segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

LAMA DA VALE ATINGIRÁ RIO SÃO FRANCISCO EM 15 DE FEVEREIRO


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A lama de rejeitos de minério de ferro da Vale que rompeu a barragem do feijão deverá atingir o rio São Francisco a partir do dia 15 de fevereiro. A previsão consta no primeiro boletim de monitoramento especial do Rio Paraopeba produzido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Agência Nacional de Águas (ANA). 
Os cálculos feitos pelos técnicos do governo apontam que a lama chegará à usina de Três Marias,  a primeira instalada ao longo do São Francisco, entre os dias 15 e 20 do próximo mês.
O boletim da CPRM é o primeiro documento do governo informando que a lama da barragem da Vale chegará ao Rio São Francisco. Mais cedo, também nesta segunda-feira, o secretário de Mineração do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal, negou que os rejeitos chegariam a Três Marias. O Rio Paraopeba é um dos principais afluentes do Rio São Francisco. 
No início da noite, a Agência Nacional de Águas divulgou nota na qual informa que a barragem da usina de Retiro Baixo, a cerca de 300 Km de Brumadinho, "possibilitará o amortecimento da onda de rejeitos em seu reservatório, a depender da operação da usina". O órgão do governo acrescentou "está se avaliando, ainda, se a onda de rejeitos alcançará o reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, no rio São Francisco, que se encontra cerca de 30 km a jusante da barragem de Retiro Baixo".
Já a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou ofício à usina de Retiro Baixo solicitando relatório sobre a capacidade da hidrelétrica de suportar os rejeitos oriundos do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão. A barragem de Retiro Baixo foi uma das 122 estruturas fiscalizadas in loco pela Aneel entre 2016 e 2018 "e está em boas condições", segundo nota do órgão.







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Cena do Crime e as dramáticas histórias da Barragem de Brumadinho-MG


Dois carros cheios de gente, cada um com pelo menos cinco pessoas, estacionam naquele lugar inóspito onde eu me encontrava sozinha, aguardando os companheiros que haviam se embrenhado no mato para registrar em frames o horror. Dali, do topo do morro, podia-se ver o vale, por onde a lama descera matando gente, matando bicho, matando o rio Paraopeba. O motorista do primeiro carro, Mário Antônio Xavier, um senhor de pouco mais de 60 anos, aposentado, tinha os olhos vermelhos, o ar fatigado, as botas sujas de lama. Quando lhe pergunto o que o grupo fazia ali, numa estradinha vicinal de Serradão, área rural de Brumadinho, ele responde: “Meu filho, estou procurando o meu filho”.

Passavam das dez da manhã de sábado, 26, o day-after, cerca de 20 horas depois do rompimento da barragem 1 do complexo Mina do Feijão, no município de Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte. Seu Mário, assim como todos do seu grupo, havia gastado a noite margeando o mar de lama, chamando pelo nome de Gustavo Andrier Xavier, de 29 anos, que trabalhava como mecânico preventivo da Vale. O último contato fora às 7 e meia de sexta, quando o rapaz saíra para trabalhar. Até ali, o único vestígio era o carro, que o pai encontrou intacto no estacionamento da empresa.
“Tentamos pelas matas, gritando, gritando, gritando. A noite toda”, contou ele, acrescentando nomes à lista de procurados: “Além do meu filho, estão sumidos mais quatro da família, quatro sobrinhos: André Santos, Luciano Rocha, Letícia Mara e Lenilda Cardoso. Todo mundo trabalhador, minha Nossa Senhora”.
Acompanhando o pai, estava a filha, Aline Aparecida Xavier: “A gente começou a procurar às seis da tarde de ontem. A quantidade de profissionais trabalhando nas buscas era mínima. Ficamos a noite toda. Não tinha ninguém, só uns policiais fazendo self”.
Ao longo do sombrio sábado, eu cruzaria com muitas famílias como a de seu Mário, na desesperada busca pelos parentes. Elas estavam em todos os lugares. No local escolhido pela Vale para concentrar as informações, centenas se aglomeravam, entre a esperança e o desespero. Até o final dia, os bombeiros confirmaram 60 mortos e 292 desaparecidos, sendo que apenas 19 corpos haviam sido identificados. Talvez poucos ali terão a fortuna de enterrar os seus, sumidos para sempre, sob pelo menos oito metros de lama. Difícil imaginar uma tragédia maior do que esta. Há três anos, o rompimento da barragem de Mariana engoliu vidas, povoados, o rio Doce. É inaceitável que não tenham aprendido a lição. Não se trata de tragédia ou acidente. É um crime. (Fonte do Site do Comitê da Bacia do Rio São Francisco)
*Texto: Karla Monteiro
*Foto: Léo Ramos

