quarta-feira, 24 de maio de 2017

EXÉRCITO ABANDONA TEMER, QUE JÁ COGITA RECUAR E ANULAR DECRETO


O comandante do Exército, general Eduardo da Costa Villas Bôas, assegurou nesta quarta-feira 24 que as Forças Armadas iriam agir respeitando a Constituição e garantindo a democracia após o decreto assinado por Michel Temer que determina o uso das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem no Distrito Federal.
O decreto foi anunciado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pelo general Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, que também o assinaram, durante manifestação em Brasília que pedia a rejeição das reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo governo federal, e defendia eleições diretas para presidente. Um grupo de mascarados jogou pedras e colocou fogo nos prédios de alguns ministérios e atacaram policiais.
Villas Bôas avaliou que a polícia tem capacidade de garantir a ordem. "Acredito que a polícia deva ter ainda a capacidade de preservar a ordem. Ficamos em uma situação de expectativa caso algo fuja ao controle", declarou a jornalistas após uma palestra sobre defesa nacional na Fundação Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.
Diante de uma série de críticas sobre o decreto - senadores já entraram com um pedido para suspendê-lo -, Temer já cogita revogá-lo se as manifestações contra suas reformas em Brasília estiverem mais calmas até o fim da noite.
O general também reafirmou o compromisso com a democracia. “Tanto as forças de segurança pública quanto as Forças Armadas estão empenhadas na preservação da democracia, na observância da Constituição e no perfeito funcionamento das instituições nacionais, a quem cabe encontrar o caminho para a solução dessa crise. Mas a nossa democracia não corre risco”, afirmou.
Villas Bôas afirmou ainda que o clima no comando da instituição e no Palácio do Planalto é de "choque" e "muita insegurança" após as denúncias do empresário Joesley Batista, da JBS, envolvendo Temer. (247).

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AÉCIO ENTREGA PASSAPORTE E É NOTIFICADO SOBRE PRISÃO

Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) não pode mais viajar para fora do Brasil.
Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, ele teve que entregar seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira 24, num desfecho humilhante para quem, até poucos dias atrás, liderava protestos contra a corrupção.
Aécio também foi notificado sobre o pedido de prisão formulado pela procuradoria-geral da República e ganhou prazo de 15 dias para se manifestar antes da decisão do plenário da corte.
Depois que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio decidiu incendiar o País – "só para encher o saco", como disse num grampo com o empresário Joesley Batista, a quem pediu uma propina de R$ 2 milhões.
Ao não aceitar o resultado eleitoral e se aliar ao então deputado Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos de prisão, para provocar instabilidade econômica e, assim, lograr êxito no golpe, Aécio atirou o Brasil na maior crise de sua história.
Nesta quarta, Michel Temer, também investigado por corrupção, convocou o Exército (saiba mais aqui). (247).

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ROLLEMBERG PEITA TEMER E DIZ QUE ELE AGIU FORA DA LEI AO CHAMAR EXÉRCITO


O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, do PSB, decidiu peitar Michel Temer, que, de forma ilegal, convocou as Forças Armadas para ocupar as ruas da capital federal, durante uma semana.
"Para surpresa do Governo de Brasília, a Presidência da República decidiu na tarde de hoje recorrer ao uso das Forças Armadas, medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do Governo de Brasília e sem respeitar os requisitos da Lei Complementar nº 97/99", disse ele, em nota oficial.
Ao chamar as Forças Armadas, Michel Temer cometeu novo crime de responsabilidade, segundo apontam diversos juristas (leia aqui).
Abaixo, a nota de Rollemberg:
NOTA OFICIAL
O Governo de Brasília lamenta os episódios ocorridos na manifestação de hoje quando alguns grupos agiram com violência, depredando o patrimônio público e privado.
É dever do Estado garantir o direito à manifestação, para que todos possam se expressar de forma respeitosa, sem colocar em risco a integridade das pessoas e do patrimônio público.
A Polícia Militar do Distrito Federal agiu de acordo com o Protocolo Tático Integrado assinado pelos governos federal e distrital, no mês passado, em que a segurança dos prédios públicos federais ficou sob a responsabilidade da União.
Em todas as 151 manifestações realizadas nos últimos dois anos, as forças de segurança federal e distrital agiram de maneira integrada e colaborativa. Em todas as ocasiões a Polícia Militar agiu com eficácia e eficiência, demonstrando estar plenamente apta ao regular desempenho de sua missão constitucional. Eventuais excessos serão rigorosamente apurados.
No entanto, para surpresa do Governo de Brasília, a Presidência da República decidiu na tarde de hoje recorrer ao uso das Forças Armadas, medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do Governo de Brasília e sem respeitar os requisitos da Lei Complementar nº 97/99 (artigo 15, parágrafos 2º e 3º).
Os fatos de hoje em Brasília retratam a grave crise política do país. Não é a violência e nem a restrição de liberdade que a resolverão.
A solução virá do estrito respeito à Constituição e às leis em vigor no país. (247)
Rodrigo Rollemberg
Governador de Brasília

