domingo, 17 de setembro de 2017

BOULOS AO 247: CONTRA TEMER HÁ PROVAS; CONTRA LULA, CONVICÇÕES

Divulgação | Agência Brasil | Ricardo Stuckert

Por Alex Solnik e Leonardo Attuch
Co-fundador e militante do MTST, do movimento Povo sem Medo e do Vamos, Guilherme Boulos diz, nessa entrevista à TV 247 que “o governo Temer está envolvido num esquema com provas contundentes”. Para ele, “há provas suficientes para que Temer não continue no comando do país”. “Temer não tem condições políticas pra terminar esse governo” afirma. Boulos critica a atuação de Janot no caso JBS: “Eu acho que o calcanhar de Aquiles do Janot seguramente nesse caso da JBS é o Marcelo Miller. Essa relação está muito mal explicada”. Para ele, “isso enfraquece a denúncia, coloca a denúncia em cheque”. “Nós temos um consenso na sociedade brasileira contra o governo Temer. Ele conseguiu realizar a profecia de unir o Brasil. Contra ele. Temer não tem condições políticas de terminar esse governo”. Boulos também defende o direito de Lula se candidatar a presidente em 2018: “O ataque judicial ao Lula, no meu entendimento, é parte do mesmo processo que resultou no golpe no país”. Leia abaixo alguns trechos e veja a íntegra.
LEONARDO ATTUCH: Muita gente tinha expectativa de que com a segunda denúncia do Janot o governo Temer pudesse aparentemente balançar, mas aí houve uma reviravolta muito grande, a prisão do Joesley, a base do governo Temer desmoralizada. Como é que você está vendo? Temer vai até o final? Uma das condições para que ele saísse seria a mobilização popular, que também não está acontecendo. Qual o seu cenário?
GUILHERME BOULOS: Evidentemente, não é possível hoje no Brasil traçar prognósticos para além de uma semana e olhe lá. Agora, o governo Temer está envolvido num esquema com provas contundentes. A mala de dinheiro no apartamento do Geddel... a mala do Rocha Loures...
LEONARDO: Malas e malas...
BOULOS: É o escândalo das malas! E a própria gravação do Joesley Batista. Então, veja: você tem provas suficientes para que Temer não continue no comando do país. Não são apenas convicções de um procurador do Ministério Público. Há provas nesse caso. No entanto, Temer continua controlando o Parlamento, conseguiu vencer a primeira denúncia montando um verdadeiro balcão de negócios a céu aberto, de emendas parlamentares, mas parece que deu alguns calotes... o que se diz em Brasília é que alguns deputados não receberam...
ALEX SOLNIK: Você não acha que pode ser uma jogada? Ele vai dizer assim: agora eu vou pagar tudo o que prometi. Ele é um negociante...
BOULOS: Essa história de caixeiro-viajante também tem que ver até onde vai...em tese, Temer não tem condições políticas pra terminar esse governo. Não teria condições políticas para estar aí onde está. Agora, veja: esse episódio das trapalhadas do Janot. Eu sou da opinião que Janot fez uma escolha. Ele se viu numa encruzilhada às vésperas de sair do cargo entre preservar o seu pescoço pós-saída e dar continuidade com força...
LEONARDO: Explica melhor. Muita gente até acha que esse caso do Marcelo Miller o número 2 do Janot atingiria o próprio Janot. E aí se voltou contra o número 2 pra se salvar.
BOULOS: Eu acho que o calcanhar de Aquiles do Janot seguramente nesse caso da JBS é o Marcelo Miller. Essa relação está muito mal explicada. O cara estava ali, de um lado do balcão, depois foi para o outro lado do balcão, ou seja que tipo de influência ele teve no fechamento do acordo? Mostra a completa falta de transparência com que as delações premiadas são conduzidas na Lava Jato. Quais são os critérios para uma delação ser aceita ou ser recusada? É falar o nome de alguém? É deixar de falar? É falar o nome de alguém que o ´procurador quer ouvir? Há uma falta completa de transparência nisso. Nessa zona cinzenta o Marcelo Miller operou, possivelmente com o aval do Janot ou não, não se sabe, e esse é o calcanhar de Aquiles.
ALEX: Como você acha que apareceu essa fita? Foi descuido?
BOULOS: Eu não acredito em descuido...
LEONARDO: Provavelmente eles sabiam que apareceria e então se anteciparam...
ALEX: Mas como eles se gravaram?
BOULOS: Precisa ver se foi no gravador deles ou foi alguma escuta. Também pode ter havido uma traição ali.
LEONARDO: Essa trapalhada fortaleceu o Temer?
BOULOS: Isso enfraquece a denúncia. Coloca a denúncia em cheque. É evidente que o acordo da delação premiada precisa ser colocado em cheque nesse caso. A própria condução do Janot deve ser colocada em cheque, principalmente depois desse fato no mínimo impróprio de ele aparecer ao lado do advogado Pierpaulo Bottini. O advogado da JBS tomando uma cerveja com o Janot. Isso não deve significar a perda da validade das provas.
LEONARDO: Como você vê a caçada implacável ao ex-presidente Lula, agora com a delação do Palocci?
BOULOS: O ataque judicial ao Lula, no meu entendimento, é parte do mesmo processo que resultou no golpe no país. É uma continuidade desse processo. A Lava Jato atuou decididamente pra derrubar a Dilma, fazendo operações-chave às vésperas das votações do impeachment... a gravação do Lula com a Dilma...a inviabilização do Lula é parte desse jogo.
LEONARDO: Diante de tudo isso que está acontecendo, não seria o caso de ter mais mobilização popular? Cadê o povo?
BOULOS: Nós temos um consenso na sociedade brasileira contra o governo Temer. Ele conseguiu realizar a profecia de unir o Brasil. Contra ele. Mas a indignação não se traduziu num processo de mobilização popular continuado contra ele.(247).
ALEX: Por que? 
Veja a resposta e outras opiniões de Guilherme Boulos assistindo à íntegra da entrevista.