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EUA PREPARAM AÇÃO COLETIVA CONTRA A VALE


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Depois do caso da Petrobras, que pagou R$ 10 bilhões a acionistas norte-americanos antes mesmo que o processo apresentado contra a estatal fosse concluído, será a vez da Vale. Dois escritórios de advocacia dos EUA anunciaram que pretendem entrar com ações coletivas contra a empresa na Justiça do país após as perdas causadas aos investidores pelo rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho (MG).
"A Rosen Law está preparando uma ação coletiva para recuperar as perdas sofridas pelos investidores da Vale", afirma comunicado dos advogados enviado a investidores, segundo reportagem do Estado de S.Paulo. O escritório afirma estar investigando se a mineradora brasileira pode ter "emitido ao público informações de negócios materialmente falsas".
O escritório Tha Schall afirma estar investigando se a Vale soltou "informações falsas e enganosas" aos investidores, que omitiam os riscos com a barragem e, por isso, burlam as regras do mercado acionário dos EUA.
Vale desaba 24,5% e perde mais de R$70 bi em valor de mercado após tragédia em MG
SÃO PAULO (Reuters) - As ações da Vale fecharam em queda de mais de 20 por cento nesta segunda-feira, pior desempenho diário da sua história e equivalente uma perda de 72,8 bilhões de reais em valor de mercado, após a tragédia com o rompimento de uma barragem de mineração da companhia em Brumadinho (MG), que deixou até o momento 60 pessoas mortas e quase 300 desaparecidas.
Os papéis da mineradora fecharam em queda de 24,52 por cento, a 42,38 reais, derrubando o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, que fechou em baixa de 2,29 por cento. O volume de ações negociado foi o maior desde a estreia da Vale na bolsa. Em termos financeiros, foi o maior giro do pregão desta segunda-feira, totalizando 8,15 bilhões de reais.
Os primeiros relatórios de analistas do setor de mineração recomendaram cautela com as ações dado o horizonte nebuloso à frente em razão de potenciais desdobramentos da desastre, que aconteceu pouco mais de três anos depois que uma barragem da Samarco - uma joint venture da Vale com a BHP - rompeu em Mariana (MG), levando a 19 mortes e poluindo o rio Doce.
Os analistas Leonardo Correa e Gerard Roure, do BTG Pactual, afirmaram terem sido "verdadeiramente surpreendidos" com o evento, citando que, desde o acidente com a Samarco, a Vale investiu em uma série de medidas para inspecionar e garantir que as operações existentes fossem seguras.
Desde o rompimento da barragem de Brumadinho na sexta-feira, a Vale já teve contra si a decretação de quatro bloqueios judiciais e a aplicação de outras duas sanções por órgãos administrativos no valor total de 12,1 bilhões de reais, segundo levantamento feito pela Reuters nesta segunda-feira.
A mineradora também suspendeu sua política de remuneração aos acionistas, o que na prática significa o não pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio.
Por Paula Arend Laier


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VALE NÃO É A RESPONSÁVEL POR BRUMADINHO E DIRETORIA NÃO SE AFASTARÁ, DIZ ADVOGADO DA EMPRESA

