segunda-feira, 28 de agosto de 2017

LULA E O FUTURO DOS BRASILEIROS

Ricardo Stuckert

A caravana pelo Nordeste marca o reencontro do ex-presidente Lula com uma grande parcela da população que foi cuidada por seus governos, mas que hoje sofre com o desmonte do Estado promovido por um governo de golpe. Ao contrário de seus algozes, Lula sai às ruas e, em apenas dez dias, já visitou trabalhadores da construção civil, estudantes universitários, quilombolas, lideranças religiosas, agricultores, pescadores. Pessoas que nesse momento estão alarmadas com os rumos do país. A recepção é calorosa e barulhenta, com reações que vão do "estamos com muita saudade" a demonstrações emocionantes de carinho, gratidão, que dão um pouco a medida do legado deixado pelo PT. Basta apenas um dado para mostrar a importância que esses governos tiveram: em uma década retirou mais de 36 milhões da pobreza extrema e trouxe autoestima ao povo brasileiro.
Nessa caminhada de Lula, uma das histórias que mais chamou a atenção foi o encontro com a sergipana Iva Mayara. Aos 25 anos, ela fez questão de entregar pessoalmente ao ex-presidente seu cartão do Bolsa-Família. Sua história é parecida com a de milhões de brasileiros que deixaram a miséria em nossos governos. Aos 13 anos, Iva fugiu de casa grávida e começou a receber o benefício, que a ajudou a concluir o Ensino Médio em meio às tarefas domésticas. Em seguida, formou-se no curso de administração de empresas, financiado graças ao ProUni, e ainda obteve uma unidade do "Minha Casa, Minha Vida", uma transformação e tanto na vida de quem nasceu com poucas oportunidades, e sem grandes perspectivas de futuro.
A história dessa sergipana é também uma resposta àqueles que condenam a ajuda do Estado aos mais pobres. E dá um pouco a dimensão da gravidade dos retrocessos impostos pelo atual Congresso Nacional, que age em conluio com o governo golpista para retirar direitos de cidadãos como Iva Mayara, por meio da suspensão dos reajustes do Bolsa-Família, o fim de direitos trabalhistas e o congelamento dos gastos com saúde e educação. Com Lula no Nordeste, as pessoas começam a compreender o que está em jogo e a necessidade de mobilizações para evitar que o desastre seja ainda maior – a última de Temer e seus associados é vender o Brasil em uma grande liquidação. Da Eletrobras a Casa da Moeda. Das reservas da Amazônia a comunicação do espaço aéreo. Onde vamos parar? Viraremos um nada enquanto Nação?!
Ainda bem que temos a caravana de Lula que promove um resgate às famílias que viveram as políticas públicas dos governos do PT, em que os números falam por si só. Na educação, constantemente lembrada como a saída para as crises do país, o ex-torneiro mecânico fez mais do que qualquer outro presidente. No período entre 2003 e 2014, que inclui nossos três governos, o número de universidades federais subiu de 45 para 63, os campi universitários passaram de 148 para 321 e o número de matrículas quase dobrou, de 500 mil para 932 mil; os cursos de graduação saíram de 2047 para 4867. É uma situação bem diferente da atual, em que assistimos ao sucateamento de universidades e centros de pesquisa, alguns com possibilidade de fechar as portas por falta de recursos já a partir do mês que vem, um fato de repercussão internacional.
O povo não é bobo, como o governo golpista parece crer. Gostaria de ver Temer e seus apoiadores em uma caravana como essa, explicando ao povo o que andam fazendo em Brasília. Ao longo dos últimos três anos, Lula sofreu ataques diários contra sua honra, mas isso não impede que hoje possa andar de cara limpa e de cabeça erguida pelas regiões mais remotas do país, tirando selfies e distribuindo abraços. Lula é a maior liderança política do Brasil e está convencido de que a única saída para o país voltar a crescer é incluir novamente os pobres no orçamento, retomando a opção pela distribuição de renda para que todos possam voltar a sonhar com um futuro melhor.(247).

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PRF recupera veículo clonado em Santa Maria da Boa Vista

(foto/divulgação)
Uma picape que portava placa clonada foi recuperada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-428 em Santa Maria da Boa Vista (PE), no Sertão do São Francisco, na noite de ontem (27).
De acordo com a PRF, agentes do Grupo de Patrulhamento Tático de Petrolina realizaram uma verificação na picape e descobriram que o veículo havia sido roubado em Ibirajuba, no Agreste do Estado, no mês de dezembro de 2016.
O motorista, de 52 anos, informou que havia adquirido o automóvel em uma feira de Caruaru, mas não repassou informações sobre o vendedor. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil (DPC) em Cabrobó, também no Sertão do São Francisco. (C.Britto).

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DILMA: 2ª ETAPA DO GOLPE É TIRAR LULA DAS ELEIÇÕES

