quinta-feira, 13 de abril de 2017

TEMER QUEBRA O BRASIL ATÉ 2018 E PROPÕE ROMBO FISCAL DE R$ 129 BI

Beto Barata

O governo federal enviou ao Congresso Nacional nesta quinta-feira o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano, que prevê um rombo de 129 bilhões de reais nas contas do governo central, informou o Ministério do Planejamento.
A proposta, conforme dados apresentados na semana passada pelo governo, estima uma receita líquida de 1,241 trilhão de reais e despesas de 1,370 trilhão de reais em 2018.
O déficit primário previsto para o governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) equivale a 1,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e incorpora um rombo do Regime Geral da Previdência de 202,2 bilhões de reais. 
Na elaboração da LDO, o governo estimou um crescimento da economia brasileira de 2,5 por cento no próximo ano. (EBC).

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TEMER SÓ TEM UMA SAÍDA HONROSA: A RENÚNCIA

REUTERS/Ueslei Marcelino

Michel Temer foi aniquilado nesta quinta-feira 13. No capítulo mais importante das delações da Odebrecht, o executivo Márcio Faria, número dois da companhia, o apontou como responsável direto pela cobrança de uma propina de US$ 40 milhões, o equivalente a R$ 126 milhões, como contrapartida de 5% num contrato da área internacional da Petrobras.
Faria fez questão de enfatizar que se tratava de propina. Uma doação totalmente indevida para o PMDB, uma vez que representava um percentual de um contrato da Petrobras (confira aqui o vídeo). Contrato este que a presidente legítima, Dilma Rousseff, reduziu em 43% (leia mais aqui).
O executivo da Odebrecht deu ainda detalhes da reunião em que se acertou o pagamento da propina. Dela participaram o ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba e já condenado a 15 anos por corrupção e lavagem, o também ex-deputado Henrique Eduardo Alves, que já teve suas contas na Suíça descobertas, e o lobista João Augusto Henriques, ligado a Temer e também preso em Curitiba. Na reunião, como chefe da tribo, Temer sentava-se na cabeceira da mesa.
Em nota, Temer confirmou o encontro, mas negou que tivesse tratado de dinheiro – o que é praticamente impossível de se acreditar, uma vez que essa reunião foi uma das questões levantadas por Eduardo Cunha nos questionamentos que tentou fazer a Temer (leia mais aqui).
Se não bastasse a propina de 5%, o mesmo número apareceu numa outra notícia envolvendo Michel Temer. Uma pesquisa CUT/Vox Populi revelou que apenas 5% dos brasileiros o aprovam (leia aqui). Mais do que isso, apontou que 93% dos brasileiros são contra o desmonte da Previdência. 
As razões da impopularidade de Temer são óbvias. Hoje, o Brasil tem o governo mais ficha-suja de sua história, com oito ministros investigados por corrupção, além dos seis já demitidos pelo mesmo motivo. E este mesmo governo propõe, entre outras coisas, o fim das aposentadorias, o fim dos direitos trabalhistas, a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras e a venda do território nacional a investidores internacionais. Ou seja: é uma invasão bárbara, num projeto de autodestruição nacional, como nunca se viu em lugar nenhum do mundo.
Já é certo que Temer entrará para os livros de história não apenas como um político que traiu uma presidente legítima, mas também como o responsável direto pelo capítulo mais vergonhoso da vida nacional. Neste momento, se ainda lhe restasse um mínimo de dignidade, ele estaria escrevendo sua carta de renúncia. No entanto, como seu compromisso não é com o povo brasileiro, mas sim com as forças antinacionais e antipopulares que o levaram ao poder sem voto, ele ainda tentará aprovar seu pacote de maldades para manter o apoio dos únicos que ainda estão com ele: os patrocinadores do golpe. (EBC).



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Emílio Odebrecht diz que esquema de caixa dois existe há mais de 30 anos

Brasília - O empresário Emílio Odebrecht deu depoimento ao MPF como parte do acordo de delação premiada (Reprodução vídeo)
O empresário Emílio Odebrecht deu depoimento ao MPF como parte do acordo de delação premiada Reprodução Vídeo


