segunda-feira, 2 de outubro de 2017

CADA OLHO, UMA COR. NOSSO CÉREBRO "FABRICA" AS CORES


  Em parceria com Lé Figaro
 (photo: )

Percebemos as cores através de três tipos de fotorreceptores na nossa retina. Mas suas densidades relativas variam de um indivíduo para outro. A sensibilidade ótica é diferente para cada pessoa, e inclusive para cada olho de uma mesma pessoa. Assim, todas as pessoas não vêem as mesmas cores.



Por: Anne Lefèvre-Balleydier – Le Figaro Santé

Como tais, as cores não existem. Trata-se de nada menos que luzes absorvidas e refletidas por objetos, com comprimentos de ondas diferentes. Nossos olhos e nosso cérebro «fabricam» as cores, o que gera variações inevitáveis de percepções de uma pessoa para outra …
A «construção» das cores se baseia em uma categoria específica de fotorrreceptores, células que revestem a retina: os cones , chamados assim por causa de sua forma, absorvem a luz através de três tipos de pigmentos visuais. Assim, alguns cones respondem a comprimentos de ondas curtas, para o azul (cones S, ou short), outros, para ondas médias, em torno do verde (cones M, medium), e ainda outros, para comprimentos de ondas longas para o vermelho (cones L, long). Quando uma radiação luminosa os alcança, ocorre uma cascata de reações que leva à criação de sinais elétricos, enviados para o córtex pelas células nervosas.
Surpreendemente, a densidade dos cones verdes em relação aos vermelhos pode ser muito diferente de um indivíduo para outro: a relação varia de 0,1 para 16. Além disso, a percepção de cada um depende do contexto, uma vez que os neurônios da retina processam o sinal para aumentar os contrastes coloridos na borda dos objetos, entre o verde e o vermelho e entre o azul e o amarelo (combinação do vermelho e do verde). E enquanto nossos olhos são capazes de distinguir cerca de 15 mil nuances de cores, ainda somos incapazes de determinar a nuance exata de uma delas em uma tabela. Na teoria, nossa visão tricromática torna visível todo o espectro da luz visível, do violeta para o vermelho, isto é, entre 390 e 780 nanômetros.

A idade, a experiência e a luz
Mas segundo os indivíduos, esse espectro pode ser mais ou menos largo, conter mais roxo e menos vermelho ou vice-versa. Além disso, dependendo da idade ou do estado de saúde, nossos olhos filtram mais ou menos a luz. Isto talvez possa explicar em parte, o caso do vestido azul -preto-branco-ouro, que, neste inverno, desencadeou paixões na internet: com a idade, seríamos menos sensíveis à luz azul. No entanto, é preciso ter em conta outro parâmetro: a cor de um objeto não depende apenas de quem o vê mas também da intensidade da luz que o ilumina.
Uma vez que esta luz é mais ou menos forte, a cor torna-se inevitavelmente diferente. É por este motivo que, na fotografia, é necessário proceder a um re-equilíbrio para refletir as condições de iluminação: é o que chamamos de balanço do branco. Mas, nossos olhos também podem se adaptar às condições de luz ambiente, o que percebemos muito bem ao nos deslocarmos de um quarto escuro para outro muito bem iluminado. Assim, confrontados com a imagem do vestido fotografado com muita luz, alguns o vêem nas suas verdadeiras cores, azul e preto. Enquanto outros optam por uma fotografia superexposta, com um vestido branco e dourado.
O fenômeno poderia depender de nossa experiência: conforme vemos ou não vestidos com a mesma textura no passado, nosso cérebro pode decidir em favor de uma cor em relação à outra. No entanto, este argumento desconcerta os pesquisadores. (Saúde247).


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“Pernambuco está unido em defesa da Chesf”, diz o Senador Humberto Cos



Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT) classificou o encontro desta segunda-feira (2) entre sindicalistas, parlamentares e o governador Paulo Câmara (PSB) como um marco na defesa da entidade. Segundo o senador, a reunião, que aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, mostra que o tema “é maior que qualquer debate partidário”.
“A Chesf é um patrimônio de Pernambuco e estamos aqui para dizer que vamos seguir lutando para que não haja prejuízos para o nosso Estado. Além de fornecer energia para os nordestinos, a Companhia também tem um papel social muito importante para as comunidades do entorno do Rio São Francisco”, disse.  
Para Humberto, o modelo de privatização apresentado por Temer não trará nenhum benefício ao Estado. “O governo quer vender a Chesf a preço de banana para tentar amenizar o rombo nas contas públicas que ele segue ampliando. Mas, nem a venda vai resolver o problema do governo e nem querem pagar o quanto a empresa vale”, afirmou.
O senador ainda alertou para o risco de aumento da conta de luz, após a venda da Companhia. “A própria Aneel já disse que o preço da energia vai subir. Mais uma vez vão ser os brasileiros que vão pagar pelos desmandos”, acrescentou o líder oposicionista. (C.Geral).

