comercialização do insumo farmacêutico ranitidina, medicamento usado no tratamento de úlceras gástricas e azia, fabricado pela Saraca Laboratories Limited, empresa com sede na Índia. O motivo da suspensão é a detecção de uma impureza chamada N-nitrosodimetilamina (NDMA).

A ação tem caráter preventivo e cautelar - já que estudos recentes, feitos em animais, identificaram a NDMA como um possível agente cancerígeno humano. A NDMA é uma nitrosamina, substância que pode ser encontrada na água e em alimentos, mas não é esperado que cause danos quando ingerida em níveis muito baixos.

Nos EUA, a agência responsável pela regulação de medicamentos, FDA (Food and Drug Administration), identificou níveis baixos de impurezas em medicamentos, mas ainda não há uma definição do real risco já que as quantidades identificadas são pouco maiores do que as que podem ser encontradas em alimentos comuns.

Com a suspensão, o insumo farmacêutico ativo deste fabricante específico não pode mais entrar no país. Os medicamentos com ranitidina têm perfil de segurança bem estabelecido e são amplamente utilizados para azia e úlceras estomacais. Nesse momento, não há recomendação de suspensão, mas existem vários outros medicamentos utilizados para as mesmas indicações que podem ser usados como alternativas terapêuticas - como o Omeprazol, por exemplo.




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MUNDO - Trump repete roteiro de 2016 para tentar embaralhar processo de impeachment

Para derrubar Trump, além da votação na Câmara, de maioria democrata, o Senado precisa declará-lo culpado com apoio de dois terços dos parlamentares

   Por: Folhapress
Donald Trump
Donald TrumpFoto: Nicholas kamm/ AFP

O roteiro é bem conhecido por Donald Trump. O presidente repete a estratégia usada há três anos e tenta atingir o democrata Joe Biden -seu potencial adversário na eleição do próximo ano- da mesma maneira que avançou sobre Hillary Clinton na corrida pela Casa Branca em 2016.

Com receituário que vai da distorção de notícias a ataques pessoais, Trump quer imprimir um trauma na oposição que persista até 2020, ao mesmo tempo em que alimenta um ambiente nebuloso para o inquérito de impeachment aberto contra ele no Congresso.

Foi assim que o republicano fez com que Hillary fosse dragada por suspeitas em torno da fundação Clinton e o escândalo do uso de servidores privados de e-mail quando era chefe da diplomacia americana. Mesmo que a investigação formal do FBI tenha afirmado que sua conduta fora "extremamente descuidada", mas não suficiente para recomendar indiciamento, a democrata não conseguiu se livrar da narrativa reforçada por Trump.
Agora, ao mirar Biden -um dos primeiros colocados na arena democrata para a eleição de 2020-, insiste na acusação de que o adversário está envolvido em irregularidades. "Trump parece estar revivendo a mesma estratégia que usou contra Hillary Clinton, distorcendo reportagens em uma teoria da conspiração complicada e difícil para as pessoas entenderem", afirma Barbara McQuade, professora especialista em segurança nacional da Universidade de Michigan. "Mas ele vai repeti-la até que ela grude nos eleitores."

Vice-presidente de Barack Obama, Biden está no centro da crise que pode tirar Trump da Presidência americana. Na terça-feira (24), a democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara, anunciou a abertura de um processo de impeachment contra o republicano, revendo a postura reticente que adotava até então.

Para derrubar Trump, além da votação na Câmara, de maioria democrata, o Senado precisa declará-lo culpado com apoio de dois terços dos parlamentares, o que hoje é improvável, porque a Casa tem maioria republicana.

Enquanto adversários fazem cálculos sobre sua possível deposição, Trump tenta manter os holofotes em Biden. "O presidente faz como muitos advogados de defesa em julgamentos criminais: cria distração e confusão levando o público a não saber no que acreditar. É difícil para a parte com o ônus da prova prevalecer quando os tomadores de decisão estão confusos", explica McQuade.

Pelosi autorizou a abertura do processo após a divulgação de relatos sobre um telefonema em que o presidente dos EUA pressionou o líder da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a investigar o filho de Biden, Hunter Biden, ex-membro do conselho de uma empresa de gás que esteve na mira da procuradoria ucraniana.

O script de Trump é mostrar que Joe Biden pressionou pela demissão do procurador-geral Viktor Shokin, que investigava a empresa na qual Hunter trabalhava. Pouco importa se Shokin renunciou sob críticas de outros líderes do Ocidente e da população local devido a acusações de que não ia a fundo em investigações de corrupção no país. Ou que o período referente à apuração sobre a empresa de gás não compreende a época em que Hunter trabalhava na companhia.

