terça-feira, 8 de agosto de 2023

Líderes de países amazônicos fecham acordo sem bloqueio à exploração de petróleo

 

Declaração de Belém não contemplou o aspecto reivindicado pelo presidente colombiano Gustavo Petro e busca fortalecer cooperação regional e evitar ponto de não retorno na Amazônia

Reunião dos Chefes de Estado e de Governo dos países signatários do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), em Belém (PA) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


Após uma série de manifestações e discursos contundentes da sociedade civil, instando a proibição da exploração de petróleo na região amazônica, o comunicado final resultante das deliberações entre os líderes estaduais da região não contém a expressão "combustíveis fósseis", segundo reportagem da Folha de S.Paulo. Intitulado como Declaração de Belém, o pronunciamento foi oficialmente divulgado nesta terça-feira (8), subsequente a um encontro de caráter reservado.

O documento aborda, em quatro instâncias distintas, a necessidade de evitar o ponto de virada na preservação da floresta amazônica. Essa abordagem tem o intuito de limitar a taxa de desmatamento a aproximadamente 20% da extensão do bioma, visando evitar um processo irreversível de desertificação que resultaria na perda das características intrínsecas da floresta tropical.

Entretanto, não foram estipuladas metas ou prazos para a conservação da floresta e o combate ao desmatamento. A aspiração pelo desmatamento zero, advogada tanto pelo Brasil quanto pela Colômbia, não foi adotada como parte das resoluções. Ela é mencionada no preâmbulo apenas como um "ideal a ser perseguido na região". No decorrer do texto, a questão é revisitada como uma das possíveis metas nacionais a serem apoiadas por meio de cooperação regional.

Em uma das poucas modificações linguísticas no conteúdo, foi notável um leve avanço na única menção ao setor de combustíveis fósseis no texto. A declaração reza: "Iniciar um diálogo entre os Estados Partes sobre a sustentabilidade de setores como mineração e hidrocarbonetos na região amazônica, em consonância com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável e com as políticas nacionais soberanas."

Contrapondo-se ao rascunho do domingo anterior (6), que imputava exclusivamente responsabilidades aos agentes privados, a versão final busca "encorajar os atores envolvidos no ciclo de vida de minérios e hidrocarbonetos a ajustarem suas práticas de acordo com a Agenda 2030".

O teor do documento mantém-se alinhado com o esboço previamente obtido pela reportagem no fim de semana anterior, prévio à conclusão dos Diálogos Amazônicos, que congregaram ONGs e movimentos sociais nos três dias que antecederam a Cúpula. A promessa do governo federal de considerar as demandas populares no encontro de líderes estaduais serviu como pano de fundo para esses diálogos.

O evento inaugural da Cúpula teve início pela manhã, com uma sessão de abertura que incluiu discursos de autoridades e representantes da sociedade civil. O destaque ficou por conta do presidente colombiano, Gustavo Petro, que aproveitou a oportunidade para lançar luz sobre os desacordos que cercam o encontro, particularmente no que diz respeito ao encerramento da exploração petrolífera na Amazônia. Esse posicionamento, expresso publicamente por ele, foi contestado pelo presidente Lula (PT).

Em uma declaração franca, proferida pouco após o discurso do líder brasileiro, Petro acusou a esquerda de adotar uma postura negacionista em relação às questões climáticas. Ele observou: "Existe um profundo conflito ético, especialmente dentro das forças progressistas, que deveriam estar alinhadas com a ciência". Essa observação diz respeito ao consenso científico acerca da crise climática.

"Os governos de orientação direitista têm uma rota de fuga simples, que é o negacionismo. Eles negam a ciência. Para os progressistas, a situação é mais complexa. Isso frequentemente resulta em outro tipo de negacionismo: a retórica da transição", acrescentou Petro, referindo-se ao termo frequentemente empregado pelos governos para justificar a continuidade dos investimentos em fontes de energia provenientes de combustíveis fósseis. - 247.


BLOG DO BILL NOTICIAS

Governo Lula focará PAC em obras paradas e quer atrair R$ 1 trilhão de investimento

A administração federal estima investir R$ 60 bilhões do Orçamento anual com o programa

Luiz Inácio Lula da Silva e obras do PAC (Foto: José Cruz/Agência Brasil | Sanesul | Divulgação)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lancará o novo Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC) na próxima sexta-feira (11). A gestão, que pretende focar inicialmente em obras paralisadas, pretende atingir até R$ 1 trilhão em investimentos em quatro anos, unindo o Orçamento da União, parcerias público-privadas (PPP), concessões e de estatais. A administração federal estima investir R$ 60 bilhões do Orçamento anual com o programa, de acordo com informações publicadas no portal Uol.

Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucional) tiveram nesta sexta reuniões com lideranças do Congresso. Foram às residências oficiais dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Também conversaram com outros parlamentares.

O valor de R$ 1 trilhão representa cerca de 10% dos R$ 9,9 trilhões do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no ano passado. O investimento seria aproximado do PAC 2, no qual foi investido R$ 1,066 trilhão em pouco mais de quatro anos entre 2010 e 2014.

No encontro com os deputados, o governo ofereceu a possibilidade de parlamentares colocarem emendas impositivas aos investimentos do PAC. "Por exemplo, se os deputados do Ceará quiserem alocar [as emendas] para construírem 10 unidades básicas de saúde, podem", afimou José Guimarães (PT-CE), líder do partido na Câmara. - 247.


BLOG DO BILL NOTICIAS

Helicóptero da Marinha cai durante treinamento em Formosa

Dois militares morreram no local e seis foram hospitalizados

 

PECCHI/Anthony

Um helicóptero da Marinha caiu nesta terça-feira (8) durante um treinamento na região de Formosa (GO). A queda provocou a morte de dois militares no local do acidente e seis foram hospitalizados. 

Entre os feridos, dois foram levados ao Hospital das Forças Armadas e quatro ao Hospital Regional de Brasília. Ao todo, 14 militares estavam na aeronave na hora do acidente.

A Marinha informou que o acidente com a aeronave UH-15 Super Cougar, do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, ocorreu durante o treinamento de uma técnica chamada fast rope, quando a tropa precisa desembarcar rápido em ambiente adverso. O caso será investigado pela Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico. Segundo a Marinha, não houve qualquer míssil ou armamento pesado envolvido na atividade.

“A Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico iniciou os procedimentos para apurar as causas e circunstâncias do ocorrido. A MB está prestando todo o apoio aos militares e familiares envolvidos”, informa em nota.  

O Ministério da Defesa divulgou nota lamentando as mortes. “O Ministério da Defesa presta as condolências, pela irreparável perda, aos familiares e amigos dos militares, vitimados no cumprimento do dever”. 

O UH-Super Cougar é um helicóptero multimissão, usado em apoio a operações terrestres e em atividades como evacuação aeromédica, busca e salvamento, transporte aéreo logístico e combate a incêndio. Os helicópteros já foram usados em diversas ações, entre elas situações de desastres naturais e transporte de urnas eletrônicas a pontos distantes do país, segundo informações no site da Marinha. - (Por Da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Sabrina Craide



BLOG DO BILL NOTICIAS

domingo, 6 de agosto de 2023

Declaração de Zema contra o Nordeste é de "boçalidade extrema", diz Requião

Ex-governador do Paraná criticou o governador de Minas por defender que os estados das regiões Sul e Sudeste se unam para barrar o avanço dos interesses do Nordeste

Ibope: Requião na frente para o Senado (Foto: Eduardo Matysiak)

O ex-senador e ex-governador do Paraná, Roberto Requião, criticou neste domingo (6) o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por defender que os estados das regiões Sul e Sudeste se unam para barrar o avanço dos interesses do Nordeste. Pelas redes sociais, Requião classificou a atitude de Zema como "boçalidade extrema". 


Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo no sábado (5), que o grupo busca consolidar um “protagonismo” para garantir força majoritária frente às demais regiões. Esta não é a primeira vez que o governador mineiro ganha repercussão após falas que discriminam nordestinos.

Em nota oficial, o Consórcio Nordeste disse que Zema tem uma “leitura preocupante do Brasil”. “Ao defender o protagonismo do Sul e do Sudeste, indica um movimento de tensionamento com o Norte e o Nordeste, sabidamente regiões que vêm sendo penalizadas ao longo das últimas décadas dos projetos nacionais de desenvolvimento”, acrescenta o bloco, que reúne os governadores de todos os nove estados da região.

O grupo diz ainda que o Consórcio Nordeste, bem como o da Amazônia Legal, busca ampliar a cooperação local, compartilhar “melhores práticas e soluções de problemas comuns” e favorecer o desenvolvimento sustentável, buscando não uma “guerra” com os outros estados do país, mas sim “compensar desigualdades históricas de oportunidades de desenvolvimento”.

 “Negando qualquer tipo de lampejo separatista, o Consórcio Nordeste imediatamente anuncia em seu slogan que é uma expressão de ‘O Brasil que cresce unido’. Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução, a referida entrevista parece aprofundar a lógica subalterno, dividido e desigual”, acrescenta a nota, que ao final apela ainda para a “união nacional em torno da reconstituição de áreas estratégicas para o país”.  - (247).