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“FIQUEI ESTARRECIDO”, DIZ LULA SOBRE PERGUNTA DE PRISÃO NO DATAFOLHA

Reprodução Twitter @jandira_feghali

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na noite nesta segunda-feira 2 a manchete da Folha de S.Paulo que destaca pergunta feita pelo Instituto Datafolha para saber se a população acha que ele deve ser preso, diante das denúncias da Lava Jato.
A divulgação desta pesquisa aconteceu um dia depois de o mesmo jornal ter divulgado dados favoráveis ao ex-presidente, em que ele aparece com 36% das intenções de voto na disputa ao Palácio do Planalto em 2018.
"Como eles dizem que eu acabei todo dia, todo dia eles me prendem, todo dia eles arrumam um crime que eu cometi, eles imaginavam que depois da pesquisa, eu iria acabar", disse Lula, durante discurso na abertura do 8º Encontro Nacional do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), com o tema "Águas para a Vida e não para a Morte".
"Qual não foi a surpresa deles que quando eles pegam o resultado da pesquisa no sábado: eu tinha 35%, o segundo colocado tinha 17%", disse Lula, em referência a Jair Bolsonaro. No cenário com João Doria (PSDB), Lula aparece com 36%, enquanto no cenário com Geraldo Alckmin (PSDB), com 35%.
"E eles sabem que a pesquisa mentiu. Porque tem uma pessoa que eles colocam na pesquisa só para tirar voto meu. Porque eles sabem que eu poderia ter 40%. Aí eles não se conformaram", continuou Lula.
"Hoje eu fiquei estarrecido. A Folha de S.Paulo faz uma pergunta com a seguinte frase: 'olha, você acha que o Lula deve ser preso, em função de todas as denúncias da Lava Jato?' E 56% dizem que eu deveria ser preso", descreveu o ex-presidente.
"Ora, a pergunta não é essa. A pergunta é saber quem é que faz a pergunta da Lava Jato. É a Rede Globo de Televisão", denunciou.
De acordo com Lula, a imprensa, "para evitar" que ele saia candidato, quer "transformar todas as mentiras que contam contra ele em verdade". "Deixa eu dizer uma coisa pra eles. Eu desafio, na frente de vocês, a Polícia Federal, o Ministério Público, a Lava Jato e o [juiz Sergio] Moro a provar o desvio de uma nota de um real", afirmou.
Em sua fala, Lula prometeu novamente democratizar os veículos de comunicação caso vença a eleição. "Eles sabem que a gente vai ganhar. E que a gente vai democratizar os meios de comunicação. E é isso que eles tão com medo", disse. "Quem tem que controlar o rádio é o ouvinte, quem tem que controlar a tv é o telespectador", completou.(247).

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SE IMPEDIDO, LULA LEVARÁ SUCESSOR AO SEGUNDO TURNO, DIZ DATA FOLHA

Foto: Filipe Araújo

O Instituto Datafolha divulgou o dado que faltava para confirmar a força eleitoral que terá o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito do ano que vem: com 35% de preferência, ele terá também uma enorme capacidade de transferir votos para outro candidato, caso venha a ser impedido de concorrer por uma condenação em segunda instância.
Segundo a pesquisa da semana passada, ele poderia transferir, hoje, quase 60% de seus votos a outro candidato: 59% deles afirmam que votariam "com certeza" no nome apoiado por Lula e outros 24% "talvez" fizessem o mesmo. Esta transferência levaria o apoiado a obter 21% dos votos, fração suficiente para levá-lo ao segundo turno, "num cenário de disputa pulverizada, sem claros favoritos", como descreve a própria Folha.
Esta situação agrava o dilema enfrentado pela direita e pelos setores da elite que interromperam o ciclo dos governos petistas com o golpe do impeachment contra Dilma Rousseff e apostam na condenação judicial para evitar o retorno do lulismo. Se mesmo condenado Lula for capaz de determinar o resultado da eleição, o golpe terá sido um retumbante fracasso, apesar de todos os sacrifícios que impôs ao país. Será melhor uma pactuação pelo retorno do próprio Lula, o presidente melhor avaliado da História, responsável pelo virtuoso ciclo de crescimento com inclusão que mudou a face do Brasil.
O PT evita discussão pública sobre o lançamento de candidato alternativa, o plano B, em caso de impedimento de Lula. Mas os dados do Datafolha mostram que, com sua enorme capacidade de transferência, Lula seria o “grande eleitor” da disputa. E isso configura o dilema: se ele disputa, ganha. Se é impedido, elege seu candidato.
A eventual transferência de votos ocorreria principalmente entre os mais pobres e os de menor instrução, setores que foram grandemente beneficiados pelas políticas da Era Lula.  Eles são a maioria do eleitorado. Entre os eleitores que possuem até o ensino fundamental, 41% responderam que votariam "com certeza" no candidato indicado por Lula. Outros 14% admitiram que "talvez" fizessem isso. Entre os que ganham até 2 salários mínimos (quase a metade do eleitorado), 35% votariam no candidato de Lula, e 17% “talvez” o fizessem.
Na pesquisa de junho passado, Lula, como candidato, chegava a 39% das intenções de voto entre eleitores com ensino fundamental completo. Agora, atinge 49%. Entre eleitores de baixa renda (até 2 salários mínimos por mês), Lula também chegava a 39% de preferência em junho, obtendo agora até 46%. Os índices variam segundo a composição da cartela.(247).