Para Trump, o que importa é aproveitar a brecha que o pré-candidato democrata deixou ao pedir a demissão de um procurador que investigava uma empresa ligada a seu filho.

Alguns dos aliados de Biden temem que ele repita Hillary e não consiga livrar sua imagem de um processo impopular, abrindo caminho para Elizabeth Warren, democrata mais à esquerda que vem ganhando espaço -e os nichos de eleitores jovens- e já aparece em primeiro lugar em algumas pesquisas.



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PF faz operação em endereço de Janot após revelação de plano para matar Gilmar

Polícia Federal faz operação em endereço de Rodrigo Janot
Polícia Federal faz operação em endereço de Rodrigo Janot (Foto: STF / Agência Brasil)

A Polícia Federal realiza uma ação de busca e apreensão em endereços ligados a Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, depois de ele ter confessado em entrevistas a veículos da imprensa ter feito um plano para matar o ministro do STF Gilmar Mendes.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes, segundo reportagem de Thais Arbex e Camila Mattoso, da Folha, atendendo a um pedido do próprio Gilmar. Moraes é responsável pelo inquérito que apura as ameaças contra o tribunal.
A PF já apreendeu uma pistola, três pentes, celular e o tablet do ex-procurador geral da República, informa o portal jurídico Jota.
Em sua revelação, Janot conta que, em 2017, foi armado ao prédio do STF decidido a assassinar Gilmar Mendes e suicidar-se depois. “Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar”, afirmou o ex-PGR. O motivo, segundo ele, seria o fato de que Gilmar teria "inventado" história de que sua filha advogava para uma empresa da Lava Jato.
Ouça aqui o áudio em que Janot conta o que aconteceu quando se deparou com o ministro na antessala da Corte e por que não conseguiu apertar o gatilho.


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BRASIL - Atitude de Janot é inaceitável, diz novo procurador-geral

Um dia após os relatos de Janot, ministro Alexandre de Moraes ordenou uma ação de busca e apreensão pela Polícia Federal em endereços 
ligados ao ex-PGR em Brasília

  Por: Folhapress
Augusto Aras
Augusto ArasFoto: Roberto Jayme/TSE
O novo procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou neste sábado (28), por meio de nota, que considera "inaceitáveis as atitudes" divulgadas por Rodrigo Janot, ex-chefe da PGR, que afirmou ter tido a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). "O Ministério Público Federal é uma instituição que está acima dos eventuais desvios praticados por qualquer um de seus ex-integrantes", diz a nota da assessoria de Aras.

"O procurador-geral da República, Augusto Aras, considera inaceitáveis as atitudes divulgadas no noticiário a respeito de um de seus antecessores. E afirma confiar no conjunto de seus colegas, homens e mulheres dotados de qualificação técnica e denodo no exercício de sua atividade funcional. Os erros de um único ex-procurador não têm o condão de macular o MP e seus membros. O Ministério Público continuará a cumprir com rigor o seu dever constitucional de guardião da ordem jurídica", afirma a manifestação.

Um dia após os relatos de Janot, que disse ter entrado armado na corte naquele ano para assassinar Gilmar, o ministro Alexandre de Moraes ordenou uma ação de busca e apreensão pela Polícia Federal em endereços ligados ao ex-PGR em Brasília. Ele também determinou a imediata suspensão de todos os portes de arma em nome de Janot e ordenou que ele mantenha distância de no mínimo 200 metros de qualquer ministro e da sede do tribunal.
As decisões de Moraes foram tomadas no âmbito do controverso inquérito das fake news, que investiga ameaças a integrantes do STF. A investigação foi aberta em março pelo presidente da corte, ministro Dias Toffoli, e motivou críticas na ocasião inclusive da então PGR Raquel Dodge, para quem ele desrespeitou o processo legal ao abrir inquérito de ofício, sem ser provocado por outro órgão.

Janot disse na quinta (26) a veículos de imprensa que entrou no Supremo em 2017 armado com uma pistola com a intenção de matar Gilmar Mendes por causa de insinuações que ele teria feito sobre sua filha. Ele afirmou que, em seguida, pretendia se suicidar.

O ex-procurador narra o episódio num livro de memórias que está lançando neste mês -sem nomear Gilmar.






