domingo, 4 de outubro de 2026

Lula cresce na pesquisa BTG/Nexus e se aproxima da vitória em primeiro turno

 No cenário espontâneo, Lula já tem 47,7% dos votos válidos

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert | Vittor Sales

O presidente Lula (PT) avançou na mais recente pesquisa BTG/Nexus sobre a disputa pela Presidência da República e chegou a 47,7% dos votos válidos no cenário espontâneo, aproximando-se da marca necessária para uma vitória ainda no primeiro turno. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de setembro de 2026, em todo o país.

Nos votos totais da pesquisa espontânea, Lula aparece com 41%, crescimento de um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, realizado entre 18 e 20 de setembro. Flávio Bolsonaro (PL) também oscilou um ponto para cima e chegou a 35%. A diferença entre os dois é de seis pontos percentuais.

Quando são considerados apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos —, Lula alcança 47,7%, alta de 1,7 ponto em relação à rodada anterior. Flávio Bolsonaro registra 40,7%, avanço de 1,6 ponto. A distância entre os dois chega, portanto, a sete pontos percentuais.

Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar no cenário espontâneo, com 4% dos votos totais, um ponto acima da pesquisa anterior. Augusto Cury (Avante) tem 3%, após recuar um ponto, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registra 2%, também com queda de um ponto. Outros candidatos somam 1%, e Romeu Zema (Novo) aparece com 0%. Brancos e nulos representam 5%, enquanto 9% não souberam ou não responderam.

Entre os votos válidos, Renan Santos alcança 4,7%, Augusto Cury tem 3,5%, Ronaldo Caiado registra 2,3% e outros candidatos somam 1,2%.

Lula também avança no cenário estimulado

O movimento de crescimento do presidente também aparece no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Lula chega a 42%, dois pontos acima da rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro permanece estável em 37%. A vantagem do presidente passa, assim, a cinco pontos percentuais.

Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 5%. Cury recuou um ponto, enquanto Caiado permaneceu estável. Renan Santos avançou um ponto e chegou a 4%. Romeu Zema e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Outros 3% afirmam que votariam branco ou nulo, e 2% não souberam ou não responderam.

Os resultados mostram avanço de Lula nos dois recortes divulgados. No espontâneo, além de atingir 41% dos votos totais, o presidente chega a 47,7% dos votos válidos. No estimulado, sobe dois pontos, enquanto Flávio Bolsonaro permanece no mesmo patamar da rodada anterior.

A pesquisa BTG/Nexus tem abrangência nacional e foi realizada entre 25 e 27 de setembro de 2026. Nos dados disponibilizados ao 247, não foram informados o tamanho da amostra, a margem de erro, o nível de confiança, o contratante e o número de registro do levantamento na Justiça Eleitoral. - 247.




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sábado, 3 de outubro de 2026

Sim, o presidente Lula merece um quarto mandato e tem o apoio do Brasil 247

A reconstrução foi o primeiro passo. O próximo é transformar o país, com melhores empregos, mais igualdade, mais tecnologia e mais soberania

LulaCrédito: Ricardo Stuckert/PR


Lula assumiu, em 2023, um país devastado: instituições sob ataque, fome de volta, orçamento capturado. Reconstruiu o Estado sem abrir mão da democracia.

Os resultados estão aí. O Brasil saiu do Mapa da Fome, o desemprego chegou aos menores níveis da série histórica, a renda do trabalhador voltou a crescer, a inflação caiu para a meta e o real se fortaleceu.

A reforma tributária, enterrada por décadas, foi aprovada. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil corrige uma injustiça antiga e passa a conta aos super-ricos.

O desmatamento na Amazônia caiu, e o Brasil sediou a COP30 em Belém como protagonista da agenda climática. Bolsa Família, Pé-de-Meia, Minha Casa Minha Vida e o Novo PAC voltaram ao centro da ação do Estado.

Na frente externa, Lula enfrentou o tarifaço estadunidense com soberania, sem se curvar. Na frente institucional, o STF condenou Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado. Quem tentou derrubar a democracia pela violência responde por isso.

