quarta-feira, 23 de agosto de 2017

MERCADO PREVÊ DISPARADA DO PEÇO DA ENERGIA COM PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

Agência Brasil | Reuters

A euforia do mercado diante da possível privatização da Eletrobras tem explicação: o preço da energia pode disparar no Brasil,
"De acordo com especialistas, a tendência é que o preço da conta de luz suba para o consumidor. Isso vai acontecer porque, com a privatização, as 14 usinas geridas pela Eletrobras sairão do chamado regime de cotas, criado em 2012 na medida provisória (MP) 579 no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. A medida forçou uma redução no valor da tarifa. De acordo com esse sistema, a Eletrobras é remunerada pela energia vendida a preços fixos, mas não absorve os riscos das faltas de chuvas. Por exemplo. Nesse modelo, o preço do megawatt/hora sai em torno de R$ 61."
Com a privatização, esse valor deve disparar. No mercado, há quem fale de um salto R$ 61de para R$ 170 pelo megawatt. Ou seja, uma alta de 178%.
As informações são de reportagem publicada em O Globo.
Em artigo publicado ontem, a presidente deposta Dilma Rousseff previu a disparada dos preços.
Confira abaixo a íntegra do texto:
A privatização da Eletrobras, um dos mais novos retrocessos anunciados pela agenda golpista, será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro, que terá uma conta de luz mais alta. Um delito dos mais graves, que deveria ser tratado como uma traição aos interesses da Nação.
Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras garante o acesso à energia a um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com uma economia diversificada, que está entre as mais complexas do mundo.
A sua privatização, e provável entrega a grupos estrangeiros, acabará com a segurança energética do Brasil. Submeterá o país a aumentos constantes e abusivos de tarifas, à desestruturação do fornecimento de energia, a riscos na distribuição e, inevitavelmente, à ameaça permanente de apagões e blecautes. Devemos todos lembrar do ano de racionamento de energia no governo FHC.
O governo tem dois motivos principais para privatizar uma grande empresa como a Eletrobras: a aplicação da pauta neoliberal, rejeitada por quatro vezes nas urnas, e que é compromisso do golpe implantar; e o desespero para fazer caixa e tentar diminuir o impacto de um dos maiores rombos fiscais da nossa história contemporânea, produzido por um governo que prometia resolver o déficit por meio de um surto de confiança que não veio e um passe de mágica que não produziu. Produziu, sim, a compra de votos por meio da distribuição de benesses e emendas.
O meu governo anunciou déficit de R$ 124 bi para 2016 e de R$ 58 bilhões para 2017, que seriam cobertos com redução de desonerações, a recriação da CPMF e corte de gastos não prioritários. O governo que assumiu por meio de um golpe parlamentar inflou a previsão de déficit para R$ 170 bi, em 2016 e R$ 139 bi, em 2017. Inventou uma folga para mostrar serviço à opinião pública, e nem isto conseguiu fazer. Agora, quer ampliar o rombo para R$ 159 bi. Mas não vai ficar nisso. Aumentará o déficit, no Congresso, para R$ 170 bi, para atender às emendas dos parlamentares de que precisa para aprovar sua pauta regressiva. Para isto, precisa dilapidar o estado e a soberania nacional. E forjar uma necessidade de vender a Eletrobras é parte desta pauta.
Atribuir uma suposta necessidade de privatização da Eletrobras ao meu governo, por ter promovido uma redução das tarifas de energia, é um embuste dos usurpadores, que a imprensa golpista difunde por pura má-fé. É a retórica mentirosa do golpismo.
As tarifas de energia deveriam mesmo ter sido reduzidas, como foram durante o meu governo,. Não porque nós entendêssemos que isto era bom para o povo – o que já seria um motivo razoável – mas porque se tratava de uma questão que estava e está prevista em todos os contratos que são firmados para a construção de hidroelétricas. Depois da população pagar por 30 anos o investimento realizado para construir as usinas, por meio de suas contas de luz, é uma questão não apenas de contrato, mas de justiça e de honestidade diminuir as tarifas, cobrando só por sua operação e manutenção. Manter as tarifas no mesmo nível em que estavam seria um roubo. Por isso reduzimos e temos orgulho de tê-lo feito. Com a privatização, será ainda um roubo.
Vou repetir a explicação, porque a Globo faz de tudo para distorcer os fatos e mentir sobre eles. Quando uma hidrelétrica é construída por uma empresa de energia – pública ou privada – quem paga pela sua construção é o consumidor. A amortização do custo da obra leva geralmente 30 anos e, durante este tempo, quem paga a conta deste gasto vultoso é o usuário da energia elétrica, por meio de suas contas de luz.
Quando a hidrelétrica está pronta, o único custo da empresa de energia passa a ser a operação e a manutenção. Daí, é justo que o povo deixe de continuar pagando por uma obra que já foi feita e, depois de 30 anos, devidamente paga. É mais do que justificado, portanto, que as tarifas que custearam a construção sejam reduzidas.
Se as empresas de energia – públicas ou privadas – mantiverem as tarifas no mesmo nível, e eventualmente até impuserem aumentos nas contas de luz, estarão tirando com mão de gato um dinheiro que não é delas. É uma forma de estelionato. Não se deve esperar que empresas unicamente privadas, cujo objetivo é principalmente a lucratividade de sua atuação, entendam que uma equação justa deveria impor modicidade tarifária quando os custos altos da construção de uma usina hidrelétrica já não existem mais.

