Durante julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe, ministros destacaram decreto de Trump que aponta Brasil como exemplo de identificação de eleitores
Alexandre de Moraes (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (27), os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia destacaram um decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que menciona o Brasil como exemplo positivo de identificação de eleitores. As falas ocorreram durante o julgamento da denúncia contra o Jair Bolsonaro (PL) e outros sete investigados por tentativa de golpe de Estado.
Ao abordar o envolvimento do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em ações para desacreditar as urnas eletrônicas, Moraes fez referência direta ao elogio feito por Trump ao sistema eleitoral brasileiro. Cármen Lúcia, por sua vez, também destacou a citação feita por Trump ao modelo brasileiro de votação. “ Ontem foi reconhecido nos Estados Unidos o mérito do sistema brasileiro “, afirmou a ministra.
Em complemento, Alexandre de Moraes reforçou a contradição entre o reconhecimento internacional e os ataques internos promovidos contra o sistema eleitoral, feitos reiteradamente por Jair Bolsonaro e seus aliados e apoiadores. “O Brasil citado expressamente como um modelo de sucesso pelo presidente norte-americano Donald Trump. Enquanto aqui no Brasil houve toda essa preparação para se colocar em dúvida as urnas eletrônicas “, disse Moraes. .
A medida a que os ministros se referem é uma ordem executiva assinada por Trump, na qual determina a exigência de comprovação de cidadania americana em formulários eleitorais. No texto da medida, o presidente dos EUA cita iniciativas adotadas por outros países com o objetivo de proteger a integridade dos processos eleitorais, entre eles Brasil e Índia, que utilizam a biometria na identificação dos eleitores. - 247.
(Foto: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro)
Para manter viva a memória da luta pela democracia no Brasil, a Secretaria Municipal das Culturas (SMC) promove, pela primeira vez em Niterói, a exposição "Rua da Relação, 40: testemunho material da violência de Estado". A mostra reúne réplicas de arquivos históricos e documentos sobre prisões e torturas ocorridas no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) do Rio de Janeiro. A instalação será inaugurada no dia 31 de março, às 18h, no Centro de Artes UFF, e ficará aberta ao público até 30 de abril, das 9h às 21h, com entrada gratuita.
"Niterói foi a primeira cidade do Brasil a criar uma Comissão Municipal da Verdade, logo após a criação da Comissão Nacional. A cidade sempre demonstrou grande resistência à ditadura militar. É fundamental que a cultura seja uma fonte de informação sobre os fatos, e é por isso que trazemos essa exposição. Vamos realizá-la no dia 31 de março, em descomemoração ao golpe, para que todos conheçam o que foi esse período triste da nossa história, para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça!", destacou o secretário das Culturas, Leonardo Giordano.
A exposição marca os 61 anos do golpe militar no Brasil, que resultou na tomada do poder, subvertendo a ordem política, atacando a democracia e os direitos humanos e dando início à ditadura militar no país. Os visitantes poderão conhecer a história do Palácio da Polícia, sede do DOPS da Guanabara, onde foram realizadas operações de repressão, perseguição política e tortura, especialmente durante a ditadura civil-militar. O edifício, construído no início do século XX, também abrigou órgãos policiais que promoveram perseguições a terreiros de religiões afro-brasileiras.
"Esse lugar acumula histórias e memórias sobre a violência de Estado em diferentes períodos e contra distintos alvos, e tem o potencial de ser um memorial e espaço de cultura e educação para a democracia", ressaltou a curadora, Fernanda Pradal.
Além da mostra, a programação inclui a exibição de filmes que aprofundam a reflexão sobre memória e direitos humanos. No dia 31, no Cine UFF, serão exibidos "Trilha Sonora para um Golpe de Estado", às 14h, "Ainda Estou Aqui", às 17h10, e "Eunice, Clarice, Thereza", às 20h, com a presença do diretor Joatan Vilela Berbel. Os ingressos custam R$ 5, a última sessão é gratuita.
"Para esta exposição, criamos um painel específico para mostrar a relação entre o prédio do DOPS e os espaços de prisão e tortura que haviam em Niterói, como a Fortaleza de Santa Cruz, o Centro de Armamento da Marinha, o Estádio Caio Martins, além do prédio do DOPS de Niterói", destacou Vera Schroeder, diretora da Fulô Cultural, co-realizadora da exposição, em parceria com o Coletivo RJ Memória, Verdade, Justiça e Reparação.
