sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Vaticano confronta governo Bolsonaro e desmente fake news sobre Amazônia

(Foto: Vatican News - PR)

O Vaticano divulgou na manhã desta sexta-feira um vídeo no qual confronta o governo Bolsonaro e desmente uma das fakenews que o bolsonarismo tem divuldado para atacar o Sínodo da Amazônia que ser reunirá de  6 e 27 de outubro em Roma. No vídeo, o diretor editorial do Dicastério para a Comunicação Vaticano, Andrea Tornielli,  responde à falsa acusação de que o Papa Francisco e os bispos pretenderiam "desmembrar territórios da Amazônia e declará-los independentes". Tornielli diz que a afirmativa é "pura falsidade".     

A iniciativa é relevante porque indica que o Papa e a Igreja Católica não mais receberão em silêncio a torrente de acusações falsas que o governo Bolsonaro e os católicos ultra-conservadores têm disseminado sobre o Sínodo. Tornielli é home damais absoluta confiança de Francisco e quando fala, expressa rigorosamente o pensamento do Papa.
O Sínodo sobre a Amazônia sob o título  “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral”. Estarão em Roma 250 bispos e cardeais de todo o planeta e mais assessores, especialistas, líderes dos povos originários da Amazônia. líderes de movimentos sociais amazônicos, de ONGs e de outras religiões. O próprio título da reunião indica os caminhos opostos entre o Bolsonaro e Francisco: este fala em "ecologia integral"; aquele, em devastação total.
Assista à íntegra da resposta de Tornielli:




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Bolsonaro já entrará derrotado nas Nações Unidas


Por Leandro Fortes, para o Jornalistas pela Democracia
Não há a menor chance de Jair Messias Bolsonaro não se transformar, no próximo dia 24 de setembro, no governante mais odiado e desprezível do mundo. E não tem nada a ver com o conteúdo do discurso, seja lá qual for, que ele está preparando para a ONU, no Palácio do Planalto, com os assessores desastrados com os quais costuma se aconselhar.
Isso porque não há verdade que se acomode na boca torta e nauseabunda de Bolsonaro. Não importa o assunto, toda fala de Bozo parece sibilar numa frequência maligna, mentirosa, repleta de falsidades e mau agouros.
Além disso, mesmo que os assessores consigam formatar um discurso que, ao menos, não agrida o bom senso, será impossível contornar a barreira dislexo-cognitiva do presidente. Como se sabe, mesmo diante de um texto escrito, Bolsonaro é absolutamente incapaz de recitá-lo sem engolir palavras e regurgitar preconceitos.
De qualquer maneira, Bolsonaro já entrará derrotado nas Nações Unidas. Oficialmente, o Brasil foi impedido de ter voz na Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas, que irá ocorrer um dia antes da programada fala de Bozo, na sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU.
Para desgosto do governo federal, o único porta-voz brasileiro credenciado a falar no evento será o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do PSB, em nome do Consórcio Nordeste – a pátria que ainda nos resta. Blog do 


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PAULO CÂMARA - O porta-voz do Nordeste para discursar na ONU

 Por: Rosália Rangel - Diario de Pernambuco
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O governador Paulo Câmara (PSB) será um dos palestrantes na Cúpula do Clima, que acontecerá de 23 a 29 deste mês, em Nova York, Estados Unidos. Ele irá a convite da Organização das Nações Unidas (ONU) e terá a missão de representar o Nordeste. O socialista, que já estava na lista de convidados da ONU para falar por Pernambuco, teve o nome referendado pelos demais governadores nordestinos em uma carta assinada na última segunda-feira, durante a reunião do Consórcio Nordeste, em Natal (RN). Na avaliação dos gestores, o destaque para região é em razão do trabalho realizado pelos governos estaduais em defesa do meio ambiente.

Paulo Câmara, por exemplo, recebeu o convite da ONU, segundo sua assessoria, em razão do trabalho realizado no estado na recuperação e ampliação da reserva de caatinga e de Mata Atlântica, localizada na área próxima ao Horto de Dois Irmãos, entre outros projetos ambientais. O governador embarca para Nova York no próximo domingo, com retorno previsto para sexta-feira.

O discurso dele será no dia 23, primeiro dia do encontro. Entre os temas que serão abordado pelo socialista estão mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e estímulo à produção de energia limpa. Vale destacar que a ida do governador pernambucano contradiz com a situação enfrentada pelo governo federal. A ONU vetou o Brasil de discursar no evento, sob a alegação de que o país não apresentou plano para aumentar o compromisso com o clima. O pedido foi feito aos países e, com base nos documentos apresentados, foram escolhidos os discursos “mais inspiradores”.

A imagem do país lá fora, inclusive, tem levado autoridades estrangeiras a comentar com fortes argumentos a gestão de Jair Bolsonaro.

Na última quarta-feira, de acordo com informações de bastidores, o vice-ministro de Economia e Energia da Alemanha, Thomas Bareiss, em um encontro com o governador Paulo Câmara, no Palácio do Campo das Princesas, criticou as declarações que o  presidente Jair Bolsonaro costuma postar nas redes sociais.

No Twitter, o socialista comentou a reunião, afirmando ter conversado com o ministro alemão sobre as agendas que estão compartilhando, como a proteção ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. “Ao contrário do que, infelizmente, vemos no Brasil, aqui em Pernambuco apostamos na convergência para avançarmos conjuntamente. Que o futuro nos reserve muita cooperação e parceria”, postou o gestor.

