sábado, 21 de julho de 2018

Lula, o filho ilustre do Agreste pernambucano, o diferencial das eleições

Para o prefeito Luiz Aroldo, o ex-presidente será o maior influenciador das eleições pernambucanas, 
mesmo se estiver preso

  Por: Aline Moura
Presidente veio diversas vezes a Pernambuco, sua terra natal, quando era presidente. Ele visitou o assentamento da Normandia. Foto Ricardo Stukert
Presidente veio diversas vezes a Pernambuco, sua terra natal, quando era presidente. Ele visitou o assentamento da Normandia. Foto Ricardo Stukert


O prefeito de Saloá, Manoel Ricardo de Andrade Lima Alves (MDB), tem um discurso semelhante ao do prefeito Águas Belas, Luiz Aroldo de Lima (PT). Ambos avaliam que a população está apática com as eleições estaduais, mas eles acham que a disputa pode ser embalada com a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro, no entanto, não acredita que a postulação do petista vá adiante, mas o segundo vê a influência crescente de Lula na disputa, mesmo ele estando preso. A análise do prefeito petista segue o ritmo da pré-campanha. Os três principais pré-candidatos ao governo do estado declararam apoio ao ex-presidente, sendo Marília Arraes a primeira. Em Pernambuco, Lula desponta com 65% na pesquisa estimulada da Datamétrica no primeiro turno e 74% no segundo. Ou seja, ele ganha em todos os cenários e com vantagem.

Manoel Ricardo pretende apoiar a reeleição de Paulo Câmara (PSB), enquanto Luiz Aroldo disse esperar, disciplinadamente, uma posição do PT nacional para se posicionar. Ele vai apoiar Marília Arraes ou Paulo Câmara, conforme a decisão do partido. “Acho que a abstenção será grande nessa eleição de 2018, no Agreste. A crise será grande por causa dessas denúncias de corrupção, está deixando muita gente sem muita vontade de ir às urnas, mesmo sendo aqui a região de Lula. Sendo ele candidato, a situação é um pouco diferente, mas não acho que ele será candidato”, declarou o prefeito de Saloá. 

Para Luiz Aroldo, um dos poucos prefeitos petistas do estado, o diferencial da região agrestina é ter dado ao Brasil o seu filho mais ilustre: Lula. Ele lembra que, em 2014, Lula não estava preso, andou pelo estado nas eleições e vai ter um peso ainda maior na disputa deste ano, por conta da injustiça cometida contra ele. “Lula nasceu em Caetés. Se Lula mandar votar em qualquer pessoa, o povo do Agreste vai seguir o que ele disser. O Agreste marchará unido para tirar Lula da cadeia”, avaliou Luiz Aroldo. (Aline Moura)



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Reunião define estratégia para novo distrito industrial em Petrolina

  (C.Geral)