BLOG DO BILL NOTICIAS

Professores apontam desafios da escola em tempo integral

 

Modalidade tornou-se política pública nacional esta semana


Tânia Rêgo/Agência Brasil


Na última quinta-feira (3), o município Mata de São João (BA) alcançou a meta de ter todas as matrículas das escolas municipais em tempo integral. O marco foi atingido com a inauguração da Escola Municipal Professora Angelina Rodrigues do Nascimento, na Praia do Forte. Na cidade, localizada na região metropolitana de Salvador, os alunos da educação infantil e do ensino fundamental passam pelo menos sete horas por dia na escola e têm atividades de esporte, cultura e sustentabilidade.

A modalidade tornou-se política pública nacional esta semana com a sanção da Lei 14.640/2023, que institui o Programa Escola em Tempo Integral. O governo federal irá investir R$ 4 bilhões para ampliar em 1 milhão o número de matrículas de tempo integral nas escolas de educação básica em 2023. A meta é alcançar, até 2026, cerca de 3,2 milhões de matrículas.

Mata de São João, segundo o secretário de Educação do município, Alex Carvalho, deverá aderir ao programa federal para qualificar a oferta do ensino em tempo integral. Agora, depois da sanção da lei, os detalhes do programa serão definidos após um ciclo de seminários nas cinco regiões. Os debates começaram também esta semana, em Cuiabá, na quinta e na sexta-feira (4) e são transmitidos pelo YouTube.

Em Mata de São João, desde 2010 o governo local investe em educação em tempo integral. “Essa decisão se baseia nos estudos e pesquisas que foram desenvolvidas pelo município que apontaram a educação integral como uma possibilidade de melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos”, diz o secretário de Educação. Carvalho atribui à modalidade a melhora no desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino. A cidade teve o melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, do 5º ao 9º ano da região metropolitana, em 2021.

Além das estruturas das próprias escolas, os alunos contam com equipamentos da cidade para o ensino e aprendizagem. “Usamos a praia, o campo, a praça da cidade. Nossa ideia foi transformar Mata de São João em um território educativo. Fazemos trilha com os estudantes, mostramos a natureza, mostramos os projetos que tem na cidade, como o projeto Tamar e o projeto Baleia Jubarte. Apresentamos a história da nossa cidade, a relevância dela para nosso país e nosso estado. Existe esse trabalho onde os alunos aproveitam todos os ambientes possíveis de aprendizado”, diz o secretário.

Referência em tempo integral

Para o Ministério da Educação (MEC), a educação em tempo integral é a ampliação do tempo de permanência nas escolas para um período igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais. A modalidade tem como finalidade a perspectiva do desenvolvimento e formação integral de bebês, crianças e adolescentes a partir de um currículo intencional e integrado, que amplia e articula diferentes experiências educativas, sociais, culturais e esportivas em espaços dentro e fora da escola com a participação da comunidade escolar. 

A educação em tempo integral é realidade na Escola de Referência em Ensino Médio Ginásio Pernambucano desde 2004. A escola, que está localizada no Recife, funciona no colégio mais antigo do país, fundado em 1825. Os 692 alunos, todos do ensino médio, têm nove aulas por dia, das 7h30 às 17h. Eles têm três refeições diárias e as atividades são tanto conduzidas pelos professores quanto desenvolvidas pelos próprios estudantes em alguns momentos, para incentivar o protagonismo dos adolescentes.

“A gente percebe a educação integral, e costuma conversar com os estudantes, como algo que não tem a ver com o tempo que fica na escola, mas com a integralidade da formação, a integralidade enquanto formação de sujeitos sociais”, diz o gestor da escola, Oscar Neto. “Ela vai desenvolvendo autonomia, resiliência, proatividade, tomada de iniciativa. Os jovens são mais criativos, mais inventivos, argumentam, participam, refletem criticamente. Começam a construir um arcabouço necessário para o mundo e não só para o mundo do trabalho, mas para outras esferas da vida”, complementa.

Neto explica que uma das atividades é criada pelos próprios jovens, o chamado clube do protagonismo. Trata-se de clubes que funcionam nos intervalos das aulas, onde os alunos desenvolvem atividades como teatro, dança, xadrez, jogos de tabuleiro. “Eles aproveitam esse momento para interagirem, para alicerçar as aprendizagens”, explica.