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ECONOMIA - Exportações de Pernambuco dependem da Argentina e eleições dificultam cenário

  Por: Luciana Morosini - Diario de Pernambuco
Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


A eleição presidencial da Argentina está marcada para acontecer daqui a um mês, no dia 27 de outubro, e o resultado das urnas no país vizinho ao Brasil tem mais a ver com Pernambuco do que se possa imaginar. O desempenho da economia argentina pode ter influência direta com a situação econômica local, principalmente levando em consideração que, hoje, 24% de tudo que o estado exporta vai para a Argentina. Se a instabilidade sentida por lá já está refletindo aqui, com queda de 60% na exportação para a Argentina e de 41% no geral entre janeiro e agosto deste ano, o cenário não tende a ser mais favorável após a votação em terras portenhas, podendo se complicar ainda mais a depender de quem vença a eleição.

As exportações de Pernambuco ainda são muito dependentes do mercado argentino. "Somos o estado do Brasil mais dependente de exportações para a Argentina, seguido do Amazonas e de São Paulo. A gente não consegue uma retomada porque tem uma cultura exportadora muito forte que depende de um mercado que está em baixa. Nossa exportação para a Argentina caiu 60% de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado e as exportações do estado caíram 41% de uma forma geral", explica Rafael Araújo, analista do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).

E o cenário não tem expectativa de melhora a curto prazo, podendo, inclusive, ficar pior dependendo do resultado das eleições. Ainda que a Argentina enfrente uma forte recessão econômica, com depreciação do peso e inflação alta, que chegou a 55% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a reeleição de Maurício Macri desponta como um cenário menos negativo, mas ainda assim longe do ideal. Porém, nas eleições primárias, realizadas em agosto e que servem como prévia, a chapa de oposição formada pelo candidato de centro-esquerda Alberto Fernández e a ex-presidente Cristina Kirchner, investigada por corrupção, venceu de lavada.

"A eleição traz um cenário ruim. Se Macri vencer, pode trazer algum mínimo de estabilidade, mas nenhuma melhora em pelo menos um ano. Depois, só se ele implementar reformas mais duras e, por ser um segundo mandato, ele pode até fazer. Já com a eleição do candidato de Kirchner, a curto e médio prazos a expectativa é muito ruim. O risco de calote é alto, vão embora as reservas internacionais e o valor do peso dispara", afirma Araújo.

Desta forma, a tendência é de uma queda mais acentuada das exportações, já que o poder aquisitivo dos argentinos tende a diminuir, o que impacta diretamente nas remessas de Pernambuco para o país vizinho, já que os produtos exportados são de alto valor agregado. A indústria automotiva é um alvo relevante. Mais de 60% dos carros comprados na Argentina são do Brasil e, de janeiro a julho deste ano, a exportação de veículos brasileiros caiu 41%. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a queda se deve principalmente pela crise no país vizinho. No âmbito estadual, de tudo que Pernambuco exporta para os hermanos, 69% correspondem a veículos.

Apesar disso, a Jeep afirma que a sua fábrica instalada no polo automotivo de Goiana, na Mata Norte do estado, ainda não sentiu os efeitos, já que uma possível queda na demanda dos argentinos foi suprida pelo aumento do consumo no Brasil, e garante que a planta opera com a capacidade máxima de produção de mil carros por dia. "A FCA acompanha com interesse a evolução da situação na Argentina, que é o segundo maior mercado automotivo da América Latina. A economia argentina está retraída no momento, mas isso não afetou nosso nível de produção, uma vez que o mercado brasileiro cresceu e absorve nossos volumes", informou em nota.

PERSPECTIVAS
Se o cenário se mostra negativo independentemente do resultado das eleições, para Pernambuco reverter as expectativas instáveis das exportações, seria preciso uma mudança de cultura nas próprias empresas. "É preciso que elas se voltem para outros mercados. Elas têm clientes já consolidados em alguns países e não investem em novos, não estudam o mercado, não conhecem novos clientes ou buscam informações. Esse seria o único jeito de mudar o cenário da exportação do estado a curto prazo", concluiu o analista da Fiepe.

Turismo também sente efeitos

A instabilidade econômica na Argentina também afeta outro setor da economia Brasileira e também pernambucana: o turismo. O país vizinho é o que mais envia turistas para o Brasil. No ano passado, 2,5 milhões de argentinos visitaram cidades brasileiras, número muito acima dos Estados Unidos, segundo colocado do ranking, com 538 mil turistas, segundo dados do Ministério do Turismo. Só em Porto de Galinhas, foram 100 mil visitantes argentinos ao longo de 2018, número que já apresentou queda nos primeiros meses deste ano e que pode ser ainda mais afetado com o resultado das eleições.