Uma comissão formada por representantes da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) e da prefeitura de Petrolina deve viabilizar estudos técnicos para construir no município um novo distrito industrial. A proposta surgiu durante reunião no gabinete do prefeito Miguel Coelho, nesta sexta-feira (20), e é considerada estratégica para a revitalização do parque industrial da região.
O encontro foi marcado com o objetivo de entregar ao prefeito as chaves da antiga sede da Federação, que foi transferida para o prédio do SENAI, na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, no bairro Vila Eduardo. Na reunião, o diretor administrativo da FIEPE, Felipe Coelho, enfatizou a importância que prefeitura teve ao ceder um espaço para a entidade, no Centro de Convenções, e que volta a ter a partir da iniciativa de criar o novo distrito, com gestão compartilhada.
“Vamos nos reunir outras vezes, em Petrolina e Recife, com representantes da prefeitura e da consultoria Ceplan para estudarmos a viabilidade econômica, jurídica, ambiental, social e de financiamento do próprio projeto”, diz Felipe. “Com esses estudos, iremos analisar de que forma a FIEPE, CNI, o município e outras instituições podem contribuir para a instalação do espaço”.
A nova zona industrial está prevista para ser instalada numa área municipal do Núcleo 9 do Projeto de Irrigação Nilo Coelho. Segundo o prefeito, o apoio do empresariado e das instituições é essencial para que a iniciativa seja concretiza já nos próximos anos. “O distrito será uma realidade apenas se conseguirmos contar com as parcerias. A prefeitura não pode bancar tudo isso sozinha e estou bastante contente com a disposição de ajuda que a FIEPE tem demonstrado”, afirmou Miguel Coelho.
Visando promover a produtividade da indústria e a qualificação dos gestores, funcionários e empresários da região, a Federação instalou em 2014 sua primeira unidade no interior do estado, a regional Sertão do São Francisco, localizada em Petrolina, com abrangência nos municípios de Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó e Santa Maria da Boa Vista. De acordo com o diretor Albânio Nascimento, nesse período, “mesmo com o país em crise política e econômica”, a unidade conseguiu fortalecer a indústria local, preparando-a competitiva e tecnicamente. “Isso nos deu credibilidade diante de todos os órgãos públicos e é, por isso, que fomos acionados para ajudar na elaboração dos estudos técnicos junto à prefeitura”, afirma.
Para o vice-presidente da entidade, Rafael Coelho, Petrolina tem ainda um potencial pouco explorado nesse setor da economia e as casas de ensino técnico do Sistema FIEPE são mais uma maneira de a entidade colaborar para o desenvolvimento do Sertão pernambucano. “Através dos braços SESI e SENAI, a FIEPE vem buscando capilaridade para defender a indústria, a livre iniciativa, a geração de empregos e a competitividade comercial”. O gestor diz que a Federação pretende ser proativa na elaboração dos estudos para o novo distrito industrial. “O projeto é muito importante para o interior do estado, portanto, nossos representantes na comissão serão qualificados, tendo inclusive experiência na área”, concluiu.

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Aeroporto de Serra Talhada e os seus impasses

Recém inaugurado, o Aeroporto de Serra Talhada está sob os cuidados do Estado após empresa deixar gestão alegando falta de pagamento

   Por: Eduarda Barbosa e Marina Barbosa, da Folha de Pernambuco
Aeroporto de Serra Talhada
Aeroporto de Serra TalhadaFoto: Maxciel Rodrigues/ Divulgação

A poucos meses da sua inauguração, o Aeroporto de Serra Talhada se vê diante de um impasse. É que a empresa responsável pela sua administração, a Dix Empreendimentos, deixou o terminal alegando o não recebimento dos repasses devidos pelo Estado. O Governo terá, então, que lançar mais uma licitação para contratar uma nova gestora. E esta empresa precisará tocar as obras necessárias para a conclusão do terminal, que, enquanto isso, está sendo gerido pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER).
“Desde o início da operação no aeroporto, a Dix Empreendimentos não vem sendo remunerada pelos seus serviços conforme previsto em contrato. Reconhecemos o esforço do Governo do Estado em procurar solucionar os entraves burocráticos para viabilizar o cumprimento do referido contrato. No entanto, tendo em vista a necessidade de preservar a saúde financeira da empresa, a Dix encontra-se impossibilitada de dar continuidade ao estabelecido no acordo firmado”, revelou, por nota, a Dix Empreendimentos, que disse ter notificado o Estado sobre o assunto há quase um mês. A empresa ainda teria dado um prazo de 15 dias para o governo solucionar o problema. Mas, como as coisas não mudaram, a Dix saiu do terminal.

Procurado pela reportagem, o Estado confirmou a mudança na gestão do aeroporto e prometeu quitar as dívidas com a Dix. Em nota, o governo alegou que “um problema técnico atrasou o cronograma de pagamentos à empresa”. “Estamos encerrando esse contrato, quitando, inclusive, o débito com a antiga operadora”, garantiu o secretário estadual de Transportes, Antônio Júnior, dizendo que, por conta disso, o terminal está sob a administração temporária do DER. O órgão, por sinal, já estava à frente do terminal quando foi realizado um voo experimental da companhia aérea Azul no último dia 12, do Recife para Serra Talhada.