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Apresentador da TV Asa Branca de Caruaru está em coma induzido após ser vítima de bala perdida


Está em coma induzido o jornalista Alexandre Farias, que apresenta o telejornal da TV Asa Branca, de Caruaru (PE), no Agreste de Pernambuco.  Ele foi atingido por um tiro na cabeça na noite de sábado (16). As primeiras informações são de que era uma bala perdida, disparada durante uma perseguição policial nas proximidades do Alto do Moura.
Ainda de acordo com as informações iniciais, também foram vítimas da ocorrência a socorrista Josimere do Nascimento, o motorista do SAMU Valderir Antônio do Nascimento. Alexandre foi socorrido pelo Samu em estado grave, com perda de massa encefálica. O jornalista foi atendido inicialmente no Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, mas foi transferido para o Hospital da Unimed, na mesma cidade.
Depois da perseguição, o Corolla onde estariam os criminosos capotou perto do local. A Secretaria de Defesa Social (SDS) vai liberar uma nota para a imprensa sobre o caso. (Fonte: Folha de PE/foto reprodução Facebook),(C.Britto).
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Jovem é esfaqueado em área do Terminal Rodoviário de Petrolina e morre no hospital


Palco de frequentes ocorrências policiais, a área do Terminal Rodoviário de Petrolina registrou mais um crime. Um jovem morreu após receber vários golpes de arma branca, na madrugada de ontem (16).
De acordo com o 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a vítima – identificada por Clebson Palmeira da Silva – tinha 20 anos. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros (CB) até o Hospital Universitário (HU), onde permaneceu com o quadro de saúde estável até o início da manhã de ontem. Mas acabou vindo a óbito.
Populares que estavam na cena do crime não souberam informar à polícia quem poderia ter sido o assassino. A Polícia Civil (PC) deverá investigar o fato.(C.Britto).