Para os estudantes

A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz, é uma das estudantes que cursaram o tempo integral no ensino médio na Escola Estadual de Educação Profissional Dona Creusa do Carmo Rocha, em Fortaleza. “A experiência que eu tive foi positiva. Eu fiz curso técnico e, no contraturno, tinha oficina de teatro, oficina de dança, de canto e, inclusive, aula de reforço com professores.”

Ela ressalta, no entanto, que, para que funcione, o tempo integral precisa de uma estrutura mínima e também de bolsas para auxiliar os estudantes que permanecerão mais tempo na escola. A Ubes aponta alguns desafios para a implementação escolar, entre eles está o fato de que para implementar o ensino integral, escolas acabam fechando sobretudo o ensino noturno. Isso faz com que estudantes que precisam trabalhar acabem abandonando os estudos.

Para que isso não aconteça, a estudante diz ser necessário um auxílio para que esses alunos possam ter condições de cursar o ensino integral. Além disso, ressalta, é preciso uma melhora na merenda para que os alunos tenham acesso a três refeições que sejam nutritivas, além de melhoria na infraestrutura das escolas, muitas vezes sucateadas.

“Muitos jovens estão subempregados, como entregadores, nos sinais vendendo bala. Para combater isso e também o trabalho infantil, a gente entende que é importante ter bolsa permanência para escolas em tempo integral. Que isso seja feito de forma qualitativa, entendendo que as escolas que vão aderir precisam passar por reestruturação tanto da parte pedagógica quanto da infraestrutura”, diz Beatriz.

Educação integral

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), Lei 9.394/1996, prevê que as escolas tenham uma carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas em no mínimo 200 dias de efetivo trabalho escolar, o que equivale a quatro horas diárias.  

Estender a jornada escolar é uma meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014. O PNE estabelece a oferta de “educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos(as) alunos(as) da educação básica”. O Relatório do 4º Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE 2022 mostra que o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública brasileira caiu de 17,6%, em 2014, para 15,1%, em 2021.

“Quando se fala de escola integral fora do Brasil, isso não faz nem sentido se é só escola, pois a escola já tem uma carga horária de sete horas. Estamos falando em um rearranjo do sistema educacional para estar em linha com o que é visto internacionalmente. A gente espera resultados semelhantes no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Alunos] e no PIRLS [Estudo Internacional de Progresso em Leitura], mas com uma oferta de educação em tempo inferior”, diz o diretor de Projetos da Fundação Lemann, Lucas Rocha.

O gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação, Ivan Gontijo, complementa: “Acho que o governo federal acerta em lançar um programa para induzir as matriculas em tempo integral para que os estudantes passem mais tempo na escola, mas o grande desafio é que essas escolas que vão ser transformadas do tempo parcial para o tempo integral sejam escolas que tenham proposta pedagógica diferenciada. Porque só aumentar a carga horaria para ser mais do mesmo não faz muito sentido. Então, acho que esse é o grande desafio para a implementação dessa política. Como garantir que essa escola em tempo integral seja verdadeiramente integral”, diz.

Gontijo ressalta que a escola em tempo integral não pode ser uma escola “em que os alunos, ao invés de passarem quatro horas sentados enfileirados passam sete horas. Não é essa a proposta. É uma proposta em que estudante são colocados no cento do processo de ensino e aprendizagem, têm seu processo de protagonismo juvenil desenvolvido, têm outra relação com o espaço da escola, isso é uma coisa que a gente precisa pensar”.

Desafios

De acordo com a coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, uma das conquistas no novo programa é a priorização de escolas que atendam estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.

“Uma das preocupações que a gente tem sempre é que educação em tempo integral normalmente tinha ficado, na história, muito dedicada a escolas urbanas, em locais que tem população mais rica, mais branca e não atingia uma população que não só precisa como tem direito a uma educação integral”, diz.  

A implementação do tempo integral traz, de acordo com a coordenadora-geral, alguns desafios como a melhoria da infraestrutura das escolas, a definição de um plano de carreira para os docentes, que passarão a trabalhar mais horas por dia em uma mesma escola, e políticas para a permanência dos estudantes.

Com apontado por Jade Beatriz, Andressa Pellanda também defende a necessidade de bolsas para estudantes. “Eu acho que uma das questões primordiais é permanência. A gente sabe que vários estudantes não ficam, saem da escola no tempo parcial porque não têm condições de se manter na escola. E, para o tempo integral mais ainda, o estudo que foi feito agora é que precisava ter um incentivo para essas populações que estão em situação de vulnerabilidade. A gente precisa de política de permanência. Educação integral sem permanência ou não existe ou existe de maneira excludente”.  