A semana do clima, em Nova York, foi estrategicamente agendada para a véspera da Assembleia Geral da ONU, que começa na terça-feira, dia 24. A cúpula do clima foi convocada pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. As queimadas e o desmatamento que estão acontecendo na Amazônia, e que estão chamando a atenção no mundo, deverá entrar na pauta das reuniões que serão realizados com os chefes de Estado.




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PREVIDÊNCIA - Servidores que ingressaram até 2013 terão direito a aposentadoria integral

  Por: Correio Braziliense
Marcos Oliveira/Agencia Senado
Marcos Oliveira/Agencia Senado
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Servidores públicos foram os únicos beneficiados pela mais recente versão da reforma da Previdência, anunciada nesta quinta-feira (19) pelo relator no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE). Das 77 emendas apresentadas no plenário com sugestões de mudanças no texto, apenas uma foi aceita: a que permite a quem ingressou no serviço público antes de 2003 e recebe, além do salário, gratificação por desempenho, tenha direito a aposentadoria integral.

Com a mudança, proposta pelo senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o tempo mínimo de contribuição deixa de ser exigido constitucionalmente nesses casos de rendimento variável. Para receber os valores integrais, os funcionários em questão não vão mais precisar completar 35 anos de serviço, no caso dos homens, ou 30, se forem mulheres, como estava previsto no parecer anterior. Continua valendo a regra de hoje: cada estado decide o critério de proporção para o cálculo desse tipo de aposentadoria.

A mudança vale para servidores federais, estaduais e municipais e não prejudica a economia esperada com a reforma em 10 anos, que continua estimada em R$ 876,7 bilhões. No relatório, Jereissati afirma que “o impacto é virtualmente nulo para a União”, porque trata de casos em que o servidor tem vantagens que variam de acordo com os indicadores de desempenho ou produtividade — critérios de avaliação incomuns, segundo ele, em âmbito federal.

Por ser uma emenda de supressão, que apenas retira um trecho e não altera o mérito, pode ser votada apenas pelo Senado, sem precisar voltar para a Câmara em seguida. Se os senadores concordarem, o trecho suprimido pode ser inserido na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 133/2019, a chamada PEC paralela, que também muda as regras previdenciárias e já começou a tramitar no Senado.

O relator rejeitou as outras 76 emendas dos senadores, que sugeriam desde mudanças em regras de cálculo de benefícios até diminuição de idade mínima de aposentadoria. Mas aproveitou para fazer um ajuste de texto a fim de manter a criação de uma alíquota mais baixa para trabalhadores informais e acabar com a controvérsia sobre se essa mudança tocaria no mérito da reforma, o que obrigaria que a reforma voltasse à Câmara.

Para resolver o impasse, Jereissati substituiu o termo “os que se encontram em situação de informalidade” por “trabalhadores de baixa renda”. Com isso, “não cabe mais a interpretação de que seja um grupo adicional”, explicou.

Paralela
Os senadores já apresentaram 189 emendas à PEC paralela, que reúne mudanças excluídas da original para que a tramitação não atrasasse. A presidente da CCJ, Simone Tebet, disse nesta quinta-feira (19/9) que negocia um plano de trabalho para tratar do assunto. A primeira fase de tramitação da PEC paralela foi simultânea à da PEC 6/2019. As duas passaram pelo plenário em conjunto e, agora, se separam: a original vai ser votada pela CCJ, na próxima terça-feira, e segue para avaliação do plenário. Já a paralela precisa ser avaliada pela Câmara quando acabar o trâmite no Senado.




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Greve Geral pelo Clima em 150 países coloca em xeque política ambiental de Bolsonaro


A política de devastação do meio ambiente pratogonizada pelo governo Jair Bolsonaro foi alvo nesta sexta-feira 20 da maior mobilização já realizada até hoje. Não porque pessoas do mundo inteiro saíram às ruas contra Bolsonaro especificamente, mas em defesa do meio ambiente e da floresta amazônica, o que coloca em contradição as políticas do governo brasileiro.
A chamada Greve Geral pelo Clima, ou Climate Strike, em inglês, reuniu milhões de pessoas, especialmente jovens estudantes, em pelo menos 150 países. Multidões se reuniram para exigir ações imediatas contra as mudanças climáticas e frear as emissões de gases causadores do efeito estufa.
A Greve pelo Clima é inspirada no movimento Fridays For Future (Sextas-feiras Pelo Futuro, em português), criado por Greta Thunberg, adolescente sueca de 16 anos. Desde o ano passado, ela falta às aulas todas as sextas-feiras para protestar diante do parlamento da Suécia pelo clima. A ação ganhou comoção popular e passou a ser reproduzida por estudantes de outros países.
As mobilizações ocorrem em um momento em que a atenção mundial está voltada para o Brasil, devido às queimadas no território amazônico e as respostas do governo brasileiro frente a tal cenário. Somente no mês de agosto, a região foi devastada por 30.901 focos ativos de fogo, um aumento de 196% em relação a julho.
Justamente neste dia, o The Intercept revelou documentos que revelam o plano de Bolsonaro para a exploração selvagem da Amazônia. O ato também dá o tom de como o presidente brasileiro pode ser recebido em Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU, na semana que vem. O Brasil já foi vetado de participar da Conferência do Clima que acontece na véspera. (247)
Assista vídeos das manifestações em diversas cidades:






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