A exposição apresenta fotografias, recortes de jornal, vídeos e documentos oficiais que revelam diferentes faces da violência de Estado ao longo da história brasileira. Entre os materiais expostos, há registros sobre a prática racista das prisões por vadiagem no pós-abolição, a repressão a organizadores de bailes soul nos anos 1970, relatos sobre o uso de uma jiboia para torturar presos políticos e comuns já em plena redemocratização, entre outras arbitrariedades cometidas contra os direitos humanos.
A exposição é uma realização da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), com produção da Fulô Cultural. - 247.
Na manhã desta quarta-feira, 26 de março, a Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Miragem, que resultou na prisão de quatro indivíduos envolvidos em um esquema criminoso que tinha como alvo principal idosos. A operação foi conduzida pela Delegacia de Goiana, sob a coordenação do delegado Felipe Pinheiro, e contou com a colaboração de outras unidades da polícia, como a 11ª DESEC e o Núcleo de Inteligência da Zona da Mata (NIZN/DINTEL).
O grupo investigado fraudava contratos de empréstimos, utilizando os dados pessoais de idosos de forma indevida e sem autorização. As informações dos idosos eram utilizadas para realizar empréstimos fraudulentos, e os valores eram desviados para contas bancárias em nome de terceiros, sem que as vítimas tivessem conhecimento ou consentimento.
O que chamou atenção das autoridades é que dois dos detidos já haviam sido presos na Operação Mendazes, deflagrada no ano passado, em 2024, o que indica a reincidência do grupo no cometimento de crimes de fraude. A ação dessa quarta-feira, portanto, não só desarticulou uma rede criminosa ativa, como também demonstrou a persistência dos criminosos em aplicar golpes em pessoas vulneráveis.
Durante a operação, a polícia apreendeu celulares e documentos que serviram de prova material para comprovar a participação dos acusados nas fraudes. A Delegacia de Goiana segue com as investigações, buscando mais informações sobre a extensão do esquema e possíveis outros envolvidos.
O delegado Felipe Pinheiro reforçou a importância da colaboração da comunidade no combate a esse tipo de crime. "Nosso foco é proteger os idosos, um público que muitas vezes não tem o conhecimento necessário para identificar golpes financeiros. A colaboração de familiares e vizinhos é essencial para garantir a segurança dos nossos cidadãos mais vulneráveis", destacou.
Além das prisões e apreensões, a Polícia Civil fez um apelo para que familiares fiquem atentos a qualquer movimentação financeira suspeita envolvendo idosos. “É importante que os familiares estejam sempre alertas a possíveis alterações nas contas bancárias de seus entes queridos e reportem imediatamente à polícia caso identifiquem algo fora do normal”, alertou o delegado.
Grupo é formado por 11 militares do Exército e um policial federal
André Richter - Repórter da Agência Brasil Fellipe Sampaio /STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) remarcou para os dias 20 e 21 de maio o início do julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que envolve o núcleo 3 da acusação da trama golpista durante governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O julgamento do caso estava previsto para os dias 8 e 9 de abril, mas a data foi reagendada pelo presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin.
De acordo a PGR, os denunciados deste núcleo são acusados de planejar "ações táticas" para efetivar o plano golpista. O grupo é formado por 11 militares do Exército e um policial federal.
Fazem parte deste núcleo os seguintes investigados:
Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
Cleverson Ney Magalhães (tenente-coronel);
Estevam Theophilo (general);
Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
Hélio Ferreira (tenente-coronel);
Márcio Nunes De Resende Júnior (coronel);
Nilton Diniz Rodrigues (general);
Rafael Martins De Oliveira (tenente-coronel);
Rodrigo Bezerra De Azevedo (tenente-coronel);
Ronald Ferreira De Araújo Júnior (tenente-coronel);
Sérgio Ricardo Cavaliere De Medeiros (tenente-coronel);
Wladimir Matos Soares (policial federal).
Julgamento
O processo será julgado pela Primeira Turma do Supremo. O colegiado é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.
Se maioria dos ministros aceitar a denúncia, os acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.
