sábado, 11 de agosto de 2018

Marília Arraes e João Campos disputam pelo título de deputado federal mais votado de Pernambuco

Atuando em lados opostos, os dois primos podem se tornar potenciais adversários na disputa pela Prefeitura do Recife em 2020 ou ao governo do estado em 2022

  Por: Cláudia Eloi - Diario de Pernambuco
O status que conquistarão na disputa em outubro terá reflexo direto nas futuras eleições majoritárias. Foto: Nando Chiappetta/DP e Facebook/Reprodução
O status que conquistarão na disputa em outubro terá reflexo direto nas futuras eleições majoritárias. Foto: Nando Chiappetta/DP e Facebook/Reprodução

Oriundos do mesmo DNA familiar, a vereadora Marília Arraes (PT) e o engenheiro João Campos (PSB) estão travando uma briga de “titãs” nesta eleição para serem puxadores de votos à Câmara Federal. Atuando em lados opostos, os dois primos (em segundo grau) podem se tornar potenciais adversários na disputa pela Prefeitura do Recife em 2020 ou ao governo do estado em 2022. O status que conquistarão na disputa em outubro terá reflexo direto nas futuras eleições majoritárias.

A partir de agora, a ordem é cada um colocar seu exército nas ruas e usar as “armas” que dispõe para conquistar o maior número de votos. A neta e o bisneto do ex-governador Miguel Arraes não medirão esforços para ter bons desempenhos eleitorais. Se, de um lado, Marília percorreu o estado popularizando seu nome em busca da simpatia do eleitor, antes de ser “rifada” pelo PT nacional como candidata ao governo do estado, João tem mais de 70 prefeitos somente no PSB a seu favor, além de deputados e lideranças políticas.

Estreante nas urnas, o filho do ex-governador Eduardo Campos conta com apoio dos principais líderes do PSB no estado: o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio. Marília, por sua vez, tem ao seu lado a força da base do PT, de parte dos dirigentes estaduais de seu partido, além do apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) e movimentos sociais.

De acordo com o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, Marília é um excelente quadro que fez uma caminhada vitoriosa. “Recebemos a filiação dela há dois anos com entusiamo. O nosso líder maior, Lula, abonou sua ficha de filiação. Esperamos que Marília tenha uma excelente votação. É importante para ela e o PT”.

Para não correr o risco de conquistar o voto, mas não eleger seus representantes na Câmara Federal como aconteceu em 2014, o PT de Pernambuco decidiu sair sozinho na disputa proporcional. “Tivemos quase 400 mil votos, mas não conseguimos eleger nenhum deputado federal porque estávamos coligados com o PTB, que elegeu cinco. Por isso o sentimento do partido foi sairmos sozinhos na chapinha”.

Fiel escudeira da candidatura de Marília, a deputada estadual Teresa Leitão (PT) acredita que a vereadora conquistará muitos votos de opinião. “É possível que ela seja puxadora de votos, mas muitos votos de opinião ainda estão soltos. Marília andou muito pelo estado e a meta é trabalharmos para ela ser bem votada”.

Presidente licenciado da CUT-PE e candidato a deputado federal pelo PT, Carlos Veras afirmou que Marília não está preocupada em ser a mais votada, mas, como líder do PT, sua meta é receber mais votos para eleger um maior número de deputados. “Faremos ações juntos e individuais. O importante é manter a unidade no voto ao PT. Vamos mostrar quem são os verdadeiros candidatos de Lula e do nosso partido”, enfatizou Veras.

O presidente do PSB estadual, Sileno Guedes, foi procurado, mas não retornou as ligações nem as mensagens via WhatsApp. Para o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Isaltino Nascimento (PSB), João Campos tem a responsabilidade de dar seguimento à história de compromisso com o povo iniciada por Miguel Arraes e Eduardo Campos. De acordo com ele, não está em discussão a disputa pela Prefeitura do Recife, mas o objetivo do grupo é reeleger Paulo Câmara, os dois senadores e fazer uma forte bancada de deputado estadual e federal. “Arraes e Eduardo foram dois excelentes quadros políticos com dimensão nacional. João Campos tem a responsabilidade de dar seguimento a isso”, afirmou Isaltino.