Apenas o Estado – um estado democrático e socialmente justo – tem condições de entender esta situação e autoridade para agir em defesa dos interesses dos consumidores.
Entregar a Eletrobras e suas usinas já amortizadas para algum grupo privado, talvez estrangeiro, significa fazer o consumidor de energia pagar uma segunda vez pelo que já pagou, além de abrir mão de qualquer conceito estratégico em relação à produção, distribuição e fornecimento de energia com segurança e sem interrupções e apagões.
Privatizar a Eletrobras é um erro estratégico. Erro tão grave quanto está sendo a privatização de segmentos da Petrobras. No passado, essas privatizações já foram tentadas pelos mesmos integrantes do PSDB que hoje dividem o poder com os golpistas. Naquela época, isso só não ocorreu porque os seus trabalhadores e o povo brasileiro não permitiram. Mais uma vez devemos lutar para não permitir.(247).

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LAVA JATO ATINGE FILHO DE MINISTRO DO TCU

ABR

O advogado Tiago Cedraz – filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU) – é um dos alvos de busca da 45ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã quarta-feira (23) em Salvador, Brasília e Cotia (SP).
Informações da rede Globo dão conta de que há uma intimação para que Tiago Cedraz compareça imediatamente à superintendência regional da Polícia Federal, em Brasília, para prestar depoimento.
A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e é um desdobramento da 44ª etapa, que prendeu o ex-deputado federal ex-petista Cândido Vaccarezza, e foi batizada de Abate II.
Segundo a PF, a atual fase investiga dois advogados que participaram de reuniões nas quais o esquema criminoso, com o pagamento de propinas a agentes da Petrobras, teria sido planejado. Eles teriam recebido comissões pela contratação de uma empresa americana pela estatal, mediante pagamentos em contas mantidas na Suíça em nome de off-shore, segundo as investigações.
Leia, abaixo, reportagem da Reuters:
(Reuters) - A Polícia Federal foi às ruas nesta quarta-feira para cumprir mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Bahia como parte das investigações de esquema criminoso na Petrobras envolvendo a empresa norte-americana Sargeant Marine e o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, em um avanço de operação deflagrada na semana passada.
Segundo a PF, novos elementos colhidos na investigação policial apontaram a participação de dois advogados em reuniões nas quais o esquema criminoso, com o pagamento de propinas a agentes da Petrobras, teria sido planejado, além do pagamento de comissão a esses advogados pela contratação da empresa norte-americana.
A PF prendeu na semana passada Vaccarezza, ex-deputado pelo PT que foi líder dos governos Lula e Dilma na Câmara, acusado de receber cerca de 500 mil dólares em propina por intermediar contratação pela Petrobras da empresa norte-americana Sargeant Marine para fornecimento de asfalto.
O ex-deputado, no entanto, foi solto na noite de terça-feira.(247).

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Lula é do povo, ama o povo e tem a força do povo


Lula é do povo, ama o povo, tem a força do povo e ninguém vai tirar, nem dele nem do povo, a capacidade de lutar contra as injustiças. Ele tem sete vidas e o povo também.
Duvido que alguém dos vivos desta terra tenha doado mais da própria vida ao Brasil, tenha recebido mais títulos de Doutor Onoris Causa, das mais importantes universidades internacionais e nacionais, e, ao mesmo tempo, tenha sofrido mais perseguição política e injustiças do que Lula.
Ele é o maior líder da história do Brasil, queiram ou não, arrasta multidões de trabalhadores e trabalhadoras por ruas e praças das cidades de norte a sul do país por que quer simplesmente justiça.
Lula foi preso na ditadura no dia 19 de abril de 1980, porque lutava ao lado do povo nas greves do ABC, em São Paulo, queria justiça e democracia. Foi achincalhado por procuradores com um power point e acusado publicamente, numa coletiva à imprensa, de ser "chefe de quadrilha". Antes, o ex-presidente foi detido pela Polícia Federal em sua própria residência e humilhado, ao ser levado para depor por meio de condução coercitiva.
Trinta e sete anos depois de ser preso injustamente pelos militares, foi condenado, sem nenhuma prova, pelo juiz de primeira instância, Sérgio Moro, no dia 12 de julho de 2017, a nove anos e seis meses de prisão, aos 71 anos de idade, depois de ter sido presidente da República, eleito duas vezes pela imensa maioria dos votos da população.
Os procuradores e o juiz se comportaram como dois "Capitães do Mato".
Tudo isso porque Lula governou com prioridade para os de baixo, mobilizou o povo e fez um dos mais nobres gestos democráticos da história do Brasil: organizou o Foro de Desenvolvimento Econômico Social, sentou-se numa mesa com trabalhadores, empresários, banqueiros, autoridades, acadêmicos e intelectuais, debateu e negociou um grande projeto de desenvolvimento sustentável e inclusão social para o país, tendo o Estado como indutor do crescimento e a Constituição de 1988 como referência para fazer valer os direitos conquistados pela imensa população que vivia cruel apartheid social no Brasil desde os tempos coloniais.
Propiciou a trabalhadores e trabalhadoras de comunidades rurais e urbanas, de toda diversidade étnica do país, a cidadania, o acesso a direitos inscritos na Constituição (Art. 6º "São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição") e gerou mais de 20 milhões de empregos.
O atraso organizado, cristalizado na elite empresarial, ainda de mentalidade colonial, preferiu demolir, com o golpe de Estado, o projeto de desenvolvimento sustentável, com inclusão social e soberania, e, junto, derrubar as estruturas institucionais da República, que tentavam se firmando como pilares da democracia, para tentar rearticular o poder das velhas oligarquias, dos rentistas.
Preferiu tudo isso a admitir a cidadania do povo, a democracia, os direitos sociais assegurados na Constituição. Para o atraso organizado, direitos para os de baixo ameaçam a velha ordem colonial, os grandes negócios das corporações transnacionais, os interesses de sempre das nações centrais.
Acontece que o povo experimentou os direitos e parece que não vai aceitar o retrocesso, a ressubordinação aos poderosos. Está mandando um recado a eles, por meio de pesquisas eleitorais, que quer de volta o que lhe foi tirado. Se não o tirarem da disputa eleitoral, Lula vai levantar o povo e firmar o resultado das eleições.
O início da caravana da cidadania em Salvador, marcado pela comoção de uma multidão de pessoas aos brados de "Lula guerreiro, do povo brasileiro" deu a dimensão disso, mostrou que o desejo de retomada da democracia e dos direitos é latente no povo e deve se espalhar por todo o país como uma onda de rebelião pacífica e consciente para recolocar o país nos trilhos, que se descarrilhou com o golpe de Estado.(247).