O núcleo 2 será julgado nos dias 29 e 30 de abril. O grupo é composto por seis denunciados, que são acusados de organizar ações para “sustentar a permanência ilegítima” de Bolsonaro no poder, em 2022.
O núcleo 4 será julgado nos dias 6 e 7 de maio. De acordo com a PGR, os acusados desse núcleo organizaram ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades.
O ex-mandatário e sete aliados se tornaram réus após decisão unânime dos cinco ministros da Primeira Turma do STF
Mobilização nacional de lutas pela democracia e contra anistia a golpistas, organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, Largo São Francisco (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
No próximo domingo (30), as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizarão manifestações pelo país contra a anistia aos presos pelo 8 de janeiro e pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Com o desenvolvimento do julgamento desta semana, do núcleo articulador da tentativa de golpe de 8 de janeiro e Bolsonaro no banco do réu, esperamos que essa pauta tome ainda mais fôlego e que a gente consiga avançar tanto na disputa ideológica na sociedade quanto na pressão do judiciário para que Justiça seja feita”, afirma Daiane Araújo, a vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), que integra as frentes.
Nesta quarta-feira (26), o ex-mandatário e sete aliados se tornaram réus por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de direito por decisão unânime dos cinco ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aceita, uma ação penal será aberta, com coleta de depoimentos e outras provas. Posteriormente, um julgamento decidirá se o ex-presidente deve ser condenado ou absolvido.
No total, os crimes pelos quais Bolsonaro é acusado podem somar até 43 anos de prisão: dano qualificado com uso de violência e grave ameaça (6 meses a 3 anos), deterioração de patrimônio tombado (1 a 3 anos), tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos), tentativa de golpe de Estado (4 a 12 anos) e organização criminosa (3 a 8 anos, que pode chegar a 17 anos a depender dos agravantes).
Confira os locais que terão manifestação
29/03
BA – Feira de Santana | Praça do Nordestino | 9h
MS – Campo Grande | Praça do Rádio | 9h
30/03
CE – Fortaleza | Estátua de Iracema (Praia de Iracema) | 16h
MA – São Luís | Praça Benedito Leite (Feirinha) | 9h
MG – Belo Horizonte | Praça Independência | 9h
PA – Belém | Praça da República (Em frente ao Teatro da Paz) | 8h30
PE – Recife | Parque Treze de Maio até Ginásio Pernambucano | 9h
PR – Curitiba | Praça João Cândido Largo da Ordem | 9h30
SP – São Paulo | Praça Oswaldo Cruz (até DOI-Codi) | 13h
SP – São Paulo | Masp | 15h (Geração 68)
RJ – Niterói | Reitoria da UFF | 18h
RJ – Rio de Janeiro | Aterro do Flamengo | 10h30
RJ – Rio de Janeiro | Feira da Glória | 10h30
RJ – Rio de Janeiro | República | 10h30
RJ – Volta Redonda | Feira da Vila Sta Cecília | 9h
31/03
CE – Fortaleza | Roda de Conversa Sede PT Ceará | 18h30
01/04
PB – João Pessoa | Caminhada do Silêncio – Prédio da OAB/PB
Flávio Dino seguiu o voto do relator do caso, ministro Gilmar Mendes, que já havia sido acompanhado por Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes
Carla Zambelli (Foto: Reprodução/Twitter)
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor da condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
Dino seguiu o voto do relator do caso, ministro Gilmar Mendes, que já havia sido acompanhado pelos ministros Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Gilmar sugeriu uma pena de 5 anos e 3 meses de prisão para a deputada.
Para formar maioria na condenação, pelo menos mais dois votos seguindo o relator são necessários antes do prazo final do julgamento, que ocorre no plenário virtual.
Em seu voto, Flávio Dino também destacou que a condenação pode levar à "perda do cargo, função pública ou do mandato eletivo". - 247.
Viagem do presidente brasileiro foi confirmada por Celso Amorim
Presidente Lula e Vladimir Putin (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a Rússia em maio deste ano, conforme confirmou o assessor especial Celso Amorim, em declaração reproduzida pela agência russa TASS. A visita oficial reforça o engajamento diplomático do Brasil em temas internacionais de grande impacto, especialmente na busca por uma solução negociada para a guerra entre Rússia e Ucrânia.