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No Recife, Parada da Diversidade luta contra a homofobia

Pernambuco é o estado com mais altos índices de violência 
contra transexuais e travestis
Parada da Diversidade no Recife
Parada da Diversidade no RecifeFoto: Anderson Stevens /Folha de Pernambuco

Com o tema "Por cidades diversas, nenhum direito a menos", a Parada da Diversidade de Pernambuco leva a bandeira LGBTQ+ para a zona sul da cidade neste domingo (17). Embora a produção espere 500 mil pessoas, ainda não havia muita gente por volta das 11h na concentração, no Parque Dona Lindu - possivelmente a chuva atrapalhou.
Perto das 13h, centenas de pessoas caminhavam em direção ao parque Dona Lindu, a maioria com roupas bem coloridas e maquiagem no rosto. Mas desde crianças até senhoras dançavam ao som do primeiro trio elétrico a animar a Parada. 

Com clima de carnaval, as pessoas aproveitaram o valor ameno para se sentir à vontade, homens e mulheres traziam nas costas a bandeira com as cores do arco-íris. 
Pela orla ainda irão passar mais nove trios animando o público, a festa deve durar até 17h e Valesca é uma das atrações mais aguardadas. Houve registro de tumulto na orla.

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A edição deste ano está focada na luta contra a homofobia em lugares públicos e dentro das casas. Tendo em vista que Pernambuco é o estado com mais altos índices de violência contra transexuais e travestis, a organização decidiu que a segurança e respeito a essas pessoas deveria ser a pauta deste ano. (247).



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CONFIRMADO: GEDDEL VAI DELATAR. TEMER É ALVO

REUTERS/Ueslei Marcelino | Divulgação/PF

Pivô da maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil, com os R$ 51 milhões encontrados em seu bunker em Salvador (BA), o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que era braço direito e articulador político de Michel Temer já decidiu delatar.
Pelo menos, essa é a convicção do Palácio do Planalto, onde se sabe que Temer é um dos alvos principais, segundo informa o blog do colunista Lauro Jardim, do Globo.
Diante do fator Geddel, Temer quer tentar liquidar a segunda denúncia de Rodrigo Janot, por obstrução judicial e organização criminosa, antes que ele, o "boca de jacaré", decida falar.
Uma das suspeitas é de que o dinheiro do bunker pagasse propinas a deputados da base de Temer, que apoiaram o golpe de 2016.
Abaixo, reportagem recente sobre a prisão de Geddel:
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara de Brasília, decidiu hoje (13) remeter ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação sobre o montante de R$ 51 milhões apreendidos pela Polícia Federal (PF) em um apartamento em Salvador, atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Em sua decisão, o magistrado argumentou que há sinais de provas do envolvimento do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, e que podem levar ao indiciamento do parlamentar pelo crime de lavagem de dinheiro.
De acordo com o magistrado, embora não existam indícios de participação do deputado “nos fatos anteriores à apreensão dos valores, até agora somente vinculados às pessoas de Geddel Vieira e Gustavo Pedreira, o certo é que a partir de agora, diante da existência de sinais de provas capazes de levá-lo a eventual indiciamento no delito de lavagem de dinheiro, delito este que até o que se sabe possui relação com o anterior (fraudes na Caixa Econômica Federal – Operação “Cui Bono)”,
Até então o caso era analisado pela Justiça Federal em Brasília, porém o juiz Vallisney de Souza disse que a ação não poderia prosseguir, “sem antes haver uma cognição pelo Supremo Tribunal Federal sobre todos as questões referentes aos procedimentos diretos e circunstanciais a esta apuração.”
O magistrado pede que o STF decida sobre a competência da Justiça Federal para apurar o envolvimento de Lúcio Vieira Lima e se ela deve se dar de forma conjunta ou, “do contrário, se deve haver desmembramento para a investigação da autoridade com foro no STF por prerrogativa de função em apartado dos demais possíveis envolvidos”.
Geddel foi preso preventivamente em 3 de julho na Operação Cui Bono, por suspeita de que estaria agindo para atrapalhar as investigações. No dia 13 do mesmo mês, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região concedeu ao ex-ministro o direito de cumprir prisão domiciliar em sua residência, em Salvador.
No dia 8, o ex-ministro foi preso novamente em Salvador e levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal, três dias após a PF ter encontrado os R$ 51 milhões em um apartamento de um amigo do político. O dinheiro apreendido já foi depositado em conta judicial.
Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. Entre março de 2011 e dezembro de 2013, a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel Vieira Lima.(247).