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Um dos mais importantes advogados da Vale, Sergio Bermudes, apresentou de público a visão da companha sobre o crime de Brumadinho: a companhia não é responsável pelo rompimento da barragem e a direção da empresa não se afastará de seu comando "em hipótese alguma". De acordo com reportagem da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.São Paulo, o advogado afirmou que "a Vale não enxerga razões determinantes de sua responsabilidade. Não houve negligência, imprudência, imperícia".
"Por que uma barragem se rompe? São vários os fatores, e eles agora vão ser objeto de considerações de ordem técnica". Para o advogado, tudo tratou-se de sorte e azar: "um caso fortuito cujas causas ainda não foram identificadas".
 O rompimento da barragem da empresa em Brumadinho aconteceu na sexta-feira (25) e já são 60 mortos e quase 300 desaparecidos, além de um mar de rejeitos da mineradora que devastaram a cidade.
A declaração foi uma reação à sugestão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que defendeu no domingo (27) o "afastamento cautelar" e "urgente" de toda a diretoria da empresa.
O advogado descartou possibilidade de renúncia da diretoria tar seus diretores, pois a renúncia, segundo ele,  "não ajudaria a companhia, perturbaria a continuidade das medidas que ela, do modo mais louvável, está tomando". Para ele, "não cabe renúncia pois não se identificou dolo e muito menos culpa" dos executivos da Vale.
Para o advogado, as criticas do senador Renan Calheiros são uma tentativa "pecaminosa de capitalizar em cima da tragédia".
Ao comentar as declarações da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o advogado da Vale baixou o tom. Dodge disse que "certamente há um culpado" pelo acidente e que os executivos da empresa podem ser responsabilizados.
Bermudes disse que a afirmação "é precipitada". "Não é só a procuradora que quer apurar o que ocorreu. Todos nós queremos. Mas não há necessariamente um culpado, não há necessariamente culpa. Ou não haveria casos fortuitos ou ocasionados por motivos de força maior", disse.


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Operações de busca em Brumadinho são retomadas

Residents are seen on a road blocked after a dam, owned by Brazilian miner Vale SA, burst in Brumadinho, Brazil January 26, 2019. REUTERS/Washington Alves

De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, as operações de Bsca em Brumadinho foram retomadas, com uso de helicópteros e cães farejadores, além de equipes no solo. O anúncio foi feito pouco antes das 15h deste domingo (27/1). Até esta nova coletiva de imprensa, a informação que circulava era de que as buscas estavam suspensas, porque havio risco de um novo rompimento, desta vez na barragem
Segundo o Tenente-Coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil, os moradores já podem voltar para casa — a medida é, inclusive, recomendada. As vias de acesso foram liberadas. Ele ainda ressaltou que o maior objetivo das equipes de resgate é também manter os sobreviventes e familiares em segurança.
De acordo com o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo dos Bombeiros, a suspensão ocorreu porque, desde a manhã até o início da tarde, durante o período de risco nível2, a prioridade era a garantia a segurança de todas as pessoas que estão em situação de risco pela ameaça de rompimento de uma nova barragem. As operações de busca também seriam de risco neste momento.
De acordo com o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo dos Bombeiros, a barragem 6 estava com um volume entre 3 e 4 milhões de metros cúbicos de água (m3). Desde sábado (26/1), vem sendo feito bombeamento da água para diminuir a pressão. Neste momento o volume está em cerca de 840 mil m3. Não há previsão de retomada das buscas. São 24 mil pessoas em situação de risco, mas só cerca de 3 mil devem ser evacuadas.
 Clima de apreensão – Com a falta de informações, o risco de rompimento na barragem 6 e as condições climáticas que dificultam os resgates de vítimas, os moradores de Córrego do Feijão, localidade mais próxima da barragem da Vale em Brumadinho que rompeu na sexta-feira (25/1), estão apreensivos. Hoje, por volta das 5 horas da manhã, diversos moradores foram retirados de casa, inclusive com ajuda da Polícia Militar, por conta dos riscos de rompimento da segunda barragem.
 Os moradores questionam a necessidade da retirada, mas os que ficam questionam como vão retomar a rotina, já que estão sem água e telefone, o acesso mais usado foi destruído e um outro acesso, que passa pela área da Vale, está fechada.
 A moradora Sandra Gonçalves, de 40 anos, chegou a passar mal e foi atendida pelos socorristas e pela psicóloga Rozane Marques, que estava como voluntária no local. “A pressão dela foi a 16 por 10 e ela não tem problema de pressão. Além de ter sido retirada de casa, ela chorava pela prima que morreu no acidente da barragem. Era uma pessoa que dava suporte a ela e não está mais aqui”, contou a psicóloga.
 Retirado de casa pela Polícia ainda de madrugada, Nelson José da Silva qualificou de covardia a iniciativa e diz que pretende ficar. Ele está com a filha, que é enfermeira da Vale, desaparecida. Reclama que a tragédia destruiu a principal estrada de acesso à localidade, o que vai impedir as pessoas de trabalharem a partir de manhã, primeiro dia útil após o desastre. Ele diz que a Vale precisa abrir o outro acesso, que passa por dentro da área da empresa.
 O aposentado Hélio Gonçalves Maia, de 74 anos, foi retirado de casa por volta de 5h, quando ainda estava escuro. A filha, Núbia Maia, que mora em Conselheiro Lafayete, mas foi para a Córrego com o marido e a filha de 2 anos, para ajudar os pais. Ela usou o carro para tirar os pais e outros parentes. “A gente não esperava o que aconteceu, mas mesmo se a água subir, é um pouco difícil chegar lá em casa”, disse.
 Apesar da dúvida, a maior parte dos moradores está acatando a determinação. Sirlei Gonçalves da Silva, que está com o marido, terceirizado da Vale, desaparecido, deixou própria casa com duas bolsas. “Eles mandaram pegar algumas coisas e disseram que vão levar a gente para algum lugar”, disse, chorando. “Não como há três dias”, completa.
 Dezenas de carros e Policiais Militares de Minas Gerais chegaram na manhã de hoje à Córrego do Feijão. Eles trabalham para evitar qualquer tipo de acesso às áreas atingidas pela lama da barragem da Vale, que rompeu na sexta-feira, e para retirar moradores de suas casas, ameaçadas pelo rompimento de outra barragem de água. De acordo com voluntários do local, o risco de rompimento aumentou na manhã de hoje.
 Enquanto isso, os bombeiros passaram praticamente toda a manhã parados. Primeiro, eles esperavam a melhora das condições climáticas, já que uma forte neblina atingia a região. De qualquer forma, qualquer tipo de acesso por terra está proibido. As poucas tentativas estão sendo feitas por meio de helicóptero. (Correio Brasiliense).