Nada disso se fez sozinho. Geraldo Alckmin trouxe interlocução com o setor produtivo e a política industrial. Marina Silva reergueu a política ambiental, e Simone Tebet deu rumo ao planejamento. Esther Dweck modernizou a gestão pública, e Bernard Appy desenhou a reforma tributária. Aloizio Mercadante recolocou o BNDES a serviço do desenvolvimento, e Magda Chambriard conduziu a Petrobras de volta ao investimento nacional. É um time de peso, e o contraste com o desmonte anterior é enorme.

Lula repete que o Brasil não aceitará ser apenas exportador de matéria-prima e importador de tecnologia. O quarto mandato será o da reindustrialização.

Os minerais críticos são o centro dessa virada. O país detém reservas estratégicas de lítio, nióbio, grafita e terras raras, e o marco da exploração deve condicionar a mineração à transformação local. O minério fica aqui e vira baterias, ímãs, semicondutores e equipamentos de alta tecnologia, fabricados por trabalhadores brasileiros.

A soberania exige também uma indústria de defesa forte, com tecnologia nacional. Exige produzir aqui os fármacos e insumos de que o SUS depende, sem ser refém de cadeias externas. E exige fertilizantes nacionais, dos quais o agronegócio e a segurança alimentar dependem.

Energia: autonomia e transição verde

Lula defende a autonomia em combustíveis, com a Petrobras investindo em refino e em novas fronteiras, como a Margem Equatorial. O Brasil tem sol, vento, água, biomassa e hidrogênio verde para liderar a economia de baixo carbono, gerando emprego industrial e tecnologia próprios. Exige, acima disso, uma gestão econômica ambiciosa e responsável, capaz de fazer a economia atingir de novo o grau de investimento, que possa catapultar o padrão de crescimento para níveis asiáticos.

A meta de desmatamento líquido zero até 2030 integra o programa da coligação. Habitação, saneamento, mobilidade urbana e adaptação das cidades ao clima completam a agenda ambiental.

Lula coloca no centro do próximo mandato a escola em tempo integral como compromisso nacional, a tarifa zero no transporte urbano, a justiça tributária ampliada e o reforço da segurança pública. A tarifa zero ainda depende de um modelo de financiamento, e é aí que o debate precisa avançar.

Poucos governantes reuniram, ao longo da história, o que Lula reúne. É um democrata que enfrentou a perseguição sem romper com as instituições. É um humanista que fez do combate à fome o eixo do Estado.

É um articulador capaz de reunir, na mesma chapa e no mesmo governo, adversários de ontem em torno de um projeto de país. É um agregador político que constrói pontes onde outros erguem muros. É um estadista que fala ao mundo em nome do Brasil, com firmeza e sem subserviência.

A reconstrução foi o primeiro passo. O próximo é transformar o país, com melhores empregos, mais igualdade, mais tecnologia e mais soberania.

A mídia corporativa vai seguir semeando a descrença, mas os números e as obras desmentem o catastrofismo.

Com o primeiro turno marcado para este domingo, a escolha é entre voltar ao abismo fascista ou, superando o tempo dos golpes, desenvolver o país ainda mais.

Para avançar nesta imensa tarefa, sim, este Brasil 247 recomenda o voto em Lula e nos candidatos que, nos diversos níveis, podem confluir para guiar o país — e, indiretamente, o planeta — a libertar-se das tenazes do atraso e a caminhar de vez em direção ao desenvolvimento inclusivo e compartilhado, ao diálogo e à paz. - 247.


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Quaest: Marília Arraes e Humberto Costa lideram disputa pelo Senado; Mendonça Filho em terceiro

 

Os candidatos pontuaram 30%, 27% e 18% dos votos válidos, respectivamente


                 Por Beatriz Santana
Marília Arraes, Humberto Costa e Mendonça Filho aparecem nas primeiras posições na disputa ao Senado em Pernambuco - Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco e Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e divulgada neste sábado (3), apontou os candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) como líderes na disputa pelas duas vagas à Casa Alta, com 30% e 27% dos votos válidos, respectivamente.

O candidato Mendonça Filho (PL) registrou 18%, permanecendo, em comparação a última pesquisa divulgada na terça-feira (29), na terceira posição do cálculo dos votos válidos, que exclui os votos em branco e nulos. 

Já os candidatos da Coligação Pernambuco de Coração, Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), apareceram abaixo com 15% e 9%, de forma respectiva.