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APÓS ENTREGAR ELETROBRAS, TEMER QUER CORTES NOS CORREIOS E DEMISSÕES NA EBC

Agência Brasil

Para fazer caixa e tentar fechar o déficit de R$ 159 bilhões para este ano, Michel Temer iniciou uma sanha privatista no governo. Depois de anunciar a venda da Eletrobras, o que fará com que o preço da energia elétrica dispare no País (leia mais), o governo mira cortes nos Correios e na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 
Segundo a coluna Painel, da Folha, Temer vai discutir mudanças no plano de saúde dos Correios. Hoje, os servidores arcam com 5% da despesa e a estatal com o restante. Integrantes da direção dos Correios dizem que os gastos com o pagamento de planos de saúde foram responsáveis por um deficit de R$ 300 milhões no ano passado. Já os servidores da estatal acusam a gestão Temer de "sucatear" sua estrutura para poder vendê-la.
Em outra frente, o Planalto enviou ao Planejamento uma proposta de Programa de Desligamento Voluntário para servidores da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação, que cuida, entre por exemplo, da TV Brasil. Quer estimular cerca de 500 dos 2.500 funcionários a pedir demissão.(247).

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Escolas Municipais de Juazeiro realizam programação especial na Semana da Pessoa com Deficiência



As Escolas da Rede Municipal de Ensino de Juazeiro realizam uma programação especial durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que é comemorada em todo o país, de 21 a 28 de agosto.
As Escolas Maria Franca Pires e Tancredo Neves vão realizar uma extensa programação a partir da próxima quinta-feira (24), voltada para trabalhar a temática, que tem como objetivo ressaltar a importância de entender e discutir conceitos, ideias, sugestões para a melhoria da qualidade de vida e inclusão das pessoas com deficiência.
Os alunos, professores, coordenadores e técnicos vão ter oportunidade de assistir vídeos sobre o tema, apresentações teatrais, participar de trabalhos textuais e audiovisuais, além de outras atividades.
Durante o evento na escola Maria Franca Pires, na quinta-feira (24), a secretária de Educação e Juventude (SEDUC), Lucinete Alves fará a entrega, às 10h, de um capacete com ponteira (ferramenta de tecnologia assistiva) para a aluna do 1º ano, Ana Vitória, de 6 anos de idade, que não possui os membros superiores e inferiores, e escreve atualmente com o auxilio da boca. O equipamento é uma haste que é fixada na cabeça para facilitar a escrita e digitação para pessoas com comprometimento de membros superiores.
De acordo com a gerente do Núcleo de Apoio Psicossocial e Inclusão – NAPSI, da SEDUC, Luzinete Helena dos Santos, A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla amplia e integra diversas discussões que possibilitam a troca de informações e avanços que auxiliem no dia a dia e já é uma realidade nas escolas municipais de Juazeiro. “É importante que a sociedade volte o olhar para as pessoas com deficiência. Quando a gente fala em diferenças, a maioria se volta para o desigual, mas o que a gente precisa mostrar é que todas as pessoas com deficiência têm potencialidades, direitos, sonhos e desejos. O respeito com o próximo é, sobretudo, essencial”, frisou.
A Rede Municipal atende aproximadamente 500 alunos com deficiência, oferece 44 salas de recursos, com 57 professores de AEE, 50 auxiliares de AEE, que trabalham diretamente com os alunos autistas e com deficiência múltipla.
As atividades nas escolas, durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, encerram no dia 28 de agosto.(Ascom),(C.Geral).