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Campanha usa tatuagem para reconstruir mamilos e devolver autoestima a mulheres

Foto: Creative Commons

Maria Helena Alves Peçanha da Silva, 66 anos, e Vera Lúcia Pereira, 62 anos, não se conhecem, mas compartilham a mesma alegria. Depois de se submeterem a cirurgias de mastectomia devido ao câncer de mama, as duas tiveram a oportunidade de reconstruir gratuitamente os mamilos por meio de tatuagem, dentro da campanha Espelho, Espelho Meu. A iniciativa é do estúdio Kiko Tattoo e é realizada no Rio de Janeiro e em Miami (Estados Unidos), durante os meses de setembro e outubro, pelo segundo ano consecutivo.
O projeto faz alusão ao Outubro Rosa, campanha de conscientização iniciada em 1990, em Nova York, cujo objetivo principal é alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O símbolo do Outubro Rosa é um laço cor-de-rosa.
Vera Lúcia fez a cirurgia para retirada do tumor em 2014. Há um ano, ela voltou ao centro cirúrgico para reconstrução da mama. E, no início deste mês, participou da iniciativa para reconstrução da aréola mamilar por meio da tatuagem. Ela conta que não sentiu nenhuma dor. “Amei essa tatuagem. Você não sabe o quanto ela me fez bem. Ficou perfeita”, disse à Agência Brasil.
Segundo Vera, uma sobrinha viu a campanha na internet e foi a responsável pela inscrição. Foi ela também que levou Vera ao estúdio de tatuagem. “Há um ano, eu estava querendo fazer essa tatuagem, mas não tinha condições”.
Para Maria Helena, a tatuagem dos mamilos eleva a autoestima da mulher. “Achei ótimo. Ficou perfeito. O resultado está mais do que satisfatório”, disse. Ela conta que fez a cirurgia de retirada da mama há 23 anos. A médica que a atendeu reconstruiu o seio e refez cirurgicamente o mamilo que, com os anos, foi perdendo a tonalidade.
“Só ficou o formato, mas sem definição de cor”, explicou. Com a tatuagem feita agora, a aréola ficou do tamanho da outra e com a mesma cor.
Maria Helena disse que ficou sabendo da campanha pelo jornal e que entrou em contato com o estúdio para saber o que deveria fazer para ser atendida. Ela conta ainda que fez uma avaliação no dia 4 deste mês e que, no dia seguinte, já estava novamente no estúdio para fazer a correção do mamilo.
Para fazer a tatuagem reparadora gratuitamente, dentro da campanha Espelho, Espelho Meu, as mulheres devem ligar para número (21) 2438-4539 e agendar visita com hora marcada para conversar com o tatuador e marcar o procedimento, mediante disponibilidade de agenda e liberação médica.
Tendência
Na avaliação do mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital do Câncer 3 do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a reconstrução dos mamilos por meio de tatuagem, em vez da cirurgia tradicional, tem sido uma tendência. “Hoje tem uma tatuagem que eles chamam tatuagem 3D e quando você olha, nem diz que aquilo não é um mamilo. É uma coisa que tem ganhado muito espaço, até pela facilidade, pela simplicidade que é o método.”
De acordo com o especialista, é um processo praticamente sem dor já que a tatuagem é feita em cima de uma área de sensibilidade reduzida por causa da cirurgia anterior. “Diversos mastologistas estão encaminhando [pacientes] para fazer a tatuagem. É muito mais simples. Não é um procedimento cirúrgico, não tem nenhuma contraindicação”, reiterou.
Solidariedade

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Responsável pela campanha Espelho, Espelho Meu, Kiko faz a reconstrução de mamilos em mulheres que tiveram câncer por meio da tatuagemDivulgação