O candidato ao Senado do Novo, Carlos Sant’Anna, alcançou 1%. Já os demais candidatos não pontuaram.

Votos totais
Considerando os votos totais, que incluem brancos, nulos e eleitores indecisos, Marília e Humberto seguem na liderança. A candidata do PDT pontuou 20%, um ponto percentual a mais desde a última rodada; já o candidato do PT registrou 18% (eram 17%). 

Mendonça Filho pontuava 10%, agora, 12%, permanecendo na terceira posição. Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha alcançaram, respectivamente, 10% e 6% (antes, 7% e 3%). Carlos Sant’Anna manteve os 1%. O candidato do partido Democrata, Pastor Gilvan Costa, apareceu somando 1%. 

Os indecisos chegaram aos 12% (antes, 23%). Os votos brancos, nulos e daqueles que não pretendem votar, um ponto percentual a mais comparado ao último levantamento.

Espontânea
Quando perguntados sobre em quem votariam, sem visualizar a lista de candidatos, 39% dos eleitores não mencionaram um nome. Já entre os que mencionaram, a candidata Marília Arraes seguiu na liderança com 14%, o dobro dos 7% alcançados na última pesquisa. 

Humberto também foi mencionado por 13% dos entrevistados (antes, 8%). Mendonça Filho, a seguir, com 9% (antes, 4%). Eduardo da Fonte com 8% (antes, 3%); Túlio Gadêlha, 5% (antes, 1%). 

Houve uma inversão, dessa vez, dos pontos dos candidatos Pastor Gilvan Costa e Carlos San’Anna. O democrata não foi mencionado na última rodada, dessa vez, registrou 1%; enquanto Carlos Sant’Anna, que pontuava 1%, não foi mencionado por nenhum entrevistado nesta pesquisa.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-09665/2026, e ouviu 2.652 eleitores de 16 anos ou mais da sexta-feira (2) e sábado (3). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


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Quaest: Raquel Lyra tem 52% dos votos válidos contra 47% de João Campos

Pesquisa foi divulgada neste sábado (3), véspera do primeiro turno


                        Por Blog da Folha
Quaest: Raquel Lyra tem 52% dos votos válidos contra 47% de João Campos - Paullo Allmeida/Arquivo Folha de Pernambuco e Edson Holanda/PCR

A pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições de 2026, apresenta o cenário da disputa pelo governo de Pernambuco. Nos votos válidos, Raquel Lyra (PSD) aparece com 52%, enquanto João Campos (PSB) soma 47%.

Os demais candidatos - Ivan Moraes (PSOL), Guilherme Fonseca (PSTU), Professora Camila (UP), Renan Hallais (Missão) e Victor Assis (PCO) - registram 0%.

Os votos válidos correspondem aos votos destinados diretamente aos candidatos e são a base utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a divulgação do resultado oficial. Para esse cálculo, são desconsiderados os votos brancos e nulos. Para conquistar o governo estadual ainda no primeiro turno, é necessário alcançar mais da metade dos votos válidos, o equivalente a 50% mais um voto.

Votos totais
Considerando os votos totais, que incluem brancos, nulos e eleitores indecisos, Raquel Lyra aparece com 47%, ante 42% no levantamento anterior. João Campos soma 43%, contra 42% anteriormente. Ivan Moraes tem 1%, mesmo percentual registrado antes. Victor Assis, Professora Camila, Renan Hallais e Guilherme Fonseca aparecem com 0%.

O percentual de eleitores indecisos caiu de 10% para 1%, enquanto os votos brancos, nulos e os eleitores que afirmam não votar passaram de 5% para 8%.

O levantamento foi encomendado pela Globo e ouviu 2.652 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-09665/2026.

Espontânea
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores respondem em quem pretendem votar sem consultar uma lista com os nomes dos candidatos, Raquel Lyra aparece com 42%, ante 35% no levantamento anterior. João Campos registra 36%, contra 30% anteriormente. Ivan Moraes tem 1%, enquanto Renan Hallais, Victor Assis, Guilherme Fonseca, Professora Camila, Professor Jeremias do Banco e outros candidatos aparecem com 0%.