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COM GOLPE CONSUMADO, PF APONTA INOCÊNCIA DE DILMA


A Polícia Federal concluiu que não houve crime de obstrução de justiça na indicação do ministro Marcelo Ribeiro Navarro Dantas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte da presidente legítima Dilma Rousseff em 2015.
A constatação faz parte do relatório final da PF sobre um inquérito que tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga se houve, na indicação de Navarro por Dilma, algum tipo de articulação para barrar a Lava Jato, por meio da atuação do ministro no STJ.
A denúncia sem provas surgiu do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado. Segundo Delcídio, Navarro foi escolhido para o STJ com o compromisso de conceder habeas corpus e recursos favoráveis a empreiteiros como Marcelo Odebrecht, do grupo Odebrecht, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutiérerrez.
O relatório da PF, encaminhado nesta segunda-feira (21) ao STF, apontou que, feitas todas as diligências, não se confirmou o depoimento de Delcídio do Amaral e do seu ex-chefe de gabinete Diogo Ferreira. Segundo o Broadcast apurou, o relatório também não verificou nenhum tipo de conduta criminosa por parte do ministro Francisco Falcão, do STJ, que já foi presidente da Corte. O relatório já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da Republica (PGR), para que decida se pede o arquivamento do caso ou se faz uma denúncia.
As informações são do blog do jornalista Fausto Macedo. (247).

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Caso Palácio do Bispo em Petrolina. Acompanhe a nota de esclarecimento do administrador da Diocese Padre Mala


Em nota, o Padre Antonio Malan de Carvalho, administrador diocesano, encaminhou nesta terça-feira(22)  a sociedade local,  esclarecimento onde tece  comentários ao conteúdo da carta do Bispo Emérito de Petrolina, Frei Paulo Cardoso, que se posicionou contrario a construção de um Centro Comercial no espaço onde está edificado o prédio do Palácio Diocesano de Petrolina.
Para o Padre Malan, os fatos já estão sendo esclarecidos e a história não é como foi colocada nos últimos dias. Acompanhe a nota e as informações postadas por ele.
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Padre Malan

Aos estimados irmãos e irmãs da Diocese de Petrolina

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

Diante das recentes publicações de D. Paulo Cardoso, sobretudo nas redes sociais, somos obrigados a nos pronunciar, não sem um grande constrangimento, por tratar-se de um bispo da nossa Mãe Igreja. Mesmo sendo bispo emérito, sempre tivemos por D. Paulo todo respeito e atenção. Ocorre que um bispo, por ofício, por amor e vocação tem o dever de zelar, em qualquer circunstância, pela unidade da Igreja. Não é razoável, nem cristão, sequer sugerir, quanto mais favorecer e/ou alimentar divisões na Igreja de Jesus Cristo que, afinal, pediu em oração: “para que todos sejam um, como tu, Paiestás em mim e eu em ti” (Jo 17, 21).

A exposição dos assuntos eclesiais e administrativos da Diocese, como foi feita, causa profundo mal-estar em todo o corpo eclesial da Diocese. Repito: é constrangedor e dói profundamente na nossa alma cristã e católica, admitir publicamente que ficamos perplexos e decepcionados com as publicações recentes, até porque, como bispo diocesano durante 27 anos, D. Paulo sempre mereceu do seu presbitério amor, respeito e colaboração, como deve ser, entre o Bispo e o seu clero.

Constrangidos, sentimos também, no momento, muito arrependimento por não termos buscado antes, com D. Paulo, uma correção fraterna, como, aliás, o Evangelho nos ensina. Motivos, não faltaram. Baste-nos, no momento, recordar a conhecida postura de D. Paulo em relação à reforma da Catedral e da Igreja Matriz. Se dependesse dele, certamente a nossa Catedral não estaria como está agora, em todo o seu esplendor e beleza; tampouco a Igreja Matriz teria recebido o tratamento que recebeu recentemente. Quem tem olhos, olhe, veja!

Com a devida atenção, não é difícil perceber que as recentes publicações de D. Paulo seguem a mesma lógica: o que é bom e belo é, no seu entender, apenas luxo, daí a sua oposição.

A argumentação de zelo pelo patrimônio histórico é incompatível com a omissão em relação aos efeitos do tempo nas construções. Ora, neste sentido, as construções da Igreja não são diferentes das outras construções: elas também sofrem o desgaste do tempo. Não cremos ser necessário elencar estes desgastes em nossas construções que, em 27 anos de governo de D. Paulo não mereceram nenhuma ação precisa de restauração e conservação; a situação da Catedral era crítica, bem como a da Matriz, do Palácio e do Palacinho (mais histórico do que o próprio Palácio, considerando que foi a primeira residência do Bispo diocesano!).

Pena que a população não tenha conhecimento de tudo. Teria sido de grande valia se todos pudessem, ao menos uma vez, ter entrado no Palácio nos últimos anos, percorrendo algumas dependências e, sobretudo, a famosa área onde pretendemos construir. Para quem não sabe, ali havia apenas gatos de rua, muitos insetos e lixo acumulado, com sérios riscos à nossa saúde. Tudo isto, ao lado de quatro mangueiras e um pé de seriguela, em meio ao estacionamento reservado aos padres e funcionários. Valeria saber do real estado de abandono do Palácio Diocesano. Valeria conhecer as alterações inadequadas que, ao longo dos anos foram ali realizadas: banheiros, lavanderia, cozinha, claustro, com muita “gambiarra” nas instalações elétricas e também improvisações hidráulicas.