A confirmação da viagem ocorre no momento em que o governo brasileiro vem assumindo um papel cada vez mais ativo no cenário geopolítico internacional. Lula tem defendido reiteradamente uma saída diplomática para o conflito, argumentando que o mundo precisa de mais diálogo e menos polarização. O presidente já indicou que está disposto a conversar tanto com o presidente russo, Vladimir Putin, quanto com o ucraniano, Volodymyr Zelensky, além de outros líderes globais.
Desde o início do seu terceiro mandato, Lula tem buscado restaurar o prestígio internacional do Brasil, apostando na diplomacia multilateral, na reaproximação com parceiros estratégicos e em uma política externa voltada para a paz. A visita à Rússia deve ser mais um passo nessa estratégia, especialmente no contexto da presidência brasileira do G20 em 2024.
Diante desse cenário de prolongamento do conflito, a visita de Lula à Rússia pode ganhar ainda mais relevância. O presidente brasileiro tem buscado formar uma coalizão de países neutros que possam mediar um eventual cessar-fogo. A viagem pode abrir espaço para negociações multilaterais, inclusive no âmbito do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo. No dia 9 de maio, celebram-se 80 anos de vitória sobre o Nazismo, em que o Exército Vermelho, da União Soviética, desempenhou papel decisivo. - 247.
Presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento recuperou as finanças e a classificação de risco da instituição
(Foto: TV 247)
A presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, foi reconduzida ao cargo neste domingo (23), durante o Fórum de Desenvolvimento da China, realizado em Pequim. Ao confirmar à Folha de S.Paulo sua indicação para um segundo mandato, a presidenta do banco também criticou o jornal por uma reportagem caluniosa publicada recentemente pelo veículo de comunicação a respeito de sua gestão. "Agora, vocês têm que parar de fazer ficha falsa, tá? Conhece a ficha falsa? Lembra dela?", disparou, relembrando o episódio de 2009 em que a Folha publicou como autêntico um documento sem origem comprovada. O objetivo da Folha, em 2009, era tentar evitar que ela derrotasse o tucano José Serra nas eleições de 2010, que Dilma venceu, a despeito da notícia falsa da Folha.
A reeleição de Dilma à frente do banco, sediado em Xangai, se deu por indicação da Rússia, após articulação política do presidente Lula. A confirmação acontece em um momento de recuperação sólida da instituição financeira, criada pelo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Em seus dois primeiros anos de mandato, Dilma reestruturou o banco após um período de inoperância e instabilidade herdado da gestão anterior, sob o diplomata brasileiro Marcos Troyjo.
Durante sua participação no Fórum, Dilma também defendeu sua gestão e criticou a administração anterior, embora sem citar nomes. “Uma das coisas mais graves que aconteceram no banco foi quando não tomaram empréstimos por 16 meses”, afirmou. “Quando você não tem liquidez, você não investe. Ou seja, também não tinha empréstimo.”
A reportagem da Folha havia apontado metas atrasadas e relatos de assédio moral no NDB. Questionada sobre isso, Dilma respondeu: “Não vi. Não quero [comentar]”. E emendou com sua crítica ao histórico da publicação: “Vocês têm que parar de fazer ficha falsa”.
Nos dois anos à frente do NDB, Dilma promoveu mudanças significativas. Quando assumiu em março de 2023, encontrou um banco sem liquidez e com dificuldades de captação internacional. O NDB havia passado 15 meses sem acessar o mercado de capitais em dólar, perdendo oportunidades valiosas em tempos de juros baixos. Ainda enfrentava dificuldades no programa de emissão de títulos na China, os Panda Bonds, e operava sem um comitê executivo de governança.
Tudo isso foi revertido: em abril de 2023, criou-se o comitê executivo; o programa de Panda Bonds foi reativado; e, desde então, o banco já voltou ao mercado 40 vezes, captando aproximadamente US$ 14 bilhões em diversas moedas. Entre os destaques estão emissões de US$ 1,25 bilhão e US$ 1,2 bilhão em dólares, além de US$ 4 bilhões em yuanes por meio dos Panda Bonds.
A credibilidade restaurada resultou na reafirmação do rating "AA" pela Fitch em 2023, com perspectiva estável, e, mais recentemente, na elevação da nota para "AAA" pela agência japonesa JCR, que destacou os avanços em governança e segurança financeira.