O percentual de eleitores que ainda não sabem em quem votar caiu de 32% para 15%. Já a parcela que declarou voto em branco, nulo ou afirmou que não pretende votar passou de 2% para 6%. A pesquisa espontânea é utilizada para observar o grau de definição do eleitorado, já que o entrevistado não recebe os nomes dos candidatos como opções de resposta.

Segundo turno
A Quaest também apresentou uma simulação de segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos. Nesse cenário, Raquel aparece com 47%, ante 44% de João. Os dois candidatos tinham 44% no levantamento anterior. A parcela de eleitores que optaria por voto em branco, nulo ou nenhum candidato passou de 5% para 7%, enquanto os indecisos recuaram de 7% para 2%.

Outros números
Entre os eleitores que já escolheram um candidato, 88% afirmam que a decisão é definitiva, enquanto 12% dizem que ainda podem mudar de ideia. No levantamento anterior, 80% consideravam o voto definitivo e 20% admitiam uma mudança.

O interesse pela eleição também aumentou. O percentual de eleitores que se dizem muito interessados passou de 36% para 46%. Já os que demonstram pouco interesse caíram de 40% para 34%, enquanto os que afirmam não ter nenhum interesse recuaram de 23% para 19%. Outros 1% não souberam ou não responderam.


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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Senado Voto casado é trunfo da esquerda para o Senado. Direita aposta em "sprint final"

Com oscilação positiva de Humberto Costa, ele e Marília Arraes aparecem liderando e, pela primeira vez, com o percentual exatamente igual: 19%. Na direita, há bolsa de apostas sobre reedição da experiência de 2022

                                Renata Bezerra de Melo/DP


Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (PL) e Eduardo da Fonte (PP) (Rafael Vieira/DP Foto)

Uma semana após a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco, pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (01), apontou os dois candidatos ao Senado da chapa encabeçada por João Campos liderando a disputa pela Casa Alta e, pela primeira vez, com percentuais exatamente iguais: 19%. Se Marília Arraes manteve as mesmas intenções de voto em relação ao levantamento anterior, Humberto Costa oscilou positivamente para 19% (tinha 17%). A margem de erro é de três pontos percentuais.

Nas contas da Frente Popular, são inúmeras as variáveis que pesam a favor disso. Mas, sobretudo, se aponta o voto casado como facilitador nessa equação. Na direita, se aposta que, no dia do pleito, o voto silencioso pode emergir na urna, considerando a experiência de 2022. “Eu acho que Mendonça cresce muito no dia da eleição, acho que ele tem um sprint final”, aposta o deputado federal André Ferreira à coluna.

Faz referência ao deputado federal Mendonça Filho, que figura com 12% (tinha 13%). André lembra do percentual alcançado por Gilson Machado no pleito anterior: 29,55% (1.320.555 votos). No dia 21 de setembro daquele ano, Gilson figurava com 9% das intenções de voto em pesquisa Ipec e Teresa Leitão, com 25%. Na última Ipec para o Senado, em 01 de outubro de 2022, considerando votos válidos, Teresa atingia 49% e Gilson, 15%. Daí, o cálculo que se faz no conjunto bolsonarista sobre uma eventual surpresa na abertura das urnas. Teresa Leitão foi eleita com 46,12% dos votos válidos, o que equivale a 2.061.276 de votos. 

Há de se ressaltar, entretanto, que, ali, a eleição era de um voto só. Este ano, além de haver duas vagas por Estado em jogo, candidatos ainda botam na balança uma divisão latente no campo da direita. Mendonça advertiu, ao seu eleitorado, em ato no último dia 16 de setembro, que votar em Eduardo da Fonte era o mesmo que tirar voto seu. O progressista, na Datafolha divulgada nesta quinta (01), aparece com 10% (tinha 10%).

“Se fosse uma campanha de um voto só, eu acreditava num salto na reta final”, observa, à coluna, uma fonte da Frente Popular, apontando a unidade entre Humberto e Marília como trunfo da ala liderada pelo ex-prefeito do Recife. “Desde que Lula veio, se deu um efeito, porque Marília e Humberto Costa casaram as campanhas e passaram, cada um, a pedir voto para o outro de forma mais intensa”, aponta um parlamentar que acompanha a evolução do cenário.