Solidariedade e preocupação com o bem-estar do próximo movem os profissionais que decidem dar um pouco do seu tempo e do seu talento às mulheres que passaram por mastectomia.
Responsável pela campanha Espelho, Espelho Meu, o tatuador Kiko disse que iniciativa foi surgindo aos poucos. “A tatuagem nada mais é do que você descobrir artisticamente o que aquela pessoa quer demostrar na sua pele e você traduz aquilo em forma de um desenho ou em forma de arte.”
Ele conta que recebeu a visita de uma pessoa que queria colocar um desenho no lugar na aréola. “Aí, eu pensei, por que a gente não faz uma aréola de verdade?”.
O resgate da autoestima das mulheres é, segundo Kiko, o objetivo principal da campanha. “Decidimos fazer a campanha porque vimos que seria muito importante fazer essa colaboração que é muito ínfima, de 30 minutos”.
A ideia é beneficiar o maior número de mulheres possível. “Eu tenho certeza que isso vai mexer com a vida de muita gente e que não vai parar por aí. A gente pretende atender o máximo de mulheres nos meses de setembro e outubro, mas é bem possível que isso se estenda”, adiantou.
Ele espera que a campanha sirva de inspiração a outros profissionais. “Acho que podem contribuir muito. Espero que sirva de inspiração para outras pessoas, porque são muitas mulheres que necessitam dessa ajuda para superar ainda mais essa etapa [pós-mastectomia].”
Outras campanhas
O artista plástico e tatuador Miro Dantas criou, em 2014, em São Paulo, a campanha Uma Tatuagem Por Uma Vida Melhor para a reconstrução de mamilos de mulheres que tiveram câncer de mama. Segundo ele, 167 sete mulheres de todo o país foram atendidas, gratuitamente, praticamente uma por semana. “Veio gente do Brasil inteiro. Foi uma campanha bem legal”, disse Dantas à Agência Brasil.
De acordo com o tatuador, o procedimento já existe há algum tempo no mundo, mas como projeto social, ele acredita ter sido o pioneiro no país.

Em Belo Horizonte, a tatuadora Renata Espinelly cobre as cicatrizes das cirurgias de mastectomia com desenhos artísticos. Ela conta que começou esse trabalho em 2015. “Eu forneço duas tatuagens gratuitas no mês para homens trans e para mulheres que sofreram perda da mama por causa do câncer”, diz Renata que também atende no  Rio de Janeiro e em São Paulo. As mulheres que a procuram, em geral, são muito tímidas, mas após a tatuagem se sentem melhores. “Levantar a autoestima delas é muito bom”.(247).



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Em Petrolina acidente com vitima fatal na ponte da Avenida Perimetral entre o Cacheado e Pedra Linda



Grave acidente automobilístico foi registrada na madrugada deste domingo(17) em Petrolina, na Avenida Perimetral na Ponte que fica entre os bairros do Cacheado e Pedra Linda.
O motorista conhecido por Jucivan, segundo informações colhidas nas redes sociais, morava na Cohab Massangano. O acidente foi muito forte. Segundo testemunhas,  o motorista faleceu no local preso nas ferragens do carro,  por conta  do impacto da batida. Ao que tudo indica, o veiculo bateu na mureta da ponte.(C.Geral).
Aguardem novas informações.

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Janot dá argumento para anulação do impeachment