“O que nós temos no Brasil não é um negócio de cinco ou dez anos. Estamos falando de 30 anos. [Me referi] ao sistema de fazer política. Tudo que está acontecendo é um negócio institucionalizado. Uma coisa normal, em função de todos esses números de partidos [envolvidos]”, disse Odebrecht.
Patriarca da maior construtora do país, Emílio Odebrecht disse ainda que, apesar de ter deixado a presidência executiva do grupo em 2002, cuidava pessoalmente das demandas da empresa com presidentes.
“Desde 2002, vinha lutando para passar [o relacionamento] com o [presidente da] Venezuela, Hugo Chaves, com o José Eduardo Santos, presidente de Angola, e o [ex-presidente] Lula para Pedro Novis [atual presidente-executivo do grupo] e para o Marcelo [Odebrecht, que presidia o grupo até ser preso na Lava Jato]. Com essas pessoas com quem eu, não tendo tido a oportunidade de poder transferir a relação, uns não aceitavam, outros pelo convívio de 35 anos, não quiseram, continuei dando apoio a essas pessoas”.
Em seu depoimento, Emílio Odebrecht também criticou a imprensa que, segundo ele, tem agido com “demagogia”. “Eles [partidos] brigavam era por cargos? Todo mundo sabia que não era. Era por orçamentos gordos. Ali que se colocava os partidos e seus mandatários com a finalidade de arrecadar recursos”, disse.
“Há 30 anos que se faz isso e o que me surpreende é quando eu vejo todos esses poderes, a imprensa, tudo como se isso fosse uma surpresa. Me incomoda isso. Não exime em nada a nossa responsabilidade, a nossa benevolência, nada do que nós praticamos, mas passamos a olhar isso como normalidade, porque 30 anos é difícil as coisas não passarem a serem normais”, disse Emílio Odebrecht na delação premiada.
Diante da relação promíscua com o poder público no Brasil, segundo ele, era praxe dentro da organização que os diretores tivessem experiência em subsidiárias da companhia no exterior para conviverem com “concorrência de verdade”. “Todos os companheiros da organização já passaram pelo exterior para ter uma visão de mundo. Conviver com concorrência efetiva, real. Disputa baseado em produtividade. Porque nos outros países, principalmente no Brasil, não se fazia muita engenharia”, disse.
Ao lado do depoimento de mais 76 executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem, o depoimento de Emilio Odebrecht serviu de base para a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizar a abertura de investigação contra oito ministros do governo federal, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais. 
O depoimento de Emilio Odebrecht ao Ministério Público Federal ocorreu no dia 13 de dezembro do ano passado, na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. (EBC).


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Temer divulga vídeo em que chama delação de executivo da Odebrecht de mentirosa

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O presidente Michel Temer gravou um vídeo hoje (13) negando qualquer participação no acerto de pagamento de propina da Odebrecht ao PMDB. Temer disse que a mentira “causa repulsa” e que “jamais colocaria em risco” sua biografia. O vídeo foi divulgado pela assessoria do Palácio do Planalto na tarde de hoje e publicado na conta de Temer no Twitter.
A manifestação ocorre após a divulgação da delação premiada do ex-executivo da empreiteira Márcio Faria. Ele afirmou que em uma reunião com Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Michel Temer, no escritório particular do presidente, foi acertado o pagamento de R$ 40 milhões ao PMDB para garantir a vitória da Odebrecht em um processo licitatório da Petrobras.
“A mentira é que nessa reunião eu teria ouvido referência a valores financeiros ou a negócios escusos da empresa com políticos. Isso jamais aconteceu, nessa reunião, nem em qualquer outra que eu tenha feito ao longo de minha carreira pública, com qualquer pessoa física ou jurídica”, disse o presidente no vídeo.
Na noite de ontem (12), o presidente já havia divulgado uma nota comentando as denúncias. “Jamais colocaria a minha biografia em risco. O verdadeiro homem público tem de estar à altura dos seus desafios que envolvem bons momentos e momentos de profundo desconforto. A minha maior aliada é a verdade, matéria prima do Judiciário, que revelará toda a verdade dos fatos”, defendeu-se.
Delação
A reunião citada por Faria na delação ocorreu em 2010. Na época, Temer era deputado federal e candidato a vice-presidente na chapa com Dilma Rousseff. Cunha e Alves tentavam a  reeleição para a Câmara dos Deputados. Márcio Faria disse que a Odebrecht negociou um valor de R$ 40 milhões para o “projeto voar”, ou seja, sacramentar a participação da empreiteira em empreendimentos da Petrobras.
Segundo Faria, a Odebrecht já oferecia o melhor preço no processo licitatório e os R$ 40 milhões eram para garantir a entrada da empresa no projeto da estatal. A participação do então executivo era para confirmar que a Odebrecht pagaria ao PMDB a quantia informada. “Eu fui lá para abençoar esse compromisso. Eu simplesmente confirmei que honraria os compromissos”.
Além de Temer, seis ministros, incluindo Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, foram citados em delações da Odebrecht e serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por ser presidente da República, Michel Temer não pode ser investigado por atos anteriores ao mandato em exercício. (EBC).


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