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“Folha” estimula justiça da barbárie contra Lula


É intolerável, no presente estágio da civilização, a "Folha" perguntar numa pesquisa de opinião pública se o entrevistado quer que Lula seja preso.
Já sabemos que o dono da "Folha" não simpatiza com ele desde o dia em que se retirou de um almoço polêmico na sede do jornal, mas assim já é demais.
Trata-se de perigosa incitação a fazer justiça com as próprias mãos que um meio de comunicação responsável jamais deveria fazer, especialmente nesse momento conturbado, a não ser que sua linha editorial defenda a volta à barbárie.
Deixar subentendido que os cidadãos têm o direito de colocar na cadeia quem quiserem desvirtua completamente o sentido da democracia.
E coloca o tacape em mãos que não sabem, não podem e não devem manejá-lo.
Primeiro, o cidadão recebe salvo conduto para prender; depois, poderá exigir outro, para matar.
Em meio a tanto ódio, o jornal atuou para acirrá-lo ainda mais.
O papel de julgar e prender cabe ao Poder Judiciário – por mais defeitos que tenha - não ao cidadão comum, que não tem acesso aos meandros e trâmites dos processos para avaliá-los como se faz necessário.
A voz do povo pode ser a voz de Deus, mas não é a voz do juiz. (247).

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Lula, no Rio, no grito contra a privataria

Ricardo Stuckert

Nesta semana que hoje começa o Rio será o cenário de um grito forte dos setores nacionalistas contra a fúria privatizante do governo de Michel Temer, com três manifestações que devem reunir mais de 15 mil pessoas e contarão com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-chanceler Celso Amorim, da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, do senador Roberto Requião e do deputado Patrus Ananias, entre outros parlamentares. Será a mais forte mobilização realizada até agora contra a venda do patrimônio nacional com o objetivo estúpido de arrecadar dinheiro para tapar o rombo fiscal, a exemplo do que será feito com os recursos obtidos com a venda das usinas da Cemig. Será a primeira participação de Lula num ato de massas depois que alcançou os 35% de preferência na pesquisa Datafolha divulgada neste domingo.
Na segunda-feira, dia 2, às 14 horas,   no Clube de Engenharia,  haverá o ato de lançamento da Frente em Defesa da Soberania Nacional, coordenada no plano parlamentar  por Requião (PMDB-PR)  e Patrus Ananias  (PT-MG).  A  Frente reúne parlamentares de diferentes partidos e transborda para além do Congresso, reunindo empresários e personalidades da sociedade civil.  Requião e Patrus lançaram advertências aos embaixadores estrangeiros no sentido de que toda as privatizações conduzidas pelo governo ilegítimo de Temer poderão ser revistas pelo próximo presidente eleito pelo voto direto.  O ex-presidente Lula acaba de propor a convocação de uma Constituinte exclusiva para rever todas as medidas que Temer vem tomando contra o patrimônio nacional e as conquistas sociais e civilizatórias da sociedade brasileira.
Ainda na segunda-feira, no fina da tarde,  haverá o Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, que luta contra a privatização do setor elétrico.  Será um grande ato no Terreirão do Samba, ao lado do Sambódromo.  Coma venda das usinas da Cemig, cresce o movimento contra a privatização da Eletrobrás, que nesta quarta-feira foi criticada no Senado até por integrantes da base governista.
A mobilização culmina, na terça-feira, dia 3,  com grande passeata que está sendo organizada pela Frente Brasil Popular, que congrega diversos movimentos sociais. A passeada descerá a Avenida Rio Branco e depois se deslocará para a região da Avenida Chile, Esplanada onde ficam os edifícios-sede da Petrobrás e do BNDES.
Com este primeiro grito contra a privataria temerária de Temer, a mobilização nacionalista deve se ampliar, impedindo que novos ativos sejam leiloados a toque de caixa, como aconteceu com as usinas da Cemig.  (247).

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Justiça decide a favor de Raul Henry e Jarbas em caso sobre FBC


Em decisão liminar, foi suspenso nesta segunda-feira (02) o processo de dissolução da executiva do PMDB em Pernambuco. A ação foi uma resposta à articulação do presidente nacional da legenda, Romero Jucá, para entregar o comando da sigla no Estado ao senador Fernando Bezerra Coelho, filiado no mês passado com essa promessa. O atual presidente estadual, Raul Henry, afilhado político do deputado Jarbas Vasconcelos, foi reeleito para o cargo em julho deste ano.
O processo na executiva nacional foi aberto no último dia 13 e é relatado por Baleia Rossi (SP).
Dissidente do PSB, Fernando Bezerra Coelho chegou a negociar por dois meses com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), a ida para o Democratas. Mas, com a possibilidade de receber o comando, escolheu o PMDB, partido em que virou vice-líder no Senado também.
O objetivo de FBC é de levar a sigla, que hoje é a principal aliada do governador Paulo Câmara (PSB), para a oposição. O senador foi o primeiro a falar publicamente na frente política contrária aos socialistas que está formando com o colega de bancada Armando Monteiro Neto (PTB) e os ministros Bruno Araújo (Cidades), do PSDB, e Mendonça Filho (Educação), do DEM.
Apontado por Jucá como possível candidato ao Governo de Pernambuco pelo PMDB, por uma articulação para que o partido tenha candidato à presidência em 2022, Fernando Bezerra Coelho fala em lançar o filho dele, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, para a disputa contra Paulo Câmara. (Via: Blog do Jamildo).

