segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

PESQUISA APONTA: LULA FOI CONDENADO INJUSTAMENTE

Ricardo Stuckert

A condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4 no dia 24 não surpreendeu, não custa repetir. Seguiu-se o modelito recortado em Curitiba com um adendo ou dois a mais, quais sejam o aumento da pena, por unanimidade dos três julgadores, mais a possibilidade de prisão imediata do ex-presidente, tão logo julgados os embargos declaratórios – a menos que a defesa de Lula consiga o efeito suspensivo da pena, o que não parece tão fácil dado o cerco a que estão submetendo o ex-presidente.
Não deixou de surpreender também a predominância da Teoria do Domínio do Fato, usado pelo relator para justificar o aumento da pena de nove anos e seis meses para 12 anos e um mês, numa estratégia, ao que consta, para evitar a prescrição do julgado. O que também é discutível, como de resto todo esse processo é discutível e polêmico, menos para a Globonews que o tem como o mais santificado de todos os que têm passado pela justiça brasileira. A propósito, como é indisfarçável a crença dos comentaristas da Globonews na lisura de todo esse processo, tido agora como se fosse um prolongamento do mensalão de triste memória. Ora, não há a menor visão crítica do que se passou em Curitiba e Porto Alegre, sequer a equidistância se exige do comentarista ao abordar o assunto em pauta. Não se discutiu e nem se discute o que pode ter sido, por exemplo, um excesso de zelo de algum dos desembargadores – cujos nomes não vão entrar nesse texto, por desnecessário – nem a deselegância de não terem sequer levado em conta a sustentação oral do advogado Cristiano Zanin, ao menos para contestar um ponto ou outro da defesa. Não, não era necessário. Os votos estavam prontos, a decisão do relator foi obedecida por todos, portanto, por que perder tempo em ser elegante com a defesa?
Na verdade, deu-se o contrário: partes da sentença condenatória do juiz de primeiro grau, Sérgio Moro, foram lidas e relidas varias vezes ao longo do julgamento, o que também não chegou a ser uma novidade, desde que o presidente do TRF de Porto Alegre, Thompson Flores, antes mesmo de ler a sentença de Moro, ao ser tornado pública, a considerou um primor, irretocável. Era a senha para a condenação que viria a seguir, com o agravamento do aumento da pena e a possibilidade da prisão do ex-presidente, esgotados os recursos, lá mesmo no âmbito do TRF-4. Tudo isso significa dizer que a rigor o julgamento não trouxe novidades de maior monta, apenas dificulta a caminhada de Lula e do PT para que o ex-presidente volte a governar o país. Quando eu disse, no último texto aqui publicado, que o juiz era o réu, deu-se o que se previa: o juiz foi absolvido e o réu de fato foi condenado. Como estava escrito.
A propósito, como as pessoas que acompanharam não apenas o julgamento como a saga do ex-presidente viram tudo isso? Nesse sentido, é oportuna a primeira e inédita consulta que o Instituto Quaest, de Belo Horizonte, fez aos brasileiros que têm conta no Facebook, atingindo nada menos de 310 mil pessoas entre os dias 24 e 25 de janeiro agora, com perguntas formuladas pelo Vox Populi em survey face-a-face. Das 310 mil pessoas, 2.980 foram sorteadas aleatoriamente, aponta o relatório, para compor uma amostra representativa do eleitorado brasileiro. Usando dados oficiais do IBGE e do Facebook, o Quaest ponderou a amostra para garantir representatividade de atributos como sexo, idade e região. De forma que o resultado final estima as opiniões e atitudes do eleitorado brasileiro proporcional ao encontrado fora do Facebook.
O primeiro dado da pesquisa refere-se ao nível de conhecimento do que o TRF-4 estava julgando e mostra que 93,5 dos pesquisados sabiam do que se tratava e apenas 6,5 por cento não sabiam. Ao perguntar se na opinião do entrevistado o TRF-4 agiu certo ou errado ao condenar Lula, 3,1 por cento não souberam responder, 42 por cento disseram que agiu certo e 54,7 por cento sentenciaram que agiu erradamente. Perguntado se o juiz Sérgio Moro, autor da primeira condenação, provou ou não que o tríplex era mesmo de Lula, 4,3 por cento não souberam opinar, 39,0 responderam que Moro conseguiu provar e 56,6 por cento disseram que ele não conseguiu provar que o apartamento é de Lula.
O Quaest quis saber se Lula recebe o mesmo tratamento da justiça que outros políticos, como Michel Temer e Aécio Neves. 3,3 por cento não souberam opinar, 37,2 por cento acham que a justiça não trata Lula de forma  mais dura e 59,5 responderam que a justiça trata sim Lula de forma mais dura. Se Lula cometeu mais erros ou acertos quando governou o pais, os entrevistados do Quaest disseram: 3,3 por cento não opinaram, 37,4 responderam que ele errou mais do que acertou e 59,3 por cento disseram que ele cometeu erros, mas fez muito mais coisas certas do que erradas em benefício do povo e do país. Nada menos de 42,9 por cento dos consultados, diante da condenação e da inelegibilidade momentânea do ex-presidente, disseram que Lula não deveria se candidatar a presidência da República, ao passo que 55,7  por cento responderam que deveria poder ser candidato em 2018. Cerca de 1,4 por cento não souberam opinar. A consulta inédita de certa forma reflete o que as pesquisas eleitorais vêm mostrando ao longo de todo o ano passado, quando os mais diversos institutos de pesquisas, como o Ibope, o Datafolha ou o Paraná,  vêm apontando a liderança e o crescimento do ex-presidente na preferência do eleitorado – uma das razões, certamente, do resultado emanado tanto de Curitiba como de Porto Alegre, que coloca Lula hoje na condição de inelegível e sujeito à prisão, a despeito da decisão do PT de manter a sua candidatura como forma de legitimá-la na consciência popular e de enfrentar resultados judiciais que parecem feitos para tirar o ex-presidente do páreo.(247).