Ao condenar o voto em Eduardo da Fonte, Mendonça recomendou, ao eleitor, voto em Carlos Sant'anna, que figura com 2% (tinha 2%). No mesmo palanque de Eduardo, liderado por Raquel Lyra, Túlio Gadêlha tem 5% (tinha 6%). A três dias do pleito, a estratégia do voto casado, associada ao efeito Lula, parece valer a favor da Frente Popular.

Bolsa de apostas

No ato que comandou em Pernambuco há uma semana, o presidente Lula, ainda que sem citar nome, disparou contra Mendonça Filho em sinal da prioridade que a disputa pelo Senado tem representado no pleito atual. Na ala da direita, há quem considere que isso ajudou o postulante do PL. E há também quem avalie que não alterou em nada. “Não atinge, que não é o mesmo eleitor”, argumenta André Ferreira.

Cálculo

Entre aliados do presidente Lula, se faz a seguinte leitura: há uma briga, hoje, relativa à composição do Senado e a direita fazer uma maioria seria um entrave para governabilidade, caso Lula seja reeleito. Por essa lógica, Mendonça Filho, aliado de Flávio Bolsonaro, é visto como a pior alternativa por esse campo. Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha são tidos como opções mais palatáveis. Por esse motivo, argumentam parlamentares da base, Lula centrou munição em Mendonça.

Encerramento

Candidato a vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar desembarca em Pernambuco no próximo sábado (03) para o encerramento da campanha em ato marcado para as 13h, na Avenida Boa Viagem. A agenda foi confirmada por Gilson Machado nesta quinta-feira (01). Gaspar carrega a missão de reforçar palanques no Nordeste e tem boa relação com Mendonça Filho que concorre ao Senado, formando o palanque de Flávio em Pernambuco.

Termômetro

Pesquisa Quaest, divulgada na última terça-feira (29), aponta Lula com 58% (tinha 54%) das intenções de voto em Pernambuco contra 20% (tinha 21%) de Flávio Bolsonaro. “Eu acho que Flávio vai ter mais voto do que o pai aqui no Estado. Tem gente que votava em Lula votando em Flávio. Temos feito motociatas diárias e temos aferido isso”, aposta André Ferreira. Em 2022, Jair Bolsonaro teve 33,07% dos votos válidos no 2º turno em Pernambuco, o que equivale a  1.798.832 e Lula, 66,93% , equivalente a 3.640.933.


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Brasil Eleições 2026: bancada feminina pode chegar a 22 integrantes no Senado

 

País elegeu a primeira senadora, Eunice Michiles (do extinto partido Arena, pelo Amazonas), em 1979


                             Por Estadão Conteúdo
Eleições 2026: bancada feminina pode chegar a 22 integrantes no Senado - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

No xadrez das eleições de 2026, a bancada feminina pode passar de 15 para 22 integrantes no Senado Federal, ou seja, sete vagas a mais, mostra levantamento do Estadão com base em pesquisas eleitorais mais recentes. Esse salto de 46,6% nos números não altera o cenário de menor representatividade das mulheres na Casa.

Se as projeções se confirmarem, as 22 senadoras representarão 27,1% - pouco mais de um quarto - dos 81 titulares da Casa.

O Brasil elegeu a primeira senadora, Eunice Michiles (do extinto partido Arena, pelo Amazonas), em 1979. O País levou 153 anos para ter a primeira mulher no posto desde a criação da Câmara dos Senadores (posteriormente, Senado Imperial), em 1826, durante o Império de D. Pedro I.

Das 54 cadeiras em disputa neste ano, 16 (29,6%) devem se destinar a mulheres, segundo as pesquisas. Nove senadoras terminam mandatos em 1.º de fevereiro de 2027, ao passo em que 16 candidatas podem se eleger ou se reeleger em 14 Estados e no Distrito Federal. Outras seis têm mandato até 2031.

As eleições de 2026 renovam dois terços das 81 vagas do Senado e cada unidade federativa escolhe dois representantes para mandatos de oito anos nas urnas. Conforme as projeções eleitorais, outros 12 Estados devem eleger apenas homens.

Candidatas lideram pesquisas de intenção de voto em dez Estados e no Distrito Federal, que vive um caso atípico: deverá ser o único a eleger duas mulheres. Estreante nas urnas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) é dada como quase certa na primeira cadeira, com 26% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro, puxada por eleitores conservadores e bolsonaristas.