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O FIM DA LAVA JATO ESTÁ PRÓXIMO, DIZ MORO

Ag. Senado | Reuters

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O juiz federal Sérgio Moro disse nesta segunda-feira que os trabalhos da operação Lava Jato em Curitiba estão perto do fim e, ao mesmo tempo, considerou difícil prever qual será seu futuro após sua atuação na operação e voltou a afastar a possibilidade de ser candidato à Presidência da República.

"A operação Lava Jato em Curitiba está, possivelmente, chegando ao fim", disse Moro em São Paulo após receber um prêmio da Universidade Notre Dame, dos Estados Unidos, por sua atuação como juiz responsável pelos casos da Lava Jato em primeira instância na capital paranaense.
"Ainda existem investigações relevantes em andamento, mas uma grande parte do trabalho já foi feito", acrescentou.
Moro reconheceu que está "um pouco cansado" por conta do grande volume de trabalho com a Lava Jato, mas afirmou ao mesmo tempo que não prevê, neste momento, a possibilidade de deixar o comando da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato. Ele também se declarou um juiz profissional e afastou a possibilidade de migrar da magistratura para a política.
"Não existe nenhuma expectativa", disse Moro sobre a possibilidade de buscar um cargo eletivo no ano que vem.
"Pesquisas que incluem o meu nome estão perdendo tempo, porque não vai acontecer. Isso é simples assim", garantiu.
Moro aparece em pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial do ano que vem, como no levantamento do Datafolha divulgado no fim de semana.
O magistrado lembrou que existem casos ligados à Lava Jato tramitando nas varas federais de outras cidades, assim como no Supremo Tribunal Federal.
Para Moro, os brasileiros têm a expectativa de que o STF julgue os políticos com prerrogativa de foro citados na Lava Jato da mesma forma e com a mesma correção que julgou em 2012 o mensalão do PT. Naquela ocasião, a maioria dos políticos foram condenados pelos ministros da corte.
Moro também elogiou as decisões do Supremo que acabaram com a doação empresarial para campanhas eleitorais e que permitiu a prisão ap[os condenação em segunda instância, que ele apontou como especialmente importante para o combate à corrupção.
"O Supremo deve ter a percepção da relevância da manutenção desse precedente para o enfrentamento dessa corrupção sistêmica", disse Moro.(247).


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[Vídeo] Maior ataque a tiros da história dos Estados Unidos deixa 50 mortos e mais de 400 feridos em Las Vegas

Atentado aconteceu durante um show de música country; atirador se suicidou
Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridos
Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridosFoto: Getty Images North America/AFP


Pelo menos 50 pessoas que assistiam a um show de música country foram mortas e cerca de 400 ficaram feridas no maior ataque a tiros da história dos Estados Unidos, registrado na noite desse domingo (1º, horário local, madrugada de segunda-feira, 2, em Brasília) na cidade de Las Vegas, informaram as autoridades locais. 

De acordo com informações da polícia, o atirador chamava-se Steven Paddock, tinha 64 anos e era um morador local. Ele se suicidou após o ataque. Uma acompanhante, chamada Marilou Danley, também foi encontrada pela polícia. A suspeita é de que ela tenha associação com o atirador. 

A Polícia de Las Vegas encontrou pelo menos oito armas no quarto do atirador. O vice-xerife Kevin McMahill disse à rede americana CNN que a equipe de elite SWAT encontrou "uma quantidade de fuzil de longo alcance" depois de enfrentar o agressor, acrescentando que "havia pelo menos oito armas".

O autor do massacre atirou do 32º andar do hotel Mandala Bay, localizado na avenida central Strip, onde acontecia a terceira e última noite de um festival de música country. O chefe da Polícia Metropolitana de Las Vegas, Joe Lombardo, informou, em entrevista, o número de vítimas. Ele informou que o suposto autor do tiroteio foi morto posteriormente pela polícia em um hotel próximo ao local do show.

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O cantor Jason Aldean, que conseguiu escapar, estava no palco quando os espectadores ouviram as primeiras rajadas de tiros. Em poucos segundos a música parou de tocar, segundo um vídeo divulgado nas redes sociais. No vídeo, uma mulher fala "abaixa, fica abaixado" pouco depois da interrupção da música e um clima de confusão domina o local. Menos de um minuto depois é possível ouvir novos disparos.

Uma porta-voz do Universty Medical Center informou à imprensa local que no hospital foram internadas vítimas do ataque, que apresentavam ferimentos a bala. Outros feridos foram encaminhados ao Sunrise Hospital Medical Center. O tiroteio ocorreu durante o Route 91 Harvest Festival, um evento de música country nas imediações do Hotel Mandalay Casino.

A polícia mantém fechada uma ampla seção do Boulevard Las Vegas, que serve de via principal da cidade e é conhecido pela fila de hotéis e cassinos, bem como várias ruas adjacentes.

Por enquanto, as estradas e acessos à região foram fechados e também foram cancelados alguns voos para o aeroporto da cidade.

Fogos de artifício
Muitas pessoas pensaram, em um primeiro momento, que o barulho era provocado por fogos de artifício. Damon Leach afirmou ao canal CNN que os tiros duraram "muito tempo". "Nos escondemos atrás de lixeiras, de qualquer coisa. Cada vez que escutávamos um tiro nos escondíamos".