Espólio 
Na opinião do cientista político Hely Ferreira, a briga entre Marília e João Campos mostra como a disputa pelo poder pode colocar famílias em lados opostos e transformar parentes em ferrenhos adversários. “O poder, muitas vezes, divide as famílias. O bom disso é que a quantidade que cada um deles tiver de votos seja visto como grande responsabilidade para com o povo de Pernambuco. É importante que Marília e João Campos entendam que as cadeiras que serão conquistadas pelo voto não são da família Campos ou Arraes, mas do povo de Pernambuco”, enfatizou Ferreira.
 
Deputados federais mais bem votados nas eleições
 
2014

Eduardo da Fonte (PP)
283,5 mil

Pastor Eurico (PSB)
233,7 mil

Jarbas Vasconcelos (MDB)
227,4 mil

Felipe Carreras (PSB)
187,3 mil

Anderson Ferreira (PR)
150,5 mil
 
2010

Ana Arraes (PSB)
387,5 mil

Eduardo da Fonte (PP)
330,5 mil

João Paulo (PT)
264,2 mil

Inocêncio Oliveira (PR)
198,4 mil

Pastor Eurico (PSB)
185,8 mil
 
2006

Armando Monteiro (PTB)
205,2 mil

Inocêncio Oliveira (PL)
181,1 mil

Ana Arraes (PSB)
178,4 mil

Cadoca (PMDB)
157,9 mil

Maurício Rands (PT)
149,2 mil 


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Após mãe e marido virarem amantes, pernambucana quer impedir que filho de 4 anos fique a sós com o pai

Desesperada, ela alega que a visita deveria ser assistida e que o pai teria ido a um motel com a sogra levando a criança junto. Para ela, o ex-marido "representa uma ameaça à integridade física e psicológica da criança"

  Por: Portal FolhaPE
Kamylla de Melo mostra os Boletins de Ocorrência registrados contra o ex-marido
Kamylla de Melo mostra os Boletins de Ocorrência registrados contra o ex-maridoFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco


Após passar 78 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Recife devido a uma cirurgia bariátrica malsucedida no fim do ano passado, a auxiliar administrativa pernambucana Kamylla de Melo, 31 anos, vive um drama familiar. Quando finalmente se recuperou e deixou o hospital, ela descobriu, em abril deste ano, que a própria mãe estaria tendo um relacionamento amoroso com seu marido enquanto ajudava a cuidar do neto, um menino de quatro anos que sofre de autismo.

Após relatos de ameaças por parte do agora ex-marido e, pelo menos quatro Boletins de Ocorrência nos últimos dois meses contra ele registrados na Delegacia da Mulher, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, Kamylla foi intimada judicialmente, nesta sexta (10), para entregar o filho para passar o fim de semana com o pai, de 41 anos. Desesperada, ela alega que a visita deveria ser assistida e que o pai teria ido a um motel com a sogra levando a criança junto. Para ela, o ex-marido "representa uma ameaça à integridade física e psicológica da criança".

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e viralizou depois que Kamylla expôs a situação, em maio, em pleno Dia das Mães. Revolta e mágoa foram alguns dos sentimentos nitidamente percebidos em uma das frases do longo desabafo no perfil dela no Facebook: " (...) Obrigada por ter traído a mim, meu pai e irmãos com o meu marido, enquanto eu convalescia na UTI ". Kamylla também expôs ter sido abandonada pela mãe no hospital.
Segundo Kamylla, um dia antes de sair do hospital depois de internada pela segunda vez após ser agredida fisicamente pela mãe, de 51, causando rupturas de pontos da cirurgia, em abril, o pai descobriu a traição e contou para a filha. O ex-marido e a mãe de Kamylla teriam fugido juntos.

Kamylla alega que mora no apartamento do pai do ex-marido em Boa Viagem e que terá que deixar o imóvel no próximo mês. Desempregada, diz que o ex-marido teria pedido para ela largar o trabalho para cuidar do filho, há quatro anos. Hoje vive da solidariedade das pessoas mais próximas. "Ele não me dá nenhum tipo de pensão; não passamos fome ainda por causa da ajuda da minha família, dos meus amigos e da minha igreja. Ele não paga energia, condomínio, cancelou meu plano de saúde, e eu e meu filho precisamos de medicamentos que são caros".