Com 19%, a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) busca a reeleição na segunda vaga, mas o cargo não está assegurado. As principais concorrentes dela são as deputadas federais Erika Kokay (PT-DF), com quem forma chapa, e Bia Kicis (PL-DF), dupla de Michelle. Ambas estão empatadas, com 15% das intenções de voto.

O levantamento do Estadão considerou as duas primeiras colocações das últimas pesquisas eleitorais da Quaest por Estado e pelo Distrito Federal, divulgadas de 22 a 25 de setembro. Como o instituto não divulgou dados relativos ao Piauí, a reportagem usou os números do Atlas publicados na terça-feira, 29.

Os números de votos em branco e nulos e de eleitores que ainda não definiram candidatos é considerável na maioria dos Estados, o que pode mudar as peças do xadrez até as eleições. Os levantamentos, portanto, são indicativos das votações, não previsões de resultados.

A renovação prevista para 2027 deve contar 11 novas senadoras. Na lista, figuram quatro ex-primeiras-damas: Gracinha Caiado (União-GO), do Estado de Goiás; Marina JHC (PSDB-AL), de Maceió; e Rayssa Furlan (Podemos-AP), de Macapá, além de Michelle.

O quarteto está perto de se eleger pela primeira vez. Das três, só Rayssa se candidatou anteriormente, também ao Senado, pelo MDB em 2022.

Conforme as pesquisas eleitorais, duas senadoras despontam para a reeleição: Leila e Zenaide Maia (PSD-RN). Eliziane Gama (PT-MA) e Soraya Thronicke (PSB-MS), por sua vez, podem ficar de fora.

Três deputadas federais estão cotadas para voltar a ocupar assentos no Senado. São elas: a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva (Rede-SP) e as ex-governadoras do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT-RJ) e do Maranhão Roseana Sarney (MDB-MA), hoje licenciada para se dedicar à campanha.

No entanto, o número ainda pode aumentar porque 12 candidatas estão fora das duas vagas nas pesquisas da Quaest, mas dentro da margem de erro de 3 pontos porcentuais. É assim com Simone Tebet (PSB-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Mara Rocha (Republicanos-AC), Luizianne (Rede-CE), Maguinha Malta (PL-ES), Rose de Freitas (MDB-ES), Cristina Graeml (PSD-PR), Samanda de Lula (PT-RN), Mariana Carvalho (Republicanos-RO) e Helena da Asatur (PSD-RR), além de Eliziane e de Soraya.

Parte do eleitorado costuma definir os votos na reta final da campanha. É improvável, porém, que todas passem à frente e vençam nas urnas.

Entre as atuais senadoras que poderiam tentar se reeleger, quatro mudaram a rota. Daniella Ribeiro (PP-PB) deixou de ser cabeça de chapa para ocupar a suplência do candidato ao Senado e ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos-PB) - pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão selou a aliança em prol da reeleição do filho dela, Lucas Ribeiro (PP), a governador da Paraíba.

Dra. Eudócia (PSDB-AL) assumiu o mandato após Rodrigo Cunha (Podemos-AL) renunciar para concorrer a vice-prefeito de Maceió em 2024. A senadora, portanto, disputará as eleições novamente como suplente, dessa vez de Marina JHC.

As alianças não param por aí. Marina é esposa do candidato a governador de Alagoas e ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), de quem incorporou a alcunha ao nome na urna em busca de identificação do eleitorado. A renúncia dele para disputar as eleições de 2026 abriu espaço para Cunha assumir como prefeito.

A vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, Mara Gabrilli (PSD-SP), se lançou à deputada estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Já Roberta Acioly (Republicanos-RR) tenta a Câmara dos Deputados Só Ivete da Silveira (MDB-SC) decidiu não concorrer. Ambas assumiram os cargos como suplentes, respectivamente, do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TRE-RR) Mecias de Jesus e do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC), na atual legislatura.

As deputadas federais Caroline de Toni (PL-SC) e Sílvia Cristina (PP-RO), as ex-deputadas federais Marília Arraes (PDT-PE) e Manuela D’Ávila (PSOL-RS), a ex-prefeita de Contagem e ex-deputada estadual Marília Campos (PT-MG), a ex-prefeita de Boa Vista e ex-deputada federal Teresa Surita (MDB-RR) e a deputada estadual Janaína Riva (MDB-MT), filha do ex-deputado estadual José Riva (sem partido), também estão cotadas para alçar à Casa pela primeira vez.