Recorrências
O tiroteio aconteceu sete meses após uma ação similar que deixou um morto e um ferido na mesma Las Vegas Strip. O site Gun Violence registra uma estatística de 272 grandes tiroteios nos Estados Unidos no decorrer do ano, sem considerar o de domingo.

Maior ataqueCom 50 mortos contabilizados até o momento, este é o maior atentado a tiros na história americana, superando o saldo do ataque registrado em junho de 2016 em uma boate gay de Orlando, quando 49 pessoas morreram.

Vídeo
O vídeo a seguir mostra a tensão no Mandalay Bay durante a ação do atirador.
 

Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridos
Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridosFoto: Getty Images North America/AFP


Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridos
Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridosFoto: Getty Images North America/AFP


Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridos
Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridosFoto: Getty Images North America/AFP


Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridos
Ataque durante show em Las Vegas deixa mortos e feridosFoto: Getty Images North America/AFP






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Mutirões da Prefeitura de Petrolina atendem cerca de 600 pacientes neste final de semana



Eliminar a fila de espera para exames, consultas e cirurgias, é uma das prioridades da Prefeitura de Petrolina. Durante este final de semana, a Secretaria de Saúde, através do programa ‘Novo Tempo na Saúde’, realizou dois mutirões: Saúde em Dia e o Mutirão do Sorriso.
Em mais uma edição do projeto ‘Saúde em Dia’ no Hospital Geral de Urgência (HGU), cerca de 150 pessoas foram atendidas. Até o momento já foram realizados cerca de 650 atendimentos.
A ação é fruto do projeto desenvolvido pelo Poder Executivo que autoriza a Secretaria de Saúde firmar acordos de cooperação técnica com hospitais, clínicas e consultórios particulares permitindo a compensação de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) vencido. O objetivo é atender os pacientes, naturais de Petrolina, que estão esperando por um procedimento desde 2011.
A saúde também foi movimentada pela segunda edição do Mutirão do Sorriso que foi realizado nas localidades de Pau Ferro e Rajada, zona rural, e no bairro Vila Eduardo, na zona urbana. Foram dois dias, com cerca de 450 atendimentos odontológicos.
O objetivo é universalizar o acesso ao tratamento odontológico e reduzir a demanda de atendimentos dos moradores. O próximo acontecerá no bairro Cacheado. O serviço será oferecido no sábado (07) e domingo (08), das 8h às 16h. (Ascom),(C.Geral).

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Só não vê o sucesso de Lula quem não quer enxergar a realidade

Ricardo Stuckert

Lula vence em todos os cenários apontados. Já está virando rotina. É só trocar o nome do instituto e do veículo que encomendou a pesquisa. A manchete se repete, mas com índices cada vez maiores. A última consulta divulgada foi a do Instituto Datafolha, neste final de semana, em que Lula garante pelo menos 35% das intenções de voto para a Presidência da República. Em eventual segundo turno, o menor percentual atribuído a ele em diferentes cenários é de 44%.
Apesar das tantas perseguições e dos sucessivos ataques, o maior líder popular brasileiro segue firme na frente das pesquisas porque, primeiro, já provou que governa para a maioria da população e para aqueles que mais necessitam de políticas públicas. Ao priorizar a inclusão, espalha progressivamente o estado de bem estar social para o País. As pessoas sabem que todos os segmentos são beneficiados quando o povo não passa fome, garante a permanência dos filhos na escola, mantém em dia o monitoramento da saúde preventiva da família e ainda tem poder aquisitivo para assegurar minimamente seu sustento e sua participação social.
O povo deposita em Lula sua certeza e confiança que são frutos da experiência concreta de ter vivido melhor, com mais oportunidades, durante seu governo. Se cada um fizer a si a pergunta "minha vida hoje é melhor ou pior do que era no governo do Lula?", pode até não ter votado no PT antes ou guardar a resposta só para si, mas vai chegar certamente à mesma conclusão da maioria das pessoas ouvidas pelos institutos de pesquisa. Não tem para ninguém!
Esse comparativo impõe uma distância ainda maior entre Lula e seus adversários quando observamos as medidas danosas à população praticadas no governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) em tempo recorde. Basta pensarmos no desmonte completo do estado democrático de direito, na perda de direitos e na diminuição significativa da qualidade de vida da população. Um governo alheio às necessidades do povo, que governa para os ricos e para aqueles que não precisam do Estado, mas se utilizam dele para obter vantagens.
A preocupação com a economia é seletiva. O preço da gasolina atrelado ao apetite voraz por lucros do mercado internacional e a possibilidade de reajustes diários, atingiu a máxima histórica na tarifa dos combustíveis. Isso gera impactos diretos, sentidos não apenas no bolso individual dos consumidores, mas implica em prejuízos aos setores produtivos nacionais e à prestação de serviços no País. Abala as economias formal e informal.
Por essas e outras que só se surpreende com a escalada de Lula nas pesquisas e estranha a comoção popular em torno da acolhida de sua caravana pelo interior do Brasil quem não quer mesmo se convencer dessa realidade. Ela está aí, clara e transparente. Só não vê o sucesso de Lula quem não quer enxergar o mundo real. Ele existe e é a única chama, não mais de esperança, mas de certeza, acesa e forte que temos para o País sair da crise e voltar a melhorar.(247).