Está em marcha, por meio de grandes órgãos da imprensa, como a Folha de S. Paulo uma campanha de desmoralização da segunda denúncia de Janot contra Temer.
   É uma peça de 245 páginas. Confiando em que ninguém vai ler na íntegra os jornais dizem o que querem, o que pode levar seus leitores a conclusões nem sempre casadas com a realidade.
   Argumentos tais como “denúncia baseada em fatos ainda não apurados” ou “denúncia fundamentada em delações” e delações por si sós não constituem prova, são repetidos insistentemente, mas não devem ser levados em conta.
   Tentam desqualificar Janot porque ele não soube lidar com a fita secreta e misteriosa que provocou a prisão de Joesley, mas, assim como as provas não perdem validade com o rompimento do acordo de delação, não se pode ignorar a competência da denúncia em razão da falta de cuidado na divulgação do autogrampo.
   Denúncia fundamentada em delações não quer dizer palavra de um contra outro; não, há várias mensagens de celular, inclusive uma de Cunha colocando Temer no topo da pirâmide - o diálogo em que Henrique Alves afirma que seriam “2 convites” para SP e para RN, ao que Cunha responde, com sua fina argumentação: “isso vai dar merda com Michel”.
   Dizer que é denúncia baseada em fatos não apurados é fechar os olhos e ouvidos às frases-chave do grampo de Temer com Joesley – “Rocha Loures é da minha mais alta confiança” e “tem que manter isso, viu”? –; à cena de Rocha Loures com a mala e jogar areia no fato de que Janot está pedindo abertura de investigação contra o presidente da República, razão pela qual ele não precisa dar os fatos por provados, mas elencar fortes e veementes indícios de práticas criminosas, o que ele cumpre com louvor.
   Janot deixa claro que o primeiro e principal alvo da quadrilha do PMDB chefiada, segundo ele, por Temer foi a Petrobras e apresenta uma coleção de crimes cometidos pelo grupo Temer-Padilha-Moreira Franco-Geddel-Cunha, assim como os conflitos internos e desavenças de forma lógica, cronológica e coerente.
   Num dos trechos mais relevantes, Janot revela, com fatos, que o impeachment da presidente Dilma não se baseou nas pedaladas fiscais alegadas; a quadrilha do PMDB a derrubou convencida de que Temer, e não ela os protegeria da Lava Jato.
   Um golpe, portanto.
    Diz o trecho:
   Em 2015, a relação entre os integrantes do "PMDB da Câmara" ora denunciados e a ex-presidente Dilma Rousseff estava fortemente abalada, especialmente pela exoneração de MOREIRA FRANCO da Secretaria de Aviação Civil sem prévio ajuste com MICHEL TEMER.
   No meio deste clima de descontentamento, no início de 2015, EDUARDO CUNHA decidiu não observar o acordo de alternância entre PT e PMDB e lançou-se candidato à Presidência da Câmara dos Deputados numa disputa com o candidato do PT Arlindo Chinaglia.
   Esse episódio marcou uma virada importante no relacionamento entre os integrantes do núcleo político da organização criminosa do "PMDB da Câmara" e do PT.
   Os caciques do PMDB achavam que o governo não estava agindo para barrar a Operação Lava Jato em relação aos "aliados" por que queriam que as investigações prejudicassem os peemedebistas; já os integrantes do PT da organização criminosa desconfiavam que aqueles queriam fazer uma manobra política para afastar a então presidente Dilma do poder e assumir o seu lugar.
   As desconfianças foram alimentadas pela instauração no âmbito do Supremo Tribunal Federal de inúmeros inquéritos relacionados à Operação Lava Jato.
   Embora eles também atingissem integrantes do PT, a crença dos denunciados era de que apenas os inquéritos contra os "aliados" avançariam. Por outro lado, foi formulada no âmbito da Câmara dos Deputados representação de impedimento contra a então presidente Dilma em 01.09.2015, aditada em 17.09.2015 e, depois, em 21/10/2015.
   A tensão originada entre os integrantes do núcleo político da organização criminosa, em especial integrantes que pertenciam ao PT e ao "PMDB da Câmara", ocasionou uma forte crise política.
   Coube a MICHEL TEMER expor, numa carta, a insatisfação do seu grupo político com o governo. Nesta carta, MICHEL TEMER cita expressamente o seu descontentamento com o tratamento dispensado pela então Presidente Dilma para com seus aliados de sempre MOREIRA FRANCO e ELISEU PADILHA.
   A crise dentro do núcleo político da organização criminosa aumentava à medida que a Operação Lava Jato avançava, desvendando novos nichos de atuação do grupo criminoso.
   Nesse cenário, os articuladores do PMDB do Senado Federal, em especial o Senador Romero Jucá, iniciaram uma série de tratativas para impedir que a Operação Lava Jato continuasse a avançar.
   Como não lograram êxito em suas tratativas, em 29.03.2016, o PMDB decidiu deixar formalmente a base do governo e, em 17.04.2016, o pedido de abertura de impeachment da Presidente Dilma Rousseff foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
   É mais um forte argumento pela anulação do impeachment, assinado pelo chefe de um dos mais altos cargos do Poder Judiciário.(247).

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