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Adolescente mata homem a golpes de faca em Petrolina por causa de 5,00 reais


Na tarde desse domingo(28), Policiais Civis da equipe do Força Tarefa foi acionada por volta das 17:15 pelo IC em virtude de um homicídio, tendo como vítima fatal a pessoa de JOSÉ ALEX NUNES DOS SANTOS, de 21 anos, vulgo “Alex Cupira”, residente na Rua D, do bairro Nova Petrolina-PE.
Conforme testemunhas a vítima estava no local do fato quando chegou o adolescente infrator de iniciais S.R.O.C.J., de 17 anos, também residente no bairro Nova Petrolina. A desavença se iniciou por causa de R$ 5,00 reais onde começaram a discutir e o adolescente em uma bicicleta saiu dizendo que o mesmo pagaria “Alex Cupira”, a vítima ficou no mesmo local e o adolescente chegou e deu-lhe algumas facadas o lesionando a vítima, que ainda andou até uma casa próxima onde pediu ajuda e faleceu.
A equipe em diligências conseguiu manter contato com a mãe do adolescente infrator que nos informou que seu filho chegou no horário aproximado do ocorrido, foi na cozinha pegou uma faca onde o questionou o que ele iria fazer com aquela faca e ele saiu. Iniciadas as diligências a equipe localizou o adolescente infrator e o conduziu para delegacia onde foi autuado em flagrante pela prática de ato infracional homicídio qualificado.(Blog: O Povo com a Notícia).

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Lançamento da pré-candidatura de Marília Arraes arrasta mais de 3 mil pessoas a Serra Talhada