Em entrevista ao editor-chefe do Brasil 247, Leonardo Attuch, Dilma destacou o novo papel estratégico do banco: “O BRICS é um fator de estabilidade em tempos de incerteza”, disse. Para ela, o grupo de países emergentes deve continuar a desempenhar papel central na construção de um mundo multipolar. “O parâmetro das relações internacionais não pode ser a força. Tem que ser o respeito entre os países”, concluiu.
No Brasil, o NDB expandiu seus desembolsos de 12% para 18% do total — alinhando-se à participação acionária do país. Os investimentos incluem o Hospital Inteligente (em parceria com a USP e os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia), um programa de infraestrutura hídrica na Paraíba e financiamento para a CPFL Energia, entre outros.
Sob a liderança de Dilma, o banco também segue ampliando sua presença internacional. A Argélia aderiu ao NDB em 2024 e o Uruguai está prestes a se tornar membro. Outros 17 países manifestaram interesse em integrar a instituição.
Ao lado de figuras como o primeiro-ministro chinês Li Qiang, o CEO da Apple, Tim Cook, e o brasileiro Cristiano Amon (CEO da Qualcomm), Dilma esteve na abertura do Fórum de Desenvolvimento da China, reforçando o protagonismo do banco dos BRICS na arena internacional.
A recondução de Dilma Rousseff ao cargo, após um início desafiador, marca não apenas sua resiliência pessoal — superando inclusive um quadro de neurite vestibular no fim de fevereiro —, mas também a solidez de sua gestão à frente do NDB. Com governança aprimorada, finanças recuperadas e expansão de projetos estratégicos, a instituição se consolida como um dos principais vetores de financiamento para o desenvolvimento sustentável entre os países emergentes. Assista, abaixo, sua entrevista exclusiva concedida à TV 247:
Foram mais de 4,5 milhões de propostas e 11 mil contratos firmados
Marcello Agência Brasil sal Jr/A
Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Mais de 40 milhões de trabalhadores fizeram a simulação do novo crédito consignado para empregados da iniciativa privada, de sexta-feira (21) até as 18h deste domingo (23), informou o Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, as simulações somaram 40.180.384. Com o potencial de oferecer crédito menos caro a até 47 milhões de pessoas, a nova modalidade entrou em vigor na última sexta-feira.
Foram apresentadas nesse período 4.501.280 propostas, e 11.032 contratos foram fechados, por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
Criado por medida provisória no dia 12, o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho abrange empregados da iniciativa privada com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEI).
A nova modalidade permite que o trabalhador autorize o compartilhamento de dados do eSocial, sistema eletrônico que unifica informações trabalhistas, para contratar crédito com desconto em folha.
Com o novo programa, mais de 80 bancos e instituições financeiras poderão ter acesso ao perfil de trabalhadores com carteira assinada por meio do eSocial. A partir de 25 de abril, todos os bancos poderão ofertar o crédito em suas plataformas digitais.
Ministro explicou proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e taxação dos super-rico
Haddad anuncia reforma do IR (Foto: Ricardo Stuckert)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, detalhou nesta semana a proposta do governo federal que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil por mês. A entrevista foi concedida ao programa Bom Dia, Ministro, uma produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com o Canal Gov, com transmissão ao vivo por emissoras de rádio e YouTube.
Durante a conversa, Haddad defendeu com firmeza a nova política tributária, que, segundo ele, introduz um imposto mínimo de 10% para os chamados super-ricos — brasileiros que recebem mais de R$ 600 mil por ano, com alíquota progressiva. "Nós não estamos aumentando impostos. Estamos apenas trocando de mãos: cobrando de quem não paga e isentando quem hoje está pagando além da conta", afirmou. - 247.
Quatro ministros já votaram pela cassação da parlamentar
Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino votou, neste domingo (23), pela condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
A decisão do ministro acompanhou a do relator do processo, Gilmar Mendes, levando à soma de quatro decisões favoráveis pela cassação da parlamentar, contra zero votos contrários. Também acompanharam a tese do relator, os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
Carla Zambelli se tornou ré no STF em agosto de 2023, após sacar uma arma de fogo e perseguir o jornalista Luan Araújo pelas ruas de São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.
