sábado, 15 de abril de 2017

PROPINA TUCANA NA SUÍÇA: ODEBRECHT IMPLODE SERRA

Wilson Dias/Agência Brasil

 É devastadora para José Serra e para o PSDB a delação da Odebrecht. Ao contrário de que se imaginava, os pagamentos feitos na Suíça, na conta do tesoureiro Ronaldo Cezar Coelho, não diziam respeito a doações eleitoras.
Eram propina mesmo, em razão do pagamento pelo governo de São Paulo de R$ 191,6 milhões à empreiteira, referentes a uma suposta dívida que poderia ser contestada na Justiça.
"Segundo Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, os intermediários dos pagamentos a Serra foram duas pessoas próximas ao tucano: primeiro Márcio Fortes, ex-tesoureiro do PSDB, que recebia em reais no Brasil, e depois o empresário Ronaldo Cezar Coelho, que utilizou contas na Suíça", informa o jornalista Reynaldo Turollo Júnior.
"Os pagamentos aconteceram, ainda segundo o delator e os papéis apresentados, entre 2009 e 2010, em troca de o governo de São Paulo ter pago a uma das empresas do grupo Odebrecht R$ 191,6 milhões que haviam ficado pendentes de obra na rodovia Governador Carvalho Pinto. O débito do Estado com a Odebrecht já vinha se arrastando na Justiça havia cerca de oito anos, ainda segundo o delator, e poderia ter continuado sub judice, mas o governo paulista fez acordo com a empreiteira em troca dos repasses para o PSDB", diz ainda a reportagem.
Antes dessa delação, o PSDB sustentava que o pagamento de R$ 23 milhões na Suíça dizia respeito a doações eleitorais. Agora, sabe-se que foi propina. No entanto, como o Poder Judiciário não tomou qualquer providência a respeito até hoje, Ronaldo Cezar Coelho teve até a oportunidade de aderir ao programa que lhe permitiu repatriar os recursos ilícitos.
Em nota, Serra se defendeu. "O senador reitera que não cometeu nenhuma irregularidade e que suas campanhas foram conduzidas pelo partido, na forma da lei. A abertura do inquérito pelo Supremo Tribunal Federal servirá como oportunidade de demonstrar essas afirmações e a lisura de sua conduta", afirmou, em nota.

um documento entregue por um delator sobre transferências feitas em euros para o Serra no exterior
(Folhape),


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QUEM VAI JUNTAR OS CACOS DO BRASIL?