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TEMER SE ASSUME DITADOR E DIZ QUE IRÁ EXERCER A AUTORIDADE DO CARGO

Murillo Constantino


Primeiro "presidente" da história do Brasil a ser investigado por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer, que conquistou o poder por meio de um golpe parlamentar e é rejeitado por 92% dos brasileiros, divulgou nota nesta noite para justificar a convocação das Forças Armadas no Distrito Federal.
Na nota, ele afirmou que "não hesitará em exercer a autoridade que o cargo lhe confere sempre que for considerado necessário".
Segundo diversos juristas, ele cometeu mais um crime de responsabilidade ao usurpar o papel das Forças Armadas (leia aqui).
Para a OAB, Temer é um criminoso.
Segundo a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, ele não tem condições éticas de seguir à frente do País (leia aqui).
Sujeito à disciplina e à hierarquia, o Exército foi convocado a proteger um governo onde o "presidente" e nove ministros são investigados.
O Brasil pede socorro.
Abaixo, reportagem do Valor sobre a nota de Temer:
O presidente Michel Temer afirmou por meio de sua assessoria que "não hesitará em exercer a autoridade que o cargo lhe confere sempre que for considerado necessário". A manifestação do Palácio do Planalto, em nota à imprensa, decorre da reação à iniciativa de autorizar o emprego das Forças Armadas no Distrito Federal para a Garantia da Lei e da Ordem em meio a protestos em Brasília. O Palácio do Planalto destacou que, restabelecendo-se a ordem, o documento será revogado - o prazo programado no decreto é 31 de maio.
“Após confirmada a insuficiência dos meios policiais solicitados pelo presidente da Câmara dos Deputados, [o presidente Temer] decidiu empregar, com base no artigo 142 da Constituição Federal, efetivos das Forças Armadas com o objetivo de garantir a integridade física das pessoas, proporcionar evacuação segura dos prédios da esplanada e proteger o patrimônio público, tal como foi feito anteriormente em vários Estados brasileiros”, afirma a nota.
O Palácio do Planalto destacou ainda que as manifestações ocorridas em Brasília nesta quarta-feira, “como largamente apresentado aos meios de comunicação”, "produziram atos de violência e vandalismo que, lamentavelmente, colocaram em risco a vida e a incolumidade de servidores que trabalham na Esplanada dos Ministérios."
Congresso
Mais cedo, o Palácio do Planalto encaminhou comunicado ao Congresso Nacional diante da divisão de opiniões entre parlamentares em relação ao uso das Forças Armadas nas ruas.
A nota destacou que o decreto autoriza o emprego das Forças Armadas com "a única intenção de garantir uma manifestação pacífica e não destrutiva, buscando preservar a ordem pública e a segurança das pessoas".
“Importante mencionar que a medida encontra amparo na Constituição Federal e já foi utilizada por diversas vezes em diversos Estados da Federação, atendendo pleitos dos senhores governadores”, diz o comunicado, mencionando a atuação das Forças Armadas a partir de decreto presidencial em Rio de Janeiro, Espirito Santo, Pernambuco, Amazonas e Rio Grande do Norte.(247).

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HUCK DIZ QUE SE DECEPCIONOU COM AÉCIO


Questionado pela Folha sobre o escândalo envolvendo seu amigo, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), o apresentador da TV Globo respondeu.
"Que atire a primeira pedra quem nunca se surpreendeu negativamente ou se decepcionou com um amigo".
Depois da delação do empresário da JBS, que atingiu Aécio em cheio, e levou à prisão sua irmã e seu primo, Huck deletou as fotos com o tucano que tinha nas redes sociais.
Apesar disso, Huck disse que não negará sua amizade com Aécio. "Não vou renegar minha relação de amizade com ele, nem mesmo em um momento tão negativo de sua vida", afirmou. (247).