REUTERS/Andres Stapff

José Eduardo Bernardes, Brasil de Fato - O golpe que tirou do poder a ex-presidenta Dilma Rousseff completa um ano na próxima quinta-feira (31). Nessa data, em 2016, os senadores decidiram, por 61 votos favoráveis a 20 contrários, afastar definitivamente a petista do cargo, mesmo sem comprovar que ela tenha cometido crime de responsabilidade. "Eles inventaram um processo para me tirar do governo. E usaram uma maioria construída por compra de votos, que são os mesmos 267 que garantem a impunidade do presidente ilegítimo Temer", afirma Dilma um ano depois, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato.
Rousseff também comenta sobre a situação de perseguição política e jurídica ao ex-presidente Lula, sobre a proposta do governo golpista de privatização da Eletrobras e sobre a necessidade de lutar contra o golpe. "Todos nós vamos ter de ser capazes de nos dedicar a tentar tirar o Brasil dessa encruzilhada em que ele se encontra", afirma. Confira a seguir ou ouça a versão de áudio aqui, que foi ao ar no Programa Brasil de Fato, em emissoras de São Paulo, Belo Horizonte e Recife.
Um ano após o processo de impeachment, como a senhora olha para tudo o que aconteceu?
Eu considero que o processo de impeachment foi um golpe porque não tinha crime de responsabilidade. Eles inventaram um processo para me tirar do governo. E usaram uma maioria construída por compra de votos, que são os mesmos 267 que garantem a impunidade do presidente ilegítimo Temer. É a mesma composição do Congresso, que foi construída pelo [ex-deputado] Eduardo Cunha e que me tirou através de um processo absolutamente sem base e sem fundamento, hoje reconhecido pelo mundo inteiro. A história foi bastante desagradável para os golpistas. Prendendo-os, deixando claro quem eram eles.
O golpe também esbarra nessa perseguição ao ex-presidente Lula?
Eu não acho que o golpe é um ato apenas. Meu impeachment é a primeira etapa do golpe, a segunda etapa está se mostrando bastante conservadora e muito reacionária, de um lado, e extremamente radicalizada de outro. Faz parte dessa segunda etapa tirar o Lula da eleição de 2018, criando factoides judiciários para ele. Todo esse absurdo processo do triplex, na qual o próprio juiz [Sérgio Moro] reconhece que os fundamentos da acusação não existem. Ele próprio, o juiz, faz acusações que não deveriam ser feitas. Esse segundo aspecto do golpe tem um lado que é a politização da Justiça. Quando um juiz diz: "olha, eu não li, mas acho que está correto" e fala fora dos autos... Aquela questão que é básica na democracia, que todos são iguais perante a lei, ela deixa de existir. Você cria uma justiça e usa a lei para destruir civilmente o que eles consideram como o alvo inimigo que tem que ser destruído.
O Congresso agora está propondo uma reforma política, com o "distritão", e alguns partidos falam sobre parlamentarismo. Isso também está incluído nesse contexto de golpe?
Você tem uma terceira fase, que pode ser simultânea, que é essa proposta de parlamentarismo. Toda vez que as classes dominantes, os setores conservadores, se encontram em uma situação difícil, eles apelam para o parlamentarismo. Esse parlamentarismo, combinado com o "distritão", tem por objetivo criar um sistema em que a força do dinheiro vai ser absolutamente dominante. Não é nem hegemônica, vai ser dominante. O objetivo é tirar a representação progressista, popular, de esquerda, de centro-esquerda, do mapa. O grande objetivo do golpe estratégico é esse. O tático imediato é impedir que a Lava Jato chegue a eles. Todos os oportunismos fisiológicos que eles são capazes. Agora, o grande objetivo era, como perderam quatro eleições seguidas, quatro eleições presidenciais, chegaram à conclusão que a democracia não lhes convinha. Eles não são democratas.
Qual seria uma reforma política ideal para o país, na sua opinião?
Vivemos em uma situação extremamente difícil. O Brasil tem 35 partidos. Você há de convir comigo que não existem 35 projetos para o Brasil. O que se vê e que explica uma parte do golpe foi uma ocorrência grave, que é logo após a Constituinte, e a Constituição Cidadã de 1988: se construiu no Brasil um centro democrático. No centro estava o velho MDB, com Ulysses [Guimarães] e outros, que eram progressistas, eram de centro-direita, ou centro-esquerda. A grande maioria deles não era excessivamente conservadora. Alguns até eram, mas olhavam o país, respeitavam o Brasil.
Esse centro democrático se perdeu nesses caminhos dos governos pós-1988. E chegou no período Lula e floresceu mais no meu, a construção de um centro que passou progressivamente a ter uma hegemonia de centro-direita. Essa hegemonia, que está expressa no grupo do Eduardo Cunha e no controle que ele tinha do chamado centrão, é extremamente grave. Porque nessa discussão sobre as formas que assumiu a coalizão presidencial, é fundamentalmente não por causa dessa coalizão, é porque o centro foi dominado, pode se dizer, por uma quase extrema direita. Extrema direita pelos métodos, pela concepção de mundo, pelas lutas civilizatórias as mulheres, contra os gays, contra LGBT, contra negros... Enfim, extremamente conservador do ponto de vista civilizatório, mas também econômico e social.
Você tem uma estrutura de regulação eleitoral que facilita também essa proliferação de partidos, porque não tem cláusula de barreira. Ao não ter cláusula de barreira, duas cláusulas democráticas - que é o fundo partidário e o acesso gratuito à televisão - passam a ser moeda de troca. Cria-se partidos que não têm compromisso com a questão de um partido, que é ter acesso ao governo, e esse partido passa a negociar tempo de televisão, comprando e vendendo, e passa a negociar também, o fundo partidário, a que ele tem acesso. Passa a ser um negócio. Então é necessária uma reforma, mas você não resolve a reforma política com "distritão" ou "distritão misto" etc. Você resolve mudando a cláusula de barreira e caracterizando e dando valor ao partido. Não há como você ter democracia sem partido.
Ainda nesse processo de golpe, e sobre o papel da mídia, qual sua opinião sobre a importância de uma lei de meios de comunicação para democratizar o acesso aos conteúdos e ter menos monopólio?
Sempre me perguntam sobre as minhas autocríticas. Eu tenho duas, grandes. Uma é não ter lutado mais por uma Lei de Meios. Outra é essa questão de ter isentado, na esperança de que os empresários investissem, e o que eles fizeram foi aumentar sua margem de lucro. Mas no caso da mídia, eu acho que tem uma característica que nós temos de estar atentos. Sempre que nós falamos em controle e regulação, nós estamos falando em regulação econômica da mídia. Nenhum de nós está falando que quer controlar o que eles falaram, censurar o que eles dizem, ou ter qualquer ato contra a liberdade de imprensa. O que nós queremos é que um grupo econômico não controle o rádio, a televisão, o canal pago, a televisão aberta, a internet, que tenha um grande espaço na internet, entre outras coisas mais. Nós não queremos o reino de um grande grupo com sua grande opinião tentando fazer a cabeça do Brasil. Isso tem de ser regulado sim. Eles sempre foram muito competentes para tentar dizer que o que nós queríamos era acabar com a liberdade de imprensa. Não. Eles é que não querem liberdade de imprensa. Eles é que acham que, através do controle que eles têm, monopolista, eles tentam ter uma opinião apenas. Nós somos a favor da pluralidade de opiniões, da diversidade de opiniões, do respeito à toda grande riqueza regional que esse país tem. É visível que nós vivemos em uma situação no Brasil gravíssima, antidemocrática por característica, que é a presença de um grande grupo e esse grande grupo é a [Rede] Globo, ele tenta conduzir a política do Brasil. Ele tenta fazer e desfazer e isso é muito grave, porque caracteriza uma coisa muito perigosa. que é o "grande irmão". O "grande irmão" é Globo.