Medida protetiva
Ainda segundo Kamylla, o ex-marido e a mãe dela passaram a morar em um prédio a menos de 200 metros da residência dela. Em junho, ele teria solicitando visita ao filho. A princípio, ela permitiu a visita na presença dela no salão de festas do prédio onde mora, mas ele queria levar o filho para ficar sozinho com ele. "Eu disse que não ia deixar ele levar nosso filho. Então ele começou a me agredir verbalmente e a me ameaçar e prestei queixa na Delegacia da Mulher", conta. "Inclusive, ele disse que pagava aos porteiros do prédio para saber todos os meus passos", acrescenta.

Com a queixa na polícia, ela conseguiu uma medida protetiva, deferida pela juíza Marylúsia Pereira, da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, no dia 19 de junho. A medida proibia a aproximação do ex-marido a menos de 500 metros dela, de seus familiares e de testemunhas e qualquer forma de comunicação. Porém, segundo ela, ele a perseguiu várias vezes e descumpriu a medida, fazendo com que ela acionasse a polícia e registrasse mais três B.O.s, sendo o mais recente feito na última segunda (6).

Pedido de tutela
Em julho, o ex-marido conseguiu uma tutela antecipada de emergência para ficar com o filho do casal por 15 dias. Kamylla recorreu ao juiz Clicério Bezerra e Silva, da 1ª Vara de Família e Registro Civil da Capital, responsável por deferir a tutela, e conseguiu suspender a decisão sob argumento de que ele representa uma ameaça à criança, que ele seria usuário de drogas e que seria envolvido com tráfico de entorpecentes.

Nesta sexta (10), a decisão foi derrubada, e a mãe foi intimada a entregar o filho ao pai às 9h deste sábado (11). O filho será devolvido a Kamylla às 18h do domingo (12). Segundo o juiz Clicério Bezerra, apesar de o pai responder a processo criminal em 2008, "a ação criminal ainda não julgada em primeiro grau por si só não é suficiente para a suspensão do direito de convivência."

Sobre o relacionamento entre o pai e a avó materna da criança, a decisão alega que o fato comporta "uma avaliação moral negativa", mas que "o novo arranjo familiar, ao menos em primeira análise, não afeta a relação que deve ser mantida entre o menor e o genitor".

A reportagem tentou entrar em contato com a gestora do Departamento de Polícia da Mulher da Policial Civil, Gleide Ângelo, mas sem sucesso. Em contato com a assessoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), foi alegado que os magistrados não comentam casos específicos, podendo prestar esclarecimentos de forma geral na próxima segunda (10). O ex-marido de Kamylla não foi localizado.

Kamylla de Melo mostra os Boletins de Ocorrência registrados contra o ex-maridoKamylla de Melo mostra os Boletins de Ocorrência registrados contra o ex-maridoFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco


Kamylla de Melo mostra os Boletins de Ocorrência registrados contra o ex-maridoKamylla de Melo mostra os Boletins de Ocorrência registrados contra o ex-maridoFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco




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Trecho da transposição do Rio São Francisco se rompe em Salgueiro

A Polícia investiga se o acidente não teria sido criminoso. Há suspeitas de que estariam tentando desviar o curso da água para um reservatório da região

Área começou a romper por volta do meio-dia deste sábado. A água está escorrendo em direção ao município de Terra Nova. Foto: Whatsapp/Cortesia
Área começou a romper por volta do meio-dia deste sábado. A água está escorrendo em direção ao município de Terra Nova. Foto: Whatsapp/Cortesia

Um trecho do canal do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, localizado entre os municípios de Terra Nova e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, rompeu por volta do meio-dia deste sábado (11). A obra havia sido entregue há um semana pelo presidente Michel Temer. Esta é a terceira estação de bombeamento do Eixo Norte (EBI-3). O Ministério da Integração, responsável pela construção, informou que há evidências de que o rompimento tenha sido provocado por um ato criminoso. 

Técnicos já foram deslocados para o local para examinar a situção. Equipes irão trabalhar no fim de semana para recuperar a estrutura. Segundo o Ministério da Integração, ocorreu um rompimento pontual e a situação deve ser normalizada dentro de 48 horas. Com o rompimento, as águas estão desaguando no Riacho Grande, que passa pelo distrito de Umãs em Salgueiro e seguindo até o município pernambucano de Terra Nova. Por conta disso, o Ministério também determinou que engenheiros e técnicos avaliassem a possibilidade de danos nas comunidades vizinhas. Um riacho em Terra Nova já está cheio. A orientação é para que as pessoas não se aproximem da região.