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SILAS MALAFAIA VIRA RÉU POR MAU USO DE R$ 1,6 MILHÃO NA MARCHA PARA JESUS


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O pastor Silas Malafaia, líder da igreja Vitória em Cristo e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, virou réu junto com o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes em uma ação de improbidade administrativa.
Segundo a denúncia, a prefeitura aplicou, sem licitação, R$ 1,6 milhão no evento religioso Marcha Para Jesus, em 2012. A decisão é da juíza Mirela Erbisti, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Rio e foi divulgada na última quinta-feira (24). A magistrada recebeu a acusação feita pelo Ministério Público.
Malafaia se defendeu em vídeo, dizendo que o evento não está ligado a “igreja nenhuma”. “A marcha para Jesus é um evento para promover paz, alegria e abençoar as cidades”, segundo ele, “a mesma coisa que a Parada Gay”, complementa, em vídeo publicado em seu canal do Youtube.
Para Malafaia, a decisão da juíza Mirela Erbisti, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Rio, que recebeu a acusação feita pelo Ministério Público, é parte de uma “perseguição religiosa”.





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Barragem de Jucazinho, em Pernambuco, e de Pinhões, na Bahia, estão em relatório de risco da ANA

  Via:Carlos Britto
Foto: Compesa/divulgação


A região Nordeste possui 24 barragens, das 54 detectadas no país, sob risco de rompimento. O alerta foi feito em novembro passado pela Agência Nacional de Águas (ANA) por meio do Relatório de Segurança de Barragens 2017 (RSB). O custo estimado para recuperar essas barragens era de pelo menos R$ 52.240.000,00. Mas o valor é muito maior porque 10 barragens não tiveram essa estimativa para recuperação feita.
O Estado com maior número de barragens sob risco é a Bahia, com 10 reservatórios. São eles: Afligidos (em São Gonçalo dos Campos), Apertado (Mucugê), Araci (na cidade de mesmo nome), Cipó (Mirante), Luiz Vieira (Rio de Contas), RS1 e RS2 (ambos em Camaçari), Tabua II (Ibiassucê), Zabumbão (Paramirim) e Pinhões (Juazeiro/Curaçá).
Desses, seis não contêm estimativa para a recuperação. Os outros quatro – Araci, Luiz Vieira, Tábua II e Pinhões – precisariam de R$ 6 milhões para serem recuperados. Os problemas encontrados são fissuras, rachaduras, trincas, erosões, buracos e corrosões.
Alagoas é o segundo estado nordestino com mais estruturas sob risco, 6 ao todo. Foram listadas no relatório da ANA as barragens de Prado, São Francisco e Gulandim (todas em Teotônio Vilela); Piauí (São Sebastião), Bosque IV (Junqueiro) e Canos (Maceió). Os problemas apontados são vertedouro quebrado ou insuficiente. O valor estimado para recuperação desses reservatórios era de R$ 1,4 milhão.
No Rio Grande do Norte, segundo a ANA, cinco barragens apresentavam algum comprometimento estrutural importante, entre elas, o açude Gargalheiras, em Acari, cujo nome oficial é Marechal Eurico Gaspar Dutra.
Além deste reservatório também foram incluídas no RSB da ANA a barragem Passagem das Traíras (Jardim do Seridó), Calabouço (Passa e Fica), e mais dois reservatórios privados, Barbosa de Baixo e Riacho do Meio. Os problemas listados são trincas, fissuras e erosão. Para a barragem de Calabouço é apontada “situação precária de manutenção”. Apenas Gargalheiras e Passagem das Traíras tinham valores de recuperação estimado: R$ 4.010.000.
Pernambuco