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O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou a pré-candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes, ao Governo de Pernambuco, neste sábado, dia 27, com mais de 3 mil militantes e cerca de 80 diretórios – que compareceram de todas as regiões do estado – ao Ginásio Poliesportivo Egidio Torres de Carvalho, em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.
O ato organizado pelo prefeito do município, Luciano Duque (PT), foi uma demonstração de que a candidatura da neta de Miguel Arraes ganhou lastro político dentro dos diretórios da legenda e no meio da sociedade pernambucana.
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Militante do PT de todas as regiões do estado compareceram a Serra Talhada.
O evento reuniu lideranças históricas do partido, a citar: a deputada estadual, Tereza Leitão; ex-deputado federal, Fernando Ferro; presidente da Fetape, Doriel Barros; presidente da CUT-PE e pré-candidato a deputado federal, Carlos Veras; secretário da juventude do PT, Pedro Henrique; coordenador do Movimento Sem Terra (MST), Jaime Amorim, além do porta-voz do senador Humberto Costa, Adilson Peixoto.
O lançamento da pré-candidatura, ainda, teve a presença do vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira; presidente do PT de Serra Talhada, Júnior Moraes; vice-presidente do PT, Rivaldo Valões; presidente do PT de Arcoverde, Maria José; ex-prefeito de Custódia, Luís Carlos; prefeito de Granito, João Bosco;  vereador e pré-candidato, Sinézio Rodrigues; pré-candidato a deputado estadual, Waldir Tenório, além de vários vereadores, lideranças e movimentos sociais da capital do xaxado e região.
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Mais de 3 mil pessoas comparecem a Serra Talhada.
NO PALANQUE
O anfitrião do evento e articulador político da candidata, Luciano Duque, iniciou seu discurso exaltando a candidatura de Marília Arraes, através da história do seu avô, o ex-governador Miguel Arraes.
Luciano Duque defende candidatura de Marília Arraes e passa recado para Executiva do PT.
“O PT já escolheu sua candidata à governadora do Estado, Marília Arraes. Saímos daqui com a convicção que este momento marca o divisor de águas na história de Pernambuco que, pela primeira vez, uma candidatura começa a ser forjar do sertão ao litoral e esta candidatura tem uma origem, tem a história de Miguel Arraes de Alencar, o maior governador, o maior líder popular, que forjou a sua história aqui no estado de Pernambuco”, disse o prefeito de Serra Talhada.
No seu discurso, Duque, ainda, frisou que candidatura da neta de Arraes pode não estar concretizada dentro da Executiva do PT de Pernambuco, entretanto, no meio da militância é o nome que reúne mais condições de liderar um projeto político, na corrida eleitoral ao Governo do Estado.
“Queria mandar um recado ao meu companheiro Humberto Costa, por meio do amigo Dilson Peixoto que falou aqui; ao amigo João Paulo e a todas as lideranças políticas do PT no estado de Pernambuco, que a unidade já está construída, entorno da candidatura de Marília Arraes, não na Executiva do PT, mas no meio da massa, no meio do povo de Pernambuco, e cada dia é o nome que se reafirma”, disse.
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Marília Arraes defende candidatura do ex-presidente Lula.
Aos gritos de “Pernambuco vai ser governado por mulher”, Marília Arraes, iniciou seu pronunciamento agradecendo o evento realizado em Serra Talhada. “Queria dizer, Luciano Duque, que o sentimento é de agradecimento”.
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Marília Arraes defende candidatura de Lula e crítica aliança com PSB.
Na maior parte do seu discurso, Marília defendeu a candidatura do líder-mor, Luís Inácio Lula da Silva, a presidência da república.
“Eu agradeço a todos que vieram no dia de hoje demonstrar não somente apoio a nossa candidatura, mas dizer ao Brasil, que Pernambuco está sabendo que há um estado de exceção aqui deflagrado. Por que lá no banco dos réus não estava o ex-presidente, Lula, mas cada brasileiro e brasileira que tiveram suas conquistas sociais consolidadas nos últimos anos”, disse a petista, acrescentando:
“É uma luta de classe, Pernambuco está mostrando que tem lado e sabemos pra onde vamos. Nem estamos com Michel Temer que estar acabando o Brasil e representa todo esse projeto de oprimir cada vez mais o povo brasileiro, e nem estamos em cima do muro, porque o muro não nos cabe. Nós somos grandes e representamos muita história para ficar em cima do muro”.
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Ato em Serra Talhada mostra que Marília Arraes ganhou lastro político.
Na corrida eleitoral ao Palácio do Campo das Princesas, Marília Arraes foi incisiva: “não abrimos nem para o trem”. Em seguida, afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) está no caminho certo, relembrando a história de luta política do seu avô, Miguel Arraes.
“Nós estamos do lado certo da história e não é coincidência, por que não existe coincidência. Há mais de meio século, Miguel Arraes resistiu, junto com João Goulart, contra as mesmas forças que estão hoje trabalhando contra o Brasil. Miguel Arraes foi tirado do Palácio do Campo das Princesas pelas mesmas mãos que tiraram Dilma e o PT da presidência da República […] tinha o mesmo objetivo, entregar o nosso país para o capital internacional, oprimir o nosso povo e explorar a mão de obra brasileira, mas, Arraes resistiu, e nós, de Pernambuco, vamos resistir junto com Lula no Brasil”, declarou.
Marília Arraes, terminou, afirmando que a legenda está unida para a corrida eleitoral e passou um recado para a militância reverberar por todo o estado: “Espalhem nesse estado que o PT tem candidata; candidata que não negocia; candidata que não abre concessão para o que não se pode abrir, porque nós temos que ter intransigência e intransigência para estar ao lado do povo, pra fazer Pernambuco voltar ao rumo do desenvolvimento sem esquecer de incluir as pessoas”.(Fotos e texto do Blog Robério Sá).

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