Segundo Brenda Silveira, diretora executiva do Porto de Galinhas Convention Bureau, a queda neste ano no número de argentinos na praia do Litoral Sul foi de 12%, mas que, ainda assim, o número de turistas hermanos ainda é muito alto. "A Argentina tem uma peculiaridade que é um povo que ama muito viajar. Tudo gira em torno do dólar, teve uma desaceleração pequena, mas continua vendendo muito bem. A Argentina é o principal país emissor para Porto de Galinhas", afirma. Porém, existe um receio por conta das eleições. "O que a gente teme é que, com as eleições, haja uma mudança cambial maior e, se ela acontecer, a gente começa a se preocupar", acrescenta.




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Família e namorada desejam que Lula aceite o regime semiaberto

(Foto: Reprodução/Twitter)

No que depender da opinião dos filhos, netos e da namorada Rosangela Silva, com quem o ex-presidente pretende se casar, Lula deve aceitar o regime semiaberto e voltar para a casa, em São Bernardo do Campo, segundo informa a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna.
Lula foi preso em abril do ano passado pelo ex-juiz Sergio Moro, com a finalidade de ser impedido de disputar uma eleição presidencial que ele venceria no primeiro turno. Com sua prisão política e sua exclusão do processo eleitoral, foi aberto o caminho para a ascensão de Jair Bolsonaro, de quem Moro se tornou ministro. Ontem, os procuradores da Lava Jato pediram que Lula passe para o semiaberto, mas ele pretende ter sua inocência reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal.
Saiba mais no artigo de Helena Chagas:
Por Helena Chagas, no Divergentes e para o Jornalistas pela Democracia 
Nosso sistema penal seria uma maravilha se cada condenado cumprindo sentença tivesse do Ministério Público que o acusou a atenção que o ex-presidente Lula recebeu de Deltan Dallagnol e seus colegas nesta sexta, quatro dias depois de ter completado 1/6 da pena e ganhado direito à progressão de regime. Será que os procuradores da Lava Jato que pediram que Lula saia da cadeia de Curitiba para cumprir pena em regime domiciliar ficaram bonzinhos de repente?
Nada disso. Tudo indica que o movimento da força tarefa da Lava Jato seja uma tentativa de se antecipar a uma possível liberação de Lula no Supremo Tribunal Federal. Derrotados esta semana no plenário da Corte, que acolheu a augumentação de que o réu delatado tem direito a apresentar suas alegações finais depois das do delator, os procuradores farejaram que, muito possivelmente, o próximo passo do Supremo poderá ser soltar o ex-presidente. Antes de mais essa derrota, portanto, tentam esvaziar o habeas corpus de Lula e outros recursos de sua defesa.
E qual a diferença, alguns devem estar se perguntando. Afinal, o importante, para quem está preso, é parar de ver o sol nascer quadrado. Para Lula, que por ‘n’ razões já mostrou que não é um preso comum, não é bem assim. O próprio presidente determinara à sua defesa para não mover uma palha no rumo da progressão de regime porque, depois da revelação da chamada Vaza Jato, deflagrada pelo site The Intercept, passou a apostar numa anulação de sua sentença com base na acusação de parcialidade contra o ministro e ex-juiz Sergio Moro. No mínimo, num habeas corpus ou outro tipo de medida cautelar para que aguarde em liberdade o julgamento da imparcialidade de Moro.
Para Lula, o líder político, a forma de sair da cadeia faz toda a diferença. Sair tendo o reconhecimento do STF de que quem o julgou não foi imparcial equivale a mais do que uma absolvição. Nesse caso, estaria pronto para voltar às ruas e retomar seus planos policos de onde parou: a candidatura à presidência da República. E cheio de discurso. Coisa muito diferente, para ele, seria passar à prisão semi-aberta ou domiciliar, sujeito à vigilância e, até, ao humilhante uso de uma tornozeleira.
Todo mundo sabe que a questão hoje não é mais se Lula será solto ou não – mas em que condições e quando isso ocorrerá, com seus devidos impactos políticos. É isso que está em jogo.
O STF, que não teve coragem ainda para retomar, na Segunda Turma, o julgamemto do HC de Lula, tem dado sinais de que, quem sabe, terá chegado a hora de dar um freio de arrumação na Lava Jato. A força tarefa, após seguidas derrotas também no Legislativo, já percebeu isso e, mais uma vez, está atuando politicamente. Para Curitiba, a forma como Lula sair da cadeia também fará toda a diferença, inclusive no lugar que vai ocupar na história. (247)


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