Há ainda barragens com problemas no Ceará (Jaburu I), em Pernambuco (Jucazinho/foto) e em Sergipe (Sindicalista Jaime Umbelino de Souza). A barragem pernambucana inclusive é que possui maior estimativa para recuperação, R$ 40 milhões. (Fonte: OP9)

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Ministro diz que risco de contaminação do Rio São Francisco é pequeno, mas não está descartado

Foto: G1/reprodução



A onda de lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Vale em Brumadinho (MG) começou a perder força e, na tarde do domingo (27), se movimenta a uma velocidade de menos de um quilômetro por hora, em direção à Hidrelétrica de Retiro Baixo, a 286 quilômetros do local do desastre. O reservatório de Retiro Baixo é considerado estratégico pelos técnicos do governo, para impedir que os rejeitos de minério contaminem o Rio São Francisco, provocando um desastre ambiental ainda mais elevado que o registrado na chamada “zona vermelha” de destruição.
A informação foi passada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, que convocou a diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA) para uma reunião de emergência na manhã deste domingo. Segundo Canuto, a previsão é de que a lama chegue a Bom Retiro entre os dias 2 e 6 de fevereiro. O ministro disse que o governo federal trabalha com uma probabilidade baixa de que a onda de lama contamine o Rio São Francisco. “A probabilidade é reduzida, mas tem. Não está descartado“, disse Gustavo Canuto.
Canuto se reuniu por três horas com técnicos e especialistas da ANA em Brasília. Ele disse que a agência instalou 47 pontos de coleta no Rio Paraopeba, na região de Brumadinho, para avaliar a qualidade da água. O resultado da análise deve sair na próxima quarta-feira. Caso a contaminação seja constatada nesses pontos, o abastecimento de água pode ficar comprometido para uma população de 3 milhões de pessoas que vivem em municípios mineiros.
Na tarde da última sexta-feira (25), a barragem da Vale em Brumadinho se rompeu deixando um lastro de destruição pelo caminho, provocando, até o momento, a morte de 37 pessoas e deixando 287 desaparecidas. A exemplo do ocorrido com o Rio Doce, em Mariana, a água do Rio Paraopeba foi contaminada pelos rejeitos de minério, que podem, inclusive, chegar ao Rio São Francisco.
Ameaça de novo rompimento de barragem
O ministro ainda explicou que o motivo do acionamento das sirenes, na madrugada deste domingo, em Brumadinho, aconteceu em função da elevação do nível da água na barragem 6 da Vale. Segundo o ministro, o aparelho de drenagem do reservatório foi prejudicado pelo rompimento da barragem 1. Por isso, com a chuva, o nível subiu rapidamente, e a população teve que evacuar a cidade. Como medida emergencial, uma segunda bomba foi instalada para ajudar na drenagem da água.
Houve um comprometimento do dreno da barragem. Mas a barragem não corre risco de rompimento, sai da situação 2 de risco para a situação 1. Também não houve um princípio de rompimento. Houve um aumento do nível. Colocaram uma segunda bomba para a drenagem”, finalizou o ministro. (Fonte: O Globo)

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VÍTIMAS Sobe para 60 o número de mortos na tragédia de Brumadinho

   Por: Correio Braziliense
Foto: Douglas Magno/AFP



A Defesa Civil divulgou balanço na manhã desta segunda-feira (28) informando que já são 60 o número de mortos na tragédia em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento são 292 desaparecidos e 192 resgatados. Ainda de acordo com o órgão, 19 corpos já foram identificados. 135 pessoas estão desabrigadas. 