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A urgência de uma Frente Ampla e a campanha de Lula pelo Brasil

Ricardo Stuckert

A delação de Palocci contra Lula foi um tiro em cheio, capaz de fazer desanimar e desmobilizar parte de nossa militância. Ainda mais, após a bem sucedida Caravana de Lula pelo Nordeste, onde o ex-presidente reaproximou o povo da política e falou sobre o Brasil que queremos, além do reencantamento por parte do povo para com Lula, já refletido nas pesquisas eleitorais. Na lógica militarista, numa Guerra, afetar o psicológico do inimigo é decisivo para a ofensiva lograr êxito.
Em sequência, veio o episódio da carta de Palocci. O Partido dos Trabalhadores (PT) agiu corretamente, embora de forma tardia, quanto ao pedido de desfiliação de Palocci. Ao invés de expulsá-lo de forma sumária, o PT abriu processo interno para que Palocci tivesse a oportunidade de se defender encarando os dirigentes do Partido. Rato que é, Palocci preferiu distribuir uma carta redigida aos seus inquisidores - o clã da Lava Jato - e publicizá-la para a grande mídia deitar e rolar contra o PT e Lula, do que encarar o processo interno. Vida que segue. A ele restará a lata de lixo da História.
Nessa semana, foi o caso do posicionamento por nota onde a Executiva Nacional do PT se posiciona contra o afastamento do senador Aécio Neves por determinação judicial da 1ª turma Supremo Tribunal Federal (STF). O PT defende corretamente que o STF não pode afastar parlamentares, pois isso é atribuição exclusiva do Poder Legislativo. O correto é o Senado decidir se afasta ou não Aécio do mandato de senador. Nesse sentido, o PT continuou acertando ao dar entrada no dia seguinte com pedido de afastamento de Aécio na comissão de
ética do Senado, o fórum correto para tal ação. Como diz a própria nota: "Não temos nenhuma razão para defender Aécio Neves, mas temos todos os motivos para defender a democracia e a Constituição".

Mais claro, impossível. Nesse ponto, o PT mostrou maturidade e compromisso com o Estado Democrático, ainda que tardia. A esquerda, mais uma vez, inclusive parte da mídia progressista e a blogosfera de esquerda e, sobretudo parte considerável da militância, parlamentares e até dirigentes petistas “morderam a isca” do moralismo mais tacanho e caíram mais uma vez nessa bobagem de "combate à corrupção" em detrimento do Estado Democrático de Direito.
Mas, mesmo com toda essa perseguição e com artilharia pesada contra o PT e Lula, o ex-presidente segue como preferido nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República no pleito de 2018. Lula segue imbatível. Um fenômeno popular que resiste a todo tipo de ofensiva midiático-judicial. Na hora de escolher em quem votar, o povão é o que age de forma mais racional, é pragmatismo puro: “como não existe político santo, melhor ficar com o que fez mais por mim”. Simples assim.
A perseguição e a sanha por derrotar um conciliador como Lula nos revela na prática o que é e como opera a elite brasileira. Vejam, o único candidato que empata com Lula, segundo a pesquisa Datafolha é o justiceiro Sérgio Moro, pois ele simboliza a negação do sistema político. E é contra essa ofensiva que Lula deve continuar rodando esse país. Se terá programa? Tem que ter e tem muita gente pensando e produzindo. Mas, agora, o programa é simples. O programa é Lula ouvindo e falando com o povo.
É bem provável que os desembargadores do TRF4 o condenem e a direita fará de tudo para que isso aconteça o mais rápido possível. É também provável que façam com ele o que fizeram com Brizola nas eleições de 1986, impedindo-o de ir à TV. Caso isso aconteça, no plano eleitoral de curto e médio prazos, não haverá novas forças no pós-Lula e nós, do campo democrático-popular e de esquerda, ficaremos restritos a mais ou menos 15% do eleitorado brasileiro. Ou seja, é gueto, é isolamento. Por isso, é fundamental juntar todas e todos que ainda tem o mínimo de apreço pela democracia e responsabilidade com o Brasil em duas frentes de batalha: 1) uma Frente Ampla Democrática e Popular contra o Estado de exceção e contra a criminalização da política; 2) Devemos apostar na movimentação de Lula, mesmo os que se posicionam à esquerda do PT, como rastilho de pólvora para a ampla mobilização popular.(247).


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Caminhada e lazer no Parque Josepha Coelho lembram Dia do Idoso em Petrolina