No entanto, o projeto em questão, tão criticado, prevê a restauração responsável, mediante análise de quem entende: arquitetos, designers, engenheiros e outras pessoas do ramo. Estamos trabalhando na rede elétrica e hidráulica, sem “gambiarras”. Estamos tirando o lixo, separando o que pode ser útil e acomodando num depósito construído em outra área da Diocese. Com isto, estamos liberando pelo menos duas grandes dependências do Palácio que estavam, até então, sendo utilizadas como depósitos, cheios de entulhos e coisas imprestáveis. Estas dependências serão, com a nossa intervenção, o Economato, incluindo o Setor Pessoal da Administração, e um Secretariado de Pastoral. Quem conhece o mínimo de estrutura para funcionamento de uma Diocese, sabe da importância destes espaços.

O que dizer, ainda? Não, nós não somos estúpidos! Estupidez e muito pessimismo seria admitir que, num projeto que reúne bispo, padres, empresários e alguns profissionais (da área do Direito, da construção civil), fossem todos, igualmente, desprovidos de inteligência e bom senso. Alguém aposta nisto? Subestimar a capacidade de quem pensa diferente é, no mínimo, presunção e orgulho.

Quanto a nós, os legítimos responsáveis pela condução da nossa Diocese, a saber, Colégio de Consultores e Administrador diocesano, até que seja eleito e tome posse o novo Bispo diocesano, temos suficiente conhecimento sobre o valor histórico e afetivo do nosso patrimônio. E aquilo que nós não sabemos, até porque não somos donos da verdade, temos a humildade para consultar quem sabe. E isto, no caso em questão, foi feito, tenham todos a mais absoluta certeza.

A propósito, é fundamental que a população leia com atenção o texto anexo – Aspectos técnicos do Projeto. Acima de tudo, convém compreender onde queremos chegar: devolver à população, principalmente aos católicos, o Palácio diocesano restaurado e digno do seu fundador, D. Malan. Quer dizer: o Palácio continuará com a mesma estrutura e no mesmo lugar, mas com condições de voltar a ser a residência do Bispo, se assim o futuro Bispo preferir. No que depender do clero, o Bispo que vier terá o direito de escolher sobre a sua residência.

É preciso insistir: muito do que foi divulgado antes é falso; são muitas inverdades que, arquitetadas como foram, só criam animosidade e divisão, influenciando, negativamente, a opinião pública. Que fique bem claro: nunca, entre nós, foi cogitado vender o Palácio! Aqui vale recordar que, numa outra ocasião – não faz muito tempo – saiu um boato que a Diocese estava arrendando a Emissora Rural à Prefeitura! Todos sabem, agora, o que aconteceu realmente! Tudo não passou de boato, conversa “sem pé nem cabeça”. Com que intenção? Sabe Deus!

Para além do que foi dito (mesmo que ainda não seja tudo), cremos que, bem acima de tudo, está Deus. Portanto, caros irmãos e irmãs, permitam valermo-nos desta para recordar que não vale a pena ficar amargurado nem triste. Amargura e tristeza não combinam com a luz do Espírito Santo. Tenhamos fé: a Providência não nos faltará!

Quem tem fé, continue rezando: por D. Paulo – ele é nosso irmão! Por D. Manoel, por gratidão, pelo seu zelo de pastor. Pela eleição do novo Bispo, sobretudo para que não demore muito. Por todos nós, para que, como rebanho, saibamos cultivar e praticar as virtudes da humildade e da obediência ao pastor.

Enfim, diletos irmãos e irmãs, empreguemos toda a nossa inteligência, nossas energias, nosso amor à Igreja e, sobretudo a nossa fé cristã, a fé batismal, pela qual fomos inseridos na Igreja, para edificar e unir. Esforcemo-nos para sermos, realmente, Povo de Deus. Seguramente, se nos aplicarmos no verdadeiro amor, a Deus e aos irmãos, não estaremos longe do Reino de Deus (cf. Mc 12, 28-34) e sim, bem próximos da Verdade e da sua santa vontade!

Deus abençoe a cada um de nós; Deus abençoe as famílias; Deus abençoe a nossa Diocese.

– Nossa Senhora Rainha dos Anjos, intercedei por nós!

Petrolina, 22 de agosto de 2017

Pe. Antonio Malan de Carvalho

Petrolinense, de nascimento e de coração, Graças a Deus!

ADMINISTRADOR DIOCESANO (C.Geral).




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HAVERÁ BRASIL EM 2022?