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TEMER TENTA SAÍDA HONROSA E DIZ QUE VAI REVOGAR DECRETO ASSIM QUE ORDEM FOR RESTABELECIDA


Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
O Palácio do Planalto disse que a decisão do presidente Michel Temer de usar as Forças Armadas para reforçar a segurança na Esplanada dos Ministérios na tarde de hoje (24) foi tomada com base na informação de que não havia policiais da Força Nacional suficientes para atender à solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
"[...] o Presidente da República, após confirmada a insuficiência dos meios policiais solicitados pelo Presidente da Câmara dos Deputados, decidiu empregar, com base no Artigo 142 da Constituição Federal, efetivos das Forças Armadas com o objetivo de garantir a integridade física das pessoas [...]", diz um trecho da nota divulgada no início da noite.
O Planalto destaca ainda o tumulto ocorrido durante a manifestação de hoje que protestava contra as reformas debatidas no Congresso Nacional e pedia a saída de Michel Temer. No protesto, um grupo de manifestantes e policiais entrou em confronto. O grupo quebrou vidraças dos prédios dos ministérios e colocou fogo em banheiros químicos. A polícia reagiu com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Os fatos, segundo o governo, motivaram o emprego de militares na proteção do patrimônio público.
"As manifestações ocorridas em Brasília nesta data, como largamente apresentado aos meios de comunicação, produziram atos de violência e vandalismo que, lamentavelmente, colocaram em risco a vida e a incolumidade de servidores que trabalham na Esplanada dos Ministérios nesta capital federal. [...] O Presidente da República ressalta que não hesitará em exercer a autoridade que o cargo lhe confere sempre que for necessário". A nota informa ainda que "restabelecendo-se a ordem, o documento será revogado".
Mais cedo, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez um pronunciamento informando que a determinação presidencial partiu de um pedido feito por Maia. O presidente da Câmara se manifestou, informando que fez a solicitação da Força Nacional (composta por agentes das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros), e não das Forças Armadas. A decisão do governo federal provocou debate entre parlamentares da base aliada e da oposição na Câmara e no Senado.
Governo do Distrito Federal
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, divulgou nota lamentando os episódios de violência que ocorreram durante a manifestação, resultando em depredação do patrimônio público e privado. Segundo estimativa parcial da Polícia Militar do Distrito Federal, mais de 35 mil pessoas participaram da manifestação convocada por centrais sindicais de todo o país contra as reformas previdenciária e trabalhista.
O governador, no comunicado, se disse "surpreso" com o decreto do presidente Michel Temer autorizando o uso das Forças Armadas para proteger os demais prédios da Esplanada dos Ministérios, palácios e o Congresso Nacional, até o dia 31 de maio.
"Medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do Governo de Brasília e sem respeitar os requisitos da Lei Complementar nº 97/99 (artigo 15, parágrafos 2º e 3º)", criticou Rollemberg. "Os fatos de hoje em Brasília retratam a grave crise política do país. Não é a violência e nem a restrição de liberdade que a resolverão. A solução virá do estrito respeito à Constituição e às leis em vigor no país", completou.
Rollemberg ressaltou que a PM agiu conforme protocolo assinado entre os governos federal e distrital, no mês passado, "em que a segurança dos prédios públicos federais ficou sob a responsabilidade da União". O documento diz que possíveis excessos cometidos durante a operação serão "rigorosamente apurados".
Centrais sindicais
Em nota, a Força Sindical, uma das centrais organizadoras da marcha de hoje, lamentou os atos de depredação. Segundo a central, tais atos foram cometidos por black blocs infiltrados na manifestação.
"Foi uma manifestação pacífica e organizada, mas forte o suficiente para atrair a atenção de toda a mídia brasileira e boa parte da atenção internacional. Mais do que lamentar, nós, da Força Sindical, rechaçamos a infiltração de black blocs neste ato grandioso e significativo. Não temos nada a ver com esses baderneiros. E igualmente atribuímos ao despreparo da Polícia Militar de Brasília grande parte da responsabilidade pelas cenas lamentáveis de depredação do patrimônio público. Em lugar de prender bandidos comuns e qualificados, de máscara ou de colarinho branco, infelizmente essa polícia se especializa em atacar trabalhadores e trabalhadoras", diz a nota, assinada pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.
Na nota, a central diz que as reformas precisam ser "repactuadas com a sociedade". "A solução para a pacificação do povo brasileiro, com a consequente retomada da economia, está, outra vez, com o próprio governo e com o Congresso Nacional. Não há a mínima condição de estas reformas prosseguirem. Têm de ser retiradas e refeitas, repactuadas com toda a sociedade e, especialmente, com o movimento sindical". (247).