E sobre os ataques aos direitos dos trabalhadores que têm sido feitas por esse governo golpista?
O povo está cada dia mais sem a menor rede de proteção social, sem acesso a serviços básicos de educação e saúde e isso vai provocar, com o passar do tempo, tem por efeito secundário, a violência, uma quantidade enorme de moradores de rua, a fome, outra vez a gente volta para o mapa da fome, tínhamos saído em 2014. A violenta volta da desigualdade reduz os programas sociais, acabam com o Programa Minha Casa Minha Vida, vão acabando lentamente com o Mais Médicos, e vão produzindo a grande ambição que é o neoliberalismo. Como decorrência no plano internacional, o Brasil volta a se subordinar à esfera de influência dos países desenvolvidos, deixa de ter uma política autônoma, altiva, que respeite os demais países, mas também que se faz respeitar. Perde inclusive, a importância enquanto representante aqui na América Latina, do que há de mais democrático e mais pacífico.
Ainda no tema dos retrocessos, o governo golpista quer privatizar a Eletrobras. A partir da experiência que a senhora tem na área de energia, como avalia o impacto disso nos brasileiros?
É importante que as pessoas entendam porque esse é um setor que tem uma certa complexidade técnica e o governo e muitas pessoas usam disso para ocultar o que de fato estão fazendo. A Eletrobras é uma empresa que tem 47 usinas hidrelétricas. Muitas dessas usinas já têm mais de 30 anos, algumas já têm 60 anos. No Brasil tem uma lei que diz o seguinte: quando uma usina tem 30 anos ela já pagou. E quem pagou? O consumidor de energia na sua conta de luz. Quando ele paga a conta, ele está pagando algumas coisas de cada uma dessas usinas. Algumas delas foram pagas, inclusive, duas vezes, porque tem um período de 60 anos de pagamento.
Em 2012, nós reduzimos a tarifa de energia. Ninguém queria que se reduzisse. Queriam lucrar mais, um lucro além daquilo que está na lei. Então, nós reduzimos as tarifas de energia, sob protesto de algumas pessoas que queriam que tanto o setor privado quanto o público continuassem recebendo e a população não teria nunca acesso a essa parte que teria por direito, por uma questão de justiça, ser voltada para ela, retornada para ela.
Especialistas dizem que o valor é incoerente com a realidade do patrimônio da Eletrobras.
Você veja que está estapafúrdio isso. Eles vão vender por R$ 20 bilhões, porque eu acho que o esquema de privatização é assim: pegam algumas usinas, renovam o contrato de concessão delas, falam o seguinte: "tá tudo zerado". Não tem essa de passar uma vantagem para o consumidor. O preço da usina é o preço da usina. Mas o mais grave também de tudo é o seguinte: quem garantiu desde a época do apagão do [ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso e do racionamento, que foi 2000 para 2001? Uma parte dessa garantia foi dada pela Eletrobras. Eu te diria que a parte mais expressiva dela foi dada pelas usinas da Eletrobrás. Vai acontecer que eles só vão investir quando tiverem lucro significativo. Quando eles não tiverem lucro significativo eles não investem. Aí dá aquilo que deu na época do Fernando Henrique: falta de investimento. Eu acho que essa agenda é uma agenda perigosíssima porque ela compromete o futuro do Brasil. Ela tira os principais instrumentos de expansão do Brasil.
A gente já pode mensurar como isso vai chegar na conta dos brasileiros? Eu falei com o [Luiz] Pinguelli (ex-diretor da Eletrobras) também e ele disse que pode ser entre 8 e 10% no mínimo.
Eu não tenho esse cálculo, eu te digo, mas eu acho que o cálculo do Pinguelli como ponto de partida é um bom cálculo.
Pelo menos 8, 10% de aumento direto na conta?
Eu quero te dizer que eu acho pouco. Porque quando você olha o preço de uma usina individual, eu acho a seguinte equação: uns quase uns 70% para mais é investimento. Uns 30%, menos até, 20% é operação e manutenção. E isso vai para a tarifa. Não são todas as usinas que estão amortizadas já, mas é uma parte significativa que está amortizada. E isso pode resultar em algo como 8 a 9% mínimo, chegando a uns 15, 20%. É o que a gente espera. Agora, é gravíssimo também a falta de segurança. Eu quero ver quem é que vai investir na hora da precisão. Porque você não precisa, não dá pra ficar discutindo, quando o país volta a crescer a sua projeção de consumo de energia amplia.
Na sua opinião, qual a real motivação do governo golpista com essa medida? Eles dizem que é a cobertura do rombo de R$ 159 bilhões.
Não é só isso não. Eu acho que o governo golpista junta a fome com a vontade de comer, como diz o nosso povo. Eu acho que é da ideologia dele acreditar que o Estado tem de sair de todas as atividades, mesmo aquelas que são estratégicas para um país, como é o caso do fornecimento de energia elétrica. Ela é estratégica, porque desse fornecimento dependem todas as atividades econômicas e sociais desse país. Não funciona uma escola se não tiver luz elétrica, não funciona um posto de saúde, um hospital. Não funciona uma indústria, não funciona uma atividade agrícola. Então, eles são neoliberais. Um dos itens fundamentais do neoliberalismo é tirar o Estado de todas as atividades. E notadamente, na área de energia, porque, além disso, essa área é extremamente atraente. Esta, vamos dizer, é a grande fome neoliberal, acabar com a Eletrobras, fazer com que ela seja uma empresa privada, é algo que está no receituário que eles têm para o Brasil. Esse mesmo receituário vai querer chegar na Petrobras.
Essas medidas atacam a soberania nacional do país?
Uma coisa que é terrível é voltar numa região do mundo, em que por mais de 140 anos nós vivemos em paz, e ver que aceitaram a entrada de Exército dos Estados Unidos em operações na Amazônia. Isso é imperdoável. Não tenho nada contra os Estados Unidos, mas não tenho nada a favor que o Exército norte-americano vá para a Amazônia e em um quadro de crescente antagonismo na Venezuela. Acho de uma irresponsabilidade do governo brasileiro absurda. São irresponsáveis de deixar que haja ali um conflito, porque ali não é brincadeira. Ali dará guerra civil. Eles estão querendo aqui, transformar a América Latina numa zona de conflito. E esse governo ilegítimo do Temer é irresponsável de aderir a isso.
Um ano após o golpe, como está sua rotina? A senhora tem pensado em disputar novos cargos eletivos?
Minha rotina hoje é mais leve. Óbvio, porque a minha rotina era mais pesada antes, quando eu era presidenta. Faço esporte, tento me acondicionar fisicamente. Acho que as pessoas têm que fazer isso porque é uma questão de você envelhecer com qualidade. Eu, como estou entrando nos 70, quero ser capaz de andar quando tiver 80. Além disso, eu leio, estudo, participo de debates e atuo em atividades culturais. Eu tenho uma vida bem diversificada. Mas ainda não, não estou pensando nisso [candidatura] ainda não. Não que eu descarte integralmente isso, mas agora não estou avaliando essa possibilidade.
A gente está vivendo um momento de muita desesperança no país. Qual mensagem você deixa ao povo brasileiro?
Eu acho que o povo brasileiro sempre foi capaz, nas mais difíceis situações, de meio que digerir essas forças que queriam na verdade ou submetê-lo ou oprimi-lo, ou tirá-lo da decisão. Ele sempre foi lúcido o suficiente. Eu acredito que o povo brasileiro, é um povo que tem fé e muita esperança. Nós vamos ter também de lutar, lutar é importante. Eu acho que lutar fortalece, dá brio, dá garra para as pessoas. Todos nós vamos ter de ser capazes de nos dedicar a tentar tirar o Brasil dessa encruzilhada em que ele se encontra.(247).