Luis Miguel Bugallo Sánchez

Por Paulo Cannabrava Filho, nos Diálogos do Sul *
o do chamamento a este evento, “emprego e desenvolvimento rumo ao Brasil 2022”, me deu um susto e logo riso. Estarei vivo? Haverá Brasil em 2022? O assunto é sério e merece muita reflexão, mesmo porque 22 é emblemático: dever-se-ia comemorar 200 anos da Independência e 100 anos do movimento modernista. Nada a comemorar. Dois fracassos.
Longe dos sonhos dos patriarcas pela independência, hoje voltamos ao tempo de D. João VI, prisioneiros da dívida, tutelados pelo império da vez, exportadores de produtos primários. Longe dos sonhos dos modernistas e das gerações que continuaram a pensar o país, estamos condenados a ser o país do atraso, incapazes de olhar crítica e criativamente a realidade. 
A conjuntura atual impede qualquer projeção racional sobre trabalho, empregabilidade e mesmo desenvolvimento seja de curto, médio ou longo prazo. Os dados e fatos da crise estão estampados nos jornais e na face desse nosso sofrido povo. Pior das crises porque é econômica, política e moral, ou crise civilizatória, como diria o mestre Darcy Ribeiro. 
A pergunta que se coloca é –como chegar a 2022?
Dizem que sou pessimista, mas o que sou é realista, pé no chão depois de 60 anos a observar o andar do processo brasileiro e latino-americano. Se conduzido pela plutocracia que usurpou o poder, nos próximo cinco anos não haverá desenvolvimento, serão péssimas as condições de empregabilidade, e bem maior a exclusão social.
Em cinco anos o país será o maior exportador de grãos do mundo –terá ultrapassado os Estados Unidos-; será o maior  exportador de minerais, como o ferro, cobalto, níquel, lítio, ouro, sem esquecer do petróleo. 
A engenharia terá virado suco, literalmente, outro produto de exportação. O país já é exportador de cérebros. É o fim da picada, investe-se décadas na formação de um quadro e ele vai embora, usar seu conhecimento para o desenvolvimento de outros países. Éramos um país de imigrantes, por séculos, e agora, são alguns milhões que estão lá fora e não entram na conta dos 14 milhões de desempregados.
Desconfiem dessa cifra, pois só computa os que estavam com carteira assinada. Não estão computados os milhões que não entraram no mercado formal de trabalho, os que saíram e viraram PJ ou criaram estratégias de sobrevivência. Somando tudo deve dar uns 20 milhões, pelo menos. E os 40 milhões que diziam ter tirado da pobreza, em que conta entram?
Gente: não é só a ocupação predatória e genocida do território, é a capacidade produtiva do país que estão destruindo. E, o que é o mais grave, porque pouca gente está se dando conta disso, é a soberania do país que está sendo estuprada. Se não se recupera a soberania, nenhuma outra mudança será possível.
Será pior em 2022 a não ser que se mude esse modelo. Vejo tão enraizada essa ditadura do pensamento único imposta pelo capital financeiro, ou se preferem, a ditadura do capital financeiro imposta pelo pensamento único, que nada mudará a não ser com uma ruptura institucional. Nada mudará se não se libertar o país da pior das servidões, a servidão intelectual, fazer com que as escolas e as universidades voltem a pensar o país. 
É muito bom o que vocês estão fazendo, chamando a inteligência a debater a realidade do país. Esse é o caminho. Esse é o caminho mas não basta. Para chegar a algum lugar é preciso acumular muita força. Isso só se consegue com intenso trabalho de ação cultural em cada sala de aula, em cada local de trabalho, principalmente nos bairros populares. 
É preciso acumular forças em torno de uma ideia concreta de projeto nacional de desenvolvimento sustentável, inclusivo, democrático. Temos dito com insistência que já estamos fartos de diagnósticos e choramingas sobre os espaços perdidos. A hora é de prognósticos e de recuperação de espaços, de construção de novos espaços, de formulação de propostas. 
Acredito que só uma grande campanha, como foi a das diretas já nos anos 1980, chamando para uma grande frente de salvação nacional, pode recolocar o país nos trilhos. Salvação nacional porque é a soberania que está em jogo. Um enorme movimento que empolgue o país e culmine com uma Constituinte com soberania popular, que aprove um novo modelo de desenvolvimento, uma nova maneira de se fazer política, uma democracia a ser exercida pelo povo, diretamente.
Qualquer movimento que contrarie a plutocracia, os poderosos que saqueiam o país, será fortemente combatido pelos meios de comunicação, há tempos transformados em porta-vozes do pensamento único. 
Não basta vituperar o Partido Mídia. É preciso denunciar, explicar ao povo que não existe futuro sob a ditadura do capital financeiro, e, mais que tudo, apoiar a mídia alternativa, os jornalistas que com sacrifício estão publicando o que a grande mídia esconde, estão instigando a crítica, abrindo janelas de reflexão. 
Aproveito para pedir o apoio de todos vocês à Diálogos do Sul, revista virtual bilíngue, sucessora de Cadernos do Terceiro Mundo, projeto que busca dar voz aos que lutam pela independência, integração entre os povos, a diversidade, a multicultura.
*Apresentado na 11a Plenária do Conselho da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), no auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, na capital do Estado em 18 de agosto de 2017, em solenidade de posse do autor como Conselheiro Consultivo da confederação que reúne 59 sindicatos.(247).