Mesmo com o sucesso desse teste, o governo vai procurar uma nova empresa privada para administrar o terminal. “Em atendimento à Procuradoria Geral do Estado, será realizada nova licitação para contratar a empresa que ficará responsável pela gestão”, confirmou o Estado, dizendo ainda que, mesmo assim, o cronograma de inauguração do aeroporto está mantido. “A medida não muda o planejamento que estabelece o início dos voos comerciais semanais em até 90 dias, previsão de conclusão da exigência feita pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), para instalação de uma cerca de segurança no aeroporto”, comunicou o governo.

Segundo o Ministério dos Transportes, o planejamento operacional seguirá o determinado pelo gestão estadual, já que também será preciso realizar uma licitação para conclusão das obras. Esse processo ainda será aprovado pela Secretaria de Aviação Civil para que a União repasse os recursos necessários às obras, que devem ser concluídas até setembro deste ano. O investimento previsto é de R$ 20 milhões, fruto de um convênio entre os governos Federal e Estadual.

Por sua vez, a Anac informou que aguardará a conclusão das obras para que seja feita uma vistoria. Só se tudo estiver conforme o projeto técnico, o aeroporto será certificado para realização de voos comerciais. A companhia Azul, que tem interesse em realizar a rota Recife/Serra Talhada, disse que “a mudança de gestão no aeroporto não altera os planos da Azul para a cidade”.



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GOLPE APOIADO POR VEJA PRODUZ MORTE DE CRIANÇAS E ELA FINGE QUE SE ESPANTA


À beira da falência, uma vez que a Editora Abril passou a ser administrada por empresas especializadas em recuperação judicial nesta semana, a revista Veja publicou nesta sexta-feira 20 uma das capas mais cínicas de sua história. A publicação questiona "por que, depois de 26 anos de queda ininterrupta, a mortalidade infantil tornou a crescer" no Brasil.
Pela primeira vez desde 1990, a taxa de mortalidade infantil registrou aumento em 2016: de 4,8% em relação ao ano anterior. Foram 13,3 mortes para cada mil nascidos vivos em 2015, subindo para 14 em 2016. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da zika e a crise no país explicam esse aumento. 
Nos últimos anos, o "jornalismo" de Veja fez campanha ferrenha contra os governos do PT e seu investimento em programas sociais, contribuindo fortemente também para o golpe de 2016, que tirou Dilma Rousseff do poder e colocou a quadrilha de Michel Temer, levando o País ao caos social e econômico vivido atualmente.
Aparentemente, a capa deste fim de semana representa a morte da própria revista, que viu a falência de seu discurso de guerra, já que não conseguiu se sustentar financeiramente. Neste sábado, a Veja é alvo de comentários nas redes sociais por ter colocado a foto de Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, como papel de parede em sua conta no Twitter.
"A @Veja quer saber por que voltamos a ter fome no Brasil. Será que precisamos explicar pra revista falida? A elite brasileira, vinculada aos interésses (com som aberto, pra lembrar Brizola) dos EUA, deu um golpe e arrebentou o país... Obra do velho Civita e amigos dele tucanos", comentou no Twitter o jornalista Rodrigo Vianna.
Já o jornalista Luís Costa Pinto, ex-Veja, afirma que a redação da revista, assim como outras, foi assumida por "jagunços de um 'liberalismo' tosco". Ele responsabiliza o ex-diretor da publicação Eurípedes Alcântara pela implantação do discurso de ódio no Brasil por meio da publicação. Leia abaixo a postagem feita por ele no Facebook:
A 1a edição de Veja fechada na UTI financeira, no ambulatório da recuperação judicial, pergunta: por que até a mortalidade infantil voltou a crescer no Brasil depois de 26 anos de declínio? Ora, porque entre outras tragédias associadas, os jagunços de um "liberalismo" tosco assumiram o controle daquelas que outrora eram as principais redações do país e desmantelaram o fluxo de oxigênio que ainda chegava à sociedade. Essa tropa de mercenários tem muitos soldados rasos e escassos capatazes. Mas, no caso específico de Veja, o capataz-mor do desastre se chama Eurípedes Alcântara. Se o desmonte da melhor escola de jornalismo do Brasil (até meados dos anos 1990) tem um responsável, o nome é Euripedes Alcântara.(247)


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