Começou nesse domingo (01), em Petrolina, a Semana da Pessoa Idosa  que terá diversas atividades em comemoração ao ‘Dia Internacional da Pessoa Idosa’, celebrado em 1° de outubro. A programação promovida pela prefeitura foi aberta com uma caminhada que levou centenas de pessoas ao Parque Municipal Josepha Coelho onde crianças, jovens e idosos se uniram em atividades de lazer, dança e brincadeiras.
No local, o público também pode conferir exposições de motos do grupo de Motociclistas do Vale do São Francisco, além de prestação de serviços do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72ºBIMtz) que também animou toda a caminhada com sua banda marcial.
A vice-prefeita de Petrolina, Luska Portela acompanhou todas as atividades e comemorou o grande público presente. “Tivemos uma participação expressiva de nossos idosos, estudantes e de outras pessoas da comunidade que se envolveram nesta ação, participando de momentos de interação que são tão importantes para os nossos idosos”, disse.
Já a secretária executiva de atenção à pessoa idosa, Carolina Freitas, destacou a importância do contato com outras gerações. “Nosso objetivo foi promover uma manhã de lazer e alegria para os nossos idosos. Desde Janeiro, estamos desenvolvendo um trabalho de intergeracionalidade e foi justamente esta troca que chamou nossa atenção nesta manhã de satisfação”, revelou.
Ações – A programação segue nesta segunda-feira (2) com uma visita ao 72ºBIMtz onde acontece a formatura do ‘Exército Amigo do Idoso’. Na terça (3) será realizada palestra ‘Conhecendo a doença de Alzheimer’ a partir das 9h no Centro Social Urbano (CSU) na Avenida Horonato Viana.
Já nesta quarta (4), a partir das 15h, haverá apresentação do projeto ‘Jovens concientizando jovens no enfrentamento à violência contra o idoso’ com palestra na Escola de Referência Clementino Coelho. A programação continua nesta quinta-feira (5), a partir das 9h, com uma mesa redonda no SEST/SENAT com tema: enfrentamento à violação contra a pessoa idosa, avanços e desafios.
Encerrando a semana da pessoa idosa, será realizada nesta sexta-feira (6) palestras de orientação sobre ‘quedas e fraturas’; ‘memória do idoso’ e ‘alimentação saudável’ a partir das 9h na Fundação Neurocárdio, localizada na Rua 22 do bairro Alto da Boa Vista. (Ascom),(C.Geral).

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Massacre do Carandiru completa 25 anos sem punição

Após 46 anos de funcionamento, o Carandiru começou a ser demolida em 2002
São Paulo – Em 2002, após 46 anos de funcionamento, o complexo do Carandiru começou a ser demolido Divulgação/Sérgio Andrade/ Prefeitura São Paulo

O maior massacre da história dos presídios brasileiros completa 25 anos nesta segunda-feira (2) sem nenhuma punição pelas mortes ocorridas na penitenciária do Carandiru, na zona norte da capital paulista, desativada em 2002.
No Massacre do Carandiru, como ficou mais conhecido o episódio, 111 detentos foram mortos durante uma operação policial para reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 do estabelecimento.
Seis julgamentos ocorreram nesse período. No primeiro deles, em 2001, o coronel Ubiratan Guimarães, que comandou a operação no Carandiru, foi condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 dos 111 prisioneiros do complexo penitenciário. A defesa do coronel recorreu da sentença e ela foi revertida, sendo anulada pelo Tribunal de Justiça em 2006.
Os outros julgamentos aconteceram entre os anos de 2013 e 2014. Por ser um processo que envolvia uma grande quantidade de vítimas e uma grande quantidade de réus, o julgamento foi desmembrado em quatro partes e, ao final deles, 73 policiais foram condenados pelas 111 mortes a penas que variavam de 48 a 624 anos de prisão. Um quinto policial da Rota, que já estava preso por homicídio de travestis, teve seu caso julgado de forma separada porque sua defesa pediu que ele fosse analisado em laudo de insanidade mental e, em dezembro de 2014, ele foi também condenado.
A defesa dos policiais decidiu recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo a anulação dos julgamentos alegando, como já havia ocorrido antes, que não seria possível individualizar a conduta dos policiais, dizendo se cada um deles efetuou os disparos ou quais policiais foram responsáveis pela morte de quais vítimas.

São Paulo - A 4 Câmara Criminal do Tribunal do Júri de São Paulo decide anular os quatro julgamentos que condenaram 73 policiais militares pelo Massacre do Carandiru (Rovena Rosa/Agência Brasil)
São Paulo - A 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri de São Paulo anulou os quatro julgamentos que condenaram 73 policiais militares pelo Massacre do Carandiru Rovena Rosa/Agência Brasil