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Polícia apreende cerca de 20 kg de cocaína em bairro de Juazeiro

 (foto/divulgação)
A Polícia Militar (PM) apreendeu, no domingo (27), grande quantidade de drogas numa residência no Bairro Expedito Nascimento, em Juazeiro (BA). De acordo com informações, após denúncias os policiais se dirigiram ao local indicado e flagraram um homem deixando a residência numa motocicleta.
Ao perceber a chegada das guarnições, o indivíduo empreendeu fuga, deixando as portas do imóvel abertas. Os policiais ainda tentaram, mas não conseguiram deter o suspeito.
Dentro da casa, os agentes encontraram aproximadamente 20 kg de cocaína e cerca de 8 kg de crack. O material foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil (DPC). Participaram da ação policiais da Rondesp Norte, do Canil (3º BPM) e da Cipe-Caatinga.(C.Britto).

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Na caravana, Lula reencontra o povo

Ricardo Stuckert

Num país onde a queixa sobre a apatia da grande massa dos cidadãos tornou-se o grande lugar comum das análises políticas, a caravana de Luiz Inácio Lula da Silva pelo Nordeste oferece uma surpresa e tanto.  
    Num fenômeno pouco visível para quem limita-se a acompanhar a realidade do país pela cobertura dos grandes monopólios da mídia familiar, basta reconstruir o que aconteceu neste domingo, quando a caravana completava seu 10 o dia, para se ter uma noção adequada do que se passa no fundão da política brasileira.
    Depois de fazer, no sábado, um discurso de 43 minutos para uma pequena multidão reunida no Ponto Cem Réis, na região central da capital paraibana, Lula assumiu seu lugar no ônibus número 1 da caravana, líder de um comboio com outros dois ônibus e pelo menos nove automóveis e veículos mais leves.
      O plano do dia era percorrer os 277 quilômetros que separam João Pessoa para chegar a Currais Novos, no Rio Grande do Norte. Num esforço para recuperar velhas audiências e estabelecer novos laços com um eleitorado que esmagou o Partido dos Trabalhadores em 2016, a ideia era convocar aliados, militantes e eleitores mais irredutíveis para dar um novo oxigênio a máquina de um partido. A proposta se resumia a organizar três comícios num único dia, o que por si só já seria uma proeza respeitável. Mas, ao longo do dia se descobriu que ao menos uma parcela da população local achou que isso era pouco para quem pretendia ouvir Lula.  Sem condição de comparecer aos locais pré-estabelecidos, em diversos pontos do trajeto os moradores da beira do caminho resolveram participar da festa de forma imprevista.
     Na medida em que a caravana se aproximava, em vários pontos do trajeto eles se concentravam à beira da estrada para saudar Lula e acompanhantes. Quando a concentração -- de homens, mulheres, jovens e muitas crianças – atingia um bom tamanho, a caravana era obrigada a parar. Se o volume de gente era mesmo grande, Lula descia e fazia uma pequena saudação – era isso, exatamente, o que pretendiam as pessoas que corriam pela beira da estrada.
     Em Acari, já no Rio Grande do Norte, ocorreu a grande cena do dia. Estimulada pelo prefeito local,  que é filiado ao PMDB, uma pequena massa começou a se concentrar nas vizinhanças do asfalto.  Quando a caravana se aproximou, até uma parcela dos fiéis que acompanhavam a missa de domingo, numa igreja das redondezas aderiu a mobilização. A estrada acabou bloqueada, aos gritos de “Lula, Lula, Lula”. Com um novo comício pela frente, o próprio não discursou porque precisava poupar a voz. Mas desceu do ônibus para conversas rápidas com quem estava por perto.
      De forma mais organizada, os comícios definiram uma ajudam a entender uma situação clara.  Assistindo, a partir da posse de Michel Temer-Henrique Meirelles, ao desmanche de direitos definidos durante a passagem do Partido dos Trabalhadores pelo Planalto, uma parcela considerável de brasileiros encara um possível retorno de Lula à Presidência como a principal esperança para preservar suas conquistas – e estão dispostos a lutar por isso.
       Com uma pequena produção de queijo em Caicó, que distribui em duas cidades do Rio Grande do Norte, Mário Luiz da Silva fez questão de comparecer a última parada do dia, o comício de Currais Novos. “Precisamos garantir a vitória do Lula no primeiro turno”, diz ele. “Não falo por mim, pois nunca obtive qualquer benefício direto pelas medidas do governo. Mas pelos programas sociais, que beneficiam a população mais pobre e, dessa forma, fazem bem para o país inteiro.” Num dos lados do palco, o comício de Currais Novos exibia um boneco de Lula. Nada a ver com o execrável pixuleco nos tempos de Lava Jato, mas um Lula bem trabalhado e esculpido, com rosto bem desenhado e camisa vermelha-PT brilhante.
     Ao longo de sua carreira, o deputado-sindicalista Vicentinho esteve em Currais Novos em duas situações. Em 2002, quando Lula venceu as eleições presidenciais pela primeira vez, e na semana passada. “ A mudança é total, disse ele ao 247. Em 2002, as pessoas respondiam ao discurso do candidato do PT “virando o polegar para baixo, em sinal negativo”.  Ontem, era só aplauso. “Aqui é uma região conservadora mas a compreensão do papel de Lula está clara.”
   Prefeito de Picuí, única das 223 cidades da Paraíba na qual o Partido dos Trabalhadores ganhou as eleições para a prefeitura em 2016, Olivânio Remígio fez, no domingo,  uma respeitável demonstração de força. Numa cidade com 19000 habitantes, colocou perto de 5000 pessoas na praça principal para saudar Lula -- na matemática, de cada quatro moradores de Picuí, pelo menos um saiu de casa para dar seu apoio a Lula.
    “Basta pensar na seca para entender esse comportamento”, disse Olivânio ao 247. A conta, no caso, é objetiva. Numa cidade onde 6 mil pessoas residem na área rural, os programas dos governos Lula-Dilma asseguraram a distribuição de 5 000 cisternas – seja aquelas de tamanho pequeno, adequadas para o consumo humano, seja no tamanho maior, ideal para a agricultura. “Chegamos a situação correta, na qual a maioria das famílias tem duas cisternas, que permitem fazer seu trabalho e também cuidar da saúde e da higiene”.      
     Destinada a reforçar a musculatura política de Lula, alvo de uma perseguição da Lava Jato que ameaça tirar de cena uma candidatura favorita em todas as pesquisas para 2018, a mobilização em torno do mais popular presidente nossa história é a mais importante novidade da política brasileira. Enquanto adversários tradicionais se desmoralizam perante o eleitorado, a começar por Aécio Neves, Geraldo Alckmin, João Doria e Jair Bolsonaro se encontram em cenas de canibalismo que ninguém sabe como vai parar.
    Numa situação na qual a fragilidade dos adversários  coloca em risco a democracia,  a ampliada base popular de Lula lhe confere uma legitimidade única numa conjuntura de dúvidas e incertezas para tirar o país da maior catástrofe econômica e política e sua história. (247).


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Homem é morto a tiros dentro de casa na Zona Rural de Dormentes, PE

Um homem de 35 anos foi morto a tiros dentro de casa na noite do domingo (27), na Vila São Domingos, na Zona Rural do município de Dormentes, no Sertão de Pernambuco. De acordo com o 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), por volta das 20h30, duas pessoas ainda não identificadas, invadiram a casa de Dorgival, de 35 anos. Eles efetuaram vários disparos, um deles atingiu o abdômen do homem, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Segundo a polícia, os criminosos chegaram a residência em uma moto e utilizavam capacetes. Eles quebraram a porta da casa para entrar e consumar o crime. A vítima estava acompanhada da esposa no momento do assassinato.
O Instituto de Criminalística (IC) foi acionado e esteve no local realizando as perícias preliminares. Depois, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Petrolina.
A polícia realizou incursões pelo local para identificar os autores do crime, mas ninguém foi preso.(Blog do Elvis),(Via G1).

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Assalto em plena luz do dia em Petrolina


Internautas comunicaram ao blog por volta de 13:30 da tarde desta segunda(28), que um veículo foi tomado de assalto  na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, próximo à Nissan.
Segundo informações dois elementos se aproximaram de um Fiat Strada enquanto um semáforo estava fechado, anunciaram assalto com uma arma de fogo e levaram o veículo.
Nossa equipe está averiguando a veracidade do ocorrido e volta com mais informações.(Via: C.Geral).

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Contra o catastrofismo

Ricardo Stuckert

Tempos como este se prestam para todo tipo de catastrofismo. O capitalismo, na sua era neoliberal, em que a economia é dominada pelo capital especulativo, só produz recessão e desemprego. No Brasil, o acelerado processo de desmonte do Estado, dos direitos dos trabalhadores e dos programas sociais, acompanhado da judicialização da política, permite os piores presságios.
O pais está sendo destruído, o governo golpista consegue sobreviver, tenta aprovar leis que blindam sua continuidade para além das eleições, o "lawfare" contra o Lula se acelera. Vozes se multiplicam dizendo que não haverá eleições, que não vão permitir que o Lula volte, que tudo vai pro pior dos mundos. "Nada es igual, todo es peor", como diz o tango Cambalache.
Quase tudo o que se diz é real, embora as tintas às vezes sejam melancólicas e pessimistas demais. Mas o que fazer diante de um quadro tão difícil como esse? Se levarmos em conta essas vozes apocalípticas, não haveria nada a fazer. Resignar-nos a ser oposição impotente por tempo indefinido. Retirar-nos para nossos quarteis de inverno e esperar a tormenta passar – se é que ela vai passar, especialmente com a gente retirado.
A intelectualidade e setores da classe média são propensos a esse tipo de melancolia, de pessimismo, de desanimo. Oscilam para cima e para baixo, afetados pela situação e pelas vozes de cronistas solitários, que pretendem, desde a academia, condenar o processo político a uma derrota prolongada.
Mas a realidade não é feita nem só de presságios pessimistas, nem do otimismo ingênuo. A realidade tem as duas caras. A realidade é contraditória. É aí que entra a política, a intervenção dos indivíduos, a possibilidade de reverter o curso da história, mesmo em condições adversas.
Os governos antineoliberais na América Latina atuaram contra a corrente, a nível nacional, latino-americana e internacional. Conseguiram reverter a tendência a maior concentração de renda, a maior exclusão social, diminuindo as desigualdades no continente mais desigual do mundo. Conseguiram refortalecer o Estado, diante da dinâmica de enfraquecimento do Estado, aprofundar a integração regional e o intercambio Sul-Sul, opondo-se à tendência de Tratados de Livre Comercio com os EUA.
Diante da crise recessiva internacional de 2008, o Brasil não se resignou e agiu contra a tempestade, com políticas de fortalecimento dos bancos públicos, de intensificação do mercado interno de consumo de massas. Se tivesse ficado se lamentando e só denunciando, o Brasil teria sido arrasado.
Por isso a análise política da realidade tem que levar em conta os fatores positivos e negativos, os nossos pontos fortes e os fracos, assim como os do adversário. O governo do Lula avançou, desde 2003, nos pontos frágeis do neoliberalismo: privilegiou as políticas sociais, fortaleceu o Estado, intensificou a integração regional e o intercâmbio Sul-Sul. Atacou nos elos mais fracos do neoliberalismo.
Isso faz a política, a intervenção da vontade organizada das forças sociais. Levar em conta as condições objetivas, a correlação de forças, mas não para se resignar a ela e sim para encontrar as formas especificas de intervenção, de concentração das forças na luta pelos nossos objetivos.
Hoje as condições de luta são muito difíceis. Sofremos uma dura derrota, que interrompeu os nossos governos, nos golpearam duramente nos nossos pontos mais fracos, nos reduziram quase à impotência, nos deixaram na defensiva, a direta ganhou a iniciativa e impôs sua agenda. Conseguiu nos isolar de amplos setores da população, criou clichês contra nós que em parte até hoje perduram e dificultam nosso acesso para dialogar com esses setores.
A direita conta com o monopólio privado da mídia, com o Judiciário e a PF, com uma grande maioria a seu favor no Congresso e com a capacidade de iniciativa que a posse do governo permite. Embora ela tenha hoje divisões, é um bloco que se unifica em torno da política econômica do golpe e do pacote antipopular que o governo mandou para o Congresso.
Mas há os elementos de debilidade do golpismo: seu programa econômico é profundamente recessivo e antipopular. O governo está composto pelo que mais corrupto tem a política brasileira. Seu prestigio internacional é zero.
Nós contamos com imensa rejeição popular do pacote do governo, com uma grande liderança popular que unifica a grande parte da esquerda, o deslocamento do centro das preocupações dos brasileiros do tema da corrupção para os temas sociais – o do emprego em primeiro lugar.
No fundamental, é uma situação em disputa. Nada diz que o governo golpista vá sobreviver, nem que a esquerda retornará ao governo. Tudo depende da disputa neste e no próximo ano.
O catastrofismo é um caminho de derrota, de desânimo, de desmoralização, de renúncia. Temos consciência das difíceis condições que se dá a disputa atual. Mas não tínhamos condições menos difíceis durante o governo de FHC e fomos capazes de revertê-la e sair para o mais importante governo, até aqui, da história do Brasil. Porque tivemos tenacidade flexibilidade de ação e capacidade de liderança. Elementos que temos hoje, para de novo revertera situação a favor do povo, da democracia e do Brasil.(247).