A Barragem de Feijão, pertencente à Mineradora Vale, se rompeu na última sexta-feira (25/1). Funcionários da empresa, terceirizados, moradores e turistas estão entre as vítimas.

Aproximadamente 280 bombeiros trabalham nas buscas após o rompimento da barragem da Vale. 



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BRUMADINHO - Vale não mostra preocupação com trabalhador após tragédias, diz procurador

Caso tende a ser o maior acidente trabalhista no Brasil, diz titular do Ministério Público do Trabalho

 Por: Folhapress
Bombeiros procuram corpos na região do Córrego do Feijão em Brumadinho
Bombeiros procuram corpos na região do Córrego do Feijão em BrumadinhoFoto: Douglas Magno/AFP

A tragédia ocorrida com o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração em Brumadinho (MG) poderia ter sido evitada caso a Vale tivesse assumido responsabilidades trabalhistas e tomado providências adequadas há três anos, afirma o procurador-geral do TrabalhoRonaldo Curado Fleury.

Ele se refere às medidas preventivas solicitadas pelo Ministério Público do Trabalho à empresa em 2015, após o desastre gerado também com o rompimento de uma barragem em Mariana. "Uma dessas medidas era um alarme de emergência. De tudo que foi apurado até agora em Brumadinho, principalmente em depoimentos de sobreviventes, nenhum alarme tocou. Ou não instalaram, ou não funcionou. Se a Valetivesse tomado as providências de forma adequada, não estaríamos hoje com todo esse sofrimento e calamidade", afirma o procurador.

Para Fleury, a postura da Vale após o acidente de Mariana "não tem sido de uma empresa preocupada com a vida e o bem-estar dos trabalhadores". "Ela se recusou a assinar diversas vezes um termo de ajustamento conduta baseado em laudos técnicos e que exigia uma série de medidas, como plano de emergência e sistema de alarme. Ela também não aceitou, no caso de Mariana, pagar indenização trabalhista pelo dano moral coletivo, como se o ser humano trabalhador fosse um ser humano menor."

Sem o acordo, o MPT entrou com ação na Vara do Trabalho de Ouro Preto, ainda não julgada. Segundo o procurador, o novo acidente dá sinais de outras falhas que precisam ser investigadas. É o caso da existência de um refeitório e outras estruturas administrativas próximos à barragem.

"Mesmo que essas estruturas já existissem antes da compra pela Vale, se estavam no curso de um possível rompimento da barragem, teriam que ter sido alteradas", afirma. "Hoje, não temos como saber nem quem estava trabalhando e quem não estava, porque o relógio de ponto estava na área da administração que foi varrida pela lama."

 Bombeiros e cachorros procuram por corpos na região do Córrego do Feijão, em Brumadinho
Bombeiros e cachorros procuram por corpos na região do Córrego do Feijão, em Brumadinho - Crédito: Douglas Magno/AFP


'Tragédia em Brumadinho pode ser maior acidente de trabalho do País'
Ainda de acordo com Fleury, caso o número de desaparecidos seja confirmado, a tragédia ocorrida em Brumadinho pode ser o maior acidente trabalhista já ocorrido no país.

Até às 14h desta segunda-feira (28), o rompimento da barragem já havia deixado ao menos 60 mortos e 292 desaparecidos. "Se confirmar esses números como sendo de trabalhadores da Vale e de terceirizadas, será sim o maior acidente de trabalho da história do Brasil."

Antes de Brumadinho, o pior acidente trabalhista já registrado foi o desabamento de um pavilhão de um parque de exposições em Gameleira, Belo Horizonte. A tragédia levou à morte de 69 trabalhadores e deixou mais de 100 feridos.

Nesta segunda, a Vara do Trabalho de Betim acatou pedido do Ministério Público do Trabalho e determinou o bloqueio de R$ 800 milhões nas contas da Vale. O objetivo é assegurar a indenização de trabalhadores.