No dia 27 de setembro do ano passado, três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri, responsáveis pelo recurso da defesa dos réus, decidiram anular os julgamentos anteriores entendendo que não há elementos para mostrar quais foram os crimes cometidos por cada um dos agentes. O relator do processo, o desembargador e ex-presidente do TJ, Ivan Sartori, defendeu que os policiais agiram em legítima defesa.
O Ministério Público recorreu da sentença e, em abril deste ano, a 4ª Câmara Criminal do tribunal manteve a decisão de anular os julgamentos, mas determinou que os policiais sejam julgados novamente. Houve recursos apresentados pela defesa e pelo Ministério Público, que estão sendo analisados pelo próprio Tribunal de Justiça e, se aceitos, podem levar o processo para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na instância superior, pode-se determinar que sejam realizados novos julgamentos ou os ministros podem invalidar a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e manter a validade do júri popular já realizado. Novos recursos poderão ser apresentados e o processo ainda pode chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em fevereiro deste ano, a Defensoria Pública de São Paulo encaminhou o pedido de federalização do julgamento à Procuradoria-Geral da República. Segundo a Defensoria, a anulação do julgamento pode fazer com que o processo seja arrastado por mais 20 anos. “Em casos de grave violação de direitos humanos, e para assegurar o cumprimento de tratados internacionais de que o Brasil seja parte, a Constituição prevê a possibilidade de a Procuradoria-Geral da República pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a instauração do chamado 'incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal', que deve ser julgado por aquela corte”, diz o texto da Defensoria Pública.
O Massacre
Na tarde do dia 2 de outubro de 1992, por volta das 14h, a dois dias das eleições municipais, dois detentos brigam no Pavilhão 9, na Casa de Detenção de São Paulo, um complexo penitenciário que foi construído nos anos 20 no bairro do Carandiru, na zona norte de São Paulo. O complexo era formado por sete pavilhões, cada um deles com cinco andares. Na época, 7.257 presos viviam no Carandiru, 2.706 no Pavilhão 9, onde estavam encarcerados os réus primários, aqueles que cumpriam sua primeira pena de prisão.
A briga se generaliza, começa uma confusão e os funcionários do complexo tentam acalmar os ânimos dos detentos e recolhê-los às celas, sem sucesso. A Polícia Militar é então chamada para conter a rebelião. Uma tentativa de negociação com os detentos falha e o comando policial decide então entrar no local com metralhadores, fuzis e pistolas.
“Passava das três da tarde quando a PM invadiu o Pavilhão 9. O ataque foi desfechado com precisão militar: rápido e letal. A violência da ação não deu chance para defesa”, narra o médico Drauzio Varela em seu livro Estação Carandiru. O médico trabalhava com prevenção à Aids no complexo e disse ter escrito o livro baseado nos relatos dos presos. Cerca de meia hora depois da entrada da PM, as “metralhadoras silenciaram”, narrou Varela. Nesse dia, 111 detentos morreram: 84 deles ainda não tinham respondido a processo e ainda não tinham sido condenados.
Em 2000, um documento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), após petição impetrada pelas organizações Americas Watch, Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e a Comissão Teotônio Vilela, considerou a ação policial no Carandiru “um massacre”. No documento, a comissão relata o que aconteceu naquela tarde de outubro.
“Segundo dados que os peticionários apresentaram e o Estado não contestou, os juízes supervisores foram chamados pelo diretor da prisão tão logo se deu o alarme às 14h15, ao mesmo tempo em que se convocaram as autoridades policias. Às 14h30 chegou o comandante Ubiratan Guimarães, chefe da Polícia Metropolitana de São Paulo, com três tropas de assalto, inclusive cães, pelotões de choque e o batalhão Rota, especializado em combates de grande violência. O Secretário de Segurança transferiu nesse momento a autoridade sobre a prisão para o comandante Guimarães. (...). O governador [do estado de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho] encontrava-se nesse momento fora da cidade e aparentemente só foi informado da rebelião às 17h35”.
De acordo com o documento, dois juízes da Vara de Execuções Penais e o Corregedor dos Presídios também estiveram no local mas, quando lá chegaram, foram dissuadidos pela Polícia Militar de entrar no Pavilhão 9, já que os presos estariam armados. Por volta das 16h, os policiais ocuparam o pavilhão. “O próprio governador Fleury declarou que, pelo fato de alguns detidos terem atacado a polícia, e especialmente depois que o comandante Guimarães foi ferido em consequência da explosão de um tubo de televisão, as forças encarregadas de sufocar o levante ficaram fora de controle”, relata a Comissão Interamericana.
“Às 17 horas, aproximadamente, os juízes foram informados de que o motim terminara”, diz o documento. Nenhum policial morreu na ação. Para a comissão, as mortes dos detentos não decorreram de ações de legítima defesa e nem para desarmá-los, “uma vez que as armas de que dispunham, de fabricação caseira, haviam sido dispostas no pátio ao entrarem os policiais”.(EBC).


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Cefospe passa a oferecer ensino a distância

Novidade visa ampliar capacitação aos servidores de todo o Estado
Capacitação


O Centro de Formação de Servidores Públicos do Estado de Pernambuco (Cefospe), que visa oferecer capacitação aos trabalhadores do Estado, agora conta também com uma nova forma de ensino: a distância. A novidade será divulgada nesta quarta-feira (4), a partir das 8h, no auditório do Centro de Formação, localizado no  bairro da Boa Vista, área central do Recife. 

Segundo o coordenador de ensino a distância do órgão, José Lopes, a ação visa ampliar o atendimento. "O EAD vem com a finalidade de fomentar, desenvolver e também ampliar a oferta de cursos, e ao mesmo tempo interiorizar o conhecimento em todo o Estado, já que agora pessoas do Cais ao Sertão conseguirão ter acesso a informação por meio da internet", afirma.

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Entre os 200 cursos de capacitação existentes presencialmente, foram escolhidos para a educação a distância os melhores avaliados. No mês de outubro, as 100 vagas disponíveis para "Inteligência Emocional" e "Básico de Licitações" encerraram em dois dias. Mas Lopes adianta que "serão reabertas novas vagas nesta quarta-feira (4)". Assim como no ensino presencial, os cursos a distância são gratuitos e o interessado deve realizar a inscrição no site do Cefospe.

Para o mês de novembro, os servidores poderão contar com os cursos "Ética e Cidadania" e "Noções Básicas de Direito Administrativo". A partir de março de 2018, "Noções de contratos Administrativos", Relações Interpessoais no Trabalho", "Noções de Gestão de Pessoas", "Redação Oficial" e "Patrimônio" também farão parte do acervo digital. 

A ação é uma realização da Secretaria de Educação do Estado em parceria com a Secretaria de Administração. Mais informações no (81) 3183-4915/4916.(Folhape).



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