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LULA ACUSA LAVA JATO PELA MORTE DE MARISA

Arquivo/Agência Brasil | @LulapeloBrasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista nesta segunda-feira, 28, a uma rádio em Currais Novos (RN), onde acusou os procuradores da operação Lava Jato de culpa nos episódios que levaram à morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.
"Acho que o Brasil não foi injusto com ela, mas esses meninos da Lava Jato têm responsabilidade na morte dela", disse Lula. "Se eles (Lava Jato) estão acostumado a mexer com político corrupto que enfia o rabo no meio das pernas e fica quieto,comigo terão que provar", acrescentou. 
"Eu sinceramente não sei quantos políticos teriam coragem de fazer o que estamos fazendo: viajar ouvindo as pessoas, olho no olho. As pessoas têm problemas,mas têm também um brilho nos olhos.E eu acredito que não é possível viver se você não tiver sonhos",afirmou. 
Sobre sua candidatura a presidente, Lula disse que uma parte do Ministério Público assumiu um compromisso com os meios de comunicação para "sustentar uma mentira". "Os procuradores da Lava Jato estão numa encalacrada que eles não sabem como sair. Inventaram uma mentira que não está se concretizando. Como esse pessoal da Lava Jato vai me absolver? Como eles vão pedir desculpas e dizer na televisão: 'lamentavelmente, nós mentimos'. Eles precisam ter responsabilidade nas denúncias. Usando mentiras, querem destruir uma imagem construída em 50 anos a suor e sangue", afirmou. (247).

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Escola municipal de Timbaúba é alvo de criminosos

Unidade de ensino foi depredada no último domingo (27). Aulas desta segunda-feira (28) foram suspensas
Escola foi depredada
Escola foi depredadaFoto: Reprodução/WhatsApp
Escola foi depredada
Escola foi depredadaFoto: Reprodução/WhatsApp



A Escola Municipal Emília Dutra, em Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, foi alvo de criminosos no último domingo (27).  A unidade de ensino foi arrombada e diversos equipamentos que eram utilizados pelos estudantes foram depredados. 

O bebedouro, por exemplo, chegou a ficar totalmente danificado, assim como as janelas do local. Por conta da ação criminosa, as aulas programadas para esta segunda-feira (28) foram suspensas. 

O retorno dos estudantes só deve acontecer após a reorganização do espaço. Até o momento, ninguém foi preso. Um boletim de ocorrência deverá ser registrado, nesta segunda, na delegacia do município, que vai ficar responsável pela investigação do crime.(Folhape).



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Comunidade Quilombola de Cabrobó inaugura escola com a presença do vice-governador Raul Henry



A comunidade Quilombola de Cruz dos Riachos, a 10 quilômetros de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco, teve um sábado (26) de muita festa e alegrias. Em meio a apresentações culturais, discursos emocionados e um histórico feito em poesia de cordel, foi entregue as novas instalações da escola Manoel Joaquim de Moraes que vai atender a 47 alunos do Ensino Fundamental I.
Durante a inauguração do novo prédio, que conta com duas salas de aula climatizadas, banheiro, secretaria, cantina e área de lazer, o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Raul Henry, destacou o trabalho do prefeito Marcilio Cavalcanti para a realização deste sonho antigo da comunidade. “Todos sabemos as dificuldades que estão passando as prefeituras, mas o nosso prefeito sabe administrar, bem utilizar o dinheiro público e fazer muito com poucos recursos. A entrega desta escola hoje é exemplo do muito que Marcílio ainda vai fazer por este município”, adiantou Raul Henry.
Presente à comitiva do vice-governador, o deputado estadual Rodrigo Novaes também compartilhou com as crianças da comunidade a alegria da nova escola. Representando a comunidade Quilombola de Cruz dos Riachos, a presidente da Associação, Ocelia Gomes agradeceu ao governo municipal e enfatizou a importância da educação para a formação das novas gerações.
A secretária municipal de Educação, Lorena Sampaio também falou durante a solenidade afirmando que foram feitos investimentos de pouco mais de R$ 13 mil nas obras.  O prefeito Marcílio Cavalcanti concluiu os pronunciamentos assegurando que tem mais 11 inaugurações a fazer até o final do ano, somente na área de educação.
“No próximo dia 11 de setembro, vamos comemorar o aniversário de 89 anos de Cabrobó entregando as novas delegacias de polícia que estão sendo reformadas onde funcionavam a Casa do Promotor e a Casa do Juiz. O juiz Leopoldo Raposo já garantiu a presença e vai assinar na ocasião a ordem de serviço para a construção do novo Fórum de Cabrobó”, concluiu o prefeito.
A solenidade de inauguração da escola Manoel Joaquim Moraes contou ainda com as participações do vice-prefeito Pedro Caldas, o presidente da Câmara de Vereadores, Ramsés Sobreira e os vereadores Zezito Salú; Romero Gomes; Tony de Moacy; Dim Saraiva; Duda Caldas; João Pedro Novaes e Carla Amando; o secretário de Segurança Cidadã da cidade do Recife, Murilo Cavalcanti, o Juiz de Direito, Marcus Gadelha, secretários do município de Cabrobó e ainda o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Antonio de Nestor. (Ascom)(C.Geral).

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Mais um corpo é encontrado na Baía de Todos os Santos

Equipes de busca procuram vítimas de naufrágio na Bahia (Divulgação/Ascom do 2 Distrito Naval)
Equipes de busca procuram vítimas de naufrágio na Bahia Arquivo/Divulgação/Ascom do 2ºDistrito Naval

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia informou que o corpo encontrado no fim da tarde de ontem (27) pode ser de uma das vítimas do acidente de lancha que deixou ao menos 18 mortos na última quinta-feira, na Baía de Todos os Santos. O corpo é de um homem e foi encontrado na praia de Barra do Pote, no município de Vera Cruz, que fica às margens da baía, em frente a Salvador.
O corpo foi encontrado a sete quilômetros (km) de distância do local do acidente, segundo a SSP. No entanto, estava dentro do perímetro de busca dos agentes de resgate, que é de 25 km. Após encontrado, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal do município de Santo Antônio de Jesus. A depender do estado de conservação do cadáver, o reconhecimento poderá ser feito por familiares ou por impressão digital, arcada dentária e, em último caso, por exame de DNA, informou a SSP.
Caso o corpo encontrado seja de uma vítima do acidente com a embarcação Cavalo Marinho I, o número oficial de mortos subirá para 19. No fim de semana, as buscas se concentravam na localização de dois corpos de pessoas cujo desaparecimento foi notificado por familiares após o naufrágio. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros continuarão as buscas ao longo desta semana.
A partir de hoje (28), a 24ª Delegacia Territorial de Vera Cruz começará a devolução dos pertences encontrados após o acidente. Os familiares que desejarem recuperar os objetos devem se apresentar com documentos de identificação.(EBC).