Ricardo Stuckert
Esta pergunta já foi título de outra coluna aqui no 247. Isso quando a marcha da Lava Jato, buscando a deslegitimação do sistema político (objetivo defendido pelo próprio Sergio Moro naquele seu tão citado artigo louvando a Mãos Limpas) indicava que o Brasil acabaria se espatifando.  Na marcha insana contra o PT e contra Lula, em nome da moralidade os desastres foram se sucedendo até chegarmos ao momento atual: feriu-se a democracia com um golpe, desorganizou-se a economia com a posse de um presidente ilegítimo e a adoção de uma política econômica equivocada para o momento recessivo e, finalmente, o sistema político foi implodido.  E agora, o que propõem os que conduziram a detonação?  Quem apontará e viabilizará a saída política pela democracia, pelas eleições gerais ou pelo estabelecimento de um novo pacto político através de uma Constituinte?
A implosão foi obra de um moralismo hipócrita, conduzida por políticos ressentidos com a hegemonia petista ao longo de 12 anos,  pelo Ministério Público e setores do Judiciário imbuídos de um sentido de missão redentora e pela mídia monopólica, ditadora de regras.   Uma das passagens que mais chamariam a atenção de um estrangeiro nos vídeos na delação da Odebrecht é aquele monólogo do patriarca da família, Emílio Odebrecht, onde confessa seu incômodo com a hipocrisia geral. “O que me entristece é que a imprensa toda sabia. Por que não fizeram isso há 10, 15 anos atrás?   Ver vocês, jovens procuradoares, querendo mudar as coisas, eu compreendo. Mas os mais velhos, os da minha geração, de todas as áreas, não aceita. Esta imprensa sabia de tudo e agora fica com esta demagogia”. Desconcertado, um procurador balbucia algumas palavras sobre “melhorar o nosso país”. Mas o que está melhorando com esta demolição?
Na implosão,  a bomba de denúncias misturou crimes de corrupção efetiva com financiamento  ilegal de campanhas. O caixa dois, “modelo que sempre reinou”, ainda segundo o velho Odebrecht, e o pagamento de propinas para a obtenção de vantagens nos negócios com o Estado.  Não há mais como separar os feridos pela detonação. O que temos agora são dois poderes esfacelados. Um Congresso sem legitimidade para aprovar nada, e muito menos reformas que tiram direitos, e um Executivo que não tem a menor condição de governar.  Além dos desastres que já produziu, seu chefe agora é apontado como chefe de um dos esquemas partidários de corrupção, tendo até negociado uma propina de US$ 40 milhões.
Resta o Judiciário,  que finge ignorar as consequências da devastação para a qual contribui, por ação ou omissão. Não pode o Judiciário achar que seu único papel agora será o de julgar e punir os investigados que tenham seus crimes provados. Cabe-lhe também ajudar a encontrar a saída,  apontando as brechas constitucionais que podem ser usadas para abrir a porta.
Quando foi que tudo começou? Não foi em 2014, com a Lava Jato. Não foi em 2015, com a reação dos derrotados à vitória de Dilma, impetrando a ação no TSE de cassação no TSE e insuflando o movimento pelo impeachment. Na verdade, tudo começou em 2003/2004, quando viu-se que o governo de Lula não seria o fracasso esperado. O preconceito, a implicância, o esforço de desmoralização, a busca desesperada por denúncias de corrupção, tudo isso começou lá atrás. Lula, por seu forte instinto de sobrevivência, sua habilidade política e popularidade, sobreviveu. Dilma, não. Os tempos também eram outros.  Para remover o PT do governo, já havia disposição para espatifar o país e até para imolar aliados, se fosse preciso. Como acontece agora, com petistas, tucanos, peemedebistas e outros adversários jogados na mesma vala. (Folhape).


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PRF apreende 26 motos irregulares em Toritama, no Agreste

Ação da Polícia Rodoviária Federal teve como objetivo coibir irregularidades no uso de motocicletas e evitar acidentes causados pela imprudência

Os veículos foram encaminhados ao pátio localizado em Caruaru e serão liberados após a devida regularização
Os veículos foram encaminhados ao pátio localizado em Caruaru e serão liberados após a devida regularizaçãoFoto: Divulgação/PRF

Fiscalização realizada neste sábado (15) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de 26 motocicletas na BR-104, em Toritama, no Agreste pernambucano. A ação teve como objetivo coibir irregularidades no uso de motos e evitar acidentes causados pela imprudência na condução dos veículos. 

Os policiais realizaram o comando de fiscalização com o apoio do Grupo de Motociclismo da PRF, em frente ao pátio da feira da cidade. Entre as irregularidades encontradas, a falta de carteira de habilitação, o não uso do capacete, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) atrasado e a ausência de retrovisores, dentre outras.

Os veículos foram encaminhados ao pátio localizado em Caruaru, também no Agreste, e serão liberados após a devida regularização, segundo a PRF. Os motociclistas, por sua vez, foram autuados por infrações médias a gravíssimas, que as multas variam de R$ 130,16 a R$ 880,41.(Folhape).


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Delator fala de parceria com FBC

Pacífico contou que ex-ministro teria mantido contatos estreitos com a empresa. Em nota, político diz que não conhece investigação

Senador teria recebido R$ 200 mil em troca de contratos direcionados para a Odebrecht
Senador teria recebido R$ 200 mil em troca de contratos direcionados para a OdebrechtFoto: Roberto Pereira/Senado