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ATENTADO COM CARRO-BOMBA DEIXA 6 MORTOS E 40 FERIDOS NO AFEGANISTÃO

Stringer / Reuters Staff

Agência EFE - Pelo menos seis pessoas morreram hoje (23) e outras 40 ficaram feridas, a maioria civis, em um atentado suicida dos talibãs, no qual um insurgente detonou um veículo lotado de explosivos nos arredores de um quartel policial no sul do Afeganistão.
A explosão perto da entrada do quartel-general da polícia em Lashkargah, capital da província de Helmand, causando "muitas baixas", disse à Agência de notícias EFE o porta-voz da polícia, Salam Afghan.
"O terrorista detonou seu veículo (com explosivos) perto da entrada principal do quartel da polícia, um espaço que também é usado como estacionamento por muitos civis", contou Afghan. Acrescentou que entre os mortos há três mulheres e dois soldados.
O porta-voz contou também que, entre os 40 feridos, mais da metade é de estudantes de uma escola religiosa muçulmana situada a poucos metros do local da explosão, além de três soldados. "Alguns dos feridos estão em estado grave", disse.
Os talibãs reivindicaram a autoria do atentado em uma mensagem numa rede social de seu porta-voz, Zabihullah Mujahid.
"Um ataque contra as marionetes inimigas foi feito perto do quartel general da polícia de Helmand, no qual três veículos blindados (...) foram destruídos, e vários soldados morreram", anunciou o porta-voz talibã.
O atentado acontece um dia depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou que o seu país permanecerá envolvido na guerra do Afeganistão, que já dura 16 anos, com o envio de mais tropas.(247).

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Câncer de tireoide exige cuidados rigorosos


Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o câncer de tireoide exige cuidados rigorosos e pode ser agressivo, de acordo com o oncologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Artur Malzyner. Com 39 anos de experiência na área e autor de diversos livros, Malzyner é enfático ao afirmar que este carcinoma – a neoplasia maligna mais comum do sistema endócrino – não tem nada de bonzinho.
“Sem dúvida, é um tipo de câncer melhor que muitos outros. Poucos pacientes falecem em decorrência deste problema nos dias de hoje. Mas, não dá para dizer: fique tranquilo, que nada vai te acontecer”, argumenta o médico. “Câncer bonzinho é aquele inócuo, que, mesmo sem tratamento, evolui bem; e não é o caso. Posso dizer que o câncer de tireoide é bem domável”, complementa.
De acordo com Malzyner, este tipo de neoplasia representa de 3 a 5% dos cânceres hoje diagnosticados no mundo e tem o índice de mortalidade menor no universo dos tumores malignos. Nos Estados Unidos, a estimativa para 2017 é de 55 mil novos casos. No Brasil, é o oitavo mais comum na população feminina (excluindo os tumores de pele não melanoma), sendo que, em 2016, foram estimados cerca de 7 mil novos casos.
São quatro os tipos de tumores na tireoide: papilífero, folicular, medular e anaplásico. Os dois primeiros são considerados diferenciados e com menor gravidade. O último, mais raro, é, em geral, agressivo e com índice de mortalidade elevado.
O papilífero corresponde a cerca de 70% dos casos, com diagnóstico frequentemente em mulheres (três vezes mais afetadas que os homens), entre 30 e 60 anos. No adulto idoso é mais agressivo. O folicular é menos frequente, de 10 a 15% dos casos, comum entre 40 e 60 anos, sendo o público feminino mais atingido do que o masculino e 90% dos pacientes ficam curados. Uma pequena porcentagem tem recaída ou metástase.
O medular representa até 5% dos casos, podendo ser transmitido geneticamente em 25% dos casos. Já o carcinoma anaplásico, o mais raro e agressivo, atinge de 2 a 3% dos casos e maior incidência em pacientes mais velhos.
De acordo com dados recentes da Sociedade Americana de Câncer, nos tumores pequenos, é incomum ter algum problema. Os mais avançados do tipo papilífero têm um índice baixo de mortalidade, em torno de 7 a 10% em cinco anos e nos mais avançados (com metástase), apenas 50% se curam. O folicular é semelhante e os tumores medulares apresentam o mesmo comportamento, mas na metástase apenas 25% conseguem obter êxito. Genericamente, de 10 a 30% dos pacientes falecem em 10 anos e com metástase 50% apenas sobrevivem no mesmo período.
O tratamento dos tumores de tireoide se baseia na retirada de parte ou toda a glândula (denominada tireoidectomia total ou parcial) e, de acordo com a extensão da doença, o paciente deve receber iodoradioativo, administrado uma, duas ou mais vezes, dependendo da circunstância e da gravidade do caso para consolidar o tratamento. Após estes procedimentos, é indispensável ingerir um comprimido de hormônio sintético todos os dias até o fim da vida.
“Com a cirurgia e o tratamento radioativo, a imensa maioria fica boa”, garante Malzyner, que alerta que nem sempre é fácil recolocar o hormônio no organismo dos pacientes e acertar a dose do remédio. “As vezes é um problema. Não é sempre rápida a adaptação ao hormônio sintético.”
Nos últimos anos, os diagnósticos de câncer de tireoide vêm aumentando no País e nos Estados Unidos, em decorrência, entre outros fatores, da exposição ao raio X. “As pessoas também estão mais conscientes e procuram com maior frequência o médico. Além disso, a disseminação do uso do ultrassom permitiu encontrar mais facilmente os tumores de tireoide”, finaliza.
Fique atento para os seguintes sinais e sintomas do câncer de tireoide: nódulo no pescoço, que às vezes cresce depressa; dor na parte da frente do pescoço, que às vezes irradia para os ouvidos; rouquidão ou mudança no timbre de voz que não desaparece com o tempo; dificuldade para engolir; dificuldade para respirar (com a sensação de que se está respirando por um canudinho) e tosse que não para e não tem qualquer relação com a gripe. “Tratando corretamente, as chances são realmente muito boas de cura”, reforça Malzyner.
COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS
Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em 2016.(C.Geral).