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Duas pessoas morrem em colisão entre carro e caminhão na BR-101

De acordo com a PRF, o carro trafegava na contramão 
quando colidiu com caminhão de cerâmica
Acidente na BR-101, em Goiana

Acidente na BR-101, em GoianaFoto: Cortesia


Duas pessoas morreram em um acidente entre um caminhão carregado de cerâmica e um carro de passeio na BR-101, no município de Goiana, na Mata Norte do Estado. De acordo com a PRF, o carro, um Fiat Uno, trafegava na contramão quando colidiu de frente com o segundo veículo. O acidente aconteceu por volta das 4h30 desta segunda-feira (28), no quilômetro 7 da rodovia, no sentido João Pessoa, na Paraíba. 

As duas vítimas fatais foram o condutor do Uno, Roberto Gomes da Silva, de 41 anos, e o passageiro, Germano Rodrigues dos Santos Júnior, de 21 anos. Ambos eram da cidade de Alhandra, na Paraíba, que faz divisa com Goiana. Segundo o Corpo de Bombeiros, outras duas pessoas também ficaram feridas e foram encaminhadas para uma unidade de saúde. 

O motorista do caminhão, Marcone Ferreira da Silva, de 47 anos, saiu de João Pessoa com destino ao Recife. "Saiu um carro aqui na contramão e foi direto à minha frente. Não teve como eu livrar, puxei pra minha esquerda, mas não teve como”, explicou. O caminhão foi desviado e caiu em uma vala no meio da via. Marcone precisou realizar o teste do bafômetro, mas o resultado foi normal, comprovando que ele não havia ingerido bebida alcoólica. Apesar da gravidade do acidente, o trânsito está fluindo na via. Toda a carga do caminhão foi saqueada por moradores do local. 

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Acidente na BR-101 entre um caminhão e um carro
Acidente na BR-101 entre um caminhão e um carroFoto: Polícia Rodoviária Federal/ Divulgação

Acidente na BR-101 entre um caminhão e um carro
Acidente na BR-101 entre um caminhão e um carro
Foto: Polícia Rodoviária Federal/ Divulgação







