sábado, 27 de abril de 2019

MÔNICA BERGAMO: A ENTREVISTA DE LULA À FOLHA E AO EL PAÍS FOI UM ROMBO NA CENSURA NO BRASIL

Eduardo Matysiak / Reprodução

A jornalista Mônica Bergamo, que nesta sexta-feira (26) furou o bloqueio imposto pelo poder judiciário e, ao lado de Florestan Fernandes Jr., fez a primeira entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que foi preso sem provas em abril de 2018, celebrou e, ao mesmo tempo, desabafou em um forte tweet neste sábado (27) contra a censura no país.
"A entrevista de Lula à Folha e ao El País foi um ROMBO na censura no Brasil, censura de todos os tipos e não apenas do Estado. Elogiada ou criticada, segue nos assuntos mais comentados do dia aqui no Twitter.", escreveu Mônica Bergamo.
As entrevistas de Lula foram barradas em caráter liminar em setembro do ano passado pelo ministro Luiz Fux, que suspendeu uma autorização que havia sido concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski. O presidente do Supremo, Dias Toffoli, manteve a liminar, proibindo a entrevista.
Na quinta-feira (18), o El País publicou artigo dos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Carla Jiménez em que cobravam a liberação do STF para a entrevista. Os jornalistas lembraram que em meio a este consenso em torno da liberdade jornalística, por conta da decisão do ministro Alexandre de Moraes, em parceria com Toffoli, de mandar tirar do ar reportagem da revista Crusoé, do site O Antagonista.
"Por duas vezes, em setembro e outubro do ano passado, esse direito foi conferido em despacho do ministro do STF Ricardo Lewandowski. E, por duas vezes, foi negado pelos também ministros do STF Luiz Fux e Antonio Dias Toffoli. Os dois alegaram, na época, que a entrevista de Lula poderia confundir o processo eleitoral, levando eleitores pouco atentos a acreditar que Lula seria candidato", escreveram.
A decisão de liberar a entrevista de Mônica Bergamo e Florestan Fernandes Jr. foi tomada pouco tempo depois do recuo do ministro Alexandre de Moraes sobre a censura ao Antagonista. "Comprovou-se que o documento sigiloso citado realmente existe, apesar de não corresponder à verdade o fato que teria sido enviado anteriormente à PGR para investigação", anotou o ministro ao revogar sua decisão.(247)



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