A ação também determina que a empresa mantenha o pagamento dos salários a familiares de trabalhadores desaparecidos e custeie possíveis despesas de funeral e translado de corpos.

"Tudo estava tremendo e vi enormes árvores e pessoas desaparecendo sob a lama", disse Emerson dos Santos, 30 - Crédito: Mauro Pimentel/AFP

Reforma trabalhista pode limitar indenizações
Para Fleury, no entanto, ainda que haja garantia do pagamento das indenizações, é preciso rever um dispositivo da reforma trabalhista que limita o valor das indenizações em até 50 vezes o valor do salário. "É um retrocesso total. Ele vale menos como trabalhador do que se estivesse como turista", afirma.

Outro problema, diz, está na distorção em relação aos salários, o que acaba por dividir o trabalhador em "castas sociais". "Com isso, quanto mais ganha, mais a família vai receber", diz. Ele lembra que o próprio governo chegou a editar uma medida provisória alterando o artigo. "Mas a MP caducou", diz.

Agora, Fleury diz que o MPT deve voltar a questionar o tema. Ele lembra que uma ação que questiona esses limites, ajuizada pela Anamatra, aguarda análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em outra frente, afirma, a Procuradoria deve integrar uma força-tarefa em conjunto com o Ministério Público Federal e outras instituições para propor uma reavaliação de todas as barragens de rejeitos no país. "Para ter ocorrido esse segundo acidente em tão curto espaço de tempo, talvez esses parâmetros técnicos hoje adotados não sejam suficientes", afirma.



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ÁUDIO REVELA QUE AÉCIO NOMEOU PRESIDENTE DA VALE


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Em uma gravada entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) com o empresário Joesley Batista, Aécio diz que indicou o presidente da mineradora Vale, Fabio Schvartsman. Ex-executivo da Klabin, Fabio Schvartsman, assumiu o comando da mineradora em 22 de maio de 2017, e agora se vê diante de uma tragédia-crime em Brumadinho, com o rompimento da barragem de Feijão, em Brumadinho, que já resultou em 60 mortes e pelo menos 292 desaparecidos.
"Ele vai ser anunciado como um cara do mercado. O Temer não sabe o nome dele. Confiou em mim essa p***a. O Trabauco [Luiz Carlos Trabuco, então presidente do Bradesco, um dos acionistas da Vale], e o Caffarelli [Paulo Rogério Caffarelli, então presidente do Banco do Brasil] são duas pessoas que sabem, batemos o martelo", diz Aécio a Joesley. 
O comando da Vale pode ser destituído pelo governo federal após a tragédia de Brumadinho, como sinalizou o vice-presidente Hamilton Mourão. "Essa questão da diretoria da Vale está sendo estudada pelo grupo de crise. Vamos aguardar quais são as linhas de ação que eles estão levantando", disse Mourão.
A defesa do afastamento da diretoria da Vale também foi feita pelo senador Renan Calheiros. "Ministro Moro @JusticaGovBR, quantas pessoas precisarão morrer para que a Polícia Federal faça alteração na diretoria da Vale? Antes que preciosos indícios desapareçam. E quantos deputados deixarão o país sem que sejam protegidos? Precisamos da sua veemência de sempre", afirmou Renan Calheiros.
À jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o advogado da Vale, Sergio Bermudes, afirmou que "a Vale não enxerga razões determinantes de sua responsabilidade. Não houve negligência, imprudência, imperícia". "Por que uma barragem se rompe? São vários os fatores, e eles agora vão ser objeto de considerações de ordem técnica". Para o advogado, tudo tratou-se de sorte e azar: "um caso fortuito cujas causas ainda não foram identificadas".