O depoimento do ex-diretor superintendente da Odebrecht para o Norte Nordeste, João Pacífico, revela uma parceria entre o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e a empreiteira baiana. Segundo depoimento do delator - divulgado em vídeo após a quebra de sigilo do Supremo Tribunal Federal - o socialista teria mantido uma relação com a empresa que durou do tempo em que o político estava na Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico (2007 a 2010) até o momento em que ele assumiu o Ministério da Integração Nacional (2011 a 2013), no Governo Dilma Rousseff (PT).
"Ele ajudou antes, como secretário, e depois como ministro da Integração", afirma João Pacífico. Tanto que o parlamentar possuía dois codinomes para identificá-lo nas planilhas da Odebrecht: Novilho (para ajudas de campanha) e Charada (nas contribuições pela participação com gestor em obras).
Nas investigações encaminhadas pelo relator Edson Fachin, o nome Bezerra Coelho figura nos inquéritos 4458 e 4464, por suspeita de envolvimento nos crimes de formação de cartel, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica eleitoral, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Troca
Pacífico contou que na eleição de 2010 para o Senado Federal, Bezerra Coelho recebeu R$ 200 mil para sua campanha política. As demandas seriam uma troca pelo contrato da empresa no Píer Petroleiro e Cais 5 do Complexo Portuário e Industrial de Suape.

 Na época, o socialista era presidente do porto. O do píer, executado pelo consórcio CBPO/OAS/ Andrade Gutierrez, recebeu investimentos da ordem de R$ 367 milhões. Já o Cais 5 esteve a cargo da Odebrecht TransPort e Agrovia para implantação de um novo terminal de açúcar, em um investimento total de R$ 130 milhões.
A demanda das propinas para o senador - segundo a delação - foi repassada pelos diretores de contrato da Odebrecht para o diretor João Pacífico. A liberação dos recursos era autorizada pelo presidente de Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ.
No inquérito 4464, Fernando Bezerra Coelho é citado por sua atuação como ministro da Integração Nacional por ter negociado com a empresa as obras do canal do Sertão.
Em 2013, o então auxiliar ministerial do Governo Dilma teria pedido uma contribuição para seu projeto político e recebido R$ 1.050.000,00, por meio de um intermediário indicado por ele. Os recursos seriam dados por uma contribuição de mercado entre as empresas que participariam da obra canal do sertão alagoano. Diversas lideranças políticas teriam feito a solicitação de pagamento de propina como o então governador do Estado de Alagoas, Teôtonio Vilela (PSDB-AL), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ex-ministro.
Defesa
Por meio de nota, a defesa do senador diz que "não foi oficialmente comunicada, tampouco teve acesso à referida investigação. "Fernando Bezerra mantém-se, como sempre esteve, à disposição das autoridades a fim de prestar quaisquer esclarecimentos que elas possam necessitar", relata a nota. (Folhape).

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Corpo de bebê é abandonado no Cais de Santa Rita, no Recife

A cem metros do local há uma câmera da Secretaria de Defesa Social (SDS) que pode ajudar a identificar quem deixou o bebê no local

Corpo de bebê encontrado no Cais de Santa Rita
Corpo de bebê encontrado no Cais de Santa RitaFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

O corpo de um bebê, aparentemente recém nascido, foi encontrado no Terminal do Cais de Santa Rita, na área central do Recife, na manhã desta sexta-feira (14). A criança parecia ter nascido há poucas horas, ainda envolvida no que parecem ser restos de um parto.

Um passageiro do terminal de ônibus, que esperava uma carona no local por volta das 6h, avistou um saco plástico no chão e, assim que percebeu ser uma criança, avisou ao vigilante do Cais, Isacar Alves, de 38 anos, que chamou a polícia depois das 11h. "Só tinha eu, o vigilante, o outro vigilante e os barraqueiros. Do jeito que está ali, provavelmente foi de madrugada", afirmou Isacar.

A cem metros do local há uma câmera da Secretaria de Defesa Social (SDS) que pode ajudar a identificar quem deixou o bebê no local. Às 15h o corpo ainda estava no local e equipes do Instituto Médico Legal (IML) eram esperadas para recolher. (Folhape).


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Asteroide ganha o nome da cidade sertaneja de Itacuruba

Denominação foi escolhida em congresso realizado no Uruguai e é homenagem ao município onde está instalado 
o Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI)

Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI)
Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI)Foto: Divulgação/ON
O pequeno município de Itacuruba, no Sertão de Pernambuco, é agora nome de um asteroide. A denominação foi aprovada nessa quinta-feira (13) durante o congresso científico “Asteroids, Comets, Meteors - ACM”, que termina nesta sexta em Montevidéu (Uruguai). O nome - o primeiro de uma cidade sertaneja dado um corpo celeste - é agora o do até então denominado asteroide 10468, descoberto em 1981.