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LULA: SEREI FORTE COMO CANDIDATO, LIBERTADO, PRESO, VIVO OU MORTO

RICARDO STUCKERT

Em parceria com a TVE Bahia, Nocaute mostra entrevista exclusiva com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula tratou de temas como o clima de ódio na sociedade, o poder judiciário, o comportamento da mídia brasileira, eleições 2018, Caravana Lula e a reforma política.
Selecionamos trechos dos principais momentos do bloco 1 da entrevista do ex-presidente Lula. Leia aqui:
Bloco 1
Essa caravana contribui para gente tentar conversar com as pessoas e tentar humanizar o debate político. Tem muita gente querendo que o povo não goste de política, querendo que o povo passe a odiar a política, tem muita gente que diz que todo político é ladrão que todo político não presta e eu tento mostrar para o povo o seguinte, o congresso nacional de hoje é a cara do povo brasileiro no dia da eleição. O dia da eleição, se você tirasse uma fotografia do povo você vai perceber que é a cara do congresso nacional. O povo estava com raiva, o povo estava com ódio o povo estava nervoso. Então não adianta a gente achar que político não presta; é perguntar para você mesmo em quem que você votou e aí você vai perceber que tipo de político você é, não o político, porque na hora que você vota você vira o político. Então eu dizia na campanha passada, a urna não é um lugar de depositar ódio. A urna é um lugar de depositar esperança, sonhos, de pensar no futuro. É assim que a gente constrói esse país.
Quando você ganha uma eleição, você não ganha, necessariamente, o governo. Você ganhou uma eleição e você tem que ter ciência da correlação de força estabelecida dentro do congresso nacional para saber se você pode fazer as mudanças que você precisa, ou não. Veja, eu fui eleito em 2002 mas nós só elegemos 91 deputados. Para fazer qualquer lei que mudasse o país você precisava de no mínimo ter 247 votos. Então quando você ganha uma eleição – o Wagner aqui da Bahia ganhou as eleições com uma aliança – quando você consegue construir maioria no congresso você pode avançar nas mudanças inclusive na política de mexer com o mercado, de mexer com o sistema financeiro, de redução da taxa de juros, de barateamento da taxa de juros para o pequeno tomador de dinheiro.
O que nós fizemos? Nós conseguimos criar algumas coisas no Brasil que era quase que um mecanismo paralelo de funcionamento da economia. Toda vez que o Meirelles aumentava a taxa CELIC a 0,5% a gente reduzia a taxa TJLP em 0,5%, e por quê? Porque a gente queria compensar o dinheiro de investimento do país mais barato, já que o valor do dinheiro que o mercado toma é o valor da taxa CELIC. Nós então criamos o crédito consignado, que até então não existia uma modelagem como essa, o que era o crédito consignado? Era você emprestar dinheiro a pessoas mais pobres e ele dava como garantia a sua folha de pagamento, o seu salário, então você não podia descontar dele mais que 30% ao mês. E também fizemos isso para os funcionários públicos e para os aposentados. Ora, nós começamos a colocar muita gente pobre dentro do orçamento da união, dentro do sistema financeiro, chegamos a bancarizar 70 milhões de pessoas. Bancarizar é fazer com que gente abrisse conta em banco. Para quem já tem conta não é nada mas para quem nunca teve, eu vi algumas mulheres catadoras de papel lá em Brasília chorarem porque pegaram um contracheque, sabe? Porque foram ao banco e conseguiram abrir uma conta bancária.
Uma outra coisa importante é que nós conseguimos fazer com que o crédito no Brasil desse um avanço extraordinário, quando eu cheguei na presidência em março de 2003, todo o dinheiro disponibilizado para crédito no Brasil entre bancos públicos e privados era de 380 bilhões, quando eu sai em 2010 era de 2 trilhões e 700 bilhões de reais. Foi um crescimento extraordinário que aconteceu no país e isso gerou empregos.
O Brasil se você pegar as estatísticas você vai perceber que entre 2002 e 2014 o Brasil foi o único país do mundo em que proporcionalmente os pobres tiveram mais ganho do que os ricos. Ou seja os 10% mais pobres cresceram percentualmente mais do que os 10% dos mais ricos. O único país do mundo! Porque na Europa os ricos ficaram mais ricos, nos Estados Unidos os ricos ficaram muito mais ricos e o Brasil foi o único que conseguiu esse intento. E essa política de você ir alavancando e fazendo com que as pessoas subiram um degrau ela necessariamente não poderia levar em conta que os empresários teriam que perder, ele deixará de ganhar um pouco mas isso, você só faz as mudanças quando você tem força para fazer as mudanças. Quando as pessoas me perguntavam, mas os banqueiros estão ganhando dinheiro? Estão; e eu prefiro que eles ganhem porque se eles perderem o governo vai ter que ajudar como ajudou no governo do Fernando Henrique Cardoso. Ai você tem que depositar uma fortuna como ajudaram os bancos na crise de 2007, 2008. Ou seja, você sabe quanto investiram para evitar que os bancos quebrassem na crise de 2008? 14 trilhões de dólares. Se 14 trilhões de dólares tivessem sido utilizados para investimento nos países em desenvolvimento a gente teria quem sabe dado um salto de qualidade no crescimento econômico. Aqui no Brasil foi criado o PROER para salvar o sistema financeiro, então eu dizia “prefiro ele crescendo porque se ele quebrar nós vamos ter que colocar muito dinheiro para não deixar quebrar o sistema financeiro”.
Mas obviamente nós temos que ter em conta que o país não pode ficar dependente de um modelo econômico em que as pessoas ganham sem produzir um óculos, sem produzir um copo, sem produzir um parafuso. É um Pablo vendendo papel para o Lula, que vende para fulano que vende papel para cicrano. Que vai vendendo papel, ou seja é um monte de rolo financeiro que é feito; uma troca de papéis sem gerar um emprego. É isso que tem que acabar no Brasil, e é por isso que o estado tem que ser o indutor do desenvolvimento. O estado não pode ficar fazendo “ppp”, ou vender o resto que a gente tem, querem vender a Petrobras querem vender a BR para pagar a dívida do rombo que eles fizeram. Eu, sinceramente, não acredito que seja assim, quando eu ganhei as eleições em 2003 eu me juntava com 30 economistas a cada mês, gente boa da maior qualidade, como diria um gaúcho “gente da melhor cepa” e ele dizia, lula você vai ganhar o Brasil mas isso não vai dar certo o Brasil está quebrado você não vai conseguir fazer nada e eu falava vocês são meus amigos, vocês estão me assessorando e agora que eu estou perto de ganhar vocês dizem que eu não vou conseguir governar?
Então é melhor desistir? Não! Eu digo isso para todo mundo, sabe qual foi o milagre nosso no governo? Primeiro foi fazer o óbvio, não inventamos nada, fizemos tudo aquilo que todo mundo sabia que tinha de ser feito. Segundo, incluímos o pobre na economia, incluímos o pobre na economia com programas habitacionais, com programa de puxadinho, com programa de compra de alimento, com aumento de financiamento da agricultura familiar, com crédito consignado, com geração de emprego, com aumento do salário mínimo. A hora que essas coisas começam a acontecer todo mundo começa a sorrir, sorri o empresário. Nós saímos de 1 milhão e 700 mil carros que nós vendíamos por ano para quase 4 milhões de carros vendidos por ano. Então era todo mundo trocando de carro e você não via mais carro velho na rua, mesmo aqui em Salvador em Belo Horizonte, você não via. Só carro novo.
Tem gente que diz “a mais esse Lula fez uma política baseada no consumo, tem que fazer uma política baseada no crescimento industrial”. E aí eu ficava a me perguntar e quero uma resposta quem é que vai fazer política industrial se não houver consumo? A pergunta é primeiro você faz a indústria para depois criar o consumidor, ou você cria o consumidor para depois incentivar a indústria? Quem nasce primeiro o ovo ou a galinha? O dado concreto é que quando a gente criou a possibilidade dos pobres de virarem pequenos consumidores tudo começou a funcionar direito nesse país. Os pobres começaram a entrar no shopping Iguatemi, os pobres começaram a entrar no shopping Ibirapuera em São Paulo. Aqui em Salvador no shopping que só entrava madama os pobres começaram a entrar e começaram a comprar coisa, começaram a comprar, sabe? Isso é o que torna um país alegre e eu tenho orgulho disso.
Do jeito que o Brasil está hoje nós temos que fazer um esforço extraordinário para desmontar toda a desgraceira que foi feita agora pelo golpismo, toda a desgraceira. Veja, primeiro eles criaram uma lei, fizeram uma emenda constitucional que limitaram o gasto. Ou seja, quem ganhar as eleições vai estar limitado, não pode pensar em fazer uma política de crescimento de investimento na saúde ou na educação. Então nós vamos ter que desmontar tudo o que eles fizeram, ou o que for possível desmontar, para a gente retomar o crescimento econômico.
Bloco 2
Selecionamos trechos dos principais momentos do bloco 2 da entrevista do ex-presidente Lula. Leia aqui:
Toda a vez que você começa a trabalhar contra a política, o que vem depois da política é pior do que tinha antes. Ou seja, existe um trabalho intenso no Brasil, não que os políticos sejam totalmente sério mas tem muita gente séria. Tem gente de esquerda séria, tem gente de direita séria e você tem os picaretas em qualquer lugar, você tem na igreja, no sindicato no congresso nacional nos partidos políticos. Assim é a sociedade mas quando você começa de forma sistemática a negar a política; nada presta, tudo tá errado, sabe? Aí o resultado é isso, o resultado é alguém que se diz um político diferente, alguém não se diz político querer ocupar esse espaço.
É por isso que eu digo em todo o debate que eu faço com a juventude, a desgraça de quem não faz política e de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta. Então, eu estou fazendo um apelo para a juventude ir fazer política, e por isso eu disse agora a pouco que não adianta você dizer que o congresso não presta, o congresso é a cara da sociedade brasileira no da da eleição. Você estava pensando exatamente daquele jeito, você não votou pensando no futuro do Brasil, votou pensando no ódio, pensando em vingança.
Essas figuras que surgem são resultados do analfabetismo político no Brasil.
Eu acho que a regulamentação da mídia deve ser feita porque nós precisamos diversificar as pessoas que têm acesso a comunicação, não pode ser do jeito que é hoje. Eu não tenho nada contra a Globo pessoalmente, com a programação da Globo, não tenho nada. O que eu acho é que não dá para a globo querer influenciar nas decisões políticas do país se a globo quer ter opinião política ela tem o editorial no seu jornal e na televisão e diga qual é a posição deles. Agora na informação eles tem que ser honestos.A única coisa que eu reivindico é a verdade com a informação. O pensamento político deles eles podem dizer a vontade, o que não dá é para mentir no dia a dia da informação.