A Polícia Militar de Pernambuco prendeu suspeitos de terem cometido o dano ao trecho. Testemunhas disseram aos policiais ter visto suspeitos tentando desviar o curso d’água daquele ponto para que fosse possível encher um reservatório nas imediações. No dia 2 de fevereiro deste ano, placas de concreto de uma estrutura de uma das estações de bombeamento da Transposição do Rio São Francisco também se romperam em Cabrobó, também no Sertão. (DP)




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DEBATE DE LULA NA INTERNET: AUDIÊNCIA DE 3 MILHÕES. DERROTA HISTÓRICA DA MÍDIA TRADICIONAL E GOLPISTA

Ricardo Stuckert

Por Mauro Lopes - Um levantamento detalhado nas redes sociais mostra que a audiência do debate da chapa PT-PC do B (Lula-Haddad-Manuela) realizado na quinta-feira (9) à noite foi um recorde que abala a hegemonia das mídias tradicionais controladas pela direita no país: a audiência superou a casa de 3 milhões de visualizações. É um levantamento detalhado mas ainda parcial, pela característica de horizontalidade e dispersão da internet. A audiência de 3.071.000 foi alcançada por uma rede de 25 páginas -20 no Facebook e cinco no YouTube. A transmissão que concentrou mais visualizações no Facebook foi a da página de Lula: 980 mil. No You Tube, a TV 247 foi a líder em visualizações: 257 mil. Estes números foram apurados entre 16h00 e 17h deste sábado (11) e continuam a crescer. (247)
Veja o levantamento da audiência nas 25 páginas do Facebook e YouTube pesquisadas (quando forem páginas no YouTube estarão identificadas):
Lula: 980 mil 
TV 247 (Youtube): 257 mil 
PT: 248 mil
Gleisi HOffmann: 223 mil
Fernando Haddad: 222 mil
Dilma Roussef: 157 mil
Jornalistas Livres: 144 mil
Manuela D'Ávila: 131 mil
Lindbergh Farias: 107 mil
Humberto Costa: 84 mil
Paulo Pimenta: 81 mil
Lula Livre (YouTube): 77 mil
Marcos Maia: 67 mil
PT na Câmara: 59 mil
Lula (YouTube): 57 mil 
Jandira Feghali: 31 mil
Carlos Zarattini: 29 mil 
Pepe Vargas: 24 mil
Mídia Ninja (YouTube): 19 mil 
Bohn Gass: 17 mil
Maria do Rosário: 17 mil 
Mídia Alternativa (YouTube): 15 mil 
Paulo Teixeira: 11 mil
Benedita da Silva: 10 mil
Wadih Damous: 4 mil 
Se quiser, assista o debate na TV 247: 


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VEJA: GEBRAN ADMITIU A AMIGOS QUE IGNOROU A LEI PARA MANTER LULA PRESO


A edição de Veja deste fim de semana traz uma informação bombástica: a de que o juiz Gebran Neto, do TRF-4, admitiu a amigos que ignorou a lei para manter Lula preso, no episódio em que a ordem judicial do desembargador Rogério Favretto foi descumprida. A prisão ilegal de Lula vem sendo denunciada pelos maiores juristas do mundo e por líderes internacionais como Michelle Bachelet, Bernie Sanders e, neste sábado, o ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone. O objetivo é impedir que Lula vença as eleições de 2018 e interrompa o golpe iniciado em 2016, que vem entregando riquezas como o pré-sal e retirando direitos de trabalhadores.
Desembargador admite ignorar letra fria da lei para manter Lula preso
O desembargador Gebran Neto admitiu a amigos que ignorou a letra fria da lei ao dar decisão contrária à soltura de Lula, desconsiderando a competência do juiz de plantão. Gebran alegou que era a única saída para evitar um erro ainda mais danoso: libertar o petista.(247)