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BOMBEIROS DESMONTAM APOIO DE ISRAEL: EQUIPAMENTOS NÃO SÃO EFETIVOS PARA BUSCAS


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Os equipamentos trazidos de Israel para Brumadinho (MG) "não são efetivos para esse tipo de desastre", disse o comandante das operações de resgate, o tenente-coronel Eduardo Ângelo. 
"O ministro de Israel se pronunciou a respeito das dificuldades que eles tiveram. O imagiador que eles têm pegam corpos quentes, e todos os corpos [na região] são frios. Então esse já é um equipamento ineficiente", disse o tenente-coronel ao jornalista Rubens Valente, da Folha de S. Paulo. "Dos equipamentos que eles trouxeram, nenhum se aplica a esse tipo de desastre", disse ele.
O militar reconheceu que o detector de imagens poderia ser eficaz para localização de sobreviventes, pois capta o calor humano. Porém, nenhum sobrevivente foi localizado pelas buscas das últimas 48 horas. "O que faz [constitui] a imagem é a temperatura. Quando a temperatura está homogênea, é como se não houvesse nada no solo".


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Guarda Municipal apreende 60 quilos de maconha escondida em casa no bairro Quati II

   Via:Carlos Britto
(Foto: Divulgação)



Uma operação em parceria entre a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Civil (PC) resultou na apreensão de 60 quilos de maconha que estavam escondidos numa casa no bairro Quati II, zona norte de Petrolina, hoje (28). A ação foi realizada após o recebimento de uma denúncia anônima, apontando o imóvel como ponto de distribuição da droga. No local ainda foram encontradas pequenas quantidades de crack e cocaína.
Dois homens foram presos durante a ação. Os suspeitos, assim como todo o material, foram conduzidos para a Delegacia do Departamento de Repreensão ao Narcotráfico (DENARC) e apresentados ao delegado titular Dark Blacker.

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Chuva e forte ventania causam transtornos em Juazeiro e Petrolina no início da tarde desta segunda(28)



Uma chuva rápida, porém com intenso ventos causou transtornou e prejuízos aos juazeirenses e petrolinenses no início da tarde desta segunda-feira 28. Em Juazeiro árvores caíram no estacionamento da escola municipal João Paulo VI, nas imediações da Avenida Equador. As árvores atingiram dois carros que estavam no estacionamento da escola. Cadeiras dos bares e restaurantes localizados na orla foram arremessadas com a força do vento.
Em Petrolina na avenida da Integração árvores também caíram. Nos dois municipios os semáforos deixaram de funcionar. Na ponte Presidente Dutra, motociclistas tiveram que parar devido o forte vento que impedia a pilotagem.
Uma chuva rápida, porém com intenso ventos causou transtornou e prejuízos aos juazeirenses e petrolinenses no início da tarde desta segunda-feira 28. Em Juazeiro árvores caíram no estacionamento da escola municipal João Paulo VI, nas imediações da Avenida Equador. As árvores atingiram dois carros que estavam no estacionamento da escola. Cadeiras dos bares e restaurantes localizados na orla foram arremessadas com a força do vento.
Em Petrolina na avenida da Integração árvores também caíram. Nos dois municipios os semáforos deixaram de funcionar. Na ponte Presidente Dutra, motociclistas tiveram que parar devido o forte vento que impedia a pilotagem.
As previsões do laboratório da Universidade Federal do Vale do São Francisco de chuvas isoladas na região de Petrolina, Juazeiro e vizinhanças foram confirmadas hoje (28/01/19). Ao longo dos próximos dias também há possibilidade de chuvas isoladas (29/01/19) e (31/01-02/02/19) em toda região de Juazeiro, Petrolina e vizinhanças.
Na previsão a velocidade do vento máxima era de 38,5 Km/h. A redação do Blog ligou para Univasf para saber informações de quanto foi a velocidade do vento. (Geraldo José)
Confira o vídeo:




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OPERAÇÃO Após 9 horas, cirurgia de Jair Bolsonaro termina 'com êxito', diz Planalto

  

Procedimento realizado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, teve como objetivo a retirada da bolsa de colostomia


  Por: AE
Após 9 horas, cirurgia de Bolsonaro termina 'com êxito', diz Planalto (Reprodução)

Terminou há pouco a cirurgia do presidente Jair Bolsonaro, que começou por volta das 6h30 desta segunda-feira e durou 9 horas, informou a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto. O procedimento terminou com "êxito".

Segundo o Planalto, o boletim médico será divulgado tão logo seja autorizado pela equipe médica. Às 17h haverá coletiva de imprensa com o porta-voz da Presidência da República, general Rego Barros.

O procedimento, realizado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, teve como objetivo a retirada da bolsa de colostomia que Bolsonaro vinha utilizando desde que foi atacado com uma facada em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em setembro do ano passado.



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