“É uma contradição insanável que um representante político ameace gravemente um representado, como se estivesse acima do cidadão ao ponto de sujeitá-lo com uma arma de fogo, em risco objetivo de perder a sua vida”, destacou Dino ao declarar seu voto.
Outros sete ministros devem votar no plenário virtual até o dia 28 de março. Caso a parlamentar seja condenada, deverá cumprir cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto.
Na sexta-feira (21), o advogado de defesa da deputada, Daniel Bialski, declarou em nota enviada à redação da Agência Brasil que houve cerceamento de defesa, impedida de fazer sustentação oral no julgamento. “Esse direito do advogado não pode ser substituído por vídeo enviado - cuja certeza de visualização pelos julgadores inexiste”, declarou.
Heidi tentou engravidar, perdeu um bebê e optou pela fertilização in vitro e barriga de aluguel
Por Agência O Globo
Kristi Schmidt e filha, Heidi - Foto: Reprodução/Redes Sociais
A maternidade pode surgir de maneiras inesperadas e, para Kristi Schmidt, 52, esse caminho a levou a se tornar uma mãe de aluguel para sua própria neta. Sua decisão nasceu de um profundo desejo de ajudar sua filha, Heidi Lampros, que depois de anos de tentativas e uma perda difícil, não conseguia engravidar com segurança.
Heidi sempre sonhou em ser mãe. Desde a adolescência, ela sabia que queria formar uma família e, quando se casou com John em 2015, esse desejo só ficou mais forte. Entretanto, após vários anos de tentativas frustradas, surgiu a preocupação.
Quando ela finalmente conseguiu engravidar em 2020, a alegria se transformou em incerteza durante seu primeiro ultrassom. Os médicos descobriram que Heidi tinha útero didelfo, uma condição rara que envolve a presença de dois úteros. Ainda mais surpreendente é que cada um desses úteros abrigava um bebê.
No entanto, a felicidade se transformou em tragédia. Com dez semanas, um dos bebês parou de ter batimentos cardíacos. Então, com 24 semanas, Heidi recebeu a notícia devastadora de que seu outro filho também não sobreviveria.
Após a perda, os médicos a alertaram que outra gravidez seria muito arriscada. Em meio ao desespero, ela encontrou uma alternativa: fertilização in vitro e barriga de aluguel.
Quando Kristi ouviu essa opção, ela imediatamente soube que poderia ser a pessoa certa. Embora Heidi tivesse reservas quanto à idade da mãe, Kristi se sentia bem preparada para enfrentar o desafio. O marido de Kristi, Ray, apoiou a decisão desde o início. Ray não hesitou quando ouviu minha oferta por Heidi, ele apenas sorriu e disse: 'Vamos!'” No entanto, o processo médico seria longo. Kristi passou por testes rigorosos para confirmar se seu corpo suportaria uma gravidez em sua idade. Uma vez aprovados, eles iniciaram o tratamento.
Durante meses, Kristi e Heidi enfrentaram os tratamentos hormonais necessários. Chegou o dia da transferência do embrião. Pouco depois, um teste de gravidez confirmou a notícia. Apesar da idade, Kristi teve uma gravidez tranquila. Embora algumas pessoas questionassem sua decisão, ela foi clara sobre seu papel de "lugar seguro para o neto crescer".
Por outro lado, Heidi não conseguia deixar de se sentir ansiosa, com medo de que algo pudesse dar errado. Mas foi somente no chá de bebê que ela realmente acreditou que seu sonho de ser mãe se tornaria realidade.
O nascimento de Ekko
Em março de 2022, Kristi deu à luz sua neta, Ekko Joy, por cesariana, com Heidi ao seu lado. Para Heidi, segurar sua filha pela primeira vez foi um momento indescritível.
— Quando a abracei, senti como se ela tivesse ganhado vida. Depois de todo o desgosto, tristeza e ansiedade, ela finalmente estava aqui. Nunca senti amor assim — descreve.
Kristi, por sua vez, nunca se sentiu mãe do bebê. Agora com três anos, Ekko é uma menina feliz e ativa. Seu relacionamento com a avó é especial e forte. Para ela, não foi um sacrifício, mas um ato de amor.