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LULA GANHOU O DEBATE. OPINIÃO, ACREDITE, DE MIRIAM LEITÃO


Por Fernando Brito, no Tijolaço - Na análise que faz do debate entre os candidatos a Presidente, hoje, a coluna de Miriam Leitão, imagina-se com que dor no coração, admite que, "Lula venceu o debate por uma espécie de W.O. às avessas", por não ter sido apontado como responsável pelas desgraças que vive o país.
Faltou chamar, diretamente, de incompetentes aos outros candidatos, o que se explica, talvez, pela crista lhe ande baixa, depois do vexame a que foi submetida por seus patrões ao ler, repetindo o que lhe ditavam ao ouvido pelo "ponto" eletrônico, sobre as relações entre a Globo e a ditadura, após a entrevista de Jair Bolsonaro.
Fechado numa cela em Curitiba, mantido pelo PT como o candidato ficcional, [Lula] não teve seu legado atacado.
Como disse José Serra em 2010: que bobagem, Miriam!
Certamente acostumados às conversas em salões de restaurantes e salas de embarque de aeroportos, onde Lula é considerado algo como um demônio, D. Miriam e seus auxiliares, julgando-se mais inteligentes que todos ali, não conseguem entender o óbvio: não citaram Lula porque a única forma de "matá-lo", politicamente, é o silêncio.
Evocar Lula, fora daqueles ambientes de classe média insuflada de ódio, é evocar a lembrança da população de que este pode ser um país menos injusto e mais próspero, exatamente o contrário do que a ele fizeram rezando pela cartilha dos "Cabos Daciolo do Mercado", que proclama que a salvação virá da livre iniciativa, apenas.
Como são "candidatos de faz-de-conta", que só têm alguma chance eleitoral com a exclusão de Lula da disputa, o lógico e o natural é que esmerem-se em fazer de conta que Lula não existe.
Não é por outra razão que Lula teve de dar uma clarinada, lá de Curitiba, para que Haddad e Manuela D'Avila se exponham mais. Quer e precisa frustrar o plano de excluí-lo da polêmica pelo silêncio, pelo isolamento na Sibéria de Curitiba.
Os altos estrategistas da direita brasileira sabem disso, mas têm dificuldades em conter o ódio e o ressentimento com que seus porta-vozes crocitam e que os torna obtusos ao ponto de reconhecer-lhe apenas um mérito, o de "não destruir, no primeiro mandato, a herança que recebeu" de Fernando Henrique Cardoso.
E, ao contrário do que fizeram os microcandidatos no debate, não entende que, para o sistema, eles são a mais perfeita tradução do que disse Fernando Henrique Cardoso: "é o que temos".
Depois D. Miriam não reclame se, de novo, forem lhe dizer o que falar pelo ponto eletrônico.