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MARINGONI: LULA ESTÁ BRILHANDO NO NORDESTE

Ricardo Stuckert

Lula está brilhando em sua passagem pelo nordeste. As cenas do ex-presidente com o povo são impressionantes.
Ataca sem dó a situação. “O país não precisa ser a merda que é”, diz, em linguagem clara para todos.
Não tivemos em nossa História outra liderança com tamanha capacidade de interlocução com os de baixo. Nem mesmo Getúlio.
Lula fura todas as bolhas e parece galvanizar uma vontade coletiva dos que perderam a esperança, numa espécie de retomada de um fio condutor da Nação consigo mesma.
Desesperançados e desesperados se ligam em sua pessoa, na busca de incertos “bons tempos” existentes no imaginário coletivo e no diferencial do que é a hecatombe do governo Temer com seus anos no Planalto.
Ao mesmo tempo, o ex-presidente joga um bolão naquilo em que é insuperável. Estica a corda de um lado e alivia de outro.
Em entrevista ao programa de rádio de Mário Kertèsz, na manhã de sexta (18), saiu-se com esta:
“Eu conheço bem o Meirelles. É um homem de mercado. Quando o Meirelles aceitou ser meu ministro, presidente do Banco Central, ele tinha sido o deputado federal mais votado pelo PSDB de Goiás. Eu o convenci (…) e devo muita gratidão ao Meirelles. Muita. Pela lealdade com que ele se comportou quando trabalhou comigo. (…) Acho que o Meirelles teria contribuído para a Dilma”.
Trata-se de lulismo na veia. Repetiu de viva voz o que faz na desde a “Carta aos Brasileiros”, de 2002, ao prometer mudança aos de baixo e manutenção das regras aos de cima.
Entre duas opções contraditórias, Lula escolhe ambas e espera para ver que bicho vai dar, azeitando tudo com sua incomparável habilidade. Se fosse Hamlet, não se enrolaria no “Ser ou não ser”. Adotaria as duas opções.
O ex-presidente não parece fazer as duas falas no mesmo comprimento de onda. Para o grande público, joga para cima a autoestima popular, numa quadra de desconstrução da Nação. É fulgurante..
A entrevista para Mario Kertèsz, por sua vez, embute outra lógica: a métrica para eternos acordos e redução de danos, feitos para audiência com endereço definido e restrito. É simplismo dizer que ele tem um discurso para cada plateia.
O ex-metalúrgico se move em baliza institucional estreita, premido pela perspectiva de condenação judicial e pela possibilidade real de vencer em 2018, se a disputa for minimamente limpa . E isso o leva a emitir a dupla mensagem no meio do fogo contrário. Declara guerra e iça a bandeira branca ao mesmo tempo.
Uma nova gestão petista periga ser mais rebaixada em enfrentamentos do que o mandato 2003-07. Isso não acontecerá apenas pela vontade do ex-mandatário, mas porque a correlação de forças é pior e porque as classes dominantes estão unificadas, ao contrário do que ocorreu há 15 anos.
Mesmo assim, o grande capital não o engole em condições normais de temperatura e pressão. Alguém com sua impressionante legitimidade pode um dia ser incontrolável.
O diferencial real e concreto em Lula é sua campanha. Até agora e por maior que seja seu esforço, nenhuma fração burguesa significativa tem a perspectiva de se somar à sua pregação.
Reportagens devastadoras nos noticiários televisivos, manchetes de jornais e revistas e obscuros magistrados loucos por aparecer, tudo pesa contra.
É a materialização de uma maior agressividade do capital em tempos de crise, num novo ciclo de acumulação e concentração no plano global.
Por isso são inúteis os apelos de Lula por uma frente amplíssima, que envolva os miseráveis e a alta finança, como aponta seu aceno a Meirelles, sua cria.
Juntar as críticas aos dois comportamentos do petista — a pregação para amplas camadas populares com sua tentativa de atrair o grande capital — num único canal funciona para nós, em nossas bolhas.
Para Lula e para suas crescente plateias, parecem ser mundos diversos.
Denunciar seu comportamento como “traição de classe” ou coisa que o valha é para lá de inócuo. Lula já mostrou: não pretende realizar transformação social alguma, mas buscar acordos sem luta.
Está avisando para quem quiser entender. Seu intento é claro e é bobagem reclamar disso.
Embora muita gente tenha fórmulas mais eficientes na cabeça, quem atrai multidões e rompe bolhas é ele.
Resta ver se sua tática é chamar o golpismo — pois Meirelles representa o coração da ruptura de 2016 — para um chá com torradas surtirá efeito em tempos de depressão profunda, cenário muito pior do que a crise de 2002.(247).

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