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CUT CELEBRA 'MAIOR MARCHA DA HISTÓRIA' E CONDENA REPRESSÃO DE TEMER


A Central Única dos Trabalhadores, maior central sindical do Brasil, condenou a repressão das manifestações desta quarta-feira (24), em Brasília, pelo governo Temer. Confira a íntegra da nota publicada pela CUT:
Maior Marcha da história
200 mil em Brasília por Nenhum direito a menos!
Fora Temer!
Diretas já!

O eixo monumental de Brasília foi tomado por 200 mil manifestantes que protestaram de forma pacífica contra as reformas trabalhista e da Previdência exigindo a retirada imediata das propostas do Congresso, recusaram o "golpe dentro do golpe" com eleição indireta de presidente, defenderam que a palavra tem que ser dada ao povo soberano em eleições diretas já!
A participação da CUT, em unidade com todas as centrais, foi importante para o sucesso do Ocupa Brasília.
Mas, quando o início da Marcha chegou próximo ao Congresso Nacional, o Estado mostrou sua falta de preparo para receber uma manifestação democrática e a polícia, mais uma vez, agiu de forma repressora como sempre faz em atos de trabalhadores e trabalhadoras, que hoje, em Brasília, exerciam seu legítimo direito de manifestação. Milhares de mulheres, homens, jovens e crianças foram recebidos com balas de borracha e gás lacrimogêneo.
Temer se aproveitou disso para invocar as Forças Armadas para a defesa da "ordem", lembrando os piores momentos da ditadura militar.
A CUT e as demais centrais não vão esmorecer na luta em defesa dos direitos e da democracia, devendo reunir-se para discutir a continuidade da luta e, continuando a tramitar as reformas, adotar o chamado a uma nova greve geral maior do que paralisou o Brasil em 28 de abril. (247).

A luta continua
Nenhum direito a menos
Fora Temer
Diretas já


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INVESTIGADO PELO MP POR CORRUPÇÃO, TEMER CHAMA EXÉRCITO POR UMA SEMANA


 Investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer assinou decreto em que coloca tropas federais nas ruas do Distrito Federal por uma semana.
A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, em coletiva de imprensa durante confusão em Brasília após repressão da Polícia Militar contra manifestantes que protestavam contra as reformas do governo, pela saída de Temer e por eleições diretas.
"O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara, uma ação de garantia da lei e da ordem", anunciou Jungmann, que disse que Temer não irá aceitar baderna. "O senhor presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável baderna, inaceitável o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar o processo que se desenvolve de foram democrática e com respeito às instituições", afirmou.
"Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas também levando em conta fundamentalmente uma manifestação que estava prevista como pacífica. Ela degringolou à violência, vandalismo, desrespeito, agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados", acrescentou o ministro, em seu pronunciamento.
A decisão praticamente coloca o Brasil em estado de sítio, no momento em que mais de 85% dos brasileiros desejam a saída de Temer e eleições diretas para presidente. Brasília entrou em chamas com os protestos contra as reformas de um governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar(247).

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TEMER COMETEU NOVO CRIME DE RESPONSABILIDADE AO ACIONAR O EXÉRCITO, APONTAM JURISTAS