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Datafolha em Pernambuco: Raquel Lyra tem 46% e João Campos tem 44%

 

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos


                 Por Tarsila Castro
Datafolha PE: Raquel Lyra tem 46% e João Campos tem 44% - Andréa Rêgo Barros//TV Globo e Brenda Alcântara/TV Globo


A três dias do 1º turno das eleições, a pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (1º), aponta um empate técnico na disputa pelo governo de Pernambuco. O levantamento mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) com 46% e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) com 44% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. 

Na rodada anterior do mesmo instituto, divulgada no dia 24 de setembro, a gestora tinha 48%, e o socialista manteve o mesmo percentual de 44%. Os números se referem ao cenário de primeiro turno da pesquisa estimulada - em que são apresentadas as opções de candidatos ao entrevistado. 

Em seguida, o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) aparece com 2% das intenções de voto, ante 1% na pesquisa anterior e Renan Hallais (Missão) mantém 1% da amostragem anterior. Professora Camila (UP) não pontuou (ante 1%). Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) também não pontuaram, assim como na pesquisa anterior.

Os eleitores que responderam que votariam em branco, nulo, ou em nenhum dos candidatos, somam 4% (eram 4%). Os indecisos chegam a 3% (eram 2%).

Segundo turno 
Já em um cenário de eventual segundo turno entre Raquel e João, a gestora passou de 51% para 50%, conta 46% do ex-prefeito (eram 45%). Os eleitores que responderam que votariam em branco, nulo ou em nenhum, somaram 3% (antes 3%). Os indecisos somaram 1%, mesmo percentual da pesquisa anterior.

Válidos 
O Datafolha também mediu os votos válidos. Para calcular o índice, o Instituto exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos. 

Nesse cenário, Raquel Lyra está com 50%, ante 51% do levantamento anterior. Já João Campos passou de 46% para 47%. 

Ivan Moraes cresceu de 1% para 2% e Renan Hallais manteve o percentual da pesquisa anterior, com 1%. Professora Camila passou de 1% para 0%. Victor Assis e Guilherme Fonseca não pontuaram, assim como o levantamento de setembro. 

Espontânea 
Na espontânea - quando não são apresentados os nomes para os pesquisados -, a governadora saiu de 41% para 40% e o ex-prefeito passou de 33% para 34% na comparação com a pesquisa anterior. Já Ivan aparece com 1%. No levantamento anterior, o candidato não havia sido citado. 

O ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2014, foi lembrado por 1% dos eleitores (antes 1%). O "filho de Eduardo Campos" não foi citado (antes 1%). "No atual governador" não foi citado nas duas pesquisas. Outras respostas somaram 5% (eram 5%). 

Entre os pesquisados, 4% optaram por “branco, nulo ou nenhum” (ante 3%). Já 15% dos entrevistados estão indecisos. No levantamento anterior, eram 16%.

Rejeição 
O Instituto também perguntou aos entrevistados em quais candidatos eles não votariam de jeito nenhum. João Campos aparece com 34%, ante 31% no levantamento anterior, enquanto Raquel Lyra tem 32%, contra 31% anteriormente. 

Renan Hallais registra 25% (eram 26%); Ivan Moraes, 23% (antes 23%); e Guilherme Fonseca, 23% (eram 20%). Victor Assis passou de 17% para 21%, enquanto Professora Camila foi de 17% para 19%.

Outros 3% afirmaram que votariam em qualquer um ou não rejeitam nenhum candidato, mesmo percentual da pesquisa anterior. Já 2% disseram rejeitar todos ou que não votariam em nenhum (2%). Não souberam responder somaram 6%, o mesmo índice do levantamento anterior.

Pesquisa
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas de 28 de setembro a 1º de outubro. O número de registro da pesquisa é PE-06822/2026.


Lula cresce na pesquisa BTG/Nexus e se aproxima da vitória em primeiro turno

  No cenário espontâneo, Lula já tem 47,7% dos votos válidos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro  Crédito: Ricardo Stuckert | Vitto...