A direita também está dividida no Brasil, para se ter ideia de 32 partidos políticos existentes no Brasil a direita tem 28, significa que eles estão divididos. O que facilita a unificação deles? São os propósitos. E o que dificulta a unificação da esquerda? É a elaboração de um programa unitário. Nós agora estamos em um fase de discutir programas unitários, ou seja, eu sei que a frente Brasil Popular está fazendo programa, o PT está em campo desafiando os estados a partir de um modelo de desenvolvimento regional, fazer um programa de desenvolvimento nacional. Eu sei que a Frente Povo Sem Medo do Guilherme Boulos está fazendo um programa e está convidando gente para participar. O PSOL está trabalhando a questão de um programa.
Eu espero que em algum momento haja uma unificação, espero que a gente consiga ter uma candidatura que unifique todo mundo é um programa. As pessoas costumam dizer que o que interessa é o programa e não o candidato. Não é verdade. O mau programa na mão de um bom candidato não dá em nada e um bom programa na mão de um mau candidato também não dá em nada. Existe uma diferença na política que é preciso ser compreendida; uma coisa é o que você fala, a outra coisa é a política real. Quando você é oposição você diz eu acho que tem que fazer aquilo e quando você ganha você não acha, não pensa e não acredita, você faz alguma coisa ou você não faz. O tempo vai passando e você tem que ir fazendo. E o povo é muito generoso, no primeiro ano ele dá total credibilidade a você, no segundo ano ele começa a cobrar, no terceiro ano você tem que fazer porque se não você não se reelege no quarto. Então você tem um tempo real na política.
Prometi para mim mesmo que durante essa caravana eu não iria falar sobre eleição nem sobre Lava Jato, até porque eu tenho que voltar para São Paulo e dia 13 de Setembro eu tenho um depoimento em Curitiba. O juiz Moro queria fazer por teleconferência mas eu preferi ir a Curitiba. Não quero distância dos meus problemas eu quero proximidade.
Eu fico me perguntando qual é o dia que as coisas vão ficar esclarecidas pra mim é muito pesado, pessoalmente, e eu faço um esforço muito grande para “aguentar a marimba”. Ter a vida política que eu tenho e, de repente, ser condenado por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por uma mentira inventada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público da Lava Jato e pelo juiz Moro que aceitou o processo. O Moro dá uma sentença em que diz que o apartamento não é meu mas me condena a nove anos e meio de prisão sem nenhuma explicação. Por quê? Porque na tese eles não precisam de provas.
Foi construída uma história, essa história foi comprada ou vendida pelos meios de comunicação e eles agora tem que encontrar uma saída, uma rota de fuga. Como eles podem sair desse processo dizendo que o Lula é inocente? Eles já mentiram durante 3 anos. Eu levei setenta e três testemunhas e o Moro não levou a sério nenhuma delas, o que ele pegou como base? O jornal “O Globo”.
Um juiz só pode se pronunciar em função dos autos. Se ele quiser fazer política ele pode se aposentar da toga, entrar em um partido político e fazer campanha à vontade. Mas enquanto ele é juiz, ele não tem que atuar na formação da opinião pública, ele não tem que ficar olhando para pesquisas.
O juiz tem um cargo vitalício para votar de acordo com os autos do processo e isso não é o que acontece no Brasil.
Como você convive com isso? Eu não vou desistir de fazer política e se eles quiserem achar que vão me impugnar que o façam. Eu vou brigar na instâncias que eu tenho que brigar para tentar reverter essa situação.
Agora o que eu acho é o seguinte, se eu não for candidato eu quero ser um cabo eleitoral muito forte. Eles tem que saber disso, eu serei forte como candidato, serei forte como cabo eleitoral serei forte libertado ou preso, vivo ou morto. Eu trabalho para isso, eles tem que saber que estão lidando com um ser humano que tem como patrimônio a sua honestidade.
Agora o que eu acho é o seguinte, se eu não for candidato eu quero ser um cabo eleitoral muito forte. Eles tem que saber disso, eu serei forte como candidato, serei forte como cabo eleitoral serei forte libertado ou preso, vivo ou morto. Eu trabalho para isso, eles tem que saber que estão lidando com um ser humano que tem como patrimônio a sua honestidade. Queira apoiar, mas é preciso saber quem é quem e qual é o compromisso das pessoas. A única coisa que eu peço a Deus é que a gente chegue forte em 2018 para a gente eleger alguém que conserte esse país cuidando do povo. A palavra correta é a seguinte, quem é que vai cuidar desse povo?
Quando é que vamos ter uma política cultural? Porque uma das formas que ajuda a diminuir o genocídio contra a mulher, contra o genocídio negro que acontece nas periferias é você ter uma forte política de cultura. É você criar um espaço em que essa meninada possa frequentar, é você possibilitar o sonho de que eles possam ter um emprego, que possam estudar. Enquanto a gente não fizer isso, não é aumentando o efetivo da polícia que vai cuidar dos jovens, dê a ele um espaço saudável.
Bloco 3
Selecionamos trechos dos principais momentos do bloco 3 da entrevista do ex-presidente Lula. Leia aqui:
Estou tentando fazer a minha parte. Se você acompanhasse a caravana você perceberia a energia em cada evento que acontece, porque a caravana é um pouco para falar de esperança, para falar de conquistas e obviamente que tem uma pitada de bordoada no adversários.
Realmente, hoje você não tem nenhuma instituição com credibilidade. Você não tem o poder judiciário, você não tem o congresso nacional, você não tem o poder executivo, os partidos políticos. Ou seja, aconteceu um fenômeno novo nas últimas pesquisas que mesmo com todos esses ataques acontecendo em cima de mim eu estou crescendo. Segundo que o PT é o único partido que cresce, das pessoas que se manifestam politicamente 20% das pessoas acham que o PT é o melhor partido do Brasil . O PSDB e o PMDB praticamente não aparecem nas pesquisas e os outros não aparecem mesmo. Então, significa que o PT é o único partido nacional que tem vida. O PMDB não é um partido nacional, é um partido regional, é a tribo da Paraíba, Bahia, Pernambuco e o PT não, o PT é um partido nacional.
Em Dezembro de 2014 eu disse para o PT ter cuidado porque existia uma tentativa de criminalizar o partido. Até entraram com um pedido para que o PT fosse tornado ilegal, e só existe um jeito de combater isso que é indo para a rua. Eu pedi para a direção do partido fazer um debate sobre a Lava Jato para explicar aos dirigente do PT o que é a Lava Jato, porque só pelo jornal você não compreende. Então, levamos uma série de advogados para poder debater e para podermos ir para as ruas energizar a sociedade
Eu estou viajando para tentar levantar a moral do time. A única coisa que não pode acontecer nesse instante é a gente abaixar a cabeça. Por que há um desânimo? Porque quando você faz uma proposta que as pessoas percebem que ela não é possível de ser executada. Quando você faz uma greve que você perde e o dirigente sindical vai na assembleia e fala “ a luta continua”, o povo não acredita. A luta foi derrotada.
Agora veja, a gente começou o “não vai ter golpe” – e teve golpe; começamos o Fora Temer e o Congresso Nacional concedeu o direito de terminar o mandato. Então, em vez da gente fica discutindo o que já passou, nós temos que construir qual é a proposta. O ideal seria que tivesse eleições diretas já, mas não teremos porque não temos força para fazer uma emenda constitucional aprovando. Então, o que precisamos fazer é organizar a sociedade para garantir que se tenha eleições em 2018, porque não está certo que teremos eleições em 2018.
Se o objetivo de tudo o que vem acontecendo no Brasil é tentar evitar que eu me torne candidato não dá pra saber como vai ser 2018, temos que esperar o mês de março, abril do ano que vem.
No médio prazo a gente tem que trabalhar para recuperar a possibilidade do Brasil voltar a crescer, gerar emprego e o Brasil voltar a ser respeitado no mundo, porque o Brasil tinha virado um protagonista internacional hoje o Brasil desmanchou por conta do Governo, da inabilidade do Governo e da baixa representatividade do Governo.
A reforma política que está aí, não é uma reforma política. Tem gente querendo aprovar o parlamentarismo e eu acho que o parlamentarismo com esse Congresso que está aí não vai a lugar nenhum, um trabalhador nunca vai poder sonhar em ser Primeiro Ministro, porque é um parlamentarismo muito conservador. Querem aprovar um distritão em que o voto vale na pessoa, ou seja, se você tiver 10 milhões de votos é só você eleito e você não carrega ninguém junto com você. E o fundo partidário, que no fundo no fundo é o que as pessoas querem aprovar. E eu, quero dizer a você, sou favorável ao fundo partidário e não é de agora, é desde sempre porque é preciso tirar o poder econômico das campanhas políticas. Os empresários são contra, querem tirar o fundo partidário porque eles querem ser os financiadores das campanhas para ter uma bancada dentro do Congresso Nacional. Então, a forma mais honesta de se fazer uma campanha é você saber que o dinheiro vai ser público. Assim, os partidos assumem responsabilidades de prestar contas, tem fiscalização do que acontecer, o que aconteceu agora. É mais honesto deixar as coisas às claras.
O que nós precisamos é de gente séria fazendo política, é de partido com cara pública fazendo política, o que nós precisamos é que as pessoas tenham um programa que seja compreendido pela sociedade.
Falta gente com credibilidade para governar esse país. Quando esse país tiver alguém que tenha credibilidade as coisas começam a voltar a normalidade, se essa pessoa tiver o bom senso de começar a juntar as pessoas de bem desse país. Não importa que seja de direita ou que seja de esquerda, tem muita gente de bem. Tem muita gente que quer pensar o Brasil, tem muita gente que está cansado dessa briga, tem muita gente que está cansada dessa disputa que acaba trazendo prejuízo ao povo brasileiro. 
Acha que é possível reverter esse clima de ódio?
Eu acho que é possível a gente consertar isso. Existe possibilidade de mudança. Um setor da classe média, em um primeiro momento, não suporta a ascensão dos mais pobres. Esse é um problema, os mais pobres frequentando lugares da cidade que antes eram frequentados apenas por uma parte da elite. Tem um tipo de gente que em um primeiro momento tem medo da ascensão dos mais pobres, o pessoal do andar de cima tem medo que o povo chegue lá em cima, mas eu acho que isso também é possível de se convencer a sociedade que quanto mais os pobres evoluírem mais os ricos vão evoluir também. Ele não será mais pobre porque o pobre está próximo dele, significa mais gente consumindo, trabalhando, essa é a ascensão natural da sociedade. Não precisa existir uma pessoa dormindo na sarjeta para eu pode ser da classe média. Outro problema é que existe uma parte da classe média brasileira, com peso muito grande na política, que não ganha como patrão, sabe que é empregado mas ela quer ter os mesmo costumes do patrão, coisa incompatível com o próprio salário. (247).

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