Beto Barata/PR


Do portal Justificando
“Medida autoritária, inconstitucional e ilegal. Uma afronta às liberdades públicas, claro crime de responsabilidade”. Assim definiu a coordenadora do curso de Direito da Fundação Getúlio Vargas Eloísa Machado sobre o decreto de Garantia de Lei e da Ordem (GLO) acionado por Michel Temer para repressão do protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O Presidente determinou o Emprego das Forças Armadas no país até dia 31 de maio deste mês, valendo-se de uma lei que prevê a situação em caso de policiamento insuficiente. Para ela, bem como para grande parte da comunidade jurídica, Temer cometeu crime de responsabilidade, passível de impeachment.
Dentre tantas violações do governo Temer, causou espanto o uso das Forças Armadas para manter a plataforma do governo sustentada por falta de legitimidade popular e imposição de medidas inconstitucionais e draconianas para a população, como as Reformas Trabalhista e da Previdência. Esse decreto já foi utilizado outras vezes, como, por exemplo, na ocupação da Maré no Rio de Janeiro pelo Governo Dilma e na “crise” penitenciária em Manaus, já com o governo de Michel Temer. Ambos casos despertaram inúmeras críticas.
No caso atual, Temer é protagonista do escândalo das recentes divulgações de áudio entre ele e o empresário da JBS Joesley Batista; sua base governista no Congresso está esvaziada e pressionando pela renúncia; e, ainda, o presidente lida com a histórica resistência popular que pelo processo de impeachment contestado, bem como pela falta de legitimidade política para impor as reformas. No último domingo, 21, ele fez um pronunciamento em rede nacional contrariando opositores e situacionistas no sentido de que não renunciaria. O protesto por sua queda era esperado e inevitável.
Para o Professor de Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Rubens Glezer, no caso específico do decreto para reprimir manifestação popular não era cabível tal atitude sequer em tese – “A atuação das Forças Armadas é disciplinada no na lei em hipóteses que o policiamento ostensivo não é suficiente, o que claramente não é o caso. Além disso, houve evidente abuso na decretação do período que compreende 24 de maio a 31 de maio, um período injustificável que coincide com a agenda do governo. Flerte perigosíssimo com o estado policialesco sem limites”.
Para o Advogado da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares e Colunista do Justificando Patrick Mariano, Temer, na prática, decretou estado de sítio -“É estarrecedor que no dia em que a Corte Interamericana de Direitos Humanos julga o caso do Vladimir Herzog e 10 trabalhadores rurais são assassinados pela polícia em uma ação de despejo, Rodrigo Maia e Temer baixam um decreto para que as forças armadas sejam usadas contra as manifestações até o dia 31 de maio. O decreto deixa nas mãos do ministro da defesa a forma como se dará o uso das forças armadas, ou seja, estamos, na prática, vivendo um Estado de sítio decretado por um governo ilegítimo”.
Mariano também entende que o decreto consolidou a prática de crime de responsabilidade pelo Presidente da República – “Ou seja, o governo Temer caiu e hoje só se sustenta pelo uso das forças armadas. Espero que os comandantes militares não se prestem à defesa de um governo corrupto, ilegítimo e irresponsável e que o STF processe por crime de responsabilidade Michel Temer”
No campo das instituições, o decreto de Temer já é contestado. Em sessão no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou durante seu voto: “Presidente [do STF, Cármen Lúcia], voto um pouco preocupado com o contexto e espero que a notícia não seja verdadeira. O chefe do poder Executivo [Temer] teria editado um decreto autorizando o uso das Forças Armadas no Distrito Federal, no período de 24 a 31 de maio“
Márcio Sotelo Felippe, colunista no Justificando e Procurador do Estado, resume as intenções de Temer ao editar o decreto – “Desmoralizado, sem condições éticas e políticas de exercer a presidência, Temer quer intimidar pela força. Incidentes em protestos não são novidades e a democracia convive com isso em qualquer lugar do mundo”.
“A medida é abusiva e mostra o quanto está sendo nocivo para o país esse governo, ultrapassando limites perigosos. Temer fora já” – concluiu.(247).

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Em Brasilia, Governo evacua todos os prédios da Esplanada

fogo-ministerio

Todos os prédios da Esplanada dos ministérios, em Brasília, estão sendo evacuados na tarde desta quarta-feira (24) após os ministérios da Agricultura e da Fazenda sofrerem um incêndio do lado externo. Os funcionários dos ministérios estão sendo retirados dos prédios pelas saídas dos fundos. Para evitar que manifestantes se aproximem do Congresso Nacional, a Polícia Militar do DF faz uso de bombas de gás lacrimogêneo.
Um manifestante foi ferido gravemente e perdeu parte da mão, segundo apurou reportagem do UOL. Outro manifestante foi ferido a bala. A confusão começou quando os manifestantes tentaram furar uma barreira feita pela polícia para se aproximar do Congresso. A todo momento, grupos de policiais tentam dispersar manifestantes, que estão espalhados pela Esplanada dos Ministérios. Vários atiram pedaços de pau e pedras em direção aos policiais, enquanto os trios elétricos das centrais sindicais estão praticamente no meio do fogo cruzado.
Enquanto isso, do lado de dentro do Congresso, deputados de oposição ao governo federal ocuparam a Mesa Diretora da Câmara em protesto contra o presidente Michel Temer (PMDB) e pediram o encerramento dos trabalhos na Casa. Vice­presidente da Câmara, André Fufuca (PP­MA), suspendeu a sessão por dez minutos depois de uma confusão.
A Marcha das Centrais Sindicais, como está sendo chamado o ato, protesta contra as reformas propostas pelo governo federal e pede a renúncia do presidente Michel Temer. Os manifestantes se reuniram pela manhã em frente ao estádio Mané Garrincha e depois seguiram em caminhada até o Congresso passando pela Esplanada dos Ministérios.(Convocação Geral).