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EX-PREFEITO DE LONDRES DEFENDE LULA E DENUNCIA O GOLPE NO BRASIL


Em artigo publicado neste sábado, o político trabalhista inglês Ken Livingstone, que foi prefeito de Londres, afirma que a prisão de Lula é ilegal e politicamente motivada. Ele lembra ainda que Lula lidera todas as pesquisas sobre sucessão presidencial porque reduziu a pobreza com programas sociais inovadores. Livingstone promete também intensificar a pressão internacional para que ele possa ser candidato e para que a democracia brasileira não seja abalada de vez por setores do Judiciário, que atuam em sintonia com interesses dos Estados Unidos. Leia abaixo:
Por Ken Livingstone
Como muitos dos que acompanham a América Latina já sabem, o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, está preso desde o dia 7 de abril.
Esta prisão foi amplamente condenada pelo movimento sindical e internacional como politicamente motivada. Somente no mês passado, o maior sindicato da Grã-Bretanha, Unite, e a AFL-CIO, a maior federação comercial dos EUA, acrescentaram seu apoio à campanha pela liberdade de Lula. A Unite também expressou sua solidariedade com o movimento sindical brasileiro e exigiu o fim dos ataques à democracia e ao progresso social que ocorreram no Brasil desde o golpe de verão de 2016.
Esse "golpe parlamentar" viu Dilma Rousseff – que havia recebido 54 milhões de votos – ser retirada da presidência sem um único voto do público brasileiro.
Inacreditavelmente, apesar do fato de Lula estar agora preso – e dos ataques generalizados e persistentes a Lula em grande parte da mídia privada brasileira nos últimos anos – pesquisas de opinião mostram que ele ainda é a principal escolha dos brasileiros nas pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais de outubro. 
Lula enfrentou esse julgamento pela mídia como parte de uma campanha contra ele, onde seus direitos humanos básicos foram violados. Quando ele foi condenado por "atos indeterminados", sem provas materiais fornecidas contra ele, o viés contra ele e a injustiça do caso ficaram claros, mas ele e seus partidários ainda estão lutando.
Lula continua sendo o político mais popular do Brasil porque liderou um período de sucesso, tirando milhões da pobreza com seus programas sociais inovadores e reduzindo a desigualdade.
Quando eu era prefeito de Londres, tive o privilégio de conhecer Lula e o que ficou absolutamente claro foi como melhorar a vida dos brasileiros comuns foi sua paixão e sua razão de estar envolvido com a política.
Como disse recentemente a secretária geral da Confederação Sindical Internacional Sharan Burrow: "A democracia precisa ser restaurada com urgência e a única maneira de conseguir isso é por meio de eleições justas e democráticas nas quais Lula tenha o direito de ser candidato".
Mas essa luta não é apenas sobre um homem – também devemos defender a democracia e o progresso social no Brasil e em solidariedade a todos os movimentos que resistem ao governo golpista em todo o país.
Desde o verão de 2016, o governo não eleito do Brasil impôs medidas neoliberais linha-dura, incluindo um congelamento de gastos públicos de 20 anos e planos para privatizar a estatal petrolífera.
De fato, o atual governo não-eleito no Brasil é tão ruim que chegou a afrouxar a definição de escravidão em uma medida polêmica criticada pelo relator especial da ONU sobre a escravidão moderna, que disse que o decreto governamental "enfraqueceria a proteção" de populações pobres e excluídas que são vulneráveis ​​à escravidão".
Tudo isso foi feito sem qualquer endosso eleitoral, e o atual presidente está com um índice de popularidade de 2%.

Além disso, a prisão de Lula foi acompanhada de uma maior repressão do atual governo do presidente não eleito, que incluiu a extinção dos direitos sindicais, a repressão aos protestos dos movimentos sociais e, particularmente, preocupantes desenvolvimentos como o assassinato de Marielle Franco em março.
No entanto, a resistência está ocorrendo em todo o país contra o governo ilegítimo, através de greves, protestos, ocupações de terra e muito mais.
A dura realidade é que 54 milhões de brasileiros votaram em um presidente de esquerda, mas tiveram um presidente de direita imposto sobre eles. Parecia que eles estariam enfrentando uma escolha apenas de candidatos de direita ou candidatos centristas na próxima eleição se Lula fosse mantido fora das urnas.
Felizmente, a esquerda brasileira se uniu em torno da situação do líder mundial preso e um acordo foi feito para que Fernando Haddad, o ex-prefeito de São Paulo, para concorrer em seu lugar, se a Lula for negado o direito de concorrer.
Apesar de ter um plano B, Lula é o candidato e o próprio Haddad disse que vai "viajar por todo o país levando a voz de Lula" e está claro que milhares de progressistas ao redor do mundo não estão desistindo de Lula e seus ideais.
A menos que façamos tudo o que pudermos internacionalmente para Lula, a democracia em um dos países mais populosos e diversos do mundo será desviada pela segunda vez em dois anos. Com as políticas do governo do golpe já prejudicando o bem-estar social e os cuidados de saúde para os mais pobres do país, a luta no Brasil pela democracia e pelo progresso social também é nossa luta.
E essa luta também é importante em termos mais amplos na América Latina para o futuro dos movimentos progressistas e dos sindicatos.
A administração Trump apoiou os passos para trás no Brasil, e isso é parte de uma tendência preocupante dos EUA de apoiar governos e movimentos reacionários, direitistas e antitrabalhistas na região.
O futuro de Lula e de sua candidatura será decidido na próxima semana - vamos intensificar a pressão internacional para que a impressionante vitória da esquerda no México no mês passado não seja o único grande ganho para os progressistas na América Latina este ano.(247)
Você pode seguir Ken em www.twitter.com/ken4london e www.facebook.com/KenLivingstoneOfficial. Você pode adicionar seu nome a uma declaração apoiando Lula em bit.ly/standwithLula.


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