Segundo a coordenadora-geral, esse programa é um passo, mas ainda é preciso avançar, tanto na lei do PNE, quanto no financiamento, no Sistema Nacional de Educação, “para cada vez mais a educação brasileira parar de falar de educação em tempo integral e falar em educação integral, que é o modelo de direito que a gente defende”. - (Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro).

Edição: Juliana Andrade



BLOG DO BILL NOTICIAS

CEARÁ - Aluno de academia atingido por aparelho de musculação tem menos de 1% de chance de voltar a andar

 

Acidente ocorreu na última sexta-feira, em Juazeiro do Norte, no Ceará


                            Por Folha de Pernambuco
Máquina que atingiu o aluno se chama - Foto: Reprodução


O aluno de uma academia que foi atingido por um aparelho de musculação em Juazeiro do Norte, no Ceará, passou por uma cirurgia de quatro horas neste sábado (5) e segue internado com quadro estável. 

No acidente, ocorrido na última sexta-feira, o motorista de aplicativo Regilaneo da Silva Inácio, de 42 anos, sofreu uma lesão na coluna considerada gravíssima pelos médicos. 

A intervenção cirúrgica consistiu em colocar pinos e parafusos para redução da fratura, com objetivo de fazer o realinhamento ósseo e descompressão da medula. 

Em nota, o Hospital Santo Antônio, da cidade de Barbalha, divulgou que “o paciente tem menos de 1% de chance de voltar a andar”.

Segundo o médico José Correia Junior, que realizou a cirurgia, ele teve uma lesão severa, na qual os neurônios foram danificados de maneira importante. Ao G1, a irmã da vítima, Maria das Dores da Silva Inácio, disse que a máquina que atingiu Regilaneo estava com uma carga de 150 kg.

De acordo com a 220 FIT, a situação foi acidental. "O aparelho em questão se encontrava em perfeito estado de funcionamento, visto que a máquina foi adquirida há menos de 60 dias. Salientamos que são efetuadas manutenções periódicas em todos os maquinários. Houve pronto atendimento de nossa equipe, que é capacitada para agir nessas emergências".

A máquina que atingiu o aluno se chama "hack squat", que é usada para fazer agachamento convencional, em vez de fazer livre com a barra. 


BLOG DO BILL NOTICIAS

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Lula sanciona o Marco Legal do Ensino Técnico, projeto de João Campos

 

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) foi co-autora e relatora do Projeto


                                         Por:Blog da Folha
Ministro Camilo Santana, Tabata Amaral, presidente Lula, João Campos e o senador Cid Gomes - Foto: divulgação


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aprovou nesta quarta-feira (2) o Marco Legal do Ensino Técnico. Agora, os créditos das disciplinas cursadas poderão ser aproveitados em cursos do ensino superior e os jovens aprendizes vão poder entrar no mercado de trabalho com a formação técnica realizada em instituições públicas, por exemplo. O Projeto é de autoria do prefeito do Recife, João Campos (PSB), quando era deputado federal. A deputada federal Tabata do Amaral (PSB-SP) foi co-autora e relatora do Projeto.

“Vai ter um sistema de avaliação do Ensino Técnico no Brasil. Isso existia apenas na Educação Básica e no Ensino Superior. O segundo ponto é que vamos ter, no Ensino Médio, um intinerário formativo técnico. O terceiro ponto é que os créditos poderão ser acumulados. Dessa forma, se alguém faz o curso técnico em Edificações, por exemplo, e depois faz Engenharia Civil, parte da formação - as disciplinas equivalentes - poderão ser aproveitadas. Além disso, se um estudante não concluir um curso de quatro anos, mas fez três anos, poderá ter uma certificação equivalente ao tempo que estudou. São avanços importantes”, continuou. “Os jovens aprendizes poderão ir para o mercado de trabalho sem precisar fazer curso privado, os estudantes da rede pública de educação técnica estadual e federal poderão ser jovens aprendizes. Que alegria é ter sido o autor e acompanhar a sanção do presidente. Agradeço ao presidente pela sensibilidade de sempre e o cuidado com a educação”, detalhou João Campos.

"Essse é um projeto transformador que pode revolucionar o nosso Brasil de muitas formas: dar oportunidades a milhões de jovens e, ap mesmo tempo, garantir que o Brasil terá profissionais de ponta para que nossa economia esteja antenada com o que há de mais moderno no mundo", disse a co-autora, em uma rede social.


BLOG DO BILL NOTICIAS

Incêndio de grandes proporções atinge colégio centenário em Santa Maria (RS)

  Em rede social, o prefeito de Santa Maria, Rodrigo Decimo (PSD), afirmou que está acompanhamento o caso.                                 P...