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Serra Talhada: Alunos da FIS cobram segurança e iluminação pública nas ruas

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Dezenas de estudantes da Faculdade de Integração do Sertão (FIS) realizaram um protesto na noite dessa terça-feira (23) cobrando mais segurança para os que frequentam a instituição. Os alunos tomaram a iniciativa após um arrastão ter acontecido nas proximidades da BR-232, na última segunda-feira, onde dois homens em uma motocicleta assaltaram um grupo de docentes (relembre).
Aos gritos de ‘justiça e queremos segurança’, os manifestantes ficaram defronte a entrada da faculdade e cobraram policiamento ostensivo no local, iluminação pública e área de estacionamento para os ônibus que veem de outros municípios.
“O objetivo deste protesto é que haja segurança por parte da direção da FIS. Passamos ontem por um constrangimento muito grande onde muitos alunos foram assaltados. Houve tiros e tudo. Estamos pedindo segurança. Estamos protestando para mostrar que queremos respeito”, disse a estudante de Enfermagem, Valentina Bezerra dos Santos.
CRÍTICAS AOS POLÍTICOS: Mas às críticas não foram direcionadas apenas aos que fazem a instituição. Os políticos, entre eles, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, também foi criticado, bem como os vereadores que não apareceram ao ato público.
“Nós viemos de vários lugares e geramos dinheiro e renda para Serra Talhada. A gente só dá lucro ao lugar. Mas o que este lugar está dando de volta pra gente? Nada. Cabe a todos os dirigentes, desde o comando geral, do prefeito atual, câmara de vereadores, diretor da FIS, coordenadores de curso…nós queremos segurança”, disse Inês Cláudia Leite de Oliveira, que reside em Salgueiro.
Em seu discurso, a estudante lamentou que o entorno da faculdade esteja escuro, facilitando os assaltos. “Eu não quero sair de Salgueiro para realizar o meu sonho e ser uma vítima aqui. A gente quer providências e não vítimas. Queremos iluminação. É uma imoralidade. Em volta de uma faculdade como a FIS que oferece tantos empregos para Serra Talhada está totalmente escuro. Como é que anda a população deste bairro? os marginais estão zombando da cara dos políticos daqui e é imoral tudo isso.”, reforçou Inês Oliveira. (Fotos: Tatiana Fidelix, especial para o Farol de Notícias) (Convocação Geral).

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DILMA VAI AO STF E PEDE NULIDADE DO GOLPE


A presidente legítima Dilma Rouseff foi ao STF nesta quarta-feira 24 para que a suprema corte anule o golpe de 2016.
Leia a íntegra do comunicado divulgado em seu site:
Defesa pede ao STF que julgue legalidade do impeachment de Dilma

Advogado da presidenta eleita, o ex-ministro José Eduardo Cardozo entra com petição no Supremo, pedindo ao ministro Alexandre de Morais, relator da ação sobre o afastamento, que julgue logo o caso