A escolha pelo nome da cidade sertaneja com menos de 5 mil habitantes e localizada a 481 km do Recife, foi uma sugestão da equipe do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), que começou a operar no município em 2011. O telescópio do OASI é o segundo maior em solo brasileiro e, no observatório, é desenvolvido o projeto Impacton, do Observatório Nacional, dedicado ao estudo de propriedades físicas de asteroides e cometas, particularmente daqueles que possuem órbitas próximas e são potencialmente perigosos para a Terra. 

Pelas regras da União Astronômica Internacional (UAI), quando um novo asteroide é descoberto, seus descobridores têm o direito de sugerir um nome, que deve ser 
submetido à aprovação da comissão específica da UAI. Mas, segundo o congresso, "é comum que membros de grandes projetos de monitoramento de asteroides 'cedam' a prerrogativa a grupos e instituições de ensino e pesquisa. Dessa forma, já se tornou tradição que o congresso ACM, realizado a cada três anos em diferentes cidades do mundo, homenageie pesquisadores e instituições de destaque na área. No Brasil, alguns astrônomos e personalidades já foram homenageados. Entre as poucas cidades brasileiras eternizadas no céu, está Olinda, cujo nome foi dado ao cometa descoberto pelo francês Emmanuel Liais em 1860. 

A homenagem a Itacuruba é, segundo os astronômos, um agradecimento à população do município que acolheu a construção do OASI e também tem o objetivo de chamar atenção para a preservação do céu noturno da região semiárida brasileira. Por suas características climáticas e ainda baixa poluição luminosa, a região oferece a todos uma ótima contemplação do céu. 

O “10468 Itacuruba” está localizado no cinturão principal de asteroides, região do Sistema Solar entre os planetas Marte e Júpiter. Tem um período orbital de 3,58 anos em torno do Sol e um tamanho estimado entre 2 a 5 km de diâmetro. Foi descoberto em 1º de março de 1981 pelo astrônomo norte-americano S. J. Bus no observatório de Siding Spring, na Austrália. (Folhape).


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Morre na Itália aos 117 anos a mulher mais idosa do mundo

Emma Morano era tida como a última sobrevivente conhecida do Século XIX

Emma Morano faleceu neste sábado
Emma Morano faleceu neste sábadoFoto: Twitter/Reprodução
A italiana Emma Morano, a última sobrevivente conhecida do século XIX e supostamente a mulher mais idosa da humanidade, morreu neste sábado em sua residência em Verbania (norte), aos 117 anos, anunciou a imprensa local.

Ela nasceu em 29 de novembro de 1899. 

"Ela teve uma vida extraordinária e sempre nos recordaremos de sua força por seguir adiante", declarou o prefeito de Verbania, citado pela imprensa. (Folhape).




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Defesa Civil síria resgata mais de 100 corpos após explosão perto de Aleppo

Explosão de carro-bomba perto de Aleppo, na Síria, deixa mais de 100 mortos (EFE/Direitos Reservados)

Explosão de carro-bomba perto de Aleppo, na Síria, deixa mais de 100 mortos (EFE/Direitos Reservados)Sana Handout/EFE/Direitos Reservados

A Defesa Civil da Síria informou ter resgatado mais de 100 corpos do local onde um carro-bomba explodiu neste sábado nos arredores da cidade de Aleppo em uma área onde estavam cerca de 5 mil pessoas retiradas dos redutos xiitas de Fua e Kefraya. As informações são da agência de notícias EFE.

Em sua página no Facebook, os chamados "capacetes brancos" disseram que estão prestando assistência a mais de 50 feridos.

A organização não governamental Observatório Sírio de Direitos Humanos calculou anteriormente em 43 o número de mortes no atentado na região de Rashidin, onde as vítimas esperavam desde ontem para serem levadas a seu destino final, como parte de um acordo entre o governo de Bashar al Assad e a oposição.(EBC).


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