A defesa de Dilma Rousseff encaminhou nesta quarta-feira, 24 de maio, petição ao Supremo Tribunal Federal, pedindo à Corte que julgue a ação sobre a legalidade do impeachment da presidenta eleita em 2016. O caso está nas mãos do ministro Alexandre de Morais, desde que o ministro Teori Zavascki faleceu, em janeiro deste ano. A ação que defende a nulidade do processo de impeachment foi apresentada pelo advogado José Eduardo Cardozo em setembro do ano passado.
De acordo com Cardozo, Michel Temer foi atingido frontalmente por denúncias de corrupção e de tentativa de obstrução da Justiça, firmadas a partir de delações premiadas homologadas pelo próprio STF. "O País passa hoje por uma crise política e institucional aguda, em dimensões nunca antes vivenciadas", ressalta o ex-ministro da Justiça e ex-advogado Geral da União.
"A cada dia se evidencia mais a ilegitimidade e a impossibilidade do atual presidente da República permanecer no exercício do mandato para o qual não foi eleito, e em que foi indevidamente investido por força de um processo de impeachment escandalosamente viciado e sem motivos jurídicos que pudessem vir a justificá-lo", aponta.
"Urge que um governo legitimado por 54,5 milhões de votos, e indevidamente afastado do mandato que lhe foi outorgado pela população brasileira, retome as rédeas do País para buscar a normalidade institucional", aponta Cardozo. "Somente o Poder Judiciário pode reverter esta situação lesiva à democracia e ao Estado de Direito".
O advogado aponta que o país vive "as consequências funestas de um terremoto político motivado por um impeachment presidencial consumado sem causa constitucional plausível" e que o governo está "desmoralizado", em condições insustentáveis de governabilidade perante a sociedade brasileira e a opinião pública internacional. "Uma renúncia desejada pela mais ampla maioria da população brasileira, mas que fica aterrorizada pela possibilidade de uma eleição indireta, feita pelo Congresso Nacional, onde muitos de seus membros são acusados de terem incorrido na prática de atos ilícitos", observa Cardozo.
Segundo o advogado, que defendeu Dilma no Congresso durante o processo de impeachment, não há mais dúvida de que o afastamento da presidenta eleita ocorreu sem que tenha sido praticado qualquer ato que configure crime de responsabilidade.
Cardozo lembra na petição que o próprio Michel Temer apontou o desvio de poder de Eduardo Cunha, ao aceitar a abertura do processo de impeachment, em entrevista à TV Band, em abril. Disse Temer a jornalistas: "Veja que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado naquele comitê de ética (votado favoravelmente a não abertura do processo de cassação do então deput(247).

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Confira quanto custa em média o Kg da carne de caprinos e ovinos nos municípios de Uauá, Curaçá, Juazeiro, Casa Nova e Remanso.

Carne de bode
Para o conhecimento de todos, segue a dinâmica dos Negócios Caprinos e Ovinos nos Municípios de atuação do Programa Bioma Caatinga (Juazeiro, Casa Nova, Remanso, Uauá e Curaçá). As informações coletadas referem-se à cotação de preço na semana de 15 a 19 de Maio de 2017.
 
Cotação de Preços (R$)
MunicípioCompra ao produtor (R$/Kg)Venda ao Consumidor (R$/Kg)(R$/arroba) Caprino/Ovino(R$/arroba) Bovino (Faeb/Senar)
UauáR$ 11,00R$ 12,50R$ 165,00
CuraçáR$ 12,50R$ 14,50R$ 187,50
RemansoR$ 11,00R$ 13,00R$ 165,00
Casa NovaR$ 10,00R$ 14,50R$ 150,00
JuazeiroR$ 14,00R$ 18,50R$ 210,00
Média de preçoR$ 11,70R$ 14,60R$ 175,50R$ 146,00
Fonte: Projeto Bioma Caatinga
Obs.: O valor da arroba do caprino/ovino é calculado a partir do preço do Kg do animal comprado no produtor.
TOTAL DE CAPRINOS E OVINOS ABATIDOS NO ABATEDOURO CAMPO DO GADO EM JUAZEIRO-BA – de 15 a 19 de Maio de 2017.
– Caprinos
– Ovinos
Total:  animais
Valores cobrados pelo o abatedouro Campo do Gado (Juazeiro) para abate de caprinos e ovinos:
1.   Preço do Abate: R$ 25,00 por animal. Valor pago pelo o dono do animal (abate inspecionado por um veterinário)
2.   Preço do Frete Juazeiro/Petrolina Transporte do Abatedouro: R$ 5,00 por animal abatido levado do abatedouro ao estabelecimento comercial.
3.   Pele de Caprino: R$ 4,00 (valor pago por unidade ao dono do animal)
4.   Pele de Ovino: R$ 5,00 (valor pago por unidade ao dono do animal)
5.   Vísceras (Caprino/Ovino): R$ 5,00 (valor pago ao dono do animal)(247)

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